quinta-feira, 30 de maio de 2013

Para os que me perguntam da Herbalife, dou minha opinião apenas com 5 artigos



  1. Slimming at all costs: Herbalife-induced liver injury
  2. Toxic hepatitis by consumption Herbalife products a case report: 
  3. Herbal does not mean innocuous: ten cases of severe hepatotoxicity associated with dietary supplements from Herbalife products: 
  4. Association between consumption of Herbalife nutritional supplements and acute hepatotoxicity: 
  5. Severe hepatotoxicity following ingestion of Herbalife nutritional supplements contaminated with Bacillus subtilis: 
Quem tiver mais artigos, pode me enviar. To colecionando rs.

domingo, 19 de maio de 2013

ALERTA – PRÉ-TREINOS, TERMOGÊNIICOS E A VERDADE SOBRE O CASO “NETINHO” – VALE A PENA LER


Excelente texto de um amigo endocrinologista de Brasília, Dr. Flavio Cadegiani (http://corpometria.com.br/), que compactua da mesma opinião que eu, sobre termogênicos e pré-treinos.

Muitos pacientes me consideram chato por ser reticente quanto à prescrição destas substâncias. Felizmente nesse ponto sou radical e paciente meu não é cobaia. Logo, não prescrevo e recrimino o uso.

Vi inúmeras vezes pacientes iniciarem tratamento comigo e utilizarem "escondido" Jack3D ou Oxyelite. No início do tratamento apresentavam TSH (horrmônio tireoestimulante) normal e depois de 6 meses o mesmo subir vertiginosamente, indicando alteração tireoideana, além de positivar anticorpos.

Também vi inúmeras vezes pacientes com "tendências" a transtornos psiquiátricos e após o uso, o mesmo servir como "gatilho" para o desencadeamento de doenças psiquiátricas.

Sem contar que vários desses termogênicos e pré-treinos possuem na sua composição substâncias que podem aumentar a pressão arterial, frequência cardíaca, causar insônia.

Alguns são "batizados" com hormônios ou anorexígenos.

Parece inofensivo mas não é, portanto preservo ao máximo meu paciente. Alimentos termogênicos estão aí pra serem adicionados à alimentação. É muito mais seguro procurar uma nutricionista ou nutrólogo. Mais seguro, mais barato, só não é mais prático rs.


Parece inofensivo mas não é, portanto preservo ao máximo meu paciente.

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ALERTA – PRÉ-TREINOS, TERMOGÊNIICOS E A VERDADE SOBRE O CASO “NETINHO” – VALE A PENA LER

POR DR. FLÁVIO CADEGIANI

Os tão difundidos pré-treinos e termogênicos, utilizados para melhora da performance no treino, sensação de bem-estar e aceleração da queima de gordura, aparentemente inofensivos pois são vendidos livremente nos Estados Unidos, escondem uma realidade um pouco diferente e não tão bacana quanto imaginamos.
Primeiramente, não sabemos ao certo o que estes produtos contêm em sua composição. Na descrição dos ingredientes e produtos utilizados para formulação, costumam vir escrito o nome de algum complexo que não explicita o que contem neste complexo. Diversos estudos independentes nos EUA mostraram que entre 20 e 50 por cento destas formulações contém doses consideráveis de androgênios, anfetaminas e outros aceleradores, Ou você acha que aquele “gás” que o C4 ou Jack3d costumam dar vem de doses homeopáticas de plantinhas que nunca fariam mal algum? No ímpeto de associar seu produto a melhores resultados e a sensação de vitalidade e de força, os fabricantes muitas vezes adulteram propositadamente suas fórmulas.

E por que o FDA (Food and Drug Administration, ou a “Anvisa” dos EUA) não age? Pois bem, todos estem produtos, pasmem, são classificados como simples “alimentos” por este órgão, o que os exime de análise prévia para autorizar a venda destes “simples e inofensivos alimentos”. Sim, é uma grande lacuna de qualidade na competência deste órgão americano, e existe um grande movimento para mudar isso, que enfrenta um gigante lobby das indústrias de suplementos (não, lobby não é uma exclusividade brasileira). Portanto, por enquanto, o que é classificado como suplemento e alimento tem de provar que faz mal para ser avaliado, enquanto qualquer novo medicamento, para ser aprovado, tem de provar que não faz mal para ser liberado. Observem a lógica americana.

Ok, mas quais seriam as consequências a curto e longo prazos?

