quinta-feira, 31 de março de 2011

Como reduzir a exposição ao BPA: dicas valiosas

Sabemos que o Bisfenol-A (BPA) está ao nosso redor e o Centro de Controle de Doenças (CDC) alega que  a substância está em quase 95% dos humanos. Estudos de laboratório relacionaram o BPA ao câncer de mama, junto com uma série de outros problemas sérios de saúde.

Mas qual é a principal fonte do BPA que contamina nosso corpo?

Se removermos esta fonte, em quanto diminuem nossos níveis de BPA?

O Fundo do Câncer de Mama e o Instituto Silent Spring conduziram um estudo, publicado hoje na Environmental Health Perspectives para descobrir.

Eles inscreveram 5 famílias em uma investigação que durou 1 semana. Primeiro as famílias ingeriram uma sua alimentação normal (tradicional). Depois, forneceram aos participantes durante 3 dias, refeições orgânicas recém preparadas que evitaram contato com embalagens que contém BPA, tal como comida enlatada e plástico policarbonato. Por fim, as famílias retornaram as suas dietas normais. Mediram seus níveis de BPA em cada estágio.

Enquanto comiam a alimentação orgânica recém-preparada, seus níveis de BPA caíram em média 60%. Aqueles com os níveis de exposição mais elevados tiveram uma redução ainda maior: 75%.

Estes resultados inovadores nos dizem que remover o BPA das embalagens eliminará nossa fonte principal de exposição.
Abaixo um pequeno resumo das mudanças que fizeram na dieta das famílias e dicas de como você pode reproduzi-las em sua própria cozinha:
  • Mude para o aço inoxidável e utilize vidro para armazenamento de alimentos e recipientes de bebidas;
  • Transfira alimentos para recipientes de cerâmica ou vidro para usar micro-ondas;
  • Considere um recipiente térmico para café – quem faz café em casa pode estar armazenando a água em recipientes baseados em policarbonato ou tubos baseados em ftalato;
  • Coma fora de casa, o mínimo possível. Evitem principalmente aqueles restaurantes que não usam ingredientes frescos;
  • Restrinja o consume de comida enlatada;
  • Escolha frutas e vegetais orgânicos e frescos quando possível e congele quando não for possível;
  • Deixe os feijões de molho antes de cozinha-los (você pode fazer a mais e congelá-los);
Quando tomamos medidas para reduzir nossa exposição ao BPA, precisamos de soluções abrangentes para assegurar que todos estejam protegidos dessa substância. É por isso que muitos ambientalistas, nutricionistas e médicos estão querendo mostrar para a indústria que preferem embalagens de alimentos seguras e não tóxicas.



Fonte: http://blog.saferchemicals.org/2011/03/how-to-reduce-bpa-levels-by-60-percent-in-3-days.html

Benefícios e contra-indicações do chá verde


Muito se fala sobre as propriedades funcionais do chá branco e verde, mas qual é a real diferença entre eles?

Tanto o chá verde, quanto o chá branco são produzidos a partir de um processo químico de oxidação (incorretamente chamado de fermentação) das folhas de uma planta chamada Camelia Sinensis.

Entretanto, a diferença entre esses dois chás é que o branco é colhido quando as folhas ainda estão bem jovens, ou seja, o que distingue um chá do outro é quando as folhas da planta são colhidas.

As pesquisas indicam que o chá branco, por ter folhas mais jovens, possui maior concentração de catequinas, que são as principais substâncias ativas do chá branco e do chá verde.

Além disso, os estudos comprovam que essas catequinas do chá branco são mais ativas que as catequinas de outros chás. Portanto, acredita-se que, por apresentarem maior concentração de catequinas, seu efeito é mais potente. Porém, vale ressaltar que os estudos sobre o consumo de chá branco em humanos são escassos.

A maior parte dos estudos descrevem fitoquímicos presentes no Chá verde. Como já foi dito acima, consiste em um produto obtido a partir da planta Camellia sinensis, contém mais de 200 compostos, em que os mais conhecidos e mais abundantes são os polifenóis. Estes incluem:
  • Epicatequinas (EC),
  • Epigalocatequinas (EGC),
  • Epicatequina-3-galato (ECG),
  • Epigalocatequina-3-galato (EGCG)
Os polifenóis do chá verde podem desempenhar efeitos benéficos em várias condições clínicas, sendo que as mais estudadas e caracterizadas estão relacionadas ao câncer, sobrepeso/obesidade e doença cardiovascular.
As catequinas presentes nos chás obtidos da Camelia Sinensis são consideradas potentes antioxidantes e antiinflamatórios, pois inibem a ativação do fator NF-kB, que é um ativador da inflamação. Por isso, o consumo regular de chá verde oferece diversos efeitos protetores ao organismo, devido à redução do processo inflamatório de uma maneira geral.

Os estudos indicam que o consumo ideal de chá verde para garantir os benefícios das catequinas é de 4 a 5 xícaras ao dia. Porém, é importante lembrar que ele nunca deve ser reaquecido.

Ação anti-cancerígena do chá verde

Muitos estudos sugerem que o consumo de chá verde está relacionado com a diminuição do risco de diversos tipos de cânceres.

Uma meta-análise publicada em 2006 que avaliou estudos epidemiológicos encontrou que o consumo elevado do chá verde (> 5 xícaras/dia) foi associado com uma redução de 20% no risco de câncer de mama (risco relativo = 0,78, 95% intervalo de confiança [IC], 0,61 a 0,98).

Outra meta-análise também publicada em 2006 encontrou que o alto consumo de chá verde foi associado com uma redução de 18% no risco de câncer colorretal (risco relativo = 0,82; 95% IC, 0,69-0,98).

Outros estudos avaliaram a relação entre o chá verde e câncer de próstata. Um estudo científico controlado acompanhou 60 pacientes com neoplasia intraepitelial prostática de alto grau (NIP, lesão benigna). Os pacientes foram agrupados de forma aleatória para receber durante um ano o extrato de catequinas do chá verde (200 mg, 3x/dia) ou placebo. Trinta por cento dos pacientes do grupo placebo (n=9) evoluíram para o câncer de próstata, enquanto que no grupo chá verde foi de apenas 3% (n=1). Um estudo epidemiológico com cerca de 50.000 homens japoneses mostrou uma relação dose-dependente entre o consumo de chá verde e redução no risco de câncer de próstata avançado.

Ação no Sobrepeso/Obesidade

Estudos clínicos têm analisado o efeito do chá verde na perda e na manutenção do peso. Um estudo duplo-cego e controlado comparou os efeitos da ingestão do extrato de chá verde em 240 adultos japoneses obesos.

Os resultados mostraram que o grupo tratado apresentou redução significativa no peso corporal, índice de massa corporal, massa gorda e circunferência da cintura e do quadril (p < 0,05).

Ação nas  doenças cardiovasculares

Estudos epidemiológicos sugerem que a ingestão de chá verde está associada a um menor risco de doenças cardiovasculares.

Um estudo de coorte prospectivo com mais de 40.000 adultos japoneses mostrou que o consumo de chá verde foi inversamente associado com a mortalidade por doença cardiovascular. As mulheres que consumiram cinco ou mais xícaras/dia apresentaram 31% menos mortalidade por doença cardiovascular.

Um estudo duplo-cego randomizado controlado por placebo com 240 adultos chineses com hipercolesterolemia leve a moderada analisou a suplementação diária do extrato de chá-verde enriquecido com teaflavina. O grupo suplementado apresentou redução de 16,4% nos níveis de LDL (lipoproteína de baixa densidade) e em 11,3% nos níveis de colesterol total em comparação com o grupo placebo.


Obs: Muitos pacientes me perguntam:
1) Dr, como preparo o chá verde?
2) Dr, o chá verde em saquinho tem efeito ??
3) Dr, qual é melhor , cápsula de chá verde ou o chá in natura ?
4) Dr, existe alguma contra-indicação?

Bem, vamos por partes.
1 - Preparo do chá

Tem gente que é leiga e não sabe o que está falando quando afirma que o chá tem q ser feito em infusão. Tem estudos mostrando que infusão por até 10 minutos e manutenção em geladeira por até 24h não ocasiona perda dos polifenóis e catequinas. Portanto vai aí a dica pra preparar um chá verde saboroso:
1 colher de sobremesa de chá verde ( +- 10g)
1 litro de água filtrada
1 rama de canela ou erva doce

Ferver de preferência em uma chaleira por no mínimo 5 minutos, até no máximo 10 minutos. Se for possível mexer com uma colher de pau.
Desligar o fogo, esperar esfriar um pouco e começar a tomar. Pode ser armazenado na geladeira por até 24 horas. Mas geralmente indo o seguinte: fazer cedo e tomar até as 14:00.
Atenção, evite de ingeri-lo próximo às refeições ou após pois os polifenóis impedem a absorção de cálcio, magnésio, ferro e zinco.

Para ler mais sobre o preparo: http://www.scielo.br/pdf/cta/v30s1/29.pdf

2 - Chá verde em sachê

Eu prefiro comprar o chá verde orgânico da mãe terra, a quantidade de chá verde no sachê é pouca, portanto faz-se necessário utilizar vários sachês.

3 - Cápsulas (extrato) ou in natura

Existem estudos comparativos e cada um tem suas vantagens. A cápsula tem a questão da comodidade, praticidade, porém o chá in natura (quando adicionado outras ervas ou sucos) pode ser saboroso e uma forma de aumentar a ingestão de água (algo muito comum entre meus pacientes, principalmente mulheres). Portanto estimulo o uso do chá in natura.

Apenas a título de curiosidade:
  • Obesidade: o chá in natura tem efeito maior que o extrato, mas o efeito no índice de massa corpórea (IMC) é igual para os dois.
  • A pressão arterial diastólica reduziu nos dois.
  • Triglicerídeos reduziram com o chá in natura e não reduziram tanto com o extrato.
4) Contra-indicações
Sim, existem. Geralmente contra-indico para pacientes com:
1 - HIPOTIREOIDISMO (devido excesso de flúor, que pode piorar a disfunção tireoideana)
2 - Paciente com ANEMIA FERROPRIVA
3 - Paciente com sensibilidade à CAFEÍNA
4 - Pacientes portadores de GASTRITE ou REFLUXO (mesmo existindo estudos que mostram que o chá verde pode melhorar a gastrite).


Dr. Frederico Lobo
www.ecologiamedica.net

Obs: Para ler mais sobre Antioxidantes no blog, veja o post: http://www.ecologiamedica.net/2010/11/antioxidantes.html

segunda-feira, 28 de março de 2011

Governo precisa encontrar um local para depositar lixo radioativo de Angra (sugiro o quintal da casa de quem deu a idéia para criação da usina)


Procuram-se, em algum canto brasileiro, cidades interessadas em receber definitivamente — por séculos a fio — 578,6 toneladas de combustível altamente radioativo, usado pelas usinas nucleares Angra 1 e Angra 2 para gerar energia.

