O Dia Mundial da Doença de Sjögren, celebrado em 23 de julho, foi criado para ampliar o conhecimento sobre essa doença autoimune sistêmica, melhorar o reconhecimento dos sintomas e reduzir o atraso no diagnóstico. A data homenageia o oftalmologista sueco Henrik Sjögren, que descreveu a associação entre secura ocular, secura da boca e manifestações reumatológicas.
A doença de Sjögren é frequentemente lembrada apenas pela presença de olhos secos e boca seca, mas pode afetar diferentes partes do organismo. Fadiga, dores musculares e articulares, neuropatias, alterações pulmonares, renais, hematológicas e maior vulnerabilidade a problemas odontológicos também podem ocorrer.
Por isso, o tratamento geralmente exige acompanhamento integrado entre reumatologista, oftalmologista, dentista e profissionais responsáveis pelo suporte nutricional.
Existe uma dieta específica para a doença de Sjögren?
Até o momento, não existe uma “dieta para Sjögren” capaz de interromper a atividade autoimune ou substituir o tratamento médico. Uma revisão sistemática publicada em 2025 analisou 19 estudos. Sendo dez realizados em seres humanos e nove em modelos animais envolvendo suplementos, vitaminas, ervas e dietas modificadas. Os resultados foram heterogêneos, e os autores concluíram que ainda não há evidência suficiente para estabelecer um protocolo nutricional padronizado para a doença.
Isso não significa que a Nutrologia não tenha importância. O suporte nutrológico pode ajudar:
- Preservar a ingestão de macro e micronutrientes: evitando ganho ou perda de peso, evitando perda de massa muscular
- Adaptar a alimentação à redução da saliva,
- Diminuir o risco de cáries,
- Identificar deficiências nutricionais,
- Controlar condições metabólicas que podem coexistir com a doença.
- Informar quais as melhores fontes alimentares de determinados nutrientes.
A dieta mediterrânea é a estratégia mais promissora?
Entre os padrões alimentares estudados, a dieta mediterrânea apresenta atualmente os resultados mais interessantes, já que esse padrão valoriza ingestão de verduras, legumes, frutas, feijões, lentilhas, cereais integrais, azeite de oliva, castanhas, sementes, peixes e alimentos minimamente processados, com menor participação de carnes processadas, açúcares e produtos ultraprocessados. Ou seja, substâncias com ação "potencialmente" antiinflamatória.
Em um estudo publicado em 2020 com 133 participantes avaliados por sintomas de secura, cada aumento na pontuação de adesão à dieta mediterrânea esteve associado a uma redução de aproximadamente 19% na chance de diagnóstico de Sjögren primário. Entretanto, tratava-se de um estudo observacional, que identifica associação, mas não comprova que a dieta previna a doença.
Já um estudo transversal publicado em março de 2026 na Frontiers avaliou 75 pacientes e encontrou associação entre maior adesão à dieta mediterrânea e menor intensidade dos sintomas oculares, da secura, da dor e do escore global relatado pelos pacientes. Não foi observada a mesma associação com a fadiga. Como não houve intervenção ou acompanhamento prospectivo, ainda não se pode afirmar que a dieta tenha sido a causa da melhora.
Portanto, a dieta mediterrânea pode ser utilizada como base de uma alimentação anti-inflamatória e cardiometabolicamente saudável, mas não deve ser apresentada como tratamento curativo. Estudos clínicos randomizados ainda são necessários para determinar se ela modifica efetivamente a atividade da doença. Importante salientar isso, pois em praticamente todas as doenças autoimunes há profissionais, principalmente médicos e nutricionistas que surgem com soluções milagrosas para uma determinada doença. Vêem na fragilidade emocional desses pacientes uma boa oportunidade de lucrar.
Quais alimentos podem compor uma alimentação para Sjögren?
Essa é uma pergunta recorrente das minhas pacientes com Sjogren. Se você acha que terei alguma orientçação muito diferente, sinto te decepcionar. Uma estratégia prática pode e deve incluir vegetais variados, frutas menos ácidas (cítricas) quando houver ardência bucal, leguminosas, aveia, arroz integral, quinoa, azeite, abacate, peixes, ovos, carnes magras e fontes adequadas de proteína vegetal. A textura precisa ser individualizada, especialmente quando a secura provoca dificuldade para mastigar ou engolir.
