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quinta-feira, 14 de novembro de 2019

14 de Novembro - Dia Mundial do Diabetes

O Brasil tem 17 milhões de adultos (entre 20 e 79 anos) convivendo com o diabetes, o equivalente a 11,4% da população nessa faixa etária. Os dados são 9º Atlas de Diabetes, produzido pela IDF (Federação Internacional de Diabetes).

Desde o último levantamento da entidade, feito em 2017, o aumento de casos no Brasil foi de 31%. Isso coloca o país na lista das dez nações que apresentaram maior elevação de casos da doença no mundo todo —estamos em quinto lugar, atrás apenas da China, Índia, Estados Unidos e Paquistão.

Globalmente, a estimativa do documento é que 463 milhões de adultos sejam diabéticos, com cerca de 32 milhões de casos na América Central e do Sul. A diabetes tipo 2, em que há uma resistência à insulina (diferente da tipo 1, em que o corpo deixa de produzir o hormônio por perder as células beta do pâncreas), é responsável por até 90% dos casos.

O mapeamento ainda identificou que existem 38 milhões a mais de pessoas vivendo com diabetes em todo o mundo em comparação com o último Atlas. Para os estudiosos, é um indício importante do crescimento de casos da doença.

A pesquisa ainda estima que 95.800 crianças e adolescentes menores de 20 anos conviviam com a diabetes tipo 1 no Brasil —índice que coloca o país em terceiro lugar no ranking mundial, depois de EUA e Índia.

Custos da doença e mortalidade

Quando não tratado ou controlado, o diabetes pode causar diversas complicações à saúde, especialmente para o sistema cardiovascular, com comprometimento tanto de pequenos vasos (microvascularização) como dos grandes (macrovascularização).

Os cuidados com a saúde de quem convive com a doença, claro, impactam na economia das famílias e do país. A despesa médica anual com esses pacientes ficou em US$ 3.117, a mais alta na América do Sul. A entidade estima que, até 2030, o gasto com diabetes na região aumente em 15,3%.

No quesito mortalidade, o Brasil novamente assume a liderança com 135.200 mortes causadas por complicações da diabetes —o número corresponde a 55,6% dos óbitos registrados na América do Sul, um total de 243.200 adultos entre idades de 20 a 79 anos.

Os dados ainda dão conta de que a mortalidade é maior entre homens (122.200) do que em mulheres (121.000), e que os números são maiores em países de renda média em comparação às nações consideradas de alta renda.

Obesidade como fator de risco

De acordo com o Manual MSD, a obesidade e o aumento de peso são fatores importantes para o desenvolvimento de resistência à insulina, provocando a diabetes tipo 2.

Nesse quesito, o Brasil já havia demonstrado dados igualmente preocupantes. A pesquisa Vigitel 2018, preparada pelo Ministério da Saúde, mostrou que entre 2006 e 2018 o número de obesos no Brasil aumentou em 67,8%.

O crescimento do índice foi maior justamente entre os adultos, nas faixas de 25 a 34 anos (84,2%) e 35 a 44 anos (81,1%).

Mas nem todos os números são desanimadores. A pesquisa revelou ainda um aumento de 15,5% no consumo de frutas e hortaliças entre 2008 e 2018; e um crescimento de 25,7% na prática de exercícios físicos. Houve ainda uma queda de 54,4% no consumo de bebidas açucaradas e refrigerantes entre adultos.

A população também aumentou sua consciência em relação à própria saúde. Os cerca de 40% de entrevistados que receberam o diagnóstico de diabetes demonstraram ter maior conhecimento sobre suas necessidades e sentiram-se estimulados a procurar o serviço de saúde para iniciar o tratamento o quanto antes.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Ossos do punho e risco de diabetes

Medir a circunferência do pulso pode ser uma nova forma de identificar quais crianças e adolescentes obesos têm maior risco de desenvolver resistência à insulina e doença cardiovascular, afirmam cientistas em artigo publicado na revista Circulation, da American Heart Association.

Ao analisar as medidas de 477 jovens, os pesquisadores verificaram que aqueles que tinham o osso do pulso aumentado tinham 17% mais chance de desenvolver resistência à insulina. A resistência à insulina, também chamada de pré-diabete, é uma condição em que o organismo produz a insulina, mas não consegue usá-la de forma eficiente no metabolismo da glicose. A disfunção metabólica é um fator de risco para o desenvolvimento, no futuro, de doença cardiovascular.

