sexta-feira, 29 de abril de 2011

Triglicérides pode ser mais perigoso que colesterol para AVC

Um estudo de pesquisadores na Dinamarca mostrou que o nível de triglicérides sem jejum está relacionado a um risco maior de AVC em homens e mulheres. Já o colesterol alto esta associado a tal risco apenas entre os homens. A pesquisa, que analisou dados de 33 anos, foi publicada pelo jornal científico “Annals of Neurology”.

Evidências médicas sugerem que o alto nível de triglicérides sem jejum demonstra uma grande quantidade de fragmentos de lipoproteínas, partículas semelhantes ao LDL – conhecido como “colesterol ruim”.

Ambos contribuem para a formação de placas que podem levar ao entupimento das vias coronarianas. “Interessantemente, as guias atuais de prevenção de derrames têm recomendações quanto a níveis desejáveis de colesterol, mas não de triglicérides sem jejum”, disse a autora do artigo, Marianne Benn, do Hospital Universitário de Copenhague.

“Nosso estudo foi o primeiro a examinar o risco de derrame para níveis muito altos de triglicérides sem jejum em comparação com níveis muito altos de colesterol na população geral”, prosseguiu. Mulheres com o triglicérides em 443 mg/dL têm uma possibilidade quase 3,9 vezes maior de sofrerem um derrame, em comparação com as que tem o nível em até 89 mg/dL.

Entre os homens, com estes mesmos indicadores, o risco é 2,3 vezes maior. No entanto, quando o nível de colesterol passa de 348 mg/dL, o risco relativo sobe para 4,4. O estudo acompanhou 7.579 mulheres e 6.372 homens, todos brancos e de origem dinamarquesa. Seus dados começaram a ser coletados entre 1976 e 1978 e foram analisados ao longo de até 33 anos.

Fonte: http://www.hebron.com.br/

Gene ligado ao consumo de álcool

Uma pesquisa conduzida por um grupo internacional de dezenas de cientistas conseguiu identificar um gene que pode ter um papel importante no consumo de álcool.

O estudo é destaque na nova edição da revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). Os pesquisadores analisaram amostras de DNA de mais de 26 mil voluntários em busca de genes que pudessem afetar o consumo de bebidas alcoólicas.

Os resultados foram comparados com dados de outras 21 mil pessoas. Os participantes disseram quando bebiam por meio de questionários. De acordo com os autores, encontrar uma variante genética que influencia os níveis de consumo de álcool pode levar a um melhor entendimento sobre os mecanismos por trás do alcoolismo.

O gene é denominado AUTS2, sigla para “candidato para suscetibilidade ao autismo número 2”. Estudos anteriores indicaram a relação do gene com o autismo e com o transtorno do déficit de atenção com hiperatividade.

A nova pesquisa, liderada por cientistas do Imperial College London e do King's College London, verificou que há duas versões do AUTS2, uma três vezes mais comum do que a outra. Indivíduos com a versão menos comum do gene bebem em média 5% menos álcool do que as pessoas com a versão mais comum, apontou o estudo.

O gene se mostrou mais ativo nas regiões do cérebro associadas com mecanismos de recompensa neurofisiológicas, o que sugere que possa ter um papel importante na regulagem na resposta à ingestão de bebidas alcoólicas. Sabe-se que o consumo de álcool é parcialmente determinado geneticamente, mas até agora o único gene conhecido com contribuição significativa era um que decodifica a álcool-desidrogenase, enzima que quebra as moléculas do álcool no fígado. “Claro que há muitos fatores que afetam quanto de álcool uma pessoa bebe, mas sabemos que os genes têm um papel importante.

A diferença promovida por esse gene específico [AUTS2] é pequena, mas, ao descobrir o seu papel, abrimos uma nova área na pesquisa sobre os mecanismos biológicos que controlam a ingestão de bebidas alcoólicas”, disse Paul Elliott, da Escola de Saúde Pública do Imperial College London, um dos coordenadores da pesquisa.

“Uma vez que as pessoas bebem por motivos muito diferentes, entender o comportamento especificamente influenciado pelo gene identificado ajuda a compreender melhor as bases biológicas desses motivos. Esse é um passo importante em busca do desenvolvimento de prevenções e tratamentos individuais para o abuso de álcool e para o alcoolismo”, disse Gunter Schumann, do Instituto de Psiquiatria do King's College London, primeiro autor do artigo.

Fonte: http://www.hebron.com.br/

Componente do brócolis pode ajudar pessoas com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)

Cientistas americanos descobriram que o sulforafano, composto encontrado nos brotos de brócolis, poderia ajudar a eliminar a bactérias que afetam os pulmões, segundo um estudo publicado na revista americana "Science Translational".

O sulforafano está presente nas verduras da família da couve e se apresenta como um possível tratamento para prevenir ou reduzir as infecções que frequentemente afetam os fumantes e os pacientes com doenças pulmonares.

Um pulmão saudável se encarrega por si mesmo de expulsar as pequenas partículas de pó, os resíduos e as bactérias estranhas que entram através do aparelho respiratório junto com o oxigênio que respiramos. No entanto, este sistema de "autolimpeza" é disfuncional nos fumantes, e as pessoas com um tipo de doença chamada enfermidade pulmonar obstrutiva crônica (Epoc) ou Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), uma grave patologia respiratória.

As duas formas mais frequentes da doença são a bronquite crônica, definida por uma tosse prolongada com muco, e o enfisema, que ajuda a deterioração dos pulmões a longo prazo. O Epoc, que afeta 24 milhões de americanos e 210 milhões de pessoas no mundo todo, é a terceira causa de morte nos Estados Unidos. O médico Shyam Biswal, do Departamento de Ciências da Saúde Ambiental da Escola Bloomberg de Saúde Pública da Universidade Johns Hopkins analisaram os macrófagos (células do sistema imunológico) dos pulmões de pacientes com a enfermidade, assim como os de ratos expostos à fumaça do cigarro.

Os pesquisadores concluíram que o tratamento com sulforafano estimula a ativação da via de sinalização celular Nrf2 tanto nas células humanas dos pulmões com Epoc quanto as dos pulmões dos ratos expostos à fumaça. A ativação da via Nrf2 restaura a capacidade dos macrófagos pulmonares para eliminar as bactérias dos pulmões, com o que uma dieta rica em sulforafano poderia ajudar aos doentes a melhorarem.

"Nossas descobertas sugerem que os macrófagos dos pulmões dos pacientes com a enfermidade têm uma falha no processo chamado fagocitose, que consiste na destruição de bactérias ou agentes nocivos para o organismo", disse Biswal.

Os pesquisadores descobriram que, ainda segundo o médico, "a ativação da via Nrf2 induzida pelo sulforafano restaurou a capacidade dos macrófagos pulmonares para se unir e combater as bactérias".

"O estudo poderá ajudar a explicar a relação entre a dieta e a doença pulmonar, e aumenta o potencial de novos enfoques para o tratamento da doença frequentemente devastadora", afirmou Robert Wise, professor de Medicina da Escola de Medicina de Johns Hopkins e co-autor da pesquisa.

Fonte: http://www.hebron.com.br/

Consumo de ômega-3 durante a gravidez reduz risco de depressão pós-parto

O consumo durante a gravidez do ácido graxo ômega-3, encontrado em peixes como o salmão, reduz o risco de depressão pós-parto, segundo um estudo de cientistas americanos.

A doutora Michelle Price Judge, da Escola de Enfermagem da Universidade de Connecticut, demonstrara previamente que o consumo durante a gravidez do ácido docosahexaenoico (DHA), um ácido graxo poli-insaturado da série ômega-3, auxilia o desenvolvimento do bebê e quis saber o efeito que poderia ter na depressão pós-parto.

 Para o novo estudo, analisou os hábitos alimentares de 52 mulheres grávidas que foram divididas em dois grupos. Metade tomou um placebo e às mulheres do outro grupo foram administrados 300 miligramas de DHA cinco dias por semana entre as semanas 24 e 40 da gravidez, uma quantidade similar à de meia porção de salmão.

Os especialistas acompanharam as mães e mediram sua situação emocional através de uma escala de depressão pós-parto realizada pela doutora Cheryl Beck, da Universidade de Connecticut e coautora do estudo.

Segundo outras pesquisas mencionadas pelos autores, aproximadamente 25% das mães padecem deste tipo de depressão, que afeta as relações familiares e tem consequências no desenvolvimento afetivo da criança.

A análise dos dados indica que as mães que fizeram parte do grupo que consumiu pescado foram menos propensas a manifestar sintomas relacionados com a ansiedade. Michelle e sua equipe assinalaram durante o Congresso de Biologia Experimental 2011, realizado em Washington, que seria necessário um estudo maior para entender o porquê e o alcance dos benefícios do ômega-3 para a saúde mental da mãe. Ainda assim, foi recomendado o consumo de peixes ricos neste tipo de ácidos graxos entre dois e três dias por semana, já que são ricos em proteínas e minerais

Fonte: http://www.hebron.com.br/

Distrações da memória

A capacidade de realizar mais de uma tarefa ao mesmo tempo cai à medida que o homem envelhece. Uma nova pesquisa aponta que o motivo pelo qual pessoas mais velhas têm mais dificuldade em alternar tarefas está nas redes neurais.

Lidar com múltiplas tarefas envolve a memória de curta duração, que define a capacidade de manter e manipular uma determinada informação em um período de tempo.

Essa memória de trabalho é a base de todas as operações mentais, de decorar um número de telefone a digitá-lo em um aparelho, de manter o ritmo de uma conversa a conduzir funções complexas como raciocinar ou aprender.

“Os resultados do estudo sugerem que o impacto negativo das múltiplas tarefas na memória de trabalho não é necessariamente um problema com a memória, mas deriva de uma interação entre atenção e memória”, disse Adam Gazzaley, professor da Universidade da Califórnia em San Francisco, um dos autores do estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

De acordo com o estudo, a dificuldade em realizar mais de uma tarefa em um mesmo período de tempo está no momento de alternar entre uma atividade e outra. O problema fundamental não são as próprias tarefas ou as interrupções, mas as distrações. A pesquisa indica que a capacidade do cérebro em ignorar informações irrelevantes cai com a idade e que isso impacta na memória de trabalho.

O estudo reforça que as “coisas da idade”, como costumam ser chamados episódios comuns de distração e esquecimento, têm um impacto maior em indivíduos mais velhos

Fonte: http://www.hebron.com.br/

Caminhadas podem beneficiar pacientes de Mal de Parkinson

Uma nova pesquisa desenvolvida na Universidade de Maryland e apresentado na 63ª reunião anual da American Academy of Neurology, evidenciou que portadores de doença de Parkinson podem se beneficiar mais de caminhadas em esteiras a uma velocidade confortável do que praticando o exercício com mais intensidade, aumentando velocidade e inclinação.

Em um experimento, 67 pessoas que sofrem da doença foram separadas em três grupos que se exercitaram de formas diferentes. Um grupo fez caminhada de baixa intensidade por 50 minutos em uma esteira, o segundo grupo fez caminhada de alta intensidade por 30 minutos e o terceiro fez alongamentos com pesos.

Os indivíduos praticaram os exercícios três vezes por semana durante um período de três meses. Os resultados mostraram que todos os tipos de exercícios foram benéficos para os pacientes, mas que a caminhada de baixa intensidade proporcionou melhorias mais consistentes de mobilidade dos pacientes.

