Mostrando postagens com marcador risco cardiovascular. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador risco cardiovascular. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Consumo de carne vermelha e risco cardiovascular

Estudos observacionais sugerem que a ingestão de carne vermelha está associada ao aumento do risco de doença cardiovascular (DCV), enquanto que essa associação não foi observada com o consumo regular de aves. 

Por outro lado, fontes de proteínas vegetais e padrões alimentares vegetarianos parecem ser cardioprotetores, um achado apoiado por uma revisão sistemática de ensaios clínicos randomizados que mostram diminuição do colesterol LDL (0,16 mmol/L), colesterol não HDL (0,18 mmol/L) e apolipoproteína B (apoB) (0,05g/L) quando a proteína animal é substituída pela proteína da planta.

Como é sabido que os ácidos graxos saturados da dieta (AGSs) aumentam as concentrações plasmáticas de colesterol LDL, geralmente se supõe que o conteúdo de AGS da carne vermelha contribui para sua associação com o risco de DCV. Essa suposição é apoiada pela falta de diferenças significativas no colesterol total, no colesterol LDL e no colesterol HDL em ensaios clínicos randomizados, em que a carne vermelha magra (carne bovina, suína ou cordeiro) em comparação com frango/ave magra foi consumida como parte de um dieta com baixo AGS (7 a 11% da energia total [E]).

Efeitos equivalentes da carne vermelha comparada à carne branca nos lipídios e lipoproteínas plasmáticos também foram relatados em metanálises de ensaios clínicos randomizados, embora esses resultados não tenham sido avaliados em relação ao teor de AGS das dietas.

Em resumo, até o momento não houve avaliação sistemática da interação potencial da fonte de proteína na dieta e do conteúdo de AGS nas concentrações de colesterol LDL e nas medidas aterogênicas relacionadas às lipoproteínas, incluindo níveis de partículas de lipoproteínas.

OBJETIVOS DO ESTUDO

O objetivo principal do presente ensaio clínico (Animal and Plant Protein and Cardiovascular Health: APPROACH) foi testar as diferenças nos efeitos das lipoproteínas de dietas nas quais a principal fonte de proteína é a carne vermelha, em comparação com dietas com conteúdo total de proteína semelhante de carne branca (aves) ou fontes de proteínas vegetais, e para determinar se esses efeitos foram modificados comparando a alta com a baixa ingestão de AGS.

MÉTODOS

Homens e mulheres geralmente saudáveis, 21 a 65 anos, índice de massa corporal de 20 a 35 kg/m2, foram aleatoriamente designados para 1 de 2 grupos paralelos (alto ou baixo AGS) e, em cada um, alocados em carne vermelha, carne branca, e dietas proteicas sem carnes consumidas por 4 semanas cada uma em ordem aleatória. Os desfechos primários foram LDL-colesterol, apolipoproteína B (apoB), partículas pequenas + médias de LDL e colesterol total / alta densidade de lipoproteínas.

RESULTADOS

A análise incluiu participantes que completaram todas as três atribuições de proteína na dieta (61 para alto AGS; 52 para baixo AGS). O colesterol LDL e a apoB foram maiores com carne vermelha e branca do que com dieta sem carne, independentemente do teor de AGS (P <0 0="" a="" afetados="" ags="" alta="" ao="" apob:="" apob="" aumento="" aumentou="" baixo="" branca.="" carne="" colesterol="" com="" compara="" culas="" da="" de="" densidade="" devido="" diferiram="" dio="" e="" em="" enquanto="" entre="" exceto="" fonte="" foram="" grande="" grandes="" independente="" isso="" ldl="" lipoprote="" m="" n="" na="" nas="" o="" ocorreu="" os="" p="" para="" part="" pela="" pequeno="" prim="" principalmente="" prote="" respectivamente="" resultados="" rios="" sem="" significativamente="" todos="" total="" vermelha="">

CONCLUSÕES

Os resultados estão de acordo com as recomendações que promovem dietas com alta proporção de alimentos à base de plantas, mas, com base nos efeitos de lipídios e lipoproteínas, não fornecem evidências para a escolha de carne branca em vez de vermelha para reduzir o risco de DCV.

