sexta-feira, 30 de março de 2018

Obesidade pode afetar a memória

Além dos diversos problemas já conhecidos relacionados ao excesso de peso, novas descobertas o relacionam a danos no cérebro

O sobrepeso e a obesidade estão relacionados a uma série de problemas no organismo, como a hipertensão arterial, alterações do colesterol e aumento do risco de desenvolver uma série de doenças, entre elas o diabetes. De acordo com uma pesquisa do Centro de Neurociências Comportamentais da American University, em Washington, D.C., a condição também pode ser ruim para o cérebro.

A descoberta se deu enquanto o a equipe buscava informações sobre o hipocampo, uma parte do cérebro que está fortemente relacionada à memória. Ele tentava descobrir quais eram as atribuições das diferentes partes do hipocampo. Um dos estudos, realizado com ratos, verificava o que ocorria após danos específicos no hipocampo.

Nesta etapa, notou-se que os ratos com danos no hipocampo procuravam alimentos com mais frequência do que os demais, mas comiam um pouco e logo deixavam a comida de lado.

A conclusão foi de que esses ratos não sabiam se estavam satisfeitos. Os pesquisadores acreditam que o mesmo possa acontecer em cérebros humanos, quando as pessoas mantêm uma dieta rica em gordura e açúcar.

A partir daí, eles cruzaram os resultados de outros estudos sobre o tema, e chegaram à conclusão de que uma dieta rica em gorduras saturadas e açúcares pode, sim, afetar regiões do cérebro importantes para a memória.

Novos caminhos para o tratamento da obesidade

O entendimento de como a obesidade afeta o cérebro e a memória pode ser um grande caminho para evitar que as pessoas se tornem obesas.

Se a qualidade dos alimentos contidos na dieta das pessoas obesas pode causar prejuízos à memória e torná-las mais propensas a comer demais, então talvez fazer das refeições mais marcantes possa ajudar a comer menos coisas ruins. Assistir televisão durante o almoço, por exemplo, faz com que as pessoas se distraiam e acabem comendo mais. Também aumenta a probabilidade de ter fome na parte da tarde e novamente comer excessivamente no jantar.

Evitar assistir televisão durante as refeições, portanto, é uma pequena mudança, bastante simples, que não envolve muito autocontrole ou sacrifício, mas que pode fazer uma diferença significativa.

Pesquisadores da Universidade de Cambridge, que teve um dos estudos utilizados pela equipe de Washington, afirmam que o vínculo entre a obesidade e o cérebro vem crescendo como campo de pesquisa, e a ideia é que surjam novas formas de direcionar o tratamento da obesidade.

Os estudos analisados

O primeiro estudo utilizado pela equipe foi publicado em 2015 no Journal of Pediatrics e apontava para o fato de crianças obesas terem poiores resultados em tarefas de memória que testaram o hipocampo, em comparação com crianças que não tinham excesso de peso.

Em julho de 2016, o estudo Obesity associated with increased brain-age from mid-life, do Cambridge Center for Aging and Neuroscience, revelou que o volume de matéria branca cerebral no grupo com excesso de peso e obesidade estava associado a um maior grau de atrofia, com efeitos na idade média do órgão, sugerindo que a obesidade pode aumentar o risco de neurodegeneração.

Já no estudo Higher Body Mass Index is Associated with Episodic Memory Deficits in Young Adults, publicado no The Quarterly Journal of Experimental Psychology, em novembro daquele mesmo ano, reuniu pessoas obesas e magras para uma tarefa de memória. Em uma caça ao tesouro virtual, os participantes escondiam algo em uma cena, ao longo de várias sessões de computador. Mais tarde, foram perguntados sobre o que esconderam, onde e em que sessão. Os resultados das pessoas obesas foram 15% a 20% inferiores ao das pessoas com peso adequado em todos os aspectos da experiência.

A análise destes dados evidencia que o excesso de peso pode acarretar em prejuízo para diferentes tipos de memória, como a espacial ou a temporal, bem como à capacidade de integrá-las que, segundo a pesquisadora, é um dos aspectos mais fundamentais da memória. Ao final, o estudo concluiu que uma pessoa obesa pode ser até 20% mais propensa, por exemplo, a não lembrar onde colocou suas chaves.

No estudo mais recente analisado, pesquisadores da Universidade do Arizona reforçaram sua teoria ao identificar, em Body mass and cognitive decline are indirectly associated via inflammation among aging adults, que a combinação entre índice de massa corporal alto e processos inflamatórios pode levar ao declínio cognitivo.

Ao avaliar adultos idosos, cruzando informações sobre o funcionamento da memória, massa corporal e inflamação sistêmica, a maior massa corporal foi indiretamente associada a declínios na memória ao longo de seis anos, bem como a níveis relativamente mais altos de inflamação, medidos por meio de proteína C-reativa (PCR).

É importante lembrar que, assim como os alimentos, a obesidade também traz mudanças significativas ao organismo, aumentando os níveis de açúcar no sangue, causando prejuízos ao sistema cardiovascular, entre outros. Estas alterações também podem afetar o cérebro.

Cientistas dizem que, muito provavelmente, o efeito da obesidade no cérebro está relacionado a não apenas uma causa, mas a uma combinação de causas.

Após o estudo, ficou mais claro para a equipe que a dieta rica em gorduras saturadas e açúcares, além dos danos ao cérebro, torna as pessoas mais propensas a optar por alimentos não saudáveis em sua alimentação.

Há, segundo os autores, um ciclo vicioso envolvendo dietas não saudáveis e alterações no cérebro, tornando cada vez mais difícil evitar estes alimentos. Os prejuízos vão além da função cerebral, repercutindo, inclusive, na função cognitiva.

A ignorância e o preconceito com os obesos por parte de profissionais da área da saúde



Constantemente médicos presenciam profissionais da área da saúde fazendo alegações falaciosas sobre obesidade. A bola da vez está sendo uma medicação muito prescrita para tratamento do Diabetes e da Obesidade: Liraglutida (Saxenda, Victoza).