Fonte: http://www.hebron.com.br/

Estudo liga transtorno no paladar à obesidade e à anorexia infantis

Transtornos no paladar podem contribuir significativamente para a obesidade infantil ou, no outro extremo, para a anorexia, segundo sugere um estudo feito por cientistas australianos.

Embora não seja a totalidade de crianças obesas que apresentam transtornos gustativos, "haveria uma porcentagem razoável de crianças que são obesas ou anoréxicas por uma mudança no paladar derivada de diversas doenças e remédios", disse o neuropsicólogo David Laing, da Universidade de Nova Gales do Sul, coautor do estudo divulgado na publicação especializada "Acta Paediatrica".

Laing e seus colegas descobriram que uma em cada dez crianças australianas entre 8 e 12 anos é incapaz de saborear adequadamente sua comida. Esta taxa aumenta para 12% entre os aborígines, segundo o estudo realizado com 432 alunos de diversas escolas públicas.

O ser humano normalmente pode identificar pelo menos cinco sabores: doce, azedo, amargo, salgado e umami (similar ao agridoce). Mas quando uma pessoa sofre de um transtorno gustativo e é incapaz de detectar um ou mais sabores, seus hábitos alimentares mudam devido ao fato de que os sabores das comidas se tornam desagradáveis. Por isso, "na maioria dos casos, e até onde se conhece, a pessoa fica ou muito obesa ou anoréxica", explicou Laing.

"Os efeitos da perda do paladar nos hábitos alimentares e na saúde das crianças a longo prazo ainda são desconhecidos e por isso é preciso que sejam feitas mais pesquisas para analisar os comportamentos de suas dietas", acrescentou o cientista australiano.

Fonte: http://www.hebron.com.br/

Estrogênio diminui riscos de câncer e doenças cardíacas

Em uma descoberta que desafia a ciência convencional a respeito dos riscos de certos hormônios usados na menopausa, um importante estudo de caráter governamental apontou que, após anos usando terapias de reposição apenas com estrogênio, algumas mulheres apresentaram risco consideravelmente menor de câncer de mama e ataque cardíaco.

A pesquisa, parte do difundido estudo Women's Health Initiative, acabou por surpreender as mulheres e seus médicos, que, durante anos, ouviram notícias amedrontadoras sobre os riscos da terapia de reposição hormonal.

No entanto, muitos desses receios têm a ver com o uso de uma combinação de dois hormônios, o estrogênio e a progesterona, prescritos para aliviar a sensação de calor e outros sintomas decorrentes da menopausa, sempre mostrando aumentar o risco de câncer de mama nas mulheres.

As novas descobertas, recentemente divulgadas no The Journal of the American Medical Association (JAMA), provêm do estudo Women's Health Initiative feito com 10.739 mulheres que já passaram por histerectomia, a remoção cirúrgica do útero ou parte dele.

Aproximadamente um terço das mulheres no mundo com mais de 50 anos já fizeram essa cirurgia. O estudo Women’s Health Initiative foi iniciado em 1991 pelo National Institutes of Health como uma investigação minuciosa do uso de hormônios e outros problemas relacionados à saúde das mulheres em período pós-menopausa.

Fonte: http://www.hebron.com.br/

Estudo mostra que câncer de ovário começa nas trompas

Um grupo de pesquisadores norte-americanos conseguiu recriar em laboratório o processo de formação do câncer de ovário, produzindo evidências sólidas de que os tumores começam nas trompas de falópio, e não nos próprios ovários, de acordo com um estudo publicado segunda-feira (18).

A descoberta pode ajudar a descobrir novas maneiras de combater o câncer nos ovários - que, na maior parte dos casos, não apresenta sintomas que permitam seu diagnóstico precoce, espalhando-se pelo organismo sem ser percebido.

O câncer nos ovários é o quinto mais mortífero para as mulheres. Ao todo, afeta 200 mil pessoas por ano, matando cerca de 115 mil em média. Estudos anteriores já haviam desenvolvido hipóteses dando conta de que este carcinoma pode, na verdade, ter origem em algum outro órgão, mas a pesquisa dos cientistas do Instituto do Câncer Dana-Farber, de Boston, é a primeira a mostrar como a doença começa no tecido das trompas de falópio.

As trompas de falópio - ou tubas uterinas - são os canais por onde o óvulo desce dos ovários para o útero durante o ciclo reprodutivo feminino. Ronny Drapkin, principal autor do estudo publicado na revista "Proceedings of the National Academy of Sciences", disse que análises anteriores feitas com tecido tubário de mulheres com predisposição a desenvolver o câncer de ovário já haviam mostrado "traços de células que eram antecessores de sérios tipos de câncer".

Assim, sua equipe decidiu tentar replicar o processo de formação do câncer dentro do laboratório. Os pesquisadores usaram células tubárias e alteraram sua programação genética para que elas se dividissem como células cancerosas. "Da mesma forma que as células de um tumor, estas células cancerosas 'artificiais' se proliferaram rapidamente e conseguiram deixar seu tecido de origem para crescer em outro local", indica o estudo.

"Quando implantadas em cobaias animais, elas também deram origem a tumores estrutural, genética e comportamentalmente semelhantes ao HGSOC (sigla científica para câncer de ovário) humano", explica.

Para Drapkin, a descoberta mostra que as células tubárias são a fonte do câncer de ovário, e dá pistas para o desenvolvimento de futuros tratamentos. "Estudos como este vão nos ajudar a identificar os diferentes tipos de câncer de ovário e, possivelmente, a descobrir marcadores biológicos - proteínas no sangue - que apontam a presença da doença", afirmou Drapkin, que é professor assistente da Escola de Medicina de Harvard.

Fonte: http://www.hebron.com.br/

Dieta de poucos carboidratos ajuda na redução de gordura no fígado

Uma nova pesquisa desenvolvida na Universidade do Texas (EUA) e publicada essa semana no American Journal of Clinical Nutrition, levou médicos a afirmarem que reduzir a ingestão de carboidratos é mais eficiente para diminuir a gordura no fígado do que a redução de calorias.

Em um experimento, cientistas recrutaram 18 pessoas com gordura no fígado (não causada por álcool) e designaram a um grupo uma dieta com poucas caloria0s, enquanto o segundo grupo seguiu uma dieta com poucos carboidratos.

Após 14 dias, os participantes da dieta de poucos carboidratos tinham perdido mais gordura do fígado do que o outro grupo.

Os pesquisadores ainda não sabem explicar a diferença de perda de gordura entre os dois grupos, mas eles acreditam que a descoberta pode ser significativa para tratamentos de diversas doenças, como a diabetes e a resistência à insulina.

Fonte: http://www.hebron.com.br/

Pagar pessoas para perder peso funciona, indica estudo

Um estudo britânico de 400 pessoas, batizado de "libras por quilos", descobriu que quase metade dos analisados perdeu mais de 5% do seu peso corporal. O artigo foi publicado no "Journal of Public Health".

Em média, os indivíduos --muitos deles trabalhadores do Serviço Nacional de Saúde (NHS, sigla em inglês)-- perderam cerca de 4 kg em um ano e receberam cerca de 180 libras.

A informação foi publicada no site do jornal britânico "The Telegraph" nesta sexta-feira.

Segundo os pesquisadores, os resultados mostram que o esquema funciona tanto quando programas de perda de peso existentes e poderia ser estendido para todo o país.

Para Clare Relton, da Universidade de Sheffield, "o recrutamento para este programa de incentivo financeiro sugere que a perda de peso pode ser aceitável pelo público em geral e pelos funcionários do NHS, além de homens e mulheres".

O presidente do National Obesity Forum, David Haslam, disse que, anteriormente, estava cético em relação à pesquisa, no caso dos pacientes pararem de perder peso se deixassem de ser pagos.

Mas em declaração à revista "Pulse", disse: "Quatro quilos em um ano é um número muito bom. Se estamos interessados nos ganhos para a saúde, este é o negócio".

A incitava "libras por quilos" recrutou 402 pessoas, 42,5% das quais eram funcionárias do NHS. A média de idade era de 45,1 anos; a média inicial de peso, 101,8 kg; e mais da metade era do sexo feminino.

Os participantes foram submetidos a planos de perda de peso de diversas durações e pesados novamente no fim de cada um.

No total, 44,8% tiveram perda de peso "clinicamente significativa" de mais de 5% do seu peso corporal; 23,6% perderam mais de 10%.

Apenas 38% dos participantes terminaram seus planos, número abaixo do de esquemas existentes, como o Vigilantes do Peso.

Mas a perda de peso média de 5 kg em 12 meses, incluindo aqueles que desistiram, foi maior do que a média do Vigilantes do Peso --4,02 kg.

Mesmo admitindo que aqueles que desistiram retornaram ao seu peso original, os dados sugerem que a perda de peso média geral para todos aqueles que participaram foi de 4 kg.

A incitava teve custo total de 75 mil libras e uma média de 186,57 libras por paciente.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/909233-pagar-pessoas-para-perder-peso-funciona-indica-estudo.shtml

Coca-Cola rejeita pedido para tirar bisfenol A de suas latas

Pedido veio de acionistas preocupados com a crescente pressão da população e proibição do químico em vários países; pesquisas associam substância a câncer, diabetes e obesidade

Mesmo depois da Comunidade Europeia ter proibido o bisfenol A (BPA).

Mesmo depois de todas as pesquisas científicas terem associado o químico à doenças como diabetes e câncer.

Mesmo depois das mães do Canadá terem saído às ruas pedindo o fim do químico em embalagens de alimentos.

Mesmo depois da indústria de alimentação no Japão ter retirado voluntariamente o bisfenol do contato com seus produtos.

Mesmo depois de todas as campanhas e comprovações sobre os malefícios do bisfenol A, o CEO da Coca-Cola, Muhtar Kent, disse ontem que empresa não acredita que haja evidências científicas suficientes para descontinuar o uso de BPA na resina epóxi utilizada como revestimento interno de suas latas.

A declaração aconteceu ontem durante a assembléia anual, realizada em Atlanta (EUA), em resposta à solicitação de um grupo de acionistas que pediu o fim do BPA nas embalagens de refrigerantes e sucos. A proposta dos acionistas teve esse ano 26% de adesão, 20% a mais de apoio do que no ano passado, quando idéia semelhante foi apresentada.

Risco Financeiro? – A proposta foi apresentada por três grupos que defendem os direitos dos acionistas e pede que a Coca-Cola “prepare um relatório para os acionistas revelando como está respondendo à crescente preocupação de consumidores em relação à segurança do BPA em produtos; desenhe um plano para desenvolver alternativas à resina epóxi com BPA; e revele o que a empresa está fazendo para manter sua liderança e a confiança do público neste tema. Michael Passoff, estrategista senior do grupo As You Sow, um dos grupos de acionistas, novamente rotulou a Coca como “uma indústria que está ficando para trás” alertando que isso “não era um bom sinal para seus investidores”.

A proposta foi apoiada por investidores de peso, incluindo a ISS e a Glass Lewis, duas das maiores empresas de consultoria no gerenciamento de ações dos Estados Unidos, além de acionistas institucionais como a CalPERS, o maior fundo de pensão do mundo.