Para contar da primeira consequência, utilizarei um exemplo que atualmente está em voga: o Netinho. Alguns detalhes da história não estão bem esclarecidos. Primeiro, a questão do nódulo hepático. Doses supra-fisiológicas de androgênios, normalmente acima de 06 vezes o nível normal, que se atinge por usuários pesados de androgênios, podem (vejam bem, eu disse podem, porque não há evidência suficiente de que causam, embora a relação seja clara) causar nódulos hepáticos, mas principalmente quando associados a hormônios de cavalo. Só que o cantor em questão tem comorbidades que não cabe dizer aqui que estas sim apresentam por si só um grande risco de lesões hepáticas. Tudo bem, culparam os androgênios que para ele julgaram ser de cunho meramente estético quando na realidade é um tratamento médico, até onde a informação chegou a mim.

Porém, o maior complicador foi a hemorragia que ele apresentou à biópsia hepática. Ora, o risco de hemorragia é inerente ao procedimento. Mas dizem que a hemorragia foi em excesso por culpa da testosterona e derivados que ele vinha utilizando. Aí já é extremamente questionável. Primeiro, os androgênios causam vasodilatação sim, mas em outros locais como músculos. Nada comprova esta vasodilatação na trama hepática. Segundo e mais importante, o uso de androgênios está associado a aumento de risco de TROMBOSE, e não hemorragia, tanto que temos vistos muitos pacientes jovens sem qualquer fator de risco apresentarem AVC. Normalmente, o aumento de risco de trombose vai de encontro ao risco de hemorragia, pois ele rapidamente coagularia impedindo uma perda maior de sangue.

Então, quem poderia causar o sangramento? Sim, os pré-treinos, aceleradores e outros vaso-dilatadores! Estes sim, se consumidos até 30 dias antes do procedimento, aumentam risco de sangramento. Aproveito aqui para sugerir aos pacientes que serão submetidos a procedimentos e a meus colegas médicos que irão realizar procedimentos invasivos, que solicitem a interrupção de qualquer prép-treino ou termogênico ao menos 30 dias antes. E não somente por conta do aumento de risco de sangramento, mas por outro motivo. Mas qual?

Um caso em Recife(PE) chamou atenção quando um adolescente faleceu por causas cardíacas após ingesta de grandes quantidades de Jack 3d, na antiga formulação (não sei a as novas formulações, sem o DMAA, ou dimethilamylamina, serão tão inofensivas assim). Pois então, esse caso explicitou os riscos cardiovasculares associados ao uso exagerado destes produtos. Que aumentam risco de arritmias, infartos e outras descompensações cardíacas. E estudos também sugerem que o uso prévio também aumento o risco trans-operatório de complicações hemodinâmicas. Portanto, evitar de qualquer modo o uso de Jack 3d, C4, 1MR, Hemo-Rage, OxyelitePro, Lipo6Black ou outros nos 30 dias que antecedem qualquer cirurgia.
Mas os riscos não param por aí. Aproximadamente 30% dos usuários crônicos de Jack3d desenvolvem sintomas depressivos, ansiosos ou associados a síndrome do pânico. E provavelmente estes valores são extrapolados para outros produtos. Os sintomas neuro-psiquiátricos costumam perdurar por algum tempo após a interrupção do uso destes suplementos. E muitos tornam-se verdadeiros dependentes destas composições para poder treinar e viver bem. E garanto, o vício não é somente psicológico, mas químico também, devido a substâncias abertamente descritas e principalmente as escondidas e disfarçadas, como disse no início deste alerta.

Alterações de produção de diversos hormônios, como testosterona e GH, aumento do risco de infecções por apresentar imunomodulações, aumento do risco de Síndrome de Fadiga Crônica, aumento do risco de artropatias e de overtraining são só mais alguns dos riscos associados a estes “inofensivos” produtos.
Então tudo isso significa que devemos parar de usar estes produtos? Bem, eu recomendo fortemente o uso máximo de metade da dose preconizada pelo fabricante. Recomendo também a interrupção prévia a cirurgia como já citei, assim como durante a gravidez e amamentação, por falta de segurança em estudos. E sugiro a substituição, de for imprescindível, de uso de substâncias alternativas, como cafeína e taurina, onde sabemos o que estamos utilizando ao certo.

Espero te mostrado um pouco do que há por trás destes maravilhosos termogênicos e pré-treinos que nos deixam tão felizes e empolgados.

