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domingo, 20 de março de 2011

Estudo sugere que reduzir consumo de carne melhora saúde do ecossistema (homem e do meio ambiente)

Reduzir o consumo e a produção de carne em 30 por cento ajudaria a reduzir as emissões de carbono na atmosfera e a melhorar a saúde das pessoas, afirmaram cientistas na quarta-feira.

Pesquisadores britânicos e australianos descobriram que melhorar a eficiência, aumentar a captura de carbono e reduzir a dependência de combustíveis fósseis na agricultura não será suficiente para cumprir as metas de redução na emissão de CO2.

Mas combinar essas medidas com uma redução de 30 por cento no rebanho dos principais países produtores de carne e um corte similar no consumo de carne levaria a “benefícios substanciais à saúde da população” e à diminuição das emissões de gases-estufa, afirmaram. Reportagem de Kate Kelland, da Agência Reuters, com informações complementares do EcoDebate.

O estudo [Public health benefits of strategies to reduce greenhouse-gas emissions: food and agriculture] descobriu que na Grã-Bretanha um consumo 30 por cento menor de gordura saturada de fonte animal por adultos reduziria o número de mortes prematuras decorrentes de doença cardíaca em cerca de 17 por cento – o equivalente a 18 mil mortes prematuras evitadas em um ano.

Em São Paulo, isso significaria até mil mortes prematuras evitadas em um ano.

De acordo com a agência das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação, 18 por cento de todas as emissões de gases-estufa são oriundas da produção de carne e os especialistas afirmam que a demanda crescente pelo produto, principalmente nos países com economias em ascensão, poderia elevar o rebanho mundial em 85 por cento até 2030.

Os cientistas afirmam que é necessária uma ação global para maximizar os benefícios das reduções na produção e no consumo de carne e que as vantagens ambientais “podem se aplicar apenas nos países que atualmente têm altos níveis de produção”.

O estudo foi publicado na revista médica The Lancet como parte de uma série sobre mudanças climáticas e saúde às vésperas da conferência sobre o clima em Copenhague, marcada para o mês que vem.

Em um segundo estudo [Public health benefits of strategies to reduce greenhouse-gas emissions: urban land transport], cientistas britânicos descobriram que andar mais a pé e de bicicleta, e a existência de menos carros, teria um impacto muito maior sobre a saúde do que veículos de baixa emissão nos países ricos e de renda mediana.

Andrew Haines, diretor da London School of Hygiene and Tropical Medicine, disse que os delegados em Copenhague precisavam “compreender os impactos potenciais dos seus planos sobre a saúde”

Fonte: http://www.ecodebate.com.br/2009/11/27/estudo-sugere-que-reduzir-consumo-de-carne-melhora-saude-das-pessoas-e-do-planeta/

terça-feira, 15 de março de 2011

Vegetarianismo - Prós e Contras, ser ou não ser, eis a questão !

O texto abaixo foi escrito por uma Nutricionista vegana. Em partes concordo com a maioria do que ela escreve. Talvez pelo fato de já ter sido vegetariano durante 2 períodos da minha vida: 2 anos consumindo proteína de soja durante a faculdade e 1 ano como lactovegetariano, durante o período em que morei em Alto Paraíso de Goiás (Chapada dos Veadeiros). Atualmente consumo carne vermelha 3 vezes na semana e nos outros dias frango "orgânico".

Nunca conheci uma cidade com tanto vegano por m² como Alto Paraíso e por ser praticamente o único médico da cidade na época, atendia toda a população. Naquela época pensei que encontraria pessoas absolutamente saudáveis devido o estilo de vida que levavam. Pelo contrário, ao longo do ano, solicitando exames laboratoriais e associado à clínica percebi muita deficiência nutricional, principalmente minerais (vitaminas nem tanto). Talvez pelo excessivo consumo de soja (hoje condeno o consumo de proteína de soja nas formas comuns, tais como proteína texturizada de soja, soja em grãos).

Por isso que sempre oriento meus pacientes vegetarianos: nunca deixem de fazer acompanhamento nutricional seja com nutricionista, nutrólogo, ortomolecular, endocrinologista. Sempre que necessário façam suplementação supervisionada.

Um livro bem interessante sobre o tema e que todos os vegetarianos deveriam ler é : Alimentação sem carne do médico nutrólogo (Dr.Eric Slywitch).