A busca inclui municípios dispostos a acolher também 7,4 mil tambores abarrotados de papéis, vestimentas, filtros e resinas contaminados por índices baixos e médios de radioatividade.

O tempo é curto para as candidatas se manifestarem e serem selecionadas. As piscinas que resfriam o combustível usado em Angra 1 e 2 suportam mais material radioativo somente até 2021. No galpão da mais antiga usina nuclear brasileira, Angra 1, só resta 16,7% de espaço. O lixo atômico terá de ir para algum lugar. Só não se sabe, até agora, para onde.

Reportagem de Vinicius Sassine, no Correio Braziliense.

O funcionamento dos dois reatores nucleares, que contribuem com 1,9% da energia gerada no país, causou, ao longo das últimas três décadas, um problema incômodo, que desafia as autoridades responsáveis pela energia nuclear no Brasil. Os rejeitos radioativos estão abrigados no espaço físico de Angra 1 e Angra 2 desde o início das atividades das usinas.

Os primeiros 59 tambores com lixo atômico de Angra 1 foram gerados em 1982. Angra 2 produziu 38 tonéis em 2002 e não parou mais. Mas a principal preocupação é com o combustível usado e descartado dos reatores direto às piscinas de resfriamento. À base de urânio enriquecido, o material tem alto nível de radioatividade e longo tempo de duração. Esses restos devem ficar pelo menos 10 anos nos tanques. Em Angra 1, estão depositados há quase 30 anos.

Tanto os resíduos de baixa e média atividade quanto o combustível precisam deixar o complexo de Angra dos Reis (RJ). A comissão responsável pelo programa nuclear brasileiro definiu um cronograma para a construção dos depósitos definitivos e o apresentou ao então presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2008. O cronograma trazia datas para a construção dos depósitos. O espaço para os rejeitos de baixa e média atividade deveria começar a ser edificado em 2014. Já as obras do depósito de combustível usado deveriam ter início em 2019. A cidade que vai acolher esse material, conforme o cronograma, precisaria ser selecionada três anos antes.

Prorrogação

A Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), responsável pela destinação final dos rejeitos, admitiu ao Correio que o cronograma não será cumprido. Será necessário prorrogar prazos, o que deve gerar um impasse. Mesmo se o cronograma previsto fosse cumprido, a Eletrobras Eletronuclear — a quem cabe administrar as usinas — ficaria cinco anos sem ter como depositar o combustível usado, caso os reatores continuem a funcionar. “Se os depósitos não forem construídos, será necessário parar as usinas”, afirma o coordenador de Comunicação e Segurança da Eletronuclear, José Manuel Diaz.

As piscinas de Angra 1 e 2 têm capacidade para abrigar combustível usado até 2021. O depósito definitivo, pelo cronograma original, deveria começar a receber o rejeito em 2026. “O problema no mundo inteiro é o combustível usado. A gente nem pensou ainda nas cidades (que vão abrigar os rejeitos). É necessário primeiro achar um sítio geológico adequado”, diz o presidente da Cnen, Odair Gonçalves. “O sítio das usinas não vai ser descomissionado (quando ocorre a desativação) nos próximos 50 anos. Temos tempo para isso.”

Diante da indefinição sobre um depósito definitivo, a Eletronuclear planeja construir uma terceira piscina de resfriamento em Angra. Uma possibilidade para reduzir o volume de rejeitos é a incineração. Não há qualquer previsão oficial de reciclar o combustível — que ainda guarda 40% de energia —, a exemplo do que fazem Japão e países da Europa.

Compensações

Três municípios já se dispuseram a receber os rejeitos de baixa e média atividade, em troca de royalties e outras compensações financeiras, mas a Cnen não diz quais são as cidades, nem as regiões.

Quando um dos depósitos de Angra 1 esteve próximo de ficar lotado, com 94% de ocupação, a Eletronuclear precisou fazer uma supercompactação dos resíduos para obter mais espaço para o lixo. No caso do combustível usado, não faltará espaço, afirma José Manuel Diaz, da Eletronuclear. “Está tudo dentro das normas e convenções internacionais.”

O problema principal é a piscina de resfriamento de Angra 2. Funcionando há menos de 10 anos, já teve 35% do espaço ocupado. A dificuldade na destinação dos rejeitos é um dos aspectos que será verificado in loco por uma comissão de senadores. A visita a Angra dos Reis está prevista para quarta-feira.

Fonte: http://www.ecodebate.com.br/2011/03/28/governo-precisa-encontrar-um-local-para-depositar-lixo-radioativo-de-angra/

Suco de caixinha tem mais açúcar que refrigerante

Em média, os sucos vendidos em caixinha têm mais açúcar do que os refrigerantes. Dependendo da marca, um suco de uva, por exemplo, pode ter até 70% a mais de açúcar do que um guaraná.

Essa é uma das conclusões de um estudo divulgado nesta quinta-feira (18) pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que comparou a quantidade de açúcares, sódio e gorduras em diversos alimentos industrializados de várias marcas.

Na média, os refrigerantes de cola ou guaraná apresentam um teor de açúcar de 10 g em um copinho de 100 ml. Os sucos, entre 11 g e 11,7 g, em média, dentro do mesmo recipiente. As diferenças maiores, porém, foram detectadas na comparação entre marcas e sabores.

Foi constatado, por exemplo, que entre os sucos com concentração de polpa entre 30% e 50%, o de manga é o que tem menor quantidade de açúcar: foi detectado uma concentração de 9,8 g por 100 ml. No mesmo tipo de suco, sabor uva, o teor de açúcar era de 14,5 g.

O néctar, tipo de suco com concentração de polpa menor (entre 20% e 30%) apresentaram, em média, quantidade de açúcar menor (11g, contra 11,7g dos sucos mais concentrados).

Neste caso, também houve diferença entre marcas e sabores. Os de laranja, maçã e pêssego, por exemplo, tinham média de 11 g de açúcar por 100 ml. Os de uva, novamente, tinham mais, 14g/100 ml.

Nos refrigerantes, também há variação de açúcar dependendo da marca. Entre quatro fabricantes de guaraná, por exemplo, houve uma marca que registrou 8,5 g de açúcar em 100 ml analisados, o menor valor. Outra marca, apresentou 11,3g/100ml, a maior concentração.

O estudo completo está disponível no site da agência

Fonte: http://noticias.r7.com/saude/noticias/suco-de-caixinha-tem-mais-acucar-que-refrigerante-20101118.html

Medicamento à base de melatonina pode melhorar a qualidade de vida de portadores de demência

Um novo estudo, conduzido por médicos da Escócia, quer descobrir se uma droga associada ao sono pode melhorar a qualidade de vida das pessoas com demência.

A informação foi publicada no site do jornal britânico "The Telegraph" nesta segunda-feira.

A empresa de pesquisa médica CPS Research, em Glasgow, está conduzindo um ensaio clínico utilizando um medicamento contendo melatonina, um hormônio que induz ao sono. Os pesquisadores esperam que a substância reduza sintomas associados à demência.

A equipe do projeto "Melatonin in Alzheimer's Disease", pioneiro no mundo, espera recrutar 50 pacientes para o estudo, durante um período de seis meses.  Qualquer paciente diagnosticado com Alzheimer, que esteja em tratamento, pode ser elegível para participar do estudo.

A causa mais comum de demência é a doença de Alzheimer, mas outras condições que afetam o cérebro também podem causar o problema.

Segundo Gordon Crawford, do CPS Research, "a demência é uma condição degenerativa, que afeta a vida de famílias e amigos dos pacientes. Ao reduzir os sintomas da doença, espera-se que tanto os pacientes quanto seus acompanhantes possam desfrutar de uma qualidade de vida melhor".

"Na nossa base para o projeto, investigamos uma versão de liberação lenta do composto natural melatonina. Nossos resultados sugerem que os participantes funcionavam melhor durante o dia - possivelmente por causa de um padrão de qualidade do sono melhor."

"A melatonina não é utilizada no tratamento da demência, mas é registrada na Europa e no Reino Unido para uso em pacientes idosos com dificuldades para dormir. Já foi provado que o hormônio é seguro e isento de efeitos colaterais. Estamos investigando se o uso como um tratamento adicional da demência pode transformar a vida dos pacientes e seus cuidadores."

"Com a ajuda de voluntários da Escócia, nosso objetivo é determinar se a adição de melatonina aos tratamentos atuais pode proporcionar um grande avanço no tratamento da demência."

Para Alan Wade, do CPS Research, "o que sabemos é que os pacientes com Alzheimer não produzem melatonina como pessoas saudáveis. O estudo vai descobrir como a adição de melatonina os afeta."

A droga utilizada no estudo é chamada Circadin.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/894980-hormonio-do-sono-pode-reduzir-sintomas-da-demencia-diz-estudo.shtml

Correlação entre corantes (artificiais) alimentares e TDAH (transtorno de déficit de atenção com hiperatividade)

A Food and Drug Administration (FDA) disse que pretende recolher esta semana pareceres de alguns especialistas sobre a possível associação entre corantes artificiais e hiperatividade em crianças.

O Centro para Ciência de Interesse Público (CSPI) solicitou ao FDA em 2008 a proibição do Amarelo 5, Vermelho 40, e outros usados ​​corantes artificiais,  alegando que "têm sido evidenciado em vários estudos clínicos, que eles podem prejudicar o comportamento infantil" O CSPI tambem solicitou que fosse obrigatório o uso de rótulos advertindo a presença de tais corantes, até que a proibição entre em vigor.

Na quarta-feira e quinta-feira desta semana, o FDA  quer solicitar a um grupo de especialistas que analisem as evidências a cerca do tema, em resposta à petição da CSPI, além de decidirem o que será necessário (conduta) para garantir a saúde da faixa estudada. O FDA também divulgou para o Comitê de consultoria sobre alimentação as informações com o motivo da reunião nesse documento.


Para alguns especilistas os estudos devem ser revistos e analisados de forma minuciosa pois à primeira vista, um estudo pode correlacionar corantes com TDAH, mas quando você considera outros fatores importantes que poderiam ser responsáveis ​​pelos resultados, tais como gênero, escolaridade materna, a dieta e outros fatores, torna-se impossível associar que o TDAH é devido corantes alimentares.
 
As controvérsia sobre o uso de corantes ganharam força com um estudo feito pela Southampton em 2007 e publicado na revista britânica The Lancet. Nesse estudo os pesquisadores analisaram os efeitos das misturas de aditivos num grupo composto por 297 crianças (faixa etátia de 3 a 9 anos) e concluiu que os aditivos alimentares tiveram leve, porém, significativa correlação com a hiperatividade das crianças, até a metade da infância. Porém, o estudo foi alvo de críticas, devido ao fato das crianças participantes terem recebido coquetéis de aditivos, o que torna impossível saber quais foram os aditivos responsáveis ​​pelo aumento da hiperatividade.
 