Após discussões em um grupo de Nutrólogos e Endocrinologistas que coordeno, percebemos o quanto leigos e até mesmo alguns profissionais da área da saúde são ignorantes no que tange ao tema: Obesidade.

Com o conhecimento atual disponível sobre o assunto, é inadmissível essa postura preconceituosa e ignorante, partindo principalmente de profissionais ditos da área da saúde. 

A combinação Atividade física + dieta ou o clássico "feche a boca e se exercite mais" ao longo das últimas duas décadas tem se mostrado um modelo falido para o tratamento da maioria dos obesos. Só nega isso: 1) quem acredita piamente que isso funcione ou 2) quem não tem vivência prática em obesidade.

Atualmente, atendo semanalmente quase 90 pacientes Obesos. Ao final de um mês totalizo quase 360 pacientes obesos. E não pense que seja obesidade grau I ou II, geralmente atendo só obesidade grau III, principalmente no ambulatório, no qual conto com o suporte de duas nutricionistas para atender os casos de sobrepeso, obesidade grau I e obesidade grau II.  O trabalho no ambulatório me mostra que no tratamento da obesidade é fundamental uma interdisciplinaridade. As chances do tratamento ter êxito é maior a medida que mais profissionais participam do processo. Lá tenho uma psicóloga e duas nutricionistas, porém o ideal seria que tivesse um profissional da educação física associado. 

Ao longo desses 5 anos de ambulatório, atendi quase 4 mil pacientes obesos, em todos os graus e posso afirmar categoricamente que uma minoria, menos de 10% perde peso somente com atividade física e dieta. Isso corrobora com estudos muito bem conduzidos, patrocinados pelo governo americano mostrando que apenas 10% dos indivíduos com obesidade perdem 10% do peso e assim o mantém após 2 anos, apenas com modificações de estilo de vida (dieta e atividade física) puramente.

É importante deixar claro que a utilização desse combo e  o fato dele apresentar uma baixa taxa de sucesso terapêutico, não o invalida (é o pilar), mas nos mostra que precisamos urgentemente buscar outras opções. E é isso tem que impulsionado os pacientes a procurarem cada vez mais nutrólogos e endocrinologistas, deixando de lado Nutricionistas. Ouço isso todo dia no consultório, pacientes cansados de procurarem profissionais com visão limitada sobre o tratamento do obeso. Trabalho com profissionais excelentes, que enxergam a doença como deve ser vista mas o que vejo é um grande número de profissionais ainda sem uma visão global do quadro.

Pessoas de visão simplista e muitas vezes ignorante que sequer enxergam que a Obesidade é uma doença CRÔNICA, RECIDIVANTE, ALTÍSSIMO COMPONENTE GENÉTICO, ESTIGMATIZADA E SUB-TRATADA. Pra piorar a situação, há muitos profissionais ignorantes que estigmatizam o tratamento farmacológico antiobesidade, que graças às suas influencias digitais, tiram a oportunidade de pessoas que poderiam se beneficiar de tratamentos potencialmente úteis (mas não milagrosos, pois não é isso que eles se propõe). Com isso a obesidade perpetua-se.

Se obesidade fosse uma doença de fácil manejo não teríamos uma pandemia. Nunca se falou tanto sobre dieta e atividade física e mesmo assim os números crescem em progressão geométrica. Vejo diariamente alguns nutricionistas e profissionais da educação física olhando uma doença, por uma ótica apenas estética. Isso é um absurdo. Obesidade não é estética, obesidade é doença e assim deve ser tratada, com muita seriedade. Poucas doenças levam a tantas comorbidades associadas quanto á obesidade e isso reflete em qualidade de vida, expectativa de vida, direcionamento de gastos em saúde pública.

Inúmeros fatores comportamentais, genéticos, ambientais, emocionais favorecem o surgimento da obesidade ou agravamento da mesma. Os medicamentos, sejam eles quais forem, servem para aumentar a porcentagem de perda de peso e de número de indivíduos respondedores a estratégias de mudança de estilo de vida, e nunca uma em substituição à outra. 

O que me parece é uma briga mercadológica, na qual alguns nutricionistas e profissionais da educação física, por não terem o direito de prescreverem medicações e por saberem da eficácia das mesmas, tentam desmerecer ou satanizar o tratamento farmacológico antiobesidade. Assim o fazem com algumas inverdades:

MENTIRA 1: - Parou de tomar engorda tudo novamente. 
R: é doença crônica, se é doença crônica o tratamento é para toda a vida. O diabético toma hipoglicemiante por toda a vida, o hipertenso por toda a vida. Porque com o obeso seria diferente, ainda mais se tratando de uma doença muito mais complexa que diabetes e hipertensão. O que eu particularmente tento fazer é utilizar a medicação na fase de emagrecimento, mantê-la na fase de manutenção e depois iniciar o desmame. Consigo muitas vezes, porém outras vezes não. E entre escolher deixar o meu paciente recuperar todo o peso perdido e aumentar o risco de desenvolver outras doenças que pioram em decorrência da obesidade, opto por deixar meu paciente medicado.
Assim como tenho inúmeros pacientes que utilizaram a medicação em duas fases (fase de perda do peso e fase de manutenção) e depois seguiram a vida apenas com dieta, atividade física e psicoterapia.

