Dia Mundial do Cérebro: como a nutrologia pode ajudar a prevenir doenças neurológicas e psiquiátricas


Doenças neurológicas atingem mais de 3 bilhões de pessoas

22 de Julho é comemorado o dia mundial do cérebro. Esse dia foi escolhido pela Federação Mundial de Neurologia para conscientizar a população sobre a saúde cerebral, a prevenção de doenças neurológicas e a importância de manter a mente ativa ao longo da vida.

As doenças neurológicas representam atualmente uma das maiores ameaças à saúde pública mundial. Dados analisados pela Organização Mundial da Saúde indicam que aproximadamente 3,4 bilhões de pessoas, mais de 40% da população mundial apresentavam alguma condição neurológica em 2021.

Essas doenças constituem a principal causa global de adoecimento e incapacidade, superando diversos grupos de enfermidades tradicionalmente considerados prioritários. Entre as condições de maior impacto estão o acidente vascular cerebral, a enxaqueca, a doença de Alzheimer, outras demências, a epilepsia, a neuropatia diabética e diferentes transtornos do neurodesenvolvimento. 

O aumento da expectativa de vida tende a ampliar ainda mais essa carga nas próximas décadas. Por isso, cuidar do cérebro não deve começar somente quando surgem esquecimentos, tremores ou limitações funcionais, mas muito antes dos primeiros sintomas. (Organização Mundial da Saúde)



Saúde cerebral começa antes do envelhecimento

É comum associar as doenças do cérebro exclusivamente à terceira idade, mas a saúde neurológica é construída durante toda a vida. Alguns habitos podem a ajudar na nossa saúde cerebral e por isso a prevenção deve começar no início da vida. A alimentação da infância, a qualidade do sono, o nível de atividade física, a escolaridade e a prevenção da obesidade influenciam a chamada reserva cerebral e cognitiva. Ou seja, quando estimulamos pais a se atentarem para hábitos de vida das crianças, é justamente focando principalmente nas doenças crônicas não-transmissíveis, dentre elas as doenças neurodegenerativas. 

Essa reserva cerebral representa a capacidade do cérebro de tolerar melhor o envelhecimento e determinadas alterações patológicas sem apresentar imediatamente perda de autonomia. Aprender novas habilidades, manter vínculos sociais, praticar exercícios e controlar doenças metabólicas são medidas importantes para preservar memória, atenção e capacidade de decisão. 

No Brasil, o envelhecimento acelerado da população torna essa prevenção ainda mais urgente. Estimativas do Ministério da Saúde indicam que cerca de 8,5% das pessoas com 60 anos ou mais convivem com demência, e o número de casos poderá alcançar aproximadamente 5,7 milhões até 2050. (CNN Brasil)

6 dicas para manter o cérebro saudável e prevenir doenças neurológicas

Manter o cérebro saudável ao longo da vida depende, em grande parte, da adoção de hábitos que protejam tanto o sistema nervoso quanto a saúde cardiovascular. O acompanhamento médico regular, a prática de atividade física e o controle de fatores metabólicos podem contribuir para reduzir o risco de acidente vascular cerebral, demência e outras doenças neurológicas.

1. Controle a pressão arterial, a glicemia e o colesterol

A primeira recomendação para preservar a saúde cerebral é prevenir e tratar os principais fatores de risco cardiovascular. Hipertensão arterial, diabetes, colesterol elevado e triglicérides altos podem danificar progressivamente os vasos sanguíneos responsáveis pela irrigação do cérebro.

Por isso, é importante realizar consultas e exames médicos periódicos, acompanhando os níveis de pressão arterial, glicemia, hemoglobina glicada, colesterol e triglicérides. O diagnóstico precoce dessas alterações permite iniciar mudanças no estilo de vida e, quando necessário, o tratamento adequado.

2. Não fume e evite a exposição ao tabaco

Parar de fumar é uma das medidas mais importantes para proteger o cérebro e o sistema cardiovascular. As substâncias presentes no cigarro provocam inflamação, favorecem a formação de placas nas artérias e prejudicam o fluxo sanguíneo cerebral.

Com o passar do tempo, o tabagismo pode aumentar o risco de acidente vascular cerebral, comprometimento cognitivo e outras doenças que afetam o sistema nervoso. Além disso, pessoas que fumam podem apresentar pior evolução clínica, pois os danos vasculares causados pelo tabaco tendem a se acumular ao longo dos anos.

3. Reduza o consumo de bebidas alcoólicas

O consumo excessivo de álcool está associado a prejuízos para diferentes órgãos, incluindo o cérebro. A ingestão frequente e em grandes quantidades pode afetar a memória, o equilíbrio, o sono, o humor e a capacidade de tomar decisões.

