sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Sugestões de lanches


quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Pudim de damasco


terça-feira, 27 de novembro de 2012

Suco de melancia com campim-limão


segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Compulsão alimentar


sexta-feira, 23 de novembro de 2012


quinta-feira, 22 de novembro de 2012


quarta-feira, 21 de novembro de 2012


domingo, 18 de novembro de 2012



Os sabores


8 frutas para a sua saúde


Benefícios da Castanha do Pará segundo a Dra. Isis Moreira


Aproveito o Posto pra divulgar a Fan Page da nossa nutricionista, a Dra. Isis Moreira: https://www.facebook.com/isisnutricionista 
A fan page é cheia de dicas e mais de 15 mil pessoas já estão seguindo. Siga também ! 

Pesquisador afirma que os antibióticos dados a animais chegam ao solo e podem contaminar vegetais


O engenheiro agrônomo Rafael Leal, pesquisador do Centro de Energia Nuclear na Agricultura da USP em Piracicaba, no interior de São Paulo, afirma que os resíduos atingem o ambiente de forma direta, nas fezes e na urina dos animais tratados, ou indireta, com o uso de esterco animal na adubação de propriedades rurais. Como o Brasil ainda não possui legislação sobre limites de resíduos no ambiente, Leal  recomenda o controle e o monitoramento das substâncias na criação de animais.

A pesquisa avaliou quatro tipos de antibióticos, as fluoroquinolonas (norfloxacina, ciprofloxacina, danofloxacina e enrofloxacina), aplicadas em amostras de solo, de cama de frango (revestimento sobre o qual ficam os animais no criadouro) e solo fertilizado com cama de frango – foram usadas 46 amostras de cama de frango e 11 de solo, coletadas em granjas e áreas agrícolas de Piracicaba e outras sete cidades próximas.

Leal diz que verificou, ainda, “o potencial dos resíduos de serem absorvidos e eliminados dos solos representativos do Estado de São Paulo”. “Nos dois casos [cama de frango e solo], os valores foram compatíveis com os níveis relatados em outros países, podendo-se citar levantamentos conduzidos na Áustria, China e Turquia”, explica.

O engeheiro agrônomo afirma que, além de impactar negativamente organismos aquáticos e terrestres, a ocorrência dos resíduos pode aumentar a resistência de micro-organismos aos antibióticos. “As implicações da presença dos resíduos ainda são pouco conhecidas, pois começaram a ser investigadas somente a partir do ano 2000, e o Brasil carece de pesquisas na área, ignorando possíveis efeitos no ecossistema local”.

Embora não haja uma relação direta entre os efeitos dos resíduos com a saúde das pessoas, Leal observa que as concentrações transferidas ao solo pela aplicação de esterco animal podem favorecer a seleção de populações de micro-organismos resistentes. “Os resíduos também poderiam ser absorvidos e acumulados nos tecidos vegetais, causando riscos quando da colheita e consumo de alimentos de origem vegetal.”

Fonte: http://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/redacao/2012/11/17/antibioticos-dados-a-animais-contaminam-o-solo-e-podem-ficar-acumulados-em-vegetais.htm

Consumo de vitamina D ajuda na prevenção de diabetes



Segundo um estudo feito por cientistas do Tufts Medical Center, em Boston, a vitamina D pode ajudar a prevenir diabetes em pessoas com grandes chances de desenvolver a doença. Mesmo que o controle de outros fatores de risco, como obesidade e sedentarismo, ainda seja a melhor maneira de prevenir a doença, ingerir mais vitamina D aparentemente também reduz os riscos da doença.

A pesquisa durou três anos e foi feita com duas mil pessoas com altos níveis de açúcar no sangue, mas que ainda não tinham diabetes - estágio chamado pré-diabetes. Elas foram divididas em três grupos. O primeiro grupo recebia suplementos de vitamina D, o segundo ingeria placebo e o terceiro não recebeu nenhum tipo de complemento na dieta. 

Segundo os cientistas, os participantes que tomaram suplementos de vitamina D, e que tinham em média 30 nanogramas da vitamina para cada mililitro de sangue, estavam 38% menos propensos a desenvolver diabetes do que aqueles que apresentavam 13 nanogramas por mililitros.

