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domingo, 13 de novembro de 2022

[Conteúdo exclusivo para médicos] Dica de livro - Anabolizantes - Evidências científicas: riscos e benefícios


Parte dos leitores desse blog são médicos. Então aproveitarei esse espaço para divulgar um excelente livro. Principalmente para aqueles que ainda acreditam em segurança na prescrição de esteroides anabolizantes para fins estéticos ou para melhora de performance. 

Não trabalho com hormônios, acredito que o profissional mais habilitado para manejar as desordens hormonais seja o Endocrinologia ou Urologista/Ginecologista. 

Apesar de não trabalhar, semanalmente atendo pacientes que fizeram uso (desnecessário) e apresentaram efeitos adversos desse tipo de terapia. 

Então me sinto no dever de orientar meus leitores sobre os riscos dessas terapias, na maioria das vezes sem respaldo cientifico. 

Aproveito para divulgar um Podcast excelente no qual o autor do livro fala sobre o tema:  https://open.spotify.com/episode/1Ys6cokvO8EekQVPyhkdTE?si=neGQFSGgTRm6g4ALDhyIMQ



Por que ler esse livro?

Anabolizantes, evidências científicas: riscos e benefícios aborda os principais aspectos da indicação dos anabolizantes como tratamento de reposição hormonal, além dos efeitos adversos pelo uso indiscriminado por jovens atletas e frequentadores de academias com objetivos estéticos.

De maneira didática, prática e com base nas melhores evidências de pesquisas, o livro reúne temas como o doping nos esportes, farmacocinética e farmacodinâmica, o uso de esteroides androgênicos anabolizantes (EAA) como tratamento em pacientes cardiopatas e oncológicos, com destaque para a síndrome da caquexia. Este livro é pioneiro na abordagem do uso de EAA para a população de transgêneros e seus principais efeitos sobre a saúde cardiovascular e metabólica.

O livro está dividido nos grandes temas:

• Aspectos funcionais dos anabolizantes.
• Indicações clínicas para reposição hormonal de testosterona (riscos e benefícios).
• Efeitos adversos do uso suprafisiológico de anabolizantes.

Após anos de pesquisa, os autores desta obra buscaram sanar uma lacuna no conhecimento de médicos, profissionais de educação física, nutricionistas, psicólogos e outros profissionais da saúde, quanto ao uso da terapia hormonal de testosterona (e seus derivados), a fim de fornecer um conhecimento prático-científico para que seja possível ter uma conduta ética e assertiva acerca do uso de anabolizantes.

Sobre os autores

Maria Janieire de Nazaré Nunes Alves: Coordenadora responsável pelo Centro de Avaliação Metabólica do centro de pesquisa do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (InCor/HC-FMUSP). Professora colaboradora do Departamento de Cardiopneumologia e Fisiopatologia experimental da Faculdade de Medicina da USP. Médica assistente e pesquisadora da Unidade de Reabilitação Cardiovascular e Fisiologia do Exercício do InCor/HC-FMUSP.

Marcelo Rodrigues dos Santos: Pós-doutorado no Brigham and Women’s Hospital, Research Program in Men’s Health: Aging and Metabolism, Harvard Medical School, Boston, EUA. Pós-doutorado pela Georg-August-Universität em Göttingen, Alemanha (Innovative Clinical Trials, Department of Cardiology and Pneumology). Doutor em Ciências, área de concentração: ardiologia, pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – Instituto do Coração (InCor/HC-FMUSP). Professor orientador de mestrado do programa de pós-graduação em Ciências Médicas da FMUSP (Distúrbios Genéticos de Desenvolvimento e Metabolismo). Pesquisador visitante do Hospital Israelita Albert Einstein e pesquisador colaborador da Unidade de Reabilitação Cardiovascular e Fisiologia do Exercício do InCor/HC-FMUSP . Possui graduação em Educação Física pela Universidade Bandeirante de São Paulo.

Sumário do livro:

Prefácio. XIX
Seção 1 - Aspectos funcionais dos anabolizantes
1. O que são os esteroides androgênicos anabolizantes?
2. Farmacocinética e farmacodinâmica dos esteroides androgênicos anabolizantes
3. Fisiologia do eixo hipotálamo-hipofisário-gonadal
4. Vias biomoleculares da ação de esteroides androgênicos anabolizantes na hipertrofia muscular
5. Controle antidoping de esteroides androgênicos anabolizantes no esporte.
Seção 2 - Indicações clínicas para reposição hormonal de testosterona (riscos e benefícios)
6. Reposição de testosterona em idosos
7. Reposição de testosterona em pacientes com insuficiência cardíaca
8. Reposição de testosterona em pacientes com doença arterial coronariana
9. Reposição de testosterona em pacientes com síndrome metabólica
10. Reposição de testosterona em pacientes com osteoporose.
11. Reposição de testosterona em pacientes com câncer e caquexia
12. Reposição de testosterona em mulheres cisgênero
13. Efeitos cardiovasculares do uso terapêutico de testosterona em homens transgêneros
Seção 3 - Efeitos adversos do uso suprafisiológico de anabolizantes
14. Efeitos adversos do uso suprafisiológico de anabolizantes no perfil lipídico
15. Efeitos adversos do uso suprafisiológico de anabolizantes na hipertrofia miocárdica e na função cardíaca
16. Efeitos adversos do uso suprafisiológico de anabolizantes na doença arterial coronariana e no infarto.
17. Efeitos adversos do uso suprafisiológico de anabolizantes no controle autonômico
18. Efeitos adversos do uso suprafisiológico de anabolizantes nas alterações hemodinâmicas e na hipertensão arterial
19. Efeitos adversos do uso suprafisiológico de anabolizantes na função vascular
20. Efeitos adversos do uso suprafisiológico de anabolizantes nas alterações eletrocardiográficas
21. Efeitos adversos do uso suprafisiológico de anabolizantes e interações medicamentosas – polifarmácia
22. Suplementos nutricionais associados ao uso de anabolizantes: efeitos sobre a hipertrofia muscular
23. Aspectos, sintomas e características psicológicas do uso suprafisiológico de anabolizantes
24. Efeitos adversos do uso suprafisiológico de anabolizantes na função hepática
25. Efeitos adversos do uso suprafisiológico de anabolizantes na função renal
26. Efeitos adversos do uso suprafisiológico de anabolizantes nas alterações hematológicas e trombogênicas.
Índice remissivo




quarta-feira, 18 de maio de 2022

Instituições de caridade Goiânia

Ontem os termômetros marcaram 6°C de madrugada em Goiânia. Diante do frio, fico refletindo o quanto sou privilegiado por ter um lar, roupas, cobertores. Imaginando pessoas em situação de rua, que não tem o que comer e muito menos como se proteger do frio. O inverno pode ser cruel para alguns. 

Felizmente, esse ano estou vendo várias instituições se mobilizando para arrecadar cobertores, roupas, produtos de higiene pessoal e mantimentos para a população mais carente. Então caso queira e esteja com disponibilidade financeira, disponibilizarei nesse post, algumas instituições que estão auxiliando quem realmente precisa.

Em união com alguns amigos, fizemos um instagram chamado @rotadacaridade no qual disponibilizaremos a rota de onde há pessoas em vulnerabilidade social, grupos específicos que atuam de forma filantrópica, além de formas de praticar a caridade.

Conceituar caridade é algo completo, mas na minha opinião a caridade é a virtude de amar ao próximo como amamos a nós mesmos. É uma forma de expressão fraternal e também espiritual. É a atitude de agir com quem necessita, sem interesse, ou seja, sem esperar nada em troca. Você não precisa ter religião ou ser espiritualizado para praticar caridade. Precisa apenar ser humano e ter empatia.

Ser altruísta e caridoso é praticar o bem pelo bem, de fazer o bem. Ser altruísta é uma das mais belas virtudes na minha opinião. O foco no altruísmo é evolução, portanto quando você decide ser altruísta, invariavelmente está a favor da evolução. Evolução como ser humano, evolução moral ou até mesmo espiritual, dependendo da crença religiosa de cada um.

Cientificamente falando há alguns trabalhos que demonstram que a prática de caridade e altruísmo favorecem a liberação de doapamina. o Dr. Jorge Moll Neto, médico neurologista da UFRJ, fez o seu doutorado nessa área e na sua pesquisa, detectou que o chamado sistema de recompensa mesolímbico do cérebro (em uma área chamada Nucleus accumbens). 

Esse sistema é responsável pela sensação de bem-estar e prazer no nosso organismo.

Através de um experimento, em que foi utilizado mapeamento cerebral por ressonância magnética funcional, os pesquisadores observaram que as partes do cérebro que são ativadas por eventos e atividades que causam prazer - os chamados "centros de recompensa" - também eram "acendidos" quando voluntários realizavam doações para instituições de caridade. E isso era tão intenso quanto quando eles ganhavam direito para eles mesmos.

Separei alguns vídeos que explicam um pouco sobre como a neurociência compreende a caridade e altruísmo. Vale a pena assistir.


