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quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Estresse e suas consequências por Henry Okigami e Gisela Savioli


Qual a influência dos fatores externos e da alimentação no estresse? Confira: Estresse e suas consequências

O programa Mais Saúde desta segunda-feira, 25, recebeu o farmacêutico Henry Okigami, que explicou a origem e as ações do estresse do corpo humano.

Conversei com o nosso convidado sobre a influência do ambiente externo e da alimentação como fatores agravantes ao estresse.

Henry explicou que esse problema é algo natural no corpo, que auxilia o ser humano desde o início da civilização. Entretanto, pode se tornar uma doença. Mas, como agir para prevenir?

Uma dieta natural e mais orgânica, o contato com a natureza são algumas das dicas dadas pelo farmacêutico.

Assista ao programa na íntegra e saiba mais, clicando nos links abaixo:

https://youtu.be/3CBHUvElbeU

https://youtu.be/wO9aUNy9ps4


Fonte: http://gisela.clinicasavioli.com.br/estresse-e-suas-consequencias/

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Estresse engorda?



Alguns pacientes me perguntam com frequência:
- Dr, pq quando fico estressada(o) engordo?
Ou
- Dr, é só ficar estressada que emagreço!
Sempre me questionei sobre a questão de emagrecimento na vigência de situações estressantes. Via de regra, fisiologicamente falando perda de peso por estresse não ocorre (exceto quando o paciente ao viver situação estressante, diminui a ingesta calórica). É só pintar uma tensão forte, provocada por acúmulo de trabalho, trânsito caótico, discussão em casa e pronto: você aumenta a ingestão alimentar, muitas vezes sem se dar conta de que está passando dos limites. Para saber até que ponto o estresse é o culpado pelos seus quilinhos a mais, é preciso entender como esse mecanismo funciona.

A chave é um hormônio produzido pela nossa glândula supra-renal: o cortisol!
O cortisol tem múltiplas funções, dentre elas auxilia na manutenção dos níveis glicêmicos e controle da pressão arterial.

Quando em excesso poderá favorecer o ganho de peso. Mas afinal, que situações podem desencadear maior liberação do cortisol ?
O que ativa esta liberação são estressores como poluentes, alimentação rica em gordura saturada ou trans, excesso de sódio, adoçantes, o jejum prolongado (ficar horas sem comer alguma coisa), a ansiedade, a apreensão, o nervosismo, medicamentos (corticóides) , alcoolismo dentre outros.

"O estresse leva ao aumento do hormônio cortisol, que facilia a diferenciação de células gordurosas (aumento do número de células gordurosas), aumenta a formação de gordura (entrada de triglicérides no adipócito - célula de gordura), dificulta o emagrecimento", afirma o endocrinologista, Dr. Marcio Mancini, Presidente do Departamento de Obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e médico responsável pelo Grupo de Obesidade do Hospital das Clínicas.
Além disso ocorre um desequilíbrio na massa magra pois uma das ações do cortisol é a utilização da massa magra (degradação das proteínas) e com isso alteração do metabolismo basal, fraqueza muscular.

Existe uma outra questão importante quando se fala de cortisol, a privação do sono. Quem não dorme direito:
1) Produz mais cortisol (que engorda);
2) Produz menos hormônio de crescimento (que facilita o emagrecimento);
3) Produz menos leptina (hormônio relacionado à saciedade e que também facilita o gasto de energia pelo organismo);
4) Produz mais grelina (substância responsável por estimular o apetite;
Além disso, a privação do sono pode gerar estresse, irritabilidade, aumento da incidência de doenças cardiovasculares, labilidade emocional, indisposição e fadiga no dia seguinte. Portanto qualidade de sono é igual Qualidade de vida (vide o post: Qualidade de sono pode contribuir para a obesidade)