Quando se fala em saúde cerebral, quanto menor a exposição ao álcool, melhor. Pessoas que optam por consumir bebidas alcoólicas devem evitar excessos e conversar com um profissional de saúde, principalmente quando apresentam doenças neurológicas, alterações hepáticas ou utilizam medicamentos de uso contínuo.

4. Pratique exercícios físicos regularmente

A atividade física regular é fundamental para melhorar a circulação sanguínea, controlar a pressão arterial, reduzir a resistência à insulina e favorecer a saúde mental. Caminhar, pedalar, nadar e realizar outras atividades aeróbicas pode ajudar a proteger as funções cognitivas e reduzir o risco de doenças crônicas.

A caminhada é uma opção acessível e de baixo impacto para muitas pessoas. Como orientação geral, podem ser realizadas sessões de exercícios aeróbicos durante a semana, respeitando a condição clínica, o nível de condicionamento e as limitações individuais.

5. Combata o sedentarismo durante o dia

Mesmo quem pratica exercícios deve evitar permanecer muitas horas seguidas sentado. Levantar-se regularmente, caminhar pequenas distâncias, utilizar escadas quando possível e realizar pausas ativas são atitudes que ajudam a reduzir os efeitos negativos do comportamento sedentário.

Além de beneficiar o cérebro e o coração, combater o sedentarismo pode contribuir para prevenir dores nas costas, desconfortos musculares e algumas formas de cefaleia. A movimentação diária também melhora a disposição, a qualidade do sono e o bem-estar emocional.

6. Faça uma avaliação médica antes de exercícios intensos

Pessoas sedentárias, com excesso de peso, doenças cardiovasculares ou outros fatores de risco devem procurar avaliação médica antes de iniciar exercícios de alta intensidade. Essa orientação permite verificar se o coração, a circulação e o sistema musculoesquelético estão preparados para o esforço.

Quando a atividade exige maior intensidade ou técnica específica, o acompanhamento de profissionais qualificados também é importante para ajustar a progressão dos exercícios e reduzir o risco de lesões. O objetivo não é apenas aumentar o desempenho, mas construir uma rotina segura, sustentável e benéfica para a saúde cerebral.

Neurologia, Psiquiatria e Nutrologia precisam trabalhar juntas

Neurologia e Psiquiatria são especialidades diferentes, mas frequentemente lidam com manifestações relacionadas ao funcionamento do mesmo órgão: o cérebro. A Neurologia investiga doenças como epilepsia, AVC, Parkinson, neuropatias, esclerose múltipla e demências, enquanto a Psiquiatria aborda transtornos relacionados ao humor, pensamento, comportamento e percepção. 

Na prática, porém, os limites nem sempre são rígidos. Pessoas com doenças neurológicas podem apresentar depressão, ansiedade, insônia, irritabilidade ou alterações de comportamento, enquanto condições metabólicas e carências nutricionais podem produzir sintomas semelhantes aos de alguns transtornos psiquiátricos. 

A Nutrologia entra nesse cuidado avaliando fatores metabólicos, alimentares e nutricionais capazes de agravar sintomas ou dificultar a recuperação. Essa atuação deve ser complementar e integrada, sem substituir o acompanhamento neurológico, psiquiátrico, psicológico ou multidisciplinar indicado para cada paciente.

Obesidade, diabetes e hipertensão também afetam o cérebro

O cérebro depende de uma rede vascular saudável para receber oxigênio e nutrientes continuamente. Hipertensão arterial, diabetes, colesterol elevado, tabagismo, sedentarismo e obesidade danificam progressivamente os vasos sanguíneos e aumentam o risco de AVC e comprometimento cognitivo.

A resistência à insulina e a hiperglicemia prolongada também favorecem neuropatia diabética, uma das condições neurológicas que mais contribuem para incapacidade no mundo. Além disso, alterações vasculares pequenas e repetidas podem se acumular silenciosamente durante anos, comprometendo memória, equilíbrio, velocidade de raciocínio e autonomia. 

O relatório de 2024 da Comissão Lancet sobre demência estima que aproximadamente 45% dos casos poderiam estar associados a 14 fatores potencialmente modificáveis ao longo da vida. Nesse contexto, tratar obesidade, hipertensão, diabetes e dislipidemia também é uma estratégia concreta de proteção cerebral. (The Lancet)

Alimentação saudável pode proteger a saúde cerebral

Não existe um único alimento capaz de impedir Alzheimer, Parkinson, depressão ou outras doenças cerebrais. Entretanto, o padrão alimentar habitual influencia a saúde vascular, o metabolismo da glicose, a inflamação sistêmica e a disponibilidade de nutrientes utilizados pelo sistema nervoso. Padrões semelhantes à dieta mediterrânea, ricos em verduras, legumes, frutas, azeite, castanhas, sementes, leguminosas, peixes e alimentos pouco processados, estão associados a melhores desfechos cardiovasculares e neurológicos. 