MENTIRA 2: - São medicações que viciam.
R: Mais uma falácia e que mostra a ignorância sobre a farmacologia antiobesidade. Esse tipo de afirmação surgiu na década de 60 e 70 com os anorexígenos noradrenérgicos (popularmente chamados de anfetaminas = Anfepramona, Femproporex, Mazindol). Tais medicações tem um "poder de adição", entretanto hoje o nosso arsenal terapêutico (on-label e off-label) conta com medicações seguras e com baixíssimo poder de adição, exemplo:
- Sibutramina
- Orlistate
- Bupropiona com naltrexona
- Topiramato 
- Locarserina
- Liraglutida
- Inibidores seletivos da recaptação de serotonina (Fluoxetina, Sertralina)

MENTIRA 3: - São medicações caras, sai mais barato pagar nutricionista e personal
R: Será caro mesmo? Somemos o valor de uma consulta mensal com nutricionista e acompanhamento 3 vezes por semana com personal trainner. Sai muito mais caro. Fora que as medicações permanecem caras até a patente vencer. Depois o preço despenca: ex. Sibutramina, Topiramato, Naltrexona com bupropiona. 

MENTIRA 4: - As medicações são repletas de efeitos colaterais e podem até matar
R: Na atualidade, para uma medicação ser aprovada ela passa por inúmeros ensaios clínicos que duram anos. A indústria farmacêutica sabe do prejuízo que é liberar uma medicação e mais a frente serem reportados inúmeros efeitos colaterais que não estavam na bula. Portanto, na atualidade o FDA (agência reguladora americana) exige um maior nível de segurança de tais medicações. Por exemplo, alguns não-médicos afirmam que a Liraglutida pode causar pancreatite, alterações renais e hipoglicemia. Afirmam até que que esses efeitos adversos são comuns. Na prática e inclusive na bula, tais complicações não são descritas como comuns. Mostrando claramente que esse tipo de afirmação falaciosa visa "desestabilizar' pacientes que estão em uso da medicação, criando atrito com os profissionais prescritores, no caso os médicos. Pondo ate mesmo em jogo a competência do médico. Muitas vezes tais afirmações, coloca-nos como charlatões à serviço da indústria farmacêutica, dando a entender que ganhamos alguma coisa pela prescrição das mesmas. Nem amostra grátis ganhamos, quem dirá comissão rs. Piada !

MENTIRA 5: - A perda de peso proporcionada é pequena, visto que, é um paciente obeso que precisa perder muito peso.
R: Vamos à parte científica. Pois esse tipo de afirmação mostra apenas a ignorância de quem desconhece farmacologia, em especial a farmacoterapia antiobesidade. Para uma medicação ser aprovada pelo FDA, além de demonstrar segurança, deve também, em estudos clínicos: Atingir uma perda de peso maior do que 5% em relação ao grupo placebo (ou seja, que não usa a medicação), ou que ao menos 35% dos pacientes atinjam uma perda mínima de 5% do peso (ou que seja o dobro do grupo placebo).

As vezes para um paciente a medicação não é eficaz, mas para outro é altamente eficaz. Percebe-se isso em especial com a Sibutramina e Bupropiona com naltrexona. Ou seja, a reposta é heterogênea. Mas a medicação quando aprovada pelo FDA, ela passou pelo crivo de ensaios clínicos, mostrando efetividade mínima. Nos estudos alguns pacientes perdem muito pouco ou nada, alguns perdem pouco, outros perdem dentro da média esperada e outros perdem acima da média. Isso é medicina. 

Para a maioria das pessoas que buscam perda de peso, perdas ao redor de 5-10% do peso são pequenas e podem decepcionar à primeira vista, mas devemos levar alguns pontos em consideração. 

As afirmações abaixo foram retiradas de um texto desabafo do Dr. Bruno Halpern em seu facebook, após o tal profissional da educação física alegar que a perda de peso promovida pela Liraglutida era ínfima, não justificando o seu uso pelo custo-benefício. Considerações importantes feitas pelo Dr. Bruno Halpern: 

1 – A média de perda de peso com dieta e exercício, em estudos bem feitos, em que houve um controle enorme por parte dos profissionais de saúde para garantir adesão é ao redor de 3 kgs. Entre os respondedores, apenas 10% das pessoas conseguem perder ao menos 10% do peso e manter no longo prazo. Portanto, simplesmente dizer "é fácil, é só fazer dieta e exercício e prontonão se baseia em nenhum estudo de evidência e todo mundo que trata pacientes obesos sabe disso. As afirmações são baseadas em meta-análises feitas sobre eficácia de atividade física e dieta no tratamento da obesidade. Nada do que foi afirmado acima é achismo e sim evidências encontradas em estudos científicos bem conduzidos. 

2 – O tratamento não é "só" medicação - todos esses estudos, tanto o grupo que toma a medicação, como o grupo placebo, fazem modificação de estilo de vida, portanto não é medicação versus dieta e exercício e sim uma soma. Assim, o grupo placebo muitas vezes perde sim um pouco de peso, fazendo com que, embora a diferença possa ser na casa de 5%, o grupo que tomou remédio perdeu mais evidentemente. 

3 – A "média" é um conceito falho, pois engloba pacientes que:
Não perderam absolutamente nada, 
Com pacientes que usaram a medicação por poucos dias e pararam (seja por efeito colateral, ou porque simplesmente abandonaram o tratamento, que é comum em obesidade, infelizmente), 
Com aqueles que conseguiram perdas maiores, que são chamados os respondedores. Os que não perdem nada, param o uso da medicação e tentam outras opções, reservando o uso a longo prazo àqueles que conseguem mantê-la.

Aqui vemos uma individualidade do tratamento. O arsenal farmacológico para tratamento da obesidade possui medicações com mecanismos de ação diferentes e que podem se enquadrar no perfil do paciente. O que serve para um, não serve para outro. Isso é muito comum no ambulatório que atuo.  Outro ponto interessante nos estudos é justamente essa heterogeneidade de participantes dos estudos. No resultado final se aloca todos que participaram e quantifica-se uma média de perda de peso. Vários pacientes perdem mais que 30% do peso inicial, assim como vários perdem 20% e outros apenas 5%.  

