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sexta-feira, 6 de julho de 2018

O que não é Nutrologia?


Todos os dias no consultório é a mesma história para os pacientes:

Paciente ACHANDO que foi a um nutrólogo e na verdade o médico não é especialista: lembrando que só é especialista em Nutrologia ou quem fez a residência ou tem o título. Se não tem, não é NUTRÓLOGO.A maioria dos que se dizem nutrólogos não o são. Para saber se o profissional é nutrólogo basta entrar no site do Conselho  de Medicina e buscar o nome do profissional: http://www.cremego.org.br/index.php?option=com_medicos

Paciente ACHANDO que Nutrologia é sinônimo de Ortomolecular, Medicina Quântica, Homeopatia, Medicina Integrativa (conceito que conseguiram deturpar), Chips hormonais, Anabolizantes, Excesso de suplementos, Doses cavalares de vitaminas e minerais. A Associação Brasileira de Nutrologia emitiu um documento em 2017 mostrando que isso não faz parte do roll de procedimentos nutrológicos.

Alguns médicos deturpam a Nutrologia e fazem leigos e outros médicos acharem que Nutrologia é aquilo que eles praticam. A Nutrologia é uma especialidade séria e que no momento sofre um processo de desmoralização por parte de alguns profissionais. .

Quer saber o que é NUTROLOGIA de verdade? www.nutrologogoiania.com.br

Montei uma pequena biblioteca descrevendo: O que é Nutrologia. A história da Nutrologia no Brasil. O que não é Nutrologia. Diferença entre Nutrólogo e Nutricionista...Endócrino...Médico do esporte. Vários textos mostrando como a Nutrologia pode auxiliar no tratamento de várias doenças.

domingo, 19 de abril de 2015

Alerta sobre termogênicos e pré-treino por Dr. Flavio Cadegiani


Excelente texto de um amigo endocrinologista de Brasília, Dr. Flávio Cadegiani (http://corpometria.com.br/), que compactua da mesma opinião que eu, sobre termogênicos e pré-treinos.

Muitos pacientes me consideram chato por ser reticente quanto à prescrição destas substâncias. Felizmente nesse ponto sou radical e paciente meu não é cobaia. Logo, não prescrevo e recrimino o uso.

Vi inúmeras vezes pacientes iniciarem tratamento comigo e utilizarem "escondido" Jack3D ou Oxyelite. No início do tratamento apresentavam TSH (horrmônio tireoestimulante) normal e depois de 6 meses o mesmo subir vertiginosamente, indicando alteração tireoideana, além de positivar anticorpos.

Também vi inúmeras vezes pacientes com "tendências" a transtornos psiquiátricos e após o uso, o mesmo servir como "gatilho" para o desencadeamento de doenças psiquiátricas.

Sem contar que vários desses termogênicos e pré-treinos possuem na sua composição substâncias que podem aumentar a pressão arterial, frequência cardíaca, causar insônia.

Alguns são "batizados" com hormônios ou anorexígenos.

Parece inofensivo mas não é, portanto preservo ao máximo meu paciente. Alimentos termogênicos estão aí pra serem adicionados à alimentação. É muito mais seguro procurar uma nutricionista ou nutrólogo. Mais seguro, mais barato, só não é mais prático rs.


Parece inofensivo mas não é, portanto preservo ao máximo meu paciente.

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ALERTA – PRÉ-TREINOS, TERMOGÊNIICOS E A VERDADE SOBRE O CASO “NETINHO” – VALE A PENA LER

POR DR. FLÁVIO CADEGIANI

Os tão difundidos pré-treinos e termogênicos, utilizados para melhora da performance no treino, sensação de bem-estar e aceleração da queima de gordura, aparentemente inofensivos pois são vendidos livremente nos Estados Unidos, escondem uma realidade um pouco diferente e não tão bacana quanto imaginamos.
Primeiramente, não sabemos ao certo o que estes produtos contêm em sua composição. Na descrição dos ingredientes e produtos utilizados para formulação, costumam vir escrito o nome de algum complexo que não explicita o que contem neste complexo. Diversos estudos independentes nos EUA mostraram que entre 20 e 50 por cento destas formulações contém doses consideráveis de androgênios, anfetaminas e outros aceleradores, Ou você acha que aquele “gás” que o C4 ou Jack3d costumam dar vem de doses homeopáticas de plantinhas que nunca fariam mal algum? No ímpeto de associar seu produto a melhores resultados e a sensação de vitalidade e de força, os fabricantes muitas vezes adulteram propositadamente suas fórmulas.

E por que o FDA (Food and Drug Administration, ou a “Anvisa” dos EUA) não age? Pois bem, todos estem produtos, pasmem, são classificados como simples “alimentos” por este órgão, o que os exime de análise prévia para autorizar a venda destes “simples e inofensivos alimentos”. Sim, é uma grande lacuna de qualidade na competência deste órgão americano, e existe um grande movimento para mudar isso, que enfrenta um gigante lobby das indústrias de suplementos (não, lobby não é uma exclusividade brasileira). Portanto, por enquanto, o que é classificado como suplemento e alimento tem de provar que faz mal para ser avaliado, enquanto qualquer novo medicamento, para ser aprovado, tem de provar que não faz mal para ser liberado. Observem a lógica americana.

Ok, mas quais seriam as consequências a curto e longo prazos?

Para contar da primeira consequência, utilizarei um exemplo que atualmente está em voga: o Netinho. Alguns detalhes da história não estão bem esclarecidos. Primeiro, a questão do nódulo hepático. Doses supra-fisiológicas de androgênios, normalmente acima de 06 vezes o nível normal, que se atinge por usuários pesados de androgênios, podem (vejam bem, eu disse podem, porque não há evidência suficiente de que causam, embora a relação seja clara) causar nódulos hepáticos, mas principalmente quando associados a hormônios de cavalo. Só que o cantor em questão tem comorbidades que não cabe dizer aqui que estas sim apresentam por si só um grande risco de lesões hepáticas. Tudo bem, culparam os androgênios que para ele julgaram ser de cunho meramente estético quando na realidade é um tratamento médico, até onde a informação chegou a mim.

Porém, o maior complicador foi a hemorragia que ele apresentou à biópsia hepática. Ora, o risco de hemorragia é inerente ao procedimento. Mas dizem que a hemorragia foi em excesso por culpa da testosterona e derivados que ele vinha utilizando. Aí já é extremamente questionável. Primeiro, os androgênios causam vasodilatação sim, mas em outros locais como músculos. Nada comprova esta vasodilatação na trama hepática. Segundo e mais importante, o uso de androgênios está associado a aumento de risco de TROMBOSE, e não hemorragia, tanto que temos vistos muitos pacientes jovens sem qualquer fator de risco apresentarem AVC. Normalmente, o aumento de risco de trombose vai de encontro ao risco de hemorragia, pois ele rapidamente coagularia impedindo uma perda maior de sangue.

Então, quem poderia causar o sangramento? Sim, os pré-treinos, aceleradores e outros vaso-dilatadores! Estes sim, se consumidos até 30 dias antes do procedimento, aumentam risco de sangramento. Aproveito aqui para sugerir aos pacientes que serão submetidos a procedimentos e a meus colegas médicos que irão realizar procedimentos invasivos, que solicitem a interrupção de qualquer prép-treino ou termogênico ao menos 30 dias antes. E não somente por conta do aumento de risco de sangramento, mas por outro motivo. Mas qual?

Um caso em Recife(PE) chamou atenção quando um adolescente faleceu por causas cardíacas após ingesta de grandes quantidades de Jack 3d, na antiga formulação (não sei a as novas formulações, sem o DMAA, ou dimethilamylamina, serão tão inofensivas assim). Pois então, esse caso explicitou os riscos cardiovasculares associados ao uso exagerado destes produtos. Que aumentam risco de arritmias, infartos e outras descompensações cardíacas. E estudos também sugerem que o uso prévio também aumento o risco trans-operatório de complicações hemodinâmicas. Portanto, evitar de qualquer modo o uso de Jack 3d, C4, 1MR, Hemo-Rage, OxyelitePro, Lipo6Black ou outros nos 30 dias que antecedem qualquer cirurgia.
Mas os riscos não param por aí. Aproximadamente 30% dos usuários crônicos de Jack3d desenvolvem sintomas depressivos, ansiosos ou associados a síndrome do pânico. E provavelmente estes valores são extrapolados para outros produtos. Os sintomas neuro-psiquiátricos costumam perdurar por algum tempo após a interrupção do uso destes suplementos. E muitos tornam-se verdadeiros dependentes destas composições para poder treinar e viver bem. E garanto, o vício não é somente psicológico, mas químico também, devido a substâncias abertamente descritas e principalmente as escondidas e disfarçadas, como disse no início deste alerta.

Alterações de produção de diversos hormônios, como testosterona e GH, aumento do risco de infecções por apresentar imunomodulações, aumento do risco de Síndrome de Fadiga Crônica, aumento do risco de artropatias e de overtraining são só mais alguns dos riscos associados a estes “inofensivos” produtos.
Então tudo isso significa que devemos parar de usar estes produtos? Bem, eu recomendo fortemente o uso máximo de metade da dose preconizada pelo fabricante. Recomendo também a interrupção prévia a cirurgia como já citei, assim como durante a gravidez e amamentação, por falta de segurança em estudos. E sugiro a substituição, de for imprescindível, de uso de substâncias alternativas, como cafeína e taurina, onde sabemos o que estamos utilizando ao certo.

Espero te mostrado um pouco do que há por trás destes maravilhosos termogênicos e pré-treinos que nos deixam tão felizes e empolgados.

Compartilhem este texto, acredito que seja bem esclarecedor.