Este estudo foi registrado no Clinicaltrials.gov como NCT01427855. Am J Clin Nutr 2019; 110: 24–33.

Estudo: http://abran.org.br/new/wp-content/uploads/2019/09/abran_artigo_20092019.pdf

Fonte: http://abran.org.br/2019/09/20/efeitos-da-ingestao-de-carne-vermelha-branca-ou-proteinas-vegetais-no-risco-de-doenca-cardiovascular/

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Ovos: colesterol e risco cardiovascular

Todo dia a mesma ladainha na hora de fazer as orientações nutricionais para pacientes dislipidêmicos (seja aumento do colesterol ou de triglicérides):

- O senhor pode comer até 4 ovos por semana.
- Mas doutor e o colesterol?
- Fica tranquilo pq não irá aumentar.

 Mais um mito quebrado !
Próximo paciente...

Um estudo publicado esse ano no European Journal of Clinical Nutrition, seguiu 14185 indivíduos ao longo de 6 anos e constatou que não havia diferenças entre os grupos estudados no que toca a doença cardiovascular (infarto agudo do miocárdio, AVC ou cirurgia cardíaca e revascularização).

 Os grupos foram divididos conforme o consumo de ovo:
1) nenhum ovo1 por semana,
2) 2 a 4 ovos por semana,
3) 4 por semana

Foram avaliados 2 vezes ao ano durante 6 anos. Após ajuste para confundidores como sexo, idade, calorias ingeridas, adesão à dieta mediterrânica e outros fatores de risco cardiovascular, não foi encontrada qualquer associação entre o consumo de ovo (muito ou pouco) e as doenças cardiovasculares.

Outro estudo, publicado em 2010  no Nutrition Journal buscou verificar o efeito do uso moderado (2 a 3 ovos por dia) na função endotelial e nos níveis de coltesterol e triglicérides em pacientes já portadores de dislipidemia. O estudo conclui que  uso moderado de ovos (2 a 3/dia) não alterou função endotelial e dislipidemia de adultos dislipidêmicos. Já o que eles chamam de Ovo substituto apresentou benefícios, talvez por ter 12 vitaminas. Para ler mais, acesse o link: http://www.nutritionj.com/content/9/1/28

Com isso percebe-se que existe uma fobia dos ovos por parte de alguns pacientes com alterações cardiovasculares prévia. Isso leva muitas pessoas a evitar a vida toda o seu consumo, sem necessidade. O ovo é muito rico nutricionalmente, pois possui por exemplo: Ácido fólico, Riboflavina, Vitamina B12, Vitamina D, Vitamina A, Vitamina K, Selénio, Colina, Luteína, Zeaxantina.

Ao consumir ovo não precisamos de juntar carne nem peixe, ele tem uma proteína de altíssimo valor biológico. As formas mais saudáveis e que preferencialmente devem ser consumidas são: Ovo mexido (em azeite e a temperaturas moderadas), ovo escaldado, ovo cozido (com a gema mal cozinhada). De preferência sempre a Ovos caipiras e se possível (se tiver na sua região) opte pelos caipiras enriquecidos com ômega 3.

Fontes:
  1. http://www.nature.com/ejcn/journal/vaop/ncurrent/abs/ejcn201130a.html 
  2. http://www.nutritionj.com/content/9/1/28

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Tamanho do pulso pode detectar jovens com risco de doença cardiovascular

Segundo um novo estudo, a medição do osso do pulso pode ser uma nova forma de identificar quais crianças e adolescentes com sobrepeso têm mais chances de desenvolver doença cardiovascular.

477 crianças e adolescentes (idade média de 10 anos) com sobrepeso e obesas participaram do estudo. Os pesquisadores descobriram que a circunferência do pulso representa 12 a 17% da variação total da resistência à insulina nas crianças. A resistência à insulina é explicada apenas pelo tamanho do tecido ósseo no pulso, e não pelo tecido adiposo.

Muitos estudos mostram que a doença cardiovascular aterosclerótica, causada pelo estreitamento das artérias, começa a se desenvolver na infância. A resistência à insulina, uma condição na qual o organismo produz insulina, mas não pode usá-la de forma eficiente para quebrar o açúcar no sangue, é um fator de risco para o desenvolvimento de doença cardiovascular.