3 – Perdas de peso na casa dos 5-7% já são suficientes para melhorar muitos fatores de risco associados à obesidade como hipertensão, apnéia do sono, hipercolesterolemia. Cada kg de peso reduz o risco de desenvolvimento de diabetes em 17%. Perdas acima de 10% podem estar associadas a redução de mortalidade e acima de 15% são suficientes para causar redução importante de inflamação, que é um fator de risco enorme para doenças cardíacas, segundo Dr. Bruno Halpern. Ou seja, analisando os bons respondedores, podemos ter pacientes que se beneficiam muito, mesmo com perda ponderal considerada por alguns como ínfima. Na prática o que se vê no retorno dos pacientes, é que mesmo com perdas de 5% eles mostram contentamento com os resultados e relatam melhora em sintomas inespecíficos, tais como: melhora do sono, mais disposição, menos sonolência diurna, maior tolerabilidade aos exercícios, melhora do humor, redução de dores articulares, melhora da autoestima. Ou seja, externalizam isso quando questionados: - O que mudou na sua vida após esses kilos perdidos?

4 – Para o Dr. Bruno Halpern, uma outra maneira de analisar a eficácia das medicações é observando qual a chance de um paciente atingir um determinado porcentual de perda de peso com a medicação e dieta versus só a dieta. Temos muitas medicações, mas um número que vemos em algumas (como a liraglutida, que nos estudos sempre faz essa análise) é ao redor de 3. Ou seja, uma pessoa, engajando em um programa de perda de peso completo tem 3 vezes mais chance de atingir um resultado significativo com o remédio do que sem ele. Isso garante 100% de certeza? Não, longe disso. Mas pode modificar a vida de muitas pessoas.

Ou seja, medicações não são milagres, com objetivo de "secar" as pessoas para o verão. São opções com limitações, mas que podem ajudar muito a vida de pacientes que sofrem com obesidade, que é tão difícil de tratar e tão estigmatizada na sociedade. Dr. Bruno Halpern também afirma que a escolha da medicação leva em conta diversas características do paciente, assim como contraindicações. Nem todos podem usar todas as medicações, e é função de um profissional médico sério escolher as opções baseado em tudo isso, e saber reavaliar o paciente para trocar, se assim for necessário. 

MENTIRA 6: - Os médicos prescrevem medicações caras porque ganham comissão da indústria farmacêutica.
R: A indústria farmacêutica visa lucro, mas isso não implica que médicos sérios prescrevam medicações com esse intuito. Nós prescrevemos aquilo que a ciência nos mostra ter evidências e bom nível de segurança. Há médicos que são "speakers" de laboratórios? Sim, mas todos que conheço são éticos e estudiosos e por essa razão os laboratórios os chamam para falar sobre um produto. Claro que há os que tentam barganhar benefícios com os laboratórios, mas acredito ser  uma minoria. No caso da Liraglutida, a medicação custa em torno de 600 reais para 1 mês, na dose de 3mg, além disso o paciente deve comprar a caixa com as agulhas. O laboratório então oferece um programa de descontos, no qual o paciente liga e informa o CRM do médico prescritor, com isso o paciente consegue um desconto de 30% e o tratamento se torna mais acessível ao paciente. Sendo assim, não recebemos nenhum tipo de comissão para prescrever qualquer medicação que seja. A Novo Nordisk (fabricante da Liraglutida ) sequer nos fornece amostra grátis, o que seria muito bem-vindo, visto que poderíamos verificar a tolerância do paciente à medicação.

Portanto, diante de todos os fatos expostos a cima, médicos nutrólogos e endocrinologistas pedem para os demais profissionais da área da saúde:
- PAREM DE ESTIGMATIZAR AINDA MAIS A OBESIDADE, SATANIZAR O TRATAMENTO FARMACOLÓGICO. VENHAM SOMAR AO TRATAMENTO, NÃO DIFICULTAR ALGO QUE JÁ É MUITO DIFÍCIL.  POR FIM, ESTUDEM E SAIAM DA IGNORÂNCIA. 

Referências:
  1. https://onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1002/oby.21975
  2. http://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa1411892
  3. http://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa1603827
  4. http://bmjopen.bmj.com/content/3/1/e001986
  5. https://www.nature.com/articles/ijo2013225
  6. https://www.hindawi.com/journals/ije/2018/2637418/

sábado, 17 de março de 2018

A ciência do tratamento da obesidade by George Bray e comentado pelo Dr. Bruno Halpern

Endocrine Society (Sociedade Americana de Endocrinologia) publicou um texto extenso, sobre "A ciência do tratamento da obesidade", escrito por diversos especialistas na área, entre eles o decano do estudo da obesidade no mundo, Dr. George Bray.

Pontos que merecem destaque, de acordo com o diretor da ABESO, Bruno Halpern:

1 - O texto comenta sobre estratégias de prevenção tentadas até hoje, e que muito poucas de fato se mostraram efetiva (muitas idéias que parecem óbvias não funcionam na prática).

2- A importância de perder peso para a saúde, com perdas de 5-10% atingindo melhora metabólica e provavelmente perdas acima de 10% sendo suficientes para reduzir a mortalidade de uma população com obesidade.

2 - Em uma comparação entre dietas, juntado inúmeros estudos publicados, o texto conclui, como eu sempre concluo, que o que define o sucesso de uma dieta sobre a outra é a adesão e não existe uma dieta claramente superior à outra. E que, do ponto de vista puramente da perda de peso, o que determina uma maior ou menor perda de peso é a restrição de calorias, mais do que a composição de macronutrientes.

3- A importância do exercício físico, mais como método eficaz em melhorar de composição corporal e manutenção de peso, do que como método para emagrecimento em si.

4- Como doença doença crônica, o tratamento deve ser crônico e esforços devem ser empreendidos na manutenção do peso perdido e não só na perda.