Um exemplo da interferência do Estresse no consumo maior de alimentos é o estudo realizado por Diana Fernandez, da área de medicina preventiva da Universidade de Rochester, nos EUA. Ela observou 2.782 empregados de uma fábrica de Nova York e constatou que o estresse vivenciado em uma fase de demissões aumentou muito a procura por comidas ricas em gorduras e calorias – elas desapareciam rapidamente das máquinas onde eram vendidas. Mas as complicações causadas pelo estresse foram além. Os trabalhadores disseram não ter tempo para comer bem ou fazer atividade física na hora do almoço porque tinham medo de sair de suas mesas de trabalho por muito tempo. Cansados física e emocionalmente, à noite a maioria se dedicava a ver televisão. “Os que assistiram a quatro horas por dia ou mais tiveram 150% mais chances de se tornar obesos”. Por causa de achados como esses, alguns endocrinologistas começam a defender mudanças nos relacionamentos pessoais e profissionais – visando à diminuição do estresse – também com o objetivo de conter o avanço da obesidade

Pensando nisso, uma das propostas para sanar este problema é que os programas de bem-estar no trabalho examinem a estrutura organizacional e forneçam meios práticos para minimizar o estresse. Além disso, é necessário dar condições para romper o sedentarismo. Uma delas é praticada por poucas empresas no Brasil, é ter uma área equipada para pessoas se exercitarem antes, durante ou depois do expediente.

Dicas para o emagrecimento saudável OU para evitar o ganho indesejado de peso:

- Coma de maneira fracionada - 5 refeições/dia e sempre de 3 em 3 horas, para que não ocorra um estado de hipometabolismo e posteriormente o organismo armazene o que deveria gastar;
- Habitue-se a ingerir diariamente alimentos saudáveis (saladas, frutas, verduras, alimentos integrais, carnes magras, soja nas suas formas fermentadas - Tofu, Tempeh, Missô);
- Alimentação funcional - Algumas substâncias conseguem modular o cortisol como o abacate e oleaginosas por serem ricos em beta-sitosterol. Peixes e vegetais folhosos escuros, soja e arroz por conterem fosfatidilserina, a vitamina C e alguns fitoterápicos como extrato de maracujá também podem auxiliar nesta modulação.
- Esteja sempre com uma garrafinha de água por perto e pelo menos (no mínimo) 2L/dia;
- Pratique exercícios no mínimo 3 vezes por semana (1 hora);
- Durma bem, como disse acima, Qualidade de sono é igual a qualidade de vida;
- Controle o nível de estresse - prática de atividade física, leitura, meditação, yoga, exercícios de relaxamente, psicoterapia, se necessário uso de ansiolíticos (de preferência fitoterápicos).

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Antioxidantes

Muito tem-se falado na mídia sobre alimentos funcionais e suas propriedades antioxidantes. Mas afinal o que um alimento que contém Antioxidante?

Para responder à esta pergunta, faz-se necessário compreender primeiramente o que é a Oxidologia. A oxidologia é o ramo da ciência que estuda a formação dos radicais livres, seus efeitos no organismo e o modo de eliminá-los.

Mas afinal, quem são os radicais livres?

Radicais livres são moléculas ou átomos (toda a matéria é formada por átomos) com um número ímpar de elétrons (elétron livres ou também denominados de elétrons desemparelhados). Tal elétron livre tornará o radical livre altamente reativo e com isso ele poderá reagir entre si, visando tornar o número de elétrons par, ou seja, emparelhar o elétron, torna-lo mais ESTÁVEL.

No nosso organismo, a todo instante são formados radicais livres. São produzidos por inúmeros tipos de células durante o processo de combustão do oxigênio, utilizado para converter os nutrientes dos alimentos absorvidos em energia.

Como são reativos (precisam emparelhar seus elétrons livres) podem danificar (oxidar) células sadias do nosso corpo, ocasionando lesão de células/tecidos, com isso surgindo inúmera doenças.  Os principais radicais livres são: Hidroxila, Superóxido, Peróxido de hidrogênio, Oxigênio Singlet, Peroxila, Alcoxila.

Mas nesta batalha, não estamos desprovidos de defesas, o nosso sábio organismo possui um sistema de enzimas protetoras (antioxidantes) que REPARAM uma grande parcela dos danos causados pela oxidação, ou seja, nosso organismo consegue controlar a quantidade desses radicais livres produzidos através de nosso metabolismo.