 







Caridade não precisa ser necessariamente doação de dinheiro, roupas e bens. Existem inúmeras formas de se praticar caridade. A caridade pode se tornar um estilo de vida para alguns. A prática pode ser inclusive um propósito de vida. Algumas formas de caridade:
  • Você pode praticar caridade quando decide ser grato às pessoas que te auxiliam, mesmo nas mínimas atitudes. A cultura da gratidão é uma forma de caridade com o próximo. E ser grato é uma escolha. É algo que você elabora, processa, reflete e decide se sentirá ou não.
  • Salientar para os outros o quanto você os ama. Amar ao próximo é uma caridade ensinada no Cristianismo.
  • Sorria e cumprimente com alegria as pessoas que estão ao seu redor. Doar um sorriso e palavras gentis também é uma forma de caridade.
  • Ligar para alguém que passa por um momento difícil e fornecer um suporte emocional, uma escuta. Pequenos gestos como esse podem salvar vidas. 
  • Ensinar algo que você gosta ou tem facilidade. Transmitir conhecimento é uma grande caridade. O conhecimento existe para ser compartilhado. Ao longo desses quase 13 anos do blog percebi claramente isso. É muito gratificante receber e-mail de gente de todo o mundo sendo grato por alguma informação que aqui coloquei.
  • Conversar, cantar ou tocar para crianças e idosos. Assim como ouvi-los. A escuta é uma forma de caridade.
  • Ajudar na arrecadação, produção e distribuição de alimento aos mais necessitados.
  • Fazer compras para alguém que não pode sair de casa. Quantos idosos são acamados ou possuem artrose grave e com isso ficam impossibilitados de se locomover com facilidade. Ofereça ajuda a essas pessoas.
  • Ajudar pessoas que procuram emprego a elaborar e distribuir currículo.  
  • Compartilhar conhecimentos da própria profissão. 
  • Contribuir com projetos de assistência a pessoas mais necessitadas, como pessoas em situação de rua, adictos, refugiados e pessoas marginalizadas. 
  • Respeitar e defender todas as formas de diferenças. Lutar por minorias. Ser anti-racista. 
  • Combater atitudes ruins, como preconceitos, disseminação de informações falsas e outros. 
  • Estimular as pessoas a terem alguma crença, mas se a pessoa optar por ser ateu, a vontade dela deve ser respeitada. 
  • Elogiar características que você admira de pessoas ao redor. Não custa nada.
  • Curtir e divulgar nas redes sociais o trabalho de amigos/conhecidos/familiares.
  • Encorajar as pessoas, dando suporte para que elas também alcancem seus objetivos.
  • Elogiar características que você admira de pessoas ao seu redor e nunca criticar/zombar uma pessoa por uma coisa que ela não consiga ou tenha dificuldade em mudar, como por exemplo, nariz grande, obesidade, orelhas de abano e etc. E até mesmo aquilo que ela pode mudar, como um cabelo colorido ou um piercing na testa, pois cada um tem a liberdade para fazer o que quiser da vida. Não custa nada ser gentil. 
  • Divulgar grupos que praticam caridade, como os grupos abaixo.
Associação Tio Cleobaldo


Associação Tio Cleobaldo é uma entidade filantrópica, sem fins lucrativos, que atua há mais de 40 anos.
Está situada em Goiânia-GO e tem como missão diminuir a vulnerabilidade que envolve as pessoas em situação de rua. 

Proporcionando dignidade e de reintegração familiar e na sociedade. Auxiliam cerca de 340 (Trezentos e quarenta) crianças fixas, uma média 35 (Trinta e cinco) gestantes, 541 (quinhentos e quarenta e uma) famílias em média fixa e mais de 700 (setecentas) pessoas em situação de rua, com distribuição de refeições no período noturno 2 vezes por semana, cestas básicas, roupas, sapatos e apoio social. 

Nesse inverno estão arrecadando cobertores. 
E-mail: cleobaldotio@gmail.com
Fone e whatsApp: (62) 98164-7604

Filhos de SR


A Filhos de SR é uma entidade filantrópica, sem fins lucrativos, que tem como objetivo auxiliar indivíduos em situação de rua, adictos (drogas, bebidas), estrangeiros e refugiados, acamados ou indivíduos com dificuldade de locomoção. 

Foi criada no ano de 2021 em Goiânia diante de um cenário de insegurança alimentar que se agravou durante a pandemia. Todos os sábado, o acorda cedo para preparar refeições (pão com manteiga, leite e bolachas) e distribuir em pontos estratégicos de Goiânia-GO. 

Também recebem doações de cobertores, roupas, calçados. Nesse inverno estão arrecadando cobertores.
E-mail: filhosdesr@gmail.com
Fone e WhatsApp: (62) 98330-8383.


Policia Civil de Goiás


Com a chegada de uma frente fria a Goiás, os policiais civis fizeram frente a campanha de distribuição de agasalhos e cobertores à medida que vão recebendo as doações arrecadas por entidades dos servidores ligadas a categoria. 

Até o dia 20/05, será feita uma ação nas proximidades da 1ª Delegacia Distrital (1ª DP), no Centro de Goiânia, com a distribuição de marmitas feitas por grupos voluntários, emissão de documentos pessoais por parte do Instituto de Identificação e a entrega dos agasalhos e cobertores. Pelo menos 1,7 mil pessoas cadastradas devem ser atendidas por essas arrecadações. 


Organização das voluntárias de Goiás (OVG)


Em meio às notícias sobre a chegada de uma massa de ar polar a Goiânia, o Governo de Goiás, por meio da OVG e do Gabinete de Políticas Sociais (GPS), se antecipou para ajudar quem mais sofre com o frio: as pessoas em situação de rua. No dia 12/05, equipes da OVG e do GPS foram às ruas da capital e distribuíram centenas de cobertores da Campanha Aquecendo Vidas 2022. 

A ação garante dignidade àqueles que mais necessitam e alcançará todos os 246 municípios goianos. Durante as entregas, pacotes individuais de frutas desidratadas do Banco de Alimentos da OVG também foram doados. A distribuição continuará nos próximos dias, quando outros 300 cobertores serão doados a famílias vulneráveis de Aparecida de Goiânia, dia 16/05. 

Realizada todos os anos, a Campanha Aquecendo Vidas já distribuiu mais de 130 mil cobertores desde 2019, além dos 70 mil adquiridos para este ano. As mais de 200 mil peças compradas desde o início da gestão representam um investimento de R$ 6,5 milhões. Para complementar as doações da Campanha Aquecendo Vidas, a OVG e o GPS estão arrecadando cobertores e agasalhos novos e usados (em bom estado de conservação), até o dia 25 de maio. Neste ano, as doações poderão ser entregues em 10 pontos diferentes:
  • OVG: Rua T-14, Setor Bueno
  • Palácio Pedro Ludovico Teixeira: Rua 82, nº 400, Centro
  • Junta Comercial do Estado de Goiás (Juceg): Rua 260, Setor Leste Universitário
  • Corpo de Bombeiros: Avenida C-206, Jardim América
  • Saneago: Avenida Fued José Sebba, nº 1245, Jardim Goiás
  • Enel: Rua Gileno Godói, 02, Quadra A37, 505, Jardim Goiás
  • Shopping Bougainville: Rua 9, nº 1855, Setor Marista
  • Shopping Cerrado: Avenida Anhanguera, nº 10.790, Setor Aeroviário
  • Associação Comercial e Industrial do Estado de Goiás (Acieg): Rua 14, nº 50, Setor Oeste
Outras instituições que precisam da sua ajuda, não só no inverno.

Instituto Total Educação - Desenvolvimento de métodos de aprendizagem

O Projeto Total Educação e Cultura em Aparecida de Goiânia, tem o propósito de cooperar na transformação e desenvolvimento do indivíduo, promovendo qualidade e melhoria no ensino por meio da promoção dos valores humanos e compartilhando recursos e habilidades. A instituição habilita professores e profissionais da educação por meio de consultoria e coaching para desenvolver e aperfeiçoar os métodos de aprendizagem. O projeto atua em duas escolas no setor Garavelo em Aparecida de Goiânia, impactando diretamente 280 crianças.
Onde: 2 escolas no Setor Garavelo - Aparecida de Goiânia
Informações: 99126-0432 
E-mail: marcelo@totaledu.com.br
Conta Corrente para doações:  Banco do Brasil - Agência 4678-7 Conta Corrente: 10730-1