Compartilhem este texto, acredito que seja bem esclarecedor.

Um abraço,

Dr. Flávio Cadegiani (CRM-DF 16219 e CREMESP 160.400)
Médico - Endocrinologista e nutrólogo
http://corpometria.com.br

Fonte: http://www.cadegiani.com.br/alerta-pre-treinos-e-termogeniico-e-a-verdade-sobre-o-caso-netinho-vale-a-pena-ler/

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Whey protein x câncer x diabetes



Muita gente me pergunta pq só utilizo Whey protein em último caso.

Bem, antes de tudo é preciso entender o que é o Whey protein.

O Whey é a proteína do soro do leite de vaca e nele está contido todos os aminoácidos essenciais e não essenciais. Ou seja, é uma proteína de alto valor biológico. Isso é inegável, assim como a proteína do Ovo (albumina) também é.

Dentre os aminoácidos mais presentes no whey temos a Leucina (a mesma leucina presente no BCAA).

Existem estudos mostrando que algumas células cancerígenas possuem receptores ricos em leucina. Logo se você fornece muita Leucina, teoricamente poderia aumentar as chances do tumor criar metástases,

Outro fator interessante, é que o Whey te faz "crescer" justamente porquê estimula mTOR.



Mas o que é a mTOR?

Ela consiste em uma proteína quinase que apresenta forte indução de fosforilação e síntese proteica. Porém ela pode também induzir a proliferação de células cancerígenas, além de ocasionar aumento de uma condição chamada resistência insulínica, que seria na verdade o estágio inicial do diabetes mellitus tipo 2.

Atualmente já é bem conhecida a capacidade da leucina em estimular mTOR.

Logo vem a pergunta principal no post: se temos: Albumina, Proteína do Arroz, Proteína da Carne e até Proteína Isolada da Soja, vale a pena ficar usando sem critérios Whey protein?

Alguns médicos da nutrologia acreditam que o controle dos níveis de insulina é uma das melhores alternativas para se evitar uma série de patologias, dentre elas o diabetes mellitus tipo 2 e o câncer. Níveis aumentados de insulina favorecem uma cascata de reações e dentre elas a ativação de mTOR. Mas por um outro lado essa insulina aumentada num primeiro momento favorece a hipertrofia muscular. Alguns desses aminoácidos presentes no Whey e também nas outras proteínas são o que denominamos de pró-insulínicos ou insulinotrópicos. A dúvida de muitos nutrólogos está aí, será que a suplementação crônica de whey, ativação constante de mTOR e de toda essa cascata poderá ter alguma consequência para a saúde do paciente?


Vantagens do Whey, principalmente os isolados e hidrolisados

Possuem uma rápida absorção e com isso favorecem mais facilmente o ganho de massa magra. Mas às custas de que? Existe estudo a longo prazo mostrando a seguridade do uso do Whey? Dia após dia surgem estudos "execrando" o leite, exemplo o post sobre leite: http://www.ecologiamedica.net/2012/09/por-que-leite-nao-humano-e-prejudicial.html e http://www.ecologiamedica.net/2012/10/sem-gluten-e-sem-lacteos-mas-e-agora.html
Será que não dá pra hipertrofiar utilizando outras proteínas? Como veganos hipertrofiam se não utilizam derivados animais? Falo isso pois atendo pacientes veganos hipertrofiados, que treinam pesado e são saudáveis.

Algumas das razões do post

As imagens acima foram retiradas do blog e facebook de um amigo o nutricionista e professor Henrique Freire: http://riquenutri.blogspot.com.br/ No final de semana discutíamos o porquê de um grande número de pacientes ditos "saudáveis", hipertrofiados, estão apresentando altos níveis de insulina e esteatose hepática (gordura no fígado). Um ponto comum entre a maioria desses pacientes é: o consumo crônico de Whey. Além disso, muitos desses pacientes ficam restritos apenas ao treinamento de força e esquecem da prática de exercícios aeróbicos. O tema ainda é controverso, são apenas observações feitas em consultório e que discuto com alguns amigos da área.