O FDA acrescentou que os resultados de relevantes ensaios clínicos indicam que os efeitos sobre o compoartamento parece decorrer devidao a uma intolerância única para estes aditivos e não devido propriedades neurotóxicas dos mesmos.
 
Na Europa, em 2009, uma revisão feita por especialistas concluiu que apesar dos trabalhos publicados, todos os dados disponíveis no momento, não suportam uma associação entre aditivos alimentares e hiperatividade.
 
Fonte: http://www.foodnavigator-usa.com/Financial-Industry/Expert-panel-to-reassess-food-colorings-and-hyperactivity-link?utm_source=AddThisWeb&utm_medium=SocialAddThis&utm_campaign=SocialMedia



 

Palestra sobre Ecologia médica

sexta-feira, 25 de março de 2011

Triclosan: usar ou não usar?

O texto abaixo foi escrito e cedido gentilmente por uma amiga (Dra. Lidiane Martins), também clínica geral com prática em ortomolecular e que tem uma visão parecida com a minha, talvez por termos estudados juntos (ortomolecular). Vale a pena ler o texto.

Atenciosamente,

Dr. Frederico Lobo

Triclosan: usar ou não usar?

O brasileiro sempre diz que o ano só começa depois do carnaval, então, lá vamos nós...
Fiz um breve intervalo nos posts por causa do carnaval (que aproveitei para descansar) e agora vou retomar nosso caminho em busca de uma vida com saúde.

Recebi um pedido para falar um pouco sobre o triclosan, substância utilizada largamente em sabonetes bactericidas, e encontrei muitas informações importantes fazendo a minha pesquisa.

Triclosan ou triclosano é um agente anti-séptico efetivo contra bactérias gram negativas, bem como gram positivas. É eficaz também contra fungos e bolores e é encontrado em medicamentos, sabonetes, loções, cremes dentais, entre outros produtos.

No site do Environmental Working Group -EWG (http://www.ewg.org/), uma organização americana que tem como missão "utilizar o poder da informação para proteger a saúde pública e o ambiente", foi publicado um guia de alerta para que se evite o uso de triclosan. Para acessá-lo é só clicar no link: http://www.ewg.org/files/EWG_triclosanguide.pdf

Um trecho de um artigo, publicado em junho de 2010 na revista Environmental Health Perspectives, relata:
"Triclosan, o agente antimicrobiano utilizado como marketing em produtos de cuidado pessoal por sua capacidade de eliminar germes, está sob investigação. Em abril de 2010, o FDA anunciou que está conduzindo uma revisão científica e regulatória nos produtos que contêm triclosan.

O triclosan é um agente antimicrobiano de amplo espectro desenvolvido há 40 anos e inicialmente utilizado em ambiente cirúrgico. Nas duas últimas décadas seu uso cresceu rapidamente em produtos de cuidado pessoal, incluindo sabonetes, cosméticos, pasta de dentes, assim como em produtos para uso domiciliar. Um estudo americano de 2001 detectou triclosan em 76% de 395 marcas de sabonetes examinadas. Em 2008, o Environmental Working Group divulgou ter encontrado triclosan em mais de 140 tipos de produtos para uso pessoal e doméstico.

O debate envolve a hipótese de que o triclosan estimula a produção de clorofórmio, que é classificado como um agente possivelmente cancerígeno. Outros estudos levantam a possibilidade de o triclosan provocar alterações hormonais na tireóide.

O FDA relata que não existem evidências claras de que o uso de triclosan promova benefícios à saúde maiores do que o uso apenas de água e sabão." (Cooney, C. PERSONAL CARE PRODUCTS: Triclosan Comes under Scrutiny. Environ Health Perspect. 2010 June; 118(6): A242; Link: Artigo completo)

Há muita polêmica sobre o assunto, é claro, por envolver muitos interesses econômicos.
O fato é que já existem evidências científicas de efeitos prejudiciais do produto. Os consultórios dermatológicos já estão diagnosticando dermatites decorrentes do uso contínuo de produtos que contêm triclosan, seja pelo efeito irritativo direto ou pela destruição da flora de defesa da pele.

Acho que vale a pena evitar. Verifique sempre os rótulos dos produtos.

Para uma leitura adicional acesse os links:
http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI518670-EI298,00.html
http://www.health-report.co.uk/triclosan.html

Sobre a autora: Dr. Lidiane Martins - Clínica geral, atua em dermatologia estética e em estratégias Ortomoleculares. Médica certificada pela ASOMED. E-mail para contato: lidimartins@gmail.com Blog: http://cultivandoasaude.blogspot.com/2011/03/triclosan-usar-ou-nao-usar.html?spref=fb

quarta-feira, 23 de março de 2011

Poluição eletromagnética

Em torno dessas fontes geradoras de radiofrequência e transmissoras de eletricidade, campos eletromagnéticos atravessam paredes, interferem no funcionamento de equipamentos eletrônicos e, para desespero dos corretores, podem atrapalhar a venda de um imóvel.

Mas, afinal, as antenas oferecem risco à população?

VEJA consultou especialistas e descobriu que a resposta não é simples. Ao contrário da temida radiação emitida pelos aparelhos de radiografia, que em doses excessivas comprovadamente altera a estrutura das células e pode provocar câncer, as ondas não ionizantes, irradiadas por antenas e linhas de transmissão de energia elétrica, ainda causam controvérsia.

REDES DE ALTA-TENSÃO

O que se diz: o campo eletromagnético proveniente das torres de transmissão de energia seria responsável pelo aumento da incidência de câncer, principalmente de casos de leucemia em crianças.

O que dizem os especialistas: em geral, a radiação emitida pelas redes de energia elétrica que cortam as cidades não é perigosa. "São redes de média tensão, que trabalham com menor voltagem e, por isso, geram campos eletromagnéticos menos intensos", explica José Pissolato Filho, coordenador do laboratório de alta-tensão da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Essas linhas são sustentadas por torres de, no máximo, 20 metros de altura.

Os estudos que relacionam o risco de câncer com as redes de energia elétrica referem-se às linhas de alta-tensão, que passam por torres de mais de 30 metros de altura e não cruzam as cidades.

Em 2005, um estudo inglês concluiu que crianças que vivem num raio de 200 metros dessas redes de alta-tensão têm 70% mais probabilidade de desenvolver leucemia. "Não existem, porém, comprovações científicas de que esses campos eletromagnéticos causem câncer, principalmente quando são respeitadas as áreas de isolamento", diz Pissolato.

Pessoas que invadem essa zona de segurança podem perceber a ação das ondas eletromagnéticas sobre o cérebro. "Dependendo da proximidade, as ondas podem interferir na sinapse dos neurônios e afetar o raciocínio e a coordenação motora", diz o neurofisiologista Fernando Pimentel de Souza, professor da Universidade Federal de Minas Gerais

ANTENAS DE TELEFONIA MÓVEL

O que se diz: pessoas que moram ou trabalham perto de antenas de telefonia móvel, as estações radiobase (ERBs), teriam maior propensão a desenvolver tumores malignos.

O que dizem os especialistas: a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) regulamenta as estações radiobase segundo orientações da Organização Mundial de Saúde - que, por sua vez, avalia centenas de estudos internacionais sobre seus efeitos nos seres humanos. E as normas adotadas por muitos países, inclusive o Brasil, estabelecem margens de segurança bem folgadas.

O problema é que não há consenso entre os cientistas sobre os efeitos da radiação e, consequentemente, sobre a forma como são conduzidos os estudos. Uma corrente de pesquisadores acredita que sua característica predominante seja o poder de aquecimento, como acontece no forno de micro-ondas. Outro grupo de cientistas, porém, teme que a alteração térmica seja apenas um dos efeitos dessa radiação.

"É preciso levar em conta que a exposição a longo prazo pode provocar danos nos tecidos e quebra da molécula de DNA. Daí a associação com o surgimento de tumores", diz Álvaro Almeida de Salles, professor de engenharia elétrica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Pesquisas realizadas na Alemanha e em Israel, ambas divulgadas em 2004, indicaram que morar próximo a uma ERB pode triplicar a probabilidade de desenvolvimento de tumores. Por que alguns cientistas relutam em aceitar esses resultados?

"Os estudos epidemiológicos apenas comparam dados estatísticos - de grupos de habitantes expostos com grupos de moradores não expostos a campos eletromagnéticos -, sem apresentar uma relação de causa e efeito. Ou seja, pode haver outras variáveis em jogo", afirma o engenheiro eletrônico José Thomaz Senise, professor e pesquisador do Instituto Mauá de Tecnologia, em São Paulo


ANTENAS DE TRANSMISSÃO DE RÁDIO E TV

O que se diz: além de interferirem no funcionamento de aparelhos eletrônicos, as ondas de radiofrequência causariam nas pessoas desde dores de cabeça até o risco de desenvolver diversos tipos de câncer o que dizem os especialistas: "Nenhuma pesquisa científica conseguiu comprovar que os campos eletromagnéticos cuja intensidade esteja dentro dos limites de segurança ofereçam riscos à saúde", afirma o professor Luiz Trintinalia, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo.

Mesmo assim, o assunto cria polêmica. Há duas semanas, a Suprema Corte italiana determinou que a Rádio Vaticano indenizasse uma pequena cidade nos arredores de Roma sob o argumento de que a radiação emitida por uma das antenas da estação estaria acima dos níveis seguros e seria responsável pelo aumento dos casos de tumores e leucemia em crianças.

Os equipamentos eletrônicos, por sua vez, de fato não estão imunes às ondas da radiodifusão. "Mesmo em níveis seguros, a radiação pode interferir no funcionamento dos circuitos elétricos desses produtos", diz Trintinalia.

A culpa pelo computador que se reinicia sozinho, assim, pode ser do campo eletromagnético - e não da lei de Murphy ou da inaptidão tecnológica do dono.

Já os portadores de marca-passos cardíacos estão a salvo. "A interferência nesses aparelhos é muito rara. Em geral, seus circuitos são protegidos da radiofrequência ambiente", explica o cardiologista Carlos Alberto Pastore, do Instituto do Coração, em São Paulo.

Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/saude/poluicao-eletromagnetica-622671.shtml

O excesso de informações confunde o cérebro e dificulta a memorização

O excesso de informações confunde o cérebro e dificulta a memorização, comprovaram pesquisadores das universidades Stanford e Yale, nos EUA.  "Descobrimos que a concorrência entre lembranças resulta em memória pior", disse à Folha o psicólogo Brice Kuhl, pesquisador de Yale e principal autor do trabalho.

Diariamente e o tempo todo, o cérebro é exposto a toneladas de informações. Umas são mais lembradas do que outras.  "Embora saibamos que a competição entre memórias é uma parte fundamental da memorização, há poucas provas de como o processo acontece no cérebro", escrevem os autores, no artigo publicado ontem na revista "Proceedings of the National Academy of Sciences".