Segundo os autores, o tamanho do pulso mostrou ser um indicador mais preciso para prever o risco de resistência à insulina do que o índice de massa corporal (IMC). Estudo anteriores mostraram que, durante o período de crescimento, os altos níveis de insulina circulando no organismo atuam como um anabolizante para o tecido ósseo. O estudo não aponta, contudo, qual é a medida considerada normal e a partir de que tamanho o risco estaria presente.

Se novos estudos conseguirem validar uma tabela com as medidas consideradas ideais de acordo com o sexo, a idade e as diferenças populacionais, a descoberta terá grande importância na prática clínica, afirma Marcus Malachias, da Sociedade Brasileira de Cardiologia. "Hoje, não temos bons métodos para diagnosticar resistência à insulina em crianças. E o problema está se tornando cada vez mais comum entre elas", completa.

Fonte: http://www.consulfarma.com/detalhes_noticias.php?id=130113

domingo, 20 de março de 2011

Estudo da Escola de Saúde Pública de Harvard sugere que carne processada é risco real à saúde

O consumo de bacon, linguiças, salsichas e outras carnes processadas pode aumentar o risco de diabete e doenças cardíacas, disseram pesquisadores nesta segunda-feira, num estudo [Red and Processed Meat Consumption and Risk of Incident Coronary Heart Disease, Stroke, and Diabetes Mellitus. A Systematic Review and Meta-Analysis, doi: 10.1161/CIRCULATIONAHA.109.924977 ] que identifica os verdadeiros vilões do açougue.

O consumo da carne não processada de vaca, porco ou cordeiro aparentemente não elevava o risco de doença cardíaca e diabete, segundo os pesquisadores, sugerindo que o sal e os conservantes podem ser os verdadeiros culpados.

O estudo foi uma chamada “meta-análise” com a avaliação de pesquisas anteriores. Ele não estava voltado para doenças como hipertensão e câncer, também associadas ao elevado consumo de carne. Por Julie Steenhuysen, da Agência Reuters, com informações complementares do EcoDebate.

“Para reduzir o risco de ataques cardíacos e diabetes, as pessoas deveriam considerar quais tipos de carnes estão comendo”, disse Renata Micha, da Escola de Saúde Pública de Harvard, cujo estudo foi publicado na revista Circulation.

“Carnes processadas, como bacon, salame, linguiças, cachorros quentes e frios processados podem ser os mais importantes de serem evitados”, afirmou ela em nota.

Segundo ela, pessoas que consomem uma porção ou menos de carnes processadas por semana têm menos riscos.

A pesquisadora disse que as pesquisas raramente estabelecem uma diferenciação entre carnes processadas e não processadas. Ela e seus colegas examinaram sistematicamente quase 1.600 pesquisas do mundo todo buscando evidências dessas diferenças e a incidência de doenças cardíacas e diabete.

O grupo definiu como “carne processada” as que são defumadas, curadas ou salgadas para fins de preservação, ou que recebem conservantes químicos. O quesito das carnes não processadas incluía carne de boi, porco e cordeiro, mas não frango.

A conclusão dos pesquisadores foi que cada porção diária (50 gramas) de carne processada representa um aumento de 42 por cento no risco cardíaco e de 19 por cento no risco de desenvolver diabete.

Para quem só consumia carnes vermelhas não processadas, não houve elevação significativa nos riscos. Os pesquisadores disseram que outros cuidados com a saúde eram semelhantes entre os dois grupos.

Micha disse que as carnes processadas e não-processadas à venda nos Estados Unidos contêm quantidades semelhantes de colesterol e gorduras saturadas. “Por outro lado, as carnes processadas continham, em média, quatro vezes mais sódio e 50 por cento mais conservantes de nitrato.”

Fonte: http://www.ecodebate.com.br/2010/05/19/estudo-da-escola-de-saude-publica-de-harvard-sugere-que-carne-processada-e-risco-real-a-saude/

Outros textos sobre consumo de carne vermelha, sugeridos pelo Portal Ecodebate:

Novo estudo identifica que o consumo de carne vermelha e processada pode aumentar o risco de morte

Pesquisa relaciona o consumo de carne vermelha ao desenvolvimento de degeneração macular em idosos

Pesquisa associa a gordura na carne ao aumento do risco de câncer de pâncreas

Estudo sugere que reduzir consumo de carne melhora saúde das pessoas e do planeta

Dieta rica em carne pode aumentar o risco de câncer de próstata em 40%

segunda-feira, 14 de março de 2011

Relação entre Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) e Xenobióticos.