Referências
  1. http://www.nutritionandmetabolism.com/content/pdf/1743-7075-9-74.pdf
  2. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22889894
  3. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21890461
  4. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23462168
  5. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22298573
  6. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21821816
  7. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21890461
  8. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23643661
  9. http://riquenutri.blogspot.com.br/2013/04/dieta-no-cancer.html
  10. http://riquenutri.blogspot.com.br/2012/12/leite-desnatado-engorda-whey-protein.html
  11. http://jn.nutrition.org/content/142/12/2083.abstract
  12. http://riquenutri.blogspot.com.br/2012/10/o-que-fazer-para-hipertrofia.html
  13. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23019799#
  14. http://riquenutri.blogspot.com.br/2012/10/insulina-ganho-de-peso-e-whey-protein.html
  15. http://riquenutri.blogspot.com.br/2012/06/anaerobio-nao-e-sinonimo-de-hipertrofia.html
  16. http://riquenutri.blogspot.com.br/2012/03/whey-inflama.html
  17. http://riquenutri.blogspot.com.br/2012/02/leite-de-vaca-induz-cancer.html
  18. http://riquenutri.blogspot.com.br/2011/07/whey-e-proteina-de-soja.html





Beleza tóxica



A cada dia surgem mais e mais notícias alarmantes sobre a situação do planeta. Ambientalistas insistem para que as pessoas reciclem mais, poupem mais e saibam como consumir sem agredir a natureza.

"Guia Prático do Estilo de Vida Natural", mais do que ajudar você mudar seu comportamento, dá dicas de como ajudar a Terra, poupar os recursos naturais, identificar os produtos danosos e ter uma vida mais simples.

Grande parte das sugestões tem influência significativa no dia a dia. Seja na melhora da saúde por não consumir produtos químicos ou na economia, poupando eletricidade, por exemplo.

Cuidados especiais com as crianças, como cultivar verduras, temperos e frutas em espaços restritos, descobrir inseticidas naturais, utilizar materiais ecológicos e muitas outras ideias, receitas e propostas são apresentadas.

Um dos avisos importantes é a quantidade de produtos químicos que absorvemos sem perceber. Produtos de beleza, por exemplo, possuem algumas substâncias que podem ser muito nocivas para o organismo.

Uma das soluções é saber decifrar o rótulo destes produtos. Veja alguns deles:

Desodorantes
Ingrediente - Alumínio
Procure por - Alumínio zircônio, cloridato de alumínio
Efeitos nocivos - Neurotoxina relacionada ao mal de Alzheimer. Pode provocar doenças cardíacas e pulmonares. Também encontrado em maquiagens.

Produtos com perfume
Ingrediente - Fragrâncias
Procure por - Perfume
Efeitos nocivos - Os perfumes são a mistura de dezenas de produtos químicos e sintéticos que podem causar, asma, irritação na pele, náusea, mudanças de humor, depressão, letargia, irritabilidade e lapsos de memória.

Xampus e Sabonetes
Ingrediente - Detergentes
Procure por - Lauril sulfato de sódio, cocamidopropil betaína, lauril sulfato de amônia, cocamida DEA, cocamida MEA
Efeitos nocivos - Irritação na pele. Podem causar a formação de nitrosaminas, que possuem potencial cancerígeno. Também encontrados em sabonetes comuns e sais de banho.


Guia Prático do Estilo de Vida Natural
Autor: Sheherazade Goldsmith
Editora: Publifolha
Páginas: 224
Quanto: R$ 49,90
Onde comprar: Pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/livrariadafolha/888864-guia-alerta-para-efeitos-nocivos-dos-produtos-de-beleza.shtml

Obs do Dr. Frederico Lobo: Para quem quiser saber um pouco mais sobre o assunto, vale a pena assistir esse vídeo da série: A história das... O vídeo é um excelente trabalho do website Story of Stuffs, mostrando a nocividade dos cosméticos que são usados frequentemente. Produtos carcinogênicos usados na indústria da beleza, nunca receberam a atenção merecida.



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Beleza Tóxica: O perigo dos produtos de beleza por Dr. Carlos Braghini Jr



Se você está lendo este artigo neste blog é por que se preocupa não só com a estética, mas com sua saúde. E é óbvio que você em suas andanças pela internet já leu ou recebeu informações sobre a toxicidade de alguns produtos de beleza. E é também muito provável que tenha ficado confusa com informações frequentemente desencontradas.