Um abraço,

Dr. Flávio Cadegiani (CRM-DF 16219 e CREMESP 160.400)
Médico - Endocrinologista e nutrólogo
http://corpometria.com.br

Fonte: http://www.cadegiani.com.br/alerta-pre-treinos-e-termogeniico-e-a-verdade-sobre-o-caso-netinho-vale-a-pena-ler/

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

As dúvidas mais comuns sobre a prática ortomolecular e sobre o atendimento do Dr. Frederico Lobo


A origem da ortomolecular

R:  O prefixo Orto (Ortho) deriva do grego e quer dizer "correto", logo, Ortomolecular, ao pé da letra, significa "molécula correta". O termo foi cunhado em 1968 por um professor americano de química quântica e bioquímica chamado Linus Pauling (1901-1994).  O mesmo era um cientista e criou esse termo inicialmente baseado em trabalhos randomizados e duplo-cegos do psiquiatra canadense Abrahan Hoffer, que conseguiu diminuir o tempo de internação de esquizofrênicos com o uso de doses elevadas de vitamina B3 (3g/dia). Linus Pauling foi prêmio Nobel por 2 vezes (Química em 1954 e da Paz em 1962) propondo que distúrbios mentais poderiam ser tratados pela correção de desequilíbrios ou deficiências de constituintes cerebrais tais como vitaminas e outros micronutrientes, como uma alternativa à administração de drogas psicoativas sintéticas.

No final da década de 60 passou a desenvolver a Bioquímica da Nutrição e na década de 70 extendeu o conceito Ortomolecular à medicina em geral, como sendo "moléculas certas em concentrações certas", caracterizando uma abordagem de prevenção e tratamento de doenças e alcançar a saúde baseada em ações fisiológicas e enzimáticas de nutrientes específicos, como vitaminas, minerais e aminoácidos presentes no organismo.

 Linus Pauling é considerado o pai da Biologia Molecular.

Ortomolecular no Brasil

R: No Brasil temos dois principais pioneiros na medicina ortomolecular. Ambos pesquisadores renomados e que contribuiram para a popularização da Ortomolecular:

A)  Prof. Dr. Hélion Póvoa é um dos maiores especialistas na área de nutrição e bioquímica do país. Foi ex-aluno de Linus Pauling e trouxe para o Brasil a ortomolecular. Membro titular da Academia Nacional de Medicina, pesquisador da Fiocruz e professor-visitante de Nutrição em Harvard. Tem mais de 400 trabalhos de pesquisa publicados no Brasil e no exterior. Inúmeros livros sobre ortomolecular.

B) Prof. Dr. José de Felippe Jr é também um dos pioneiros da ortomolecular (ou como o próprio denomina: Medicina Biomolecular) no Brasil. Fomou-se pela Santa Casa de São Paulo, tem doutorado em Fisiologia pela Universidade de São Paulo, PhD em Ciências , livre docente de Clínica Médica e Medicina Intensiva pela Universidade do Rio de Janeiro, fundador e Primeiro Secretário Geral da Associação de Medicina Intensiva Brasileira ( AMIB). http://www.medicinacomplementar.com.br/

C) Na atualidade existem outros profissionais que agregaram muito valor à medicina ortomolecular/biomolecular no Brasil, como os médicos:
  • Os cardiologistas
c1) Efraim Olzewer,
c2) Artur Lemos (http://www.arturlemos.com.br/),
c3) Fábio Cesar Santos (atual presidente da Associação Médica Brasileira de Oxidologia - AMBO),
  • Os psiquiatras ortossistêmicos:
c4) Dr. Cyro Masci (http://www.masci.com.br/),
c5) Juarez Callegaro (http://www.ortossistemica.com.br/),
c6) Dra. Guilhermina Guanaes,
c7) Dr. Luiz Paulino Guanaes.

A Medicina ortomolecular é uma especialidade médica?

R: Primeiramente não devemos utilizar o termo medicina ortomolecular, pois ela não é considerada uma especialidade médica, muito menos área de atuação.

É reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina como uma "prática médica" através da resolução 1.938 de 14/01/2010. Nessa resolução foram estabelecidos os seus limites e finalidades normatizando a sua prática por médicos no Brasil. O termo mais apropriado seria: estratégia ortomolecular/biomolecular. Ortomolecular e biomolecular são sinônimos. A resolução está disponível no site do próprio Conselho Federal de Medicina: http://www.portalmedico.org.br/resolucoes/cfm/2010/1938_2010.htm
Por não ter uma base sólida e sim um agrupamento de conhecimentos bioquímicos associados à prática médica, é muito improvável que a ortomolecular se torne uma especialidade médica.

Evidências cientificas da eficácia da estratégia ortomolecular

R- Na atualidade não restam dúvidas que os fenômenos oxidativos (formação de radicais livres) exercem papel relevante na origem de uma vasta gama de patologias. Há vários trabalhos que mostram os benefícios da terapia antioxidante, assim como há outros que mostram que em determinadas situações a terapia é contra-indicada. Para citar um exemplo prático, o Estudo CARET mostrou que pacientes que fumavam tinham mais problemas, incluindo câncer de pulmão quando faziam ingestão de betacaroteno (sintético), deste modo resta óbvio que não devemos usar os carotenóides sintéticos em tabagistas.

Por isto é fundamental que ao procurar o auxílio de um médico com prática em ortomolecular, que esse médico tenha uma boa formação na área (pós-graduação) a fim de que ele possa avaliar quais as vantagens, limitações e riscos da ingestão de qualquer elemento que tenha interferência na saúde.

A busca da Ortomolecular deve ser feita no sentido de prevenção, de sentir-se melhor, de alcançar o bem-estar, de promover mudança de hábitos de vida e dos valores relacionados à saúde. A adoção de estratégias preventivas sempre se mostra muito mais promissora do que tratar um problema já instalado. Evidentemente que alguém que teve um Infarto do miocárdio ou Câncer já passou há muito tempo do estágio de prevenção e, neste contexto, menos pode ser feito pela prática ortomolecular (mas ainda assim muito pode ser feito, como por exemplo orientações sobre hábitos saudáveis de vida, correção de deficiências nutricionais, suplementação orientada, etc).

Como saber se o médico está apto a exercer a estratégia ortomolecular se não há disciplina de ortomolecular na grande dos cursos de medicina do Brasil?

 R: No Brasil ainda existem poucos curso de ortomolecular, a maioria pós-graduações (2 anos) e são restritos a médicos. Os principais cursos são reconhecidos pelo MEC e no geral possuem um vasto conteúdo programático.

A opinião da ASOMED  e de outras Associações de Médicos que atuam na prática, é que Ortomolecular é ciência e prática médica e necessariamente deve ser exercida única e exclusivamente por médico. Nutricionistas podem utilizar de algumas estratégias ortomoleculares, mas o ato de diagnóstico deve ser feito por médicos pós-graduados na área. A ortomolecular está para a medicina como a funcional está para a nutrição.

Portanto, antes de procurar um médico que atue na área, procure saber se o mesmo tem pós-gradução na área, se participa de associações médicas e se ele se atualiza constantemente. Ferramenta simples: Google. Digite o nome do médico no google acrescentado dos termos: currículo; currículo CNPQ, pós-graduado. Outra dica é entrar no site do próprio CNQP: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/busca.do?metodo=apresentar e digitar o nome do médico, mas antes marque a opção: ( ) Demais pesquisadores (Mestres, Graduados,Estudantes, Técnicos, etc.)

É importante salientar, que nós, médicos com prática ortomoleculares não nos achamos superiores aos demais médicos ou demais profissionais da saúde, apenas temos habilidades diferentes e uma propedêutica diferenciada.

A consulta com abordagem ortomolecular 

R: A consulta ortomolecular inicial dificilmente dura menos de 1 hora. Consiste basicamente em uma consulta médica como outra qualquer, composta de questionamentos sobre sinais e sintomas (anamnese), exame físico e, se necessário solicitação de exames complementares gerais e específicos e por fim instituição do tratamento.

O diferencial da ortomolecular muitas vezes é a questão do tempo gasto pelo médico e questionamentos feitos de forma mais holística. Enquanto um especialista geralmente fica restrito à área dele (e ele não está errado) o médico que atua na estratégia ortomolecular busca ter uma abordagem mais integrativa, enxergando o paciente como um todo. E é claro: isso demanda tempo.

Portanto, dificilmente médicos ortomoleculares atendem planos de saúde. Muitas vezes até atendem outras áreas por planos de saúde, solicitam os exames pelo plano de saúde, mas a consulta em si não é coberta pelo plano.

    O custo do tratamento ortomolecular

    R: Existe um estigma de que o tratamento ortomolecular é um tratamento caro, porém se formos verificar tudo que é feito em um tratamento ortomolecular e seus reais benefícios, percebemos que a terapia na verdade é “barata”, tendo-se em vista a boa relação final de custo-benefício.

    O preço da consulta é justificado pelo tempo que o médico ortomolecular gasta com o paciente, geralmente com avaliação inicial de no mínimo 1 hora (vale ressaltar que o acompanhamento do paciente é feito em consultas de retorno que habitualmente também duram uma hora ou mais).

    Os exames na maioria das vezes são os tradicionais e a grande maioria é coberta pelos planos de saúde. Já o tratamento em si, como é personalizado, às vezes sai caro. Mas varia de paciente pra paciente: quanto mais hábitos saudáveis de vida, quanto melhor a alimentação, menos o paciente precisará gastar. Portanto, o “caro” é relativo. Se o paciente insiste em manter hábitos de vida ruins, não quer se alimentar de forma equilibrada (ingerindo doses mínimas de vitaminas, minerais e boas gorduras) com certeza a formulação sairá cara. É dever do médico praticante de ortomolecular estimular a aquisição de nutrientes via alimentação e não via suplementos.

    Fala-se muito em radicais livres e que a ortomolecular visa combater a formação deles. O que são os radicais livres?

    R: Cerca de 95% do oxigênio proveniente da respiração é neutralizado pela cadeia respiratória celular, onde acaba seu ciclo metabólico, sendo transformado em água. Os 5% de oxigênio restantes são transformados nos Radicais Livres que, se não forem adequadamente eliminados ou se estiverem sendo formados em excesso, podem vir a ser prejudiciais para o organismo humano, provocando uma condição patológica chamada de Stress oxidativo. Mas lembre-se que os radicais livres também podem ser benéficos para o corpo, pois auxiliam nas defesas do sistema imune.