O estudo monitorou com ressonância magnética a atividade cerebral de voluntários, durante teste composto de várias rodadas.  No teste de memória, imagens e informações eram misturadas em placas e as pessoas deviam se lembrar do conteúdo separadamente.  Os pesquisadores descobriram que, quando a lembrança era clara, era como se a pessoa revivesse o momento em que a memória foi armazenada, com a ativação das mesmas áreas cerebrais. Mas, quando as informações foram misturadas, o cérebro também se confundiu e tentou reproduzir duas memórias. A pessoa teve dificuldade de se lembrar com clareza do conteúdo.

"É como se a memória estivesse borrada. Pode-se dizer que quando tentamos guardar duas coisas, não guardamos nenhuma delas direito", afirma Cláudio da Cunha, pesquisador de neurociência e farmacologia da Universidade Federal do Paraná.

Memória fotográfica

Para a bióloga e neurocientista, Valéria Catelli Costa, pesquisadora da USP, o maior achado do trabalho foi mostrar como as memórias são codificadas no cérebro, formando "desenhos".
A facilidade ou dificuldade de se lembrar de um acontecimento depende de como essa codificação foi feita.
"Quanto mais você associa dados a um fato, mais fácil fica de você se lembrar, e melhor é a codificação."

Segundo os autores, a codificação é influenciada por memórias antigas e analogias com eventos diferentes.
"Pode ser uma influência negativa ou positiva. A memória de um número de telefone velho torna mais difícil aprender um novo número", exemplifica Kuhl.  Mas, também, um especialista em vinhos só é especialista porque se lembra de conhecimentos anteriores.

"Selecionamos memórias úteis. Guardamos o que é requisitado em tarefas", diz o neurologista Benito Damasceno, da Unicamp. Para ele, o processo de competição é positivo, porque nos torna capaz de separar o que é importante."Com a seleção conseguimos consolidar um aprendizado e reviver um acontecimento."

O problema é que nem sempre essa seleção é consciente. Para o pesquisador americano, não existem memórias mais fortes do que outras. Então, não adianta muito se esforçar para lembrar a data do aniversário de casamento, por exemplo.  "Queremos pensar que as memórias emocionais ou afetivas são mais fortes, mas nem sempre isso é verdade."


Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/892225-lembretes-e-tecnologia-ajudam-a-ampliar-capacidade-de-memoria.shtml

Contaminação de leite materno por agrotóxicos


O leite materno de mulheres de Lucas do Rio Verde, cidade de 45 mil habitantes na região central de Mato Grosso, está contaminado por agrotóxicos, revela uma pesquisa da UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso).

Foram coletadas amostras de leite de 62 mulheres, 3 delas da zona rural, entre fevereiro e junho de 2010. O município é um dos principais produtores de grãos do MT.

A presença de agrotóxicos foi detectada em todas. Em algumas delas havia até seis tipos diferentes do produto.

Veja matéria do Jornal da Band sobre contaminação do leite materno por agrotóxicos

Essas substâncias podem pôr em risco a saúde das crianças, diz o toxicologista Félix Reyes, da Unicamp. "Bebês em período de lactação são mais suscetíveis, pois sua defesa não está completamente desenvolvida."

Ele ressalta, porém, que os efeitos dependem dos níveis ingeridos. A ingestão diária de leite não foi avaliada, então não é possível saber se a quantidade encontrada está acima do permitido por lei.

"A avaliação deve ser feita caso a caso, mas crianças não podem ser expostas a substâncias estranhas ao organismo", diz Reyes.

A bióloga Danielly Palma, autora da pesquisa, afirma que a contaminação ocorre principalmente pela ingestão de alimentos contaminados, mas também por inalação e contato com a pele.

Entre os produtos encontrados há substâncias proibidas há mais de 20 anos.
O DDE, derivado do agrotóxico (DDT) proibido em 1998 por causar infertilidade masculina e abortos espontâneos, foi o mais encontrado.

Má-formação

Das mães que participaram da pesquisa, 19% já sofreram abortos espontâneos em gestações anteriores.

Também relataram má-formação fetal e câncer, mas não é possível afirmar se os casos são consequência da ingestão de agrotóxicos.

Mais de 5 milhões de litros de agrotóxicos foram utilizados no município em 2009, segundo a pesquisa.

Fonte: http://www.mst.org.br/Leite-materno-esta-contaminado-emmunicipio-do-agronegocio

terça-feira, 22 de março de 2011

Associação entre alergias e deficiência de vitamina D em crianças e adolescentes

Estudo recente evidenciou que crianças com baixa ingesta de vitamina D podem ter um maior risco de desenvolver alergias.

Os cientistas examinaram os níveis sanguíneos de 25-OH-vitamina D de mais de 3100 crianças e adolescentes e de 3400 adultos. Os dados foram obtidos do National Health and Nutrition Examination Survey 2005-2006 (NHANES), que é um programa de estudos que objetiva obter informações sobre a saúde e o estado nutricional de adultos e crianças nos EUA. No estudo os pacientes foram submetidos a dosagem sanguínea de imunoglobulina E (IgE), uma proteína que é produzida quando o sistema imune responde a alérgenos.

Os resultados mostraram que em adultos não houve correlação entre baixos níveis de vitamina D (<15nanograma por ml de sangue) e alergias, porém a correlação foi significativa em crianças e adolescentes. Os pacientes de 01 a 21 anos com baixos níveis de vitamina D tiveram um maior risco de apresentar sensibilidade a 11 dos 17 alérgenos testados (incluia alérgenos ambientais e alimentares).

Um dos exemplos de alergia alimentar, foi a alergia amendoim. As crianças diagnosticadas com baixo nível sério de vitamina D,  tiveram 2,4 vezes mais chance de ter alergia a esse alimento que as que possuiam níveis de 30nanograma por ml de sangue (o que pelos estudos atuais, já pode ser considerado baixo).

Os pacientes de 1 a 21 anos com deficiência de Vitamina D apresentaram também um maior risco de sensibilização alérgica por camarão, cães, baratas, pólen de ambrósia, carvalho, centeio, capim-Bermuda e pólen de cardo.
Tais achados não dão certeza que a deficiência de Vitamina D possa ocasionar alergias mas sugerem fortemente que indívíduos (crianças e adolescentes) deveriam obter quantidades adequadas da vitamina. Os estudos mais atuais mostram que a Vitamina D parece ter uma ação antinflamatória.

Ao final do estudo, os cientistas observaram que atualmente está aumentando a prevalência de deficiência de vitamina D  e de alergias alimentares.

Artigo:Vitamin D levels and food and environmental allergies in the United States: Results from the National Health and Nutrition Examination Survey 2005-2006
Periódico: Journal of Allergy and Clinical Immunology
Autores: Shimi Sharief, Sunit Jariwala, Juhi Kumar, Paul Muntner, Michal L. Melamed.
Data: Fevereiro de 2011
Link: http://www.sciencedirect.com/science?_ob=ArticleURL&_udi=B6WH4-5266011-1&_user=10&_coverDate=02%2F16%2F2011&_rdoc=1&_fmt=high&_orig=gateway&_origin=gateway&_sort=d&_docanchor=&view=c&_acct=C000050221&_version=1&_urlVersion=0&_userid=10&md5=a7362e2a2534475c06c3587ac59ea623&searchtype=a

segunda-feira, 21 de março de 2011

A terceira inteligência: Inteligência espiritual (QS - Quociente espiritual)

No início do século XX, o QI era a medida definitiva da inteligência humana. Só em meados da década de 90, a descoberta da inteligência emocional mostrou que não bastava o sujeito ser um gênio se não soubesse lidar com as emoções.

A ciência começa o novo milênio com descobertas que apontam para um terceiro quociente, o da inteligência espiritual.

Ela nos ajudaria a lidar com questões essenciais e pode ser a chave para uma nova era no mundo dos negócios.

Drª Dana Zohar - Oxford

No livro QS - Inteligência Espiritual, lançado no ano passado, a física e filósofa americana Dana Zohar aborda um tema tão novo quanto polêmico: a existência de um terceiro tipo de inteligência que aumenta os horizontes das pessoas, torna-as mais criativas e se manifesta em sua necessidade de encontrar um significado para a vida.

Ela baseia seu trabalho sobre Quociente Espiritual (QS) em pesquisas só há pouco divulgadas de cientistas de várias partes do mundo que descobriram o que está sendo chamado "Ponto de Deus" no cérebro, uma área que seria responsável pelas experiências espirituais das pessoas. O assunto é tão atual que foi abordado em recentes reportagens de capa pelas revistas americanas Neewsweek e Fortune.

Afirma Dana: "A inteligência espiritual coletiva é baixa na sociedade moderna. Vivemos numa cultura espiritualmente estúpida, mas podemos agir para elevar nosso quociente espiritual".

Aos 57 anos, Dana vive em Inglaterra com o marido, o psiquiatra Ian Marshall, co-autor do livro, e com dois filhos adolescentes. Formada em física pela Universidade de Harvard, com pós-graduação no Massachusetts Institute of Tecnology (MIT), ela atualmente leciona na universidade inglesa de Oxford. É autora de outros oito livros, entre eles, O Ser Quântico e A Sociedade Quântica, já traduzidos para português. QS - Inteligência Espiritual já foi editado em 27 idiomas, incluindo o português (no Brasil, pela Record). Dana tem sido procurada por grandes companhias interessadas em desenvolver o quociente espiritual de seus funcionários e dar mais sentido ao seu trabalho.

Ela falou à EXAME em Porto Alegre durante o 300º Congresso Mundial de Treinamento e Desenvolvimento da International Federation of Training and Development Organization (IFTDO), organização fundada na Suécia, em 1971, que representa 1 milhão de especialistas em treinamento em todo o mundo. Eis os principais trechos da entrevista:

O que é inteligência espiritual?

É uma terceira inteligência, que coloca nossos atos e experiências num contexto mais amplo de sentido e valor, tornando-os mais efetivos. Ter alto quociente espiritual (QS) implica ser capaz de usar o espiritual para ter uma vida mais rica e mais cheia de sentido, adequado senso de finalidade e direcção pessoal. O QS aumenta nossos horizontes e nos torna mais criativos. É uma inteligência que nos impulsiona. É com ela que abordamos e solucionamos problemas de sentido e valor. O QS está ligado à necessidade humana de ter propósito na vida. É ele que usamos para desenvolver valores éticos e crenças que vão nortear nossas acções.

De que modo essas pesquisas confirmam suas idéias sobre a terceira inteligência?