Falamos sobre um processo endógeno de formação de radicais livres, ou seja, processos metabólicos como fonte de geração dos mesmos. Porém, fatores externos podem contribuir para o aumento da formação de radicais livres. Entre esses fatores temos:

1) Poluição ambiental;
2) Raio-X e radiação ultravioleta;
3) Radiação eletromagnética;
4) Tabagismo;
5) Álcool;
6) Agrotóxicos;
7) Substâncias presentes em alimentos e bebidas (aditivos químicos, conservantes, hormônios)
8)Estresse;
9) Consumo de alimentos pró-oxidantes como gorduras saturadas;

Tais fatores além de favorecerem a formação de diversos tipos de radicais livres (com reatividade variável), podem induzir a:
1) Peroxidação lipídica da membrana celular;
2) Ligações covalentes de múltiplos metabólitos reativos;
3) Depleção e/ou alteração de Antioxidantes endógenos (naturais) como o Glutation;
4) Alterações de potencial na membrana mitocondrial;
5) Alterações na homeostase do Cálcio intracelular
6) Danos ao DNA e favorecendo surgimento de diversos tipos de cânceres.

O sistema antioxidante é dividido em 2 grupos:

1) Sistema antioxidante endógeno (produzido pelo organismo)
2) Sistema antioxidante exógeno (adquirido pela ingestão de nutrientes antioxidantes ou introdução intravenosa de antioxidantes).



Estes antioxidantes agirão da seguinte maneira: 1) Reagindo com o radical livre e formando oxigênio (oxidação);  2) Reagindo com o radical livre e formando água (H2O - redução)
Quando há um desequilíbrio entre a produção radicais livres e a sua antioxidação denominamos de Estresse oxidativo. Sendo que este pode decorrer devido 2 situações:

1) Produção excessiva de radicais livres (ex.: fumantes, pessoas que dormem pouco, que são estressados mentalmente e emocionalmente, pessoas expostas à produtos tóxicos);
OU
2) Porque não estamos produzindo, ingerindo e absorvendo os antioxidantes (ex.: alcoólatras, pessoas que se alimentam mal, não comem verduras, não bebem água, ingerem muitas toxinas, não ingerem fibras etc.).

Temos então alguns Sistemas de proteção contra radicais livres e cada um agirá de maneira individualizada, de acordo com a sua morfologia (constituição bioquímica), local de produção e capacidade antioxidante:

1) Sistema Enzimático: Faz parte do Sistema antioxidante endógeno, age elminando os Radicais livres e espécies reativas de oxigênio (ROS) antes que estes ataquem os componentes biológicos. Ex: Superóxido dismutase (SODc - citoplasmática e SODm - mitocondrial), catalase, glutation peroxidase.

2) Pequenas moléculas advindas da nossa alimentação ou do próprio sistema antioxidante endógeno: Atuam como quelantes,interferindo nos estágios iniciais de propagação . Ex:Vit. C, E,Selênio, Ácido alfa lipóico, DMSO.

3) Antioxidantes ocasionais: Sacrificam sua integridade molecular e funcional bloqueando os radicais livres. Ex:  Ômega 3, 6 9, enzimas com grupo SH (sulfidrilas).


Linhas de defesa contra radicais livres


Antioxidantes e local de ação


É importante salientar que estes antioxidantes muitas vezes não agem de forma isolada, cada um fazendo seu papel. Existe um Sistema, chamado Sistema REDOX no qual um interfere re-utilização do outro. Eles se "regeneram" mutuamente.



A seguir serão listados os principais antioxidantes e outras vitaminas e minerais que são antioxidantes indiretos:

Vitamina C

Vitamina lipossolúvel, age bem em meio aquoso. O ácido ascórbico é um excelente agente redutor (doador de elétrons), reduzindo Ferro ³+ (férrico) a Ferro²+(ferroso). Reage rapidamente com O2¯ (radical livre superóxido) e OH° (radical livre hidroxila) formando semidehidroascorbato e assim evitando ações deletérias destes radicais livres. Detoxifica vários radicais orgânicos por redução.
Tem importante papel na cicatrização, aumenta a resistência às infecções, potencializa a absorção de ferro.
É fundamental para a formação de colágeno, principal componente das articulções, pele.
São fontes de vitamina C: frutas cítricas, vegetais folhosos, legumes.
Sua deficiência provoca Escorbuto, uma doença caracterizada por feridas que não cicatrizam, gengivas que sangram, pele áspera e atrofia muscular.

