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sexta-feira, 13 de novembro de 2015

A volta da perigosa dieta do hormônio da gravidez

O método prevê a aplicação de injeções diárias de hCG (doses entre 125 UI e 500 UI), associado a um regime de 500 a 600 calorias, com restrição de carboidratos, frutas doces, gorduras, alimentos processados e exercícios, durante 40 dias.

A proximidade do verão inaugura uma corrida contra o tempo e contra a balança. O desejo? Que os quilos extras acumulados ao longo do ano inteiro sumam rapidamente e de forma indolor para a chegada da temporada dos corpos à mostra. O cenário é perfeito para que as fórmulas milagrosas ganhem espaço. É o caso da dieta hCG. Com a promessa de emagrecer até 15 quilos em um mês, sem causar fome ou falta de energia, o perigoso método está em alta entre as brasileiras. "Muitas pacientes chegam aos consultórios perguntando sobre a dieta. Isso é preocupante porque não há evidências que confirmem a eficácia para a perda de peso. Por outro lado, temos muitas provas sobre os riscos à saúde", diz Alexandre Hohl, presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem).

O hCG -- ou gonadotrofina coriônica humana -- é um hormônio produzido naturalmente durante a gravidez. Na gestação, o composto serve para criar um ambiente favorável para o desenvolvimento fetal. Mulheres que não estão grávidas e homens, contudo, possuem taxas quase indetectáveis no corpo. Para emagrecer, as pessoas se submetem à aplicação de injeções diárias do hCG e seguem uma alimentação extremamente restritiva. O cardápio não permite o consumo de carboidratos, frutas, doces, gorduras e alimentos processados. Por 40 dias, a ingestão diária não deve passar de 600 calorias e os exercícios também são proibidos.

A indicação do hcG para a perda de peso é antiga. Na década de 50, o médico britânico Albert Simeons observou que havia uma associação entre a administração do hCG em pacientes obesos e a eliminação dos quilos extras. As evidências apontadas por Simeons, porém, foram consideradas fracas pela comunidade científica. Desde então, vários levantamentos foram realizados com o objetivo de comprovar a eficácia do tratamento. O problema é que nenhum estudo realizado até agora conseguiu provar que o hormônio é capaz de intensificar a perda de peso, distribuir melhor a gordura ou reduzir o apetite.

"Funciona como um efeito placebo. A aplicação do hCG e seu suposto efeito na perda de peso é vendido apenas como uma ilusão, com o intuito de criar um estímulo - perigoso - para essas pessoas que estão em uma dieta tão restritiva. O emagrecimento em si acontece pela restrição calórica. É obvio que alguém ingerindo apenas 500 calorias durante 30 ou 40 dias irá emagrecer", explica Hohl.
Por ser um tratamento off-label (não indicado em bula), a utilização do hormônio para o emagrecimento não é aprovada pela Anvisa e também não é reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina. Por isso, faltam dados de quantas pessoas são adeptas ao regime. Atualmente, o uso do hCG como medicamento é aprovado apenas no tratamento de pessoas com infertilidade ou de meninos com criptotidismo (ausência do testículo na bolsa escrotal). "A aplicação do hCG em mulheres submetidas a tratamentos de fertilidade serve para promover a maturação dos óvulos. Neste caso, sua ação é semelhante ao LH (hormônio luteinizante) e promove a ovulação. Nos homens, ele é utilizado em casos de atividade testicular ruim para estimular espermatogênese (formação de espermatozoides)", explica o médico Edson Borges, diretor clínico do Centro de Fertilização Assistida Fertility.

Além disso, a restrição calórica pode provocar anemia, perda de massa muscular e até mesmo desnutrição. De acordo com o endocrinologista, esses problemas podem aparecer em qualquer dieta restritiva quando não há acompanhamento de um médico ou falta de suplementação de vitaminas e sais minerais.

Por isso, quem quer emagrecer e manter o peso de uma forma saudável não deve acreditar em soluções rápidas e milagrosas. "As pessoas buscam fórmulas mágicas e frequentemente surgem dietas da moda com essa proposta, mas isso não existe. O caminho continua o mesmo: descobrir o que existe de errado com a pessoa e corrigir, por meio de reeducação alimentar e atividade física adequada", completou Hohl.


Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/saude/a-volta-da-perigosa-dieta-do-hormonio-da-gravidez

quarta-feira, 20 de abril de 2011

7 truques de dieta que funcionam

1 – Evite xarope de milho

Os xaropes de milho com alto teor de frutose (HFCS na sigla em inglês para high-fructose corn syrup) estão presentes nos refrigerantes, doces assados, cereais, frutas enlatadas, sobremesas, sucos e geléias. Apesar do consumo destes produtos serem comuns no dia-a-dia, pesquisadores estão tentando contê-los.
Um estudo mostrou que ratos que tomavam bebidas adoçadas com HFCS ganharam mais peso do que aqueles que consumiram bebidas com açúcar. Os dois grupos recebiam uma dieta com o mesmo número de calorias diariamente. Um dos motivos poderia ser a maneira como cada adoçante é processado em nosso corpo.
Segundo o pesquisador líder do estudo, Bartley Hoebel, os dois contêm frutose e glicose, mas, no açúcar, os dois componentes possuem uma ligação muito forte entre si e precisam de um passo extra para serem metabolizados. Nos HFCS, a glicose e a frutose já estão separadas e podem ser absorvidos diretamente.