    Esse stress oxidativo pode ser causado por anomalias genéticas dos órgãos de defesa, e também por fatores ambientais, como por exemplo: o tabagismo, a radiação, excesso de atividade física, intoxicações metálicas, ingestão de gorduras animais, frituras, carne vermelha, inflamações e infecções, consumo abusivo de álcool, stress físico e mental, etc.

    Hoje em dia a medicina sabe que várias doenças têm sua origem vinculada à ação dos Radicais Livres, como por exemplo: Câncer, Aterosclerose, Artrites, Catarata, Enfisema Pulmonar. Outras doenças pioram sua evolução na presença de excesso de Radicais Livres como: Infecções graves, Diabetes, Mal de Parkinson, Doença de Alzheimer, Enfermidades neurológicas desmielinizantes (Esclerose lateral amiotrófica).

    Mas será que precisamos deliberadamente tomar medidas para combatê-los? As espécies reativas de oxigênio (EROs) são produtos naturais dos processos oxidativos que ocorrem em nossas células, nas mitocôndrias. Portanto, produzir energia implica em produzir radicais livres, e não há como evitar tal produção. Uma vez que os músculos produzem muita e são dotados de muitas mitocôndrias, eles acabam sendo um dos principais locais de produção das EROs. O problema é que, dentro das mitocôndrias, existe muito DNA, que pode sofrer danos. Outro problema é que as mitocôndrias se renovam e, para tanto, precisam copiar o material genético (DNA) das mitocôndrias já existentes. Se o DNA já estiver danificado, a cópia conterá os danos anteriores, os que se somarão aos novos danos. O resultado desse acúmulo de danos ao DNA ao longo do tempo é a diminuição da função da mitocôndria. Em outras palavras, ao longo do tempo (leia-se envelhecimento), ocorre um acúmulo de danos ao DNA mitocondrial, os quais resultam em diminuição da capacidade de produzir energia. Essa é a base da teoria do envelhecimento mitocondrial e, não ao acaso, ao envelhecer, perde-se progressivamente sua capacidade de produzir energia e de realizar exercícios que dependem do metabolismo aeróbio. Por esse mesmo motivo, o combate aos radicais livres promete efeitos “antienvelhecimento”.

    Estudos mais recentes tem demonstrado que a ingestão de antioxidantes naturais mostra-se benéfica para a maioria das patologias que tem o estresse oxidativo como componente da fisiopatologia. Mas a maioria dos estudos mostram que a suplementação com antioxidantes sintéticos falham ao tentar minimizar esse estresse oxidativo. Muitas vezes sendo mais deletério do que benéfico. Há um fino equilíbrio entre nossos antioxidantes, sendo assim muitas vezes os nossos antioxidantes endógenos podem se tornar pró-oxidantes.

    A corrente que sigo na ortomolecular, evita ao máximo a prescrição de antioxidantes, justamente por acreditar que eles não sejam tão deletérios como propagados, além disso, por estudarmos biodisponibilidade de nutrientes, sabemos que uma infinidade de antioxidantes são facilmente obtidos através de uma alimentação variada e equilibrada.


    O médico que se auto-intitula como praticante da estratégia ortomolecular deve estar apto a realizar quais procedimentos ?

    R: Na estratégia ortomolecular/biomolecular o médico deve estar apto a :

    1 - Descobrir quais nutrientes essenciais estão faltando ou em excesso;

    2 - Diagnosticar se existem metais tóxicos no organismo;

    3 -Verificar se o sistema endócrino e sistemas de absorção, metabolização, excreção estão dentro da normalidade;

    4 - Diagnosticar se existe intolerância ou alergia alimentar;

    5 - Conhecer e orientar sobre hábitos saudáveis de vida a todos os pacientes.

    Modos de ação da ortomolecular

    R: Existem 3 maneiras (modos) do tratamento ortomolecular agir:

    1) Modo PREVENTIVO: através de diagnósticos cada vez mais precoces, detectando alterações metabólicas subclínicas (antes do surgimento das doenças propriamente ditas), utilizando-se do tratamento Ortomolecular que visa o equilíbrio global do indivíduo, dando-lhe condições de manter-se sadio ou, diante de doenças, obter melhor resposta à terapêutica específica empregada. Os exames por nós utilizados incluem: exames de imagem, exames laboratoriais, mineralograma capilar. Exames como a Bioressonância (Vegatest), muito utilizada por alguns ortomoleculares, não possuem validação científica perante a ANVISA e por isso alguns ortomoleculares mais céticos não os utilizam.

    2) Modo SISTÊMICO: atua na avaliação diagnóstica de todos órgãos e sistemas, analisando a inter-relação e interdependência entre eles e nos tratamentos nutricionais celulares, através de suplementação com nutrientes indispensáveis ao organismo ou retirando substâncias em excesso ou tóxicas, como metais pesados.

    3) Modo INTERATIVO: atua na inter-relação dos sistemas humanos com os sistemas ambientais, visto que estamos dentro de uma grande teia em que os sistemas interagem: homem/natureza; homem/animais, homem/alterações climáticas, homem/poluições, etc.

    Os nutrientes da ortomolecular

    R: Todas as células do corpo produzem energia com a finalidade de fabricar vários tipos de moléculas necessárias para o seu bom funcionamento. Nesse processo de produção de energia e síntese de substâncias que mantém o equilíbrio, uma parte do substrato para ativar esse processo é composto por substâncias que o próprio corpo sintetiza. Mas cerca de 48 substâncias (também importantes para o processo) o corpo não consegue sintetizar e para isso é necessário que venha através da alimentação e respiração.

    Tais substâncias são denominadas de "Nutrientes Essenciais" e portanto o organismo deve recebê-las já prontas do meio externo. Isto quer dizer que necessitamos de um aporte nutricional adequado, em elementos essenciais, e não é difícil compreender que a falta de um ou mais desses elementos prejudicará o funcionamento das células e, conseqüentemente, do organismo como um todo.

    Os 48 nutrientes essenciais que devem ser recebidos do meio externo:

    Aminoácidos: 1-Histidina; 2-Leucina; 3-Isoleucina; 4-Valina; 5-Lisina; 6-Metionina; 7-Fenilalanina; 8-Treonina; 9-Triptofano

    Ácido Graxo essencial: 10-Ácido linoléico

    Vitaminas: 11-Tiamina (B1); 12-Riboflavina (B2); 13-Niacina (B3); 14-Piridoxina (B6); 15-Ácido fólico (B9); 16-Cobalamina (B12); 17-Ácido pantotênico (B5) ; 18-Biotina; 19-Ácido para-amino-benzóico (PABA); 20-Inositol; 21-Colina; 22-Ácido ascórbico (C); 23-Retinol (A); 24-Calciferol (D); 25-Alfa tocoferol (E); 26-Menadiona (K)

    Sais minerais: 27-Sódio; 28-Potássio; 29-Cálcio; 30-Fósforo; 31-Magnésio; 32-Manganês; 33-Ferro; 34-Cobre; 35-Zinco; 36 - Selênio; 37 - Cromo; 38- Iodo; 39 - Enxofre; 40 - Lítio; 41 - Boro; 42 - Flúor; 43- Vanádio; 44- Molibdênio; 45-Ácido lipóico; 46-Bioflavonóides (rutina, hesperidina, quercetina)

    Outros: 47-Água, 48-Oxigênio

    Na nossa terapêutica utilizamos diversas dessas substâncias. O papel das vitaminas, aminoácidos, ácidos graxos, enzimas e minerais, na terapêutica tem sido revisto, graças aos estudos estimulados pelo uso dessas substâncias na prática clínica e descobertas da pesquisa básica. O ortomolecular genuíno não utiliza nenhuma outra substância além dessas. Portanto hormônios NÃO fazem parte do arsenal da ortomolecular, assim como antioxidantes sintéticos.

    Mas como saber o que está faltando no organismo? Uma anamnese completa (história do paciente bem colhida, idealmente por no mínimo 1 hora), exame físico e alguns exames (especiais, por exemplo o Mineralograma - exame do fio do cabelo - que detecta metais tóxicos que não deveriam ser encontrados no organismo e necessitam ser retirados), como dosagens de metabólitos de vitaminas e ácidos graxos para diagnosticar se há necessidade de repor tais substâncias.


    Exames utilizados na prática ortomolecular

    R: Varia de médico pra médico. No geral utilizamos:
    1 - Exame clínico (anamnese e exame físico)
    2 - Exames laboratoriais: exames de sangue (bioquímicos, hormônios, enzimas), fezes, urina;
    3 - Exames de imagem: Raio X, Ultrassonografias, Tomografias, Ressonâncias;
    4 - Mineralograma capilar.
    5 - Bioimpedância (não confundir com Bioressonância)

    Existem alguns exames não-convencionais que alguns ortomoleculares utilizam, mas que não são obrigatoriamente “da ortomolecular”. Não os utilizo, mas vários colegas utilizam. Os principais são:
    2) HLB (microscopia de campo claro e escuro, que é o exame da gota de sangue colhida na hora),
    3) Biorressonância (Vegatest),
    4) Nerve express,
    5) Termografia
    6) ES complex
    7) Testes nutrigenéticos
    8) Testes de intolerãncia alimentar baseados em IgG e IgG4


    Mineralograma capilar

    R: Mineralograma consiste na dosagem de minerais em algum tecido do corpo. Mineralograma capilar ou popularmente chamado “exame do Fio de cabelo”, consiste na dosagem de minerais no cabelo. É utilizado nos Estados Unidos há mais de 30 anos e liberado pelo Conselho Federal de Medicina.

    Este exame é um método rápido, eficiente e indolor para saber como vai sua saúde, proporcionando uma orientação médica com muito mais segurança. Seu cabelo contém todos os minerais presentes em seu corpo, e o mineralograma mede se há excesso de metais tóxicos. Alguns médicos extrapolam e acreditem que a matriz capilar sirva para verificar o status nutricional, ou seja, acreditam que sirva para dosar a quantidade de minerais. O Conselho Federal de Medicina veta a sua utilização com essa finalidade. Seu uso é única e exclusivamente para detecção de metais tóxicos.

