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segunda-feira, 14 de março de 2011

Relação entre Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) e Xenobióticos.

A revista “ Integrative Medicine IMCJ”, vol. 9, nº6 de Dez2010/Jan2011, publicou uma entrevista com o Dr. David R. Jacobs, Prof. de Saúde Pública, matemático e epidemiologista, em que expõe os resultados preliminares do estudo pioneiro que realizando sobre a relação entre Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) e Xenobióticos.

A entrevista se resume em 3 pontos fundamentais:

1º: GGT e Xenobióticos (POP’s):

O autor põe a hipótese de que a metabolização dos POP’s (persistent organics pollutants) é feito por enzimas hepáticas. Uma delas é a  Gama-GT (gama-glutamil-transpeptidase). Ela funciona como o 1º antioxidante intracelular, facilitador da glutationa e que poderá ser considerado um marcador do stress-oxidativo e mais especificamente será uma tentativa do organismo se libertar do xenobiótico.

2º: Obesidade e Xenobioticos:  o perigo do emagrecimento rápido

Produtos químicos industriais, pesticidas, dioxinas, PCB (alguns proibidos), metais pesados, são lipossolúveis, podem acumular-se no tecido adiposo e aí permanecerem décadas.

O tecido adiposo tem células adiposas que morrem e sofrem fenômenos inflamatórios semelhantes à aterosclerose, são rodeadas por macrófagos que liberam citocinas pró-inflamatorias. Na tentativa de emagrecer rapidamente o doente pode sofrer um aumento brusco de xenobióticos na corrente sanguínea, causando desequilíbrio no processo de desintoxicação e assim causar sérios problemas de saúde.

3º: O estudo sobre a relação de diabetes tipo 2 e xenobioticos

Um estudo transversal, abrangendo uma população de 2000 indivíduos expostos a vários POP’s, cujos resultados preliminares são os seguintes:

Nesta população exposta a diferentes POP’s verificou que 218 (10%) eram diabéticos desde o início do estudo e em 463 indivíduos expostos a uma combinação de 6 POP’s verificou que a diabetes tipo 2 diminui de forma expressiva à medida que a exposição vai sendo reduzida.

Na nossa opinião fatores genéticos, ambientais, hábitos alimentares pouco saudáveis, e sedentarismo, influenciam a sensibilidade à insulina e aumentam a incidência de obesidade e diabetes tipo 2. Estamos todos expostos a altos níveis de xenobióticos e colocamos à prova a capacidade de desintoxicação natural do nosso organismo.

Pesticidas, bisfenois, dioxinas, PHA (hidrocarbonetos aromatizados presentes no tabaco, nos grelhados e produtos fumados), metais pesados, medicamentos, aditivos alimentares, têm propriedades hormonais, interferem no eixo hipotalamo-hipófise–adrenal, têm capacidade mutagênica, citotóxica ou carcinogênica.

Para se defender, o nosso organismo depende da capacidade natural de desintoxicação mediada pelo citocromo P450 (fase1 - biotransformação) que induz a produção de glutationa (fase2 - conjugação) com objetivo de transformar produtos tóxicos lipossolúveis em produtos hidrossolúveis e serem eliminados através da bíle e urina.

Se este processo natural de desintoxicação, se interrompe, podem formar-se produtos citotóxicos que se ligam ao DNA levando a mutações e perda do ciclo celular. Por vezes precisamos de auxiliar todo este complexo processo de desintoxicação com nutrientes apropriados, como vitaminas, aminoácidos e, antioxidantes, adequados a cada caso.

Emagrecer não deve ser feito com “pílulas” ou “com dietas” milagrosas que fazem perder peso em poucas semanas. O processo de emagrecimento deve ser acompanhado por uma equipa multidisciplinar centrada no doente, com vigilância médica, com suporte nutricional funcional adequado a cada caso e com apoio psicológico.

O tratamento deve ser individualizado de forma que o processo de emagrecer seja consistente, seguro e, ter como objetivo, atingir o equilíbrio metabólico, neuroendócrino e prevenir doenças degenerativas.

Fonte: http://www.cristinasales.pt/Nutri-Conceito/Blog/Blog.aspx?BID=3&MVID=1000194

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Noções básicas sobre Ecologia médica (Medicina ambiental)

Abaixo um pequeno texto informativo elaborado pela Dra. Maria Emília Gadelha, para esclarecer alguns tópicos acerca de Medicina ambiental e contaminantes ambientais. O texto foi cedido gentilmente pela mesma.

Atenciosamente,

Dr. Frederico Lobo

Abaixo segue uma lista "básica" de sintomas relacionados a toxicidade crônica:

  1. Cansaço frequente ou queda de energia inexplicada
  2. Dores musculares espontâneas
  3. Dificuldade de concentração ou déficits de memória
  4. Irritabilidade fácil ou mudanças de humor frequentes
  5. Alterações de sono
  6. Acordar com a sensação de que não dormiu bem
  7. Ganho fácil de peso ou sensação de "inchaço" generalizado
  8. Desconfortos intestinais variados
  9. Dores de cabeça leves intermitentes
  10. Nível de saúde incompatível com a idade cronológica.

 As fontes de toxinas podem ser externas (exógenas) ou internas (endógenas).

As exógenas são:
  • Infecções (micróbios em geral (vírus, fungos, bactérias)).
  • Radiações
  • Sobrecarga eletromagnética
  • Geopatia
  • Stress
  • Medicamentos
  • Alimentação
  • Alérgenos
  • Poluição (frequentemente por metais pesados ou produtos químicos)

 As endógenas são:
  • Metabólitos
  • Hormônios
  • Produtos bacterianos (lipopolissacárides)
O meio ambiente interno se altera na dependência da exposição a xenobióticos, alterações do equilibrio da flora intestinal (microbioma), inflamação crônica de fontes variadas (frequentemente relacionada a alterações gastrointestinais, decorrentes do desequilíbrio bacteriano - disbiose intestinal - ou de alergias alimentares ocultas), doenças pré-existentes e stress oxidativo/peroxidação lipídica.

 Em Medicina Biológica, o conceito de "terreno biológico" é essencial. E a capacidade de detoxificação de cada organismo é individual, geralmente podendo ser melhorada com medidas simples (correções alimentares) e os chamados "métodos biológicos" (procedimentos de detoxificação - enemas,  medicamentos antihomotóxicos, por exemplo).
O tempo de exposição às toxinas também importa bastante - portanto quanto mais "vivido" o indivíduo, maior a chance de "confusões"...

 O fígado e os intestinos são os órgãos-chave, exercendo papel fundamental no equilíbrio dinâmico de todo organismo - em especial o fígado, facilitando a seleção do que entra e do que sai via intestinal.

Fígado desintoxicado = saúde.
Flora intestinal equilibrada = saúde.

 Atualmente se fala que no processo de adoecimento a carga genética é reponsável por apenas 30%. 70% é "ambiental", leia-se hábitos - estilo de vida, exposição a toxinas e capacidade detoxificante individual.

Portanto, há muito por fazer no sentido de recuperar a saúde de forma verdadeira e consistente.

Dr. Maria Emília Gadelha Serra