A Domini Social Investments e a Trillium Asset Management Corporation também fazem parte da aliança, que afirmou que o receio está baseado “no risco financeiro e regulatório” que a empresa pode estar se expondo ao “ignorar os avanços na pesquisa científica, a reavaliação de agências regulatórias e a preocupação com o potencial risco à saúde que o BPA representa, assim como novas propostas legislativas que estão considerando a proibição do bisfenol A.”

A Coca-Cola afirmou que concorda com o consenso de agências regulatórias em vários países que afirma que o BPA presente no revestimento interno de latas não representa um risco à saúde humana. “Se tivéssemos qualquer dúvida em relação à segurança de nossas embalagens, nós descontinuaríamos o uso do BPA,”disse Kent na assembleia ontem. “É simples assim”.

No website da empresa foi publicada a seguinte declaração: “Estamos trabalhando com terceiros para produzir outros tipos de revestimento interno que incluem produtos sem BPA. Atualmente, o único sistema comercialmente viável para revestimento interno de latas para produção em massa de bebidas embaladas com latas de alumínio contém o BPA.”

“Nós levamos muito a sério a preocupação de nossos consumidores e queremos que saibam que temos confiança na segurança de todas as embalagens que utilizamos em nossas bebidas.”

Fontes: Food Production Daily - 28 de abril de 2011 e http://www.otaodoconsumo.com.br/voce-e-o-que-come-na-embalagem-que-consome/coca-cola-rejeita-pedido-para-tirar-bisfenol-a-de-suas-latas

7 coisas tóxicas que você não deveria jogar no lixo

Muita gente não pensa duas vezes em jogar no lixo algo que parece não prestar. O problema é que o lixo não é um sumidouro, ele é a primeira parada de algo que foi descartado. Substancias tóxicas contidas no nosso lixo podem ser muito prejudicial à saúde e ao meio ambiente. Veja abaixo uma lista de 7 coisas que deveriam ser destinadas com cuidado.

1 – Óleo de motor

Não só o óleo de motor, mas também o óleo de cozinha podem entupir tubulações de esgoto e atrapalhar os processos de tratamento de água e esgoto das empresas de saneamento. Além disso, óleo de motor derramado no chão pode contaminar águas subterrâneas. “Um galão de óleo pode contaminar um milhão de galões de água pura”, explica a representante do site Earth911, Jennifer Berry. A maneira correta de se livrar do óleo é colocá-lo em uma garrafinha com tampa e levar para centros de reciclagem, postos de gasolina ou oficinas de carros.

2 – Eletrônicos

Um problema que o mundo está tendo que lidar atualmente é o lixo eletrônico, mas não aquele spam que você recebe por e-mail, mas a quantidade de aparelhos de TV, DVD, computadores, celulares, câmeras, impressoras, videogames, iPods que são jogados por aí. Alguns países da Europa e os EUA produzem tanto e-lixo que precisam mandar para outros países. “Estes objetos contêm metais pesados como cádmio e chumbo que podem contaminar o meio ambiente”, disse Jennifer. É melhor encontrar alguém que esteja precisando destes aparelhos e fazer uma doação.

3 – Tinta

Tintas à base de óleo, revestimentos, corantes, vernizes, removedores de tinta são lixos extremamente perigosos porque contêm produtos químicos que podem ser prejudiciais a humanos, animais e ao meio ambiente. Eles nunca devem ser jogados no lixo ou em ralos. Latas que não foram usadas devem ser estocadas com cuidado ou devolvidas, ou você pode doar para escolas ou organizações.,

4 – Pilhas e baterias

Diferentes tipos de baterias devem ser destinadas de diferentes maneiras, mas nenhuma delas deve ser jogada no lixo tradicional, nem nas lixeiras de reciclagem. Elas devem ser destinadas para reciclagem. Muitas lojas têm lixos especiais para pilhas. Elas contêm materiais tóxicos e corrosivos, por isso devem ser descartadas com cuidado. A bateria do carro também faz parte deste grupo.

3 – Lâmpadas

Lâmpadas fluorescents contém minúsculas partes de mercúrio (cerca de 5 mg) que podem vazar caso ela se quebre. Por isso, elas devem ser descartadas em lugares que recolham lixo tóxico.

2 – Detector de fumaça

Este aparelho não é muito comum no nosso dia-a-dia, geralmente os vemos em hospitais ou hotéis, mas eles também são tóxicos. Os dispositivos contêm uma quantidade pequena de radiação para detecção da fumaça. É extremamente importante que não sejam atirados em qualquer lixeira. Deve-se retirar suas pilhas (que também devem ser encaminhadas, como dito anteriormente) e, em seguida, devolvê-lo ao fabricante.

1 – Termômetros

Os termômetros tradicionais contêm em média 500 mg de mercúrio e representa um risco à saúde em caso de quebra, principalmente para mulheres grávidas e crianças, porque prejudica o crescimento do sistema nervoso do bebê e dos garotos. É preciso mandá-lo para o lixo tóxico. [LifesLittleMysteries]

Fonte: http://hypescience.com/7-coisas-toxicas-que-voce-nao-deveria-jogar-no-lixo/

sábado, 23 de abril de 2011

Filtro solar: se eu pudesse dar só uma dica, eu diria: NÃO use filtro-rolar

O jornal Daily Mail (ver abaixo) publicou uma declaração polêmica de Gisele Bündchen, na última sexta-feira . A top brasileira gaúcha, que está no Brasil para desfilar no SP Fashion Week e lançar a sua própria linha de cosméticos feitos de matéria-prima orgânica, contrariou especialistas em câncer e, de acordo com a publicação, disse que protetor solar é veneno e não deveria ser usado pelas pessoas.

Ela afirmou que só toma sol antes das 8 horas da manhã, quando o sol está fraco. Assim, não precisa usar "os venenosos protetores solares, que possuem muita química para absorverem os raios UVA e UVB". "Eu não uso nada sintético", disse a modelo.

Gisele lançou recentemente uma linha de produtos de beleza 100% naturais chamada Sejaa. Os cremes são especiais para o rosto e foram desenvolvidos segundo a filosofia naturalista da top.

A afirmação da Top Model qt ao filtro solar tem fundamento? Parece que sim!!!


O último relatório do "Environmental Working Group" http://www.ewg.org/2010sunscreen/ alega que em uma pesquisa com quase mil protetores, quatro em cada cinco oferecem proteção solar inadequada ou contêm ingredientes que podem apresentar um risco para a saúde.

Researchers at the Environmental Working Group, a Washington-based nonprofit, released their annual report claiming nearly half of the 500 most popular sunscreen products may actually increase the speed at which malignant cells develop and spread skin cancer because they contain vitamin A and its derivatives, retinol and retinyl palmitate.

Furthermore, the FDA has known about the dangers of vitamin A in sunscreens since ordering a study 10 years ago, but has done nothing to alert the public of the dangers. "Retinyl palmitate was selected by (FDA's) Center for Food Safety and Applied Nutrition for photo-toxicity and photocarcinogenicity testing based on the increasingly widespread use of this compound in cosmetic retail products for use on sun-exposed skin," said an October 2000 report by the National Toxicology Program.

Segundo pesquisa com quase mil produtos, contestada por alguns dermatologistas, quatro em cada cinco oferecem proteção solar inadequada ou contêm ingredientes que podem apresentar um risco à saúde

Sonya Lunder, analista-sênior junto do Environmental Working Group, diz que o banco de dados e o sistema de classificação eram baseados numa extensa revisão da literatura médica sobre filtros solares. De quase mil marcas examinadas, o grupo recomenda apenas 143. A maioria são marcas menos conhecidas contendo titânio e zinco, que são bloqueadores efetivos de radiação ultravioleta. Mas são menos populares junto aos consumidores porque podem deixar um resíduo branco.

O grupo está especialmente preocupado com a segurança de um composto chamado oxybenzona, usado na maior parte dos filtros solares conhecidos. Mas a pesquisa sobre esse composto é limitada.

Outro estudo, publicado há dois anos em Free Radical Biology and Medicine, trouxe preocupações inquietantes sobre o que acontece quando o filtro solar é absorvido pela pele e reage com o sol. O relatório sugeriu que sob certas condições, os filtros com oxybenzone e outros filtros ultravioletas poderiam causar danos de radicais livres na pele, um processo que teoricamente poderia levar ao câncer de pele. O estudo usou modelos de pele de laboratório, então alguns pesquisadores dizem que ele não é um indicador confiável do que acontece em pessoas.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Estudos relacionam obesidade a flora intestinal "ruim"

Os cientistas estão, nos últimos anos, começando a entender como vivem os trilhões de seres que há no intestino de cada ser humano. Ainda que seja você quem come chocolate todos os dias, uma flora intestinal que não ajuda pode ser a culpada pelos seus pneuzinhos, dizem os pesquisadores.

Em 2006, um estudo na "Nature" mostrou que gordos tinham um tipo diferente de flora intestinal. Não se sabia bem se a obesidade era causa ou consequência.

Três anos depois, um pesquisador americano, Jeffrey Gordon, da Universidade Washington, propôs na "Science Translational Medicine" que engordar era consequência. Ele dizia que as pessoas deveriam saber que tipo de bactérias há em seu intestino para saber se eram vulneráveis à obesidade.

Agora, um outro trabalho na "Nature" mostra que existem três diferentes tipos de flora intestinal. Do mesmo jeito que cada ser humano tem um tipo sanguíneo, todos tem um "tipo intestinal".

Cada um representa um tipo de bactéria diferente que predomina no intestino. Assim, ao menos por enquanto, esses tipos não tem nomes fáceis como "O positivo" ou "A negativo", mas "predominância de Bacteroides" ou "predominância de Prevotella".

Ficou claro para os pesquisadores que o tipo intestinal nada tem a ver com com a etnia do indivíduo, com o seu país de origem ou com a sua maneira de se alimentar.

Como cada bactéria tem uma eficiência diferente na hora de extrair energia dos alimentos, é possível que aquele amigo que come feito quem nunca viu comida e continua magro tenha tido a sorte de nascer com o tipo de flora intestinal certa.

Os cientistas, de várias instituições europeias (com colaboração da Universidade Federal de Minas Gerais), não conseguiram, porém, apontar qual das três floras intestinais é de gordinho e qual é de "magro de ruim". Estudaram bactérias de europeus, americanos e japoneses.

Era um grupo de poucas dezenas de pessoas. Os cientistas estão planejando repetir o trabalho agora com 400.

Mesmo que eles consigam novos resultados, certamente o tipo intestinal não será a única explicação para a obesidade. Outros fatores, como a alimentação e questões genéticas não relacionados ao intestino, certamente têm um peso grande.

De qualquer forma, não é possível subestimar o papel das bactérias no organismo humano.

Elas são muitas: enquanto o corpo humano tem cerca de 10 trilhões de células, cada pessoa carrega consigo mais de 300 trilhões de bactérias de todos os tipos.

Ou seja: há bem mais células de bactérias em você do que células de você mesmo.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/905599-estudos-relacionam-obesidade-a-flora-intestinal-ruim.shtml

Contaminantes ambientais por Dr. Fábio Cesar dos Santos

A entrevista abaixo foi feita com o Presidente da Associação Brasileira de Medicina Ortomolecular, médico, cardiologista e que atua na prática ortomolecular. Na reportagem o Dr. Fábio Cesar dos Santos fala muito sobre ecologia médica... Vale a pena !



quarta-feira, 20 de abril de 2011

Alergias podem ser fator de risco para depressão

A primavera sempre traz um surto de espirros, fungadas e narizes obstruídos.

