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domingo, 9 de outubro de 2011

O que é Ecologia Médica ?

Muitos me perguntam o que é Ecologia Médica.

Primeiro, devemos salientar que Medicina Ambiental, Ecologia Celular, Medicina Ecológica são sinônimos de Ecologia Médica.

Segundo, esclarecer que Ecologia Médica não se trata de uma especialidade médica.

Mas afinal, o que é ecologia médica ?

Consiste em uma estratégia terapêutica utilizada pela medicina. Tem como objetivos principais restaurar o equilíbrio entre homem e a natureza e tratar as patologias ocasionadas pela perda desse equilíbrio. Ou seja, objetivamos saúde para todos e esta saúde deve ser interpretada como um bem-estar global (físico, mental e espiritual).

É regida por 2 princípios:
  • Princípio da Unicidade: cada indivíduo é único no universo, tendo uma individualidade bioquímica, o que pode ser bom para um, pode ser veneno para outro);
  • Princípio da integralidade: não estamos desconectados do universo, vivemos em uma grande teia, na qual o que fazemos afeta todo um sistema, por mais simples que seja essa ação.  Os diversos fatores fisiológicos que contribuem para o aparecimento das doenças estão interligados entre si. Ou seja, todos os seres estão integrados e o que o homem faz com o meio ambiente gera repercussões em todos os âmbitos da vida.
Na ecologia médica o foco é o ecossistema, ou seja, o paciente é visto dentro de uma abordagem holística. Nosso foco é o indivíduo e não apenas a doença que o indivíduo possui. Procuramos tratar a causa base das doenças, não só o sinal ou sintoma.

Os praticantes da ecologia médica afirmam que quando há uma perda do equilíbrio entre o homem e a natureza surgem inúmeras doenças e por isso a ecologia médica visa reintegrar o homem ao meio, de forma equilibrada. Sempre tendo em mente a ecossustentabilidade e a compreensão de que o homem não é isolado do ecossistema.

A nossa abordagem engloba conhecimento de diversas áreas:
  • Nutrição (em especial a nutrição funcional),
  • Medicina (homeopatia, homotoxicologia, ortomolecular, medicina tradicional chinesa, ayurvédica, alopatia),
  • Permacultura,
  • Engenharia biossustensável
  • Biologia,
  • Farmácia/bioquímica,
  • Agronomia,
  • Engenharia florestal,
  • Engenharia ambiental,
  • Fisioterapia,
  • Odontologia,
  • Psicologia.
Sempre na busca pela restauração do equilíbrio homem/meio ambiente. Alguns dos temas que abordamos são:
  • As poluições (ar, água, solo, sonora, eletromagnética),
  • Alergias: Alimentares, ambientais e respiratórias,
  • Carência ou excesso de nutrientes,
  • Intoxicação por metais pesados,
  • Intoxicação por contaminantes ambientais (plástico, pesticidas, herbicidas, poluentes orgânicos persistentes),
  • Manejo do estresse,
  • Métodos naturais para melhoria da qualidade de vida e eliminação de toxinas (processos de destoxificação)
  • Alternativas para mudança do estilo de vida.
A contaminação do meio ambienta leva a uma contaminação dos seus constituintes, porém muitas vezes essa intoxicação crônica passa desapercebida pela maioria dos médicos, por falta de conhecimento acerca do tema. Abaixo algumas informações elaboradas pela Dra. Emília Gadelha Serra, uma das pioneiras na ecologia médica no Brasil.

Abaixo segue uma lista "básica" de sintomas relacionados a toxicidade crônica decorrente de contaminantes ambientais:
  • Cansaço frequente ou queda de energia inexplicada
  • Dores musculares espontâneas
  • Dificuldade de concentração ou déficits de memória
  • Irritabilidade fácil ou mudanças de humor frequentes
  • Alterações de sono
  • Acordar com a sensação de que não dormiu bem
  • Ganho fácil de peso ou sensação de "inchaço" generalizado
  • Desconfortos intestinais variados
  • Dores de cabeça leves intermitentes
  • Nível de saúde incompatível com a idade cronológica.
As fontes de toxinas podem ser externas (exógenas) ou internas (endógenas).  As exógenas são:
  • Infecções (micróbios em geral (vírus, fungos, bactérias).
  • Radiações
  • Sobrecarga eletromagnética: wireless, celular, microondas
  • Geopatia
  • Stress
  • Medicamentos
  • Alimentação
  • Alérgenos
  • Poluição (frequentemente por metais pesados ou produtos químicos)
As endógenas são:
  • Metabólitos
  • Hormônios
  • Produtos bacterianos (lipopolissacárides)
O meio ambiente interno se altera na dependência da exposição a xenobióticos, alterações do equilíbrio da flora intestinal (microbioma), inflamação crônica de fontes variadas (frequentemente relacionada a alterações gastrointestinais, decorrentes do desequilíbrio bacteriano - disbiose intestinal - ou de alergias alimentares ocultas), doenças pré-existentes e stress oxidativo/peroxidação lipídica.