Preparações úmidas geralmente são mais bem toleradas: ensopados, carnes desfiadas com molho, purês, risotos, sopas mais nutritivas, omeletes macias, iogurtes naturais e frutas acompanhadas de creme ou iogurte. Já alimentos muito secos, como torradas, biscoitos, farofas e carnes ressecadas, podem exigir molhos, azeite, água ou outras adaptações.
A hidratação e a boca seca
Beber água é importante, mas a xerostomia da doença de Sjögren não acontece simplesmente por desidratação. Ela está relacionada à redução da função das glândulas salivares. Por isso, ingerir volumes excessivos de água não necessariamente restaura a produção de saliva.
A orientação mais útil costuma ser manter hidratação regular e realizar pequenos goles durante o dia e durante as refeições. Isso facilita a mastigação, a formação do bolo alimentar e a deglutição. Chicletes ou balas sem açúcar também podem estimular a saliva residual em pessoas que ainda apresentam alguma função glandular.
Açúcar merece atenção especial na doença de Sjögren
A saliva ajuda a neutralizar ácidos, controlar bactérias e proteger o esmalte dentário. Quando sua produção diminui, aumenta o risco de cáries, desgaste dentário, candidíase, inflamações gengivais e perda de dentes. Por esse motivo, o problema não é apenas a quantidade total de açúcar, mas também a frequência com que ele entra em contato com os dentes.
Beliscar doces, biscoitos, balas, refrigerantes ou bebidas açucaradas várias vezes ao dia mantém o meio bucal mais ácido. O INPDC, instituto de pesquisa odontológica dos Estados Unidos, orienta limitar alimentos e bebidas açucarados, priorizar opções sem açúcar e manter acompanhamento odontológico regular.
Produtos contendo xilitol podem ser úteis para algumas pessoas, pois não possuem o mesmo potencial cariogênico do açúcar e podem auxiliar na estimulação salivar. Entretanto, grandes quantidades podem causar gases, distensão abdominal ou diarreia.
Bebidas ácidas podem piorar a saúde bucal
Refrigerantes, energéticos, sucos cítricos concentrados, água com limão consumida repetidamente e outras bebidas ácidas podem aumentar o risco de erosão do esmalte, principalmente quando há pouca saliva. Frutas cítricas e balas azedas também podem provocar ardência em pessoas com fissuras ou inflamação da mucosa oral.
Isso não significa que todas as frutas ácidas precisem ser excluídas. A tolerância é individual, e o risco depende da frequência, da concentração e do contato prolongado com os dentes. Quando houver sintomas, frutas como banana, mamão, pera, melão, manga e abacate podem ser mais confortáveis.
Café e álcool no Sjogren
Bebidas com cafeína podem aumentar a sensação de ressecamento em algumas pessoas, principalmente quando consumidas em excesso. Não é necessário retirar automaticamente todo o café, mas vale observar a resposta individual, reduzir a quantidade e evitar substituir água por bebidas cafeinadas.
O álcool pode irritar e ressecar a mucosa oral, sendo especialmente problemático em pessoas com xerostomia intensa. Enxaguantes bucais contendo álcool também podem causar desconforto. O NIDCR recomenda evitar ou limitar álcool e tabaco no tratamento cotidiano da boca seca.
Ômega-3 melhora os olhos secos e a boca seca?
O ômega-3 é um dos suplementos mais pesquisados para sintomas de secura. Um ensaio clínico randomizado, duplo-cego e controlado por placebo, publicado em 2025, acompanhou 104 pessoas com Sjögren durante dois meses. Os participantes receberam duas cápsulas de 1.000 mg por dia de óleo de peixe ou placebo.