Vou tentar colocar ordem na casa apresentando um panorama sobre os cosméticos, e o que parece ser consenso entre os especialistas em saúde. Mas antes de tudo, mesmo os textos alarmistas, contendo alguns exageros, estão certos num aspecto: os cosméticos são uma das principais fontes de contaminação por toxinas a que as pessoas se submetem, dia após dia. Mesmo que seus produtos sejam comprados em lojas “naturais” ou tragam em seus rótulos qualquer outro título fruto do marketing verde. Aprender a se proteger pode fazer toda a diferença, até porque é sempre bom lembrar que o maior órgão do corpo humano é a pele.

Aos questionamentos sobre a segurança do uso de certas substâncias tóxicas, a indústria de higiene pessoal geralmente se defende dizendo que elas são usadas em pequenas quantidades e que não causariam problemas maiores.

Na verdade, apesar de estarem realmente em pequenas quantidades, fica cada vez mais claro que sua toxicidade ocorre por dois fatores concomitantes: uso cotidiano e efeito sinérgico. Produtos de beleza são usados de forma contínua, todos os dias, isto é: xampus, cremes, maquiagem, hidratantes etc. Isto significa que você usa em seu corpo produtos que contém toxinas em pequenas quantidades, mas que vão se acumulando progressivamente.

Seu corpo possui uma maquinaria enzimática que foi desenvolvida ao longo de milhões de anos, baseado no tipo de substâncias que entramos em contato ao longo de nossa história na Terra. Só que o desenvolvimento da indústria química atual nos faz entrar em contato com substâncias que nunca existiram antes e que não existem na natureza. Se não são adequadamente metabolizadas e eliminadas, acabam se acumulando em nosso corpo. E é esse efeito cumulativo que traz riscos potenciais.

A outra questão envolvida é que a máxima de que “o todo é maior do que a soma das partes” cabe bem aqui. O corpo pode até conseguir lidar com pequenas quantidades de uma toxina, mas um produto de beleza contém muitas “pequenas quantidades” juntas. E uma acaba por potencializar o efeito tóxico da outra, daí o efeito sinérgico.

Sim, minha amiga – digo amiga, pois os homens sofrem também, mas em menor proporção. Não sei por vocês, mas imaginem uma criança que pinta as unhas ou usa maquiagem: com que idade ela começa a usar produtos de maquiagem e beleza? 14, 15, 18, 20? Não importa quando comece, mas agora pense comigo: quando ela irá para de usar estes produtos? 60, 70, 80, 90? É uma vida inteira acumulando “pequenas” quantidades de inúmeros produtos químicos.

Esta é a razão principal deste artigo: alertá-la para que possa se defender e minimizar a exposição às toxinas e outras substâncias.Muitas das toxinas encontradas em nosso sangue foram absorvidas do meio ambiente; consequentemente, muitas vezes somos os responsáveis por este autoenvenenamento.

A maior parte dos produtos de beleza, maquiagem, perfumes, cremes (sem contar os para lavar as roupas, limpar a casa e até mesmo aquele cheirinho de carro novo) possuem substâncias químicas que rompem o balanço hormonal e afetam negativamente o sistema endócrino.

Estas substâncias recebem o nome de disruptores endócrinos, disruptores ambientais ou xenohormônios. O radical “xeno” quer dizer “estranho". Elas podem se acumular no organismo, levando ao desequilíbrio hormonal.

A grande maioria destes pseudo-hormônios possui ação semelhante ao estrogênio, o hormônio feminino produzido principalmente, pelos ovários. Por isso não é difícil encontrar uma correlação entre o uso de cosméticos e o desequilíbrio hormonal que encontro hoje em mulheres antes dos 40 anos. A maioria está num quadro que o John Lee, o maior estudioso de hormônios femininos chama de dominância estrogênica.

No meu livro, Ecologia Celular, eu trato deste assunto: “O ideal seria controlar a indústria química, algo que está sendo tentado na Europa, onde tramita no Parlamento Europeu o projeto de lei REACH (siglas em inglês de Registro, Avaliação e Autorização de Químicos). É uma questão sensível já que 86% dos 2.500 produtos químicos mais usados carecem de informação pública sobre sua segurança. A própria Agência Europeia do Meio Ambiente reconheceu, em 1998, que "a exposição generalizada em baixas doses de substâncias químicas pode causar danos, possivelmente irreversíveis, especialmente a grupos vulneráveis como crianças e mulheres grávidas".

A realidade é que não devemos aguardar uma ação política em grande escala. Esses agentes químicos encontram-se ao nosso redor, na nossa alimentação, na água, no ar e nos produtos industrializados, e a nossa única opção é decidirmos por nossa própria conta, como consumidores esclarecidos.