Vale a pena ler o texto abaixo.

Grande abraço a todos meus leitores

Dr. Frederico Lobo

Vegetarianismo - Prós e Contras

A partir da sugestão dada, irei abordar esse assunto tão polêmico: O Vegetarianismo, com foco em seus prós e contras.

Sei que muitos falarão que tomarei partido de ser vegetariano, devido ao fato que sou. Porém, serei bem diplomática e esclarecerei dúvidas com o objetivo de que vocês tenham suas opniões, ok?!

Não entrarei em detalhes quanto a questão filosófica. Meu foco são os aspectos nutricionais.

Existem 3 tipos de vegetarianos:
1) Vegan(o)s: não consomem nenhum alimento de origem animal
2) Ovolactovegetarianos: não consomem carnes (vermelhas ou brancas), mas consomem leite e derivados e ovos
3) Lactovegetarianos: não consomem carnes e ovos mas, consomem leite e derivados, respectivamente.



A partir do momento que restrige-se algo na alimentação, essa restrição deve ser acompanhada de uma substituição, preferencialmente com acompanhamento de um profissional (Nutricionista ou Nutrólogo).

O que acontece muito é que ao "virarem vegetarianos", muitos não procuram se informar ou não buscam acompanhamento, dai as complicações da mudança na alimentação. Quanto mais restrita, como no caso de Veganos, maior deverá ser a atenção a aliemntação para que não falte nenhum nutriente essencial.

AS CARNES

As carnes são fontes de proteínas de ótimo valor biológico, ou seja, que possuem os aminoácidos essenciais na dosagem certa para a utilização no organismo humano. Além disso, as carnes são fontes de minerais (zinco, ferro, cobre, selênio, fósforo, potássio, magnésio) e vitaminas (complexo B: principalmente B2, B3 e B12 - presente para absorção direta somente em alimentos de origem animal)- Link 1 .

Juntamente a esses benefícios, tem-se o lado negativo que se deve a grande quantidade de colesterol (presente apenas em alimentos de origem animal) e gorduras saturadas, que são os fatores mais associados ao aumentos de doenças cardiovasculares (DCV) e dislipidemias - Link 2 .

Ainda, dependendo da forma de preparo, quando se emprega calor por tempo demasiado (frituras, churrasco, dessecar, etc), pode-se formar substâncias mutagênicas e cancerígenas a partir de compostos da carne, sendo essas substâncias associadas, juntamente com demais hábitos alimentares errados, ao aumento de casos de cancer de colon e reto na população - Link 3, Link 4.
LATICÍNIOS


Os laticínios (leite e derivados) são ótimas fontes de cálcio, porém assim como a biodisponibilidade do cálcio de origem vegetal não é excelente, a do cálcio de laticínios também não é, o que pode ser devido a elevada quantidade de sódio e proteínas - Link 5 . Mas os estudos ainda são contraditórios. (Obs do Dr. Frederico Lobo, atualmente sabe-se que um dos maiores fatores para a melhora da biodisponibilidade do cálcio oriundo dos laticínios é a presença da lactose)


Os ovos são uma grande polêmica. O consumo excessivo (mais de um ovo diariamente, todos os dias) juntamente com outros alimentos de origem animal, com certeza terão impacto nos valores do colesterol sérico, uma vez que uma unidade de ovo possui quase a quantidade recomendada como saudável de colesterol/dia (ovo: 213mg/recomendação: 300mg). Mas estudos vem demonstrando que o ovo não é mais o vilão das dislipidemias e DCV, pois possui diversos compostos antioxidantes que "auxiliam" na prevenção de diversas doenças, como aterosclerose - Link 6, Link 7, Link 8. (Obs do Dr. Frederico Lobo, na atualidade o Ovo deixou de ser o vilão para as dislipidemias e inclusive há estudos comparando o Ovo tradicional com o Ovo enriquecido com ômega 3, mostrando efeitos benéficos do segundo nos níveis de triglicérides e de HDL)


A maior questão atual é que o consumo de alimentos de origem animal está cada vez maior, juntamente com alimentos industrializados, coincidindo com o baixo consumo de verduras, legumes, frutas, cereais integrais e castanhas. Como é divulgado cada vez mais na mídia, são exatamente estes alimentos, cada vez menos consumidos, que são responsáveis por diversos benefícios à saúde, por serem fontes de fibras, vitaminas, minerais e diversos compostos bioativos, prevenindo as doenças crônicas não-transmissíveis (DCNT) - Link 9.


