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sexta-feira, 29 de abril de 2011

7 coisas tóxicas que você não deveria jogar no lixo

Muita gente não pensa duas vezes em jogar no lixo algo que parece não prestar. O problema é que o lixo não é um sumidouro, ele é a primeira parada de algo que foi descartado. Substancias tóxicas contidas no nosso lixo podem ser muito prejudicial à saúde e ao meio ambiente. Veja abaixo uma lista de 7 coisas que deveriam ser destinadas com cuidado.

1 – Óleo de motor

Não só o óleo de motor, mas também o óleo de cozinha podem entupir tubulações de esgoto e atrapalhar os processos de tratamento de água e esgoto das empresas de saneamento. Além disso, óleo de motor derramado no chão pode contaminar águas subterrâneas. “Um galão de óleo pode contaminar um milhão de galões de água pura”, explica a representante do site Earth911, Jennifer Berry. A maneira correta de se livrar do óleo é colocá-lo em uma garrafinha com tampa e levar para centros de reciclagem, postos de gasolina ou oficinas de carros.

2 – Eletrônicos

Um problema que o mundo está tendo que lidar atualmente é o lixo eletrônico, mas não aquele spam que você recebe por e-mail, mas a quantidade de aparelhos de TV, DVD, computadores, celulares, câmeras, impressoras, videogames, iPods que são jogados por aí. Alguns países da Europa e os EUA produzem tanto e-lixo que precisam mandar para outros países. “Estes objetos contêm metais pesados como cádmio e chumbo que podem contaminar o meio ambiente”, disse Jennifer. É melhor encontrar alguém que esteja precisando destes aparelhos e fazer uma doação.

3 – Tinta

Tintas à base de óleo, revestimentos, corantes, vernizes, removedores de tinta são lixos extremamente perigosos porque contêm produtos químicos que podem ser prejudiciais a humanos, animais e ao meio ambiente. Eles nunca devem ser jogados no lixo ou em ralos. Latas que não foram usadas devem ser estocadas com cuidado ou devolvidas, ou você pode doar para escolas ou organizações.,

4 – Pilhas e baterias

Diferentes tipos de baterias devem ser destinadas de diferentes maneiras, mas nenhuma delas deve ser jogada no lixo tradicional, nem nas lixeiras de reciclagem. Elas devem ser destinadas para reciclagem. Muitas lojas têm lixos especiais para pilhas. Elas contêm materiais tóxicos e corrosivos, por isso devem ser descartadas com cuidado. A bateria do carro também faz parte deste grupo.

3 – Lâmpadas

Lâmpadas fluorescents contém minúsculas partes de mercúrio (cerca de 5 mg) que podem vazar caso ela se quebre. Por isso, elas devem ser descartadas em lugares que recolham lixo tóxico.

2 – Detector de fumaça

Este aparelho não é muito comum no nosso dia-a-dia, geralmente os vemos em hospitais ou hotéis, mas eles também são tóxicos. Os dispositivos contêm uma quantidade pequena de radiação para detecção da fumaça. É extremamente importante que não sejam atirados em qualquer lixeira. Deve-se retirar suas pilhas (que também devem ser encaminhadas, como dito anteriormente) e, em seguida, devolvê-lo ao fabricante.

1 – Termômetros

Os termômetros tradicionais contêm em média 500 mg de mercúrio e representa um risco à saúde em caso de quebra, principalmente para mulheres grávidas e crianças, porque prejudica o crescimento do sistema nervoso do bebê e dos garotos. É preciso mandá-lo para o lixo tóxico. [LifesLittleMysteries]

Fonte: http://hypescience.com/7-coisas-toxicas-que-voce-nao-deveria-jogar-no-lixo/

segunda-feira, 21 de março de 2011

Limpeza orgânica é recomendada diante dos tóxicos ambientais? Por Dr. Alex Botsaris

Existe um consenso entre diversas medicinas complementares, que a atuação de substâncias tóxicas no organismo humano é uma das principais causas de doença e queda de qualidade de vida. Essa preocupação com a limpeza orgânica sempre foi vista com ceticismo pela medicina moderna convencional. Entretanto, os dados mais recentes parecem demonstrar que o conhecimento tradicional, para variar, tinha razão nesse ponto também.