A revista “ Integrative Medicine IMCJ”, vol. 9, nº6 de Dez2010/Jan2011, publicou uma entrevista com o Dr. David R. Jacobs, Prof. de Saúde Pública, matemático e epidemiologista, em que expõe os resultados preliminares do estudo pioneiro que realizando sobre a relação entre Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) e Xenobióticos.

A entrevista se resume em 3 pontos fundamentais:

1º: GGT e Xenobióticos (POP’s):

O autor põe a hipótese de que a metabolização dos POP’s (persistent organics pollutants) é feito por enzimas hepáticas. Uma delas é a  Gama-GT (gama-glutamil-transpeptidase). Ela funciona como o 1º antioxidante intracelular, facilitador da glutationa e que poderá ser considerado um marcador do stress-oxidativo e mais especificamente será uma tentativa do organismo se libertar do xenobiótico.

2º: Obesidade e Xenobioticos:  o perigo do emagrecimento rápido

Produtos químicos industriais, pesticidas, dioxinas, PCB (alguns proibidos), metais pesados, são lipossolúveis, podem acumular-se no tecido adiposo e aí permanecerem décadas.

O tecido adiposo tem células adiposas que morrem e sofrem fenômenos inflamatórios semelhantes à aterosclerose, são rodeadas por macrófagos que liberam citocinas pró-inflamatorias. Na tentativa de emagrecer rapidamente o doente pode sofrer um aumento brusco de xenobióticos na corrente sanguínea, causando desequilíbrio no processo de desintoxicação e assim causar sérios problemas de saúde.

3º: O estudo sobre a relação de diabetes tipo 2 e xenobioticos

Um estudo transversal, abrangendo uma população de 2000 indivíduos expostos a vários POP’s, cujos resultados preliminares são os seguintes:

Nesta população exposta a diferentes POP’s verificou que 218 (10%) eram diabéticos desde o início do estudo e em 463 indivíduos expostos a uma combinação de 6 POP’s verificou que a diabetes tipo 2 diminui de forma expressiva à medida que a exposição vai sendo reduzida.

Na nossa opinião fatores genéticos, ambientais, hábitos alimentares pouco saudáveis, e sedentarismo, influenciam a sensibilidade à insulina e aumentam a incidência de obesidade e diabetes tipo 2. Estamos todos expostos a altos níveis de xenobióticos e colocamos à prova a capacidade de desintoxicação natural do nosso organismo.

Pesticidas, bisfenois, dioxinas, PHA (hidrocarbonetos aromatizados presentes no tabaco, nos grelhados e produtos fumados), metais pesados, medicamentos, aditivos alimentares, têm propriedades hormonais, interferem no eixo hipotalamo-hipófise–adrenal, têm capacidade mutagênica, citotóxica ou carcinogênica.

Para se defender, o nosso organismo depende da capacidade natural de desintoxicação mediada pelo citocromo P450 (fase1 - biotransformação) que induz a produção de glutationa (fase2 - conjugação) com objetivo de transformar produtos tóxicos lipossolúveis em produtos hidrossolúveis e serem eliminados através da bíle e urina.

Se este processo natural de desintoxicação, se interrompe, podem formar-se produtos citotóxicos que se ligam ao DNA levando a mutações e perda do ciclo celular. Por vezes precisamos de auxiliar todo este complexo processo de desintoxicação com nutrientes apropriados, como vitaminas, aminoácidos e, antioxidantes, adequados a cada caso.

Emagrecer não deve ser feito com “pílulas” ou “com dietas” milagrosas que fazem perder peso em poucas semanas. O processo de emagrecimento deve ser acompanhado por uma equipa multidisciplinar centrada no doente, com vigilância médica, com suporte nutricional funcional adequado a cada caso e com apoio psicológico.

O tratamento deve ser individualizado de forma que o processo de emagrecer seja consistente, seguro e, ter como objetivo, atingir o equilíbrio metabólico, neuroendócrino e prevenir doenças degenerativas.

Fonte: http://www.cristinasales.pt/Nutri-Conceito/Blog/Blog.aspx?BID=3&MVID=1000194