De acordo com os autores do estudo, isso acontece porque a vitamina D, aparentemente, melhora a produção de insulina pelo organismo. Como esse hormônio é responsável pela quebra do açúcar e é necessário para que as células consigam absorver a glicose, a vitamina D consequentemente ajuda a controlar o nível de açúcar no sangue. 

A vitamina D pode ser encontrada no leite, óleo de fígado de peixe e alguns cereais que são fortificados com essa vitamina. O corpo pode absorver boa quantidade de vitamina D com exposição à luz solar de 10 a 15 minutos, duas vezes ao dia.

A ingestão recomendada pelo U.S. Dietary Reference Intake para crianças e adultos de até 50 anos é de cinco microgramas por dia (200 UI/dia). A recomendação aumenta para 10 microgramas/dia (400 UI/dia) para pessoas entre 50-71 anos de idade e para 15 microgramas/dia para idosos acima dos 70 anos. Para saber como ingerir corretamente essas doses, vale ficar atento aos rótulos dos alimentos.

Fonte: http://migre.me/bKrla


Tem glúten?



Causas da Obesidade

Causas de Obesidade:  Só pra entender como o problema é muito mais complexo do que a maioria das pessoas imagina.

Causas 1:
  • Alimentação inadequada
  • Alto consumo de comida industrializada
  • Muita gordura na dieta 
  • Muito açúcar na dieta
  • Bebidas açucaradas
  • Sobremesas
  • Restaurantes Fast food
  • Comer fora em geral
  • Alto custo de comida saudável 
  • Pouca atividade física 
  • Automóvel 
  • Falta de calçadas para se caminhar
  • Diminuição de atividade física no trabalho 
  • Baixa renda
  • Alta renda
  • Economia
  • Poluição 
Causas 2: 
  • Flora intestinal intestinais 
  • Genética 
  • Epigenética
  • Problemas endocrinológicos
  • Medicamentos
  • Temperatura ambiente
  • Problemas do sono
  • Distúrbios intra-uterinos
  • Casamento consangüíneo
  • Vírus 
  • Idade mais avançada de maternidade 
  • Mães que trabalham fora
  • Pais que trabalham muito
  • Mães solteiras
  • Ganho de peso na gestação 
  • Diabetes gestacional
Causas 3: 
  • Ajuda financeira do governo (bolsa família etc)
  • Lares com 3 gerações 
  • Tabagismo materno
  • Ganho de peso rápido na infância 
  • Falta ou pouco aleitamento materno
  • Relacionamento mãe-filho ruim 
  • Maus tratos na infância ( negligência, abuso físico, abuso sexual)
  • Problemas comportamentais crônicos na infância 
  • Depressão 
  • Problemas respiratórios 
  • Incapacidade física 
  • Incapacidade mental

Causas 4: 
  • Subsídios agrícolas
  • Superprodução de grãos 
  • Publicidade de alimentos para crianças 
  • Globalização 
  • Industrialização 
  • Urbanização 
  • Facilidade no transporte
  • Aumento da renda per capita e do PIB
  • Melhor fornecimento de água 
  • Melhoria no saneamento básico 
  • Baixo nível educacional dos pais
  • Uso exagerado de TV e computador 

Causas 5:
  • Termogênese não relacionada a atividade física 
  • Inflamação crônica 
  • Relacionamentos sociais
  • Parar de fumar
  • Estresse
  • Equipamentos domésticos 
  • Problemas na tireóide 
Causas 6: 
  • Ir para escola particular 
  • Não comer no café da manhã
  • Beliscar
  • Massas
  • Chocolate 
  • Conflitos familiares
  • Baixa taxa de obesidade entre gays e homens bissexuais
  • Alta taxa de obesidade entre lésbicas e mulheres bissexuais 
  • Imigrante latino nos EUA
  • Mulher presa nos EUA
  • Ter feito amigdalectomia
  • Deixar a luz acesa à noite 
  • Exposição pré-natal a desastres naturais

Fonte: Downey Obesity

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Suplementos e fitoterápicos e o risco das interações com medicações alopáticas



Prescrever algo pra alguém é um ato que deve empregar bastante cuidado pelo prescritor. Por que digo isso? Frequentemente atendo no consultório, pacientes que fazem uso de medicações (uso contínuo) e com altíssimo potencial de interação com diversos fitoterápicos e suplementos alimentares. E muitas vezes esses pacientes chegam com uma receitinha "extra" de "coisas naturais", "suplementos" prescritos por nutricionistas, terapeutas, farmacêuticos e até mesmo professores de educação física.