5- O papel das medicações anti-obesidade, ainda tão mal faladas e estigmatizadas. O texto comenta sobre medicações que foram proibidas no passado, mas ressalta que as medicações aprovadas hoje tem estudos de segurança e eficácia bons e sem dúvida são opções viáveis para o correto tratamento da obesidade em muitos casos. Importante ressaltar esse ponto, pois ainda vemos muitos médicos, na grande maioria das vezes como desconhecimento, criticando medicações, sem ao menos terem lido um único estudo a respeito do potencial das mesmas em otimizar o resultado de uma mudança de estilo de vida bem feita, aumentando o peso perdido e o número de respondedores. Nem todos respondem bem a todas as medicações e o perfil de colaterais também é bem individual. Termos várias opções aumenta a chance de encontrar a certa para cada um.

6 - A cirurgia bariátrica como estratégia eficaz e segura em pacientes com obesidade mais grave, com diversos estudos mostrando claramente redução de mortalidade e de doenças associadas, como câncer, infarto, apnéia do sono e melhora do diabetes. Os riscos cirúrgicos diminuíram muito nas últimas décadas, e a grande preocupação ainda é com o seguimento a longo prazo, pois muitos pacientes operados nunca mais vão ao médico. Melhorar esse seguimento é vital, assim como aumentar os centros de excelência para que se façam cirurgias cada vez mais seguras e beneficiarmos mais pacientes que dela necessitem.

quinta-feira, 15 de março de 2018

APROVADO NA PROVA DE TÍTULO DE NUTROLOGIA

Enfim, aprovado na prova de título de Nutrologia da Assoc. Bras. de Nutrologia (ABRAN).

 Só é especialista na área quem fez Residência Médica ou tem Título de especialista.

Qualquer coisa fora disso é infração ética, além de estar usurpando de uma classe, algo que não é seu. É importante frisar isso, pois inúmeros médicos ignoram o tempo árduo de estudos (além dos gastos) que outros tiveram, seja na residência, seja estudando para uma prova de título de especialista.

Apropriam-se de títulos sem os possuírem. Nesses anos todos (2013) sempre fui enfático em dizer: não sou nutrólogo, posso até chefiar um Serviço de Nutrologia ou ter feito pós-graduação de Nutrologia pela ABRAN, mas isso não me dá o direito de sair propagando aos quatro cantos algo que eu não era.

Enfim: APROVADO NA PROVA DE TÍTULO DE NUTROLOGIA.  Caso queira saber como ser Nutrólogo, sugiro que leia esse texto meu: http://www.ecologiamedica.net/2017/03/quero-ser-nutrologo-como-proceder.html

Caso queira maiores informações sobre a prova de título  de 2021 sugiro que acesse: http://www.provadetitulodenutrologia.com.br/2018/04/prova-de-titulo-de-nutrologia-e-books.html

Muitos colegas afirmam que meus materiais são caros e são mesmo. Levei quase 7 anos preparando alguns deles. Investi tempo e muito dinheiro para ter conhecimento técnico e elaborá-los. Ou seja, reconheço o real valor do meu material. E diariamente recebo feedback dos meus afilhados sobre o quanto o material transformou a vida deles.

Ao longo desses quase 4 anos vendemos materiais para a prova de título e ensinando pessoas a trilharem o caminho da Nutrologia ética e verdadeira, tenho plena certeza que estou transformando vidas de forma direta e indireta. Tirando afilhados de caminhos tortuosos e anti-éticos.  Auxiliando médicos a agiram de forma mais humana e com condutas baseadas em evidências científicas. 




QUEM SOU EU E O QUE TENHO PARA VENDA?

Meu nome é Frederico Lobo, sou natural de Goiânia - GO e desde antes da faculdade me interessei por Nutrição e metabolismo. Durante a faculdade estudei paralelamente Nutrologia Médica e já no quarto ano decidi que queria ser Nutrólogo e Endocrinologista. 

Após a graduação decidi que ficaria um ano (2008) morando em Alto Paraíso de Goiás (Chapada dos Veadeiros). Assumi um dos programas de Saúde da Família (PSF) e era plantonista no Hospital Municipal. A prefeitura fez convênio com a rádio local e semanalmente conversava com o locutor da rádio sobre algum tema de saúde, principalmente temas relacionados à alimentação. Durante o ano que fiquei em Alto Paraíso me aprofundei nos estudos de fitoterapia, medicina integrativa, principalmente pelo convívio com a população local.

Dezembro de 2008 retornei para Goiânia e de 2008 a 2014 atuei no Programa de Saúde da Família de Aparecida de Goiânia. Em 2009 até 2012 fiz inúmeros cursos na área de Nutrientes. Em 2012 criei junto com a nutricionista Carol Morais a Clínica de Ecologia Médica e Nutricional em Goiânia. Iniciei o curso de Aperfeiçoamento em Bioquímica de nutrientes aplicada à clínica com o professor Henry Okigami. No mesmo ano, comecei a atender na Clínica de Ecologia Médica em Brasília. Época de muito aprendizado.

No ano de 2012 prestei o concurso da Prefeitura municipal de Aparecida de Goiânia, sendo aprovado. Permaneci lotado no PSF até 2014. Nesta época o meu consultório funcionava das 17 às 00:00 e nos finais de semana ainda ia para Brasília atender na Clínica de Ecologia Médica do Dr. Edison Saraiva. Foi um período cansativo, pois além de trabalhar tinha que estudar a fundo os pacientes atendidos nos consultórios de Goiânia e Brasília. Em 2012 iniciei meus atendimentos no Instituto de Medicina de Goiás (IMEG), fazendo atendimento em Nutrologia clínica e hospitalar, junto com o Dr. Jorge Nabuth Jr. 

Final de 2013 matriculei-me na pós-graduação de Nutrologia da ABRAN (na época chancelada pela Santa Casa de São Paulo – SP). Final de 2014 negociei com a prefeitura de Aparecida de Goiânia o meu remanejamento (como médico concursado) para o Ambulatório de Nutrologia no Centro de Atendimento Ambulatorial. Serviço que já existia e estava há 2 anos sem médico. O que gerava uma enorme sobrecarga do serviço de Endocrinologia e o de Nutrição. Criamos então o Serviço de Nutrição, Nutrologia e Endocrinologia da prefeitura de Aparecida de Goiânia.