O grupo que utilizou ômega-3 apresentou melhora maior dos sintomas subjetivos de olho seco e boca seca. Entretanto, a melhora do teste de Schirmer, que mede objetivamente a produção lacrimal, não foi significativamente diferente da observada com placebo. A diferença final da sialometria ficou próxima, mas não abaixo, do limite estatístico convencional, com p = 0,053, exigindo cautela na interpretação.
Um estudo mais antigo, com 61 pacientes, comparou ômega-3 associado à vitamina E com óleo de gérmen de trigo. Houve aumento do fluxo salivar nos dois grupos, mas não ficou demonstrada uma superioridade clara da intervenção com ômega-3.
Assim, o ômega-3 pode ser considerado uma estratégia complementar individualizada, mas a evidência ainda não justifica sua recomendação universal para todos os pacientes com Sjögren. A dose, a quantidade real de EPA e DHA, os medicamentos utilizados e o risco de sangramento devem ser avaliados antes da prescrição.
Vitamina D e Sjögren
Baixos níveis de vitamina D são frequentemente encontrados em pessoas com doenças autoimunes. Alguns estudos observacionais relacionaram níveis reduzidos a manifestações neurológicas, fadiga e maior atividade clínica. Entretanto, associação não é prova de causalidade, pois pessoas com dor, fadiga e menor exposição solar também podem apresentar vitamina D baixa como consequência de seus hábitos ou da própria doença.
Uma análise de randomização mendeliana publicada em 2023 não encontrou evidência clara de que baixos níveis de vitamina D causem Sjögren ou que a doença seja diretamente responsável por reduzir os níveis da vitamina. Portanto, não há comprovação de que doses elevadas de vitamina D controlem a autoimunidade.
Apesar disso, investigar e corrigir deficiência é importante para a saúde óssea, muscular e metabólica, sobretudo em pessoas com baixa exposição solar, osteopenia, menopausa, alimentação restritiva ou uso prolongado de corticosteroides. A reposição deve ser orientada por exames, e não feita em megadoses indiscriminadas.
É preciso retirar o glúten?
A dieta sem glúten não deve ser recomendada de rotina para todas as pessoas com Sjögren. Alguns estudos observaram coexistência entre doença celíaca e Sjögren, além de possíveis diferenças no fluxo salivar e na inflamação glandular entre pacientes com as duas condições. Entretanto, esses achados não provam que retirar o glúten beneficie quem não possui doença celíaca. (PubMed)
Parte das evidências favoráveis à dieta sem glúten vem de modelos animais ou de pacientes que também apresentavam doença celíaca. Uma revisão sistemática recente classificou os resultados das dietas sem glúten como inconsistentes e insuficientes para recomendação generalizada. (PMC)
A investigação de doença celíaca pode ser considerada diante de anemia sem explicação, diarreia crônica, perda de peso, distensão abdominal, osteopenia precoce ou história familiar. É importante realizar os exames antes de retirar o glúten, pois a exclusão antecipada pode prejudicar o diagnóstico.
Curcumina, ervas e antioxidantes funcionam?
Curcumina, açafrão, compostos vegetais, antioxidantes e diferentes fórmulas herbais apresentam mecanismos anti-inflamatórios interessantes em laboratório. Entretanto, muitos resultados disponíveis vêm de culturas celulares ou modelos animais, não de ensaios clínicos robustos em seres humanos.
A revisão sistemática de 2025 encontrou estudos pequenos e muito diferentes entre si, com produtos, doses e desfechos variados. Por isso, não há evidência suficiente para recomendar curcumina, ervas medicinais ou fórmulas antioxidantes como tratamento específico da doença de Sjögren.
Além disso, suplementos “naturais” podem interagir com anticoagulantes, imunossupressores, medicamentos hepáticos e tratamentos utilizados para outras doenças. Natural não significa necessariamente seguro.
A doença pode prejudicar a ingestão de proteínas?
A secura intensa pode dificultar a mastigação de carnes, pães, castanhas e outros alimentos mais secos. Alterações do paladar, dor oral, candidíase, dificuldade para engolir e fadiga também podem reduzir a ingestão alimentar.