A PIRÂMIDE VEGAN



Os vegetarianos, são um grupo a parte nessa questão, por consumirem muito destes alimentos, o que também lhes traz uma dieta variada e nutricionalmente adequada à maior parte do desenvolvimento humano, com exceção à gestação, ao qual nem mesmo uma onívora consegue todos os nutrientes vindos apenas da alimentação, sendo necessária a suplementação de Ferro e vitamina B12.

Com exceção dos vegetarianos inadequados (que não se preocupam com a alimentação), é muito raro a desnutrição neste grupo, principalmente por proteínas. Lembre-se que a simples mistura do arroz com o feijão já nos proporciona uma proteína completa, de ótimo valor biológico, além de que, o consumo protéico da população em geral está muito elevado, o que pode ocasionar em danos renais e hepáticos a longo prazo.


No reino vegetal, as principais fontes protéicas são as leguminosas (feijão, soja, ervilha, grão de bico, etc), os cereais integrais (aveia, granola, arroz, cevada, etc ) farinhas e farelos (trigo, milho, triguilho, etc) e castanhas (do Pará, de caju, nozes, amendoim, pistache, etc) - Link 10, Link 11. Mas não podemos nos esquecer que a maioria dos alimentos contem proteínas.

Quanto às vitaminas e minerais eu não preciso comentar que a dieta vegetariana é riquíssima, com exceção da vitamina B12, ao qual apenas os ovolactos ou os lactovegetarianos a consomem, porém não em quantidade adequada. Tem-se uma teoria de que a vitamina B12 produzida pelas bactérias do intestino grosso podem ser biodisponível, mas ainda não há consenso. Existe também a teoria de que certas algas ricas em B12 pudessem ser usadas na dieta para suprir as necessidades do indivíduo, porém, não se sabe se sua absorção é válida e se não, o porquê - Link 12, Link 13. (Obs do Dr. Frederico Lobo: na prática além da deficiência de vitamina B12, percebia também sinais e sintomas de deficiência de Zinco, por isso atualmente tenho como prática a suplementação de Zinco nos meus pacientes veganos)

A metabolização de vitamina B12 é variável, ou seja, há pessoas que necessitam se suplementação com 1 mês, 3 meses, 6 meses até um ano. Ou seja, é necessário o acompanhamento médico (pois somente médicos podem prescrever B12 - uma injeção intramuscular) para saber a periodicidade da suplementação. É bom deixar claro que, durante minhas buscas para a edição deste post, percebi que a deficiência de vitamina B12 é alta na população mundial, não somente vegetarianos. Portanto, façam um exame de sangue para verificarem seus níveis, uma vez que a deficiência desta vitamina está correlacionada com distúrbios neurológicos e psiquiátricos e anemia megaloblástica (Obs do Dr. Frederico Lobo, não necessariamente precisa-se suplementar na forma de injeção intramuscular mensal. Durante um tempo utilizei essa forma dolorosa, mas atualmente dou preferência à forma sublingual seja na forma de cianocobalamina ou na forma ativa dela que é a Metilcobalamina).
O cálcio, quando feito o acompanhamento correto, pode ser consumido próximo dos valores adequados, se tratando de um paciente vegano. Quando não se consegue suprir, novamente entra-se com a suplementação medicamentosa, ou seja, feita por médico. (Obs do Dr. Frederico Lobo, o cálcio pode ser prescrito por nutricionistas também).

Outro ponto interessante a lembrar é que a ingestão de alimentos fonte de cálcio também não é correta na população onívora!

Deixarei aki outros links que retratam bem essa dualidade... Mas uma coisa é certa, se bem acompanhado, sem radicalismos, o vegetarianismo só traz benefícios. Link 14, Link 15, Link 16, Link 17, Link 18, Link 19, Link 20, Link 21, Link 22, Link 23, Link 24, Link 25, Link 26, Link 27, Link 28, Link 29, Link 30, Link 31, Link 32.

Para mais sugestões ou mesmo entrar em contato: fernanda.oliveiranutricionista@hotmail.com

Fernanda Oliveira
Nutricionista CRN MG-9239

Fonte: http://nutricaoeindividualidade.blogspot.com/2010/08/vegetarianismo-pros-e-contras.html