Níveis altos de insulina aumentam o risco de desenvolver resistência à insulina, o que aumenta o risco de desenvolver doença cardiovascular. Embora o excesso de gordura corporal esteja ligado a vários fatores de risco para doença cardíaca, incluindo a resistência à insulina, a medição da gordura corporal em crianças é problemática, em parte por causa da rapidez com que seus corpos mudam durante a puberdade.

Essa é a primeira evidência de que a circunferência do pulso é altamente correlacionada com resistência à insulina. Como a circunferência do pulso é facilmente medida, se o trabalho for confirmado por estudos futuros, o perímetro do punho pode ser usado para prever a resistência à insulina, e consequentemente o risco de doença cardiovascular.

Os pesquisadores mediram a circunferência do pulso das crianças manualmente, com uma fita métrica (de pano). Um subgrupo de 51 crianças também foi submetido a uma técnica de imagem chamada de ressonância nuclear magnética, para medir precisamente suas áreas ósseas versus áreas de gordura dos pulsos. Todas as crianças foram submetidas a exames de sangue para medir seus níveis de insulina e quantificar sua resistência à insulina.

A análise do grupo inteiro indicou que o perímetro do punho representa 12% da variação na resistência à insulina e nos níveis de insulina. A análise de imagens indicou que o tamanho do osso do pulso é responsável por 17% da variação de resistência à insulina.

Os pesquisadores descobriram que a correlação entre a secção transversal dos ossos do punho e a resistência à insulina é muito mais forte do que a correlação entre o índice de massa corporal (IMC) e os níveis de insulina ou resistência à insulina (o IMC é um valor numérico de peso e altura usado clinicamente para avaliar o peso de uma pessoa).

Vários estudos recentes afirmam que altos níveis de insulina no sangue estão associados com aumento da massa óssea. A maneira com que a insulina pode agir como um fator de crescimento tornou-se mais clara com a descoberta do fator 1 de crescimento símile a insulina, um hormônio com estrutura química similar à insulina que regula a produção de células ósseas.

A circunferência do pulso pode ser um marcador para metabolismo ósseo aumentado na presença de altos níveis de insulina. Se assim for, a circunferência do punho pode ser uma ferramenta segura para averiguar o risco das crianças e adolescentes.

Segundo os cientistas, uma das grandes prioridades da prática clínica atual é a identificação de jovens em risco aumentado de resistência à insulina, por isso a nova descoberta pode ser muito útil

Fonte: http://hypescience.com/tamanho-do-pulso-pode-detectar-jovens-com-risco-de-doenca-cardiovascular/

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Fibras na alimentação


O que são fibras ?

Fibras são todos os polissacarídeos vegetais da alimentação e são encontradas apenas em plantas. Portanto, os alimentos de origem animal como carnes, ovos e laticínios não contêm fibras.


Existem vários tipos de fibras e elas são separadas em duas classes, conforme a solubilidade em água:
1) Fibra solúvel;
2) Fibra insolúvel.

Ambas possuem benefícios diferentes à saúde e devem ser consumidas diariamente.


A fibra insolúvel serve para formar massa fecal, estimula o peristaltismo intestinal, contribui para o transporte do bolo alimentar até o reto, evitando a prisão de ventre.

As fibras solúveis são de maior importância para o diabético e para portadores de dislipidemia (aumento do colesterol ruim (LDL) ou dos triglicérides ou diminuição do colesterol bom(HDL)),  pois podem retardar a absorção de glicose, reduzir a concentração de glicose no sangue, aumentar a sensibilidade à insulina, provocar sensação de saciedade e diminuir a absorção das gorduras. Elas são encontradas em frutas, hortaliças, leguminosas, sementes, aveia, farelo de aveia e etc.

As fibras auxiliam tanto a prevenir o diabetes melitus quanto a estabilizar os níveis glicêmicos de pessoas que já possuem a doença. Para isto, as fibras solúveis são as mais recomendadas, pois, no estômago elas formam géis viscosos que atrasam a absorção da glicose (vinda principalmente dos alimentos fontes de carboidratos), deixando mais lenta a passagem da glicose do estômago para a circulação sangüínea. Isto leva o pâncreas a liberar quantidades pequenas de insulina para a absorção da glicose, não provocando uma hipoglicemia pós – prandial.