Nessa hora penso: nós médicos temos 1 ano e meio (sim, 3 semestres de farmacologia, 1 semestre de farmacologia básica e 2 semestres de farmacologia clínica) e ainda assim saímos deficientes da faculdade. A grande maioria dos médicos desconhecem interações medicamentosas, seja entre:

  1. Medicamentos x medicamentos
  2. Medicamentos x fitoterápicos
  3. Medicamentos x alimentos
  4. Medicamentos x álcool
  5. Vitamina x vitaminas
  6. Minerais x minerais
  7. Vitaminas x minerais
  8. Minerais x fitoterápicos
  9. Vitaminas x fitoterápicos
  10. Fitoterápicos x exames laboratoriais
Se a situação é crítica entre os médicos, quem dirá entre os demais profissionais da saúde. Pior ainda entre os ditos terapeutas holísticos. Mais adiante listarei diversas situações que presenciei ao longo desses 5 anos de atuação como médico. Sempre ressalto pros pacientes: fitoterápico é natural, mas está longe de ser inócuo. Vitaminas e minerais interagem entre si. 

Essa semana um estudo (revisão de literatura: Evaluation of documented drug interactions and contraindications associated with herbs and dietary supplements: a systematic literature review) elaborado pela Escola Chinesa de Medicina, em Taiwan mostrou a seriedade do tema. O pesquisadores concluíram que os suplementos vitamínicos, artificiais ou naturais, podem afetar o funcionamento dos medicamentos tradicionais. O Dr. Hsiang-Wen Lin e sua equipe revisaram 54 artigos científicos e 31 estudos de campo e encontraram os principais sinais de interações adversas dos medicamentos com suplementos de magnésio, cálcio e ferro, além das plantas medicinais Ginkgo biloba e Erva de São João (Hipérico).

A literatura médica analisou as interações entre 213 compostos minerais, vitamínicos ou fitoterápicos e 509 medicamentos comerciais, documentando 882 interações. Os riscos potenciais da interação entre medicamentos tradicionais e suplementos geralmente resultam em situações brandas, como dores no peito, dores abdominais e dores de cabeça, mas há também relatos de problemas mais sérios, como problemas do coração.

Mais de 42% das interações foram causadas porque os suplementos alteraram a farmocinética dos medicamentos - o processo pelo qual a droga é absorvida, distribuída, metabolizada e eliminada pelo corpo.

Entre as 152 contraindicações identificadas pelos pesquisadores, as mais frequentes envolvem o sistema gastrointestinal (16.4%), sistema neurológico (14.5%) e doenças genito-urinárias (12.5%).

Dentre os medicamentos alopáticos que mais apresentaram interações com suplementos estão:

  • Varfarina: interage com Pimpinella anisum (Erva doce); Capsicum annum (Pimentão); Angélica sinensis (Angélica chinesa); Allium sativum (Alho); Zingiber officinale (Gengibre); Eleutherococcus senticosus (Ginseng siberiano); Ginkgo biloba (Ginkgo); Camellia sinensis (Chá verde); Curcuma longa (Açafrão); Tanaceto, Salvia miltiorrhiza e Chamomila
  • Insulina, 
  • Aspirina 
  • Digoxina
  • Ticlopidina
Dentre os fitoterápicos, os que mais apresentaram interações negativas estão:
  • Semente de linhaça, 
  • Equinácea,
  • Ioimbina.

