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sábado, 19 de março de 2011

Você já fez o seu check-up este ano?

A maioria da população não se atenta para a importância dos exames preventivos. Mas são eles que vão mostrar como está, de fato, sua saúde.

Segundo o cardiologista do Centro de Medicina Preventiva do Einstein, Dr. Jairo Roberto Neubauer Ferreira, faz parte do conjunto de regras saudáveis a visita frequente ao médico para manutenção da saúde e prevenção de doenças.

E qual seria, na verdade, o propósito do check-up?

O de fazer uma avaliação assintomática do paciente, em busca de doenças silenciosas ou fatores que possam vir a prejudicar sua saúde. Várias patologias podem ser detectadas precocemente por meio da medicina preventiva. Outras tantas, crônicas e incuráveis, podem ter seu curso alterado, proporcionando uma adequada qualidade de vida aos pacientes.

Em outros casos, detectar precocemente pode prevenir um desfecho fatal – por exemplo, alguns tipos de câncer.

E qual é a hora mais apropriada para procurar um médico?

Isso vai depender de alguns fatores como:
  • Sexo,
  • Idade,
  • Predisposição genética,
  • Estilo de vida 
Porém, dependendo do histórico familiar ou pessoal a determinadas doenças, o hábito da avaliação preventiva de saúde deve começar na infância – quando não existem fatores de preocupação – ou na adolescência. “A partir dos 20 anos, pode-se dar início a esse processo, para verificar eventuais alterações no organismo e educar a pessoa desde cedo”, afirma o Dr. Jairo.

Quem nunca ouviu o velho ditado “Melhor prevenir do que remediar?” O fundamento dessa máxima é 100% correto. A tendência natural da maioria das pessoas é só procurar um médico diante de uma dor súbita ou de um sintoma difícil de passar. Ou seja, quando algum distúrbio já se instalou. O certo, porém, é o inverso dessa situação.


“Faz parte do conjunto de regras saudáveis a visita frequente ao médico para manutenção da saúde e prevenção de doenças, por meio de um check-up”, afirma o Dr. Jairo.

Para confirmar a tese, basta pensar na rotina de um bebê. Mesmo estando absolutamente saudável, ele é levado ao pediatra todos os meses, no primeiro ano de vida. Nesse caso, os pais estão preocupados com a saúde da criança e querem se certificar de que seu desenvolvimento está dentro dos parâmetros normais. Essa rotina muda a partir do segundo ano de vida, quando as consultas se tornam mais espaçadas, mas ainda permanecem na agenda da criança. E isso se repete por muitos anos. E assim deveríamos proceder por toda a vida, do pediatra ao geriatra.

Fatores de risco e histórico familiar

Este é o propósito do check-up: fazer uma avaliação da pessoa assintomática, em busca de doenças silenciosas ou fatores que possam vir a prejudicar sua saúde.

  1. O primeiro passo é a consulta com um clínico geral. A partir do histórico familiar, dados pessoais, medicação habitual e medição da pressão, o médico prescreve exames e medicamentos, se forem necessários. Essa análise detalhada visa detectar precocemente males que, depois de instalados, podem se tornar crônicos ou de difícil cura. O diabetes, por exemplo, pode ser prevenido a partir de indícios como casos na família, excesso de peso, gordura abdominal aumentada e sedentarismo. O mesmo ocorre com os problemas cardiovasculares, sobretudo se o pai sofreu infarto antes dos 55 anos ou a mãe antes dos 65.

Faz parte do conjunto de regras saudáveis a visita frequente ao médico para manutenção da saúde e prevenção de doenças, por meio de um checkup

Cada idade uma preocupação

  1. Educar, nesse caso, significa evitar hábitos danosos que, em geral, são desenvolvidos na adolescência, fase em que os jovens costumam acreditar que a saúde é um bem eterno. “Uma pessoa que desde cedo não se alimenta direito, é sedentária e tabagista, por exemplo, com certeza corre risco maior de desenvolver uma doença cardiovascular do que se levasse uma vida saudável”, alerta a Dra. Érika Amarante, do serviço de medicina preventiva da Unidade Jardins. “Aliás, doenças como as cardiovasculares, se iniciam nessa faixa etária”, reforça o D. Jairo. “Além disso, a preocupação é com carências de vitaminas, de ferro e com as parasitoses.”
  2. Caso o adolescente tenha boa alimentação, seja ativo e não apresente problemas na primeira consulta, deve retornar ao clínico aos 21 anos.
  3. Após  os 21 anos o adulto deve fazer avaliações preventivas de saúde a cada dois anos.
  4. Por volta dos 45 anos, os exames se tornam mais numerosos e o espaçamento entre eles começa a se reduzir e, aos 55, se tornam anuais.
“É importante estar ciente, porém, de que essas são idades e períodos relativos. Por isso é essencial a consulta com um clínico, para avaliar detalhadamente as necessidades de cada pessoa”, conclui o cardiologista do Einstein.

Fonte: http://blog.einstein.br/post.aspx?id=87