    Não adianta o paciente por conta própria solicitar o mineralograma, pois existe toda uma interpretação. Por exemplo, se um mineralograma apresenta Boro aumentado, não necessariamente esse Boro está aumentado, pode estar ocorrendo uma desmineralização óssea e com isso o Boro desloca-se do Osso e vai para outros tecidos, dentre eles o tecido capilar. Portanto, é fundamental que o médico seja o responsável pela solicitação e interpretação.

    Com relação à coleta, o paciente precisa fornecer uma amostra de seu cabelo. Esta deve se retirada na região da nuca ou occipital (da raiz, até 3cm). Uma amostra de +- 1g, que não contenha tintura, permanentes, gel, condicionadores e tratamentos químicos afins. O paciente é orientado a fazer um preparo para a coleta, que irá variar de semanas a meses caso o mesmo utilize tinta ou qualquer produto químico que possa alterar o exame



    Tratamento endovenoso

    R: Este tratamento é chamado de desintoxicação. Serve fundamentalmente para eliminar metais pesados como Chumbo, Alumínio e Mercúrio que podem causar uma série de problemas clínicos. Em alguns casos, é utilizada terapia venosa para suprir deficiências nutricionais impostas por algumas moléstias.

    Deve-se ter em mente que este tipo de tratamento é selecionado para casos isolados onde existe a comprovação da intoxicação e uma correlação clínica pelos referidos metais pesados. Não é algo feito de rotina na prática ortomolecular; entretanto, isso varia de médico pra médico. Pacientes que desejam resultados mais rápidos optam por reposição de vitaminas e sais minerais por via endovenosa. Porém, a terapia endovenosa não substitui a dieta e terapia via oral.

    Uma situação muito comum é: pacientes chegam ao consultório com alterações no trato digestivo (em especial a Disbiose intestinal), sendo assim a muitos dos nutrientes prescritos via oral, dificilmente serão absorvidos naquele momento. O médico então inicia um tratamento para melhora do status intestinal e paralelamente prescreve alguns nutrientes endovenosos. Mais adiante quando o paciente já apresenta uma melhora, mantemos apenas a terapia via oral e dieta.

    Outra situação comum: deficiência de vitamina D. Como o paciente apresenta sintomatologia devido aquela deficiência e o uso diário via oral  da Vitamina D3 pode demorar a restabelecer os níveis adequados da 25-Hidroxi-vitamina D, optamos por prescrever injeções intramuscular semanais por 1 mês... posteriormente deixamos apenas a dose via oral.

    Estratificando a produção de radicais livres

    R: São vários os fatores que aumentam os radicais livres. Para citar alguns: tabagismo, poluição atmosférica, poluição do solo, poluição da água, uso de agrotóxicos, poluição eletromagnética, sedentarismo, dietas pro-inflamatórias, estresse crônico, doenças degenerativas, entre outros. A mensuração no organismo pode ser feita por vários métodos, sendo os mais comuns:

    1 - Dosagem de radicais livres no sangue por quimioluminescência;
    2 - Dosagem de de MDA (Dialdeído malônico ou Malondialdeído) na urina: o MDA consiste em uma substância que aumenta na vigência de uma reação chamada lipoperoxidação, ocasionada por radicais livres;
    3 - Dosagem de enzimas antioxidantes tais como: Glutation peroxidase, Superóxido dismutase e Catalase;
    4 - Dosagem de substâncias antioxidantes como vitaminas (A, C, E, Betacaroteno, ácido fólico, B12); na verdade, dosamos os seus metabólitos e quando estes estão baixos, subentendemos que está ocorrendo uma baixa ingesta ou então utilização excessiva, possivelmente a fim de neutralizar a ação de radicais livres;
    5 – HLB, que consiste em um exame por meio da análise de uma gota de sangue, extraída do paciente na hora da consulta e avaliada através de microscópio óptico de alta resolução. Tal exame é proibido pelo CFM.

    Caso os níveis de radicais livres estejam fora dos níveis fisiológicos, dependendo de cada caso, será feita a reposição dos antioxidantes necessários através da alimentação. Muitas vezes inicialmente começamos apenas com mudança de hábitos de vida e reestruturação dietética.

    Ação antienvelhecimento

    R: Muitos pacientes acreditam que ingerindo vitaminas, minerais e antioxidantes, terá um retardo no seu envelhecimento. Isso é um erro. Antes de qualquer intervenção terapêutica, devemos olhar os hábitos de vida dos pacientes, com estímulo à adoção e manutenção de hábitos saudáveis de vida e correção dos “errados”. Devemos fazer uma avaliação nutricional para um melhor balanceamento da alimentação, controle médico periódico e melhora do estilo de vida com medidas para redução de fatores pró-radicais livres. Para termos um envelhecimento saudável e evitar o surgimento de doenças, vários fatores devem ser considerados, entre eles o fator genético. É uma falácia achar que tomar vitaminas seja o "elixir da juventude" e além disso nenhum médico deve prometer resultados a pacientes.  O médico que promete resultados está infringindo o código de ética médica, pois a medicina é um contrato de meios e não de fins (resultados).

    Ortomolecular é pra quem ?

    R: Qualquer um pode se beneficiar da estratégia ortomolecular, desde aquelas pessoas que querem prevenção até aquelas que têm alguma patologia a ser tratada. Não existe idade ideal para se procurar um médico que trabalhe com medicina preventiva ou estratégia ortomolecular. Quanto antes procurar, melhores serão os resultados, pois a natureza principal deste tipo de tratamento é evitar as moléstias e não esperar que elas surjam para depois tratá-las.

    Dieta ortomolecular

    R: Não existe dieta ortomolecular, sendo um insulto ao bom senso aceitar que tomando vitaminas a pessoa eliminará quilos. O Médico, claro, irá dar estímulo à reeducação alimentar, ingestão adequada de água e prática diária de atividade física. A ortomolecular pode auxiliar nos casos em que existam alterações laboratoriais como: alteração tireoideana (hipotireoidismo), hiperinsulinismo (aumento da insulina) ou resistência insulínica, compulsão por determinados grupos alimentares em decorrência de alterações nos neurotransmissores, dificuldade de exercitar-se devido fadiga crônica, etc.

    Atividades físicas, são imprescindíveis na estratégia ortomolecular ?

    R: São indispensáveis em qualquer tratamento médico que assim os requeira ou permita. Os efeitos benéficos do exercício vão muito além da redução do peso: proteção cardiovascular, ganho de massa muscular, sensação de bem-estar, melhoria na qualidade de vida, redução da pressão arterial e da frequência cardíaca, liberação de endorfinas, melhora na qualidade do humor, etc. Lembre-se que a mudança deve ser do estilo de vida! Estes exercícios devem ser iniciados, no caso dos sedentários, de modo gradual, após avaliação adequada, evitando-se assim riscos desnecessários

    Os alimentos não são capazes de nos fornecer as vitaminas de que precisamos?

    R: Há controvérsias. Na teoria alguns especialistas afirmam que somente com uma dieta equilibrada podemos alcançar as quantidades mínimas de nutrientes. Mas na prática percebemos que isso é improvável muitas vezes, mas não impossível. Por que alguns ortomoleculares são a favor da suplementação:

    1 - Uma alimentação bem equilibrada pode ser muito difícil nos dias de hoje. Vejamos as recomendações: até 5 frutas por dia, 8 porções de vegetais, peixes com freqüência, leguminosas, cereais integrais, diferentes tipos de azeites, não cozinhar demais os alimentos, mastigar bem e devagar.... difícil não é?

    2 - O nosso solo já não é tão rico quanto o solo de antigamente, obviamente, e como conseqüência os alimentos não são tão nutritivos como eram antes, principalmente devido à monocultura, falta de rotatividade do solo.

    3 - O excesso de agrotóxicos, encontrado na maioria dos alimentos, especialmente as frutas e vegetais, também diminui o valor nutricional dos alimentos, além de ser prejudicial ao nosso organismo. Existem inúmeros estudos mostrando os malefícios do consumo de produtos que contém agrotóxicos.

    4 - Uso de antibióticos e promotores de crescimento nos animais, favorecendo uma alteração na composição protéica dos animais (associe-se a isso a carne bovina contendo mais gordura devido o confinamento dos animais).

    5 - Por conta do excesso de stress, poluição e a vida corrida, nosso organismo também não é mais o mesmo... nosso intestino e estômago estão em constante estado de desequilíbrio o que faz com que não consigamos digerir e absorver completamente as vitaminas e minerais dos alimentos. Além disso, devido à maior produção de radicais livres, precisamos de mais antioxidantes: NÃO antioxidantes isolados, mas um conjunto de antioxidantes (já que eles trabalham em sinergia).

    Tudo isso associado ao abuso de alimentos industrializados leva a uma desnutrição subclínica, um enfraquecimento do organismo, que não é visível até surgirem doenças. Portanto, na opinião de uma grande maioria dos médicos que atuam na estratégia ortomolecular, a suplementação PERSONALIZADA faz-se necessária. Porém, somente deve ser feita por profissional habilitado, sendo que as doses utilizadas devem respeitar os limites de segurança (por exemplo a Noael - Nível de efeito adverso não observado). A isso denominamos de suplementação racional. Só se suplementa aquilo que é comprovado laboratorialmente que há deficiência. A suplementação às cegas é iatrogênica. É inadmissível o uso de polivitamínicos sem acompanhamento.

    Como dito acima, é difícil conseguir todos os nutrientes mas não impossível. O médico que utiliza os preceitos ortomoleculares deve sempre focar na dieta do paciente e na manutenção de hábitos salutares de vida, a fim de diminuir a espoliação ou não absorção de nutrientes.

    Vitaminas engordam?

    R: Não, vitaminas não geram calorias; o que pode ocorrer é algumas delas restaurarem o apetite mas, nestes casos, é a ingestão errônea de outros alimentos que levará ao ganho de massa gorda.


    Como faço para me consultar com o Dr. Frederico Lobo? 

    R:  Mande um e-mail para doclobo@gmail.com

    Como funciona a consulta ?