Hospital Araújo Jorge - Combate ao Câncer

O Hospital Araújo Jorge é uma unidade de saúde privada e filantrópica, atendendo em média 80% dos pacientes pelo Sistema Único de Saúde(SUS). O HAJ atende cerca de 30.000 pacientes mensal de todas as idades, oferecendo tratamento para todos os tipos de câncer com os mais modernos recursos. É referência no tratamento da doença no Centro-Oeste. Só que esse número pode aumentar se mais ajudas forem recebidas. O Hospital não consegue atender  toda a demanda por falta de recursos. E não é só de recursos financeiros que a instituição precisa. Você pode ajudar doando sangue, indo com os amigos ajudar no trabalho voluntário, levando mantimentos, roupas. O HAJ conta ainda com a ala infantil que precisa além dos mantimentos, de fraldas, leite em pó, achocolatado, gelatinas; a dieta para as crianças com câncer é restrita e esses alimentos ajudam na recuperação dos pequenos. Custam pouco e fazem muita diferença na vida delas.
Endereço: Rua 239, N 206, Setor Universitário
Conta corrente para doações: Banco do Brasil Agência: 3388-x Conta Corrente: 11331-x Titular: Associação de Combate ao Câncer em Goiás
Informações para doações: (62) 3243-7000 ou no site www.accg.org.br

CEVAM - Centro de valorização da Mulher - Combate a violência doméstica 

O Centro de Valorização da Mulher  CEVAM - É a chance que muitas mulheres tem para sair da situação de conflito que estão em suas famílias. A instituição atende mulheres, crianças e adolescentes em situação de violência, dando apoio psicológico, jurídico e pedagógico. As mulheres contam com diversos acompanhamentos e cursos para que possam aprender uma profissão e reingressar no mercado de trabalho. Tem ainda o projeto anjos da guarda em que pessoas podem ajudar uma criança da forma que puder. Seja apoio financeiro, materiais escolares, serviços médicos ou apenas levar a criança para passear no final de semana. Ajude!
Onde: Rua SNF 02, Qd. 1 A, Lt. 1 a 4, Setor Norte Ferroviário
Conta corrente para doações: Banco do Brasil Agência: 3689-7 Conta Corrente - 18786-0 
Informações e doações: 3213-2233 ou no site cevam.com.br

CVV - Centro de Valorização da Vida - Combate ao suicídio

O CVV – Centro de Valorização da Vida é uma organização não governamental com 53 anos de existência no Brasil, e foi criada para o serviço voluntário na prevenção de suicídio e apoio emocional. O serviço é gratuito, e é oferecido por voluntários que se disponibilizam para conversar com as pessoas de uma forma diferenciada e realmente preocupada com os sentimentos de quem entra em contato. Você pode se tornar voluntário entrando em contato pelo telefone 3223-4041 ou no local de atendimento Ed. Anhanguera - Quadra 21 - Lote 30 - Av. Anhanguera, 5389 - St. Central.
Onde: Ed. Anhanguera - Quadra 21 - Lote 30 - Av. Anhanguera, 5389
Informações: 3223-4041 ou no site cvv.com.br

ASCEP

Associação  de Serviços a Criança Especial de Goiânia foi fundada em 1987 por uma senhora que se dispôs a cuidar de crianças com deficiência. Depois com a quantidade de crianças que precisavam de ajuda aumentou foi preciso mudar para um ambiente maior.  A instituição realiza atendimento na área de assistência social, fisioterapia, fonoaudiologia, nutrição, musicoterapia entre outros. Hoje o projeto atende cerca de 110 crianças especiais e só é mantido através de doações.
Onde: Rua Pucinne, Nº 50 - Jardim Europa
Informações: (62) 3239-0400 | 3239-0410
Site: www.ascep.com.br

Projeto Emanuel - Ressocialização de moradores de rua e ex- presidiários

O Projeto Emanuel tem modificado a vida de diversas pessoas em situação de rua e na reintegração social de ex- presidiários. O Pastor Wellington Correia é o idealizador do projeto que teve início nas visitas que fazia ao presídio estadual. Enxergou que ajudando essas pessoas, poderia através da instituição impactar positivamente suas vidas e de suas famílias. A sede está em construção para melhor atender quem precisa.
Onde: Rua Luciano Asseimer Toledo, Qd 06 - Chácara 06 - Conjunto Vista Alegre - Goiânia
Informações: 91459569 / 99434232 / 3203-2991
Conta Corrente para doações: Banco Itaú - Agência 7832 - Conta: 059849

Associação de Proteção e Assistência ao Reeducando – APAR

A Associação de Proteção e Assistência ao Reeducando (APAR) é uma organização que atua há 35 anos prestando serviços aos presidiários e egressos com colocação profissional, além de auxílio às famílias dos presos com a oferta de cursos profissionalizantes e cestas básicas. Também presta apoio a adolescentes infratores que cumprem medidas socioeducativas fechadas. Para ajudar basta ir à sede da associação ou ligar para os telefones de contato.
Telefones: (62) 9 9637 -7776 Eurípedes | (62) 9 9944- 7720 Paulo
Endereço: Avenida Anhanguera, esquina com Tocantins, n 5399, sala 1708, Setor Central, Goiânia

Creche Casa do Caminho

A Entidade Filantrópica, fundada 1991, desenvolve trabalhos assistenciais com a comunidade em geral. São mais de 250 crianças atendidas e ainda promove trabalhos com gestantes e mães solteiras. A creche possui um programa de doação de livros, alimentos e conta com a ajuda de voluntários frequentemente.
Telefone: 62 3210-7436 (Joaquim)
Endereço: Rua JC-36 Qd.10 Lt.13/14 – Jardim Curitiba-I
Site: www.crechecasadocaminho.com.br

Residencial Professor Niso Prego

A unidade atende crianças de 0 a 12 anos que foram afastadas do convívio familiar por meio de medida protetiva aplicada por autoridade judicial. O Residencial Professor Niso Prego oferece às crianças, que estão sob algum tipo de processo judicial (se irão pra algum parente ou se voltaram para os pais ou se irão para adoção), um ambiente agradável, educativo e seguro.
Telefone: 62 3541-1882 (Flávia)
Endereço: Rua SC-06 APM 2B QD. 22 LT. 2C – Setor Goiânia 2

Observatório Social de Goiânia – OSGyn

Essa ONG é um espaço para o exercício da cidadania para voluntários apartidários. O objetivo do observatório (que existe em quase todo Brasil) é de contribuir para a melhoria da gestão pública. Cada Observatório Social é integrado por cidadãos em favor da transparência e da qualidade na aplicação dos recursos públicos. Pra quem se preocupa com problemas como a corrupção no Brasil e quer lutar contra isso, o OSGyn pé o lugar correto para se voluntariar.
Endereço: Rua 101, nº 123 Ed. Centro de Serviços OAB – Setor Sul
Telefones: 62 8213-1994 (Ana Emília) ou 62 99688-4571 (Isabel)

Manassés

Quem já andou de ônibus em Goiânia já deve ter encontrado rapazes ex-dependentes químicos vendendo balas e divulgando o nome desse instituto. A Manassés busca recuperar os dependentes em drogas e orientá-los para reintegração na sociedade. A Casa também é mantida através de doações, voluntários e trabalhos dos próprios internos. Sabemos o quanto a sociedade vem sofrendo com a interferência das drogas na vida de jovens, adolescentes e pais de família. A destruição causada é enorme. Recuperar essas pessoas e socializá-las é super importante. 
Onde: Av. Venerando de Freitas Borges, 692 - Qd 5, lote 2, Setor Jaó, Goiânia - GO.
Informações: (62) 3609-6089

Vila São Cottolengo 

Situada em Trindade, região metropolitana de Goiânia, a Vila São Cottolengo é uma instituição filantrópica com mais de 60 anos de história. É um centro especializado em reabilitação física, auditiva e intelectual. São realizados cerca de 2.400 atendimentos diariamente. É conveniado ao SUS e sobrevive por doações. Você pode ajudar tanto com dinheiro, mantimentos ou tempo livre. Voluntariado sempre é bem-vindo.
Onde: Av. Manoel Monteiro, N 163 Bairro Santuário, Trindade-GO
Informações para doações: 3506-9017 | 3506-9243
E-mail: doacoes@cottolengo.org.br
Conta corrente para doações:Banco do Brasil: Agência 2738-3  Conta: 55100-7
Site: www.cottolengo.org.br

APAE - Apoio a pessoas com deficiência intelectual

A associação dos pais e amigos dos excepcionais, cuida em Goiânia de aproximadamente 500 pessoas com deficiência intelectual, oferecendo serviços de assistência social, prevenção na saúde, educação e preparação para o mercado de trabalho. É pioneira e referência neste tipo de ação no Brasil, ajudando as famílias a lidar melhor com o deficiente intelectual. O trabalho é lindo e tem feito a diferença na sociedade. 
Endereço: Rua 255, nº 628, Setor Coimbra, Goiânia - GO.
Fone: (62) 3226-8000
Site: http://www.goiania.apaebrasil.org.br/
Email: contato@apaedegoiania.org.br

Asilo Solar Colombino Augusto de Bastos

O que doar: Café, açúcar, manteiga de leite, carne vermelha (em bife ou moída), sabão em pó, detergente, água sanitária, desinfetante, sabonete líquido, fraldas geriátricas,  álcool em gel e doações em dinheiro.
Horário de funcionamento do brechó: De terça a sexta-feira, das 8h às 17h
Endereço: Avenida Antônio Fidelis, nº 800, Parque Amazônia, em Goiânia.
Informações: (62) 3280-1031.