Os cientistas descobriram que temos um "Ponto de Deus" no cérebro, uma área nos lobos temporais que nos faz buscar um significado e valores para nossas vidas. É uma área ligada à experiência espiritual. Tudo que influência a inteligência passa pelo cérebro e seus prolongamentos neurais. Um tipo de organização neural permite ao homem realizar um pensamento racional, lógico. Dá a ele seu QI, ou inteligência intelectual. Outro tipo permite realizar o pensamento associativo, afetado por hábitos, reconhecedor de padrões, emotivo. É o responsável pelo QE, ou inteligência emocional. Um terceiro tipo permite o pensamento criativo, capaz de insights, formulador e revogador de regras. É o pensamento com que se formulam e se transformam os tipos anteriores de pensamento. Esse tipo lhe dá o QS, ou inteligência espiritual.

Qual a diferença entre QE e QS?

É o poder transformador. A inteligência emocional me permite julgar em que situação eu me encontro e me comportar apropriadamente dentro dos limites da situação. A inteligência espiritual me permite perguntar se quero estar nessa situação particular. Implica trabalhar com os limites da situação. Daniel Goleman, o teórico do Quociente Emocional, fala das emoções. Inteligência espiritual fala da alma. O quociente espiritual tem a ver com o que algo significa para mim, e não apenas como as coisas afetam minha emoção e como eu reajo a isso. A espiritualidade sempre esteve presente na história da humanidade.

Dana Zohar identificou dez qualidades comuns às pessoas espiritualmente inteligentes. Segundo ela, essas pessoas:

1. Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo

2. São levadas por valores. São idealistas

3. Têm capacidade de encarar e utilizar a adversidade

4. São holísticas

5. Celebram a diversidade

6. Têm independência

7. Perguntam sempre "por quê?"

8. Têm capacidade de colocar as coisas num contexto mais amplo

9. Têm espontaneidade

10. Têm compaixão

Pequena cartilha com dicas para concurseiros


O texto abaixo é de de autoria de um amigo, também ortomolecular Dr. Ícaro Alves Alcântara. Ele resume de forma bem simples o que é essencial para a manutenção da saúde física e mental de um indivíduo que está estudando para algum tipo de concurso. Vale a pena ler !

O texto é simples mas de grande valia. Uma orientação que faço sempre aos meus pacientes e aqui no blog: NUNCA use algum suplemento sem supervisão médica e isso vale para todas as substâncias citadas ao longo do texto.

Grande abraço aos meus leitores

Dr. Frederico Lobo
CRM-GO 13.192


Concurseiro: por que você não passa?

Depois de já ter atendido centenas de pessoas que estão concorrendo a vagas em concursos públicos, nestes 10 anos de prática da Medicina (em parte como médico já concursado), cheguei à conclusão que elas dividem-se em 2 tipos básicos:

- Concurseiro: é aquele que está estudando muito para passar, preocupado principalmente em conseguir ler e aprender toda a matéria que o edital cita, a tempo para a prova.

- Aventureiro: é aquele que até inscreveu-se no concurso, mas nunca se dedica suficientemente ao estudo, como que esperando alguma ajuda divina ou mesmo da sorte para ter alguma chance de passar.

Bem... apesar de a maioria dos participantes de concursos ser de aventureiros, este artigo destina-se aos concurseiros. Mas como somos todos, acima de tudo, humanos, acredito que será útil universalmente, para “gregos e troianos”.

Pelo que pude observar, a maioria dos concurseiros que não consegue passar ou não foi capaz de estudar todo o conteúdo necessário ou não aprendeu direito o que foi estudado ou na pior hora possível (a hora da prova) não conseguiu resgatar adequadamente na sua memória/raciocínio o que foi estudado. Não é meu objetivo entrar no mérito da necessidade de estudar toda a matéria, mas é claro que para os 3 problemas citados, há envolvimento primário e decisivo de um “órgão” do corpo: o cérebro.

Todo concurseiro coloca seu foco em maximizar o número de horas de estudo, mas, no processo, a maioria esquece que as condições de seu cérebro de processar e assimilar o conteúdo recebido são fundamentais para o aproveitamento e armazenamento do que foi estudado. Em outras palavras, se seu cérebro não está funcionando bem, você pode até estar lendo muito, mas com certeza seu cérebro está retendo e aprendendo bem pouco, uma das explicações possíveis para você não conseguir lembrar, na hora da prova, daquele texto que você tem certeza que leu.

Os sintomas mais comuns do mau funcionamento cerebral são memória fraca, baixa capacidade de aprendizado, cansaço, dores de cabeça, tontura e sonolência diurna (tudo o que um concurseiro NÃO quer).

E a maioria dos concurseiros parece esquecer que seu cérebro faz parte de todo um organismo que, se não está funcionando bem como conjunto, não vai fazê-lo bem isoladamente. E não vai funcionar bem se a pessoa bebe pouca água, diminui (ou deixa de fazer) exercícios físicos, alimenta-se muito mal, dorme pouco, cultiva stress...

Por tudo isso, quando não passa logo em um concurso, vai tendo cada vez mais dificuldade em passar no futuro, menos pelo conteúdo estudado, mas principalmente pelo desgaste crescente do seu corpo e mente mal cuidados.

Aí chegam ao consultório médico ou já doentes ou querendo “fórmulas milagrosas” que “dêem mais gás” ou “melhorem a memória” ou “mantenham acordado” que, realmente naturais e saudáveis, NÃO EXISTEM.

O que o cérebro precisa para funcionar direito, acima de tudo: sangue. É o sangue que traz para o cérebro oxigênio, água e nutrientes necessários para o desempenho das suas atividades, levando embora o gás carbônico, dejetos e toxinas que estas atividades produzem. Em outras palavras, sem sangue de qualidade e boa circulação deste, nenhum cérebro funciona direito.

Então, COMO garantir a boa qualidade do sangue? Algumas dicas:

- Beba água de 1 em 1 hora (cerca de 3 litros por dia, no mínimo)

* Esta é a principal dica e provavelmente a mais negligenciada *

Ø A maior parte do sangue é água, ou seja, quem toma pouca água fica com o sangue grosso demais, que assim passa a circular mal, não chegando direito a qualquer parte do corpo

Ø Os nutrientes que vão enriquecer o sangue são absorvidos pelo intestino, que depende de água e fibras para funcionar bem

Ø Intestino, fígado e rins são os principais órgãos que desintoxicam o corpo; sem água e nutrientes, não conseguem eliminar as toxinas

- Alimente-se de 3 em 3 horas, procurando ingerir alimentos de qualidade

Ø O organismo humano foi “programado” para receber alimentos no máximo de 3 em 3 horas, pois é destes que vem a energia necessária ao seu funcionamento. Longos períodos sem alimentar-se, portanto, prejudicam muito a função cerebral

Ø Alimentos gordurosos “lentificam” o metabolismo (funcionamento do organismo) e, junto ao excesso de doces e estimulantes, são alguns dos principais inimigos do bom desempenho do cérebro

Ø Procure um nutricionista, não para ter uma “dieta para emagrecer” mas uma dieta que melhore seu cérebro (ou você já esqueceu que é ele quem vai fazer a diferença ?)

Ø Consuma fibras regularmente (entre 25 e 25g por dia). Elas desintoxicam e mantêm o intestino “limpo” e atuando (lembre-se que com intestinos ruins você não absorve água ou alimentos direito e deixa de eliminar toxinas apropriadamente, retendo-as e cérebro intoxicado = cérebro deficiente)

- Pratique exercícios físicos regularmente, pelo menos 3x/semana por 40 minutos

Ø Caminhada, corrida, academia, ginástica, dança, natação, etc. Seja o que for, mantenha seu corpo em movimento, pois isto melhora MUITO a circulação sangüínea (que é fundamental para o bom desempenho cerebral)

Ø Sangue “parado” coagula (endurece); por isso, além de exercitar-se, levante-se periodicamente em intervalos de no máximo 40 minutos de estudo, movimentando-se por alguns minutos

Ø O sedentarismo lentifica o metabolismo, fazendo com que processos como de atenção, memória, disposição física/mental e raciocínio sejam bastante prejudicados pela diminuição da sua produtividade

- Respire direito

Ø Não conheço concurseiro que não seja (ou esteja) “estressado”. E o stress faz a respiração ficar superficial, prejudicando o fornecimento de oxigênio para o sangue (e assim, conseqüentemente, para o cérebro)

Ø Várias vezes por dia, renove o ar dos seus pulmões: expire todo o ar e inspire profundamente, enchendo os pulmões de ar novo (e puro, de preferência)

Ø Desejável, se possível: reduzir o stress (SEI que é difícil...)

- Durma direito, no mínimo 8 horas por noite

Ø É durante o sono que seu cérebro seleciona as memórias importantes, fixando-as e melhorando seu acesso a elas. Sono ruim = memória ruim

Ø Sem o devido descanso, nenhum cérebro funciona direito

- Leia com atenção mas saiba quando mudar de foco

Ø Trabalhos científicos mostram que a capacidade de manter a concentração e atenção em uma mesma atividade cai drástica e rapidamente após 50 minutos. Por isso, dê pausas a cada 1 hora (aumentam a produtividade)

Ø Se durante o estudo outras questões/assuntos vierem à cabeça, anote-os rapidamente (para pensar neles depois) e volte ao estudo

Ø Lembre-se do óbvio: ler sem prestar atenção não estimula o cérebro a reter o conteúdo lido, mesmo que você repita esta leitura desatenta várias vezes

- Não deixe de ter e manter atividades periódicas de lazer

Ø Atividades de lazer normalmente trazem descanso ao cérebro (mesmo que às vezes às custas de algum cansaço físico) e, como já dito, sem o devido descanso, nenhum cérebro funciona direito

- Cuidado com o excesso de estimulantes como café, guaraná e energéticos

Ø Em pequenas quantidades e uso ocasional, normalmente trazem benefícios.

Ø O abuso prejudica muito a concentração, pode causar graus variados de “dependência” (de doses cada vez mais altas) e muitos efeitos colaterais desagradáveis, assim prejudicando o desempenho do cérebro.

- Quanto menos álcool e cigarros, melhor

Se você seguir estas dicas, naturalmente perceberá melhoria no desempenho do seu cérebro; isto porque todo o seu organismo terá melhores condições de funcionar. Mas mesmo assim muitos buscam auxílio em fórmulas e suplementos para melhorar a atenção, concentração, disposição e memória.

A grande pergunta é: eles realmente funcionam? Para a grande maioria das pessoas, funcionam mas:

1 – Só funcionam direito e sem efeitos colaterais em quem mantém Hábitos Saudáveis de Vida (a maior parte deles foi abordada anteriormente neste artigo). Em outras palavras, tomar medicamentos ou suplementos sem fazer a sua parte (cuidando da sua própria saúde) pode fazer com que estes não tenham qualquer ação ou mesmo façam mal; por exemplo, tenho vários pacientes que não se adaptaram bem a medicamentos como ritalina e complexos de vitaminas/minerais antes de melhorarem os próprios hábitos de vida e rotinas diárias, de estudo e vida.

