quinta-feira, 23 de setembro de 2021

'Chip da beleza': implante hormonal não tem aprovação das Sociedades médicas oficiais, pode alterar o clitóris e mudar a voz

Para ler a reportagem acessehttps://g1.globo.com/bemestar/viva-voce/noticia/2021/09/22/chip-da-beleza-implante-nao-tem-aprovacao-pode-alterar-o-clitoris-e-mudar-a-voz-veja-10-pontos.ghtml

Os primeiros níveis de colesterol são importantes para eventos de vida posterior


Quatro estudos de coorte juntos aumentam as evidências de risco semelhante ao "pack-year"

A exposição ao colesterol LDL (LDL-C) na idade adulta mais jovem previu eventos cardiovasculares posteriores, independentemente do colesterol na meia-idade, mostraram grandes coortes observacionais.

A doença cardíaca coronariana se correlacionou significativamente com LDL-C cumulativo (HR 1,57, P=0,01 para tendência), bem como LDL médio ponderado no tempo (HR 1,69, P<0,001 para tendência) em quatro estudos e uma mediana de 16 anos de acompanhamento.

O risco foi visto tão baixo quanto 100 mg/dL, muito abaixo dos limiares atuais de tratamento, Yiyi Zhang, PhD, do Columbia University Medical Center, em Nova York, e colegas relataram na JAMA Cardiology.

“Os achados sugerem que a manutenção de um nível ideal de LDL-C durante a idade adulta jovem e média pode minimizar o risco ao longo da vida de doenças cardiovasculares ateroscleróticas", concluíram os pesquisadores.

As diretrizes de colesterol recomendam estatinas para adultos jovens com idades entre 20 e 39 anos abaixo de um LDL de 190 mg/dL somente quando há histórico familiar de doença cardiovascular aterosclerótica prematura, diabetes de longa data ou múltiplos fatores de risco.

Os achados "sugerem que o paradigma atual endossado por diretrizes de adiar o tratamento de elevações leves e moderadas dos níveis de LDL-C em adultos jovens não apenas perde uma oportunidade crítica de prevenção, mas também permite desnecessariamente que o risco relacionado a lipídios se acumule por décadas", escreveu Ann Marie Navar, MD, PhD, do Centro Médico

O conceito é semelhante aos anos-maço de tabagismo, observaram em um editorial que acompanha o artigo. 

Isso não é surpresa, "ainda que exatamente quando começar a terapia hipolipemiante não foi bem demarcado. Lesões ateroscleróticas se desenvolvem lentamente ao longo de muitos anos, se não décadas."

Navar e Fonarow concluíram que "se a comunidade clínica pode apoiar o tratamento da hipertensão no início da vida para prevenir os riscos a longo prazo de pressão arterial elevada, os achados do estudo de Zhang et al. sugerem que um paradigma semelhante deve ser considerado para o LDL-C".

O estudo incluiu 18.288 participantes de quatro estudos: Estudo de Risco de Aterosclerose em Comunidades, Estudo de Desenvolvimento de Risco de Artéria Coronariana em Adultos Jovens, Framingham Heart Study Offspring Cohort e o Estudo Multiétnico de Aterosclerose.

A inclinação do LDL-C não foi associada à doença coronariana após o ajuste para os níveis de LDL de meia-idade, escreveram os pesquisadores, "provavelmente porque em um determinado nível de LDL-C durante a meia-idade, os indivíduos que atingiram uma inclinação mais íngreme podem ter uma área menor sob a curva ou exposição cumulativa ao LDL-C.

Não foram observadas associações com o risco de acidente vascular cerebral isquêmico ou insuficiência cardíaca, embora esses desfechos sejam menos frequentes do que os desfechos da doença coronariana, que estavam significativamente ligados ao risco.

Os pacientes incluídos tinham duas ou mais medidas de LDL-C com pelo menos 2 anos de intervalo entre 18 e 60 anos, com pelo menos uma na meia-idade entre 40 e 60 anos. 

Os participantes foram acompanhados por uma mediana de 16 anos a partir de sua visita índice com uma idade mediana de 56 anos.

As limitações do estudo incluíram o uso de imputação múltipla para estimar exposições a longo prazo ao LDL-C, porque os estudos de coorte tinham faixas etárias de matrícula restritas sem medição direta dos níveis de LDL-C durante a idade adulta jovem e média.

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quarta-feira, 22 de setembro de 2021

E-books de Nutrologia e apadrinhamento

Abaixo são os e-books que comercializo no meu site: www.provadetitulodenutrologia.com.br

Como tudo começou ?

Em 2010 quando comecei o consultório percebi que não conseguiria passar todas as informações necessárias para os pacientes apenas dentro da consulta/retorno. Então criei um pacote com textos aqui do Blog (sim, o Blog existe desde 2010). 

Enviava esse pacote para todos os pacientes. Até que em 2011 já atendendo em Brasília, a Isis Moreira (@moreira.isis) a nutricionista que trabalhava comigo me sugeriu criar um e-book. Então elaborei a primeira edição do E-book de hábitos saudáveis de vida. Posteriormente fui escrevendo novos e-books e atualizando o conteúdo dos antigos. 

Em 2014 comecei a estudar para a prova de título de Nutrologia. Sempre gostei de estudar fazendo resumo e elaborando questões. Gosto tanto de resumos que tenho meus resumos de faculdade encadernados e ocupando um grande espaço da minha biblioteca. 

2015 e 2016 fui criando resumos (flashcards) pra memorizar tudo que tinha estudado e em 2017 disparei a fazer muitos flashcards, já que a matéria é muito extensa. Por fim acabei elaborando um grande banco de questões.

Prestes a ser aprovado na prova, um amigo muito sábio e experiente me disse: 
"-Já pensou em vender esses materiais, com senha criptografada?". 

Eu tinha pensado nisso mas parecia algo muito difícil de fazer. Então ele sugeriu que primeiro que escrevesse um e-book contando qual foi a Metodologia que utilizei para passar bem colocado na prova. Daí nasceu o e-book: Metodologia de estudos para a prova de título de Nutrologia. A Isis então disse: atualize anualmente. Assim tenho feito. O e-book foi um sucesso de vendas e então tomei coragem de transformar os flashcards e banco de questões em um PDF com senha. 

Fiz inúmeras vendas e acabei conhecendo a Dra. Amanda Weberling. Ela tinha acabado a residência de Nutrologia na USP mas queria ter o título de Nutrologia, mesmo não precisando. Comprou meu material e posteriormente a convidei para ser minha sócia nas vendas. Ela atualizou boa parte dos flashcards e me ajudou a ampliar o banco de questões. 




Nessa mesma época criamos o MENUTRO, que é um programa de mentoria preparatório para a prova de título. Com duração de 12 meses. Foi um sucesso, alto índice de aprovação. 

Meses antes a Isis Moreira me sugeriu: o que você acha de preparar um e-book ensinando o beabá da Nutrologia. Explicando o que é a Nutrologia, como iniciar a jornada, começar consultório e etç. Pensei: dificilmente alguém pagará por um e-book assim. Eu me enganei e hoje o Tô na Nutro é um sucesso de vendas. A grande maioria dos meus afilhados foram no começo clientes e que posteriormente se tornaram amigos e me auxiliam muito. Aprendo muito ensinando-os. Discutindo casos clínicos. 

Em 2019 repetimos a mentoria e novamente foi um sucesso, várias aprovações e muitas vendas de e-books. 

Em 2020 encerramos a mentoria paga e fizemos gratuitamente para alguns afilhados. Deixei a venda dos flashcards e questões com a Amanda e fiquei cuidando apenas dos e-books. 

Em 2021 atualizei o e-book: Metodologia de estudo para a prova de título, o Tô na Nutro e agora e criei o e-book: Quero ser Nutrólogo. Um e-book voltado para acadêmicos de Medicina. 

Além disso escrevi inúmeros outros e-books durante a pandemia.

Abaixo a lista dos e-books e o que tem em cada um deles.


E-book: Quero ser Nutrólogo - Guia para médicos 
Esse e-book é diferente da versão gratuita disponível para Download em eu site www.nutrologogoiania.com.br
A quem se destina: E-book voltado para aqueles que desejam ser especialista em Nutrologia mas não sabe por onde começar. Nele você aprenderá sobre:
1) A História da especialidade Nutrologia
2) O que faz um médico nutrólogo?
3) Baseado nisso, em quais estabelecimentos um médico Nutrólogo poderia atuar? Em quais áreas poderia adentrar?
4) Quais doenças e situações o Nutrólogo pode auxiliar?
5) Por que a especialidade está em alta e há tantos Nutrólogos?
6) Quero ser Nutrólogo, como fazer? O modus operandis tanto para acadêmicos de Medicina quanto para médicos. 
7) Prova de título de Nutrologia (TEN) - Estou apto a prestar a prova de título, e agora?
8) Não tenho título, fiz pós-graduação e quero atuar como Nutrólogo, posso?
9) Prós e contras de ser Nutrólogo
10) Será que a Nutrologia é para você?
11) Como é o mercado da Nutrologia?
12) Roll de procedimentos em Nutrologia
Atenção: esse e-book não é voltado para a prova de título. O e-book indicado é o Metodologia de estudos para a prova de título de Nutrologia. 