A quantidade de tóxicos ambientais não para de aumentar desde que o homem deflagrou a revolução tecnológica, a partir da segunda metade do século XX. Estudos recentes têm detectado todos os tipos de tóxicos em regiões mais vulneráveis como rios, regiões costeiras e periferia de grandes cidades. Existem várias centenas de substâncias com grande potencial de dano à saúde incluindo metais pesados, dioxinas, defensivos agrícolas, organoclorados, conservantes, e agora até medicamentos, isolados em água superficial, no solo, em sedimentos ou em organismos que habitam os ecossistemas afetados.

O fato é que, a grande maioria dos cidadãos urbanos, está se tornando mais contaminada, por uma quantidade progressivamente maior de substâncias, com potencial tóxico. Apesar das quantidades serem muito pequenas, já existe consenso entre vários cientistas, que é provável que essas substâncias exerçam um efeito deletério sobre a saúde das pessoas. Um dos mecanismos propostos, e já confirmado, é o da interação tóxica. Isso significa que essas substâncias podem ter capacidade de potencializar o efeito nocivo umas das outras, resultando num problema específico de saúde. E não são poucos os problemas que suspeita-se serem causados por esse mecanismo.

Impacto no organismo

O sistema endócrino é o que tem mais indicações de estar afetado por tóxicos ambientais. Muitas substâncias como os parabenos – que eram usados como conservantes em vários produtos – interferem na interação dos hormônios com seus receptores, gerando um efeito que os cientistas chamam de disruptores endócrinos.

Em geral, os hormônios sexuais, os hormônios da tireóide e aqueles que controlam o metabolismo da glicose são os mais afetados por esse problema, resultando em aumento de infertilidade, doenças como endometriose, alterações da tireóide e diabetes.

O sistema imunológico também é afetado, o que tem sido relacionado a um aumento da incidência de doenças auto-imunes.

Vários tóxicos ambientais, como as dioxinas, interferem com aparelho de reprodução da célula, gerando mutações no DNA. Como consequência, temos aumento dos casos de todos tipos de câncer. (*)No caso de câncer de mama na mulher e de próstata no homem – onde o efeito disruptor endócrino também atua induzindo a doença-, os números são amedrontadores: uma terrível epidemia.

Por fim, há o cérebro como órgão alvo desse problema. As células cerebrais não se renovam e são muito ricas em gorduras, meio onde as substâncias tóxicas organodepositárias costumam ter mais afinidade. Segundo alguns pesquisadores, isso explica o aumento dos casos de doença de Alzheimer e de outras doenças neurodegenerativas observadas nos últimos anos.

Protocolos de desintoxicação

Não há comprovação científica alguma que os protocolos de desintoxicação funcionem. Mas, na minha impressão pessoal, assim como na de alguns colegas da área médica, eles trazem algum benefício. Geralmente, as pessoas sentem uma sensação de leveza corporal que dura por algumas semanas. Isso vem acompanhado por outros sinais de bem-estar subjetivos, como melhora da concentração e da memória, regularização do ritmo intestinal, melhora da disposição física e da qualidade do sono.

 A proposta dos protocolos de desintoxicação é atuar sobre os órgãos que auxiliam a eliminação de substâncias indesejáveis no organismo e, também, naqueles que servem de interface entre o meio interno e externo. Isso inclui rim, intestino, fígado, pele e, em alguns casos, o pulmão.