    R: A consulta é como qualquer consulta médica normal, anamnese minuciosa, exame físico, postulação de prováveis diagnósticos e solicitação de exames complementares para elucidar o diagnóstico. No retorno uma nova anamnese (re-anamnese que denomino), checagem dos exames solicitados, prescrição terapêutica, podendo esta ser composta apenas por mudanças de hábitos de vida e/ou de medicamentos (alopáticas, ou fitoterápicos, vitaminas, minerais, ácidos graxos, antioxidantes).

    OBS: 
    Não solicito exames não convencionais: HLB, Bioressonância. 
    Se você tem plano de saúde, poderá fazer os exames por ele baseado na resolução da ANS denominada CONSU 8. 
    Não prescrevo hormônios (GH, testosterona, Estradiol, hCG, DHEA, anabolizantes). 

    Qual o tempo do retorno ?

    R: O retorno deverá ser feito assim que os exames ficarem prontos, não ultrapassando o período de 30 dias. Após esse período é cobrado o valor de uma nova consulta.

    O senhor utiliza quais exames na estratégia ortomolecular ?

    R: Na minha pós-graduação tivemos aula sobre vários métodos porém a maioria dos nossos professores foram unânimes quando o assunto era exames. Fico restrito a exames laboratoriais convencionais, exames de imagem, dosagem de minerais através do mineralograma capilar (exame do fio de cabelo), para mais informações ler o texto: http://www.ecologiamedica.net/2010/09/mineralograma-capilar.html

    Por que o senhor não utiliza a bioressonância ?

    R: Porque após alguns anos lendo sobre ele, fazendo curso e comprando livros sobre ele, solicitando para alguns pacientes e inclusive solicitando pra mim (inúmeras vezes) vi que era um exame que não atendia minhas expectativas.

    Não encontrei artigos científicos com evidências robustas para a sua solicitação. É um exame que depende do operador (quem executa o exame) e necessita de um ambiente sem poluição eletromagnética (algo difícil hoje em dia).

    As alergias alimentares diagnosticadas por ele são infundadas (pesquisei isso na prática clínica, consultei 2 alergistas e a vice-residente da ASBAI), metais tóxicos diagnosticados não correspondiam aos encontrados no mineralograma que eu solicitava (e isso foram mais de 100 vezes). Então parei de solicitar.

    Quem tiver dúvida procure artigos científicos de pesquisas bem embasadas, buscando validar o método como científico. Na maior base de dados do mundo, a Pubmed (http://www.pubmed.com/) há pouquíssimos artigos sobre o tema.

    Não confundir bioressonância com bioimpedância, essa eu solicito com frequência, por ser uma ferramenta extremamente útil nos processos de emagrecimento, tratamento para ganho de massa magra e etç.






    terça-feira, 28 de dezembro de 2010

    Alimentos orgânicos - Algumas considerações importantes


    A produção de orgânicos sempre que possível, baseia-se:

    1)No uso de estercos animais,

    2)Rotação de culturas,

    3)Adubação verde,

    4)Compostagem,

    5)Controle biológico de pragas e doenças.

    Tem como principal objetivo a manutenção da estrutura do solo além da sua produtividade, gerando alimentos saudáveis e produzidos baseados em uma relação harmônica com a natureza (homem/natureza, homem/animais homem/homem).

    Por esses motivos, eu como médico e ecologista defendo essa causa. Alguns aspectos que sempre ressalto para quem me pergunta "Dr. porque vc está nessa de defender ecologia associada à medicina?":

    1) Aspectos sanitários: alimentos orgânicos não possuem "defensivos" agrícolas sintéticos ou qualquer tipo de venenos que possa comprometer a saúde de qualquer ser na escala evolutiva, seja ele um invertebrado, seja ele um homo sapiens. Princípio este que jurei na minha formatura, princípio este criado pelo pai da Medicina (Hipócrates) "primum non nocere" que significa em primeiro lugar não lesar.

    2) Aspectos ecológicos: a agricultura orgânica por não utilizar métodos agressivos e nocivos para a natureza, evita a degradação do meio ambiente. Isso inclui: manutenção das características do solo (as vezes adubando através de rochagem, mas sem utilizar fertilizantes sintéticos), manutenção da potabilidade da água e pureza do ar. A agricultura orgânica geralmente é familiar e ocorre de forma sustentável, na qual se respeita ciclos milenares (plantio/colheita). Desenvolvimento e preservação ambiental andam de forma conjunta.

    De formal geral, a agricultura orgânica é baseada em três idéias. São elas:

    1) Cultivo natural: é proibido o uso de agrotóxicos, adubos químicos e artificiais e conservantes no processo de produção.

    2) Equilíbrio ecológico: A produção respeita o equilíbrio microbiológico do solo e as diferentes épocas de safra. O processo fica mais sustentável, não degradando a biodiversidade.

    3) Respeito ao homem: o trabalhador tem que ser respeitado (leis trabalhistas, ganho por produtividade, treinamento profissional e qualidade de vida).

    Para se obter um alimento verdadeiramente orgânico, é necessário conhecer diversas ciências (agronomia, ecologia, nutrição, medicina, economia, entre outras). Assim, o agricultor, através de um trabalho harmonizado com a natureza, tem condições de oferecer ao consumidor alimentos que promovam não apenas a saúde deste último, mas também do planeta em que vivemos.

    O número crescente de produtores orgânicos no Brasil está dividido basicamente em dois grupos:

    1) Pequenos produtores familiares ligados a associações e grupos de movimentos sociais, que representam 90% do total de agricultores, sendo responsáveis por cerca de 70% da produção orgânica brasileira;

    2) Grandes produtores empresariais (10%) ligados a empresas privadas.

    Enquanto na região sul cresce o número de pequenas propriedades familiares que aderem ao sistema, no sudeste a adesão é representada em sua maioria por grandes propriedades.

    Atualmente, o Brasil ocupa a 34ª posição no mundo no ranking dos países exportadores de produtos orgânicos, sendo que na última década foi assistido um crescimento de 50%nas vendas por ano.

    Calcula-se que já estão sendo cultivados perto de 100 mil há (hectares) em cerca de 4.500 unidades de produção orgânica espalhadas por todo o país. A maior parte da produção brasileira (cerca de 70%) encontra-se nos estados do Paraná, São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Espírito Santo. Apesar da tendência de crescimento, o Brasil ainda perde para a vizinha Argentina em termos de área certificada para o cultivo de orgânicos na América do Sul.

    Da produção nacional de orgânicos, cerca de 75% é exportada, principalmente para a Europa, Estados Unidos e Japão. A soja, o café e o açúcar lideram as exportações. No mercado interno, os produtos mais comuns são as hortaliças, seguidos de café, açúcar, sucos, mel, geleias, feijão, cereais, laticínios, doces, chás e ervas medicinais. Infelizmente ainda não temos muitas frutas produzidas nos moldes correto.

    Os países com maiores áreas de produção orgânicas são, respectivamente:

    1) Austrália com 12,29 milhões de ha;

    2) China com 2,3 milhões de ha;

    3) Argentina com 2,22 milhões de ha.

    Esses países têm como principal atividade nessas áreas orgânicas a pastagem não intensiva. Entretanto, alguns cuidados devem ser tomados na comparação entre países, pois a produtividade é extremamente variável entre eles. O Brasil se encontra na oitava posição, com 880 mil ha. Em termos de continente, a Oceania detém 40,7% da área sob manejo orgânico, seguida da Europa com 24,3%, América Latina com 16,2%, Ásia com 10,2%, América do Norte com 7,3% e África com 1,4%.

    O Japão hoje é considerado um dos maiores mercados mundiais para produtos orgânicos. Devido à pequena dimensão territorial, a produção orgânica própria é pequena, principalmente se comparada à variedade e volume de produtos que importam, como cereais, legumes, frutas frescas, carne bovina, frango, queijo, entre outros.

    Nos Estados Unidos, os produtores orgânicos certificados produzem principalmente cereais, com destaque para soja e trigo. O desenvolvimento da agricultura orgânica americana tem sido comparado ao da Europa, assistindo um volume de venda próximo dos U$5 bilhões anuais. Segundo dados da Organic Farming Research Fundation (Fundação de Pesquisa em Agricultura Orgânica), aproximadamente 1% do mercado americano de alimentos é proveniente de métodos orgânicos de produção.

    Na Europa o desenvolvimento da agricultura orgânica e do consumo de produtos sem agrotóxico cresce a passos largos.

    No final de 2009, na França, havia 16.446 fazendas orgânicas, um aumento de 23,7% em relação a 2008, e 677.513 hectares de terra orgânica, um aumento de 16% comparado a 2008. O país obteve destaque devido ao aumento significativo de algumas produções animais na linha orgânica, sobretudo o frango orgânico, que teve taxas de crescimento de 135% nos últimos dois anos.

    A Alemanha foi o primeiro país do mundo a criar um organismo para inspeção e controle da produção orgânica e hoje o mercado alemão de produtos orgânicos é considerado um dos mais importantes da Europa. Em 1998, foram contabilizadas cerca de 6.786 unidades de produção (1,9% de sua área total).

    Será que é orgânico mesmo? Como saber?

    Se você pretende consumir alimentos orgânicos fique atento para não ser enganado. Procure sempre pelo selo de qualidade emitido por certificadoras reconhecidas pelo Ministério da Agricultura. São entidades como a Associação de Agricultura Orgânica (AAO), o Instituto Biodinâmico (IBD), entre outros. Essas entidades, ao todo cerca de 30 em todo Brasil, avaliam se a produção do alimento segue os critérios estabelecidos pela agricultura orgânica. Para ganhar o selo, os produtores seguem várias precauções e têm suas lavouras fiscalizadas a cada semestre. A presença do selo garante, portanto, a procedência e a qualidade dos produtos.


    10 MOTIVOS PARA CONSUMIR PRODUTOS ORGÂNICOS

    1) SÃO ALIMENTOS NUTRITIVOS E SABOROSOS

    Com solos balanceados e fertilizados com adubos naturais, se obtém alimentos mais nutritivos. A comida fica mais saborosa, conservam-se suas propriedades naturais como vitaminas, sais minerais, carboidratos e proteínas. Um alimento orgânico não contém substâncias tóxicas e nocivas à saúde. Em solos equilibrados as plantas crescem mais saudáveis, preservam-se suas características originais como aroma, cor e sabor.