E-book : Tô na nutro e agora ?
A quem se destina: A todos aqueles que estão começando uma pós-graduação de Nutrologia. 
O que você encontrará:
Onde há residências e Estágios oficiais em Nutrologia no Brasil.
Quais são os pré-requisitos para a prova de título, como funciona a prova de título de Nutrologia e como adquirir os pontos para alcançar os 30 pontos de currículo. Quais cursos fazer. Quais os melhores métodos de estudo baseado em evidências.
Quais livros adquirir para aprender o beabá da Nutrologia.
Quais cursos fazer para aprender os principais temas da Nutrologia e ter segurança para atuar no consultório.
Como foi a minha caminhada até chegar na Nutrologia e as dificuldades que encontrei até formar uma carteira de pacientes.
Começou consultório: Plano de saúde x Particular? Pessoa física x Pessoa jurídica? Reembolso.  Preço x Valor. Agregando valor à consulta.
Dicas de como criar um ambulatório de Nutrologia no SUS da sua cidade. Um projeto em .doc todo detalhado, pronto para você utilizar.
Quais as melhores técnicas de estudo para aprender Nutrologia para o dia-a-dia e estudar para a prova de título.
Como encantar o paciente desde o pré-consulta ao pós-consulta, dentro da ética e sem ser apelativo. 
O que fazer na prática clínica: dentro da ética médica e da legalidade.
O que não fazer na prática clínica: pois fera a ética médica e código penal.
Dicas de como empreender em redes sociais, de forma ética e eficaz. Como funciona o algoritmo do facebook e do instagram.
Reputação em redes sociais, número de seguidores e métricas da vaidade. Por que número de seguidores não tem importância e não faz conversão em pacientes no consultório.
Como organizar postagens em Instagram, Facebook, Sites. Quais cursos fazer para aprender mais sobre mídias digitais e empreendedorismo digital. Uma tabela em excel que vai organizar completamente a sua vida digital.
Como encontrar um Nutricionista da sua confiança para que ele possa acompanhar quinzenalmente os seus pacientes. Como elaborar um encaminhamento completo, de fácil compreensão para o Nutricionista. Um modelo prático, simples e rápido de ser preenchido, sem que nada passe desapercebido e o Nutricionista da sua confiança possa fazer um plano com todos os itens que você como médico julga necessário.
Como encontrar o seu nicho de pacientes e ser feliz na medicina.
Como é o meu prontuário de Obesidade/Sobrepeso, além de uma prática e rápida para atendimento de obesidade e sobrepeso ( a que utilizo no ambulatório do SUS).
Como é o meu prontuário eletrônico.
Recordatório alimentar funcional de 7 dias, por mim criado, baseado em estratégias da Nutrição comportamental.
Como fazer um exame físico praticamente completo em menos de 15 minutos.
Orientações pré-consulta por mim criadas, com a finalidade de agilizar o seu atendimento mas sem perder a qualidade.
Roteiro para a solicitação de exames de forma racional e assim evitar conflito com os planos de saúde.
Uma série de 10 lâminas nutrológicas educativas para facilitar a compreensão e adesão do paciente no tratamento da obesidade.
Orientações de preparo pré-bioimpedância.
Link para download do Manual de Publicidade Médica, Manual de Prescrição Médica.
Brinde 1: Acesso a um grupo secreto no facebook chamado Nutrologia Brasil (criado em 2014). No qual postamos notícias, guidelines e artigos em Nutrologia. É preciso ter facebook.
Brinde 2: Acesso ao grupo secreto do Telegram chamado NutroPDFS no qual postamos artigos da área. É preciso ter telegram.
Atenção: O e-book consiste em um arquivo em PDF com senha criptografada e intransferível. Na sendo permitido impressão dos arquivos, cópia dos textos. Ele é enviado via e-mail (hospedado no one-drive) com a senha e em outros e-mails os arquivos anexos. Os arquivos somente podem ser lidos on-line (dentro do one-drive), não sendo possível o download do arquivo ou impressão. 
A aquisição desse e-book é pré-requisito para tentar a vaga de apadrinhamento. 

Depoimentos








E-book: Metodologia de estudo para a prova de título de Nutrologia de 2021
A quem se destina: esse e-book é voltado para quem deseja se preparar para a prova de título de Nutrologia de maneira antecipada, estudando todos os temas do edital de 2021.  É um e-book que comercializo desde 2018 e venho atualizado anualmente baseado no edital da prova de título do respectivo ano. 
Nele você aprenderá:
Como é o edital da prova de título de Nutrologia, quais os pré-requisitos baseado no edital de 2021.
Como adquirir os pontos de currículo e o que pontua.
Como é a distribuição da prova objetiva, subjetiva e oral. 
Quais livros adquirir e ler por completo para se preparar para a prova.
Quais cursos fazer para se preparar melhor.
Onde há residência e estágios em Nutrologia no Brasil, para que você consiga ter os pré-requisitos para prestar a prova de título de Nutrologia
Como montar um cronograma no qual ao longo de 9 meses você estude toda a matéria do edital.
Quais as melhores técnicas de estudo, para fixar melhor a densa matéria de Nutrologia e assim se preparar para a prova de título de Nutrologia
Quais guidelines e consensos você deve baixar na internet, pois tem chances de cair na prova de título de Nutrologia
Meu cronograma de estudo que utilizei para passar na prova. 
Quais os quase 200 sub-temas que podem cair na prova de título. Por onde estudar cada um dos sub-temas. Atualizei em 2021, com alguns novos materiais. Link para baixar guidelines, diretrizes, artigos.
Duração do cronograma: 9 meses de estudo.
Atenção: Esse e-book não inclui o banco de questões e flashcards. 


O banco de questões e flashcards está com a venda suspensa até 2022 pois estamos atualizando todo o material.





E-book nº1: Nutrologia básica e descomplicada para Leigos. Arquivo em PDF (41 páginas apresentando os nutrientes que nosso corpo necessita, suas funções e como eles podem nos auxiliar a ter uma saúde mais equilibrada). Todos meus pacientes ganham esse e-book.
Autor: Dr. Frederico Lobo

E-book nº2: Dicas de um Nutrólogo para melhorar seus hábitos de vida. Arquivo em PDF (36 páginas com dicas para aprimorar os seus hábitos de vida: alimentação, atividade física, sono, relações interpessoais, manejo do estresse). Todos meus pacientes ganham esse e-book.
Autor: Dr. Frederico Lobo

E-book nº3: Mindful eating. Arquivo em PDF (40 páginas descrevendo técnicas para aprender a se alimentar de forma mais consciente e plena. Técnicas aplicadas em consultório ao longo de 8 anos e com bons resultados). Todos meus pacientes ganham esse e-book.
Autor: Dr. Frederico Lobo

E-book nº 4: Virei vegetariano e agora ? O que todo vegano, vegetariano, ovolactovegetariano necessita saber para evitar carências nutricionais. Autores: Dr. Frederico Lobo e Dr. Rodrigo Lamonier

E-book nº 5: Diabetes gestacional: manual de orientações nutrológicas. Autores: Dr. Frederico Lobo e Dr. Rodrigo Lamonier

E-book nº 6: Abordagem Low Fodmap: o que é, indicações e como otimizar resultados. Autores: Dr. Frederico Lobo e Dr. Rodrigo Lamonier

E-book nº 7: Sou diabético tipo 2, e agora ?
Autores: Dr. Frederico Lobo e Dr. Rodrigo Lamonier

E-book nº 8: Medidas simples que evitam dor na coluna
Autores: Dr. Maurício Pessoa Filho (Médico Ortopedista), Dr. Paulo Corá (Médico Ortopedista), Dr. Frederico Lobo (Médico Nutrólogo), Dr. Pedro Prudente (Médico do Esporte e acupunturista), Rodrigo Lamonier (Nutricionista e Profissional da Educação física), Márcio José de Souza (Profissional da Educação física)

E-book nº 9: Prevenção da Osteoporose e seu tratamento
Autores: Dr. Maurício Pessoa Filho (Médico Ortopedista), Dr. Paulo Corá (Médico Ortopedista), Dr. Frederico Lobo (Médico Nutrólogo), Dr. Pedro Prudente (Médico do Esporte e acupunturista), Rodrigo Lamonier (Nutricionista e Profissional da Educação física), Márcio José de Souza (Profissional da Educação física). Em Andamento - Previsão para 2022

E-book nº 10: Prevenção da artrose e seu tratamento
Autores: Dr. Maurício Pessoa Filho (Médico Ortopedista), Dr. Paulo Corá (Médico Ortopedista), Dr. Frederico Lobo (Médico Nutrólogo), Dr. Pedro Prudente (Médico do Esporte e acupunturista), Rodrigo Lamonier (Nutricionista e Profissional da Educação física), Márcio José de Souza (Profissional da Educação física). Em Andamento - Previsão para 2022

E-book nº 11: Mitos em saúde (projeto no qual sou o organizador e conto com a colaboração de 42 especialistas: Nutrólogos, Endocrinologistas, Médicos do Esporte, Cirurgiões gerais e Gastroenterologistas). Em Andamento - Previsão para 2022

E-book nº 12: Sete exercícios de autocuidados: técnicas para redução de estresse e promoção de bem-estar, utilizando o próprio corpo.
Autores: Dr. Frederico Lobo e mais 5 psicólogos.