Mas afinal, quem pode prescrever fitoterápicos?
  • Médico (deve procurar se especializar na área de fitoterapia);
  • Nutricionista (pode prescrever planta fresca ou droga vegetal, somente para uso oral, não uso tópico, assim como não pode prescrever os fitoterápicos de exclusiva prescrição médica, os tarja vermelha, e somente pode prescrever os produtos com indicação terapêutica relacionada ao seu campo de conhecimento específico);
  • Cirurgião dentista (somente pode prescrever fitoterápicos dentro da odontologia);
  • Médico-veterinário (somente pode prescrever fitoterápicos dentro da veterinária);
  • Farmacêutico (pode prescrever medicamentos feitos na própria farmácia ou isentos de prescrição médica, pode prescrever ou indicar em doenças de baixa gravidade e em atenção básica à saúde);
  • Enfermeiro (pode prescrever se no município onde ele atua, tiver protocolo pra isso, estabelecendo as medicações);
Existem alguns fitoterápicos que são de exclusividade dos médicos, ou seja, só são vendidos mediante  receita médica, são tarja vermelha:
  • Arctostaphylos uva-ursi (uva-ursina);
  • Cimicifuga racemosa (cimicífuga);
  • Echinacea purpurea (equinácea)'
  • Ginkgo biloba (ginkgo);
  • Hypericum perforatum (hipérico ou Erva-de-São-João): interage com ciclosporina, amitriptilina, digoxina, indinavir, Sinvastatina, Midazolam, Warfarina, Teofilina, Contraceptivos orais, Inibidores seletivos da recaptação de serotonina e Loperamida
  • Piper methysticum (kava-kava);
  • Serenoa repens (saw palmeto);
  • Tanacetum parthenium (tanaceto);
  • Valeriana officinalis (valeriana).
Extrato seco padronizados  que  não  precisam  de  prescrição  médica mas quem apresentam MUITAS interações medicamentosas:
  • Castanha-da-índia: Tem um componente tóxico chamado esculina, que se não for retirado do extrato, pode causar vertigem, náusea, cefaléia prurido. Ainda assim há risco de vertigem hepatotoxicidade, nefrotoxicidade e irritação no trato digestivo. Já tive pacientes que tiveram alergia ao composto. Há estudos que mostram interação moderada com anticoagulantes/antiplaquetários, e há risco moderado com hipoglicemiantes. Compra-se sem receita médica e há um uso "popular" consagrado de que é um bom venotônico.
  • Alho: Aumenta a toxicidade de um retroviral usado no tratamento da Aids, aumenta a meia vida da hidroclorotiazida, um diurético comumente usado por nossos hipertensos, interação com a atorvastatina, uma medicação usada para baixar o colesterol), interage com ciclosporina, anticoagulantes, contraceptivos. Com a Isoniazida e com o Saquinavir apresenta interação considerada grave.  Com Varfarina a interação é considerada moderada, assim como substratos do citocromo P450 2E1 (CYP2E1) e Citocromo P450 3A4 (CEP3A4). Interage teoricamente como ácido eicosapentaenóico (EPA). 
  • Babosa  ou  Aloe  vera: Pode ter interação moderada com hipoglicemiantes, diuréticos, Sevoflurano, Laxantes, Varfarina. Tem interação grave com digoxina, droga comumente usada na insuficiência cardíaca. Tem ainda interação com ervas contendo glicosídeos cardíacos, ervas ou suplementos com potencial hipoglicemiante, Cavalinha, alcaçuz e ervas laxantes. Interfere em testes colorimétricos.
  • Boldo: Alto risco de sangramento por interação moderada com anticoagulantes/antiplaquetários. Pode gerar intensificação da ação de fármacos antiarrítmicos. O uso simultâneo com outras drogas ou ervas que induzem hipocalemia, como diuréticos tiazídicos, adrenocorticosteróides ou Glycyrrhiza uralensis poderá exacerbar o desequilíbrio de eletrólitos
  • Arnica: Além dos efeitos colaterais quando usada via oral, apresenta na forma tópica o risco de dermatite de contato e irritação da mucosa. Tem forte interação com anticoagulantes e drogas antiplaquetárias, além do risco de alergenicidade cruzada.
  • Canela: risco de interação com hipoglicemiantes orais e insulina. Interage com outros fitoterápicos com ação hipoglicemiante. Há pacientes que relatam aumento da pressão arterial com o consumo. Há risco de interação com drogas hepatotóxicas.
  • Calêndula: Não deve ser usada durante a gravidez e amamentação, exceto sob orientação médica
  • Camomila: Há risco de sangramentos na interação com drogas anticoagulantes/antiplaquetárias.
  • Centella Asiática: Há risco moderado de interação com drogas hepatotóxicas. Há um risco grave de interação com drogas depressoras do sistema nervoso central. Interage com ervas e suplementos com propriedades sedativas.
  • Cáscara sagrada: Por irritar o trato digestivo pode diminuir a biodisponibilidade de inúmeros medicamentos. Interfere em testes colorimétricos e pode levar a hipocalemia.