Hoje, cerca de 80.000 produtos químicos estão em uso comercial e a cada 20 minutos a indústria coloca mais um no mercado. Por isso, alguns indivíduos contêm mais de 500 destas substâncias em seus próprios corpos.

O The Mount Sinai School of Medicine, de Nova Iorque, testou o sangue e a urina de alguns voluntários e encontrou:
  • 167 componentes químicos industriais, numa média de 91 componentes por pessoa, sendo que dos 167 componentes químicos:
  • 76 são reconhecidamente causadores de câncer em humanos,
  • 94 são tóxicos ao cérebro e ao sistema nervoso,
  • 82 afetam a respiração e os pulmões,
  • 86 afetam o sistema hormonal e
  • 79 provocam defeitos congênitos e/ou distúrbios no desenvolvimento da criança.
Outros pesquisadores vão pelo mesmo caminho: Margareth Schlumpf e suas colegas do Instituto de Farmacologia e Toxicologia da Universidade de Zürich, Suíça, detectaram de que muitos dos produtos químicos largamente utilizados em cosméticos, mimetizam os efeitos dos estrogênios e alavancam anormalidades comportamentais em ratos.

Elas testaram seis produtos químicos comuns utilizados em filtros solares, batons e cosméticos faciais. Cinco dos seis testados – benzofenona-3 (BP3); homosalato; 4-metil-benzilideno-cânfora (4-MBC); octil-metoxicinamato e octil-dimetil-PABA – comportaram-se como estrogênios fortes em testes de laboratório, estimulando as células cancerígenas a crescerem mais rapidamente.

Somente um dos produtos químicos, denominado butil-metoxidibenzoilmetano (B-MDM), mostrou-se não ativo. Um produto químico muito comum em filtros solares, o 4-MBC, apresentou forte correlação com mioma uterino e endometriose, quando misturado com óleo de oliva e aplicado na pele de ratos. "Foi assustador porque utilizamos concentrações presentes na média dos filtros solares", disse Schlumpf. Por tudo isso precisamos começar a nos conscientizar sobre os riscos de aplicar estas substâncias no nosso corpo!

Autor: Dr. Carlos Braghini Jr., médico, especialista em quiropraxia e autor do livro Ecologia Celular.

Fonte: http://belezaorganica.blogspot.com/2011/10/os-riscos-dos-produtos-de-beleza-ii_09.html?spref=fb



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Estudo detecta chumbo em 400 batons vendidos nos EUA



Pesquisa recente feita pelo governo americano com os 400 batons mais vendidos no país detectou níveis elevados de chumbo na composição dos cosméticos. Segundo o Washington Post, a discussão sobre a quantidade de substâncias químicas nas maquiagens não é novidade, mas a escala do material encontrado foi superior a outros estudos já realizados.

Cinco batons da L'Oréal e da Maybelline, marcas da L'Oréal americana, estavam entre os 10 mais contaminados, segundo o teste da agência de vigilância sanitária dos Estados Unidos (FDA). Além disso, dois produtos da Cover Girl, dois da Nars e um da Stargazer também figuraram na listagem.

O resultado da análise dos componentes presentes nos cosméticos acirra a discussão entre os integrantes da Campanha por Cosméticos Seguros e o governo americano. Há anos o grupo pressiona o governo para que haja regulação no nível de chumbo nos batons.

O FDA defende que os níveis do componente encontrados nos batons não representa risco à segurança dos consumidores, ainda que o mais recente teste tenha apresentando quantidades superiores ao primeiro.

Os integrantes da Campanha, por sua vez, afirma que a vigilância sanitária do país não tem estudos científicos que comprovem que de fato o uso do batom não cause nenhum prejuízo à saúde das mulheres, especialmente as grávidas e as crianças.

Os primeiros relatos de chumbo em batons tiveram início nos anos de 1990 e, em 2007, o grupo Campanha por Cosméticos Seguros testou 33 batons vermelhos para provar que eles excediam o limite aceitado pelo FDA de chumbo em doces. O órgão apontou a comparação como inválida, pois os batons não são feitos para ingerir, como os doces, e em 2008 fez os primeiros testes próprios em 20 cosméticos.