E-book nº 13: Sobrepeso e obesidade – Do diagnóstico ao tratamento. Uma visão global de uma das maiores pandemias do século.
Autores: Dr. Frederico Lobo (Nutrólogo), Dra. Natalia Jatene (Endocrinologista), Rodrigo Lamonier (Nutricionista e Profissional da Educação Física),  Márcio José de Souza (Profissional da educação física), Dr. Leandro Houat (Médico de família e comunidade). Em Andamento - Previsão para 2021

E-book nº 14: Fibromialgia: uma visão multidisciplinar
Autores: Dr. Maurício Pessoa Filho (Médico Ortopedista), Dr. Paulo Corá (Médico Ortopedista), Dr. Frederico Lobo (Médico Nutrólogo), Dr. Pedro Prudente (Médico do Esporte e acupunturista), Rodrigo Lamonier (Nutricionista e Profissional da Educação física), Márcio José de Souza (Profissional da Educação física). Em Andamento - Previsão para 2022

E-book nº 15: Hipertrofia muscular – O essencial para você alcançar os seus objetivos. Visão multidisciplinar. 
Autores: Dr. Frederico Lobo (Nutrólogo), Rodrigo Lamonier (Nutricionista e Profissional da Educação Física),  Márcio José de Souza (Profissional da educação física), Dr. Leandro Houat (Médico de família e comunidade) e Dr. Vinicius Valença (Médico generalista), Dr. Lucas Vaz (Médico residente de Nutrologia). Em Andamento - Previsão para 2022

Apadrinhamento

Durante a faculdade um professor de Patologia (Dr. José Rigotti di Faria) criou um projeto denominado: "Projeto afilhado" que consistia em veteranos adotarem calouros. Como eu era monitor de patologia, acabei adotando logo cinco e a lista foi só aumentando. 

Já na Nutrologia a idéia de apadrinhamento surgiu de forma despretensiosa durante a Mentoria para a prova de título. Como acompanhei durante vários meses vários mentorandos e amigos, acabei criando vínculo e desenvolvendo uma relação paternal. 

Percebi que eu saia ganhando pois tinha que estudar para sanar as dúvidas deles e percebi que adotando médicos poderia evitar que eles seguissem caminhos tortuosos dentro da Nutrologia. Tirei vários do "dark side" e eles são muito gratos por isso. Por fim acabei percebendo que quando se auxilia alguém, o universo te manda em dobro. Quando se auxilia um outro médico, você amplifica a sua capacidade de auxiliar o mundo, pois esse médico estará auxiliando outras pessoas com o seu ensinamento. Então sempre frisei para os afilhados: ajudem outros, só assim o mundo transforma. O sol nasceu para todos. Cada profissional tem um jeito particular de atender e receberá justamente os pacientes que ele merece. 

Então semestralmente abro vagas para estudantes de Medicina e para Médicos que querem trilhar o caminho da Nutrologia. Um dos pré-requisitos é adquirir algum dos e-books e eu aplicar um questionário longo para conhecer melhor a índole da pessoa. 

No momento meus afilhados são:
  1. Dra. Adrielly Cunha - Médica em Goiânia - GO - @adriellyocunha
  2. Dr. Anderson Contaifer - Medico especialista em Clínica médica em Vitória - ES - @drandersonconfaifer
  3. Dr. Alexandre Matos - Nutrólogo em Salvador - BA - @alexandrenogueiramatosalex/
  4. Cleber Matos - Estudante de Medicina em Salvador - BA
  5. Dr. Diego Rima - Médico em Fortaleza - CE - @diego_rima
  6. Dr, Glêyson Martins - Médico em São Paulo - SP - @gleysonmartins
  7. Dr. Gustavo Butzge Rubenick - Médico em Brasília - DF - @gustavorubenich
  8. Dr. Hugo Barucci - Médico em São Paulo - SP - @drhugobarucci
  9. Dr. Jhonny Willians - Médico Endocrinologista em Maceió - AL - @drjhonywgusmao
  10. Dr. Jhones Carneiro - Médico em Guanambi - BA - @jhonescarneiro
  11. Dr. Juliane Arndt - Médica especialista em Clinica médica em São Paulo - SP - 
  12. Dr. Laura Pereira - Médica em Atibaia - SP - @dralaura.pereira
  13. Dr. Leandro Houat - Médico de Família e Comunidade em Jaraguá do Sul - SC - @drleandrohouat
  14. Lucas Jacob - Acadêmico de Medicina em Mafra - SC.
  15. Márcio José de Souza - Profissional da Educação física e futuro nutricionista em São João do Itaperiú - SC. 
  16. Dra. Rafaela Fontenelle - Médica endocrinologista em São Paulo - SP - @rarafaelafontenele
  17. Dr. Ricardo Lima - Médico em São Luiz - MA - @ricarddolima_
  18. Dr. Rodrigo Serrano - Médico em Maceió - AL - @odserranoandrade/
  19. Dr. Paulo Victor Quinan - Médico Residente de Clínica Médica -  Goiânia - GO
  20. Dr. Pedro Paulo Prudente - Médico do Esporte e Acupunturista em Goiânia - GO - @vivamelhorsemdor
  21. Dr. Waldimiro Lacerda  - Médico em Feira de Santana - BA - @drwaldimirolacerda
  22. Dr. Vinicius Valença - Médico em Recife - PE - @vinicius_valenca

sexta-feira, 17 de setembro de 2021

O risco da comida "torradinha"

Os produtos de glicação avançada (AGEs, do inglês, advanced glycation end-products) são formados por meio da reação de glicação não enzimática de escurecimento, também conhecida como reação de Maillard. Trata-se de uma grande variedade de substâncias formadas a partir de interações amino carbonilo, entre açúcares redutores ou lipídios oxidados e proteínas, aminofosfolipídeos ou ácidos nucléicos. 

Os principais AGEs formados no organismo são: carboximetil-lisina, carboxietil-lisina, pentosidina, pirralhinha e dímeros de glioxal e metilglioxal.

O risco da comida "torradinha"

O acúmulo de produtos de glicação avançada (AGEs) nos tecidos e órgãos pode causar complicações graves e promover o desenvolvimento/progressão de diversas doenças, como complicações vasculares, sarcopenia e piora da função renal. ⁣
Hoje vamos falar de mais uma problema de saúde que pode estar associado aos AGEs: o câncer! ⁣
Foi sugerido que o acumulo de AGEs leva a complicações associadas ao câncer, sendo a agregação proteica (interação anormal entre proteínas causada por mudanças estruturais) um dos principais mecanismos envolvidos. ⁣
Os AGEs são metabólitos altamente reativos que, além de gerar respostas inflamatórias e estresse oxidativo, causam disfunção e modificações estruturais nas proteínas. Essas modificações podem afetar, por exemplo, a proteína p53, que é supressora de tumor, além de outras importantes reguladoras de processos celulares (como a p63 e p73). Proteínas mutadas aumentam sua capacidade de se agregar, facilitando o processo de agregação proteica. ⁣
Além disso, devido a falta de oxigênio, os tumores tendem a depender principalmente do metabolismo anaeróbico da glicose. Para compensar esse suprimento de energia ineficiente, os tumores apresentam uma taxa mais alta de captação de glicose e glicólise, o que leva ao aumento da formação de AGEs e aumenta ainda mais a progressão do câncer, criando um ciclo vicioso que se retro-alimenta. ⁣
A associação entre AGEs, agregação de proteínas e progressão de tumores é suportada por estudos que identificaram agregados proteicos e maior expressão de receptores de AGEs (RAGEs) em biópsias de tumores humanos, sendo estes associados positivamente a maior atividade metastática em experimentos com células cancerígenas. ⁣
Portanto, conclui-se que o acúmulo de AGEs está relacionado ao aumento da resposta inflamatória e da agregação proteica, processos que parecem desempenhar um papel importante na formação e progressão de tumores.