2 – Não se vicie em besteiras

Será que aquelas besteiras que comemos, conhecidas como junk food ou fast food, podem nos viciar? Um estudo mostrou que estas comidas podem afetar o cérebro de ratos do mesmo jeito que algumas drogas, quando são consumidos em grande quantidade. Os ratos da pesquisa recebiam, diariamente, rações ilimitadas de bacon, balas, chocolates, donuts, lingüiças, salsichas, bolos, coberturas, etc. O resultado? Obesidade, e duas características do consumo de drogas.

Segundo os pesquisadores, muitos receptores de dopamina desapareceram, o que sinalizava que seria preciso mais comida para atingir os mesmos níveis de satisfação. O comportamento dos ratos também mudou: comer estas comidas gordurosas ou açucaradas virou prioridade. Eles continuaram comendo, mesmo quando uma luz sinalizava que levariam choque se não parassem.

O pesquisador Paul Kenny, que participou do estudo disse que este é o comportamento de comedores compulsivos e de viciados. “Eles não conseguem se controlar mesmo quando os médicos os alertam, seus relacionamentos sofrem”, disse. Como os ratos que se alimentavam normalmente não apresentaram tais reações, Kenny acredita que deve haver algo nestas junk foods. “Tente controlar seu acesso a este tipo de alimentos. Eles não são inofensivos como pensamos”.

3 – Não demore tanto para comer

Ficar muito tempo sem comer faz as pessoas sentirem falta de carboidratos de alta densidade energética, não conseguirem controlar o tamanho de suas porções de alimento ou escolher opções mais saudáveis. O metabolismo também pode ficar comprometido.

A nutricionista Marissa Lippert, de Nova Iorque, aconselha planejar bem as refeições, para que haja uma rotina que impeça aqueles momentos de desejo desesperado. “Não espere mais do que três horas para fazer um lanchinho ou refeição. Isto também ajuda a controlar a fome e a satisfação”, diz ela.

4 – Satisfaça as necessidades de seu corpo, principalmente de manhã

Em um estudo bancado pela Egg Nutrition Center (ressalvas a parte), homens comeram dois tipos de café da manhã, cada um com o mesmo número de calorias, e depois comeram o que quiseram pelo resto do dia. O grupo que recebeu um café rico em proteínas (ovos mexidos e torrada) reportou não ter sentido tanta fome na hora do almoço. Além disso, estes homens consumiram 400 calorias a menos nas 24 horas seguintes, em comparação ao grupo que tomou um café rico em carboidratos (um pão e cream cheese, com pouca gordura e iogurte com pouca gordura).

As proteínas são conhecidas como alimentos que saciam mais que outros alimentos, mas, no caso do primeiro grupo, a quantidade de gordura do ovo ajudou na saciedade. “Outros tipos de proteína podem ter o mesmo efeito como atum, frango e carne”, disse a pesquisadora Maria Fernandez, da Universidade de Connecticut. Mas ela recomenda ficar longe dos enlatados.

5 – Prefira as comidas com baixo teor glicêmico

O índice glicêmico se refere ao quão rápido a comida afeta o açúcar do sangue. Alguns alimentos têm um índice baixo (fibras, proteínas) e oferecem um estoque estável de energia. Outros tem níveis mais altos (doces e comidas processadas) elas dão picos e quedas.

A nutricionista Marissa Lippert recomenda que é bom prestar atenção aos níveis glicêmicos para controle do apetite e para a saúde em geral, “mas não precisa ser motivo de preocupação para a maioria das pessoas”. Melhor optar por comidas mais frescas e menos processadas, como frutas frescas, vegetais e carne. “Se há mais de três ou cinco ingredientes que você não consegue pronunciar, aquilo não deve ser bom para comer. Quanto menor ingredientes, melhor”, afirma Lippert.

6 – Mude o cenário

Mudar o jeito de comer, o lugar ou os ares pode ajudar na dieta. Pode ser usar um prato menor, não repetir, esconder o chocolate. Pesquisadores da Cornell University perceberam que estas atitudes ajudam a perde mais peso do que mudar hábitos ou as escolhas na refeição. “Estas mudanças são mais fáceis de manter, ao contrário de prometer comer só frutas e não doces, ou desistir do chocolate e da batata frita”, disse o líder do estudo, Brian Wasink. Mudanças que duram podem ter um impacto real no peso das pessoas.