Grupo Aids: Apoio, Vida, Esperança (Aave)

O que doar: alimentos, produtos de limpeza e dinheiro.
Onde doar: Rua Iporá, qd 19, lt 15, nº 170, Bairro Nossa Senhora de Fátima, Cidade Jardim, Goiânia - GO.
Informações: Telefone (62) 9 8605-5695 | e-mail: aave@grupoaave.org

Projeto Minha Oportunidade (PMO)

O que doar: alimentos, roupas, brinquedos, material esportivo, dinheiro
Endereço: Rua La Rochelle, Qd. 28, Lt. 10, Campos Elíseos – Aparecida de Goiânia
Telefone: (62) 3277-3036 / 99153-6717.

Abrigo São Vicente de Paulo

O que doar: alimentos, fraldas geriátricas e produtos de higiene e limpeza
Endereço: Rua B-6, nº 72, Vila Americano do Brasil, Goiânia
Informações: (62) 3251-5122.

Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (CRER)

O que doar: fraldas descartáveis geriátricas, alimentos não perecíveis, roupas, calçados, brinquedos, cadeiras de rodas, andadores e muletas.
Endereço: Avenida Vereador José Monteiro, nº 1.655, Setor Negrão de Lima
Informações: (62) 3232-3232.

Legião da Boa Vontade (LBV)

O que doar: dinheiro, alimentos, material de higiene, roupas, sapatos e móveis.
Endereço: Rua Jamil Abraão, número 645, Setor Rodoviário, Goiânia.
Informações: (62) 3531-5000.

Núcleo Social Dona Judith

O que doar: alimentos, material de higiene, material de limpeza, material escolar, material esportivo, roupas, sapatos.
Endereço: Rua Santa Luzia Qd. 23 Lt.8 – Bairro Nova Cidade, Aparecida de Goiânia.
Informações: (62) 3537-2278.


quinta-feira, 10 de março de 2022

Devemos indicar probióticos para todo mundo ?


Com uma rápida pesquisa nas ferramentas de busca, é provável que você encontre milhares de marcas de diferentes tipos de suplementos probióticos, todos com descrições prometendo infinitos benefícios à saúde (de forma generalizada). E isso ocorrerá tanto nas prateleiras dos supermercados como em lojas de suplementos/farmácias. Um grande apelo comercial, já que essa área vem crescendo anualmente. 

Mas será que todo mundo precisa utilizar probióticos?

A resposta é: NÃO! O campo que estuda a microbiota intestinal e a suplementação de cepas específicas para determinadas condições de saúde ainda está MUITO longe de ter todas as hipóteses elucidadas, logo, suplementar para todos pode até trazer consequências negativas.

As promessas que são divulgadas sobre a suplementação com probióticos para curar doenças e condições clínicas como o câncer, diabetes, dislipidemias, a obesidade, dentre outras, são totalmente equivocadas! Ainda não há evidências suficientes de que essas estratégias sejam efetivas isoladamente, muito menos que são seguras para todo mundo!

Há, por exemplo, estudos que desaconselham a utilização de probióticos em indivíduos que possuam a integridade das mucosas intestinais prejudicadas, o que pode acontecer em casos de desnutrição, cânceres, pacientes hospitalizados por longos períodos, dentre outros. Essa suplementação poderia até mesmo agravar o estado do paciente.

Em casos de supercrescimento bacteriano, uma condição que é cada vez mais comum na nossa prática clínica, o uso desses suplementos podem também agravar o quadro. Toda semana recebemos pacientes encaminhados de outros profissionais, em uso de probióticos e com piora significativa dos gases. 

Portanto, antes de utilizar qualquer tipo de probiótico por conta própria, busque sempre orientação profissional de um Nutrólogo e de um Nutricionista, sabendo se, para o seu caso, realmente haverá benefícios ou há indicação.

Se você é saudável, sem sintomas, pode ser que não faça mal. Porém, se você é portador de algum sintoma no trato gastrintestinal, primeiramente você necessita de um DIAGNÓSTICO médico e só então iniciar o tratamento, que muitas vezes não é apenas com probióticos. 

Autor: Rodrigo Lamonier - Nutricionista e Profissional da Educação física
Revisor: Dr, Frederico Lobo - Médico Nutrólogo - CRM 13192 - RQE 11915

sexta-feira, 22 de outubro de 2021

A avaliação por bioimpedância é confiável ?

 


O vídeo acima responde uma pergunta muito comum no consultório. O que é a bioimpedância, para que serve, se é confiável ou não. Então deixo com vocês esse vídeo de duas pessoas queridas e estudiosas na área. Vale a pena assistir. 

A Bioimpedância ou Impedância Bioelétrica (BIA) é um método de análise da Composição Corporal (CC). Aqui na clínica Medicare, quem faz o exame é o Nutricionista Rodrigo Lamonier, que além de nutricionista é graduado em Educação Física e tem expertise em composição corporal. Para agendamento via whatsApp (62) 98507-2066.

Apesar de não ser considerado padrão-ouro para análise da CC foi considerado pelo Consenso Latino Americano de Obesidade como um método apurado para avaliação da CC. Com os dados dessa avaliação, é possível fazer o correto diagnóstico de peso corporal, avaliando se a pessoa:
1) está inchada (edemaciada ou retendo líquido) ou se é excesso de peso realmente;
2) está com muita massa gorda ou se parte daquele peso é devido a uma grande % de massa magra ou óssea;
3) emagreceu porque eliminou gordura ou emagreceu porquê eliminou músculo (muito comum em dietas hiperprotéicas e com baixo teor de carboidratos).

Com base nesse exame, o cardápio é melhor elaborado e as metas são melhores atingidas.

Além disso o acompanhamento fica mais completo, já que o médico consegue acompanhar se a massa magra ou massa gorda aumentou/diminuiu.

Entretanto para que a análise seja feita correta, faz-se necessário seguir alguns protocolos (recomendações estipuladas pelos maiores especialistas na área).

Quais as vantagens da BIA ?

A BIA é um método não invasivo, rápido, com boa sensibilidade, indolor, usado para avaliar a CC, baseado na passagem de uma corrente elétrica (totalmente indolor) de baixa amplitude (500 a 800 mA) e de alta freqüência (50 kHz), e que permite mensurar os componentes resistência (R), reatância (Xc), impedância (Z) e ângulo de fase. Termos difíceis para um leigo, mas resumindo, de posse destes parâmetros o aparelho consegue calcular:

  1. A Real % Gordura Corporal e  o Peso Gordura
  2. A % de massa magra e Peso da massa magra corporal
  3. O peso total
  4. A % Água Corporal
  5. Taxa Metabólica Basal (TMB) – quanto você gasta em calorias por dia para manter-se vivo e em repouso.
  6. O Índice de Massa Corporal (IMC)

Como se faz a BIA ?
Existe um protocolo sugerido por pesquisadores o qual a marca InBody preconiza como fundamental para uma análise correta da CC.

  1. Suspender o uso de medicamentos diuréticos de 24 horas a 7 dias antes do teste
  2. Estar em jejum de pelo menos 4 horas
  3. Estar em abstinência alcoólica por 48 horas
  4. Evitar o consumo de cafeína ou qualquer termogênico (chá-verde, chá-mate, coca-cola, guaraná em pó, chocolate) 24 horas antes do teste
  5. Estar fora do período pré menstrual e menstrual
  6. Não ter praticado atividade física nas últimas 24 horas
  7. Ter bebido pelo menos 2 litros de água nas últimas 24 horas
  8. Urinar pelo menos 30 minutos antes da medida
  9. Permanecer pelo menos 5 -10 minutos de repouso absoluto em posição de decúbito dorsal antes de efetuar a medida
Durante o exame, como já dito acima, uma corrente elétrica passa pelo corpo através de dois pares de eletrodos (adesivos) colocados na mão e no pé direito. O exame é totalmente indolor. Quanto maior é o percentual de gordura, maior é a dificuldade para a corrente elétrica atravessar o corpo.

Existe alguma contra-indicação para realizar a BIA ?

Contra-Indicação absoluta para a realização do teste: portadores de marcapasso e gestantes.

Por que utilizar a BIA no emagrecimento ou quando se quer ganhar massa magra ?

A grande vantagem da BIA é nos processos de emagrecimento. Hoje ja se sabe que perda de peso não é sinônimo de emagrecimento, muitas vezes o paciente perde massa gorda (gordura), ganha massa magra e o peso não altera na balança (as vezes até aumenta). Com a análise pela BIA as chances de uma interpretação errônea é menor. Um outro exemplo é quando o paciente apresenta alto IMC, não se acha tão gordo e aí a BIA evidencia que há uma grande % de massa magra, sendo assim a quantidade de gordura a ser perdida não é a que era estimada de acordo com o IMC.

Considerações importantes sobre a BIA

Além de seguir o correto protocolo, faz-se necessário que o aparelho seja de boa qualidade e esteja calibrado. No Brasil a Ottoboni é representante da maior marca de BIA do mundo, a InBody. Portanto os aparelhos InBody possuem validação científica, sendo chancelados pelas maiores Instituições do Brasil, como a Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN) e GANEP.