Autor: Prof. Valentim Magalhães - Nutricionista

Referência: Haque E, Kamil M, Hasan A, et al. Advanced glycation end products (AGEs), protein aggregation and their cross talk: new insight in tumorigenesis. Glycobiology. 2019;30(1):49-57. doi:10.1093/glycob/cwz073

A nova ciência sobre como queimamos calorias

Como isso poderia mudar nossa compreensão sobre, para começar, doenças crônicas, envelhecimento e obesidade?

É simples, muitas vezes nos dizem: Tudo o que você precisa fazer para manter um peso saudável é garantir que o número de calorias que você ingere permaneça igual ao número de calorias que você gasta. Se você ingerir mais calorias ou energia do que usa, você ganha peso; se a saída for maior que a entrada, você o perde.  Mas, embora estejamos frequentemente conscientes de que queimamos calorias quando estamos malhando, 55 a 70 por cento do que comemos e bebemos na verdade serve para alimentar todas as reações químicas invisíveis que ocorrem em nosso corpo para nos manter vivos. 

“Pensamos no metabolismo apenas como um exercício, mas é muito mais do que isso”, diz Herman Pontzer, professor associado de antropologia evolutiva na Duke University.  

“É literalmente o total de quão ocupadas suas células estão ao longo do dia.”  Descobrir o gasto total de energia informa quantas calorias você precisa para se manter vivo. Mas também informa “como o corpo está funcionando”, diz Pontzer. “Não há medida mais direta disso do que o gasto de energia.”

Embora os cientistas venham estudando o metabolismo por pelo menos um século, eles não foram capazes de medi-lo com precisão suficiente - em condições do mundo real, em um número suficiente de pessoas, em uma faixa de idade ampla o suficiente - para ver como ele muda ao longo da vida humana  período. É claro que quanto maior uma pessoa é, mais células ela tem e, portanto, mais calorias totais ela queima por dia. Mas tem sido muito mais difícil avaliar se variáveis ​​como idade, sexo, estilo de vida e doença influenciam nossa taxa de gasto de energia. 

Essa falta de dados levou a suposições enraizadas na experiência pessoal: por exemplo, que mudanças hormonais significativas, como as que ocorrem durante a puberdade e a menopausa, fazem com que nosso metabolismo acelere ou desacelere, levando-nos a queimar mais ou menos calorias por dia; ou que os homens têm metabolismos inerentemente mais rápidos do que as mulheres, porque parecem capazes de perder peso com mais facilidade;  ou que nosso gasto de energia diminui na meia-idade, iniciando um ganho de peso gradual e inevitável. “

Estou na casa dos 40 anos; eu me sinto diferente do que me sentia aos 20 anos - eu também compro ”, diz Pontzer.  “Toda essa intuição nunca foi respaldada por dados.  Parecia tão certo.”

No mês passado, no entanto, um artigo publicado na Science por Pontzer e mais de 80 co-autores revelou que muito do que pensávamos que sabíamos sobre o metabolismo estava errado. 

Usando dados previamente coletados de mais de 6.400 indivíduos com idades variando de 8 dias a 95 anos, e ajustando o tamanho do corpo e a quantidade de gordura e músculos presentes, eles descobriram que nosso metabolismo geralmente passa por quatro fases distintas da vida. 

O metabolismo dos recém-nascidos se assemelha ao dos adultos. Então, quando eles têm cerca de um mês de idade, sua taxa metabólica começa a aumentar rapidamente, até entre 9 e 15 meses, é mais de 50 por cento maior do que a de um adulto - o equivalente a um adulto queimando cerca de 4.000 calorias por dia.  (O Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos estima que, em média, as mulheres adultas precisam de 1.600 a 2.400 calorias por dia e os homens adultos entre 2.000 e 3.000 calorias.) Nesse ponto, entre 1 e 2 anos de idade, o gasto de energia começa a diminuir  e continua caindo até aproximadamente os 20 anos. 

A partir daí, permanece estável pelos próximos 40 anos, mesmo durante a gravidez e a menopausa; você queima calorias tão eficientemente aos 55 quanto aos 25. Por volta dos 60 anos, o gasto de energia começa a cair novamente e continua diminuindo até o fim de nossas vidas. 

Os homens, observaram os pesquisadores, não têm metabolismos inatamente mais rápidos do que as mulheres; em vez disso, eles tendem a queimar mais calorias por dia para seu tamanho, porque normalmente têm uma proporção maior de músculo, que usa mais energia do que a gordura.

O estudo “aborda uma lacuna realmente significativa em nossa compreensão da fisiologia humana básica”, diz Richard Bribiescas, professor de antropologia da Universidade de Yale. “É realmente importante não apenas para a ciência básica, mas porque o metabolismo - como utilizamos a energia em nosso corpo - é absolutamente central para qualquer compreensão de doença ou bem-estar.”

Os pesquisadores já conseguem calcular o total de calorias que queimamos medindo a quantidade de dióxido de carbono que emitimos como subproduto. 

Mas normalmente os sujeitos devem estar em um laboratório para se submeter aos testes necessários, de modo que os resultados mostram apenas seu metabolismo em repouso, em um momento no tempo. Só na década de 1980 um método para medir o metabolismo durante a vida diária, chamado de “água duplamente marcada”, começou a ser usado para as pessoas. 

Os participantes recebem água na qual os elementos de hidrogênio e oxigênio são “marcados” com o uso de isótopos. A diferença no número de nêutrons em seus núcleos permite que sejam detectados.  Depois de beber, os indivíduos retomam as atividades regulares e fornecem algumas amostras de urina (ou sangue ou saliva) em uma semana. 

O gasto de energia é calculado medindo a taxa na qual os participantes eliminam o hidrogênio rotulado, que passa intacto pelo corpo, versus o oxigênio rotulado, parte do qual é exalado como dióxido de carbono, um produto residual da transformação do combustível em energia de nossas células. 

A proporção de oxigênio rotulado que está faltando permite que os pesquisadores descubram quanto dióxido de carbono foi emitido e, portanto, o gasto calórico.

Trabalhar com água duplamente rotulada é caro. Apenas cerca de nove laboratórios no mundo o empregam regularmente, diz Jennifer Rood, diretora executiva associada de núcleos e recursos do Pennington Biomedical Research Center, que é afiliado à Louisiana State University, e autora do artigo da Science. Um único estudo feito com água duplamente rotulada normalmente inclui menos de 100 pessoas, o que não é suficiente para ver os padrões de toda a população. 

Mas em 2014, os laboratórios que o utilizam tiveram a ideia de criar um banco de dados para reunir o máximo possível de medições de água duplamente marcadas dos últimos 40 anos. O banco de dados ainda crescente, que sustenta o artigo da Science, inclui amostras de dezenas de países e culturas, desde coletores de alimentos na Tanzânia até passageiros em Manhattan. 

“Em termos de escala e escopo, isso não tem precedentes”, diz Rozalyn Anderson, professora de medicina da Universidade de Wisconsin-Madison e autora de um comentário publicado com o estudo.

O tamanho e a diversidade da amostra permitiram aos pesquisadores ver um padrão comum em como o metabolismo muda com a idade. 

Mas ainda havia uma enorme variação nas taxas metabólicas dos indivíduos, destacando o papel significativo que outros fatores, como genes e estilo de vida, provavelmente desempenham em determinar por que pessoas do mesmo tamanho com hábitos semelhantes podem ter gastos de energia diários muito diferentes. 

Eventualmente, Pontzer diz, mapear as características universais do metabolismo humano vai estreitar as possíveis razões para essas disparidades.

O artigo já levanta uma série de questões. Por exemplo, como os metabolismos substancialmente mais rápidos das crianças e os mais lentos dos adultos mais velhos influenciam as recomendações nutricionais e as dosagens de medicamentos? E qual é a ligação entre o declínio do metabolismo por volta dos 60 anos e o aumento correspondente das doenças crônicas? “Deve haver algum interruptor que liga em uma criança de 1 mês que diz: 'Eu tenho que aumentar o gasto de energia muito alto', e então algo que diz: 'Agora tenho 60, não vou ser tão eficiente quanto eu era '”, diz Rood.  “O que são esses interruptores?  Acho que essas são as chaves para o envelhecimento. ”

Na verdade, diz Anderson, já existem drogas em uso que influenciam o metabolismo das pessoas e que aumentam a expectativa de vida em camundongos. 