Em Medicina, o conceito de "terreno biológico" é essencial. E a capacidade de destoxificação de cada organismo é individual, geralmente podendo ser melhorada com medidas simples (correções alimentares) e os chamados "métodos biológicos" (procedimentos de destoxificação - enemas, medicamentos antihomotóxicos, por exemplo).

O tempo de exposição às toxinas também importa bastante - portanto quanto mais "vivido" o indivíduo, maior a chance de "confusões"...

O fígado e os intestinos são os órgãos-chave, exercendo papel fundamental no equilíbrio dinâmico de todo organismo - em especial o fígado, facilitando a seleção do que entra e do que sai via intestinal.

Fígado desintoxicado = saúde.

Flora intestinal equilibrada = saúde.

Atualmente se fala que no processo de adoecimento a carga genética é responsável por apenas 30%. 70% é "ambiental", leia-se hábitos - estilo de vida, exposição a toxinas e capacidade destoxificante individual. Portanto, há muito por fazer no sentido de recuperar a saúde de forma verdadeira e consistente.

sábado, 19 de março de 2011

Armazene seu alimento em vidro, não em plástico, por Dr. Carlos Braghini Jr

O BPA (Bisfenol A) foi inventado na década de 30 na busca de estrógenos sintéticos, mas hoje está profundamente inserido em nossa sociedade de consumo. Atualmente, ele é usado em muitos plásticos comuns e como “verniz” na parede interna de latas de alimentos. É o monômero mais comum para os policarbonatos objetivados para o contato alimentar, e por isso mesmo, pode contaminar os produtos alimentícios.

Um estudo da Universidade Case Western Reserve (EUA) mostrou que o BPA foi o responsável por causar deformação em óvulos de camundongos de laboratório. A atividade química do BPA é semelhante à do hormônio feminino estrogênio e alguns pesquisadores já desconfiavam que ele pudesse danificar os órgãos sexuais de fetos.

Na verdade, o estudo começou por acaso. A Dra. Patrícia Hunt notou defeitos genéticos incomuns nos óvulos de camundongos, e ao perseguir a causa, desconfiou das gaiolas de plástico transparentes. Seus estudos mostraram que mesmo traços residuais da BPA – 20 partes por bilhão em água potável – levam à alteração de 8% dos óvulos. Em condições normais, apenas 1% dos óvulos deveria apresentar defeitos. Outros estudos apontam que o BPA pode causar, em fetos de animais, problemas no desenvolvimento de testículos, da próstata e na contagem de esperma. Isso quer dizer que o mesmo pode acontecer com seres humanos, aumento o risco de defeitos congênitos, como por exemplo, síndrome de Down.

Apesar das pesquisas patrocinadas pelas indústrias de plástico, esses dados são razões suficientes para você preferir armazenar seus alimentos (inclusive água) em recipientes de vidro. Isso é particularmente importante se os alimentos forem gordurosos (biscoitos, queijos, manteiga, chocolate, tortas, etc.), pois esses agentes tóxicos passam facilmente do plástico para a gordura.

Diminua também os alimentos líquidos em plásticos leves. Isso não inclui apenas os sucos em embalagens de papelão (tetra-pack ou longa-vida), que têm uma camada interna de plástico, mas também algumas frutas e verduras em latas, que podem também ter uma camada interna de plástico.

Uma das primeiras providências para reduzir a exposição ao Bisfenol é NUNCA usar xícaras ou copos de isopor, principalmente para bebidas quentes. Isso se torna mais grave se lembrarmos de que toda mamadeira para bebês é de plástico (lembra-se que já houve uma época onde elas eram de vidro?).

Outra providência fundamental para sua saúde é NUNCA aquecer alimentos em plásticos, o que significa dar adeus ao jantar no micro-ondas. Se você ainda quer se arriscar a comer comidas desse tipo, transfira a comida para um recipiente de vidro antes de esquentá-lo.