Mas alergias sazonais podem ser psicologicamente prejudiciais? Uma onda de pesquisa emergente sugere que pode acontecer. Ainda que não haja evidências firmes que alergias causam depressão, vastos estudos mostram que pessoas que sofrem de alergia realmente apresentam maior risco de depressão.

Alergias graves podem trazer sonolência, dores de cabeça, fadiga e uma sensação geral de mal-estar físico, que juntos podem piorar o humor.  Estudos identificaram que reações alérgicas liberam compostos no corpo chamados citoquinas, que desempenham um papel na inflamação e pode reduzir os níveis do hormônio serotonina, que ajuda a manter as sensações de bem-estar. E é de conhecimento comum que algumas medicações comuns para alergia, como corticosteroides, podem causar ansiedade e oscilações de humor.

Muitos estudos de grande porte descobriram que o risco de depressão em pessoas com alergias graves é duas vezes maior que em pessoas sem alergias.

Em 2008, pesquisadores da University of Maryland reportaram que essa conexão pode ajudar a explicar um amplamente observado mas mal compreendido aumento de suicídios durante a primavera todo ano. Analisando registros médicos, os autores viram que em alguns pacientes, mudanças nos sintomas de alergia durante as temporadas de baixa e alta polinização se correlacionavam com mudanças em seus níveis de depressão e ansiedade.

Um estudo populacional finlandês de 2003 constatou uma relação entre alergias e depressão; contudo, mulheres tendiam muito mais a serem afetadas.

Em 2000, um estudo com gêmeos, na Finlândia também, mostrou um risco comum de depressão e alergias, um resultado de influências genéticas, escreveram os autores.

Fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5075077-EI8147,00-Estudos+apontam+que+alergias+podem+levar+a+depressao.html

7 truques de dieta que funcionam

1 – Evite xarope de milho

Os xaropes de milho com alto teor de frutose (HFCS na sigla em inglês para high-fructose corn syrup) estão presentes nos refrigerantes, doces assados, cereais, frutas enlatadas, sobremesas, sucos e geléias. Apesar do consumo destes produtos serem comuns no dia-a-dia, pesquisadores estão tentando contê-los.
Um estudo mostrou que ratos que tomavam bebidas adoçadas com HFCS ganharam mais peso do que aqueles que consumiram bebidas com açúcar. Os dois grupos recebiam uma dieta com o mesmo número de calorias diariamente. Um dos motivos poderia ser a maneira como cada adoçante é processado em nosso corpo.
Segundo o pesquisador líder do estudo, Bartley Hoebel, os dois contêm frutose e glicose, mas, no açúcar, os dois componentes possuem uma ligação muito forte entre si e precisam de um passo extra para serem metabolizados. Nos HFCS, a glicose e a frutose já estão separadas e podem ser absorvidos diretamente.

2 – Não se vicie em besteiras

Será que aquelas besteiras que comemos, conhecidas como junk food ou fast food, podem nos viciar? Um estudo mostrou que estas comidas podem afetar o cérebro de ratos do mesmo jeito que algumas drogas, quando são consumidos em grande quantidade. Os ratos da pesquisa recebiam, diariamente, rações ilimitadas de bacon, balas, chocolates, donuts, lingüiças, salsichas, bolos, coberturas, etc. O resultado? Obesidade, e duas características do consumo de drogas.

Segundo os pesquisadores, muitos receptores de dopamina desapareceram, o que sinalizava que seria preciso mais comida para atingir os mesmos níveis de satisfação. O comportamento dos ratos também mudou: comer estas comidas gordurosas ou açucaradas virou prioridade. Eles continuaram comendo, mesmo quando uma luz sinalizava que levariam choque se não parassem.

O pesquisador Paul Kenny, que participou do estudo disse que este é o comportamento de comedores compulsivos e de viciados. “Eles não conseguem se controlar mesmo quando os médicos os alertam, seus relacionamentos sofrem”, disse. Como os ratos que se alimentavam normalmente não apresentaram tais reações, Kenny acredita que deve haver algo nestas junk foods. “Tente controlar seu acesso a este tipo de alimentos. Eles não são inofensivos como pensamos”.

3 – Não demore tanto para comer

Ficar muito tempo sem comer faz as pessoas sentirem falta de carboidratos de alta densidade energética, não conseguirem controlar o tamanho de suas porções de alimento ou escolher opções mais saudáveis. O metabolismo também pode ficar comprometido.

A nutricionista Marissa Lippert, de Nova Iorque, aconselha planejar bem as refeições, para que haja uma rotina que impeça aqueles momentos de desejo desesperado. “Não espere mais do que três horas para fazer um lanchinho ou refeição. Isto também ajuda a controlar a fome e a satisfação”, diz ela.

4 – Satisfaça as necessidades de seu corpo, principalmente de manhã

Em um estudo bancado pela Egg Nutrition Center (ressalvas a parte), homens comeram dois tipos de café da manhã, cada um com o mesmo número de calorias, e depois comeram o que quiseram pelo resto do dia. O grupo que recebeu um café rico em proteínas (ovos mexidos e torrada) reportou não ter sentido tanta fome na hora do almoço. Além disso, estes homens consumiram 400 calorias a menos nas 24 horas seguintes, em comparação ao grupo que tomou um café rico em carboidratos (um pão e cream cheese, com pouca gordura e iogurte com pouca gordura).

As proteínas são conhecidas como alimentos que saciam mais que outros alimentos, mas, no caso do primeiro grupo, a quantidade de gordura do ovo ajudou na saciedade. “Outros tipos de proteína podem ter o mesmo efeito como atum, frango e carne”, disse a pesquisadora Maria Fernandez, da Universidade de Connecticut. Mas ela recomenda ficar longe dos enlatados.

5 – Prefira as comidas com baixo teor glicêmico

O índice glicêmico se refere ao quão rápido a comida afeta o açúcar do sangue. Alguns alimentos têm um índice baixo (fibras, proteínas) e oferecem um estoque estável de energia. Outros tem níveis mais altos (doces e comidas processadas) elas dão picos e quedas.

A nutricionista Marissa Lippert recomenda que é bom prestar atenção aos níveis glicêmicos para controle do apetite e para a saúde em geral, “mas não precisa ser motivo de preocupação para a maioria das pessoas”. Melhor optar por comidas mais frescas e menos processadas, como frutas frescas, vegetais e carne. “Se há mais de três ou cinco ingredientes que você não consegue pronunciar, aquilo não deve ser bom para comer. Quanto menor ingredientes, melhor”, afirma Lippert.

6 – Mude o cenário

Mudar o jeito de comer, o lugar ou os ares pode ajudar na dieta. Pode ser usar um prato menor, não repetir, esconder o chocolate. Pesquisadores da Cornell University perceberam que estas atitudes ajudam a perde mais peso do que mudar hábitos ou as escolhas na refeição. “Estas mudanças são mais fáceis de manter, ao contrário de prometer comer só frutas e não doces, ou desistir do chocolate e da batata frita”, disse o líder do estudo, Brian Wasink. Mudanças que duram podem ter um impacto real no peso das pessoas.

7 – Aproveite a refeição

Coma com tranquilidade, aproveite. Siga aqueles velhos conselhos de não comer na frente da TV ou do computador, tudo isso para aproveitar melhor sua refeição. Comida que ingerida rapidamente é praticamente comida desperdiçada.

Quando prestamos atenção ao que comemos, sua cor, textura, frescor e sabores, estamos envolvidos com a comida, não apenas “enchendo a barriga”. Assim, nós aumentamos o prazer daquele momento, enquanto ficamos mais satisfeitos. E, de acordo com a nutricionista Marissa Lippert, se você der um tempinho para o momento da refeição, você verá que será necessária uma porção menor para satisfazer

Fonte: http://hypescience.com/7-truques-de-dieta-que-realmente-funcionam/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+feedburner%2Fxgpv+%28HypeScience%29

Terapia com luz pode diminuir sintomas em pacientes depressivos

O inverno com certeza tem um ar mais triste do que outras épocas. Se você fica para baixo em tais meses do ano, pode estar sofrendo de transtorno afetivo sazonal (TAS). Nos EUA, as pessoas têm combatido a depressão com uma dose extra de luz artificial durante o dia.

Agora, um novo estudo descobriu que a terapia da luz é eficaz para tratar outros tipos de depressão também. Por exemplo, pessoas com TAS podem ter uma sensação que perdura ao longo dos meses de inverno, às vezes até mesmo na primavera, porque os dias mais curtos não os fornecem bastante luz solar direta.

O tratamento com luz brilhante (TLB), também conhecido como fototerapia, é uma terapia diária que consiste em passar pelo menos 30 minutos olhando indiretamente para uma “caixa de luz” que contém um tipo específico de luz.

As caixas de luz imitam os comprimentos de onda de luz solar e são mais brilhantes do que as lâmpadas normais; emitem um feixe de pelo menos 10.000 lux, uma medida da intensidade da luz. A luz do sol varia de 32.000 a 100.000 lux em um dia médio.

Recentemente, os cientistas descobriram que a TLB era eficaz no tratamento de sintomas como mau humor, ansiedade, letargia, irritabilidade e fadiga nas pessoas com TAS porque estimulava a produção de neurotransmissores como a serotonina e a dopamina, que promovem sentimentos positivos.

Eles então testaram a TLB em pessoas que sofrem de Transtorno Depressivo Maior (TDM), também conhecida como depressão clínica, uma forma de depressão que bagunça os ritmos circadianos em um forma semelhante a TAS. A condição é especialmente prevalente em idosos, e muitos dos quais não recebem suficiente exposição ao sol.

A equipe forneceu uma luz azul brilhante a 42 pacientes de 60 anos ou mais com TDM, para usar em casa por uma hora todas as manhãs durante três semanas. Outros 47 pacientes receberam uma tênue luz vermelha como placebo. 58% dos pacientes com TDM e a luz azul relataram menos sintomas depressivos, enquanto apenas 34% do grupo placebo relataram uma diminuição.

Os benefícios da terapia podem ser em parte devido à forma como o organismo repõe o seu ritmo circadiano a um estado mais natural após a exposição extra à caixa de luz. Os pesquisadores também observaram um maior aumento do hormônio melatonina entre aqueles que receberam a terapia da luz.

Segundo os pesquisadores, simplesmente utilizar mais luzes e lâmpadas com potência maior pode, literalmente, adicionar mais brilho para a vida de uma pessoa deprimida. Se a TLB reduziu a depressão não sazonal em pacientes idosos, a iluminação adicional pode ser facilmente implementada nas casas dos pacientes para servir como complemento no tratamento antidepressivo.

Fonte: http://hypescience.com/terapia-com-luz-pode-diminuir-sintomas-em-pacientes-depressivos/

domingo, 17 de abril de 2011

O estresse pode ser gatilho para o Transtorno bipolar

A estrela de Hollywood Catherine Zeta-Jones, famosa por seu papel em “A máscara do Zorro” e vencedora do Oscar em 2003, se internou em um hospital psiquiátrico no início deste mês para tratamento do transtorno bipolar tipo II.

O assessor da atriz anunciou que a decisão de procurar um estabelecimento médico se deu, pelo menos em parte, devido ao estresse causado pelo tratamento contra o câncer de garganta de seu marido Michael Douglas, além de sua batalha judicial sobre rendimentos de filmes recentes.