2 – Devem ser orientados por médico (ou nutricionista) competente, ou seja, que conhece BEM o que está prescrevendo e tem habilitação legal e científica para fazer esta orientação:
  • Vitaminas do complexo B,
  • Fosfatidilserina,
  • Piracetam,
  • Ginseng,
  • Huperzine A,
  • Selegilina
  • Benfotiamina,
  • L-arginina,
  • L-carnosina,
  • Sulbutiamina,
  • Piridoxamina,
  • L-citrulina,
  • Coenzima Q10,
  • Chá verde,
  • Ácido alfa-lipóico
  • Vitamina C
  • Vitamina E
  • Zinco
  • Ácidos graxos insaturados
  • Antioxidantes
São só algumas das muitas opções disponíveis para “melhorar” o funcionamento cerebral. Mas como já dito: devem ser avaliadas individualmente, por profissional de saúde competente e somente para quem, minimamente, procura ao máximo ter hábitos de vida mais saudáveis (mais dicas na apresentação “Viver: o que é necessário” no site http://www.icaro.med.br/).

Em resumo, concurseiro, ou você cuida da saúde do seu cérebro ou passar no concurso dos seus sonhos deixa de ser uma real possibilidade e mera questão de tempo: se acontecer, está mais para um verdadeiro milagre.

Autor: Dr. Ícaro Alves Alcântara é médico; atua em Clínica geral, Homeopatia, ortomolecular e consultoria de qualidade de vida.

OBS do Dr. Frederico Lobo: O Médico ortomolecular com  uma boa formação (curso de pós-graduação) está apto a prescrever as seguintes medicações. Portanto evite a auto-medicação. Caso queira suplementar para melhorar o seu rendimento procure auxílio de um profissional competente.

Limpeza orgânica é recomendada diante dos tóxicos ambientais? Por Dr. Alex Botsaris

Existe um consenso entre diversas medicinas complementares, que a atuação de substâncias tóxicas no organismo humano é uma das principais causas de doença e queda de qualidade de vida. Essa preocupação com a limpeza orgânica sempre foi vista com ceticismo pela medicina moderna convencional. Entretanto, os dados mais recentes parecem demonstrar que o conhecimento tradicional, para variar, tinha razão nesse ponto também.

A quantidade de tóxicos ambientais não para de aumentar desde que o homem deflagrou a revolução tecnológica, a partir da segunda metade do século XX. Estudos recentes têm detectado todos os tipos de tóxicos em regiões mais vulneráveis como rios, regiões costeiras e periferia de grandes cidades. Existem várias centenas de substâncias com grande potencial de dano à saúde incluindo metais pesados, dioxinas, defensivos agrícolas, organoclorados, conservantes, e agora até medicamentos, isolados em água superficial, no solo, em sedimentos ou em organismos que habitam os ecossistemas afetados.

O fato é que, a grande maioria dos cidadãos urbanos, está se tornando mais contaminada, por uma quantidade progressivamente maior de substâncias, com potencial tóxico. Apesar das quantidades serem muito pequenas, já existe consenso entre vários cientistas, que é provável que essas substâncias exerçam um efeito deletério sobre a saúde das pessoas. Um dos mecanismos propostos, e já confirmado, é o da interação tóxica. Isso significa que essas substâncias podem ter capacidade de potencializar o efeito nocivo umas das outras, resultando num problema específico de saúde. E não são poucos os problemas que suspeita-se serem causados por esse mecanismo.

Impacto no organismo

O sistema endócrino é o que tem mais indicações de estar afetado por tóxicos ambientais. Muitas substâncias como os parabenos – que eram usados como conservantes em vários produtos – interferem na interação dos hormônios com seus receptores, gerando um efeito que os cientistas chamam de disruptores endócrinos.

Em geral, os hormônios sexuais, os hormônios da tireóide e aqueles que controlam o metabolismo da glicose são os mais afetados por esse problema, resultando em aumento de infertilidade, doenças como endometriose, alterações da tireóide e diabetes.

O sistema imunológico também é afetado, o que tem sido relacionado a um aumento da incidência de doenças auto-imunes.

Vários tóxicos ambientais, como as dioxinas, interferem com aparelho de reprodução da célula, gerando mutações no DNA. Como consequência, temos aumento dos casos de todos tipos de câncer. (*)No caso de câncer de mama na mulher e de próstata no homem – onde o efeito disruptor endócrino também atua induzindo a doença-, os números são amedrontadores: uma terrível epidemia.

Por fim, há o cérebro como órgão alvo desse problema. As células cerebrais não se renovam e são muito ricas em gorduras, meio onde as substâncias tóxicas organodepositárias costumam ter mais afinidade. Segundo alguns pesquisadores, isso explica o aumento dos casos de doença de Alzheimer e de outras doenças neurodegenerativas observadas nos últimos anos.

Protocolos de desintoxicação

Não há comprovação científica alguma que os protocolos de desintoxicação funcionem. Mas, na minha impressão pessoal, assim como na de alguns colegas da área médica, eles trazem algum benefício. Geralmente, as pessoas sentem uma sensação de leveza corporal que dura por algumas semanas. Isso vem acompanhado por outros sinais de bem-estar subjetivos, como melhora da concentração e da memória, regularização do ritmo intestinal, melhora da disposição física e da qualidade do sono.

 A proposta dos protocolos de desintoxicação é atuar sobre os órgãos que auxiliam a eliminação de substâncias indesejáveis no organismo e, também, naqueles que servem de interface entre o meio interno e externo. Isso inclui rim, intestino, fígado, pele e, em alguns casos, o pulmão.

Primeiro passo para desintoxicação

O primeiro passo da desintoxicação é minimizar o máximo possível a ingestão de tóxicos. Para isso a qualidade dos alimentos – que devem ser orgânicos – e da água ingerida é fundamental. E indicado fazer uma alimentação especial que também potencialize a eliminação de resíduos. Por exemplo, uma dieta muito rica em fibras ajuda a eliminação pelas fezes. Já os sucos, em especial os de fruta também são considerados saudáveis, dois a três copos ao dia, de frutas diferentes fazem parte. Alimentos ricos em probióticos estão indicados, porque as bifidobactérias conseguem destruir algumas substâncias tóxicas e neutralizar outras através de combinações químicas, eliminando-as nas fezes.

O rim é o principal órgão de eliminação do organismo, assim muita água precisa ser ingerida para estimular a diurese. Indica-se 2,5 a 3 litros de água ao dia (cerca de 10 copos de água – de origem mineral). Muitos terapêutas que são experientes em desintoxicação preferem alternar a água com chás. É que eles possuem fitocomplexos ricos em flavonóides e outras substâncias que carream as toxinas para fora do organismo humano pela urina. Chás como o chá verde, o capim limão, hibisco, folha de abacate, gengibre, carqueja, cabelo de milho, e dente-de-leão são considerados diuréticos e desintoxicantes, e possuem substâncias com essas características, que chamamos de “quelante suave”.

O fígado – além de eliminar as substâncias na bile – tem um papel fundamental, pois conjuga as substâncias tóxicas com carreadores, como o ácido glicurônico, que facilita sua eliminação. Estimular as funções do fígado, por isso, é um ponto estratégico da desintoxicação. Aminoácidos e minerais podem ajudar muito o fígado, como a metionina, a glutamina, a N-acetilcisteína, o zinco e o selênio. A silimarina, uma substância extraída do Cardo Mariano, é um potente protetor dos sistemas enzimáticos do fígado. Isso pode ser ainda potencializado com algumas plantas como o açafrão-da-terra, o boldo chileno e a hortelã.

Hidrocolonterapia: lavagem intestinal

Além da dieta, que dei algumas dicas acima, a principal arma da desintoxicação para o intestino é a hidrocolonterapia. Essa estratégia possui uma indicação muito forte na medicina ayurvédica, que valoriza muito a limpeza corporal e do intestino. A hidrocolonterapia é uma lavagem intestinal que elimina mais de 99% dos resíduos do intestino. Existem evidências científicas que algumas substâncias podem ser reabsorvidas no intestino, depois de eliminadas no fígado, criando um ciclo chamado de entero-hepático. Pode haver dificuldades de eliminar alguns tóxicos devido a esse tipo de ciclo, o que seria resolvido com a hidrocolonterapia.

Por fim há a pele como órgão de eliminação. Banhos quentes e sauna são considerados formas de eliminação através da pele, mesmo que não haja evidências que essas técnicas gerem uma eliminação eficiente por esse maior órgão do corpo humano. Aqui também a medicina ayurvédica acredita na massagem usando óleos essenciais e movimentos que estimulem a circulação na pele e nos tecidos superficiais.
A acupuntura ensina que existem pontos específicos para eliminação e que atuam em todos os órgãos que já citei. Enquanto não há comprovação do benefício da desintoxicação, eu entendo que vale a pena fazer esse tratamento, considerando a quantidade de substâncias nocivas que estão contaminando o meio ambiente, a água e os alimentos.

(* )A incidência oficial de câncer de mama no Brasil é de 85 novos casos por cada 100 mil habitantes por ano, mas acho que está subavaliada. Nos EUA é cerca de 320 casos de câncer de mama por cada 100 mil habitantes. A OMS avalia que da década de 60 para cá, a incidência do câncer de mama aumentou umas 13 vezes. Pode-se dizer que entre cada 10 mulheres hoje em dia, pelo menos duas vão ter câncer de mama e de cada 10 homens um vai ter câncer de prostata até o fim da vida.

Artigo escrito pelo clínico geral, acupunturista e estudioso de plantas medicinais Alex Botsaris, autor de onze livros, entre eles “Medicina Ecológica”, lançado recentemente.

Fonte: http://bit.ly/gOk8t5

As substâncias químicas prejudicam a ovulação, a produção de espermatozóides, a gestação e afetam a saúde do feto

Pode parecer comum, mas o que muitas pessoas não sabem é que o álcool, o cigarro e as drogas ilícitas prejudicam de forma direta a fertilidade masculina e feminina. Cada substância maléfica tem seus efeitos e prejuízos em particular. O álcool, por exemplo, além de interferir na fertilidade, age na sexualidade do homem e da mulher e ainda estimula o uso de outras substâncias químicas como o cigarro e as drogas em geral. A seguir, a explicação dos males de cada um.
Álcool

Na mulher, pode causar uma alteração no funcionamento normal do sistema regulador cerebral responsável pela produção dos hormônios femininos. Com isso, é possível haver falha da menstruação, aumento do hormônio prolactina (responsável, entre outras, pela produção de leite), diminuição da libido (desejo sexual), falha na ovulação e defeito de fase lútea (pós-ovulação) e, com isso, a infertilidade. Segundo estudos realizados por Hakim RB divulgados na publicação científica Fertility and Sterility, o consumo de álcool está correlacionado com até 50% à redução da fertilidade feminina.