7 – Aproveite a refeição

Coma com tranquilidade, aproveite. Siga aqueles velhos conselhos de não comer na frente da TV ou do computador, tudo isso para aproveitar melhor sua refeição. Comida que ingerida rapidamente é praticamente comida desperdiçada.

Quando prestamos atenção ao que comemos, sua cor, textura, frescor e sabores, estamos envolvidos com a comida, não apenas “enchendo a barriga”. Assim, nós aumentamos o prazer daquele momento, enquanto ficamos mais satisfeitos. E, de acordo com a nutricionista Marissa Lippert, se você der um tempinho para o momento da refeição, você verá que será necessária uma porção menor para satisfazer

Fonte: http://hypescience.com/7-truques-de-dieta-que-realmente-funcionam/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+feedburner%2Fxgpv+%28HypeScience%29

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Dieta é eficaz no tratamento do Déficit de atenção com hiperatividade (TDAH)

Pesquisadores holandeses publicaram na revista “The Lancet” um estudo que observou efeitos benéficos do tratamento nutricional, através da ingestão de alimentos hipoalérgicos em crianças com transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH).

O objetivo primário do estudo foi investigar o impacto do tratamento nutricional, através da restrição de alimentos e compostos que influenciam no TDAH, como aditivos alimentares, corantes artificiais e aromatizantes, emulsificantes, nitratos e sulfitos, entre outros. Já o objetivo secundário foi analisar o papel da alergia alimentar na indução do transtorno.

Trata-se de um estudo randomizado, controlado, dividido em duas fases. A primeira fase consistiu no recrutamento de crianças de 4-8 anos (n = 100) diagnosticadas com TDAH, em que foram divididas em dois grupos, durante cinco semanas, à dieta com restrição à determinados alimentos (grupo dieta de eliminação, n = 50) ou dieta geral com recomendações de hábitos saudáveis (grupo controle, n = 50).

A dieta de eliminação foi baseada segundo a proposta de Hill e Taylor (2001) que consiste em número limitado de alimentos hipoalergênicos, como o arroz, peru, cordeiro, legumes e verduras (alface, cenoura, couve-flor, repolho e beterraba), pêras e água. Todos os outros alimentos foram proibidos, sendo os demais legumes, frutas e carnes permitidos apenas sob supervisão. O cálcio foi fornecido diariamente através de bebidas não lácteas com adição de cálcio. O objetivo foi de propor uma dieta de eliminação tão abrangente quanto possível para cada criança, a fim de tornar a intervenção mais viável.

As crianças que apresentaram melhorias clínicas quando submetidas à dieta de restrição (melhora de pelo menos 40% na escala de classificação da doença) prosseguiram para a segunda fase do estudo. Os alimentos que estimulam a síntese de IgG (imunoglobulina G) e alimentos que não estimulam IgG (classificados em de acordo com a resposta individual da criança, através de testes no sangue), foram adicionados à dieta para avaliar o efeito da hipersensibilidade alimentar mediada por IgG (ativada principalmente na presença de antígenos e toxinas).

Entre o início e o final da primeira fase, o grupo da dieta de eliminação melhorou em 23,7% o escore para classificação do TDAH em relação ao grupo controle (p < 0,0001). A pontuação total das crianças submetidas à dieta de eliminação que continuaram até o final da segunda fase diminuiu em 20,8% (p <0,0001), em relação ao grupo controle, em que a pontuação foi aumentada de acordo com os sintomas da doença.

No entanto, na segunda fase, em que as crianças foram avaliadas de acordo com a ingestão de alimentos capazes de ativar ou não IgG, a recidiva dos sintomas de TDAH ocorreu em 19 das 30 (63%) crianças, independente dos níveis de IgG no sangue.

“A dieta de eliminação rigorosamente supervisionada é um valioso instrumento para avaliar se o TDAH é induzido por alimentos. No entando, a prescrição de dietas com base em exames de sangue IgG deve ser desencorajado, pois não houve diferença na recidiva dos sintomas entre os alimentos que aumentam ou não IgG no sangue”, comentam os pesquisadores.

“Portanto, nosso estudo mostra efeitos consideráveis de uma dieta de eliminação de alimentos envolvidos no desenvolvimento TDAH. Assim, postulamos que a intervenção nutricional deve ser considerada em todas as crianças com TDAH, desde que os pais estejam dispostos a seguir uma dieta restrita, e desde que seja feita sob supervisão de especialistas para evitar o desequilíbrio nutricional”, concluem.

Artigo:
Título: Effects of a restricted elimination diet on the behaviour of children with attention-deficit hyperactivity disorder (INCA study): a randomised controlled trial.
Autores: Pelsser LM, Frankena K, Toorman J, Savelkoul HF, Dubois AE, Pereira RR, et al
Periódico: Lancet.
Vol: 377
Data: Fev/2011.

Fonte: http://www.nutritotal.com.br/notas_noticias/?acao=bu&id=489