Vitamina E

Vitamina Lipossolúvel, agindo bem em meio lipídico. Existem 8 isômeros da vitamina E, 4 tocoferóis e 4 tocotrienóis, sendo o alfa-tocoferol o mais conhecido e com maior potência antioxidante. É o mais importante destruidor de radicais livres em meio lipídico (principalmente na membrana celular, evitando a peroxidação lipídica). Reage contra os radicais peroxil e alcoxil.
É um excelente antioxidante por agir bem em membrana celular, com isso previne danos celulares. Mantém a integridade da pele.
São fontes de vitamina E: gérmen de trigo, óleo de soja, de algodão, de milho, de girassol, gema de ovo, vegetais folhosos e legumes.

Vitamina A

Também denominada retinol e é facilmente transformada no corpo humano em ácido retinóico, que é a forma ativa. Este existe em duas formas principais: all-trans retinoic acid (ATRA, o mais importante) e 9-cis retinoic acid (9-cis RA). A maior parte das funções da vitamina A são realizada por seus receptores, que são fatores de transcrição da família de receptores nucleares. Por estes receptores, o ácido retinóico pode afetar quase todas as funções na célula humana. Sabendo isso, é simples entender porque a vitamina A deve ser consumida em quantidades normais. Essencial para visão, desenvolvimento dos ossos e formação da pele. Atua no sistema de defesa do organismo e no processo de reprodução.
São fontes de vitamina A: Óleo de fígado de bacalhau, carnes e alimentos ricos em betacaroteno como cenoura, batata doce, brócolis, espinafre, tomate, mamão, abóbora e melão.
Sua deficiência pode causar atraso no crescimento, cegueira noturna, manchas brancas nos olhos e lesões na pele.
Devido a toxicidade hepática, tem se preferido prescrever os precurssores da vitamina A (catorenóides). Carotenóide é qualquer substância química de um grupo de substâncias tetraterpênicas relacionadas ao caroteno, que são pigmentos amplamente difundidos na natureza. Caracterizam-se por apresentar moléculas oxidáveis, exibir cores que vão do amarelo ao vermelho, ser lipossolúveis, encontradiças em vegetais. Dividem-se em carotenos e xantofilas. Sendo que os carotenos diferente das xantofilas, não possuem oxigênio na sua fórmula química. O Beta-caroteno é o mais conhecido e estudo entre os carotenóides, sabe-se que ele é eficiente contra a peroxidação lipídica,através de um processo de "quenching” (saciedade) dos RL,especialmente Oxigênio “singlet”. Sua eficácia na varredura parece ser devido à presença de duplas ligações em sua longa cadeia.
Glutation (GSH)

Glutationa, glutationo ou glutatião (γ-glutamilcisteinilglicina) é um antioxidante hidrossolúvel, reconhecido como o tiol não-protéico mais importante nos sistemas vivos. Trata-se de um tripéptido linear, constituído por três aminoácidos: ácido glutâmico, cisteína e glicina, sendo o grupo tiol da cisteína o local activo responsável pelas suas propriedades bioquímicas. Existe, na maioria das células (com maior concentração no fígado). Pode encontrar-se na forma reduzida (GSH) ou oxidada (GSSG, forma dimerizada da GSH). A importância deste par é tal que a razão GSH/GSSG é normalmente utilizada para estimar o estado redox dos sistemas biológicos. É um marcador da saúde celular. Sua queda. indica lesão oxidante. É muito versátil, reduzindo H2O2,Superóxido e Hidroxila,além de anular os danos provocados pelos Peróxidos. Além disso tem importantíssima ação na metabolização de xenobióticos como co-factor da glutationa-S-transferase.


Existem outros antioxidantes, sendo que a cada dia a ciência desvenda mais e mais novas substâncias com poder antioxidante.