Qualquer aparelho de BIA é fidedigno para análise da CC ?

Não. Quanto maior a tecnologia (número de polos, segmentos e frequências) melhor a acurácia do teste. Nosso aparelho é da marca InBody, tetrapolar, multisegmentar, multifrequencial. O exame dura cerca de 10 minutos e o resultado é impresso na hora.





Como o laudo é impresso?



Onde?
Na clínica Medicare, situada na rua 115H, nº 31, Setor Sul. Fones: (62) 39412998.


ORIENTAÇÕES PARA REALIZAÇÃO DO EXAME DE BIOIMPEDÂNCIA

1. Traje a ser utilizado durante a avaliação física deve incluir:
• Homens: Sunga ou short leve (acima do joelho);
• Mulheres: Top ou parte de cima do biquini e short de academia.
2. Suspender o uso de medicamentos diuréticos de 24 horas antes do teste.
3. Estar em jejum de pelo menos 4 horas.
4. Estar em abstinência alcoólica por 48 horas.
5. Evitar o consumo de cafeína ou qualquer termogênico (chá-verde, chá-mate, coca-cola, guaraná em pó, chocolate) 24 horas antes do teste.
6. Estar fora do período pré-menstrual e menstrual (5 dias após).
7. Não ter praticado atividade física nas últimas 24 horas.
8. Ter ingerido pelo menos 2 litros de água nas últimas 24 horas.
9. Urinar pelo menos 30 minutos antes da medida.
10. Permanecer pelo menos 5 minutos de repouso absoluto em posição deitada antes de efetuar a medida
11. Retirar objetos de metálicos (brincos, anéis, colares, pulseiras, piercings, moedas...)
12. A utilização de cremes e loções corporais


terça-feira, 18 de agosto de 2020

Perda de peso e redução da mortalidade - Por Dr. Bruno Halpern



A associação entre #obesidade e maior risco de doenças crônicas e redução da expectativa de vida é bem estabelecida, embora o risco individual dependa mais da distribuição de gordura do que do peso em si.

No entanto, é muito difícil provar que perder peso reduz risco de mortalidade por algumas razões: 1- perder peso de forma significativa (ao menos 10%) e manter a longo prazo é difícil, e somente estudos muito grandes conseguiriam responder essa questão 2-estudos observacionais confundem perdas de peso intencionais com as não intencionais, em q a pessoa perde peso por estar doente e assim, tem mortalidade maior.

Estudos de intervenção demonstram que pessoas que perdem mais de 10% tem redução de riscos, mas em geral esses são estudos de poucos anos. A melhor evidência de longo prazo vem de estudos com cirurgia bariátrica , q tb demonstram redução de riscos.

Agora, um estudo com mais de 20mil pessoas e quase 30 anos de seguimento mostra que sair da obesidade para o sobrepeso no início da vida adulta (ao redor de 25 anos) reduziu em 54% o risco de mortalidade precoce nesse grupo em comparação aos que permaneceram com obesidade. O risco desses indivíduos se igualou (ou foi até um pouco menor) do que o de pessoas que sempre tiveram apenas sobrepeso.

O longo tempo de seguimento reduz a chance de que quem perdeu peso perdeu por estar doente e analisa melhor dados de perda intencional de peso. Também dá a idéia de quanto mais precoce melhor essa perda, pois quando a perda ocorre mais para frente na vida, o resultado é menos claro (mas talvez ainda precisamos de mais anos de acompanhamento).

Esse é um estudo observacional, com suas limitações. E também mostra que, infelizmente, é muito mais comum pessoas saírem de pesos “normais” para sobrepeso e obesidade do que pessoas que conseguem fazer o caminho inverso. Obesidade não se resolve “espontaneamente”. Perder peso e manter vai contra nossa biologia básica e exige tratamento continuo. Essa é uma informação a precisa ser passada para levarmos a doença e o tratamento a sério. Se mais pessoas conseguirem bons resultados, conseguiremos reduzir essas taxas de complicações! 


quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Atendimento via Telemedicina Joinville - Telemedicina Goiânia


Em decorrência da pandemia, o Conselho Federal de Medicina (CFM) liberou o uso da Telemedicina na tentativa de facilitar o atendimento médico em todo país e com isso evitar a disseminação do novo coronavírus. Eu não consegui me adaptar  à Telemedicina, então só faço para aqueles que já são pacientes presenciais.

Gosto de examinar o paciente, aferir pressão, fazer exame físico e ir mostrando os achados. Explicar os resultados dos exames rabiscando os resultados. Explicar o plano de tratamento e a receita. Mostrar na tela do computador as Lâminas que elaboro com tanta dedicação.


Autor:
Dr. Frederico Lobo
Médico Nutrólogo
CRM-GO 13.192 | RQE 11.915 (Goiânia)
CRM-SC 32.949 | RQE 22.416 (Joinville)
Face: Dr. Frederico Lobo
YouTube: Dr. Frederico Lobo









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Dr. Frederico Lobo


quinta-feira, 30 de abril de 2020

Obesidade e coronavirus por Dr. Bruno Halpern


Dois pesquisadores irlandeses publicaram na excelente revista Obesity uma hipótese que poderia explicar, ao menos em parte, porque estaríamos vendo uma maior gravidade de infecções em indivíduos com obesidade. 

👉A tese seria que o vírus poderia se depositar no tecido adiposo, que na obesidade já é mais inflamado, e assim, gerar mais inflamação, além de ser liberado aos poucos, minando as estratégias de defesa e gerando cada vez mais inflamação, que acaba por gerar respostas gravíssimas no corpo.

👉Há um racional por trás: um dos receptores que facilitam o vírus a entrar nas células está presente em grandes quantidades no tecido adiposo; outros vírus sabidamente podem se depositar em gordura; e muitas das substâncias produzidas pelo corpo em pacientes graves são amplamente produzidas no tecido adiposo. Esse reservatório também poderia explicar tempos mais longos de presença de vírus em algumas pessoas.

👉Para tornar essa hipótese mais forte seria preciso localizar o vírus em amostras de tecido adiposo, o que não foi feito ainda, mas não é tecnicamente difícil.

👉De toda forma, cada vez é mais claro a importância da obesidade como fator de risco independente de complicações. O lado bom é que sabemos que perdas de peso pequenas (de 5-15%) e exercício físico moderado já reduzem inflamação e poderiam (não comprovado mas altamente provável) já ajudar a reduzir parcialmente os riscos. 

Ref: Ryan. Is adipose tissue a reservoir for viral spread, immune activation and citokyne amplification in Covid-19? Obesity 2020 #coronavirusbrasil #obesidade #covid19brasil

domingo, 26 de abril de 2020

Dia de combate à Hipertensão arterial: Como a Nutrologia pode te ajudar?


Hoje foi comemorado o dia de Combate à Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) e a Nutrologia tem um papel essencial na prevenção e tratamento. Segundo a OMS, a HAS é o principal fator de risco de doenças cardiovasculares. Por ser uma doença silenciosa, grande parte dos pacientes não sabe que possuem. De acordo com a Sociedade Brasileira de Hipertensão, uma em cada 4 pessoas adultas tem HAS. Assim, estima-se que a doença atinja, no mínimo, 25% da população brasileira adulta, chegando a mais de 50% após os 60 anos. Ela é a responsável por 40% dos infartos, 80% dos derrames e 25% dos casos de insuficiência renal terminal.

As graves consequências da HAS podem ser evitadas, desde que os hipertensos conheçam sua condição e mantenham-se em tratamento com adequado controle da pressão. Dicas para prevenir a HAS:
1) Afira a pressão pelo menos duas vezes ao ano
2) Pratique atividades físicas regularmente.
3) Mantenha o peso ideal.
4) Adote dieta DASH caso tenha história familiar de HAS.
5) Evite álcool.
6) Não fume.
7) Evite o estresse.
8) Nutroterapia: Dietary Approaches to Stop Hypertension (DASH) é um padrão alimentar que incentiva o consumo de certos alimentos e exerce um importante impacto na redução da pressão arterial. Ajuda a controlar o colesterol e sua grande vantagem é que não exclui nenhum grupo alimentar. Estudos mostram que a adesão a esse estilo alimentar reduz em 14% o desenvolvimento de hipertensão, funcionando positivamente na prevenção de doença cardiovascular. A dieta DASH é rica em fibras e nos minerais potássio, cálcio e magnésio, e esses micronutrientes trazem benefícios sobre a pressão arterial. Orientações da DASH:

1 - Escolher alimentos que possuam pouca gordura saturada, colesterol e gordura total. Por exemplo, carne magra, aves e peixes, utilizando-os em pequena quantidade.

2 – Comer frutas e hortaliças, aproximadamente de oito a dez porções por dia (uma porção é igual a uma concha média).

3- Incluir duas ou três porções de laticínios desnatados ou semidesnatados por dia.