Os grandes eventos da vida podem desencadear mudanças repentinas de humor em pessoas com a doença, mesmo se elas estivessem “indo bem”. Ou seja, mesmo que eles já estejam seguindo um tratamento, se relacionando bem com as pessoas à sua volta e contando com uma boa equipe de apoio, afirma David Solomon, professor de Psiquiatria Clínica da Universidade Brown, Rhode Island, EUA e diretor assistente do Programa de Transtornos do Humor no Hospital de Rhode Island.

O transtorno bipolar II inclui episódios de depressão e hipomania, uma euforia consideravelmente leve. O transtorno bipolar II é menos grave do que o I, que inclui a mania, hipomania e depressão mais intensa.

Transtornos de humor bipolar afeta 2,6% dos adultos nos EUA. A maioria dos casos, porém, são considerados graves, de acordo com o Instituto Nacional de Saúde. No Brasil, o transtorno atinge 5 milhões de pessoas. E atenção para os habitantes da cidade de São Paulo: chega a 8,6% da população os atingidos pela bipolaridade. No mundo, a taxa é de 2%

“Embora apenas Zeta-Jones e seu médico saibam o que provocou sua decisão de procurar ajuda, não me surpreenderia que um indivíduo sob tanta pressão e estresse acabasse sofrendo um episódio semelhante”, diz Solomon.

Os eventos estressantes não podem causar transtorno bipolar por si só, mas eles são capazes de “dar um empurrãozinho” em quem é geneticamente vulneráveis à mudança drástica de humor, coloca Solomon.

“A maioria das pessoas com a doença têm uma vulnerabilidade genética para o transtorno”, conta Solomon. Algumas pessoas que são criadas em lares estáveis ​​e amorosos podem nunca ter essa vulnerabilidade explorada, e viver a vida inteira sem manifestar qualquer sinal de distúrbio bipolar.

Entretanto, para muitas pessoas – que têm vulnerabilidade genética ou não – eventos estressantes desencadeiam uma piora no estado de saúde em geral, inclusive na lado emocional, como é possivelmente o caso de Zeta-Jones.

“Há muitos bons tratamentos, tais como medicamentos e psicoterapia, mas os pacientes respondem de forma muito variada a eles. Zeta-Jones certamente será capaz de se valer dos dois, o que é uma coisa boa. Espero que ela melhore”, completa Solomon. [LiveScience]

Fonte: http://hypescience.com/estresse-pode-desencadear-transtorno-bipolar/

Aspectos nutricionais e a Doença de Alzheimer

O que a ciência já sabe sobre a doença de Alzheimer”, esse é o título da matéria publicada pela revista “Viva Saúde”, edição nº 78. Mas será que tudo que se sabe para o controle dessa condição apenas envolve descoberta de genes, avanço no diagnóstico, novos remédios e vacinas? O texto aborda o efeito degenerativo da doença, o que pode ser didaticamente elucidado no site da Alzheimer’s Association em uma apresentação disponível em português: A viagem ao cérebro (http://www.alz.org/alzheimers_disease_4719.asp). Contudo, a reportagem deixa uma grande interrogação no que diz respeito à nutrição e alimentação.

O cérebro, assim como todo o restante do nosso organismo, é formado por células. Sua estrutura e função dependem dos nutrientes. Estudos mostram que inúmeros aspectos da cognição são comprometidos pela má nutrição desde a infância. Observando a realidade alimentar da população brasileira e global, não é de se espantar que 8,7% das crianças entre 8 e 15 anos foram “rotuladas” com TDAH ou transtorno do déficit de atenção e hiperatividade, e 1 em cada 10 crianças tomem medicamentos estimulantes como ritalina. Já o autismo afeta 1 em cada 166 crianças e sua incidência aumentou em 11 vezes na última década. Problemas com o aprendizado afetam entre 5% e 10% das crianças em idade escolar. A doença de Alzheimer (DA) é o comprometimento cerebral após longa data de desequilíbrios, que hoje já afetam as crianças.

A Alzheimer’s Disease International (ADI) estima que existam atualmente 30 milhões de pessoas com demência no mundo, e 4,6 milhões de novos casos anualmente (um novo caso a cada 7 segundos); assim, em 2050 mais de 100 milhões de pessoas poderão estar afetadas, principalmente pessoas da terceira idade. A DA é a forma mais comum de demência, contando de 50 a 60% de todos os casos, e no Brasil acomete cerca de um milhão de pessoas.

Há pouco tempo, os considerados tradicionais fatores de risco para DA (idade avançada, histórico familiar de demência e polimorfismo do gene ApoE 4) mantiveram a prevenção longe das prioridades tanto de pesquisa quanto da prática clínica. Entretanto, nos últimos anos, estudos vêm acumulando evidências de que fatores de risco modificáveis relacionados ao estilo de vida também são importantes na DA. Uma série de estudos mostra que os mesmos fatores de risco para as doenças cardiovasculares também contribuem para a DA. Entre esses estão a obesidade, hipertensão, dislipidemia, diabetes, sedentarismo, tabagismo e consumo de álcool. Essas informações, quando rearranjadas e reavaliadas, sugerem que os mesmos mecanismos deletérios que acometem o sistema cardiovascular também afetam o cérebro.

Uma revisão sistemática publicada este ano no European Journal of Neurology traz a seguinte sentença: “Apesar de as pesquisas na DA focarem no desenvolvimento de intervenções baseado na hipótese da cascata amiloide, acredita-se que a DA não é uma condição singular definida exclusivamente por placas e emaranhados, mas sim o resultado de uma sobreposição conjunta de processos biológicos que constituem formas de envelhecimento cerebral grave”. E são justamente esses processos biológicos desencadeados por uma gama de fatores ambientais e comportamentais que influenciam o envelhecimento cerebral e a DA. Na ótica da Nutrição Funcional, são vistos como desequilíbrios fisiológicos, resultado da interação entre os genes com o ambiente. No caso da DA, os desequilíbrios oxidativo, inflamatório, estrutural e neuroendócrino são mais pronunciados. Nesse sentido a nutrição, considerada causa básica, também é solução, sendo capaz de modular esses processos prevenindo, retardando e melhorando a sintomatologia característica da doença.

Na última década, muitas investigações foram realizadas para avaliar a efetividade da dieta do mediterrâneo na prevenção do desenvolvimento de doenças crônicas como Alzheimer e principalmente de doenças cardiovasculares. Esta dieta é caracterizada por um alto consumo de peixes, vegetais, legumes, frutas, cereais integrais, azeite de oliva, baixo consumo de produtos lácteos, carnes e gordura saturada, assim como o consumo moderado de álcool, principalmente na forma de vinho tinto.

Em recente meta-análise publicada no Britsh Medical Journal, foi avaliada a relação entre aderência à dieta do mediterrâneo e a mortalidade e incidência de doenças crônicas. O resultado mostrou aumento significativo no nível de saúde. Houve redução de 9% nas taxas de mortalidade total e por doenças cardiovasculares, diminuição de 6% nas taxas de mortalidade por câncer e de 13% na incidência de Parkinson e Alzheimer. Em contraste, um estudo populacional realizado na Polônia avaliou o perfil alimentar de indivíduos diagnosticados com a DA. Os resultados mostraram um alto consumo de carnes, manteiga, produtos lácteos com elevado teor de gordura e açúcar refinado, além de baixo consumo de frutas e verduras.

O padrão alimentar ocidental possui características contrárias ao padrão mediterrâneo. É pró-inflamatório, pró-oxidante, promove desestruturação celular e gera desequilíbrios neuroendócrinos. Esses desequilíbrios são mais suscetíveis no tecido cerebral devido à sua composição e atividade metabólica. Composto por 60% de gordura, o cérebro pesa apenas 2% do peso corporal, usa 20% do oxigênio que respiramos e em torno de 20% das calorias que consumimos. Contém 100 bilhões de células conectadas às outras por aproximadamente 40.000 conexões (sinapses). Este é o número de conexões cerebrais que estão constantemente mandando e recebendo mensagens que mantém nossa saúde. Cada uma dessas conexões interage pelas membranas celulares que, quando não estão saudáveis, perdem efetividade e rapidez.

As membranas celulares dos neurônios são consideradas peças-chave para a ótima comunicação cerebral. O alto consumo de ômega-6, característico da dieta ocidental, deixa a estrutura rígida e não funcional, o que associado a ausência de antioxidantes desse padrão alimentar e a atividade metabólica cerebral, favorece ao estresse oxidativo, que por sua vez conduz a processos inflamatórios e vice-versa. Este processo impede a membrana de realizar boa comunicação e a célula fica incapaz de produzir quantidades suficientes de energia. Alguns estudos chamaram a DA de diabetes tipo 3 devido a identificação de resistência a insulina cerebral caracterizada por estes danos a membrana.

Os ácidos graxos poli-insaturados ômega-3 e os antioxidantes são os grandes responsáveis por estruturar e proteger a membrana celular, além de controlar a expressão gênica, regular o sistema imunológico e os processos inflamatórios, melhorando o metabolismo como um todo. Dado o padrão alimentar deficiente nestes nutrientes, é fácil entender um dos porquês que vivemos hoje uma epidemia de desordens psiquiátricas e neurológicas.

A íntima relação entre nutrição e saúde vem sendo intensivamente estudada pela ciência por mais de meio século. No entanto, modelos convencionais persistem em enxergar um único agente causando uma única doença associada a um único tratamento. Análises lineares como esta estão fadadas ao fracasso frente às desordens multifatoriais como o Alzheimer. Um modelo mais adequado entende que uma condição é resultado de vários desequilíbrios, e um desequilíbrio pode levar a várias condições patológicas. O raciocínio sistêmico considera esses desequilíbrios moleculares que afetam todo o organismo. Identificá-los e modulá-los é a maneiro como a nutrição pode intervir na DA.

** Texto elaborado pelo Dr. Nélio Carlos de Araújo Santos Filho, aluno bolsista do curso de Pós-graduação em Nutrição Clínica Funcional pela VP Consultoria Nutricional/ Divisão Ensino e Pesquisa.

Fonte: http://www.vponline.com.br/blog/?p=86

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sábado, 16 de abril de 2011

SOJA: Este alimento pode causar reações alérgicas por anos e infertilidade por gerações

A soja pode ser encontrada em praticamente todos os produtos presentes nas prateleiras de nossos supermercados – sucrilhos de milho, sorvetes, salmão enlatado e todo o alimento embalado que se possa imaginar. Pode vir sob as denominações de extrato de levedura, proteína de soja, lecitina de soja e farinha de soja.

No entanto, a soja é um dos oito maiores alergênico que causa reações imediatas como tosse, espirro, corrimento nasal, urticária, diarréia, dificuldade de engolir e choque anafilático.

Respostas alérgicas posteriores podem também ocorrer algumas horas a alguns dias depois de se ingerir o alimento.

De acordo com Mannie Barling e Ashley F. Brooks-Simon no Blogger News Network:

"Para tornar a soja mais palatável, os fabricantes adicionam açúcar, adoçantes artificiais, açúcar de alta frutose de milho geneticamente modificado,sal refinado, flavorizantes artificiais, colorantes e MSG-glutamato monossódico. Assim, a soja não é na verdade, soja. É um ‘Frankenfood’ criado com o único propósito de obter lucro de pessoas preocupadas com a saúde, tentado viver uma vida mais saudável".