Os pesquisadores teorizaram que as células que envelhecem usam menos energia porque estão fazendo menos reparos e manutenção necessários para prevenir doenças. Mas, observa Bribiescas, simplesmente aumentar a taxa metabólica de pessoas mais velhas "não vai ser uma solução mágica para lidar com muitas doenças" por causa do estresse que coloca em outros sistemas do corpo: "Se você adicionar mais energia, você pode simplesmente fazer com que as coisas desmoronem ainda mais rápido.”

Saber quando o metabolismo muda naturalmente, porém, deve ajudar os pesquisadores a refinar seus conceitos de saúde em todas as idades. “É como olhar para o estágio de lagarta versus estágio de borboleta”, diz Bribiescas. “O que estamos vendo aqui é que você é um organismo completamente diferente de quando você tem 5 anos de idade quando você tem 50.” 

Isso contrasta com a tendência da ciência de considerar todos os humanos como “uma bolha genérica de células” que são fundamentalmente iguais, acrescenta. “Este estudo em particular vai chamar a atenção para a compreensão dessas nuances importantes.”

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Associação de Hipotireoidismo e Depressão Clínica

 

TEXTO EXCLUSIVO PARA MÉDICOS

Associação de Hipotireoidismo e Depressão Clínica: Uma Revisão Sistemática e Metanálise

Pergunta: Existe uma associação de hipotireoidismo e autoimunidade tireoidiana com depressão?

Achados 

Nesta revisão sistemática e metanálise de 25 estudos, incluindo 348 014 participantes, houve uma associação moderada de hipotireoidismo evidente e, menos subclínico, com depressão clínica; essa associação é mais forte em indivíduos do sexo feminino do que no masculino. Não foi encontrada uma associação estatisticamente significativa da positividade verificada de anticorpos tireoidianos peroxidase e depressão clínica.

Significado 

Uma forte conexão entre hipotireoidismo e depressão não foi evidente nesta análise; no entanto, uma possível relação dose-efeito, especialmente em indivíduos do sexo feminino, deve ser investigada mais detalhadamente.

Resumo

Importância 

O hipotireoidismo é considerado uma causa ou um forte fator de risco para depressão, mas estudos recentes fornecem evidências conflitantes sobre a existência e a extensão da associação. Também não está claro se a ligação se deve em grande parte à depressão subsindrômica ou se vale para a depressão clínica.

Objetivo 

Estimar a associação de hipotireoidismo e depressão clínica na população em geral.

Fontes de Dados 

As bases de dados PubMed, PsycINFO e Embase foram pesquisadas desde o início até maio de 2020 para estudos sobre a associação de hipotireoidismo e depressão clínica.

Seleção de Estudos 

Dois revisores selecionaram independentemente estudos epidemiológicos e de base populacional que forneceram Classificação Estatística laboratorial ou Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde diagnósticos de hipotireoidismo e diagnósticos de depressão de acordo com critérios operacionalizados (por exemplo, Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais ou Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde) ou pontos de corte em escalas de classificação estabelecidas.

Extração e Síntese de Dados 

Dois revisores extraíram dados de forma independente e avaliaram estudos com base na Escala Newcastle-Ottawa. Razões de chances (OR) resumidas foram calculadas em metanálises de efeitos aleatórios.

Principais Resultados e Medidas 

Os desfechos coprimários pré-especificados foram a associação da depressão clínica com hipotireoidismo ou autoimunidade.

Resultados 

De 4350 artigos selecionados, 25 estudos foram selecionados para metanálise, incluindo 348 014 participantes. Hipotireoidismo e depressão clínica foram associados (OR, 1,30 [IC 95%, 1,08-1,57]), enquanto a OR para autoimunidade foi inconclusiva (1,24 [IC 95%, 0,89-1,74]). 

As análises de subgrupo revelaram uma associação mais forte com hiperespeito do que com hipotireoidismo subclínico, com ORs de 1,77 (IC 95%, 1,13-2,77) e 1,13 (IC 95%, 1,01-1,28), respectivamente. 

Análises de sensibilidade resultaram em estimativas mais conservadoras. 

Em uma análise post hoc, a associação foi confirmada em indivíduos do sexo feminino (OR, 1,48 [IC 95%, 1,18-1,85]), mas não em indivíduos do sexo masculino (OR, 0,71 [IC 95%, 0,40-1,25]).

Conclusões e relevância 

Nesta revisão sistemática e metanálise, o tamanho do efeito para a associação entre hipotireoidismo e depressão clínica foi consideravelmente menor do que se supunha anteriormente, e a associação modesta foi possivelmente restrita ao hipotireoidismo evidente e indivíduos do sexo feminino. 

A autoimunidade por si só pode não ser o fator impulsionador dessa comorbidade.

Introdução

Os sintomas de hipotireoidismo e depressão se sobrepõem em parte, mas há décadas, uma ligação mais específica entre ambos os distúrbios tem sido discutida.

Pesquisas neurobiológicas descobriram alguns mecanismos de hormônios tireoidianos no cérebro, fornecendo possíveis explicações para uma interação com o humor.

Além disso, processos imunológicos podem fornecer uma ligação entre tireoidite autoimune e depressão.

Uma meta-análise de 20186 relatou uma associação substancial da depressão subclínica e clínica com a autoimunidade hipotireoidiana. 

Com uma razão de chances (OR) de 3,31, Siegmann et al estimaram que a cada ano, mais de 20% dos pacientes com tireoidite autoimune experimentam depressão. 

Esta metanálise tem sido criticada, por exemplo, por sua combinação de estudos de base populacional com resultados de ambulatórios, com seu viés em relação a pacientes mais gravemente afetados.

Como os autores associaram o estado tireoidiano a qualquer alteração nos escores de depressão, incluindo e especialmente mudanças abaixo dos pontos de corte para depressão clinicamente relevante, o significado prático dos resultados é incerto.

Em contraste, outra metanálise relatou apenas uma associação fraca e não significativa de hipotireoidismo e depressão (OR, 1,24). 

No entanto, embora este estudo seja uma metanálise individual de dados de pacientes, foi baseado em apenas 6 estudos e se restringiu ao hipotireoidismo subclínico.

Como resultado, a existência e a extensão de uma associação entre hipotireoidismo e depressão clínica ainda não estão claras. 

Além disso, se houve tal associação, não se sabe se hipotireoidismo ou autoimunidade é a força motriz. 

Portanto, realizamos uma revisão sistemática e metanálise de estudos que apresentam dados sobre hipotireoidismo (subclínico ou evidente) e depressão clínica. 

Para reduzir o viés de seleção, restringimos a metanálise a estudos epidemiológicos e de base populacional.

Discussão

Nossa análise produziu 3 resultados principais. (1) Há uma associação moderada de hipotireoidismo evidente e menos subclínico com depressão clínica. (2) Não há associação estatisticamente significativa da positividade verificada de anticorpos TPO com depressão clínica. (3) Encontramos uma associação mais forte de hipotireoidismo e depressão clínica em indivíduos do sexo feminino do que em indivíduos do sexo masculino.

• Hipotireoidismo e Depressão

O hipotireoidismo e a depressão clínica estão associados a uma OR de 1,3 e ainda menores quando apenas estudos com baixo risco de viés são incluídos ou, se possível, o viés de notificação é levado em consideração. 

No entanto, há evidências de uma relação dose-efeito, conforme indicado por uma OR de cerca de 1,1 para hipotireoidismo subclínico e 1,8 para hipotireoidismo franco.

A extensão da associação é mais fraca do que o que às vezes parece ser assumido na prática clínica e, em parte, na pesquisa psiquiátrica. 

Também está em desacordo com o trabalho de Loh et al,4 que estimaram que a associação de hipotireoidismo subclínico e depressão seja de 2,35 em sua metanálise. 

No entanto, eles analisaram um número menor de estudos (n = 15) e estudos mistos de caso-controle e coorte. 

Em nossa opinião, a divisão entre estudos de caso-controle e coorte precisa ser fortemente enfatizada.

Estudos de caso-controle são frequentemente realizados em centros de atendimento terciário com preponderância de casos graves, não representativos da população em geral. 

Para evitar o viés inerente aos estudos de caso-controle, Wildisen et al realizaram uma metanálise de dados individuais de pacientes verificados em 6 estudos de base populacional. 

Ao contrastar probandos subclínicamente hipotireoidianos e eutireoidianos, eles estimaram que os primeiros pontuaram uma média de 0,29 (IC 95%, -0,17 a 0,76) pontos acima no Inventário de Depressão de Beck, menos de 0,5% da largura da escala, irrelevante na visão dos autores.

Em comparação com a medição contínua da depressão por Wildisen et al, focamos em um desfecho dicotômico: depressão clinicamente relevante, conforme definido pelos autores do estudo. 