Em outubro de 2014 iniciei um movimento denominado Nutrologia Brasil que tem como objetivo reunir profissionais (titulados ou com residência em Nutrologia) éticos e sérios que atuam em Nutrologia, visto que a imagem da mesma foi totalmente deturpada por alguns praticantes. Praticantes estes que muitas vezes não são nutrólogos.

Sempre saliento que Nutrologia não é sinônimo de Modulação Hormonal, nem de Medicina Integrativa, muito menos de Ortomolecular. 

A nutrologia é uma ciência médica, com bases sólidas e baseadas em conhecimentos de bioquímica nutricional e clínica médica. Ciência esta que surgiu no Brasil muito antes da própria Nutrição.

Ainda em 2015 fiz o curso de Aperfeiçoamento em Professional Nutrition Coaching com a Nutricionista Isis Moreira (que foi minha colega de atendimento na Clínica de Ecologia Médica em Brasília), além de ter estudado a fundo técnicas de Terapia Cognitivo Comportamental no tratamento da Obesidade e transtornos alimentares. No mesmo período decidi conhecer um pouco mais sobre Nutrição Comportamental, o que ampliou meus horizontes na Nutrologia, mostrando uma outra visão da relação homem/alimentação. Ao conhecer a Nutrição comportamental passei a sentir vergonha da abordagem da maioria dos Nutrólogos e Endocrinologistas. Tive a sensação que passei os últimos anos enxugando gelo. 

Em 2016 iniciei meu novo consultório na Clínica Medicare, onde estou até o momento. Elaborei um programa de Emagrecimento baseado em técnicas de Nutrição comportamental e Terapia Cognitivo comportamental. A elaboração foi em atividade conjunta com a psicóloga Dra. Juliana Meneghello, que é especialista em Terapia Cognitivo comportamental e trabalha com grupos de emagrecimento sustentável.

Dediquei-me 3 anos (2017-2017) a me preparar para a prova de título de Nutrologia. A qual prestei em 13/12/2017 e fui aprovado com 74,7%, sendo o terceiro colocado em um concurso no qual a aprovação gira em torno de 10-20%.

Em 2018 criei o Menutro, que é um programa especializado em preparar médicos para a prova de título de Nutrologia. Além disso passei a produzir e vender e-books ensinando médicos a como começar a atuar na Nutrologia de forma ética e baseada em ciência.

Atualmente divido meu tempo entre a coordenação do Ambulatório de Nutrologia no SUS, o consultório particular na Clínica Medicare e a mentoria preparatória para a prova de título e mentoria de consultório. Acabei virando amigo de vários médicos que comparam meus materiais e os adotando como afilhados. Temos um grupo no Whatsapp no qual diariamente trocamos informações variadas relacionadas à pratica Nutrológica. 

No momento meus afilhados são:
  1. Dr. Alexandre Matos - Nutrólogo em Salvador
  2. Dra. Amanda Weberling - Nutróloga em Vitória
  3. Dr. Cleber Matos - Médico em Salvador
  4. Dr. Diego Rima - Médico em Fortaleza
  5. Dr. Hugo Barucci - Médico em São Paulo
  6. Dr. Jhon Willians - Médico Endocrinologista em Maceió.
  7. Dr. Jhones Carneiro - Médico em Guanambi - BA
  8. Dr. Juliane Arndt - Médica especialista em Clinica médica em São Paulo
  9. Dr. Julianny Luz - Médica Nutróloga em Florianópolis
  10. Dr. Laura Pereira - Médica em Atibaia
  11. Dr. Mateus Paniago - Médico em São Paulo
  12. Dra. Rafaela Fontenelle - Médica endocrinologista em São Paulo
  13. Dr. Ricardo Lima - Médico em São Luiz - MA
  14. Dr. Rodrigo Serrano - Médico em Maceió - PA
  15. Dr. Audie Momm - Médico em São Paulo
  16. Dr. Leandro Figueiredo - Médico Nutrólogo em São Paulo
  17. Dra. Lilia Godoi - Médica Nutróloga em Catalão - GO
  18. Dr. Paulo Victor Quinan - Médico em Goiânia - GO.
  19. Dra. Daniella Costa - Médica Nutróloga em Uberlândia - MG
  20. Dr. Gustavo Butzge Rubenick - Médico em Brasília - DF
  21. Dr. Pedro Prudente - Médico do Esporte e Acupunturista em Goiânia - GO.

Procuro me atualizar diariamente, tendo como regrar ler sempre 1 artigo na área de Medicina todos os dias. Além de compartilha-los para os membros do Nutrologia Brasil.

Para conhecer mais sobre o meu trabalho e sobre o que escrevo:
Blog: Ecologia médica – http://www.ecologiamedica.net
Blog: Dr. Frederico Lobo – http://www.drfredericolobo.com.br
Instagram: @drfredericolobo @nutrologo @nutrologiabrasil
Facebook: Dr. Frederico Lobo
YouTube: Dr. Frederico Lobo

Cenário atual da Nutrologia

Definitivamente a Nutrologia se tornou a especialidade "da moda". Isso vem acontecendo já tem cerca de 8 anos. Muitos querem se intitular Nutrólogos mas não querem pagar o preço para utilizar o título. 