A cientista do Conselho dos Produtos de Cuidado Pessoal, Halyna Breslawec, em entrevista ao Washington Post, declarou que o chumbo não é acrescentado pelas empresas. Segundo ela, eles estão presentes nos corantes feitos a partir de minerais que são aprovados pela vigilância sanitária

Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/2012/02/16/estudo-feito-pelo-fda-detecta-chumbo-em-400-batons.jhtm

Dica de textos sobre cosméticos e poluição ambiental (dica da nossa amiga Renata S. Esteves do Blog Beleza Orgânica)

terça-feira, 7 de maio de 2013

Água da torneira pode ser mais limpa que água mineral em garrafão


Pesquisadores da UNESP de Araraquara (SP) avaliaram a qualidade de três "modelos" de água mineral e detectaram níveis preocupantes de contaminação em galões de 20 litros.

Todos os garrafões analisados estavam dentro do período de validade.

Nunca se vendeu tanta água mineral no mundo, o que em parte é resultado de uma bem-sucedida promoção do produto engarrafado como alternativa mais limpa, mais pura e mais segura àquela que nos chega pelas torneiras.

Mas o estudo realizado por Maria Fernanda Falcone Dias e seus colegas, e publicado na revista Food Control, sugere que não é bem assim.

Na verdade, em alguns casos, pode ser o contrário.

1.000 vezes pior

Em várias amostras analisadas foram encontrados níveis preocupantes de bactérias nos garrafões de água mineral antes do vencimento do prazo de validade indicado no rótulo das garrafas.

Em alguns casos, isso ocorreu já nos primeiros dias após o envase.

Em dois terços dos 60 galões a contagem de microrganismos ficou acima do limite aceitável para a água da torneira.

Em certos casos, o valor obtido era 1.000 vezes maior que esse padrão. Uma bactéria oportunista foi encontrada em pelo menos duas amostras.

Proveniente de fontes naturais, a água mineral não passa por nenhum tipo de tratamento. Ela deve ser livre de contaminação na origem e preservar suas características originais, o que inclui a presença de diversos sais e de uma fauna microbiana considerada benéfica à saúde humana.

Geralmente em posse da iniciativa privada, as fontes de água mineral devem ter sua qualidade certificada pelo Departamento Nacional de Pesquisa Mineral (DNPM).

Já a água de abastecimento público (vulgarmente conhecida como "torneiral"), além de passar por tratamento químico e físico, tem sua qualidade obrigatoriamente verificada por análises microbiológicas antes de ser distribuída nas cidades.

A principal análise é chamada CHP, sigla para Contagem de [microrganismos] Heteretróficos em Placa. Embora esse teste seja feito também na água engarrafada, antes do envase, a legislação só estabelece um valor máximo aceitável - de 500 UFC/ml (unidades formadoras de colônia por mililitro de água) - para o líquido que vai para as torneiras.

"Esse é o padrão internacional, que é seguido pela Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária]", explica Maria Fernanda.

Mas já existe uma tendência mundial de adotar o mesmo limite máximo também para a água de garrafa, acrescenta ela.

Contaminação na água mineral

Maria Fernanda analisou o conteúdo de garrafas de meio litro e de 1,5 litro em 11 ocasiões ao longo de um ano, que é o prazo recomendado para seu consumo. Já os garrafões de 20 litros passaram por cinco testes, realizados ao longo dos 60 dias de validade do produto. Ao todo foram 324 amostras de seis marcas diferentes.

Além da CHP, outras análises procuraram detectar a presença de coliformes fecais e totais e de bactérias como a Escherichia coli e a Pseudomonas aeruginosa, que podem causar diarreia e infecções, principalmente em crianças, gestantes e idosos.

Os resultados mostraram que, dos três tipos de garrafa d'água, o garrafão de 20 litros foi o que apresentou mais problemas de contaminação.

Em dois terços dos 60 garrafões analisados foi encontrada contagem superior a 500 UFC/ml - às vezes chegando a incríveis 560.000 UFC/ml, mais de mil vezes acima do padrão aceitável para a água de abastecimento.

Fonte: http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=agua-torneira-mais-limpa-agua-mineral-garrafao&id=8813&nl=nlds

Assista também:


Estudo da USP detecta concentrações expressivas de arsênio em arroz


O arroz, um dos principais grãos da dieta do brasileiro, se não submetido a um controle de qualidade eficaz, pode apresentar uma concentração de variações da substância arsênio acima do ideal. O alerta vem de uma pesquisa realizada na Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP. "Tal concentração elevada pode contribuir para o desenvolvimento de doenças crônicas, como o câncer", observa o farmacêutico-bioquímico Bruno Lemos Batista, autor do estudo.