Lembre-se: até que a indústria de plásticos pare de usar todos os agentes suspeitos ou revele quais os seus produtos que contêm esses agentes químicos, não se tem como saber se eles estão presentes ou não. Entretanto, as sugestões que apresentei acima podem reduzir substancialmente a sua exposição e a da sua família.

Faça a sua parte!

Fonte: http://www.ecologiacelular.com.br/content/armazene_seu_alimento_em_vidro_nao_em_plastico

OBS do Dr. Frederico Lobo - Para ler mais sobre o Bisfenol, visite os seguintes posts:
  1. http://www.ecologiamedica.net/2011/02/bisfenol-bpa-e-estudos-recentes.html
  2. http://www.ecologiamedica.net/2011/03/bisfenol-sera-analisado.html
  3. http://www.ecologiamedica.net/2011/02/ainda-sem-consenso-agencias-reguladoras.html
  4. http://www.ecologiamedica.net/2011/02/bisfenol-como-disruptor-endocrino.html
  5. http://www.ecologiamedica.net/2011/02/anvisa-pode-obrigar-fabricantes.html
  6. http://www.ecologiamedica.net/2011/02/portugal-proibe-o-uso-do-bisfenol-na.html
  7. http://www.ecologiamedica.net/2011/01/contaminacao-ambiental-e-gravidas.html
  8. http://www.ecologiamedica.net/2011/01/pressao-de-consumidores-provoca.html
  9. http://www.ecologiamedica.net/2010/11/europa-proibe-bisfenol-e-no-brasil.html
  10. http://www.ecologiamedica.net/2010/11/alemanha-em-alerta-produtores-de.html
  11. http://www.ecologiamedica.net/2010/11/nova-pesquisa-revela-que-exposicao-ao.html
  12. http://www.ecologiamedica.net/2010/11/harvard-diz-que-bisfenol-bpa-tambem.html
  13. http://www.ecologiamedica.net/2010/11/sbem-sp-promove-forum-sobre.html
  14. http://www.ecologiamedica.net/2010/11/bisfenol-e-etiologia-da-obesidade.html
  15. http://www.ecologiamedica.net/2010/11/envenenamos-o-planeta-que-agora-nos.html
  16. http://www.ecologiamedica.net/2010/10/contaminantes-na-agua-comprometem.html
  17. http://www.ecologiamedica.net/2010/10/bisfenol-usado-em-recipientes-de-comida.html
  18. http://www.ecologiamedica.net/2010/10/projeto-quer-proibir-mamadeiras-com.html
  19. http://www.ecologiamedica.net/2010/10/ecologia-celular-livro.html
  20. http://www.ecologiamedica.net/2010/10/contaminantes-emergentes-na-agua.html
  21. http://www.ecologiamedica.net/2010/07/bisfenol-abpa-ao-contrario-do-que-diz.html
  22. http://www.ecologiamedica.net/2010/07/estudo-confirma-contaminacao-por.html
  23. http://www.ecologiamedica.net/2010/06/os-enlatados-e-o-bisfenol.html
  24. http://www.ecologiamedica.net/2010/06/conheca-as-substancias-nocivas-mais.html
  25. http://www.ecologiamedica.net/2010/04/mamadeiras-plasticas-podem-fazer-mal.html

quarta-feira, 2 de março de 2011

Por que adotar a Ecomedicina (ecologia médica, medicina ecológica, medicina ambiental, ecologia celular) ?


Ecomedicina ou medicina ecológica é um movimento que vem surgindo nos Estados Unidos e Europa desde a década de 90. Entretanto, é possível encontrar suas raízes desde 1965, quando foi fundada a Academia Americana de Medicina Ambiental, justamente para entender melhor o impacto do meio ambiente na saúde. Situada em Wichita no estado do Kansas, ela oferece até hoje cursos de especialização nessa área. Entretanto segundo o médico norte-americano Andrew Weil, esse movimento cresceu mesmo a partir da década de 90, quando a consciência ambiental começou a aumentar em todo o mundo.

Vida contextualizada

A medicina ecológica parte do princípio que a saúde humana só pode ser entendida a partir da sua avaliação de um contexto que considere o ambiente onde o ser humano vive. Após o controle de muitas doenças endêmicas com medidas sanitárias e com a urbanização, os setores conservadores da medicina consideraram que as questões da saúde ligadas ao meio ambiente estavam resolvidas. Entretanto, o novo ambiente urbano trouxe novos riscos e fontes de doença aos seres humanos. Questões como a poluição, a contaminação de alimentos por resíduos químicos, e o próprio estresse gerado pela vida em grandes cidades, se tornaram sérios problemas de saúde pública.
E pior, alguns vetores e microorganismos estão se adaptando aos ambientes urbanos trazendo de volta as ameaças de epidemia, como o caso da infestação por Aedes aegypti que observamos nas cidades brasileiras.