Fonte: http://www.bloggernews.net/125647

Comentário do Dr. Mercola:

O fato de que soja não fermentada é amplamente considerada como um alimento saudável, nos EUA, é um exemplo perfeito de como a brilhante estratégia de marketing pode transformar milhões de pessoas em tolas.

Tudo começou quando a indústria de alimentos teve uma idéia do que fazer com aquilo que se apresentou como um dilema, os subprodutos de sua sempre crescente indústria de óleo de soja.

 Através de algum processamento e a adição de alguns flavorizantes, preservativos, adoçantes, emulsificantes e nutrientes sintéticos, a indústria transforma a proteína isolada de soja (o ingrediente chave na maioria dos alimentos de soja e que imita carne e lacticínios), “o patinho feio dos processadores de alimentos”, como Sally Fallon a nomeou colocou ("the food processors' ugly duckling"), "na Cinderela do movimento ‘New Age’".

Como a Soja se Transformou tão Popular?

Anos atrás, os óleos tropicais, tais como de coco e dendê, foram comumente usados na produção norte-americana de alimentos. Estimulada por incentivos financeiros, a indústria trama um plano de alterar o mercado destes óleos ‘exóticos’ das áreas tropicais por algo um pouco mais ‘caseiro’. Como resultado, um movimento foi criado para demonizar e vilipendiar os óleos tropicais em ordem de deslocá-los com o crescimento doméstico de óleos como de milho e anteriormente, de soja.

Para a maior parte, eles foram muito bem sucedidos em sua campanha em pintar a soja sob uma luz saudável, e esta crença foi propagada mais ainda pela aprovação da FDA, de 1999, a respeito desta alegação de serem saudáveis os alimentos de soja:  “Dietas com baixas quantidades de gordura saturada e colesterol que incluam 25 gramas de proteína de soja ao dia, pode reduzir o risco de doenças cardíacas”.

Infelizmente, de acordo com a pesquisa sobre Atitudes do Consumidor quanto à Nutrição – 2008 (promovido pela Unied Soybean Board):
  • No final de 2007, 85% dos consumidores consideravam os produtos de soja como saudáveis;
  • 33% dos norte-americanos consomem alimentos ou bebidas de soja pelo menos uma vez por mês;
  • 70% dos consumidores acredita que a soja seja boa pra eles;
  • 84% dos consumidores concorda com a afirmativa da FDA de que consumir 25 gramas por dia de proteína de soja reduz o risco de doenças cardíacas.
No entanto, esta brilhante imagem de que a soja é saudável não se baseia na ciência. Mas sim num tipo de marketing muito mais perspicaz e em mentiras totais que acabaram criando raízes entre as massas de consumidores. O resultado final se dá em enormes lucros para a indústria da soja e a saúde debilitada para a maioria dos que foram enganados no sentido de usarem, em longo prazo, soja não fermentada.

O Quê se Necessita Saber sobre a Soja Não Fermentada

Primeiro e antes de tudo, a soja não fermentada – o tipo encontrado em leite de soja, hamburgers feito de soja, sorvete de soja mesmo o tofu – não é um alimento saudável.

8 Razões Principais para Evitar Soja Não Fermentada

Se estivermos ingerindo soja porque acreditamos que ela seja saudável, enfatizo de que todos em uma família deveriam fazer um grande favor, clicando abaixo em alguns dos links e também lendo a lista que segue. Logo se constata que a soja, processada, não o alimento ideal para nossos organismos.  
  • 91% da soja cultivada nos EUA é geneticamente modificada (GM)
A modificação genética é feita para que a cultura tenha resistência à agressão tóxica do herbicida Roundup. Enquanto isto significa aumentar a eficiência agrícola no sentido de se dispor de uma soja menos cara, a desvantagem é que esta soja está impregnada com este agrotóxico tóxico. Da mesma forma, as plantas contêm genes de bactérias que produzem esta proteína que nunca foi parte da cadeia alimentar humana.

  • A soja transgênica está ligada a um aumento em alergias (GM soy has been linked to an increase in allergies).
Perturbadoramente, a única pesquisa publicada de alimentação humana com alimentos transgênicos já realizada, verificou que o gene inserido na soja modificada transfere-se para o DNA da flora bacteriana intestinal de quem ingere e continua a atuar. Significa que, anos mais tarde após ter parado de ingerir a soja transgênica, os organismos poderiam ainda ter a proteína potencialmente alergênica sendo produzida continuamente nos seus intestinos.

 Ainda mais assustador é o potencial de a soja transgênica causar infertilidade nas gerações futuras (GM soy to cause infertility in future generations), como ficou evidenciado em recente pesquisa russa: http://www.huffingtonpost.com/jeffrey-smith/genetically-modified-soy_b_544575.html
  • A soja contém toxinas naturais conhecidas como “antinutrientes”
Alimentos de soja contêm fatores antinutricionais tais como saponinas, soyatoxina, fitatos, inibidores da protease, oxalatos, goitrogênios e estrogênios. Alguns destes fatores interferem com as enzimas que são necessárias para se digerir proteínas. Uma pequena quantidade de antinutrientes possivelmente não cause problemas. No entanto, a quantidade de soja que muitos norte-americanos estão agora consumindo é extremamente alta.

  •  A soja contém hemaglutinina.
A hemaglutanina (Hemagglutinin) é uma substância que promove a coagulação que leva as células vermelhas sangüíneas a se aglutinaram. Estas células aglutinadas são incapazes de absorver propriamente e distribuir o oxigênio para todos os tecidos: http://articles.mercola.com/sites/articles/archive/2001/02/07/soy-heart-disease.aspx
  • A soja contém goitrogênios
Goitogênios (Goitrogens) são substâncias que bloqueiam a síntese dos hormônios da tiróide e interferem com o metabolismo do iodo, assim interferindo com a função da tiróide: http://articles.mercola.com/sites/articles/archive/2000/04/09/soy-research-update.aspx

  • A soja contém fitatos
Os fitatos (ácido fítico) se ligam aos íons metálicos, impedindo a absorção de certos minerais como cálcio, magnésio, ferro e zinco. Todos são co-fatores para a bioquímica ideal dos organismos. Isto é particularmente problemático para os vegetarianos, porque comendo carne ocorre a redução dos efeitos bloqueadores de minerais por esses fitatos (por isso é útil - se você come soja - que também coma carne).

  • A soja é impregnada com as isoflavonas genisteina e daidzeina
Isoflavonas são tipos de fitoestrogênios, que são compostos da planta que são semelhantes ao estrogênio humano. Estes compostos mimetizam e algumas vezes bloqueiam o hormônio estrogênio e têm sido identificadas de apresentarem efeitos adversos sobre vários tecidos humanos. Os fitoestrogênios da soja são conhecidos por romper a função endócrina, podendo causar infertilidade e mesmo promover o câncer de mama em mulheres.

Mesmo bebendo dois copos de leite de soja diariamente por um mês é fornecido o suficiente destes compostos para alterar o ciclo menstrual. Embora o FDA regule produtos que contenham estrogênio, não existem advertências sobre a soja.

  • A soja tem níveis tóxicos de alumínio e manganês
A soja é processada (pela lavagem ácida) em tanques de alumínio que podem lixiviar altos níveis de alumínio para o produto final de soja. O alimento formulada infantil de soja tem mais do que 80 vezes manganês (Soy formula has up to 80 times higher manganese) do que é detectado no leite materno humano.

Perto de 20% dos bebês nos EUA estão sendo agora alimentados com produto formulado de soja. E o estrogênio presente nesta planta pode lesar irreversivelmente o tanto o desenvolvimento sexual como a saúde reprodutiva deste bebê. Os bebês que são nutridos com estas formulas, ingerem, estimativamente, a potência estrogênica de cinco pílulas anticoncepcionais, cada dia.

O bebês alimentados com estas fórmulas têm até 20 mil vezes a mais da quantidade de estrogênio (20,000 times the amount of estrogen) em circulação em relação àqueles alimentados com outras fórmulas!

A melhor maneira de eliminar a soja não fermentada na dieta é evitar todos os alimentos processados ​​e em vez disso, adquirir que se possa prepará-los. Se comprar alimentos embalados, pode-se verificar no rótulo se ele contém soja.

Pode-se manter acessível a lista abaixo dos alimentos feitos com soja que se deve EVITAR:
  • Tofu
  • TVP (texturized vegetable protein) ou proteína vegetal texturizada – PVT, ou proteína isolada de soja;
  • Óleo de soja;
  • Leite de soja;
  • Queijo de soja, sorvete de soja, yogurte de soja;
  • “Carne” de soja (produtos sem carne feitos de PVT);
  • Proteína de soja;
  • Edamame; 
  • Alimento infantil formulado de soja.
É um meio saudável comer soja?

Sim, escolhendo a soja fermentada (fermented soy).

Depois de um longo processo de fermentação, os fitatos (que bloqueiam a absorção essencial dos minerais pelos organismos) e os níveis de antinutrientes da soja são reduzidos e suas propriedades benéficas tornam-se disponíveis para o sistema digestivo dos organismos.

Soja tradicionalmente fermentada é uma forma que tem sido muito popular em muitas culturas asiáticas por séculos e numerosos estudos sugerem que ela ajude na prevenção e redução de uma variedade de doenças, incluindo algumas formas de doenças cardíacas e câncer.

Uma das principais vantagens da soja fermentada, especialmente natto, é que ela é a melhor fonte alimentar de vitamina K2 (vitamin K2). A vitamina K2 é essencial para prevenir a osteoporose, doenças cardiovasculares, doenças do cérebro como demência e protegendo o organismo também de vários cânceres, incluindo de próstata, fígado, pulmão e a leucemia.

Por estas razões, recomendo fortemente a adição de soja fermentada nas dietas, em variedades como as que seguem:

  •  Tempeh um bolo de soja fermentada com uma textura firme e agradável, com sabor cogumelo.
  • Miso, uma pasta de soja fermentada salgada com uma textura amanteigada (comumente usado em sopa de miso).
  • Natto, fermentados de soja com uma textura pegajosa e sabor forte, como o queijo.
  • Soyo que tradicionalmente é feito através da fermentação de soja, sal e enzimas; cautela porque hoje existem muitas variações no mercado que são feitos artificialmente através de processo químico.
Estas são as variedades de soja que irão realmente beneficiar e nutrir a saúde - ao contrário da grande maioria dos produtos ​​de soja processados presentes no mercado, que não farão nada e daí deve-se afastar deles.

Links relacionados:

This "Miracle Health Food" Has Been Linked to Brain Damage and Breast Cancer
Got Thyroid Problems? Then Stop Consuming This "Healthy" Food
Weston A. Price Foundation to FDA: Soy is No Health Food

Tradução livre de Luiz Jacques Saldanha, março de 2011.

Fonte: http://www.nossofuturoroubado.com.br/arquivos/abril_11/2.html

Comer este "Saudável" alimento?

Posted By Dr. Mercola | December 04 2010  by The Weston A. Price Foundation -

A Fundação Weston A. Price produz uma acurada informação sobre nutrição e é dedicado a recolocar os alimentos ricos em nutrientes deixados para trás, nas tabelas das dietas norte-americanas.