Estatisticamente, é aconselhável usar resultados contínuos. No entanto, com medidas contínuas, como a Hamilton Rating Scale for Depression, diferenças estatisticamente significativas entre indivíduos com e sem hipotireoidismo podem ser clinicamente sem importância, desde que as diferenças permaneçam abaixo dos limites patológicos. 

Nesse sentido, o uso de pontos finais contínuos corre o risco de criar resultados falso-positivos.

No entanto, nossos resultados estão de acordo com Wildisen et al. Zhao et al estimaram uma maior associação de hipotireoidismo subclínico e depressão (OR, 1,75 [IC 95%, 0,97-3,17]), embora de significância limítrofe. 

Vale ressaltar que eles incluíram menos e menores estudos e mediram maior heterogeneidade, indicando a natureza preliminar de seu resultado.

• Autoimunidade e Depressão

Não encontramos uma associação estatisticamente significativa de autoimunidade e depressão. 

Até onde sabemos, esta é a primeira meta-análise com foco em amostras da população em geral com status de anticorpos TPO documentado. 

Nossos achados estão em desacordo com uma meta-análise recente publicando um OR de 3.3. 

Esta seria uma associação muito forte, como indicado pela projeção de Siegmann et al de que, anualmente, mais de 20% dos pacientes com hipotireoidismo autoimune experimentam depressão. 

Com nossos resultados, os números estão na faixa de 7% a 9%, pouco acima da prevalência populacional.

Vale ressaltar as diferenças entre as 2 abordagens; ao restringir nosso estudo a estudos epidemiológicos, esperamos que nossos resultados sejam menos vulneráveis a vieses decorrentes do uso de amostras de clínicas de endocrinologia ou psiquiatria. 

Restringimos nossas análises à positividade verificada de anticorpos TPO, enquanto Siegmann et al consideraram o hipotireoidismo em geral uma proxy para a autoimunidade e incluíram 35 168 indivíduos, em oposição a 47 707 na presente investigação.

Em nossa amostra de estudos, o status de anticorpos TPO foi medido em indivíduos com eutireoidismo, exceto nas investigações de Engum et al e Pop et al.

Portanto, excluímos ambos os estudos em uma análise de sensibilidade e descobrimos que os resultados ainda são retidos; o OR caiu ligeiramente para 1,23 (IC de 95%, 0,87-1,73) sem atingir significância estatística.

Nosso resultado pode refletir em parte a preponderância do hipotireoidismo subclínico em indivíduos com positividade de anticorpos TPO, mas também pode ter influência em considerações fisiopatológicas, em particular tendo em vista as análises negativas considerando viés de relato, estudos de baixo risco de viés e estudos de base populacional no sentido estrito. 

Possivelmente, não é o distúrbio do sistema imunológico que explica a comorbidade. 

O hipotireoidismo pode funcionar de forma diferente. Vias mais específicas à parte, estudos realizados por Patten et al mostram que, de maneira inespecífica, muitos distúrbios crônicos aumentam o risco de ter depressão.

• Diferencial de Sexo

Uma análise post hoc confirmou a associação de hipotireoidismo e depressão em indivíduos do sexo feminino (OR, 1,5), mas não em indivíduos do sexo masculino (OR, 0,7). 

Esse possível gradiente pode ser causado por diferenças fisiológicas. Em um ensaio clínico randomizado, a tiroxina complementar suprafisiológica em pacientes com depressão e transtorno bipolar foi eficaz em indivíduos do sexo feminino, mas não no sexo masculino.

Por outro lado, indivíduos do sexo feminino com hipotireoidismo subclínico não se beneficiaram em relação aos sintomas depressivos quando receberam tiroxina antenatal em comparação com placebo.

De qualquer forma, esse achado pode ser falso positivo porque os resultados foram relatados por sexo em apenas 4 estudos e o sexo foi incluído em ajustes em vários estudos.

• Limitações

A inclusão de uma infinidade de estudos levou a variações no desenho do estudo e nos métodos de avaliação. 

Por exemplo, o estudo de Benseñor et al foi realizado com funcionários públicos. No entanto, consideramos improvável que tal seleção introduza viés. Não investigamos riscos absolutos, e um viés diferencial parece improvável nos estudos incluídos. No entanto, em uma análise de sensibilidade, restringimos nossa estimativa resumida a estudos estritamente baseados na população, e os resultados não mudaram substancialmente (eTabela 2 no Suplemento). 

Outra limitação surge dos diferentes processos de recrutamento de estudos. A maioria das amostras consistiu em amostras aleatórias ou registros completos da população, e outras, como Bould et al, recrutaram participantes de um ambiente de atenção primária ou ambulatorial, possivelmente introduzindo vieses. 

Tranquilamente, deixar de fora tais estudos não mostrou resultados substancialmente diferentes.

Várias investigações incluíram pacientes tomando medicação tireoidiana, o que pode ter obscurecido uma associação de hipotireoidismo subjacente com depressão. 

No entanto, quando contrastamos estudos com vs aqueles sem ingestão de medicação tireoidiana, encontramos uma associação mais forte com medicação (eTabela 2 no Suplemento). 

Portanto, nesses estudos, a medicação tireoidiana pode ser um indicador de distúrbio tireoidiano grave, em vez de um tratamento bem-sucedido da depressão.

Além disso, vários estudos usaram valores de corte para casos, mas, em sentido estrito, os pontos de corte representam uma variedade de sintomas e não entidades diagnósticas. 

No entanto, eles servem ao seu propósito como aproximações razoavelmente boas em grandes estudos epidemiológicos, conforme discutido, por exemplo, no artigo de Engum et al da Noruega. 

No entanto, realizamos uma análise de sensibilidade restrita a esses estudos e encontramos apenas diferenças marginais em relação à análise principal (eTabela 2 no Suplemento).

A heterogeneidade entre os estudos, medida por I2, foi substancial em várias análises. Estudos únicos exerceram uma forte influência no I2, mas sua eliminação da análise não mudou significativamente os principais resultados. É importante ter em mente que, com grandes tamanhos de amostra, como em nosso estudo com um N combinado próximo a 350 mil indivíduos, espera-se que o I2 seja grande. Um indicador de heterogeneidade independente do tamanho da amostra é o tau, e o fato de o tau ser baixo apoia a robustez de nossos achados (Tabela 2; eTabela 2 no Suplemento). 

Em suma, enquanto os intervalos de confiança e ainda mais os intervalos de previsão mostram que efeitos maiores ou menores continuam sendo uma possibilidade, as evidências atuais sugerem uma associação moderada de hipotireoidismo e depressão clínica.

Não podemos tirar conclusões sobre o hipotireoidismo na gravidez porque, em nossa amostra de estudos, os gestantes foram frequentemente excluídos com base na suposição de que o hipotireoidismo na gravidez difere do observado na população em geral. 

Recentemente, no entanto, Minaldi et al publicaram uma metanálise especificamente sobre gravidez e período pós-parto e encontraram uma associação semelhante ao nosso resultado. 

Nos 5 estudos resumidos, a razão de risco de desenvolver depressão pós-parto entre indivíduos que foram positivos para anticorpos TPO em comparação com aqueles não afetados foi de 1,49 (IC 95%, 1,11-2,0). 

Assumindo uma relação causal, pelos números deste estudo, 1 em cada 21 indivíduos do sexo feminino com anticorpos TPO experimentará depressão pós-parto devido à sua condição tireoidiana. 

Tendo como pano de fundo a prevalência geralmente assumida de 10% a 15% de depressão pós-parto, o achado apoia a prática clínica atual, porque nos indivíduos que deram à luz recentemente, o pessoal de saúde precisa estar ciente da depressão incidente.

Como foi necessário calcular associações para muitas das amostras incluídas, os tamanhos dos efeitos diferem em graus de ajuste. 

Tentamos compensar isso incluindo tamanhos de efeito minimamente ajustados. Isso, por sua vez, pode ter levado a uma superestimação das associações.

• Conclusões

Talvez seja hora de reconsiderar o paradigma de uma forte conexão entre hipotireoidismo e depressão. 

Os resultados de outros grupos e nossos próprios achados indicam que a contribuição do hipotireoidismo para a pandemia de depressão é provavelmente pequena. 

Esta é uma boa notícia para pacientes com hipotireoidismo ou, em particular, com autoimunidade tireoidiana. 

No aconselhamento, podemos não ser capazes de descartar a depressão como uma comorbidade, mas ela não está aparecendo grande como uma ameaça muito provável. 

Em relação à pesquisa, parece que a autoimunidade não é um forte impulsionador de sintomas afetivos. 

Um elo mais promissor parece ser o nível de hormônios tireoidianos e distúrbios do eixo hipotalâmico da hipófise adrenal/hipotalâmica da hipófise. 