Relação entre câncer e meio ambiente

A medicina ecológica sustenta, por exemplo, que há um aumento da incidência de câncer, em especial de mama e próstata, devido ao aumento de resíduos tóxicos no meio ambiente, tese que não é aceita pela maioria dos oncologistas. Muitos poluentes ambientais possuem capacidade de se ligar a receptores hormonais e, com isso, estimular o crescimento de células cancerosas. Outros resíduos causam uma redução da eficiência do sistema imunológico em identificar e reduzir células cancerosas.
Possuindo princípios relativamente simples a medicina ecológica re-introduz conceitos importantes para melhorar a qualidade da medicina e mudar seus paradigmas. O primeiro desses conceitos é o da indivisibilidade (tanto do ser humano em partes como do individuo e meio onde ele vive), sustentando que a tendência reducionista da medicina precisa ser revista. Não é possível estudar as doenças a partir de uma ótica limitada. A medicina ecológica preconiza que a doença precisa ser entendida sob todos seus aspectos, inclusive os ambientais e os psicoemocionais. Assim os médicos deveriam ampliar sua visão e seu interesse para estar de acordo com as novas tendências da ciência mundial.

Interferência mínima com dano mínimo

Outros conceitos interessantes trazidos pela medicina ecológica que são carentes na medicina convencional é o princípio da interferência mínima com dano mínimo (“soft health care with no harm”). Hipócrates pai da medicina já frisava a importância de evitar o máximo os danos feitos ao paciente: “Primo no nocere” (em primeiro lugar não causar dano ao paciente) é um dos seus ensinamentos básicos.
Assim a medicina ecológica, apesar de não defender especificamente nenhuma linha de pensamento médico, sustenta que as medicinas complementares, que são menos invasivas, e passíveis de causar dano, devam ser as primeiras estratégias a serem implementadas. Caso não sejam eficientes, ou na dependência da gravidade e necessidade do doente, caberia então uma medida mais invasiva, como as da medicina convencional. Por isso, é recomendado que o sistema primário de saúde ofereça preferencialmente medicinas complementares como acupuntura, homeopatia, osteopatia e fitoterapia.

Medicina ecológica valoriza muito alimentação e digestão

A medicina ecológica valoriza muito a alimentação e a digestão. Afinal a alimentação é uma das principais interações entre o organismo e o meio ambiente. Por isso preocupa-se muito mais com a qualidade dos alimentos, e em ofertar uma alimentação mais rica e farta em nutrientes essenciais. Assim a proposta é cuidar muito da alimentação mesmo no indivíduo saudável.
Nesse contexto a medicina ecológica valoriza muito um tema constantemente desprezado pela medicina convencional, que é a eficiência do funcionamento do fígado. O fígado possui um sistema de enzimas que detoxifica as substâncias tóxicas que entram no organismo. Existem novos estudos que mostram que vários extratos de plantas e vitaminas podem melhorar a eficiência desse sistema, com isso protegendo mais o organismo contra as toxinas do meio ambiente.

Quem estuda a Medicina Ecológica – assim como eu – acredita que as mudanças no clima e no meio ambiente que ocorrerão nos próximos anos vão ser marcantes e trazer muito a atenção da sociedade para esse tipo de pensamento médico.