Seus membros recebem um consistente informativo trimestral que alerta sobre as questões atuais e eventos virtuais. Disponibiliza o website http://www.westonaprice.org/

Quanto à soja, será que estamos confusos a respeito dela?

A Fundação compilou uma lista dos perigos e dos mitos da soja para se conhecer a verdade de uma vez por todas.

Sumário dos Perigos da Soja

  • Altos níveis de ácido fítico presente na soja reduzem a assimilação de cálcio, magnésio, cobre, ferro e zinco. O ácido fítico na soja não é neutralizado pelos métodos comuns de preparo como hidratação, germinação e cozimento lento e prolongado, somente com um longo processo de fermentação. Dieta com alta presença de fitatos tem causado problemas de crescimento em crianças.
  • Inibidores da tripsina na soja interferem com a digestão protéica e podem causar desordens pancreáticas. Em testes com animais, soja contendo inibidores de tripsina causou atrofias no crescimento.
  • Os fitoestrogênios da soja geram disfunção no sistema endócrino e têm potencial de causar infertilidade e promoverem o câncer de mama em mulheres adultas.
  • Os fitoestrogênios são potentes agentes antitiróide que causam hipotiroidismo e podem causar câncer da tiróide. Em lactentes, o consumo de alimento infantil formulado com soja tem sido ligado à doença tiroidiana autoimune.
  • As vitaminas B12 análogas, presentes na soja, não são absorvidas e na verdade aumentam as exigências corporais pela própria B12.
  • Alimentos feitos com soja aumentam a exigência corpórea pela vitamina D. É adicionada a vitamina D2 sintética ao leite de soja.
  • As proteínas frágeis são super desnaturadas durante o processo e alta temperatura para se fazer a proteína isolada da soja e a proteína vegetal texturizada.
  • O processamento da soja resulta na formação da substância tóxica lisinoalanina e as altamente carcinogênicas nitrosaminas.
  • O ácido glutâmico livre ou MSG, um potente neurotóxico, é formado durante o processamento do alimento de soja e quantidades adicionais são agregadas a muitos alimentos de soja para mascarar seu natural desagradável sabor.
  • Alimentos de soja contêm altos níveis de alumínio que é tóxico para o sistema nervoso central e os rins.
Mitos e Verdades sobre a Soja.

Aqui vamos acabar com os mitos dos "Ditadores das Dietas" e revelar a validade científica por trás das sábias dietas de nossos antepassados densas em nutrientes.

Mito: Uso da soja como alimento remonta milhares de anos.

Verdade: A soja foi primeiramente utilizada como alimento durante o final da dinastia Xou (1134-246 AC), somente depois dos chineses aprenderem a fermentar a soja para fazer alimentos como o tempeh, o natto e o tamari.

Mito: Os asiáticos consumem grandes quantidades de alimentos de soja.
Verdade: O consumo médio de alimentos de soja na Japão e na China é de 10 gramas (em torno de duas colheres de chá) por dia. Os asiáticos consomem alimentos de soja em pequenas quantidades como um condimento não como substituto de alimentos animais.

Mito: Alimentos modernos de soja conferem o mesmo tipo de benefícios de saúde como os tradicionais alimentos de soja fermentados.
Verdade: A maioria dos modernos alimentos de soja não fermentados para neutralizar toxinas na soja e são processados de uma maneira que desnaturaram proteínas e aumentam os níveis de carcinogênicos.

Mito: Alimentos de soja fornecem proteínas completas.
Verdade: Como todas as leguminosas, a soja é deficiente em metionina e cistina, animoácidos que contêm. E ainda nos modernos processamentos, desnatura-se a frágil lisina.

Mito: Alimentos de soja fermentados podem fornecer vitamina B12 em dietas vegetarianas.
Verdade: O composto que se assemlha à vitamina B12 na soja não pode ser utilizada pelo organismo humano: de fato, os alimentos de soja fazem o corpo requere mais B12.

Mito: Os alimentos formulados de soja são seguros para os bebês.
Verdade: Alimentos de soja contêm inibidores da tripsina que impedem a digestão protéica e afetam a função pancreática. Em testes com animais, dietas com alta presença de inibidores da tripsina levam a distúrbios e um crescimento atrofiado do pâncreas. Os alimentos de soja aumentam a exigência do organismo por vitamina D, necessária para o fortalecimento dos ossos e crescimento normal.
O ácido fítico presente nos alimentos de soja resulta na redução da biodisponibilidade de ferro e zinco que são requeridos para a saúde e o desenvolvimento do cérebro e do sistema nervoso. A soja também falta colesterol, igualmente essencial para o desenvolvimento tanto do cérebro como do sistema nervosa.
Megadoses de fitoestrogênios em fórmula infantis de soja têm sido relacionadas com a atual tendência para o aumento do prematuro desenvolvimento sexual em meninas e no atraso ou retardamento do desenvolvimento sexual nos meninos.

Mito: Alimentos de soja podem prevenir osteoporoses.
Verdade: Alimentos de soja podem causar deficiências em cálcio e vitamina D, ambos necessários para ossos saudáveis. Cálcio de sopa de espinhaço e ossos e a vitamina D de algas do mar, banha e vísceras prevêem a osteoporoses nos países asiáticos – não os alimentos de soja.

Mito: Os modernos alimentos de soja protegem contra muitos tipos de câncer.
Verdade: Um relatório do governo britânico concluiu que havia pouca evidência de que a soja protege contra o câncer de mama ou quaisquer outras formas de câncer. Na verdade, a soja pode resultar num aumento do risco de câncer.

Mito: A soja protege contra doenças cardíacas.
Verdade: Entre alguns povos, o consumo de soja diminuiu o colesterol, mas não há evidências de que baixar o colesterol com a proteína de soja melhore as pessoas quanto ao risco de terem doença cardíaca.

Mito: Os estrogênios da soja (isoflavonas) são bons para todos.
Verdade: As isoflavonas da soja são disruptores fito-endócrinos. Em níveis dietéticos, podem prevenir ovulação e estimular o crescimento de células de câncer. Ingerir tão pouco quanto 30 gramas (em torno de 4 colheres de sopa) de soja por dia pode resultar em hipotiroidismo com sintomas de letargia, constipação, ganho de peso e fatiga.

Mito:Alimentos de soja são saudáveis e benéficos para mulheres para empregar em seus anos de pós-menopausa.
Verdade: Alimentos feitos com soja podem estimular o crescimento de tumores dependentes de estrogênio e causar problemas de tiróide. A baixa função da tiróide está associada com dificuldades na menopausa.

Mito: Fitoestrogênios na soja podem aumentar a habilidade mental.
Verdade: Uma recente pesquisa detectou que mulheres com os mais altos níveis de estrogênio em seu sangue têm os menores níveis de função cognitiva; o consumo de tofu pelos nipo-norte-americanos de meia idade está associado com a ocorrência da doença de Alzheimer na velhice.

Mito: As isoflavonas da soja e a proteína isolada de soja têm o status GRAS (Generally Recognized as Safe) (nt.: certificação do governo norte-americano de que o produto é: “normalmente reconhecido como seguro”).
Verdade: Archer Daniels Midland/ADM (nt.: uma das maiores processadoras de produtos agrícolas do mundo. Tem filiais no Brasil) recentemente retirou sua petição para o FDA pelo status GRAS para a isoflavona da soja em função de uma manifestação de protestos da comunidade científica. A FDA nunca aprovou o status GRAS para a proteína isolada de soja por causa da preocupação quanto à presença de toxinas e agentes cancerígenos na soja processada.

Mito: Produtos de soja são bons para a vida sexual.
Verdade: Numerosas pesquisas com animais demonstram que os alimentos com soja causam infertilidade em animais. O consumo de soja aumenta o crescimento do cabelo em homens de meia idade, indicando menores níveis de testosterona.

Mito: A soja é boa para o meio ambiente.
Verdade: A maioria da soja plantada nos EUA é geneticamente modificada o que facilita de que os agricultores usem grandes quantidades de herbicidas.

Mito: A soja é boa pra os países em desenvolvimento.
Verdade: Nos países do terceiro mundo, a soja tomou o lugar de cultivos tradicionais e transferiu o valor agregado do seu processamento das populações locais para as corporações transnacionais.
Alimento Fórmula Infantil: Pílula de controle de natalidade para bebês.
Bebês nutridos com alimentos formulados com base de soja têm de 13 mil a 22 mil vezes mais compostos estrogênicos em seus sangues do que bebês alimentados com produtos formulados a base de leite. Bebês alimentados exclusivamente com produtos feitos de soja recebem o equivalente em estrogênio a, pelo menos, quatro pílulas anticoncepcional por dia.
Meninos lactentes são submetidos a uma onda de testosterona durante os primeiros meses de vida, quando os níveis deste hormônio masculino podem ser tão altos quanto os de um homem adulto. Durante este período, bebês meninos são programados para expressar características masculinas após a puberdade, não somente no desenvolvimento de seus órgãos sexuais e outros traços de masculinidade, mas também na definição de padrões em suas características cerebrais do comportamento masculino.
Em animais, pesquisas indicam que os fitoestrogênios na soja são potentes disruptores endócrinos. A alimentação infantil de soja - que inunda a corrente sangüínea com hormônios femininos, inibindo a testosterona - não pode ser ignorada como possível causa de padrões de desenvolvimento interrompido em meninos, incluindo dificuldades de aprendizagem e transtorno do déficit de atenção.
Meninos expostos ao DES (nt.: dietilestilbesrol), um estrogênio sintético, tiveram os testículos menores do que o normal na maturidade e macaquinhos sagüis alimentados com isoflavonas de soja tiveram redução nos níveis de testosterona acima de 70% quando comparados com sagüízinhos controle alimentados com leite.
Em torno de 15% das jovens brancas e 50% das jovens afro-americanas demonstram os sinais da puberdade, como desenvolvimento das mamas e do pelo pubiano, antes da idade de oito anos. Algumas meninas estão mostrando o desenvolvimento sexual antes dos três anos de idade. O desenvolvimento prematuro das meninas está sendo conectado ao uso de alimento formula feito com soja e expostas aos mimetizadores estrogênicos ambientais como os PCBs e o DDE (nt.: primeiro e único metabólico conhecido do agrotóxico organoclorado, DDT).
Ingestão de fitoestrogênios mesmo em níveis moderados durante a gravidez pode ter efeitos adversos sobre o desenvolvimento do feto e no aparecimento adequado da puberdade mais tarde em sua vida.
Para aqueles que procuram as referências científicas, por favor, ver artigo de Mercola (see my earlier artticle) de setembro de 2010.

Comentários do Dr. Mercola:

Se você tivesse que analisar cuidadosamente os milhares de estudos publicados sobre a soja, eu acredito que você iria chegar à mesma conclusão que eu tenho – que é: os riscos de saúde associados aos produtos não fermentados de soja superam EM MUITO eventuais benefícios.

No entanto, há uma distinção importante que deve ser feita em qualquer momento em que se fala da soja, diferença que há entre produtos de soja tradicionais fermentados e os produtos não fermentados.
Por séculos, os povos asiáticos (Asian people) vem consumindo produtos de soja fermentados (fermented soy products) tais como o natto, tempeh e o soyo, desfrutando dos benefícios sobre a saúde associados a eles.