As fibras solúveis são um método natural de controlar a secreção de insulina pelo pâncreas. Dentro desta classificação, estão: As frutas, a aveia, a cevada, as leguminosas (entre estas, a lentilha, o feijão, o grão-de-bico, a ervilha) e as hortaliças.Evitar o consumo de sucos de frutas naturais e preferir o consumo das frutas in natura, em um grau intermediário de maturação, é uma excelente escolha. Normalmente no preparo dos sucos se perde grande parte das fibras contidas nas frutas, além de proporcionarem um consumo de maiores quantidades de frutas de uma vez só, o que não é aconselhável para o controle glicêmico.


Deve-se ingerir de 20g a 40g diárias de fibra, sendo que 6g a 12g de fibra solúvel.

Vejamos o exemplo, ao se ingerir por dia:
1 banana - temos 0,5g de fibra solúvel
1 laranja - 0,3g de fibra solúvel
1 pêra - 0,4g de fibra solúvel
4 colheres de sopa de abóbora - 0,5g de fibra solúvel
4 colheres de sopa de vagem - 0,4g de fibra solúvel
4 colheres de sopa de brócolis - 0,3g de fibra solúvel
2 pães franceses - 0,8 g de fibra solúvel
2 colheres de sopa cheia de farelo de aveia - 3g de fibra solúvel
Totaliza-se 6,2g de fibra solúvel.

Como vimos a cima, se engana quem ainda pensa que comer fibra só é importante para não ter prisão de ventre.  A mais importante descoberta nos últimos anos é que a dieta rica em vegetais e frutas (e consequentemente em fibras, antioxidantes e micronutrientes bioativos) está associada com uma redução no risco da maioria dos cânceres e de inúmeras doenças como ateroesclerose, obesidade, diabetes, cistite de repetição, alterações hormonais e uma flora intestinal saudável, protetora.

A alimentação do homem está se tornando cada dia mais deficiente em fibras apesar de ser tão fácil de obter 20 a 40g diariamente, que é o recomendado, através da dieta. A fibra alimentar prolonga a saciedade, aumenta o peso e o volume das fezes, melhorando o funcionamento do intestino, ajudando a eliminar a gordura da dieta e retardando a absorção da glicose. Uma dieta rica em fibras é eficiente também para a prevenção das hemorróidas, da doença diverticular e do câncer de cólon. Um intestino lento, com fezes duras e pequenas é o ambiente perfeito para desenvolver um problema inflamatório intestinal e uma flora intestinal patogênica.

As fibras fazem parte das membranas das células das plantas, é o esqueleto do vegetal. Elas são constituídas por celulose, hemicelulose, lignina, pectina, gomas e mucilagens que não são digeridas e nem absorvidas, portanto podem ser consumidas em grandes quantidades. A maioria das pessoas costumam comer  granola no café da manhã para aumentar o aporte diário de fibras. As granolas geralmente contêm cereais, açúcar mascavo, frutas oleaginosas e frutas secas, que se não foram guardadas adequadamente e consumidas logo, podem favorecer o aparecimento de fungos (mofo), aí é mais um problema para o organismo.

Como as fibras são encontradas em maior quantidade nas frutas (polpa e casca), nas hastes e folhas de todos os vegetais, sementes, legumes, verduras e cereais integrais, não é preciso recorrer somente às granolas matinais como única fonte alimentar. Nós não temos o hábito de consumir casca nem folhas de alguns vegetais embora neles esteja a maior quantidade de fibras.

De maneira geral 100 g de legumes e verduras contém mais fibras que 100 g de frutas. Para se obter a quantidade diária necessária, o melhor é distribuir o seu consumo ao longo do dia.

Dica 1: No café da manhã
Durante o café da manhã não pode faltar uma fruta e se possível adicione ao suco, leite ou iogurte, uma colher de sopa de aveia, kinua, amaranto ou alguma fruta oleaginosa como castanha do Pará, nozes ou amêndoas. Ao invés de achocolatado, acrescente cacau em pó, 1 colher de sopa fornece aproximadamente 2g de fibras.