MATERIAIS À VENDA

E-BOOK 1: 
Elaborei um e-book chamado Quero ser nutrólogo, voltado para estudantes de Medicina e médicos que querem seguir o caminho da Nutrologia. Valor: R$ 1.570. VENDA DISPONÍVEL



E-BOOK 2: 
E-book : Tô na nutro e agora ? Valor: R$ 3.570 - VENDA DISPONÍVEL

E-BOOK 3: 
E-book: Metodologia de estudo para a prova de título de Nutrologia 2020Valor: R$ 2.970 - VENDA SUSPENSA ATÉ ATUALIZAÇÃO DO MATERIAL

MATERIAL 1:
Combo de Flashcards (resumos) + questões: Flashcards (400 resumos na forma de flashcard, alguns menemônicos) + Banco de questões que caíram em provas da ABRAN (várias questões que caíram nas provas de título de 2012, 2014, 2015, 2017, 2018, 2019 e 2020), questões da prova final do CNNUTRO e CNNEP, questões de concursos de Nutrologia. Totalizando 1200 questões.
Porém a Amanda só vende os flashcards e banco de questões para aqueles que já adquiriram o e-book com a Metodologia de estudo para a prova de título. Valor: R$ 7.500. VENDA SUSPENSA ATÉ ATUALIZAÇÃO DO MATERIAL

MATERIAL 2:
Lâminas educativas para consultório e que tem como objetivo facilitar o atendimento Nutrológico.
VENDA DISPONÍVEL

CONTEÚDO DOS E-BOOKS

E-book: Quero ser nutrólogo.
Consiste em um e-book no qual falo sobre:
1) Onde cursar Nutrologia?
2) Fazer residência de clínica médica e depois de Nutrologia ou partir para pós-graduação?
3) Quais as pós-graduações de Nutrologia do Brasil ? Qual vale a pena fazer?
4) Quais os pré-requisitos para prestar a prova de título?
5) Como é o mercado da Nutrologia?
6) Quais os prós e contras da Nutrologia ?

E-book : Tô na Nutro e agora ?
Consiste em um guia (202 páginas) para você que decidiu começar a estudar Nutrologia, iniciar consultório de atendimento em Nutro e nos próximos anos prestar a prova de título de especialista. É composto por: 
  1. Onde há residências e Estágios oficiais em Nutrologia no Brasil.
  2. Quais são os pré-requisitos para a prova de título, como funciona a prova de título de Nutrologia e como adquirir os pontos para alcançar os 35 pontos de currículo. Quais livros comprar, quais cursos fazer. Quais os melhores métodos de estudo baseado em evidências.
  3. Quais livros adquirir para aprender o beabá da Nutrologia.
  4. Quais cursos fazer para aprender os principais temas da Nutrologia e ter segurança para atuar no consultório.
  5. Como foi a minha caminhada até chegar na Nutrologia e as dificuldades que encontrei até formar uma carteira de pacientes.
  6. Começou consultório: Plano de saúde x Particular? Pessoa física x Pessoa jurídica? Reembolso.  Preço x Valor. Agregando valor à consulta.
  7. Dicas de como criar um ambulatório de Nutrologia no SUS da sua cidade. Um projeto em .doc todo detalhado, pronto para você utilizar.
  8. Quais as melhores técnicas de estudo para aprender Nutrologia para o dia-a-dia e estudar para a prova de título.
  9. Como encantar o paciente desde o pré-consulta ao pós-consulta, dentro da ética e sem ser apelativo. 
  10. O que fazer na prática clínica: dentro da ética médica e da legalidade.
  11. O que não fazer na prática clínica: pois fera a ética médica e código penal.
  12. Dicas de como empreender em redes sociais, de forma ética e eficaz. Como funciona o algoritmo do facebook e do instagram.
  13. Reputação em redes sociais, número de seguidores e métricas da vaidade. Por que número de seguidores não tem importância e não faz conversão em pacientes no consultório.
  14. Como organizar postagens em Instagram, Facebook, Sites. Quais cursos fazer para aprender mais sobre mídias digitais e empreendedorismo digital. Uma tabela em excel que vai organizar completamente a sua vida digital.
  15. Como encontrar um Nutricionista da sua confiança para que ele possa acompanhar quinzenalmente os seus pacientes. Como elaborar um encaminhamento completo, de fácil compreensão para o Nutricionista. Um modelo prático, simples e rápido de ser preenchido, sem que nada passe desapercebido e o Nutricionista da sua confiança possa fazer um plano com todos os itens que você como médico julga necessário.
  16. Como encontrar o seu nicho de pacientes e ser feliz na medicina.
  17. Como é o meu prontuário de Obesidade/Sobrepeso, além de uma prática e rápida para atendimento de obesidade e sobrepeso ( a que utilizo no ambulatório do SUS).
  18. Como é o meu prontuário eletrônico.
  19. Recordatório alimentar funcional de 7 dias, por mim criado, baseado em estratégias da Nutrição comportamental.
  20. Como fazer um exame físico praticamente completo em menos de 15 minutos.
  21. Orientações pré-consulta por mim criadas, com a finalidade de agilizar o seu atendimento mas sem perder a qualidade.
  22. Roteiro para a solicitação de exames de forma racional e assim evitar conflito com os planos de saúde.
  23. Uma série de 10 lâminas nutrológicas educativas para facilitar a compreensão e adesão do paciente no tratamento da obesidade.
  24. Orientações de preparo pré-bioimpedância.
  25. Curadoria minha por 6 meses. Disponibilidade de 1 hora 2 vezes por semana.
  26. Link para download do Manual de Publicidade Médica, Manual de Prescrição Médica.
  27. Brinde 1: Acesso a um grupo secreto no facebook chamado Nutrologia Brasil (criado em 2014). No qual praticamente postamos notícias, guidelines e artigos em Nutrologia. 
  28. Brinde 2: Acesso ao grupo secreto do Telegram chamado Nutrobooks no qual postamos livros e artigos da área. É preciso ter telegram e me adicionar.
  29. Brinde 3: Acesso ao grupo secreto do Telegram focado em Empreendedorismo digital em Nutrologia, no qual uma vez por semana envio materiais sobre o tema.
  30. Brinde 4: Cronograma de estudos utilizado por mim  para ser aprovado com 74,7%. 
  31. OBS 1: O e-book consiste em um arquivo em PDF, com 202 páginas, com senha criptografada e intransferível. Na sendo permitido impressão dos arquivos. Ele é enviado via e-mail com a senha e em outros e-mails os arquivos anexos. São 13 arquivos anexos.