A libido também pode ser afetada em homens que consomem grande quantidade de álcool. O pesquisador Gaur DS afirma que somente 12% dos homens alcoólatras apresentam contagem espermática normal. A produção dos espermatozóides, por exemplo, pode sofrer interferências de diversos fatores: alteração no sistema regulador cerebral que reduz a produção do hormônio testosterona; danos às células produtoras dos espermatozóides diretamente nos testículos, devido à atrofia por lesões vasculares, e modificações nas células do fígado que mudam suas funções e aumentam os níveis de estrogênio. A testosterona é o hormônio responsável pela produção de espermatozóides, com isso há uma queda no número e na qualidade deles. O consumo do álcool também tem sido relacionado com aneuploidias (alterações cromossômicas) em espermatozóides, de forma que a análise dos abortos são frequentemente modificadas.

O álcool está presente no sêmen pouco tempo após a sua ingestão, o que gera interferência direta com a concepção e a implantação. Os efeitos da substância parecem desaparecer nos meses seguintes a sua interrupção, porém, atualmente, alguns relatos revelam que seus efeitos são irreversíveis.

Na gestação, o álcool também é um vilão. Ainda se desconhece um nível seguro do consumo da bebida nesta fase, portanto, não é recomendado ingerir durante a gravidez. A substância talvez seja a mais perigosa, já que pode levar a várias complicações, dentre elas a mais séria: a Síndrome Alcóolico Fetal. Esta doença, que pode ocorrer em 30% a 40% dos filhos de mulheres alcoólatras é caracterizada por deficiência de crescimento, retardo mental, distúrbios de comportamento, além do aumento da incidência de problemas cardíacos e cerebrais após o nascimento. O álcool também é responsável pelo aumento no risco de aborto espontâneo em 2 a 3 vezes se consumido pela mulher e de 2 a 5 vezes se for consumido pelo homem. Além disso, pode aumentar o risco de parto prematuro e morte fetal.

Cigarro

Outra substância responsável por alterações hormonais, aumento da incidência de câncer e diminuição nas taxas de sucesso nos tratamentos de reprodução assistida. Nas mulheres, o cigarro pode causar alterações menstruais, devido a disfunções hormonais e lesões tubárias, o que aumenta a incidência de gestação ectópica (nas trompas). Pode reduzir a quantidade de estrogênio circulante e alterar a circulação sanguínea ovariana, o que contribui para a diminuição da qualidade e quantidade de óvulos e aumenta o risco de problemas genéticos nos embriões. Devido aos seus efeitos nos vasos sanguíneos, além de diminuir o aporte de sangue aos órgãos genitais está relacionado a uma menor taxa de implantação embrionária. O pesquisador Hakim RB divulgou na revista científica Fertility and Sterility que mulheres que nunca fumaram tiveram o dobro de sucesso na taxa de gestação comparadas às que fumaram, o que revela o impacto na infertilidade.

Nos homens o cigarro pode ser responsável por aumentar a quantidade de radicais livres no líquido seminal, levando a uma queda de qualidade e quantidade de espermatozóides, além de estar relacionado a alterações estruturais do gameta masculino. O estresse oxidativo (desequilíbrio do sistema biológico que danifica as células) pode estar relacionado à fragmentação do DNA do espermatozóide e ser causa de má qualidade dos pré-embriões. De acordo com estudos realizados por Gaur DS, apenas 6% dos homens tabagistas apresentam espermograma normal. Na gestação, o tabaco pode prejudicar o desenvolvimento fetal por comprometimento vascular na placenta, e aumentar a frequência de fetos com baixo peso, parto pré-termo e óbito intraútero.

Drogas Ilícitas

A maconha, a droga atualmente mais consumida, pode originar alterações hormonais nas mulheres e homens e, consequentemente, diminuir a fertilidade e as taxas de sucesso nos tratamentos de reprodução assistida. A droga está associada à diminuição da qualidade e quantidade de espermatozóides e óvulos. O uso da maconha durante a gravidez pode ter efeitos extremamente variáveis sobre o feto, dependendo da quantidade e frequência do consumo. Menor duração da gestação e crianças com baixo peso ao nascer são algumas de suas complicações.

Já a cocaína e o crack podem levar a diminuição da libido nas mulheres e nos homens, diminuição na produção hormonal com alteração no número e qualidade dos óvulos e espermatozóides, assim como elevar a taxa de fragmentação de DNA dos espermatozóides. Quando consumidos durante a gestação, estão associados aos recém-nascidos de baixo peso, malformações ou problemas neurológicos. Como o tabaco, mas em muito maior grau, a cocaína diminui o fluxo de sangue para o feto, que poderá ter restrição de crescimento no útero ou baixo peso ao nascer. Também é responsável pelo aumento da pressão na mãe ou nascimento prematuro por insuficiência placentária ou descolamento da placenta e ainda contrações uterinas precoces. Devido a sua ação direta no sistema vascular fetal pode causar malformações urogenitais, cardiovasculares e do sistema nervoso central.

A heroína na mulher está associada a distúrbios no ciclo menstrual e no homem à impotência. Aumenta o risco de aborto, parto prematuro, baixo peso fetal e morte do feto ao nascimento. Os filhos de mãe dependente desta droga poderão sofrer a síndrome da morte súbita, sintomas de abstinência logo após o nascimento e problemas durante seu desenvolvimento.

Os anabolizantes esteróides cursam na mulher com anovulação (falta de ovulação), além de impotência masculina e queda da testosterona com consequente diminuição no número de espermatozóides.

Pelo fato de as drogas ilícitas estarem relacionadas ao aumento do risco de doenças sexualmente transmissíveis, elas diminuem o sistema imunológico e causam infertilidade conjugal.

É de suma importância a interrupção do consumo de drogas aos casais que pretendem engravidar, pois estas substâncias demoram em média de três a seis meses para serem depuradas pelo organismo, portanto, podem resultar em infertilidade temporária ou permanente.

Recomenda-se a suspensão destas substâncias para que os casais aumentem suas chances de sucesso de uma gestação tranquila, mesmo com a necessidade da inseminação artificial ou da fertilização in vitro. É válido lembrar que a Fertivitro não recomenda o início de nenhum tratamento de reprodução assistida em pessoas que consomem álcool, cigarro ou drogas ilícitas.

Autora: Dra. Fernanda Coimbra Miyasato é ginecologista, especialista em Reprodução Assistida, da Fertivitro — Centro de Reprodução Humana.

Fonte: http://fertivitro.wordpress.com/2011/03/14/alcool-e-drogas-interferem-na-fertilidade-do-homem-e-da-mulher/

domingo, 20 de março de 2011

Estudo sugere que reduzir consumo de carne melhora saúde do ecossistema (homem e do meio ambiente)

Reduzir o consumo e a produção de carne em 30 por cento ajudaria a reduzir as emissões de carbono na atmosfera e a melhorar a saúde das pessoas, afirmaram cientistas na quarta-feira.

Pesquisadores britânicos e australianos descobriram que melhorar a eficiência, aumentar a captura de carbono e reduzir a dependência de combustíveis fósseis na agricultura não será suficiente para cumprir as metas de redução na emissão de CO2.

Mas combinar essas medidas com uma redução de 30 por cento no rebanho dos principais países produtores de carne e um corte similar no consumo de carne levaria a “benefícios substanciais à saúde da população” e à diminuição das emissões de gases-estufa, afirmaram. Reportagem de Kate Kelland, da Agência Reuters, com informações complementares do EcoDebate.

O estudo [Public health benefits of strategies to reduce greenhouse-gas emissions: food and agriculture] descobriu que na Grã-Bretanha um consumo 30 por cento menor de gordura saturada de fonte animal por adultos reduziria o número de mortes prematuras decorrentes de doença cardíaca em cerca de 17 por cento – o equivalente a 18 mil mortes prematuras evitadas em um ano.

Em São Paulo, isso significaria até mil mortes prematuras evitadas em um ano.

De acordo com a agência das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação, 18 por cento de todas as emissões de gases-estufa são oriundas da produção de carne e os especialistas afirmam que a demanda crescente pelo produto, principalmente nos países com economias em ascensão, poderia elevar o rebanho mundial em 85 por cento até 2030.

Os cientistas afirmam que é necessária uma ação global para maximizar os benefícios das reduções na produção e no consumo de carne e que as vantagens ambientais “podem se aplicar apenas nos países que atualmente têm altos níveis de produção”.

O estudo foi publicado na revista médica The Lancet como parte de uma série sobre mudanças climáticas e saúde às vésperas da conferência sobre o clima em Copenhague, marcada para o mês que vem.

Em um segundo estudo [Public health benefits of strategies to reduce greenhouse-gas emissions: urban land transport], cientistas britânicos descobriram que andar mais a pé e de bicicleta, e a existência de menos carros, teria um impacto muito maior sobre a saúde do que veículos de baixa emissão nos países ricos e de renda mediana.

Andrew Haines, diretor da London School of Hygiene and Tropical Medicine, disse que os delegados em Copenhague precisavam “compreender os impactos potenciais dos seus planos sobre a saúde”

Fonte: http://www.ecodebate.com.br/2009/11/27/estudo-sugere-que-reduzir-consumo-de-carne-melhora-saude-das-pessoas-e-do-planeta/

Estudo da Escola de Saúde Pública de Harvard sugere que carne processada é risco real à saúde

O consumo de bacon, linguiças, salsichas e outras carnes processadas pode aumentar o risco de diabete e doenças cardíacas, disseram pesquisadores nesta segunda-feira, num estudo [Red and Processed Meat Consumption and Risk of Incident Coronary Heart Disease, Stroke, and Diabetes Mellitus. A Systematic Review and Meta-Analysis, doi: 10.1161/CIRCULATIONAHA.109.924977 ] que identifica os verdadeiros vilões do açougue.

O consumo da carne não processada de vaca, porco ou cordeiro aparentemente não elevava o risco de doença cardíaca e diabete, segundo os pesquisadores, sugerindo que o sal e os conservantes podem ser os verdadeiros culpados.

O estudo foi uma chamada “meta-análise” com a avaliação de pesquisas anteriores. Ele não estava voltado para doenças como hipertensão e câncer, também associadas ao elevado consumo de carne. Por Julie Steenhuysen, da Agência Reuters, com informações complementares do EcoDebate.

“Para reduzir o risco de ataques cardíacos e diabetes, as pessoas deveriam considerar quais tipos de carnes estão comendo”, disse Renata Micha, da Escola de Saúde Pública de Harvard, cujo estudo foi publicado na revista Circulation.

“Carnes processadas, como bacon, salame, linguiças, cachorros quentes e frios processados podem ser os mais importantes de serem evitados”, afirmou ela em nota.

Segundo ela, pessoas que consomem uma porção ou menos de carnes processadas por semana têm menos riscos.