Nesses casos, a avaliação nutrológica deve investigar peso, força muscular, consumo proteico e composição corporal. Estudos já identificaram presença de baixa massa muscular em parte dos pacientes com Sjögren primário, mostrando que o acompanhamento não deve se limitar ao peso ou ao índice de massa corporal.
Boas opções de proteína com textura mais úmida incluem ovos mexidos, peixes, carnes moídas ou desfiadas com molho, iogurte, queijos macios, tofu, feijões, lentilhas, homus e suplementos proteicos quando realmente necessários.
Exames que fazem parte da avaliação nutrológica
A investigação deve ser individualizada. Conforme os sintomas, a alimentação e os medicamentos utilizados, podem ser avaliados hemograma, ferro, ferritina, vitamina B12, ácido fólico, vitamina D, cálcio, magnésio, função renal, função hepática, glicemia, hemoglobina glicada e perfil lipídico.
Também pode ser necessário analisar densidade mineral óssea, força de preensão manual e composição corporal. Nenhum “painel de vitaminas” deve ser solicitado automaticamente para todas as pessoas, e a presença de fadiga não significa necessariamente deficiência nutricional.
O suporte nutrológico na prática
O acompanhamento pode ser dividido em quatro objetivos principais:
Preservar a ingestão alimentar, adaptando textura, umidade, temperatura e temperos.
Proteger a saúde bucal, reduzindo a frequência de açúcares e bebidas ácidas.
Identificar deficiências reais, evitando tanto carências quanto suplementações desnecessárias.
Controlar riscos metabólicos, como excesso de peso, diabetes, colesterol elevado, hipertensão e perda de massa muscular.
A alimentação deve ser ajustada à presença de refluxo, intolerâncias, alterações intestinais, doença renal, uso de corticosteroides e outras condições clínicas. Dietas muito restritivas podem agravar a fadiga, reduzir a massa muscular e causar deficiências.
O que a ciência permite concluir atualmente?
As evidências mais recentes indicam que não existe um suplemento ou alimento isolado capaz de tratar a doença de Sjögren. A dieta mediterrânea parece ser o padrão alimentar mais razoável, mas os estudos específicos ainda são observacionais.
O ômega-3 apresenta resultados promissores para sintomas de secura, embora os efeitos sobre medidas objetivas permaneçam inconsistentes.
A correção de vitamina D, ferro, vitamina B12 ou outros nutrientes deve ser feita quando houver deficiência ou indicação clínica, e não com a expectativa de “desligar” a autoimunidade. Dieta sem glúten, curcumina e fórmulas antioxidantes não devem ser utilizadas rotineiramente sem uma justificativa individual.
Nutrologia complementa, mas não substitui o tratamento médico
O suporte nutrológico pode melhorar a qualidade da alimentação, facilitar as refeições, proteger dentes e mucosas, prevenir perda muscular e controlar doenças metabólicas. Entretanto, ele deve atuar em conjunto com o tratamento reumatológico, oftalmológico e odontológico.
A melhor estratégia é aquela que combina evidência científica, avaliação individual e acompanhamento contínuo, sem promessas de cura, dietas extremas ou megadoses de suplementos.
Referências bibliográficas
CASTRO, F. L. A. L. et al. Nutritional Intervention for Sjögren Disease: A Systematic Review. Nutrients, 2025. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/40944134/NASSANI, B. M. et al. Mediterranean diet and symptom severity in Sjogren’s syndrome. Frontiers in Medicine, 2026. https://www.frontiersin.org/journals/medicine/articles/10.3389/fmed.2026.1730536/full
AL-RAWI, Z. S.; JALAL, A. M.; HAMEED, I. H. A Randomised Double-Blind Placebo-Controlled Clinical Trial of Fish Oil in Sjögren’s Syndrome Patients. Mediterranean Journal of Rheumatology, 2025. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/40557177/
Perguntas frequentes
A doença de Sjögren é uma condição autoimune sistêmica na qual o sistema imunológico pode comprometer principalmente as glândulas responsáveis pela produção de lágrimas e saliva. Os sintomas mais comuns são olhos secos, boca seca, fadiga, dores articulares, dores musculares e dificuldade para engolir alimentos secos. Algumas pessoas também apresentam manifestações neurológicas, pulmonares, renais ou hematológicas.