  • Cavalinha: É considerada geralmente segura quando usada por um período curto de tempo (≤ 30 dias) e não seguro, quando utilizada por longos períodos (> 30 dias), de forma contínua. A Cavalinha contém a enzima tiaminase, que é responsável pela catálise da tiamina (vitamina B1), promovendo sua eliminação mais rapidamente. Há um risco teórico de deficiência de vitamina B1 com seu uso prolongado. No Canadá, inclusive, os produtos contendo cavalinha (pós e extratos) devem comprovar que são livres de tiaminase para obtenção de registro, mas ainda assim, sem evidências de que estes produtos sejam realmente seguros no longo prazo. Além disso, os ácidos clorogênico, caféico e tânico podem reduzir a absorção de B1 e rutina e quercetina têm ação antagônica em seus receptores, que são estáveis ao calor e podem ser encontrados em teor significativos nos chás;  Possui também teores de nicotina e indivíduos com hipersensibilidade conhecida à nicotina devem evitar seu uso; Se consumida a longo prazo, pode promover a perda excessiva de potássio, de apetite e cefaléia. Doses excessivas podem causar irritação gástrica e urinária; É razoável, portanto, evitar o uso em pacientes em uso de medicamentos que interfiram no metabolismo/ação do potássio (digitálicos, na ICC; poupadores de potássio, na HAS), e/ou com insuficiência hepática ou renal, em gestantes, lactantes, crianças, bem como evitar o uso excessivo (quanto a dose e frequência) em adultos saudáveis.
  • Chá verde: Por ter cafeína diminui absorção de metais divalentes, diminui absorção do Ferro, Ácido fólico, pode irritar a mucosa gástrica, aumentar a concentração de catecolaminas, pode aumentar os níveis de creatinina urinária e cálcio urinário, diminuição da Ferritina por diminuir absorção de Ferro. Há risco de hepatotoxicidade e elevação das enzimas hepáticas. Piora a função tireoideana por ser rico em flúor inorgânico. Altera testes de função pulmonar e testes de focromocitoma. Tem interação moderada com: Adenosina, Antibibióticos quinolônicos, Cimetidina, Dipiridamol, Dissulfiram, Anticoagulantes/antiplaquetários, Drogas hepatotóxicas, Estrógenos, IMAO, Lítio, Nicotina, Pentobarbital, Teofilina, Verapamil. Interação grave com: Anfetaminas, Cocaína, Efedrina. Interação leve com hipoglicemiantes, etanol, fluconazol, Terbinafina.
  • Alcachofra: Contra-indicada nos casos de oclusão das vias biliares e hepatopatias graves. Por ter efeito diurético, pode interagir sinergicamente com diuréticos e levar a hipocalemia e depleção de volume. As interações mais graves poderão ser verificadas com diuréticos de alça e tiazídicos. 
  • Eucalipto: Interação moderada com hipoglicemiantes orais, diminui a eficácia de medicamentos homeopáticos, pode ocasionar alterações no sistema nervoso central quando administrado com drogas que atuam no sistema nervoso central.
  • Guaco: Interação moderada com anticoagulantes/antiplaquetários. Interage sinergicamente “in vitro”, com alguns antibióticos como tetraciclinas, cloranfenicol, gentamicina, vancomicina e penicilina. Há risco de sangramento nas coagulopatias e dengue.
  • Guaraná: Potencializa a ação de analgésicos. Interage moderadamente com anticoagulantes/antiplaquetários podendo aumentar o risco de sangramento.
  • Alcaçuz: Não deve ser utilizado por pacientes com hipertensão arterial e diabéticos tipo II, insuficiência renal, hiperestrogenismo. Interações medicamentosas com corticóides e ciclofosfamida, podendo aumentar a atividade de ambos. Pode interferir em tratamentos hormonais e terapias hipoglicemiantes. 
  • Sene: Como é um laxante, ocasiona uma diminuição do tempo do trânsito intestinal  e com isso diminuir a absorção de fármacos administrados por via oral. Ocasiona perda de potássio que poderá potenciar os efeitos de digitálicos.
  • Ginseng:  Há risco de interação com IMAOS, anticoagulantes/antiplaquetários. O uso concomitante de medicamentos fitoterápicos à base de ginseng e estrogênios pode provocar efeitos adversos advindos do aumento da atividade estrogênica, tais como mastalgia e sangramento menstrual excessivo. Alguns relatos de casos sugerem que o ginseng possui atividade semelhante aos hormônios estrogênicos. 
  • Gengibre: Interação leve com bloqueadores de canais de cálcio e hipoglicemiantes orais. Interação moderada com anticoagulantes/antiplaquetários. 
  • Estévia: Interação moderada com hipoglicemiantes, Lítio e com anti-hipertensivos.
  • Espinheira Santa: Interação com álcool.
  • Melissa ou erva-cidreira: Interação moderada com depressores do sistema nervoso central, interage com ervas e suplementos com propriedades sedativas.
  • Menta: Interação leve com antiácidos (bloquedores de H2 e inibidores da bomba de prótons). Interação moderada com ciclosporina, Substratos do citocromo P450 1A2, 2C19, 2C9, 3A4. Pode alterar níveis de FSH, LH, testosterona. 
  • Maracujá ou Passiflora: Interação moderada com depressores do sistema nervoso central, interage com ervas e suplementos com propriedades sedativas.