A pesquisadora disse que as pesquisas raramente estabelecem uma diferenciação entre carnes processadas e não processadas. Ela e seus colegas examinaram sistematicamente quase 1.600 pesquisas do mundo todo buscando evidências dessas diferenças e a incidência de doenças cardíacas e diabete.

O grupo definiu como “carne processada” as que são defumadas, curadas ou salgadas para fins de preservação, ou que recebem conservantes químicos. O quesito das carnes não processadas incluía carne de boi, porco e cordeiro, mas não frango.

A conclusão dos pesquisadores foi que cada porção diária (50 gramas) de carne processada representa um aumento de 42 por cento no risco cardíaco e de 19 por cento no risco de desenvolver diabete.

Para quem só consumia carnes vermelhas não processadas, não houve elevação significativa nos riscos. Os pesquisadores disseram que outros cuidados com a saúde eram semelhantes entre os dois grupos.

Micha disse que as carnes processadas e não-processadas à venda nos Estados Unidos contêm quantidades semelhantes de colesterol e gorduras saturadas. “Por outro lado, as carnes processadas continham, em média, quatro vezes mais sódio e 50 por cento mais conservantes de nitrato.”

Fonte: http://www.ecodebate.com.br/2010/05/19/estudo-da-escola-de-saude-publica-de-harvard-sugere-que-carne-processada-e-risco-real-a-saude/

Outros textos sobre consumo de carne vermelha, sugeridos pelo Portal Ecodebate:

Novo estudo identifica que o consumo de carne vermelha e processada pode aumentar o risco de morte

Pesquisa relaciona o consumo de carne vermelha ao desenvolvimento de degeneração macular em idosos

Pesquisa associa a gordura na carne ao aumento do risco de câncer de pâncreas

Estudo sugere que reduzir consumo de carne melhora saúde das pessoas e do planeta

Dieta rica em carne pode aumentar o risco de câncer de próstata em 40%

sábado, 19 de março de 2011

Termômetro de mercúrio, lâmpada fluorescente ou letreiros neon quebraram ? Qual a solução ?

O endereço na Agência de Proteção Ambiental americana, EPA, oferece dicas e informações sobre o que fazer em caso de vazamento de mercúrio. Parece brincadeira mas não é. A maioria das pessoas não leva a sério quando lâmpadas, termômetros e letreiros neon coloridos quebram.

Como tive um tempo de folga, aproveitei para por essas dicas num único post. Infelizmente o ministério da saúde, secretarias de saúde, etc. não distribuem essas orientações em suas páginas na internet. Imprimam, distribuam e evitem problemas sérios de saúde :

1) Jamais faça isso :
  • Nunca use aspirador de pó para limpar vazamentos de mercúrio (leia abaixo como limpar cacos de vidro de lâmpadas quebradas). Filtros de aspiradores domésticos não retém todo líquido, espalhando-o pelo ar e ambiente, apenas aumentando os riscos de exposição.
  • Não use vassouras ou similares. O líquido se distribuirá em gotas menores.
  • Nunca, mas nunca mesmo, jogue mercúrio no esgoto. Ele poderá se acumular na tubulação ou causar poluição de fossas sépticas e usinas de tratamento de água.
  • Similarmente, jamais use máquina de lavar para lavar roupas contaminadas. Não somente a máquina ficará exposta para futuras lavagens, como também a água utilizada na mesma. Roupas contaminadas devem ser propriamente eliminadas. Por “contaminação”, entenda-se situações em que a roupa tenha ficado diretamente exposta ao mercúrio.
  • Não pise no local contaminado para evitar espalhamento e exposição desnecessários.
2) O que fazer se uma lâmpada fluorescente ou letreiros neon quebrarem ?

Muitas casas passaram a usar lâmpadas fluorescentes para diminuir gastos com energia elétrica. O problema é que não são passadas orientações corretas no caso de tê-las quebradas. Felizmente, essas lâmpadas possuem uma quantidade baixa de mercúrio (o que não significa menor risco para a saúde pois os efeitos cumulativos não devem ser ignorados).

Antes da limpeza : ventilação

1.Tire pessoas e animais domésticos do ambiente e NÃO permita que andem na área afetada.
2.Abra uma janela e saia da sala por no mínimo 15 minutos.
3.Caso tenha ar condicionado, desligue-o durante esse período.

Limpeza passo-a-passo (se o chão for liso)

1.Retire pedaços de vidro e pó com papel e coloque tudo num plástico ou recipiente de vidro (com tampa).
2.Use fita adesiva para retirar pedaços menores do chão e móveis.
3.Limpe a área com papel toalha úmido (ou lenços umedecidos). Descarte esse papel e fita adesiva junto com os cacos de vidro.

Limpeza passo-a-passo (carpete ou tapete)

1.Retire pedaços de vidro e pó com papel e coloque-os num plástico ou recipiente de vidro (com tampa).
2.Use fita adesiva para retirar pedaços menores do chão e móveis.
3.Se for necessário, use o aspirador de pó para retirar pedaços restantes.
4.Pegue o saco do aspirador e jogue-o dentro da embalagem onde estão os restos da lâmpada.

O que fazer com os restos ?

1.Coloque o material recolhido do lado de fora da casa numa lixeira protegida e separada do lixo normal.
2.Lave as mãos ao terminar a limpeza.
3.Para jogar fora os restos, o ideal seria entrar em contato com a secretaria de saúde do município ou empresa que efetua a coleta de lixo. No entanto, infelizmente a maioria das cidades brasileiras ignora as determinações da EPA. Faça sua parte e ligue para eles mesmo assim (pegue os telefones ou informações usando o número da ANVISA DISQUE INTOXICAÇÃO 0800 722 6001 e do Ministério da Saúde DISQUE SAÚDE 0800 61 1997). Afinal de contas, a) é seu direito, b) eles recebem salário para isso e c) a ligação não custará nada.
4.Como ainda não há pressão nas empresas que fabricam e vendem as lâmpadas, é importante deixar claro para elas a necessidade de suporte no pós-venda. Todas empresas sérias tem um número 0800 de contato. Ligue e peça informações. Se não fizerem nada, divulgue sua história para amigos, vizinhos, parentes e conhecidos.

3) O que fazer se uma termômetro quebrar ?

1.Isole a área afetada, proibindo a passagem de pessoas. Igualmente, não deixe animais soltos no ambiente. Abra todas janelas e isole os demais cômodos.
2.Não permita que crianças ajudem na limpeza.
3.Mercúrio é facilmente limpo em superfícies de madeira, azulejo e similares.
4.No caso do vazamento ter ocorrido em carpetes, tapetes, cortinas, etc., siga as mesmas intruções que demos anteriormente e descarte o material de forma adequada.

Material para limpeza

1.Saquinhos plásticos (de preferência que ofereçam vedação).
2.Sacos de lixo normais.
3.luvas de borrach, latex ou similar.
4.Papel toalha.
5.Cartolina ou similar.
6.Conta-gotas.
7.Fita adesiva (durex, crepe, etc).
8.lanterna.
9.creme de barbear, se tiver.
10.e para quem tem acesso, enxofre em pó.

Limpeza passo-a-passo

1.Coloque as luvas.
2.Retire pedaços quebrados e embrulhe-os no papel toalha. Coloque isso no saco plástico e use o lacre para vedá-lo.
3.Localize as gotas de mercúrio. Use a cartolina para recolhê-las com cuidado para não dividi-las em gotas ainda menores. Use a lanterna para facilitar essa etapa : apague as luzes (se possível) e coloque a lanterna próximo ao chão para que as gotas reflitam a luz.
4.O conta-gotas pode ser usado na limpeza tanto para recolher como para “empurrar” as mesmas, pois assoprá-las com a boca não é aconselhável.
5.Coloque o mercúrio recolhido no papel toalha e então no saco de plástico.
6.Caso tenha creme de barbear, espalhe-o nas gotas menores. A fita adesiva tem a mesma utilidade. Descarte tanto o creme como a fita no saco plástico.
7.Sugestão (para quem tiver acesso) : enxofre em pó é vendido comercialmente e pode ser utilizado para recolhimento de gotas pequenas. O enxofre tem duas utilidades : a) ele transforma a cor do mercúrio para uma tonalidade amarelada/amarronzada e 2) adere ao mesmo facilmente, sem emissão de gases. A desvantagem é que esse material também é tóxico, exigindo cuidado no seu manuseio.
8.Idealmente, seria adequado consultar um especialista para medir a quantidade de mercúrio no ar. Não sendo isso possível, tenha certeza que o ambiente foi ventilado por no mínimo 24 horas. Coloque todo material utilizado na limpeza no saco de lixo.
9.Tal como no caso de lâmpadas fluorescentes, o descarte do saco de lixo deveria seguir as recomendações da secretaria de saúde do município ou empresa que efetua a coleta de lixo. Entre em contato com eles. Pegue os números de telefones usando o serviço do Ministério da Saúde DISQUE SAÚDE 0800 61 1997 ou ANVISA DISQUE INTOXICAÇÃO 0800 722 6001
10.Durante a etapa de ventilação, procure evitar que animais e crianças circulem pelo ambiente.
11.Como ainda não há pressão nas empresas que fabricam e vendem os termômetros, é importante deixar claro para elas a necessidade de suporte no pós-venda. Todas empresas sérias tem um número 0800 de contato. Ligue e peça informações. Se não fizerem nada, divulgue sua história para amigos, vizinhos, parentes e conhecidos.

Complicado ? Certamente. Necessário ? Com certeza ! Não perca sua saúde de forma desnecessária.

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE

A capacidade de absorção de mercúrio líquido pela pele humana é relativamente baixa. A EPA divulgou recentemente que na maior parte dos casos reportados nos Estados Unidos, a contaminação decorreu pela ingestão excessiva de peixe contaminado.

Portanto, para as pessoas que tiveram contato parcial com o líquido, nossa sugestão é de lavar muito bem as mãos e, dependendo do volume de mercúrio, descartar as roupas adequadamente. Tenham em mente que o efeito cumulativo à exposição do mercúrio é que deve ser evitado (no caso americano, as vítimas tinham o hábito de comer peixe mais de 3 vezes por semana).

ATUALIZAÇÃO : SEGUE O IMPORTANTE RELATO DO LEITOR MARCOANF QUE ENTROU EM CONTATO COM A ANVISA.

Liguei para o número indicado como ANVISA do post, e fui direcionado a um centro emergencial de intoxicação mais próximo de casa. Questionei sobre como jogar fora da forma correta, e me deram uma ótima dica (já que não está vazando mercúrio): deixar o termômetro, protegido (está no tubo plástico de proteção), em uma daquelas caixas de coleta de bateriais velhas e de celular (Banco Real ABN, HP, Nokia, etc). Segundo eles, os centros que fazem este tipo de reciclagem são especializados em separar e reciclar metais tóxicos.

Fonte: http://chapado.wordpress.com/2008/03/24/evite-contaminacao-com-mercurio-lampadas-e-termometros/