    Consumindo produtos orgânicos é possível apreciar o sabor natural dos alimentos. Além disso, quando se utiliza o sistema de Rochagem na adubagem o alimento fica mais rico devido a inserção de minerais ESSENCIAIS na composição do solo. Pesquisas internacionais demonstram que alimentos orgânicos apresentam, em média, 63% a mais cálcio, 73% mais ferro, 118% mais magnésio, 178% mais molibdênio, 91% mais fósforo, 125% mais potássio, 60% mais zinco que os alimentos convencionais. Possuem menor quantidade de mercúrio (29%), substancia que pode causar doenças graves (informação publicada no Journal of Applied Nutricion, 1993).

    No ano passado pesquisadores da London School of Hygiene & Tropical Medicine, em Londres, Inglatrra, realizaram um levantamento com 162 artigos científicos publicadas nos últimos 50 anos, que mostrou que não existe uma diferença tão grande entre o alimento orgânico e o normal. Erro na metodologia ? Interesses exclusos ? Mesmo que não tivesse superioridade nutricional, só de não conter agrotóxicos ja É SUPERIOR !

    2) SAÚDE GARANTIDA

    Vários pesticidas utilizados hoje em dia no Brasil estão proibidos em muitos países, em razão de consequências provocadas à saúde, tais como:

    1) Cânceres dos mais diversos tipos

    2) Alergias alimentares

    3) Asma

    4) Infertilidade

    5) Alterações hormonais principalmente quando se trata de hormônios sexuais

    6) Hiperatividade em adultos e crianças

    7) Déficit de atenção

    8) Doenças neurodegenerativas

    9) Aumento da produção de radicais livres e diminuição da produção de antioxidantes.

    10) Intoxicação por metais pesados

    Um relatório da Academia Americana de Ciências, de 1982, calculou em 1.400.000 o número de novos casos de câncer provocados por agrotóxicos. Além disso, os alimentos de origem animal estão contaminados pela ação dos perigosos coquetéis de antibióticos, hormônios e outros medicamentos que são aplicados na pecuária convencional, quer o animal esteja doente ou não.

    Consumindo orgânicos protegemos nossa saúde e a saúde de nossos familiares com a garantia adicional de não estarmos consumindo alimentos geneticamente modificados.

    Vale a pena ler o Post sobre a recente pesquisa da Anvisa, na qual a mesma detectou irregularidade em 29% dos alimentos analisados.

    Veja também esse post sobre a Reavaliação de agrotóxicos e veja o quão grave é a situação.

    3) PROTEÇÃO ÀS FUTURAS GERAÇÕES

    As crianças são os alvos mais vulneráveis da agricultura com agrotóxicos. “Quando uma criança completa um ano de idade, já recebeu a dose máxima aceitável para uma vida inteira, de agrotóxicos que provocam câncer”, diz um relatório recente do Environmental Working Group (Grupo de Trabalho Ambiental). A agricultura orgânica, além disso mais, tem a grande tarefa de legar às futuras gerações um planeta reconstruído.

    4) AMPARO AO PEQUENO PRODUTOR

    O trabalhador rural precisa ser preservado, tanto quanto a qualidade ecológica dos alimentos. Adquirindo produtos ecológicos, contribuímos com a redução da migração de famílias para as cidades, evitando o êxodo rural e ajudando a acabar com o envenenamento por agrotóxicos sofrido por cerca de 1 milhão de agricultores no mundo inteiro.

    5) SOLOS FÉRTEIS

    Uma das principais preocupações da Agricultura Orgânica é o solo. O mundo presencia a maior perda de solo fértil pela erosão em função do uso inadequado de práticas agrícolas convencionais. Com a Agricultura Orgânica é possível reverter essa situação.

    6) ÁGUA PURA

    Quando são utilizados agrotóxicos e grande quantidade de nitrogênio, ocorre a contaminação nas fontes de água potável. Cuidando desse recurso natural, garante-se o consumo de água pura para o futuro.

    7) BIODIVERSIDADE

    A perda das espécies é um dos principais problemas ambientais. A Agricultura Orgânica preserva sementes por muitos anos e impede o desaparecimento de numerosas espécies, incentivando as culturas mistas e fortalecendo o ecossistema. A Fauna permanece em equilíbrio e todos os seres convivem em harmonia, graças à não utilização de agrotóxicos. A Agricultura Orgânica respeita o equilíbrio da natureza e cria ecossistemas saudáveis.

    8) REDUÇÃO DO AQUECIMENTO GLOBAL E ECONOMIA DE ENERGIA

    O solo tratado com substâncias químicas libera uma quantidade enorme de gás carbônico, gás metano e óxido nitroso. A agricultura e administração florestal sustentáveis podem eliminar 25% do aquecimento global. Atualmente, mais energia é consumida para produzir fertilizantes artificiais do que para plantar e colher todas as safras.

    9) CUSTO SOCIAL E AMBIENTAL

    O alimento orgânico não é, na realidade, mais caro que o alimento convencional se consideramos que, indiretamente, estaremos reduzindo:

    1) Gastos com MÉDICOS e MEDICAMENTOS

    2) CUSTOS com a recuperação ambiental.

    10) CIDADANIA E RESPONSABILIDADE SOCIAL

    Consumindo orgânicos, estamos exercitando nosso papel social, contribuindo com a conservação e preservação do meio ambiente e apoiando causas sociais relacionadas com a proteção do trabalhador e com a eliminação da mão-de-obra infantil.


    Maiores Informações: http://www.prefiraorganicos.com.br/


    Vale a pena pagar mais por certos orgânicos?

    Os adeptos da culinária saudável já estão cansados de saber dos benefícios dos alimentos orgânicos, infelizmente, investir 100% nesse tipo de frutas, legumes, folhas e até sucos e carnes ainda custa caro e é privilégio de poucos.

    Pensando nisso, conversamos com especialistas para garimpar alguns itens nesse universo orgânico e saber exatamente por quais deles e em que situações realmente vale a pena se pagar mais em nome da saúde.

    Um bom começo para começar a mudar os hábitos à mesa, sem pesar muito no bolso, seria substituir os campeões em agrotóxicos por suas versões orgânicas. Não é à toa. De acordo com a nutróloga Lívia Zimmermann, o consumo diário dessas substâncias nocivas pode intoxicar o organismo, criando um "ambiente" propício ao desenvolvimento de doenças - desde alergias até o câncer a longo prazo. "Há, inclusive, estudos que sugerem que os aditivos químicos, principalmente os corantes encontrados em alimentos industrializados, podem ter relação até com distúrbios psicológicos", alerta Lívia, membro da diretoria da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran).

    Reveja sua lista de supermercado

    Comer uma salada de tomates, hoje, pode ser uma aventura e tanto, graças ao nível de contaminação dessa fruta - que aparece nas feiras e sacolões cada vez maior e mais vermelha (como um típico efeito do uso de agrotóxicos). "A dona de casa mais atenta pode observar uma película meio esbranquiçada na casca do tomate. É o sinal da presença dos aditivos químicos", explica a nutróloga Lívia Zimmermann.

    Trocar o tomate convencional pelo orgânico, portanto, pode valer a pena, especialmente no prato das crianças. Sabe-se que os efeitos dos agrotóxicos são cumulativos - por isso, de acordo com os especialistas, o quanto antes barrarmos boa parte desse contato, melhor.

    O tomate é o vilão maior, mas entre os reis da contaminação ainda estão o morango, a melancia, o melão, a abóbora, enfim as frutas rasteiras, além do mamão e das verduras (legumes e folhas). No geral, nos cultivos tradicionais, esses alimentos recebem uma quantidade grande de químicos, por serem mais suscetíveis à ação de pragas, como as ervas daninhas.

    Segundo Fernanda Pisciolaro, nutricionista Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), os cuidados devem ser redobrados com alimentos que se come com a casca e com aqueles que não têm casca (a exemplo do morango). Nem as carnes vermelhas escapam dos alimentos que merecem atenção (e que poderiam ser substituídos por sua versão orgânica). Os hormônios de crescimento e antibióticos usados na criação bovina podem causar prejuízos ao organismo. Isso não ocorre com a carne orgânica, resultado de um gado criado em pasto orgânico, com alimentação orgânica e sem o uso de remédios alopáticos.

    Ganhos na qualidade e no sabor

    "O agrotóxico deixa o morango com gosto de acetona. A fruta orgânica é bem diferente, muito mais saborosa", completa Raquel Diniz, coordenadora do Instituto Akatu, uma organização não-governamental que busca estimular o consumo consciente e sustentável.

    José Pedro Santiago e Alexandre Harkaly, diretores da associação de certificação de orgânicos, o Instituto Biodinâmico (IBD), garantem que os alimentos orgânicos contêm uma concentração mais elevada de nutrientes. Para confirmar o que dizem, eles lembram de 41 estudos científicos divulgados, em 2005, pela Soil Association, da Inglaterra, que atestavam uma presença maior de vitamina C, magnésio e fósforo nos orgânicos.

    "A laranja, por exemplo, contém 12% mais vitamina C e menos resíduos de nitratos em relação à convencional", comenta José Pedro. Essa maior concentração de nutrientes, segundo o especialista, pode ser vista também no leite orgânico, que apresenta maior quantidade de cálcio e vitaminas.

    Reconheça um alimento orgânico

    Para ser considerado orgânico, o alimento deve seguir alguns padrões essenciais de plantio e colheita. De início, nada de agrotóxicos ou agentes químicos, como os pesticidas, para "reforçar" a terra e evitar pragas e ervas daninhas.

    Normalmente, os produtos vendidos em supermercados apresentam um selo de certificação, desde que tenham, no mínimo, 95% de ingredientes orgânicos. "Para certificar um produto, seguimos diretrizes que vão da produção primária à industrialização, armazenamento e transporte do produto. Além de questões de conservação do solo", afirma Alexandre Harkaly, diretor do IBD. O selo vale tanto para frutas e vegetais, quanto para laticínios e carnes.