Em contrapartida, uma alimentação baseada em ultraprocessados, excesso de açúcares, gorduras de baixa qualidade e baixo consumo de fibras favorece ganho de peso e alterações metabólicas. 

A abordagem nutrológica não se limita a prescrever uma lista de alimentos, mas procura adaptar o plano às doenças, aos medicamentos, à rotina, à cultura alimentar e à capacidade de adesão da pessoa. O objetivo é construir uma alimentação sustentável que proteja simultaneamente coração, vasos sanguíneos, músculos e cérebro. (PubMed)

Alimentação e saúde mental estão conectadas

Depressão e ansiedade não são provocadas simplesmente por uma alimentação inadequada, e atribuir esses transtornos apenas à dieta pode gerar culpa e atrasar o tratamento correto. Ainda assim, qualidade alimentar, sono, atividade física, uso de álcool, obesidade e doenças metabólicas podem influenciar a intensidade dos sintomas e a resposta terapêutica. 

Estudos clínicos e revisões sistemáticas sugerem que intervenções baseadas no padrão mediterrâneo podem produzir melhora adicional dos sintomas depressivos em determinados pacientes. Esses resultados devem ser interpretados como complemento, e não como substituição de psicoterapia, medicamentos ou acompanhamento psiquiátrico. 

Uma alimentação mais organizada também pode ajudar a estabilizar horários, reduzir longos períodos de jejum, melhorar a ingestão proteica e diminuir oscilações de energia ao longo do dia. O cuidado nutrológico procura identificar essas dificuldades e criar estratégias compatíveis com a realidade emocional, financeira e social de cada pessoa. (PubMed)

Deficiências nutricionais podem imitar doenças neurológicas

Algumas carências nutricionais podem causar sintomas neurológicos ou psiquiátricos e precisam ser reconhecidas precocemente. A deficiência de vitamina B12, por exemplo, pode provocar formigamentos, perda de sensibilidade, dificuldade para caminhar, alterações cognitivas, lentificação do pensamento e mudanças comportamentais. 

Esses sintomas podem aparecer mesmo antes de alterações expressivas no hemograma e, em casos prolongados, parte do dano neurológico pode não ser completamente reversível. Deficiências de folato, tiamina e outros nutrientes também podem afetar o funcionamento do sistema nervoso em contextos específicos. 

Entretanto, isso não significa que todas as pessoas com esquecimento, depressão ou cansaço devam tomar suplementos indiscriminadamente. A investigação deve considerar sintomas, alimentação, doenças gastrointestinais, cirurgias, uso de medicamentos, consumo de álcool e resultados laboratoriais interpretados em conjunto. (PubMed)

A Nutrologia ajuda a identificar causas tratáveis

Durante uma avaliação nutrológica, podem ser investigados fatores que interferem na função cerebral e na saúde mental. Dependendo da história clínica, essa avaliação pode incluir estado nutricional, composição corporal, pressão arterial, glicemia, hemoglobina glicada, perfil lipídico, função renal, função hepática, vitamina B12, folato, ferritina e outros exames selecionados individualmente. 

Pessoas que utilizam metformina, medicamentos redutores da acidez gástrica ou que realizaram cirurgias digestivas, por exemplo, podem apresentar maior risco de alterações na absorção de vitamina B12. 

A análise também deve considerar perda de peso involuntária, sarcopenia, baixa ingestão proteica, compulsão alimentar e dificuldades para preparar as refeições. Quando uma deficiência ou alteração metabólica é identificada, sua correção pode contribuir para o tratamento global. 

Porém, encontrar um exame alterado não elimina a necessidade de investigar simultaneamente doenças neurológicas ou psiquiátricas propriamente ditas. (PubMed)

Suplementos não substituem alimentação nem tratamento médico

A popularização de produtos vendidos como “suplementos para memória” ou “nutrientes para o cérebro” criou a impressão de que cápsulas poderiam prevenir ou tratar doenças complexas. Na maioria das situações, porém, não existem evidências suficientes para indicar suplementação generalizada de vitaminas, antioxidantes ou compostos naturais com o objetivo de impedir demência. 

Nutrientes são fundamentais para o funcionamento cerebral, mas seus benefícios tendem a ser mais claros quando existe deficiência, baixa ingestão ou uma indicação clínica específica. Doses excessivas também podem causar efeitos adversos, interações medicamentosas e alterações laboratoriais que dificultam a investigação. 

A prescrição deve considerar idade, função renal e hepática, medicamentos utilizados, padrão alimentar e diagnóstico do paciente. A estratégia mais segura é corrigir necessidades comprovadas e concentrar esforços nos fatores de risco modificáveis que apresentam evidências mais consistentes. (The Lancet)

Proteger o cérebro exige cuidado ao longo de toda a vida

A prevenção das doenças neurológicas e psiquiátricas não depende de uma única consulta, exame ou dieta. Ela resulta do controle contínuo da pressão arterial, glicemia, colesterol e peso, associado a atividade física, sono adequado, convivência social, aprendizado e alimentação de boa qualidade. 