4 – Preferir os alimentos integrais, como pães, cereais e massas integrais ou de trigo integral.

5 – Comer oleaginosas (castanhas), sementes e grãos, de quatro a cinco porções por semana (uma porção é igual a ⅓ de xícara ou 40 gramas de castanhas, duas colheres de sopa ou 14 gramas de sementes, ou ½ xícara de feijões ou ervilhas cozidas e secas).

6 – Reduzir as gorduras saturadas . Utilizar óleos vegetais insaturados (como azeite, soja, milho).

7 – Evitar o sal. Evitar também molhos e caldos prontos, além de produtos industrializados.

8 – Diminuir ou evitar o consumo de doces e bebidas com açúcar.

Fonte: www.nhlbi.nih.gov/health/public/heart/hbp/dash/new_dash.pdf

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Janeiro Branco


Tenho observado nos últimos 8 anos um aumento absurdo no consultório de pacientes com diagnóstico de algum transtorno psiquiátrico. E muitos me perguntam se a Nutrologia/Nutrição poderiam auxiliar nesses casos. Sim, pode, mas sempre como adjuvante ao tratamento psicoterápico e psiquiátrico.

No meu site na parte Profissionais que indico tem uma lista de Psicólogos e Psiquiatras que indico de olhos fechados. Excelentes profissionais. Portanto se você está procurando auxílio profissional, dê uma olhada na lista. https://www.nutrologogoiania.com.br/profissionais-que-indico/

Por que eu estar repassando essa lista? Por conta do Janeiro Branco. A campanha Janeiro Branco consiste em uma campanha dedicada a convidar as pessoas a pensarem sobre suas vidas, o sentido e o propósito das suas vidas, a qualidade dos seus relacionamentos e o quanto elas conhecem sobre si mesmas, suas emoções, seus pensamentos e sobre os seus comportamentos. Dedica-se também a colocar os temas da Saúde Mental em máxima evidência no mundo em nome da prevenção ao adoecimento emocional da humanidade.

A campanha também visa sensibilizar as mídias, as instituições sociais, públicas e privadas, e os poderes constituídos, públicos e privados, em relação à importância de projetos estratégicos, políticas públicas, recursos financeiros, espaços sociais e iniciativas socioculturais empenhadas(os) em valorizar e em atender as demandas individuais e coletivas , direta ou indiretamente, relacionadas aos universos da Saúde Mental.

#PorUmaCulturaDaSaúdeMental

Uma campanha dedicada a mostrar às pessoas – e à sociedade – que os seres humanos são seres de conteúdos psicológicos e subjetivos, que suas vidas, necessariamente, são estruturadas em torno de questões mentais, sentimentais, emocionais, relacionais e comportamentais, sendo, portanto, imperioso e necessário, que a subjetividade humana possua lugar de destaque em nossa cultura e em nossos cotidianos, sob pena de sermos vítimas de nós mesmos e de quem despreza as próprias necessidades psicológicas e as necessidades psicológicas alheias.

Uma Campanha pensada, planejada e projetada para a promoção de Saúde Emocional nas vidas de todos os indivíduos que compõe a humanidade, buscando estratégias políticas, sociais e culturais para que o adoecimento emocional seja prevenido, conhecido e combatido em todos os campos, esferas, dimensões e espaços em que o humano se faz presente.

Uma Campanha que está dando certo.

Uma Campanha que, por meio dela em todo o Brasil e em outros países, cidadãos, psicólogos e demais profissionais (da saúde ou não), estão se mobilizando para levar mensagens e reflexões aos indivíduos e às instituições às quais esses mesmos indivíduos encontram-se entrelaçados: “quem cuida da mente, cuida da vida”; “quem cuida das emoções, cuida da humanidade”; “quem cuida de si, já cuida do outro”; “sem psicoeducação não haverá solução”; “autoconhecimento: isso também tem a ver com a sua saúde mental”; “o que você não resolve em sua mente, o corpo transforma em doença”; “saúde mental pressupõe políticas públicas” e várias outras orientações, dicas e reflexões que têm o poder de chamar a atenção de todos para os cuidados consigo, com os outros e, também, para a importância das lutas por políticas públicas em defesa da Saúde Mental de todos.

O mundo tem pedido isso e nós, psicólogos, psiquiatras, assistentes sociais e demais cidadãos brasileiros envolvidos pelo Janeiro Branco, nos propusemos a atender a esse chamado e a esse pedido de ajuda por parte da humanidade.

Sim – ações, orientações e reflexões a respeito das condições e características emocionais dos seres humanos mudam e salvam vidas.

Isso se chama Psicoeducação e o Janeiro Branco nasceu para isso, por amor à humanidade, senso de responsabilidade social, senso de dever profissional e pura solidariedade humanística.

Porque há sofrimentos que podem ser prevenidos. Dores que podem ser evitadas. Violências que podem ser impedidas, cuidadas ou reparadas. Exemplos que podem ser partilhados. Ensinamentos que podem ser difundidos em nome de povos mais saudáveis e mais bem resolvidos em termos emocionais. Por um mundo melhor e uma humanidade com mais amor e mais responsabilidade em relação a si mesma e em relação a cada uma das suas partes.

Os 5 objetivos da Campanha Janeiro Branco:

1 – Fazer do mês de Janeiro o marco temporal estratégico para que todas as pessoas e instituições sociais do mundo reflitam, debatam, conheçam, planejem e efetivem ações em prol da Saúde Mental e do combate ao adoecimento emocional dos indivíduos e das próprias instituições;

2 – Chamar a atenção de todo o mundo para os temas da Saúde Mental e da Saúde Emocional nas vidas das pessoas;

3 – Aproveitar a simbologia do início de todo ano para incentivar as pessoas a pensarem a respeito das suas vidas, dos seus relacionamentos e do que andam fazendo para investirem e garantirem Saúde Mental e Saúde Emocional em suas vidas e nas vidas de todos ao seu redor;

4 – Chamar a atenção das mídias e das instituições sociais, públicas e privadas, para a importância da promoção da Saúde Mental e do combate ao adoecimento emocional dos indivíduos;

5 – Contribuir, decisivamente, para a construção, o fortalecimento e a disseminação de uma “cultura da Saúde Mental” que favoreça, estimule e garanta a efetiva elaboração de políticas públicas em benefício da Saúde Mental dos indivíduos e das instituições.

Como o Janeiro Branco pode ajudar as pessoas?

1 – Colocando os temas da Saúde Mental e da Saúde Emocional em máxima evidência na sociedade.

2 – Construindo, fortalecendo e disseminando uma “cultura da Saúde Mental” na humanidade.

3 – Contribuindo para a valorização da subjetividade humana e o combate ao adoecimento emocional das pessoas.

4 – Contribuindo para o desenvolvimento e a disseminação do conceito de ‘psicoeducação’ entre as pessoas e as instituições sociais.

5 – Contribuindo para o desenvolvimento e a valorização de políticas públicas relativas aos universos da Saúde Mental em todo o mundo.

Princípios básicos da Campanha Janeiro Branco

1 – As ações em nome da Campanha e no contexto da Campanha serão todas de forma gratuita, totalmente sem fins lucrativos.

2 – Não serão cobrados, nem será feita publicidade, de valores simbólicos, “valores sociais”, nenhum tipo de cobrança para os participantes das ações em nome da Campanha.

3 – Para confecção de materiais de divulgação, as pessoas envolvidas poderão conseguir ajuda de gráficas e pessoas interessadas a doar os materiais para a Campanha.

4 – O que tem sido feito todo ano é uma “vaquinha” solidária e voluntária entre os profissionais para a compra dos materiais de divulgação (ou busca de ‘apoios’ e ‘patrocínios’ como ocorre em Congressos): balões brancos com tema da campanha, laços brancos com alfinetes, banners, panfletos etc. e cada profissional comprou sua camiseta da campanha.

5 – Custo de deslocamento, alojamento e alimentação para as palestras e demais ações é de responsabilidade dos palestrantes ou das instituições que os convidam, por isso, antes de se disponibilizar para dar palestras em nome do Janeiro Branco e no contexto da Campanha, observar se o deslocamento e todos os custos serão possíveis dentro da gratuidade da colaboração prestada à Campanha.

6 – O Janeiro Branco é uma Campanha dedicada a promover a psicoeducação das pessoas e das instituições, promovendo a Saúde Mental e combatendo o adoecimento emocional dos indivíduos e instituições por meio de debates, reflexões, mini palestras, palestras relâmpago, rodas de conversa, oficinas, caminhadas, corridas, piqueniques, cineclubes, entrevistas à mídia, murais de poesias, distribuição de balões brancos, panfletos, fitas brancas e várias outras formas de ações e intervenções urbanas que tenham como tema central a Saúde Mental, a Saúde Emocional, a valorização da subjetividade humana, a criação de uma cultura da Saúde Mental entre os seres humanos (a nível individual, institucional, social e coletivo), a valorização de políticas públicas em nome da Saúde Mental, a valorização da Saúde Mental no SUS e nas redes públicas e privadas de saúde no Brasil e no mundo.