    Mas, se você tem o hábito de freqüentar feiras ou sacolões e mercadinhos próximos da sua casa, vai uma dica: alimentos orgânicos tendem a ter um aspecto mais feio. Isso reflete tanto no tamanho da fruta, quanto na coloração. Portanto, se você não quer abrir mão dos tomates "vermelhões" e gigantes, porém cheios de agrotóxicos, nem passe perto das prateleiras orgânicas. Ali, a fruta é menor e de um vermelho mais discreto.


    Fonte: Redação Terra

    Serviços:

    Alexandre Harkaly - diretor do IBD (Associação de Certificação Instituto Biodinâmico)

    www.ibd.com.br

    Fernanda Pisciolaro - nutricionista, membro da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica)

    www.abeso.org.br

    José Pedro Santiago - diretor do IBD (Associação de Certificação Instituto Biodinâmico)

    www.ibd.com.br

    Lívia Zimmermann - nutróloga, membro da diretoria da Abran (Associação Brasileira de Nutrologia)

    www.abran.org.br

    Raquel Diniz - coordenadora do Instituto Akatu

    www.akatu.org



    domingo, 28 de novembro de 2010

    Médico credenciado à ASOMED



    Dr. Frederico Lobo (CRM-GO 13.192 | RQE 11.915)
    Médico Nutrólogo titulado pela ABRAN/AMB/CFM 
    Sócio (titulado) da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN);
    Capacitação em Obesidade e Síndrome Metabólica - ABRAN
    Capacitação em Obesidade infanto-juvenil - ABRAN
    Capacitação em abordagem nutrológica das doenças gastrintestinais - ABRAN
    Capacitação em Aspectos Nutricionais dos transtornos psiquiátricos - AMBO
    - Capacitação em Bioquímica dos nutrientes - Prof. Henry Okigami (Atman Capacitação)
    Contatos e redes sociais
    E-mail: doutorfredericolobo@gmail.com
    Instagram: @drfredericolobo
    Consultório: Clínica Medicare: Rua 115-H, nº 31, St. Sul, Goiânia-GO.
    Fone: (62) 3941-2998  - (62) 99233-7973 (WhatsApp) 
    *Não atendo nenhum plano de saúde* Consultas somente particulares*
    Horário de agendamento é das 08:00 às 12:00 e das 14:00 às 18:00, de Segunda a Sexta-feira.
    Cartão de visitas mobile: http://drfredericolobo.meucvm.com.br/

    Meu nome é Frederico Lobo, sou médico, nutrólogo, escritor e ambientalista. Há 18 anos (2002), iniciei meus estudos (ainda na graduação de medicina) sobre Bioquímica médica, Nutrologia Médica, Nutrição humana e estratégias ortomoleculares. Ao longo da minha formação acadêmica realizei diversos cursos de capacitação na área de Nutrição, Nutrologia e Prática Ortomolecular. Em 2010 resolvi criar esse blog, com o objetivo de esclarecer a população leiga sobre temas ligados à nutrição e muitas vezes cercados de mitos. 

    Defendo uma prática embasada em ciência, respeitando a legislação do Conselho Federal de Medicina (CFM) e prescrevendo apenas aquilo que é permitido. Nesses 16 anos, participei de diversos congressos, cursos e jornadas ligados à bioquímica médica e nutrologia médica.  Atualmente atendo no meu consultório particular em Goiânia e sou médico concursado no Ambulatório de Nutrologia Clínica da Prefeitura de Aparecida de Goiânia - GO. Como nutrólogo, coordeno o serviço de Nutrição e Nutrologia do Centro de Atendimento Ambulatorial de Aparecida de Goiânia.

    Algumas informações sobre minha prática clínica:
    • Minhas condutas são criteriosas, sempre prezando por uma medicina baseada em evidências científicas. Porém, sem deixar de lado a experiência da prática clínica ao longo dos anos. Sem deixar de enxergar o paciente em toda a sua integralidade, algo que tem se perdido na medicina. 
    • Primo pela transparência para com o meu paciente (paciente não é cliente). 
    • A prescrição de suplementos só é feita se houver real necessidade, assim como utilização de soros endovenosos (terapia injetável, reservada para intoxicação crônica ou aguda por metais tóxicos).  
    • Não utilizo exames com pouco respaldo científico e nem trabalho com modulação hormonal: terapia antienvelhecimento, dieta hCG, prescrição de anabolizantes, testosterona, DHEA, GH. Já que tal prática é condenada pelo Conselho Federal de Medicina, Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontrologia (SBG) e pela Associação Brasileira para Estudos da Obesidade e Síndrome Metabólica (ABESO).  O parecer que proíbe a prática de modulação hormonal no Brasil está disponível aqui: http://www.portalmedico.org.br/resolucoes/CFM/2012/1999_2012.pdf No link a seguir você encontrará inúmeros pareceres de sociedades médicas sérias sobre o tema, isso basta para que eu não utilize modulação hormonal na minha prática: http://www.drfredericolobo.com.br/2016/07/pareceres-de-sociedades-medicas-contra.html
    • Por mais que os benefícios de alguma terapia sejam provados, sou da seguinte teoria: Legislação existe para ser seguida e respeitada. Ou seja, se a ANVISA e o CFM não autorizam, ela não deve ser praticada dentro território nacional até que seja liberada.  Exemplos: ozonioterapia (liberado pela ANVISA mas não pelo CFM), procainoterapia, utilização de EDTA para fins que não seja de quelação, PRP, PRFC. Não trabalho com NADA disso.
    • Tratamento: Em meu tratamento não utilizo hormônios e raramente utilizo medicações de uso controlado. Opto por utilizar fitoterapia, correção de deficiência de nutrientes utilizando vitaminas, minerais, aminoácidos, ácidos graxos. Também utilizo muito, probióticos (principalmente através da alimentação). Caso seja necessário, utilizo alopatia e deixo claro para o paciente o porquê de não se optar por algo "natural". 
    • Defendo arduamente que "Jamais algo sintético será superior a algo natural". Portanto a suplementação deve ser mínima e apenas quando necessária. O médico que lida com nutrição tem obrigação de saber muito bem sobre biodisponibilidade de nutrientes e ensinar para o paciente as fontes destes (educação em saúde). Experiência própria, a adesão é infinitamente superior quando se opta por esse caminho. Riscos também são minimizados, já que nutrientes sintéticos podem aumentar a incidência de doenças cardiovasculares e câncer. Sou totalmente contra o uso de polivitamínicos, principalmente em uma região como o cerrado, no qual o solo é rico em determinados nutrientes (Cobre) e que podem ser deletérios quando em excesso.
    • Não indico farmácias de manipulação (a indicação é infração ética) mas oriento que o paciente tenha cuidado ao escolher as farmácias, nunca se orientando pelo preço. Reservo a manipulação apenas para prescrição de vitaminas, minerais e probióticos. Sempre que existir o mesmo produto porém na indústria farmacêutica, opto por ele, devido o controle de qualidade ser maior na indústria. Isso ocorre principalmente em fitoterápicos, ácidos graxos e probióticos.
    Como funciona o meu atendimento ? O que eu trato ?

    Muitos me enviam e-mail ou perguntam via instagram/facebook como funciona a minha abordagem terapêutica e o que eu trato. Minha função como médico é olhar o paciente como um todo (abordagem holística) e tentar solucionar o seu problema (nenhum médico pode garantir resultados de acordo com o código de ética médica). O meu compromisso consiste em utilizar todo o meu conhecimento em prol do paciente.

    Sou de uma família composta por 32 médicos e desde muito novo aprendi a não enxergar a medicina como um comércio. Vejo o paciente como paciente e não cliente. Prezo pela ética e pela prática de uma medicina baseada em evidências e dentro dos moldes do movimento Slow Medicine, sendo assim, a medicina que proponho a fazer tem um preço diferenciado. Portanto você jamais verá eu solicitando exames sem respaldo científico ou prescrevendo terapias proibidas pelo CFM. 