Sinais como perda progressiva de memória, alterações importantes de comportamento, tremores, crises convulsivas, dificuldade para falar, fraqueza súbita ou perda de equilíbrio precisam de avaliação médica e não devem ser atribuídos apenas ao envelhecimento ou à falta de vitaminas. 

Neurologistas e psiquiatras são responsáveis pelo diagnóstico e tratamento específico dessas condições. A Nutrologia pode colaborar identificando doenças metabólicas, deficiências nutricionais e padrões alimentares que aumentam vulnerabilidades ou prejudicam a recuperação. 

Cuidar da saúde cerebral, portanto, significa integrar cérebro, metabolismo, comportamento e estilo de vida em um plano preventivo individualizado e baseado em evidências. (Organização Mundial da Saúde).

Profissionais que indico

Abaixo uma lista de profissionais de Goiânia que confio. Alguns atendem online. 

Neurologistas em Goiânia

Dr. José Guilherme Schwam Jr. Médico Neurologista. Especialista em Distúrbios do Movimento e Demência-USP/RP. Mestre em Neurociências-USP/RP. Neuro Clínica Montpellier – Órion Complex – Setor Marista. Fone: (62)999392710

Dra. Cejane Domingues – Médica Neurologista. Laudo para crianças neuropatas e TEA. Fone: (62) 9699-9946.

Dra. Aline Madeira – Médica Neurologista – Rua T-29, Nº 358 , Ed. Bueno Medical Center, 5º andar, St. Bueno). Fone: (62) 3250-9060

Dr. Thiago Calzada – Médico Neurologista – CRM-GO 15298 – RQE-9217.  Atendimento por Telemedicina. Fone (62): 99994-7826. https://www.drthiagocalzada.com.br/

Psiquiatras em Goiânia

Dr. Heisler Lima – Médico Psiquiatra e Homeopata, Especialista em Psicodrama.  Atende na Av. T-63 (esquina com T-15), Ed. New World Concept Office, sala 315, qd 145, n°1296 – Setor Bueno, Goiânia – GO. Fone: (62)  99646-8400

Dra. Mariana Veiga Cruzeiro – CRM-GO 17116 – RQE 12150. Médica Psiquiatra. Atende no Espaço Absolut, R. T-38, 1710 – Serrinha, Goiânia – GO. Fone: (62) 3945-5887 e (62) 98450-8920

Dra. Maria Amélia Dias Pereira – CRM 5283 GO – RQE 1533. Médica Psiquiatra. Atende na Holus clínica – Rua 148, nº 620, Setor Marista – Fone: (62) 3245-2034

Dr. Felipe Montella – CRM-GO 30775 / RQE 21293. Médico Psiquiatra ( Psiquiatria geral / Tratamento de vícios e compulsões). Atende na Clínica SêMente, situada na R. 112, n° 295 – St. Sul, Goiânia – GO. Fone: (62) 992869295. Redes sociais e site: @felipemontella www.drfelipemontella.com.br

Dra. Daniela Londe Rabelo Taveira – Médica Psiquiatra – CRM-GO 15.813 | RQE 12.962 – Atende no Walk Bueno, Rua T-55, n. 930, Sala 1809 – St. Bueno, Goiânia – GO, 74215-060. Fone (62)98156-1777. Instagram: @dradanielalonde | Doctorália: https://www.doctoralia.com.br/daniela-londe-rabelo-taveira/psiquiatra/goiania

Dr. Savio Teixeira – CRM-GO 19338 – RQE 12137. Médico Psiquiatra. Atende na Holus clínica – Rua 148, nº 620, Setor Marista – Fone: (62) 3245-2034.

Dra. Patricia Gonçalves de Moraes Brondani – Médica Psiquiatra. Atende no Instituto Goiano de Neuropsiquiatria, Rua 123, 253. St Sul – Goiânia – GO. Fone: (62) 3278-3081.

Psiquiatras de outras cidades

Dr. Alaylson Miranda – Médico psiquiatra. CRM-DF 28449 RQE 23469. Atendimento por Telemedicina (61) 3299-5480.

Dr. Bruno Dutra – Médico Psiquiatra (Psiquiatria geral / Transtornos ansiosos / Transtornos de humor). Atende no Berlink Business Center, situada na rua Eudoro Berlink, n° 646 – Auxiliadora, Porto Alegre – RS. Fone: (51) 99283 2814 – contato via WhatsApp.

Autor: Dr. Frederico Lobo - Médico Nutrólogo - CRM-GO 13192 - RQE 11915 - Gostou do texto e quer conhecer mais sobre minha pratica clínica, clique aqui. 

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