Autor: Dr. Alex Botsaris: Clínico geral, escritor, consultor, pesquisador, professor, palestrante, pai. O carioca Alexandros Spyros Botsaris, mais conhecido como Dr. Alex Botsaris é descendente de gregos e pai de três filhos. Nasceu em 15 de fevereiro de 1956. Já escreveu onze livros, além de dezenas de capítulos e artigos científicos sobre a sua área de atuação. E não para de produzir e compartilhar os seus conhecimentos teóricos e práticos sobre bem-estar e medicina tradicional e convencional: acupuntura, plantas medicinais, medicina ecológica e estética, por exemplo. Este site visa oferecer conteúdo consistente e, ao mesmo tempo, em linguagem clara e acessível para o público leigo. Formado em medicina, em 1981, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Botsaris é especializado em doenças infecciosas pelo Hospital Claude Bernard, de Paris, e em acupuntura e medicina chinesa pela Sociedade Internacional de Acupuntura, na França, e pela Universidade de Pequim, na China. Na área de plantas medicinais, é membro da Associação Brasileira de Fitoterapia (Abfit, o antigo IBPM) e faz parte da equipe do Programa Estadual de Plantas Medicinais da Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro (SES/RJ). É consultor da marca de cosméticos Pierre Alexander. Já prestou consultoria na área de saúde e biodiversidade para a Natura e para a Ybios, uma empresa de tecnologia em ativos naturais. Sua trajetória na área de medicinas tradicionais surgiu já no segundo ano da faculdade, em 1977, com a homeopática, a antroposófica e a acupuntura. Sentiu necessidade de enriquecer, ampliar e discutir o que aprendia na faculdade, por acreditar que deveria aconselhar seus futuros pacientes sobre essas terapêuticas. Para conciliar seu tempo com as atividades acadêmicas na UFRJ, optou por focar na acupuntura que preencheu os requisitos que considera indispensáveis ao médico generalista. Ao mesmo tempo, ela o aproximaria do trabalho do avô materno Milton Weinberger, ortopedista e cirurgião: sua maior referência como homem e profissional. Ele foi o seu consultor em ortopedia e um aliado entusiasmado por seu interesse pela milenar técnica chinesa. Simultaneamente, fez estágio e trabalhou como médico em unidades de terapia intensiva (UTI) de hospitais públicos. Conciliou esses conhecimentos, porque acredita que a medicina é uma só. Participou do grupo de estudos que fundou o Instituto de Acupuntura do Rio de Janeiro (Iarj) e que também motivou a sua primeira viagem para a China. Com bolsa do CNPq, fez especialização avançada em acupuntura e nos hospitais chineses assistiu a tratamentos e a curas inacreditáveis para os ocidentais. Dessa experiência, tiveram início as pesquisas do Dr. Alex Botsaris com plantas medicinais. Atualmente, reside e trabalha no Rio de Janeiro.


Fonte: http://www.alexbotsaris.com.br/site/por-que-adotar-a-ecomedicina

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Estudo indica que telefone celular altera atividade cerebral

Um estudo americano sugere que o uso de telefones celulares por um período prolongado pode afetar o funcionamento de nossos cérebros, ainda que não haja conclusões sobre os efeitos disso na saúde.

Os cientistas dos Centros Nacionais de Saúde dos EUA (NIH) notaram que, após 50 minutos de conversa no celular, havia 7% mais consumo de açúcar no cérebro nas regiões próximas à antena do aparelho. A presença de glicose é um sinal de aumento na atividade cerebral.

A pesquisa, feita com 47 pessoas e publicada no periódico Journal of the American Medical Association, é uma das primeiras a investigar os efeitos fisiológicos do celular ao observar os efeitos de seus campos magnéticos.

Os participantes do estudo ficaram com dois celulares colados a seus ouvidos, um desligado e um ligado (mas sem volume, para que eles não notassem a diferença entre cada aparelho). Durante 50 minutos, os pesquisadores monitoraram, com um scanner, a diferença nos níveis de glicose e observaram que, no lado do cérebro próximo ao telefone ligado, a presença de açúcar era maior.

Saúde

Mas o estudo não oferece nenhuma conclusão sobre possíveis riscos para a saúde contidos no uso do celular. "Esses resultados não provam potenciais efeitos cancerígenos (do celular) ou a ausência deles", diz a pesquisa.

Um amplo estudo de 2006 sobre o mesmo tema, com 42 mil usuários de celulares na Dinamarca, tampouco obtivera evidências de relações entre o uso do celular e a incidência de câncer.

Para o professor Patrick Haggard, do Instituto de Neurociência Cognitiva da Universidade College London, o estudo americano traz conclusões interessantes, mas lembra que "flutuações muito maiores nas taxas metabólicas do cérebro ocorrem naturalmente, por exemplo enquanto bebemos".

"No entanto, se próximos estudos confirmarem que o sinal do celular tem um efeito direto no metabolismo, daí será importante investigar se esses efeitos terão implicações na nossa saúde", agregou Haggard.

"Não podemos determinar a relevância clínica do estudo, mas nossos resultados mostram que o cérebro humano é sensível aos efeitos dos campos magnéticos em exposições (prolongadas)", disse ao site especializado MedPage Today Gene-Jack Wang, um dos responsáveis pela pesquisa americana.

Mas Wang adverte que "mais estudos são necessários para avaliar se os efeitos que observamos podem ter consequências potenciais de longo prazo".

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/bbc/879806-estudo-indica-que-telefone-celular-altera-atividade-cerebral.shtml