7 – A Campanha Janeiro Branco é uma Campanha gratuita, democrática, horizontal, espontânea, desburocratizada, descentralizada, social, solidária, voluntária, inclusiva, laica, humanista, apartidária, multidisciplinar, transdisciplinar, colaborativa e caracterizada pela pluralidade e diversidade de temas, direta ou indiretamente, ligados aos universos da Saúde Mental e Emocional dos seres humanos e suas instituições.

8 – O Janeiro Branco respeita, aplaude e reverencia todas as lutas e conquistas dos movimentos passados e atuais relativos ao universo da Saúde Mental – seu papel é ampliar e aprofundar as estratégias de comunicação com a humanidade a respeito desses temas, conforme o Outubro Rosa o fez com a temática da “prevenção ao câncer de mama”, por exemplo.

9 – A Campanha Janeiro Branco nasceu em Minas Gerais e a metáfora do TREM a identifica: psicólogos(as) são a locomotiva da Campanha que, em sua integralidade e por seu caráter multidisciplinar e transdisciplinar, também possui inúmeros vagões a constituí-la com a necessária e oportuna participação de outros cidadãos e profissionais capazes de enriquecer as suas potencialidades e possibilidades em relação ao universo da Saúde Mental e Emocional dos indivíduos e instituições.

10 – A Campanha Janeiro Branco está sempre em construção. Toda colaboração ao seu crescimento, desenvolvimento, amadurecimento e enriquecimento é extremamente bem-vinda. Manifeste-se e engate novos vagões temáticos ao TREM DA SAÚDE MENTAL que partiu de Minas Gerais com destino ao mundo.

Fonte: http://janeirobranco.com.br/projeto-janeiro-branco/

terça-feira, 26 de março de 2019

Jantar depois das 20 horas pode aumentar o risco de obesidade

A obesidade é um problema de saúde pública que vem aumentando em todo o mundo. 

Entre as causas da doença estão fatores, como genética, doenças endócrinas, excesso de alimentação, falta de atividade física e problemas para dormir. 

Outra possível causa para o excesso de peso é o horário das refeições, especialmente as realizadas à noite, indica estudo preliminar apresentado este final de semana durante a ENDO 2019, uma conferência médica realizada nos Estados Unidos. 

De acordo com os pesquisadores, indivíduos que jantam tarde estão em maior risco de apresentar níveis mais altos de gordura corporal e, consequentemente, maior Índice de Massa Corporal (IMC) – fator de risco para a obesidade.

A obesidade é um problema de saúde pública que vem aumentando em todo o mundo. Entre as causas da doença estão fatores, como genética, doenças endócrinas, excesso de alimentação, falta de atividade física e problemas para dormir. Outra possível causa para o excesso de peso é o horário das refeições, especialmente as realizadas à noite, indica estudo preliminar apresentado este final de semana durante a ENDO 2019, uma conferência médica realizada nos Estados Unidos. De acordo com os pesquisadores, indivíduos que jantam tarde estão em maior risco de apresentar níveis mais altos de gordura corporal e, consequentemente, maior Índice de Massa Corporal (IMC) – fator de risco para a obesidade.

Estudos anteriores já haviam feito associação similar, destacando que a ingestão alimentar feita após as 20 horas pode aumentar a probabilidade de desenvolver obesidade.

O estudo

Para chegar a este resultado, a equipe da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, recrutou 31 pessoas (90% mulheres, com idade média de 36 anos) que estavam acima do peso ou obesas. Para avaliar o máximo de variáveis capazes de interferir nas descobertas, os pesquisadores recolheram informações sobre o sono, os níveis de atividade e a dieta dos participantes. Além disso, cada um dos voluntários recebeu equipamentos para monitorar o ciclo de sono e o tempo gasto em atividades físicas ou sedentárias. A ingestão alimentar foi monitorada através de um aplicativo de telefone que permitia aos participantes fotografar as refeições, o que ajudava a registrar os horários da alimentação. Os níveis de glicose no sangue também foram acompanhados.

Os dados coletados apontaram que os participantes se alimentaram ao longo de 11 horas (do acordar ao dormir), sendo a última refeição realizada por volta das 20 horas da noite. A partir dessas informações, os pesquisadores perceberam que aqueles que comiam no final do dia tinham IMC mais alto, assim como maiores níveis de gordura corporal. “Comer no final do dia, mais à noite, parece estar ligado ao armazenamento de mais gordura corporal devido a diferenças hormonais a esta hora do dia”, explicou Lona.

A equipe ainda descobriu que esses indivíduos tinham um média de sono de 7 horas por noite – o que pode descartar a ideia de que a falta de sono interfere no risco de apresentar excesso de peso (pelo menos nesses voluntários). Apesar dos resultados, os cientistas ressaltam que os achados são preliminares e, portanto, será necessário dar continuidade às investigações para entender os mecanismos que ligam o horário da refeição ao aumento do risco de obesidade.

Dados de 2018 do Ministério da Saúde indicam que 18,9% da população acima de 18 anos nas capitais brasileiras é obesa. O percentual é 60,2% maior do que o obtido na primeira vez que o trabalho foi realizado, em 2006, quando essa parcela era de 11,8%. Esses números preocupam já que estudo do ano passado publicado no periódico Cancer Epidemmiology indicou que o Brasil terá 640.000 casos de câncer em 2025 – e quase 30.000 deles vão estar associados à obesidade.

Para esses pesquisadores, o aumento da obesidade está associada a industrialização e o alto consumo de alimentos processados. “A industrialização de sistemas alimentares mudou profundamente as culturas alimentares tradicionais, que eram geralmente composta de alimentos frescos e minimamente processados”, escreveram no relatório. A sugestão para solucionar a questão, de acordo com eles, é adotar intervenções e políticas de saúde pública capazes de reduzir o problema a nível populacional.

Além disso, as novas descobertas apontam para outra possível solução: antecipar o horário do jantar e evitar ingerir muitas calorias antes de dormir.

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Transtornos alimentares: comuns em todas as idades, sexos e etnias

Os transtornos alimentares atingem as pessoas de todas as idades, sexos e grupos étnicos/raciais, e estão associados a um comprometimento psicossocial significativo, revela uma nova pesquisa.

Os pesquisadores analisaram dados de mais de 35.000 adultos nos Estados Unidos e descobriram que as mulheres tinham probabilidade significativamente maior de terem transtornos alimentares do que os homens, e os brancos tinham maior probabilidade de ter anorexia nervosa do que os seus homólogos negros não-hispânicos e hispânicos.

Por outro lado, as chances de ter bulimia nervosa não diferiram significativamente por raça/etnia, e menos negros não-hispânicos do que entrevistados hispânicos e brancos tinham transtorno de compulsão alimentar durante a vida.

Todos os três transtornos estão associados a importante comprometimento psicossocial.

"Embora os transtornos alimentares possam não ser tão prevalentes quanto alguns outros transtornos psiquiátricos, como depressão, ansiedade, ou transtornos do uso de álcool e drogas, esses quadros são comuns, são encontrados entre homens e mulheres de vários grupos étnicos/raciais, e ocorrem durante toda a vida", disse ao Medscape a primeira autora Tomoko Udo, PhD, professora-assistente do Departamento de Políticas, Gerenciamento e Comportamento em Saúde, University at Albany School of Public Health, em Nova York (EUA).

"O transtorno de compulsão alimentar, um novo diagnóstico 'formal' do DSM-V (do inglês Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, Fifth Edition), é importante de ser rastreado e identificado, posto que está associado a risco significativamente maior de obesidade, e que todos os transtornos alimentares estão associados a deficiências de funcionamento psicossocial e, portanto, representam um importante problema de saúde pública", disse Tomoko, falando não só por si, mas também em nome do coautor do trabalho, Carlos M. Grilo, PhD.

O estudo foi publicado on-line em 17 de abril no periódico Biological Psychiatry.

Novas estimativas de prevalência
"Existem poucos dados populacionais representativos em nível nacional sobre a prevalência dos transtornos alimentares" nos Estados Unidos, escreveram os autores.

Estudos anteriores utilizaram os critérios do DSM-IV para avaliar a prevalência dos transtornos alimentares. Além disso, a prevalência dos transtornos alimentares entre grupos étnicos/raciais foi calculada por meio do agrupamento de dados provenientes de várias amostras diferentes.

"São necessários dados de amostras de grande escala de representação nacional avaliados por meio de entrevista diagnóstica para atualizar as estimativas de prevalência dos transtornos alimentares nos EUA", acrescentam.

Isto é particularmente necessário por causa da atualização dos critérios diagnósticos dos transtornos alimentares no DSM-V. As mudanças determinaram que o transtorno de compulsão alimentar é um diagnóstico formal e diminuiu a frequência da compulsão alimentar para o diagnóstico de transtorno de compulsão alimentar.