Att

Dr. Frederico Lobo










Depoimento da Dra. Laura Bernardes, que comprou o material preparatório para a prova de título e o e-book: Tô na nutro e agora.


Depoimento do Dr. Jhones Carneiro que comprou o material preparatório para a prova de título e o e-book: Tô na nutro e agora. Aluno da mentoria preparatória de 2020.


Depoimento da Dra. Juliane Arndt que comprou o material preparatório para a prova de título e o e-book: Tô na nutro e agora e o e-book: Metodologia de estudo para a prova de título. Aluna da mentoria preparatória de 2020.

Depoimento da Dra. Amanda Weberling, sobre o banco de questões e Flashcards. Médica Nutróloga com Residência pela USP. Aluna da Mentoria de 2018 e aprovada na prova de título de 2018. 


Depoimento do Dr. Bruno de Andrade, sobre o banco de questões e Flashcards. Médico Nutrólogo aprovado na prova de título de 2017. Foi parte do meu grupo de estudos para a prova e hoje dá aula de Nutrologia no IPEMED. 



Depoimento de profissionais que compraram ou tiveram acesso ao e-book: Tô na Nutro e agora





E-book: Metodologia de estudo para a prova de título de Nutrologia de 2020: o que você vai aprender.
  1. Como é o edital da prova de título de Nutrologia, quais os pré-requisitos
  2. Quais livros adquirir e ler por completo, para se preparar para a prova de título de Nutrologia
  3. Quais cursos fazer para se preparar melhor para a prova de título de Nutrologia
  4. Onde há residência e estágios em Nutrologia no Brasil, para que você consiga ter os pré-requisitos para prestar a prova de título de Nutrologia
  5. Como montar um cronograma no qual ao longo de 9 meses você estude toda a matéria do edital e ainda revise por 1 mês
  6. Quais as melhores técnicas de estudo, para fixar melhor a densa matéria de Nutrologia e assim se preparar para a prova de título de Nutrologia de 2020.
  7. Quais guidelines e consensos você deve baixar na internet, pois tem chances de cair na prova de título de Nutrologia de 2020.
  8. Meu cronograma de estudo que utilizei para passar na prova. Quais os quase 200 sub-temas que podem cair na prova de título.
MENTORIAS: Frederico Lobo e Amanda Weberling

Mentoria preparatória para a prova de título de 2021 - VAGAS ENCERRADAS
Valor:12 meses de suporto diário preparatório para a prova de título de Nutrologia de 2021. Acesso ao banco de questões, resumos, grupos de telegram, guidelines.

Mentoria: Como ser um Nutrólogo ?
12 meses de suporto diário e auxílio em toda a parte profissional.
Inclui:
Auxílio na criação do consultório Nutrológico
Treinamento de secretária
Escolha da Logomarca
Elaboração de impressos
Elaboração de protolocos de atendimento
Estratégia de Marketing
Orientação para utilização de redes sociais
Acesso ao E-book: Tô na Nutro e agora?
Acesso ao grupo de afilhados do Dr. Frederico Lobo
Discussão de casos clínicos diariamente 


att

Dr. Frederico Lobo - Médico nutrólogo aprovado na prova de titulo de Dezembro de 2017
Dra. Amanda Weberling  - Médica nutróloga aprovada na prova de titulo de Novembro de 2018


DICAS PARA QUEM ESTÁ SE PREPARANDO PARA A PROVA DE TÍTULO DE NUTROLOGIA

  • ESTUDEM !
  • ESTUDEM!
  • ESTUDEM!!
  • Em 07/03/2020 saiu o resultado da prova de título de 2019. Não sei ao certo quantos prestaram a prova, mas 93% dos que fizeram o MENUTRO passaram. Apenas 2 mentorandos não passaram. O número de aprovados praticamente quadruplicou. 
  • Parabéns aos aprovados.



2018
  • Dia 15/02/2019 saiu o resultado da prova de título de Nutrologia de 2018. Dos 124 que prestaram, somente 24 foram aprovados. Desses 24 novos titulados, 6 adquiriram o nosso material preparatório (pacote 1), participaram do grupo de estudos no whatsApp e no grupo do facebook.  Ficamos bem feliz com isso.  
  • Os 6 aprovados estudaram bastante e com certeza serão excelentes Nutrólogos. A Nutrologia precisa de profissionais éticos e que lutem pela valorização da especialidade. É sempre bom ver novos rostos entrando para a especialidade. Parabéns a todos.




sábado, 10 de março de 2018

Nova sessão do blog: Meus e-books

Vocês venceram, resolvi disponibilizar meus e-books para venda. Eles são frutos de 10 anos de experiência clínica, observando pacientes saudáveis e enfermos. Os interessados em adquiri-los, entrar em contato via e-mail: doutorfredericolobo@gmail.com

Abaixo alguns dos meus E-books.

E-book nº1: Nutrologia básica  e descomplicada para Leigos. 
Arquivo em PDF (Apresento os nutrientes que nosso corpo necessita, suas funções e como eles podem nos auxiliar a ter uma saúde mais equilibrada)
Valor: R$ 50,00

E-book nº2: Melhorando os seus hábitos de vida
Arquivo em PDF (Dicas para aprimorar os seus hábitos de vida: alimentação, atividade física, sono, relações interpessoais, manejo do estresse)
Valor: R$ 50,00
E-book nº3: Mindful eating
Arquivo em PDF (40 páginas descrevendo técnicas para aprender a se alimentar de forma mais consciente e plena. Técnicas aplicadas em consultório ao longo de 8 anos e com bons resultados)
Valor: R$ 100,00