Batista identificou concentrações expressivas da substância arsênio em diversas variedades de arrozes comercializados no país, tais como o tipo branco (polido), o arroz integral (sem polimento) e parboilizado (do inglês partial boiled, ou seja, parcialmente fervido). Nas análises, foram constatados níveis moderadamente elevados, na faixa dos 222 nanogramas (ng) de arsênio por grama de arroz, similares a concentrações encontradas em arrozes de outros países como a China. O arroz do tipo integral foi um dos que apresentaram maiores concentrações, pois, em geral, o arsênio pode se acumular no farelo.

"Decidimos fazer a especiação química destes grãos, verificando que, em média, nossos grãos possuem ao redor de 40% do arsênio presente nas formas orgânicas e 60% nas formas inorgânicas", conta Bruno.

Considerando a média de arsênio no arroz e que o brasileiro consome 86,5 g desse grão ao dia, a ingestão de arsênio via arroz é pouco maior que via água em sua concentração máxima permitida para ingestão (10 microgramas [µg] de arsênio por litro de água), a partir da média de 2 litros de água diários.

Variações da substância

O arsênio se apresenta na natureza (solo, alimentos, água) em mais de vinte formas diferentes, algumas mais e outras menos tóxicas aos seres humanos, outros animais e até plantas. Dependendo da forma e da quantidade ingerida pela pessoa este arsênio pode causar sérios danos ao organismo como o câncer, causado pelo arsenito, uma das formas de arsênio. Por outro lado, existem formas que, se ingeridas em grandes quantidades, não causam danos ao organismo humano como, por exemplo, a arsenobetaína, comumente encontrada em alimentos marinhos como o camarão.

O estudo buscou identificar essas variações da substância por um método de análise denominado especiação química de arsênio. Nesse processo são definidas todas as espécies (ou formas) de arsênio em uma determinada amostra e suas quantidades. As formas de arsênio são separadas por um instrumento de análise química chamado ligado a outro instrumento para "quantificar". "No primeiro equipamento, as moléculas contendo arsênio em suas diversas formas passam por um aparato chamado 'coluna cromatográfica' que é nada mais que um tubo 'recheado' com uma substância que retém por mais tempo algumas moléculas por interações físico-químicas, e retém menos outras moléculas, por haver pouca ou nenhuma interação com esse recheio", explica o pesquisador.

Após o primeiro processo, o segundo equipamento faz a quantificação do arsênio presente nessas moléculas. "Este instrumento de análise química é o mais moderno para este tipo de análise, conseguindo determinar baixíssimas concentrações com alta especificidade", ressalta Batista, que alertou para a importância do preparo da amostra durante o procedimento. "Como não queremos 'modificar' as espécies de arsênio devemos utilizar um meio que as remova dos grãos de arroz, por exemplo, sem quebrar a molécula contendo arsênio", completa.

Das vinte espécies de arsênio presentes no ambiente, as cinco vistas como mais importantes foram utilizadas como objeto de estudo. As variações mais importantes são assim classificadas por serem mais comuns, mais estudadas ou mais tóxicas. Entre estas espécies destacam-se, em ordem crescente de toxicidade, a arsenobetaína (AsB), dimetil arsênio (DMA), monometil arsênio (MMA), arsenato (As5+) e arsenito (As3+). "Assim, por exemplo, o As3+ é mais tóxico, gera mais danos a um organismo, que o DMA", aponta o pesquisador.

Políticas de saúde

Para o pesquisador, a fiscalização sobre o que consumimos deve estar entre as principais diretrizes das políticas públicas e, no caso do arroz, essa proposta não muda."Temos que procurar sempre a segurança através, no mínimo, do monitoramento da concentração de arsênio e suas espécies químicas, principalmente as inorgânicas e, na medida do possível e da necessidade, realizar pesquisas básicas para entendê-las num processo dinâmico desde plantas até o ser humano".

Para Batista, outros alimentos também deveriam entrar nesse monitoramento, "focando tanto a quantidade de elementos que causam danos ao organismo, como o mercúrio presente no peixe da Amazônia, como na quantidade de elementos químicos essenciais ao funcionamento do nosso organismo, como o selênio na castanha do Pará".

Fonte: http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2013/05/06/estudo-da-usp-detecta-concentracoes-expressivas-de-arsenio-em-arroz.htm