quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Alzheimer: prevenção baseada na combinação de alimentos antioxidantes

Azeite de oliva, castanhas, peixes, aves, frutas, saladas, vegetais crucíferos (couve, couve-flor, couve-de-bruxela, repolho, brócolis) e vegetais folhosos verde-escuros: se esses itens costumam entrar no seu prato em porções generosas, ótimo.

Entre outros benefícios o consumo combinado (não isolado) diário  pode diminuir o risco de  progressão  e surgimento da Doença de Alzheimer. A conclusão é de uma pesquisa da Universidade Columbia, nos Estados Unidos, publicada na revista científica Archives of Neurology.

A explicação do estudo é que tais alimentos são ricos em: Gordura monoinsaturada; Gordura polinsaturada (omega 3 e 6); Vitamina E; Vitamina B12; Folato.

Tais nutrientes possuem potencial antioxidante, sendo assim, diminuem o estresse oxidativo cerebral e com isso evita a progressão da doença.

Hoje alguns sites noticiaram que um grupo de cientistas suecos da Universidade Dundee criaram uma fórmula barata e eficaz na prevenção do Alzheimer. Encontrei artigos isolados sobre o tema na revista " Proceedings of the National Academy of Sciences". A fórmula consiste na combinação de um antidiabético chamado Metformina e de um polifenol denominado Resveratrol, encontrado na semente e casca de uvas, principalmente as mais escuras. Como não encontrei o artigo, apenas cito a combinação do estudo.

Artigo:
Título: Food Combination and Alzheimer Disease Risk: A Protective Diet
Autores: Yian Gu; Jeri W. Nieves; Yaakov Stern; Jose A. Luchsinger; Nikolaos Scarmeas.
Ano: 2010
Periódico: Archives of Neurology
Disponível em: http://archneur.ama-assn.org/cgi/content/abstract/67/6/699

OBS: Na prática ortomolecular acreditamos que a ruptura da bainha de mielina (uma membrana que recobre toda a superfície dos nervos) na meia-idade, pode guardar a chave do início do aparecimento da doença de Alzheimer na velhice. Pesquisadores identificaram essa conexão usando um novo modelo do cérebro humano desenvolvido por um neuro-cientista da Universidade da Califórnia.

O modelo permite aos pesquisadores a oportunidade de explorarem o quanto as mudanças no estilo de vida durante a meia-idade, além de outros fatores, podem influenciar no pico de performance cerebral de tal forma que nossas mentes possam funcionar tanto quanto nossos corpos.

A ressonâcia magnética mostra que o cérebro se desenvolve até a meia-idade e, a partir daí, passa por um processo de degeneração contínua cuja velocidade depende de cada caso. Isso ocorre conjuntamente a uma ruptura da bainha de mielina.

A mielina, composta de gordura, com grande quantidade de colesterol ajuda na transmissão de mensagens através do cérebro.À medida que o cérebro envelhece, mais mielina é produzida, o que leva a maiores quantidades de colesterol no cérebro.Eventualmente, isso pode levar à produção de uma proteína tóxica que ataca a mielina, conduzindo ao aparecimento de placas tóxicas que são encontradas no cérebro dos portadores de Alzheimer.

O novo modelo de cérebro sugere que essa “quebra” de mielina poderá ser direcionada para ocorrer no início da meia-idade pois, se acontecer quando o paciente estiver próximo dos 70 ou 80 anos de idade, deverá ser muito difícil reverter o curso da doença. Esse artigo foi publicado  em Jan/2004 na revista Neurobiology of Aging.

Cabe comentar que a doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência,acometendo cada vez mais pessoas, representando um grande custo aos governos de todos os países.

A estimativa é de que aumente muito o número de pacients portadores deste mal pois a longevidade tem aumentado mas as condições tóxicas do meio ambiente contribui para a degeneração cerebral. Por outro lado, não significa dizer que, apesar de estarmos com grandes possibilidades de ficar mais velhos, não significa que obrigatoriamente ficaremos dementes.

Existem maneiras de se procurar prevenir o mal de Alzheimer:
  1. Consumir ômega-3 regularmente (linhaça, castanhas, peixes ricos em ômega 3)
  2. Evitar contato com metais tóxicos, principalmente dos aditivos alimentares que contém mercúrio, alumínio e chumbo;
  3. Evitar contato com alumínio (desodorantes anti-perspirantes,utensílios como talheres, panelas, recipientes etc.);
  4. Consumir diariamente no mínimo 5 porções de frutas e verduras sem agrotóxicos, já que inúmeros estudos in vitro tem demonstrado associação entre Parkinson e Alzheimer com determinados tipos de agrotóxicos (efeito neurotóxico dos agrotóxicos);
  5. Corrigir erros nutricionais com a supervisão de um profissional capacitado (médico ou nutricionista, APENAS);
  6. Exercitar-se regularmente.

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