Dica 2: As frutas mais "fibrosas"
As frutas em geral contêm muitas fibras, porém eu costumo recomendar comer algumas destas pela manhã: banana da terra cozida, manga, abacaxi, laranja, tangerina, maçã (com casca), pêra (com casca), abacate, morango, figo, ameixa, jabuticaba.

Dica 3: No almoço e jantar
Nessas duas refeições o repertório é muito grande, porque qualquer alimento natural é uma boa fonte de fibras. O feijão não pode faltar, assim como uma boa salada de alface, repolho, agrião, rúcula, tomate, vagem, brócolis, couve flor, cebola e ervilha, só aí já conseguimos alcançar a meta diária. Cogumelos do tipo shiitake podem ser facilmente encontrados na forma desidratada em qualquer bom supermercado. Deixá-los na água, para hidratar, durante 20 minutos e depois adicioná-los em sopas pode adicionar 3 g de fibras na sua dieta. Todos os legumes e verduras podem e devem ser consumidos regularmente e em grandes quantidades, porque não engordam e diminuem a necessidade de ingerir o que não traz benefícios para o organismo.

Recentemente um estudo acompanhou por 9 anos, aproximadamente 400 mil pessoas entre 50 e 71 anos de idade e evidenciou uma forte associação entre uma dieta rica em fibras e uma vida longa. Especificamente, os participantes do estudo que adotavam uma dieta rica em grãos integrais, frutas e vegetais (até 29g de fibra por dia para os homens, 26g para as mulheres) apresentaram 22 por cento menos probabilidade de morrer após nove anos do que os que comiam menos fibra (13g e 11g por dia), de acordo com o estudo, publicado no "Archives of Internal Medicine".

As pessoas do grupo que consumia bastante fibra tiveram menos probabilidade de morrer de doença cardiovascular, infecciosa ou respiratória. Uma dieta rica em fibras também esteve associada a menos casos de morte por câncer em homens, mas não em mulheres. O baixo índice de mortes foi associado a uma dieta rica em fibras consumidas através de grãos integrais, disse o principal autor do estudo, Yikyung Park, cientista do Instituto Nacional de Câncer. "Uma das nossas descobertas foi que a fibra tem propriedades anti-inflamatórias", disse Park, acrescentando que os grãos também são ricos em vitaminas, minerais e elementos químicos benéficos.

As pessoas que consumiram mais fibra em geral eram mais saudáveis, mais instruídas e mais ativas fisicamente, como observaram os autores. Mas o estudo ajustou essas diferenças. No começo do estudo, todos os participantes preencheram questionários sobre o consumo de alimentos, com 124 itens. Nove anos depois, 20.126 homens e 11.330 mulheres tinham morrido.

Um outro  estudo evidenciou o papel das fibras solúveis na redução do risco de inflamações associadas ao sobrepeso e obesidade. Como já dito acima, este tipo de fibra pode ser encontrado principalmente  na aveia, maçãs, alguns tipos de nozes e vários cereais matinais. Além da redução da inflamação o estudo evidenciou uma melhora do sistema imunológico.

“A fibra solúvel muda as células do sistema imunológico – elas mudam de células pró-inflamatórias para células anti-inflamatórias com propriedades curativas que nos ajuda sarar mais rapidamente das infecções”, diz Gregory Freund, pesquisador da Universidade de Illinois, EUA. Isso acontece, explica o pesquisador, porque a fibra solúvel aumenta a produção de uma proteína anti-inflamatória chamada interleucina-4. O estudo, publicado no periódico Brain, Behavior and Immunity, acompanhou a evolução de modelos animais por seis semanas e observou como o sistema imunológico das cobaias respondia a uma infecção bacteriana.

“Após duas horas do início da infecção, os animais que haviam consumido mais fibras tinham apenas metade dos sintomas da doença e acabaram se recuperando na metade do tempo dos outros”, diz Christina Sherry, outra pesquisadora envolvida no estudo. “Em apenas seis semanas o sistema imunológico desses animais mudou radicalmente.”

Autor: Dr. Frederico Lobo

Artigo adaptado do texto postado pela  Dr. Jane Corona - Nutróloga com prática em ortomolecular em seu blog: http://janecorona.blog.uol.com.br/