Até o momento, não existe uma dieta específica capaz de curar a doença de Sjögren ou substituir o tratamento médico.
A dieta mediterrânea é o padrão alimentar que apresenta resultados mais promissores nos estudos disponíveis. Ela prioriza verduras, legumes, frutas, feijões, lentilhas, cereais integrais, azeite de oliva, peixes, castanhas e sementes, com menor consumo de produtos ultraprocessados. Apesar dos benefícios gerais, ainda não está comprovado que esse padrão alimentar reduza diretamente a atividade autoimune.
Estudos observacionais encontraram associação entre maior adesão à dieta mediterrânea e menor intensidade de sintomas como secura, dor e desconforto ocular. Entretanto, esses estudos não demonstram que a alimentação seja necessariamente a causa da melhora. Mesmo assim, a dieta mediterrânea pode favorecer a saúde cardiovascular, metabólica, intestinal e nutricional.
Preparações úmidas, macias e acompanhadas de molhos costumam ser mais fáceis de mastigar e engolir. Sopas nutritivas, purês, ovos mexidos, peixes, carnes desfiadas, iogurtes, feijões, lentilhas e frutas macias são algumas opções. Alimentos muito secos podem ser umedecidos com azeite, caldos, cremes ou molhos.
A hidratação regular ajuda a aliviar o desconforto, mas não corrige completamente a boca seca provocada pela doença. No Sjögren, a xerostomia ocorre principalmente pelo comprometimento das glândulas salivares, e não apenas pela falta de água no organismo. Pequenos goles ao longo do dia e durante as refeições podem facilitar a mastigação e a deglutição.
A redução da saliva aumenta o risco de cáries, erosão dentária, candidíase oral e inflamação gengival. Por isso, é especialmente importante reduzir a frequência de doces, balas, biscoitos, refrigerantes e bebidas açucaradas ao longo do dia. O acompanhamento odontológico e o uso adequado de produtos com flúor também são fundamentais.
Refrigerantes, energéticos, sucos cítricos concentrados e bebidas consumidas frequentemente com limão podem aumentar o risco de erosão do esmalte dentário. Esse efeito pode ser mais intenso quando existe pouca saliva para neutralizar os ácidos. Frutas e bebidas ácidas não precisam ser excluídas em todos os casos, mas seu consumo deve ser individualizado.
O café e outras bebidas com cafeína podem aumentar a sensação de ressecamento em algumas pessoas, principalmente quando consumidos em grande quantidade.
O álcool pode irritar a mucosa da boca, aumentar a sensação de ressecamento e agravar o desconforto oral. Bebidas alcoólicas podem ser especialmente mal toleradas por pessoas com xerostomia intensa, feridas na boca ou dificuldade para engolir. Enxaguantes bucais contendo álcool também podem provocar ardência e irritação.
Alguns estudos sugerem que o ômega-3 pode melhorar a percepção de olhos secos e boca seca. Entretanto, os resultados sobre a produção objetiva de lágrimas e saliva ainda são inconsistentes, e não existe recomendação de uso universal. A suplementação deve considerar a quantidade de EPA e DHA, os medicamentos utilizados e o risco individual de sangramento.
A vitamina D é importante para a saúde óssea, muscular e imunológica, mas não está comprovado que doses elevadas controlem a doença de Sjögren. A reposição deve ser realizada quando houver deficiência, osteopenia, baixa exposição solar ou outra indicação clínica. Megadoses podem causar efeitos adversos e não substituem o tratamento reumatológico.
A retirada do glúten não é recomendada de rotina para todas as pessoas com Sjögren. Uma dieta sem glúten é indicada principalmente quando existe doença celíaca confirmada ou outra justificativa médica. Excluir trigo e outros cereais sem necessidade pode reduzir a variedade alimentar e favorecer deficiências nutricionais.
Autor: Dr. Frederico Lobo - Médico Nutrólogo - CRM-GO 13192 - RQE 11915 - Gostou do texto e quer conhecer mais sobre minha pratica clínica, clique aqui.


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