Primeiro passo para desintoxicação

O primeiro passo da desintoxicação é minimizar o máximo possível a ingestão de tóxicos. Para isso a qualidade dos alimentos – que devem ser orgânicos – e da água ingerida é fundamental. E indicado fazer uma alimentação especial que também potencialize a eliminação de resíduos. Por exemplo, uma dieta muito rica em fibras ajuda a eliminação pelas fezes. Já os sucos, em especial os de fruta também são considerados saudáveis, dois a três copos ao dia, de frutas diferentes fazem parte. Alimentos ricos em probióticos estão indicados, porque as bifidobactérias conseguem destruir algumas substâncias tóxicas e neutralizar outras através de combinações químicas, eliminando-as nas fezes.

O rim é o principal órgão de eliminação do organismo, assim muita água precisa ser ingerida para estimular a diurese. Indica-se 2,5 a 3 litros de água ao dia (cerca de 10 copos de água – de origem mineral). Muitos terapêutas que são experientes em desintoxicação preferem alternar a água com chás. É que eles possuem fitocomplexos ricos em flavonóides e outras substâncias que carream as toxinas para fora do organismo humano pela urina. Chás como o chá verde, o capim limão, hibisco, folha de abacate, gengibre, carqueja, cabelo de milho, e dente-de-leão são considerados diuréticos e desintoxicantes, e possuem substâncias com essas características, que chamamos de “quelante suave”.

O fígado – além de eliminar as substâncias na bile – tem um papel fundamental, pois conjuga as substâncias tóxicas com carreadores, como o ácido glicurônico, que facilita sua eliminação. Estimular as funções do fígado, por isso, é um ponto estratégico da desintoxicação. Aminoácidos e minerais podem ajudar muito o fígado, como a metionina, a glutamina, a N-acetilcisteína, o zinco e o selênio. A silimarina, uma substância extraída do Cardo Mariano, é um potente protetor dos sistemas enzimáticos do fígado. Isso pode ser ainda potencializado com algumas plantas como o açafrão-da-terra, o boldo chileno e a hortelã.

Hidrocolonterapia: lavagem intestinal

Além da dieta, que dei algumas dicas acima, a principal arma da desintoxicação para o intestino é a hidrocolonterapia. Essa estratégia possui uma indicação muito forte na medicina ayurvédica, que valoriza muito a limpeza corporal e do intestino. A hidrocolonterapia é uma lavagem intestinal que elimina mais de 99% dos resíduos do intestino. Existem evidências científicas que algumas substâncias podem ser reabsorvidas no intestino, depois de eliminadas no fígado, criando um ciclo chamado de entero-hepático. Pode haver dificuldades de eliminar alguns tóxicos devido a esse tipo de ciclo, o que seria resolvido com a hidrocolonterapia.

Por fim há a pele como órgão de eliminação. Banhos quentes e sauna são considerados formas de eliminação através da pele, mesmo que não haja evidências que essas técnicas gerem uma eliminação eficiente por esse maior órgão do corpo humano. Aqui também a medicina ayurvédica acredita na massagem usando óleos essenciais e movimentos que estimulem a circulação na pele e nos tecidos superficiais.
A acupuntura ensina que existem pontos específicos para eliminação e que atuam em todos os órgãos que já citei. Enquanto não há comprovação do benefício da desintoxicação, eu entendo que vale a pena fazer esse tratamento, considerando a quantidade de substâncias nocivas que estão contaminando o meio ambiente, a água e os alimentos.

(* )A incidência oficial de câncer de mama no Brasil é de 85 novos casos por cada 100 mil habitantes por ano, mas acho que está subavaliada. Nos EUA é cerca de 320 casos de câncer de mama por cada 100 mil habitantes. A OMS avalia que da década de 60 para cá, a incidência do câncer de mama aumentou umas 13 vezes. Pode-se dizer que entre cada 10 mulheres hoje em dia, pelo menos duas vão ter câncer de mama e de cada 10 homens um vai ter câncer de prostata até o fim da vida.

Artigo escrito pelo clínico geral, acupunturista e estudioso de plantas medicinais Alex Botsaris, autor de onze livros, entre eles “Medicina Ecológica”, lançado recentemente.

Fonte: http://bit.ly/gOk8t5