Finalmente, nossos resultados apontam para um possível efeito do sexo na interação do hipotireoidismo e depressão.

Fonte: 
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A falácia do ser saudável só porque não usa medicamentos e sim suplementos

Ao longo de quase 15 anos de consultório percebi que tenho um público bem peculiar. A grande maioria dos meus pacientes são "naturebas" e as hipóteses que levanto para isso são diversas. 

Relutei em escrever esse artigo pois talvez não saberia as palavras corretas para expressar o que sinto, porém, percebo que chegou a hora. Então senta que lá vem verdades difíceis de se engolir.

Ninguém é melhor/superior porque não faz uso de uma medicação alopática. Ninguém é superior/melhor porque faz uso de suplementos.

Confuso? Não se eu explicar o contexto...

É de praxe meus pacientes por serem "mais naturebas" acreditarem que quem faz uso de medicações alopáticas estão intoxicados com substâncias estranhas ao nosso corpo. Como se estivessem intoxicados com drogas. Mero julgamento preconceituoso. 

O engraçado é que esses mesmos pacientes acreditam que por estarem utilizando suplementos (em sua maioria por autosuplementação) estão mais saudáveis e livres de substâncias químicas no corpo. Ledo engano. Mais uma fez, mero julgamento preconceituoso e dessa vez acrescento: ignorante. 

As pessoas esquecem que:
  1. A grande maioria das formulações ditas "naturais" possuem conservantes e isso inclui uma série de substâncias que podem ser deletérias para o ser humano se utilizadas em longo prazo. Vocês acham mesmo que um nutriente ficará 1 ano em um pote, sem puxar umidade se não tiver algum agente que combata isso? 
  2. Os polivitamínicos/poliminerais que alguns se gabam em utilizar, na verdade podem estar fazendo mal, pois de acordo com o solo da região, alguns minerais podem já estar disponíveis excessivamente pela alimentação. Não raro, no cerrado encontramos pacientes com excesso de cobre, principalmente quando utilizam polivitamínicos. Por isso sempre deixo claro: Polivitamínicos tem indicações muito específicas.
  3. As cápsulas desses suplementos ou fórmulas muitas das vezes tem pigmentos, corantes artificiais.
  4. Muitos desses suplementos quando são em sachês levam edulcorantes sintéticos, conservantes, corantes artificiais e que podem ser deletérios para a saúde humana quando utilizados em longo prazo. 
  5. Geralmente quem decide ser "natureba" e utilizar vários suplementos por conta própria acaba utilizando inúmeras cápsulas/sachês e isso tudo ao longo do dia pode levar a uma ingestão alta dessas substâncias estranhas para o nosso organismo.
  6. A indústria farmacêutica gera resíduos e é obrigada a tratar esses resíduos. Está submetida legislação ambiental no Brasil e em outros países. Vocês sabiam que a maior parte dos insumos farmacêuticos de farmácias de manipulação são oriundos da Índia de China? Que eles geram alto impacto ambiental e nas próximas décadas veremos o preço de minerais e vitaminas subir por conta da poluição gerada para a fabricação dos mesmos? Ou seja, a ingestão de tais substâncias pode não ser tão sustentável e ecologicamente correto.
  7. As vezes o que usa medicação alopática ingere apenas a droga que está na medicação, mas no restante o dia ingere apenas comida de verdade ou poucos ultraprocessados. 
  8. Hormônios naturais não existem, todos são sintéticos, bioidênticos ou não. Hormônio natural somente o que o bicho homem produz. 
Sendo assim, caro leitor natureba, não se iluda achando que é superior por que faz uso de vários suplementos. 

O ideal mesmo é que consigamos adquirir todos os nutrientes pela alimentação ou que se  quando utilizarmos fórmulas, que seja com o mínimo de substâncias adicionadas ao produto. Resumindo, o produto mais limpo possível. 

Autor: Dr. Frederico Lobo - Médico Nutrólogo - CRM-13192, RQE 11915



Estudo conclui que a taxa de elevação do IMC em crianças quase dobrou durante a pandemia



A taxa de mudança no índice de massa corporal em crianças quase dobrou de março a novembro de 2020 em comparação com a taxa de mudança de IMC antes da pandemia de Covid-19, de acordo com um estudo publicado na quinta-feira no relatório do Centers for Disease Control and Prevention dos EUA sobre morbidade e mortalidade.

A equipe do CDC usou um banco de dados de prontuários médicos para comparar as mudanças no IMC em 432.302 crianças dos EUA entre 2 e 19 anos antes e durante a pandemia. 

O IMC é uma medida que usa dados de altura e peso para rastrear mudanças no peso em relação à altura.

Todas as crianças do estudo experimentaram aumentos significativos em sua taxa de mudança de IMC durante a pandemia, exceto as crianças com baixo peso, constatou o relatório.

O aumento foi especialmente alto em crianças mais novas e com obesidade.
"As crianças em idade pré-escolar e escolar, particularmente aquelas com obesidade, tiveram aumentos maiores no IMC associados à pandemia do que os adolescentes", escreveu a autora correspondente Samantha Lange, epidemiologista da equipe de saúde e saúde da população do CDC.

Isso pode ser devido ao fechamento de muitas creches e escolas primárias durante a pandemia, o que reduziu o acesso a escolhas alimentares mais saudáveis e organizou programas de exercícios, de acordo com o relatório.

Em crianças com obesidade, a taxa de mudança foi 5,3 vezes maior durante a pandemia, o que poderia levar a um ganho de peso significativo, disse o relatório.

Durante os oito meses do período do estudo, crianças com "obesidade moderada ou grave ganharam em média 0,45 e 0,54 kg por mês, respectivamente", escreveu a equipe do CDC.

"O ganho de peso nessa taxa ao longo de 6 meses é estimado em 2,8 e 3,5 quilogramas, respectivamente, em comparação com 1,2 quilos em uma pessoa com peso saudável."

Os autores disseram que o estudo é a "maior e primeira análise geograficamente diversa" analisando o impacto da pandemia no IMC e a "primeira a mostrar resultados por categoria inicial de IMC".

O que as famílias podem fazer?

Existem maneiras apoiadas por evidências pelas quais os adultos podem ajudar a lidar com o ganho de peso pandêmico de seus filhos (bem como o seu próprio).

Vá andando. Ir ao ar livre ao ar livre ajuda corpos de qualquer idade. A luz solar ajuda no sono, assim como uma caminhada rápida, o que também é bom para o seu coração. Desafie seu filho -- quem pode andar mais rápido? (Psst -- você tem que deixá-los ganhar às vezes.)
Há muitos jogos e atividades familiares organizados que você pode experimentar -- mesmo que seja apenas desenhando na calçada por diversão. Dê uma olhada nesta lista da CNN de 100 coisas que você pode fazer com seus filhos (ou não) para ter algumas ideias.

Embale sua casa com alimentos saudáveis. 

As crianças fazem o que os pais fazem, então seja um modelo a seguir. 

Leve seu filho para fazer compras de supermercado e escolha itens saudáveis. Limite a quantidade de alimentos processados que você traz para dentro de casa. Quando você os servir como lanches ou guloseimas, observe o tamanho das porções.
Comedores exigentes e amantes de não vegetais podem ser empurrados para comer vegetais assistindo os membros da família apreciá-los e tendo um pouco no prato, noite após noite.

A dieta mediterrânea ganha prêmios a cada ano por seus benefícios para a saúde - menor risco de diabetes, doenças cardíacas, demência e muito mais. Também é bom para perda de peso e inclui muitas opções que agradam às crianças, como comida em palito e pizza vegetariana (incluindo esta receita de torta com um rosto fofo).

Desligue as telas, dentro do razoável. 

Tem sido difícil limitar o tempo de tela durante a pandemia. Mesmo especialistas que pedem limitar o tempo de tela entendem isso.

Os pais não estão permitindo que as crianças usem dispositivos eletrônicos por qualquer "pensamento ou negligência ruim ou malicioso. Eles estão fazendo isso porque é uma solução fácil para uma situação complexa - que é uma criança frustrada, faminta, cansada e um pai frustrado, faminto e cansado", disse o Dr. Wendy Sue Swanson, pediatra geral e chefe de inovação digital do Seattle Children's Hospital, em uma entrevista anterior à CNN.

"Eu entendo por que você faz isso. Eu também faço isso", disse Swanson. "Mas todos nós temos que trabalhar muito duro para perceber que é uma solução super fácil e que a maneira mais difícil pode ser melhor e, no final, pode ser mais benéfica."