Os fermentados de soja fermentado não causam estragos no corpo, como os produtos de soja fermentados fazem. E mais ainda, há o fato de se estar comendo soja geneticamente modificada. Nos EUA, mais de 90% de toda soja cultivada é a geneticamente modificada Roundup Ready que tem por si mesma um conjunto de riscos adicionais de saúde (health hazards all of its own).

Infelizmente, muitos norte-americanos que estão comprometidos com estilos de vida saudáveis ​​têm sido enganados e grosseiramente manipulados no sentido de acreditarem que os produtos não fermentados e processados de soja como o leite de soja, o queijo, os hambúrgueres e o sorvete seriam alimentos saudáveis.

Como a Fundação Weston A. Price tão claramente demonstra (acima), isto é muito longe da verdade.
Perigos da Soja sobre a Saúde

A Dra. Kaayla Daniel, autora do livro The Whole Soy Story (nt.: para ouvir a autora, acessar: http://www.viddler.com/explore/mercola/videos/9/), aponta centenas de pesquisas conectando a soja à desnutrição, perturbações digestivas, colapso do sistema imunológico, disfunção da tireóide, alterações cognitivas, distúrbios reprodutivos e câncer, infertilidade e até a doença cardíaca.

Se alguém tiver sintomas de qualquer uma das seguintes doenças, recomendo vivamente que se observe sua dieta e elimine os fermentados de soja:

•Câncer de mama;
•Danos no cérebro;
•Anomalias infantis;
•Desordens na tiróide;
•Pedras nos rins;
•Comprometimento do sistema imunológico;
•Alergias alimentares severas e potencialmente fatais;
•Fertilidade deficiente; e
•Riscos durante a gravidez e o aleitamento.
Quais Produtos de Soja podem ser Benéficos?
A única soja com benefícios à saúde é a soja orgânica que tenha sido fermentada adequadamente e este é o único produto de soja que recomendaria para ser consumida.
Após longo processo de fermentação, os níveis de fitato e de "antinutrientes" da soja são reduzidos e suas propriedades benéficas tornam-se disponíveis para o sistema digestivo humano.

Os produtos fermentados de soja que recomendo são:

  • Tempeh, um bolo de soja fermentada com uma firme textura como feito de nozes, apresentando um sabor que lembra feito de cogumelo.
  • Missô, uma pasta fermentada de soja com uma textura de manteiga salgada (comumente usada em sopa de missô).
  • Natto, soja fermentada com uma textura viscosa e forte, com sabor que lembra queijo.
  • Soyo, que é tradicionalmente feito pela fermentação da soja, sal e enzimas; ser cuidadoso em razão de existirem atualmente muitas variedades no mercado que são feitos artificialmente pelo uso de processos químicos.
Favor observar que o tofu NÃO está nesta lista (tofu is NOT on this list). Ele não é fermentado e é por isso que ele não está entre os alimentos de soja recomendados.

Sobre a Fundação Weston A. Price

A Fundação Weston A. Price (The Weston A. Price Foundation) é uma fonte espantosa e agradeço-os a por me permitirem repassarem esta valiosa informação.

Tenho sido, desde há muito tempo, membro de sua organização e encorajo qualquer pessoa interessada em uma alimentação saudável, considerar também se filiar (consider joining). Acho que sua revista trimestral extremamente útil. Sempre leio de capa a capa. Para se inscrever, consulte este link (this link).

Tradução livre de Luiz Jacques Saldanha, março de 2011.

http://articles.mercola.com/sites/articles/archive/2011/03/14/is-the-hidden-soy-in-your-foods-contributing-to-illness.aspx

Fonte: http://www.nossofuturoroubado.com.br/arquivos/abril_11/2.html

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Devemos suplementar vitaminas e minerais ?

Acredito esta seja uma dúvida freqüente... devo tomar suplementos vitamínicos?

E o que confunde ainda mais é que cada profissional tem uma opinião sobre o assunto, muitos inclusive dizendo que se há uma alimentação equilibrada os suplementos são desnecessários.

Eis a minha opinião.

1- Uma alimentação bem equilibrada pode ser muito difícil nos dias de hoje -até 5 frutas por dia, 8 porções de vegetais, peixes com freqüência, leguminosas, cereais integrais, diferentes tipos de azeites, não cozinhar demais os alimentos, mastigar bem e devagar....difícil não é?

2- O nosso solo já não é tão rico quanto o solo de antigamente, obviamente, e como conseqüência os alimentos não são tão nutritivos como eram antigamente.

3- O excesso de agrotóxico encontrado na maioria dos alimentos, especialmente as frutas e vegetais, também diminuem o valor nutricional dos alimentos, além de ser prejudiciais ao nosso organismo. Existem inúmeros estudos mostrando os malefícios do consumo de produtos que contém agrotóxicos.

4- Por conta do excesso de stress, poluição e a vida corrida, nosso organismo também não é mais o mesmo... nosso intestino e estômago estão em constante estado de desequilíbrio o que faz com que não digerimos e absorvemos completamente as vitaminas e minerais dos alimentos. Além disso, devido a maior produção de radicais livres, precisamos de mais antioxidantes. Não antioxidantes isolados, mas um conjunto de antioxidantes.

Acredito que essas já são razões suficientes para concluirmos que uma suplementação de vitaminas pode beneficiar muito nossa imunidade, disposição física, pele, cabelos, unhas...

A segunda questão é... qualquer suplemento vitamínico me fará bem? Infelizmente não.

A forma ideal de absorção para  minerais são as formas queladas, os seja, o mineral por possui uma baixa absorção nas formas encontradas nos alimentos, e modificado em laboratório, de forma que ele se liga a um aminoácido.

Como existem vários receptores para aminoácidos no intestino, esse complexo (mineral+aminoácido) é melhor absorvido. Infelizmente a grande maioria dos suplementos disponíveis no mercado estão nas formas não-queladas, portanto com baixa absorção.

Mas profissionais capacitados (médicos e nutricionistas) podem prescrever complexos minerais (com minerais quelados) e complexos vitamínicos.

Outro ponto importante é a questão de antagonismo e sinergismo entre minerais, vitaminas com minerais e vitaminas com vitaminas. Somente um profissional habilitado e que tenha conhecimento dessas interações está capacitado a prescrevê-los da forma correta.

A prescrição personalizada também é de suma importância. O que é bom para o seu colega, pode não ser para você. Os indivíduos possuem individualidade bioquímica. Um possui mais ferro, outro menos, sendo assim faz-se necessário que o profissional pesquise (seja através de exames laboratoriais, seja através de mineralograma capilar) qual mineral está em excesso. O mesmo vale para vitaminas.

A auto-medicação é um erro comum em nosso meio, podendo ter sérias consequências para a saúde humana. Evite gastos desnecessários, evite comprar gato por lebre. Procure um profissional habilitado na área.

Por isso não é recomendado tomar suplementos por conta própria. Um bom profissional poderá orientar na escolha de uma suplementação pronta ou manipulada, mas que seja ideal para o seu organismo!

75g de maçã/dia tem impacto sobre o colesterol (ruim e bom)

Segundo um novo estudo, as mulheres que comem uma maçã por dia podem diminuir seus níveis de colesterol ruim e aumentar seus níveis de colesterol bom sem ganhar peso.

160 mulheres com idades entre 45 e 65 anos participaram do estudo. Os pesquisadores formaram dois grupos; um grupo comeu 75 gramas de maçãs secas todos os dias durante um ano, e o outro grupo comeu outra fruta seca por um ano. Amostras de sangue foram tomadas depois de três meses, seis meses e no final do período de estudo.

As mulheres que comeram 75 gramas de maçãs secas todos os dias durante seis meses tiveram uma diminuição de 23% no colesterol LDL (ruim) e um aumento de 4% nos níveis de colesterol HDL (bom).
Depois de um ano, as mulheres que comeram maçã seca apresentavam menores níveis de colesterol ruim, de hidroperóxido lipídico (o produto de radicais livres tóxicos, que causam danos e morte às células no corpo) e da proteína C-reativa, um indicador de inflamação no corpo.

Os pesquisadores também descobriram que o excesso de 240 calorias consumidas por dia a partir da maçã seca não levou a ganho de peso nas mulheres; na verdade, elas perderam em média 1,5 kg ao longo do ano.
Segundo os cientistas, mesmo que as participantes do estudo tenham comido maçãs secas, o efeito provavelmente seria o mesmo se elas comessem maçãs frescas. Embora seja difícil fazer uma comparação exata, uma xícara de maçãs picadas frescas seria equivalente a um quarto de xícara de maçãs secas.

Os pesquisadores acreditam que os benefícios da fruta, que baixam o colesterol, provavelmente vêm de seu alto teor de fibras, o que pesquisas anteriores demonstraram que pode diminuir os níveis de colesterol ruim.

Como diria o velho ditado: ONE APPLE A DAY KEEPS THE DOCTOR AWAY

Fonte: http://www.livescience.com/13688-apple-day-lowers-cholesterol.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+Livesciencecom+%28LiveScience.com+Science+Headline+Feed%29&utm_content=Google+Reader

OBS: Dar preferência à fruta inteira (polpa+casca) e de preferência orgânica.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Fabricantes devem informar presença de Bisfenol-A (BPA) na composição de produtos

A Justiça Federal em São Paulo determinou que, em 40 dias, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) regulamente a obrigatoriedade de informação “adequada e ostensiva” sobre a presença da substância bisfenol A (BPA) nas embalagens de alguns tipos de produtos. A decisão, tomada terça-feira (5), é do juiz federal substituto Eurico Zecchin Maiolino, da 13ª Vara Federal Cível, em caráter liminar. A Anvisa informou que ainda não foi notificada.

O bisfenol A é uma substância química utilizada na fabricação de plásticos que torna o produto final mais flexível, transparente e resistente. Em latas, é usado como revestimento interno para proteger a embalagem da ferrugem. No entanto, o bisfenol usado nesse tipo de embalagem pode contaminar os alimentos.

No organismo, o produto funciona como o estrogênio (hormônio feminino). Segundo o Ministério Público Federal (MPF), estudos científicos comprovam o potencial nocivo do bisfenol à saúde das pessoas, em especial de mulheres e crianças.

De acordo com a pesquisadora Fabiana Dupont, membro do grupo de estudos sobre desreguladores endócrinos da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem), o produto afeta, principalmente, os fetos e já foi relacionado a câncer de mama e de próstata, diabetes, obesidade, puberdade precoce, puberdade tardia, problemas cardíacos e comportamentos sociais atípicos em crianças.

“Colocar na embalagem [o alerta sobre a presença de bisfenol] é um passo muito importante porque, só de estar na rotulagem, o consumidor vai estar ciente que essa substância está presente ou não. Além dessa rotulagem, seria importante desenvolver, lançar uma campanha para informar aos consumidores sobre os riscos potenciais”, disse a pesquisadora. Ela criou um sítio na internet para denunciar os riscos do bisfenol.

O produto já foi proibido de ser usado em mamadeiras e copos infantis na União Europeia, no Canadá, na China e na Malásia. Nos Estados Unidos, algumas empresas já não utilizam mais o bisfenol e outras estabeleceram metas para deixar de usá-lo. No Japão, a indústria de bebidas também abandonou o produto.

Fonte: http://www.ecodebate.com.br/2011/04/08/fabricantes-devem-informar-presenca-de-bisfenol-a-bpa-na-composicao-de-produtos/