    O que eu não atendo em meu consultório?
    • Pacientes que desejam fazer uso de anabolizantes, hormônios com finalidade estética, uso de GH, dieta HCG, modulação hormonal, ozonioterapia, PRP, qualquer tipo de procedimento médico: Não trabalho com nada disso.
    • Terapia de reposição hormonal. Posso até fazer o diagnóstico do déficit, mas não prescrevo hormônios. Ou seja, todas desordens hormonais que necessitam de tratamento, encaminho para uma amiga endocrinologista, Dra. Natalia Jatene  (Fone: 3281-7799).
    • Pacientes oncológicos (com câncer); Encaminho para a Nutricionista Jordana Torres (Fone: 62 3212 4020) e para o Oncologista Clínico Dr. Danilo Araújo de Gusmão (Fone: 62 - 3226-0200).
    • Pacientes nefropatas: Encaminho para o meu amigo Dr. Rodrigo Costa que é Nefrologista e Nutrólogo (Fone: (62) 32425441) e para a Nutricionista Clara Sandra (Fone: 99322-9731).
    • Pacientes portadores de esquizofrenia, dependência química ou de álcool: encaminho para o psiquiatra Dr. Murilo Caetano (Fone - 3245-2034) ou  Dr. Heisler Lima (Fone: 62 -  3246-8400 e 99646-8400) ou Dr. Thiago Cesar da Fonseca (Fone:  (62) 3639-1895 ou 99316-7575).
    • Autismo, Alzheimer, Parkinson e doenças neurodegenerativas.
    • Ganho de massa magra (hipertrofia) para pacientes saudáveis ou que desejam melhora da performance na prática de atividade física: encaminho para o nutricionista da clínica, o Dr. Rodrigo Lamonier. Fone (62) 3941-2998.  https://rodrigolamonier.blogspot.com/
    O que eu atendo em meu consultório?
    • Pacientes vegetarianos, veganos, ovolactovegetarianos, crudivoristas;
    • Fadiga, cansaço crônico, astenia, fraqueza, indisposição;
    • Obesidade em todos os seus graus: crianças acima dos 5 anos até idosos;
    • Acompanhamento pré e pós-cirurgia bariátrica; 
    • Transtorno da Compulsão  Alimentar Periódica (TCAP);
    • Bulimia e anorexia (aspectos nutricionais, a parte psiquiátrica encaminho para o Dr. Rodolfo Campos que é especialista na área (Fone:3282-6849)
    • Aspectos nutricionais da ansiedade; depressão; insônia (ou seja, o psiquiatra faz a parte dele e eu busco déficits nutricionais ou intoxicação por  substâncias que possam estar interferindo no agravamento  ou perpetuação da doença);
    • Orientações nutrológicas na Intolerância à glicose, resistência insulínica e Diabetes mellitus tipo 2; 
    • Dislipidemias: hipercolesterolemia (aumento do colesterol) e hipertrigliceridemia (aumento do triglicérides); 
    • Síndrome metabólica;
    • Esteatose hepática não-alcoólica (gordura no fígado);
    • Alergias alimentares;
    • Intolerâncias alimentares (lactose, frutose, sacarose, rafinose);
    • Anemias carenciais (Ferropriva, por deficiência de B12, ácido fólico, cobre, zinco, complexo B, vitamina A); 
    • Intoxicação crônica por metais tóxicos: Alumínio, Chumbo, Mercúrio, Arsênico, Cádmio com posterior quelação; 
    • Orientações nutrológicas em Constipação intestinal (intestino preso) e Diarreia crônica; 
    • Dispepsias correlacionadas à ingestão de alimentos específicos (má digestão);
    • Alterações da Permeabilidade intestinal (leaky Gut), Disbiose intestinal e Síndrome de Supercrescimento bacteriano do intestino delgado (SIBO);
    • Síndrome do intestino irritável;
    • Orientações nutrológicas em Doença de Chron e Retocolite ulcerativa; 
    • Dores musculares e Fibromialgia (aspectos nutrológicos);
    • Acompanhamento nutrológico pré-gestacional e gestacional (preparo pré-gravidez e pós-gravidez para retornar ao peso anterior e fazer suplementações necessárias);
    • Infertilidade (aspectos nutrológicos), a parte de investigação encaminho para Dra. Lorena Apolinário - Fone: 3638-3515; 
    • Orientações nutrológicas para cardiopatas (Insuficiência coronariana, Insuficiência cardíaca, Arritmias, Valvulopatias, Hipertensão arterial);
    • Orientações nutrológicas para pneumopatas (Enfisema, Asma, Fibrose cística);
    • Orientações nutrológicas em Hiperuricemia, Gota, Litíase renal;
    • Orientações nutrológicas em Transtorno de déficit de atenção com hiperatividade;
    • Orientações nutrológicas em pacientes com sarcopenia (baixa quantidade de músculo) e osteoporose ou osteopenia; 
    • Orientações nutrológicas para portadores de doenças autoimunes (artrite reumatóide, lúpus, Hipotireoidismo/tireoidite de hashimoto, psoríase, vitiligo);
    • Orientações nutrológicas em portadores de HIV em tratamento com antiretrovirais;
      Valor da consulta e custo do tratamento: Muitos questionam o valor da consulta com a secretária, acham o valor caro. Cada paciente fica em torno de 2 hora e meia comigo, se somarmos o tempo da primeira consulta, tempo do retorno e o tempo que fico lendo os questionários enviados pós-consulta. Ou seja, o valor da minha hora sai bem abaixo do que os outros médicos cobram. A consulta ainda inclui o envio 3 E-books por mim escritos.  Há médicos na minha área que cobram menos? Sim. Entretanto a grande maioria vende medicamentos em suas clínicas (prática proibida pelo CFM), realizam exames e procedimentos (aplicação de soros). 

      O meu foco é consulta médica, diagnóstico e prescrição de tratamento. Se for necessário aplicar soro endovenoso (uma minoria necessita) o paciente tem liberdade para realizar onde desejar. Aqui na clínica Medicare NÃO REALIZAMOS nenhum  tipo de procedimento ou vendemos qualquer tipo de medicação, seja suplementos ou medicações endovenosas. 

      Eu como médico que atuo há 10 anos na área, estou cansado de ver pacientes que por conta do meu valor de consulta optou por tratar com outros médicos e ao final o tratamento ficou em torno de 10 mil reais, decorrentes de infusões de soros endovenosos, realização de exames desnecessários ou sem respaldo do CFM. Sempre digo que "O barato muitas vezes sai caro e quase sempre vem acompanhado de arrependimento e sensação de que foi lesado financeiramente". Felizmente boa parte desses pacientes voltam e reconhecem que o barato saiu caro. 

      Clínica Medicare




      Faço parte do corpo clínico da clínica Medicare, um centro integrado de saúde que existe há 30 anos em Goiânia. Foi fundada pelo Homeopata Hélio Gonçalves (que atua com homeopatia unicista). Conta com equipe de médicos, psicóloga e profissional da educação física. Situa-se no Setor Sul, em uma viela calma,  aconchegante, cercada de natureza.

      Corpo clínico
      Dr. Hélio Gonçalves - Médico Homeopata Unicista
      Dr. Douvel Moraes - Médico Homeopata Unicista
      Dr. Frederico Lobo - Médico Nutrólogo e clínico geral
      Dra. Patrícia Gramacho - Psicóloga especialista em Psicologia Hospitalar
      Dr. Rodrigo Lamonier - Nutricionista e Graduando em Educação Física. 






      Roteiro da consulta: A consulta é composta por 3 partes:
      1 º - Anamnese: o paciente deverá relatar todos os sintomas que o trazem até meu consultório. Primeiro de forma sucinta, enumerando os problemas. Posteriormente esmiuçarei as queixas, uma a uma e realizando várias perguntas acerca dos sinais e sintomas relatados. Solicito que se possível já venha com todos os sintomas anotados em ordem cronológica de aparecimento. Quanto mais minuciosa a descrição, melhor para o diagnóstico e tratamento. (Orientações pré-consulta).
      2º - Exame físico: Aferição da pressão, Frequência cardíaca, Frequência respiratória, Oximetria e exame físico geral. Nos casos de emagrecimento ou ganho de massa magra é solicitada a Bioimpedância ou Avaliação por DEXA sempre que houver alteração de 3-5% do peso corporal. 
      3º - Solicitação de exames: solicitarei os exames que julgar necessário para comprovar as minhas hipóteses diagnósticas. Portanto são exames complementares ao diagnóstico:

      Exames e planos de saúde: a maioria dos exames são realizados pelos planos de saúde, exceto Mineralograma capilar e Bioimpedância (a Unimed cobre a Bioimpedância). Alguns planos (Ipasgo, IMAS) não cobrem a Vitamina D, Selênio, Homocisteína. O mineralograma capilar não é para todos os pacientes que solicito, ele é solicitado apenas para pacientes com suspeita de intoxicação (crônica) por metais tóxicos. Não são todas as vitaminas e minerais que são dosados no sangue. Cromo, manganês, iodo, lítio, molibdênio, flúor, cobalto, germânio, boro, silício: são dosados apenas quando em excesso, ou seja, a sua dosagem habitual não tem utilidade clínica, pois 99% das vezes apareceram abaixo do limite inferior. As vitaminas B1, B2, B3, B5, B6, biotina, E, K, são dosáveis porém os métodos utilizados apresentam controvérsias. O que realmente é dosado na prática: Eletrólitos, Cálcio iônico e total, Magnésio, Zinco, Cobre, Selênio, Ferritina, Ferro, Vitamina A, B12 e ácido metilmalônico, Ácido fólico sérico e eritrocitário, Vitamina C no sangue e urina, Vitamina D (25-OH-Vitamina D).

      Retornos: O prazo máximo de retorno (gratuito) é de 30 dias. Sendo que para os pacientes de fora de Goiânia estendo o prazo para até 60 dias.

      NÃO atendo NENHUM PLANO DE SAÚDE:  Affego, Allianz, Amil, Ascefet,CAEME, Casbeg, Celgmed, Cnen, Comego, Comisam, Conab, Coop rodoviarios, Correios, Funbsmac, Funcef, Furnas, Fusex, Gama saúde, IMAS, IPASGO, Irmão soares, Life, Mediservice, Metago, NotreDame seguro saúde, Ortobom, Petrobras, Planmed, Proasa, Promed, SulAmerica, Unibanco Saúde, Unimed, Bradesco. No caso do BRADESCO eu trabalho com reembolso. 

      Agendamento de consultas: O paciente que tiver interesse em agendar uma consulta, deverá ligar na clínica e verificar a disponibilidade de horário com a secretária Patrícia - Fones (62) 3941-2974 ou 3941-2998 ou whatsapp (62) 99233-7973. Meu consultório fica na Clínica Medicare, situada na rua 115-H, nº 31, St. Sul, Goiânia-GO. 

      Sobre consultas:
      1) Os exames laboratoriais e de imagem (exceto mineralograma capilar) podem ser feitos pelo plano de saúde, de acordo com a resolução Consu 8 da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O artigo 2° da Consu 8 afirma: Para adoção de práticas referentes à regulação de demanda da utilização dos serviços de saúde, estão vedados: VI - negar autorização para realização do procedimento exclusivamente em razão do profissional solicitante não pertencer à rede própria ou credenciada da operadora.
      Portanto, não existe lei que obrigue o médico a manter vínculo com o plano de saúde, sendo uma questão de vontade própria. Logo, a regra determina que qualquer médico pode solicitar exames e procedimentos para pacientes que tenham plano de saúde, independente da vinculação ou não do profissional com o plano. Isso aumenta a liberdade de escolha do paciente em optar pelo médico de sua preferência, tendo ainda a possibilidade de fazer todos os exames pelo plano de saúde.
      2) O prazo máximo de retorno é de 30 dias para os que moram em Goiânia e para os que moram fora 60 dias. O retorno é gratuito e cada consulta dá direito a um retorno. 
      3) Cada consulta dá direito a 01 retorno. 
      4) A consulta não dá direito a consulta com o Nutricionista da Clínica. É um serviço opcional, ficando a critério do paciente.