Veja por que é tão importante: Além do ganho de peso e da falta de exercício, estudos mostraram que a visualização excessiva da TV está ligada à incapacidade das crianças de prestar atenção e pensar claramente, ao mesmo tempo em que aumenta os maus hábitos alimentares e problemas comportamentais. Associações também foram mostradas entre tempo excessivo de tela e atraso na linguagem, sono ruim, função executiva prejudicada e diminuição do envolvimento pai-filho.

A Academia Americana de Pediatria tem ferramentas para calcular o tempo de mídia do seu filho e, em seguida, estabelecer um plano de mídia familiar.

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quarta-feira, 15 de setembro de 2021

15/09 - Dia do Nutrólogo



Parabéns a todos os Nutrólogos de verdade.
A todos os Nutrólogos éticos, transparentes com seus pacientes e que exercem a Medicina de forma digna.

A todos os Nutrólogos que não enxergam paciente como troféu e nem o expõem em redes sociais. Afinal, todo médico está cansado de saber que isso é infração ética. 

A todos os Nutrólogos que enxergam o paciente em sua totalidade mas nem por isso invadem outras especialidades. Querendo ser Endocrinologista, Ginecologista ou Urologista.

A todos os Nutrólogos que mesmo diante de uma campanha difamatória por parte de ALGUNS Nutricionistas e Endocrinologistas e Profissionais da Educação física lutam pela moralização da Nutrologia e buscam a cada dia mostrar a importância da especialidade.

Parabéns a todos que honram o título ou residência e vestem a camisa da especialidade. 

A todos que se orgulham de praticar essa especialidade linda.

No Brasil a Nutrologia é reconhecida como especialidade médica desde 1978, ou seja, surgiu antes da própria Nutrição. Porém, até pouco tempo era desconhecida para a maior parte da população e até mesmo profissionais da área da saúde. 

Infelizmente a sua imagem vem sendo maculada por conta de alguns profissionais que a todo momento infringem o código de ética médica. Com isso muitos médicos enxergam a especialidade de forma deturpada. 

Bons e maus profissionais existem em todas as especialidades. No Brasil temos excelentes Nutrólogos, gente que produz ciência, que está na linha de frente no SUS. Gente que luta pela saúde da população. 

A missão do movimento Nutrologia Brasil (idealizado por mim em 2014 quando eu ainda nem era Nutrólogo) é lutar pela moralização da especialidade e levar a Nutrologia para todos os Brasileiros. 

É nos fortalecermos como fraternidade médica, na qual um auxilia o outro e divide experiência clínica. É criarmos programas de educação continuada gratuita para médicos titulados que se adequam ao que defendemos.

terça-feira, 14 de setembro de 2021

Cartilha de Diversidade, Equidade e Inclusão

A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) lançou a Cartilha de Diversidade, Equidade e Inclusão da SBEM.

O documento foi elaborado por uma comissão criada no início de 2021 com o propósito de familiarizar os associados com as novas abordagens da SBEM. A iniciativa pioneira responde à uma demanda crescente dos profissionais de saúde para compreender de modo mais amplo o significado de termos como equidade, minorização, identidade de gênero, entre outros, e o impacto desses conceitos cada vez mais disseminados na sociedade, no relacionamento com colegas e na atenção à saúde dos pacientes.

Para acessar clique aqui

O aumento dos suicídios nos últimos 30 anos

O total de mortes por suicídio no mundo aumentou em quase 20 mil casos nos últimos 30 anos, mostram dados de uma nova pesquisa.

O aumento ocorreu apesar de uma significativa queda nas taxas de suicídio específicas por idade de 1990 a 2019, de acordo com dados do estudo Global Burden of Disease (GBD) de 2019.

O crescimento, o envelhecimento e as mudanças na estrutura etária da população poderiam explicar o aumento das mortes por suicídio, observaram os pesquisadores.

“Como as taxas de suicídio são mais altas entre os idosos (a partir de 70 anos) de ambos os sexos em quase todas as partes do mundo, o rápido envelhecimento da população em todo o mundo representará enormes desafios para a redução do número de suicídios no futuro”, escreveram os pesquisadores, liderados pelo Dr. Paul Siu Fai Yip, Ph.D., do HKJC Center for Suicide Research and Prevention, University of Hong Kong, na China.

Os achados foram publicados on-line em 16 de agosto no periódico Injury Prevention.

segunda-feira, 13 de setembro de 2021

O papel do educador físico nas corridas de rua

 Nos últimos anos, a preocupação com a saúde fez aumentar o interesse do público amador em corridas de rua. Nesse cenário, a atuação do educador físico é primordial para a prevenção de fraturas e o alcance de melhores resultados. Assim, com o aquecimento do mercado, a educação física ganhou novas oportunidades – tanto no campo de atuação quanto nos rendimentos.

Em junho foi lançado o primeiro mapa global sobre corridas amadoras. Trata-se do State of Running 2019. O material verificou uma mudança no motivo que tem levado mais pessoas a praticar a atividade: o que antes tinha como foco o alcance de objetivos (como vencer uma competição) hoje é motivado pela busca de saúde física e psicológica. Além disso, coloca em cena um novo componente: o convívio social.

A faixa etária dos participantes das corridas em vias urbanas pavimentadas e planas subiu. Em 1986, a média era de 35,2 anos; agora, é de 39,3 anos. As corridas de 5km, recomendadas a iniciantes, e meia maratonas (21km), são as que mais atraem atletas amadores.

Atentos à essa tendência, muitos profissionais de educação física vêm buscando qualificação na área. Eduardo Remião, técnico de corrida há mais de 25 anos e fundador da Associação de Assessorias Esportivas do Rio Grande do Sul, conta que também existem clínicas específicas de corrida, cursos e eventos de troca de conhecimento entre treinadores.

“O educador físico é o principal agente responsável pelo treinamento e pelo acompanhamento da evolução do aluno, bem como das metas estabelecidas”, diz ele. Esse processo tem ocorrido com a formação de grupos de treinamento em espaços abertos e dentro de academias.

Anamnese

A avaliação prévia da condição física do aluno contempla os mais diversos objetivos. O principal deles é auxiliar no planejamento dos treinos, que são formulados com base nas limitações e possibilidades de cada pessoa.

A prevenção de fraturas é outra questão importante. As lesões mais comuns acontecem na tíbia, seguidas pelas de tornozelos e em seus maléolos. “Também já soube de lesões na coluna lombo-sacra e no colo do fêmur, na região do acetábulo, mas ambas provenientes de condições prévias de má-formação e deficiências congênitas”, afirma Remião.

A anamnese feita pelo educador físico deve ainda verificar o histórico pessoal e familiar de ocorrência de doença osteoarticular (distúrbio articular mais comum), principalmente entre homens a partir dos 40 anos. Também são feitos exames antropométricos e ergométricos.

A avaliação ainda analisa as condições cardiorrespiratórias, pressão arterial e colesterol. “Se o atleta apresentar algum ponto importante ou de alerta, ele deverá ser encaminhado ao profissional da área médica específica”, orienta Remião, que é ex-atleta de atletismo e triatlo.

Planejamento do educador físico

No planejamento de treinamentos, o educador físico precisa adotar uma visão holística, considerando muito mais que o tipo de corrida. “O volume e a intensidade das sessões variam conforme a idade e o sexo de cada aluno”, indica.

O clima do local da corrida (temperatura e umidade relativa do ar), além da experiência prévia do aluno e da disponibilidade de horários, são pontos fundamentais na definição dos rumos do treinamento e futuros desafios.

Os educadores físicos têm recomendado o preparo de dois anos até a participação em maratonas. Mas Remião pensa diferente: “Confesso que o ideal seria mais tempo, para o amadurecimento do indivíduo e aquisição de experiência em distâncias menores”.

Durante o período de observação e adaptação, o atleta faz até três sessões semanais. Junto aos treinos na rua, a melhora da condição física passa pelos treinos de força (força máxima, força estatística e resistência da força) e de fortalecimento dos músculos do core – responsáveis pela estabilidade e pela flexibilidade da coluna lombar.

Orientações

Orientado pelo profissional de educação física, o corredor amador deve utilizar calçado adequado. Tênis próprios para o esporte protegem e dão estabilidade aos pés, mas não devem oferecer vantagens ao atleta.

Além disso, existem normas indicadas para cada competição. A conduta na largada é o primeiro fator a ser considerado, já que o posicionamento do atleta é orientado pelo árbitro. Conforme é determinado pela Regra 240 da Associação Internacional das Federações de Atletismo, o pé ou outra parte do corpo não poderá tocar a linha de largada ou o solo à frente dela. Duas queimadas geram a desclassificação.

Monitoramento

Uma boa opção para que os profissionais possam acompanhar o rendimento dos atletas durante as corridas são os wearables – aparelho vestível que, dentre suas diversas funções, é capaz de monitorar a frequência cardíaca e dar o resultado do desempenho físico com mais precisão.