"Acreditamos que era importante obter novas estimativas de prevalência em uma amostra maior e representativa, especialmente porque o DSM-V fez várias alterações nos critérios de diagnóstico dos transtornos alimentares em relação ao DSM-IV", disse Tomoko.

"Muitos médicos e pesquisadores esperavam maiores estimativas do que as encontradas nos estudos preliminares como resultado do 'relaxamento' dos critérios diagnósticos dos transtornos alimentares", observou a professora.

O estudo em tela utilizou dados do 2012-2013 National Epidemiologic Survey Alcohol and Related Conditions (NESARC-III). Um total de  36.309 pessoas com ≥ 18 anos de idade foram avaliadas por entrevistas diagnósticas administradas por leigos.

Os entrevistados deram informações sociodemográficas (idade, sexo, etnia, escolaridade e renda).


Informaram também a altura e o peso, que foram utilizados para calcular o índice de massa corporal (IMC).

O NIAAA Alcohol Use Disorder and Associated Disabilities Interview Schedule–5 (AUDADIS-5) foi utilizado para avaliar anorexia nervosa, bulimia nervosa e transtorno de compulsão alimentar. Os dados continham a idade de início e a idade no momento do episódio mais recente.

O AUDADIS também foi usado para avaliar a deterioração da socialização decorrente dos transtornos alimentares. Os fatores avaliados foram a interferência nas atividades diárias normais, sérios problemas de convívio com os outros, e sérios problemas para cumprir as próprias responsabilidades.

Transtornos alimentares mais comuns
Os pesquisadores criaram grupos para o diagnóstico específico dos transtornos alimentares (anorexia nervosa, bulimia nervosa e transtorno de compulsão alimentar) fundamentados nos critérios do DSM-5, usando as respostas ao NESARC-III para as perguntas relevantes ao AUDADIS-5, e adaptando a pontuação dos dados variáveis do NESARC-III para criar as categorias diagnósticas do estudo em pauta.

As estimativas da prevalência de transtornos alimentares durante toda a vida mostraram que a anorexia nervosa e o transtorno de compulsão alimentar são os tipos de transtorno alimentar mais comuns, com prevalência de 0,80% (erro padrão = 0,07%) e 0,85% (erro padrão = 0,05%). A prevalência de bulimia nervosa foi de 0,28% (erro padrão = 0,03%).

As estimativas da prevalência de 12 meses da anorexia nervosa, da bulimia nervosa, e do transtorno de compulsão alimentar, foram de 0,05% (erro padrão = 0,02%), 0,14% (erro padrão = 0,02%) e 0,44% (erro padrão = 0,04%), respectivamente.

Dentre os 0,22% de participantes que informaram transtornos alimentares concomitantes (ou seja, ter um diagnóstico específico de dois ou mais transtornos alimentares durante a vida), 0,01% informaram anorexia nervosa com bulimia nervosa, 0,02% informaram anorexia nervosa com transtorno de compulsão alimentar, 0,13% informaram bulimia nervosa com transtorno de compulsão alimentar, e 0,05% informaram ter os três transtornos alimentares.

Para todos os três transtornos alimentares, as prevalências de diagnósticos durante toda a vida e em 12 meses foram significativamente maiores entre as mulheres do que entre os homens, com estimativas não ajustadas de 1,42%, 0,46% e 1,25% para as mulheres vs. 0,12%, 0,08% e 0,42% para os homens de anorexia nervosa, bulimia nervosa e transtorno de compulsão alimentar, respectivamente.

Houve também diferenças significativas na prevalência entre as etnias/raças da anorexia nervosa durante toda a vida; as odds ratios (ORs) ajustadas foram significativamente menores entre os participantes negros não hispânicos e hispânicos em comparação com os entrevistados brancos não hispânicos.

No entanto, a OR ajustada de 12 meses de anorexia nervosa foi significativamente menor entre os hispânicos do que entre os entrevistados brancos não-hispânicos. Não houve casos de anorexia nervosa em 12 meses entre os entrevistados negros não-hispânicos.

Embora a prevalência de bulimia nervosa durante a vida e a prevalência em 12 meses não tenham diferido significativamente por raça/etnia, as ORs ajustadas do transtorno de compulsão alimentar durante a vida foram significativamente menores entre os negros não-hispânicos do que entre os entrevistados brancos não-hispânicos.

Não houve diferenças raciais para o transtorno de compulsão alimentar em 12 meses, nem o nível de escolaridade foi significativamente associado à prevalência de transtornos alimentares.

Por outro lado, as categorias de renda mais elevadas foram associadas a um aumento significativo da probabilidade de anorexia nervosa durante toda a vida.

Após o ajuste por idade, sexo, etnia/raça e nível de escolaridade, a anorexia nervosa e o transtorno de compulsão alimentar foram mais prevalentes entre os grupos mais jovens do que entre as pessoas com 60 anos de idade ou mais.

Não "aumentar o caráter patológico"
Todos os transtornos alimentares foram associados a altos índices de comprometimento da função psicossocial.

Para os diagnósticos durante toda a vida, os índices de comprometimento da função social foram significativamente maiores entre as pessoas com bulimia nervosa por toda a vida (61,4%) e transtorno de compulsão alimentar por toda a vida (53,7%) em comparação às pessoas com anorexia nervosa (30,7%).

Por outro lado, a única diferença psicossocial significativa no diagnóstico em 12 meses foi para a bulimia nervosa. Os entrevistados com bulimia nervosa referiram maior dificuldade de conviver com os outros do que aqueles com transtorno de compulsão alimentar.

Para os diagnósticos durante toda a vida, bem como de 12 meses, as pessoas com anorexia nervosa tiveram índice de massa corporal (IMC) atuais significativamente mais baixos do que aquelas com bulimia nervosa e transtorno de compulsão alimentar. Para os diagnósticos durante toda a vida, bem como de 12 meses, aqueles com bulimia nervosa tiveram um IMC atual significativamente mais baixo do que aqueles com transtorno de compulsão alimentar.

Além disso, as pessoas com anorexia nervosa durante toda a vida tinham significativamente maior probabilidade de estar abaixo do peso ou de ter um peso normal, quando comparadas às pessoas com transtorno de compulsão alimentar durante toda a vida. Além disso, a probabilidade delas de ter excesso de peso ou obesidade foi significativamente menor quando comparadas às pessoas com transtorno de compulsão alimentar durante toda a vida, que por sua vez foram associadas a um aumento significativo da probabilidade de obesidade e obesidade mórbida.

Os autores observam que as estimativas de prevalência obtidas "estão em desacordo com o ponto de vista dos críticos do DSM-V, que usaram o transtorno de compulsão alimentar como uma ilustração do aumento do caráter patológico".

Tomoko reconheceu estar "surpresa" com as descobertas.

"Pensamos que poderíamos ver aumento da prevalência em todos os transtornos alimentares decorrentes das mudanças nos requisitos diagnósticos, particularmente maior aumento da bulimia nervosa e do transtorno de compulsão alimentar, que não observamos. E, de fato, nossas estimativas tanto para a bulimia nervosa quanto para o transtorno de compulsão alimentar foram mais baixas do que os estudos anteriores e do que esperávamos".

Necessidade de rastrear melhor
Comentando o estudo para o Medscape, a nutricionista Kendrin Sonneville, professora-assistente de ciências nutricionais e professora-assistente de pesquisa do Center for Human Growth and Development, University of Michigan School of Public Health, em Ann Arbor (EUA), que não participou do trabalho, disse que "estudos como este, realizado em uma amostra nacional, ajudam a compreender quem está sofrendo com transtornos alimentares e quem pode não estar recebendo ajuda para seu transtorno alimentar".

A "mensagem mais importante" é que "pessoas de todas as idades, gênero e raças/grupos étnicos são atingidas pelos transtornos alimentares" e "vivenciam uma deterioração importante, e muitos sofrem durante muito tempo", disse a comentarista.

Kendrin instou os médicos e os sistemas de saúde a "identificarem estratégias para detectar os transtonos alimentares mais precocemente". A comentarista observou que a detecção e o encaminhamento para tratamento precoces são "necessários para melhorar a saúde e diminuir o sofrimento das pessoas com transtornos alimentares".

Tomoko acrescentou: "Acreditamos que nosso estudo destaque a complexidade da avaliação e do reconhecimento dos transtornos alimentares, enquanto documenta as repercussões clínicas deles, e em termos de saúde pública".

Como o tratamento com os especialistas em transtornos alimentares "não é tão facilmente acessível em muitas comunidades, como o é para outros transtornos psiquiátricos e clínicos, a melhora do acesso ao atendimento é uma prioridade importante para os sistemas de saúde", disse a pesquisadora.

O trabalho de Carlos M. Grilo foi subsidiado em parte pelos National Institutes of Health. O Dr. Carlos M. Grilo declarou não possuir conflitos de interesses relevantes. Os conflitos de interesse dos coautores estão listados no artigo original. Tomoko Udo e Kendrin Sonneville revelaram não possuir conflitos de interesse relacionados com o tema.

Biol Psychiatry. Publicado on-line em 17 de abril de 2018.