Por exemplo, todas as plantas que possuem efeito laxante por aumentar o bolo intestinal:
(Sene, Cáscara sagrada, Semente de linhaça, Semente de Chia, Plantago ovata) poderiam diminuir a absorção de determinados medicamentos: cálcio, ferro, lítio, digitálicos e anticoagulantes orais.

As drogas que diminuem os níveis de potássio por ação laxativa são: Aloe barbadensis (Babosa), Curum carvi (Alcaravia), Ricinus communis (Mamona), Taraxacum officinale (Dente-de-leão), Scrophularia nodosa (Escrofulária), Linum usitatissimum (Linhaça), Mentha piperita (Hortelã-pimenta), Triticum vulgare (Trigo), Achillea millefolium (Mil-folhas), Sambucus canadensis, Helichrysum petiolare, Plantago afra-psilium

Frequentemente atendemos pacientes diabéticos, em uso de hipoglicemiantes orais e/ou insulina, chegam com receita da nutricionista contendo alguma das seguintes Plantas: Trigonella foenum-graecum (Feno Grego), Allium sativum (Alho), Cyamopsis tetragonolobus (Goma-aguar), Plantago ovata. Porém muitas vezes o prescritor não sabe que essas plantas possuem propriedade hipoglicemiante. Há os casos em que chegam usando plantas hiperglicemiantes como Zingiber officinale (Gengibre) ou Urtiga dióica (Urtiga). 

Há casos em que pra acalmar, prescrevem plantas com ação sedativa e depressoras do Sistema nervoso central, interagindo com medicações alopáticas. As principais plantas que tem ação sedativa são:  Capsicum annum (Pimentão), Nepeta cataria (Gataria), Apium graveolens (Aipo), Matricaria chamomilla (Camomila), Humulus lupulus (Lúpulo), Piper methysticum (Kava kava), Melissa officinalis (Melissa), Valeriana officinalis (Valeriana).

Existem plantas com atividade sobre o sistema cardiovascular, as principais são: Cimicífuga racemosa (Erva-de-São-Cristóvão), Harpagophytum procumbens (Garra-do-Diabo), Panax ginseng (Ginseng), Glycyrrhiza glabra (Alcaçuz), Zingiber officinale (Gengibre), podendo acentuar sintomas cardíacos.

As vitaminas interagem entre si, assim como os minerais. Por exemplo, Zinco diminui absorção do cobre. Cálcio diminui a absorção do Ferro. Sódio aumenta a excreção do Cálcio. Vitamina C diminui a absorção do Zinco. Vitamina C e Vitamina E devem ser dadas juntas pois uma regenera a outra dentro do organismo.

Alguns aminoácidos aumentam liberação de insulina e isso pode ser péssimo pra um paciente diabético. Outros podem ser benéficos para a desintoxicação do organismo.

Alguns casos que já recebi no consultório:
  • Paciente com hipotireoidismo em uso de linhaça, chá verde e sucralose. Ou seja, inúmeros compostos que pioram a função tireoideana.
  • Paciente com hipotireoidismo, fazendo uso de levotiroxina (hormônio tireoideano) e profissional (não o endócrino) prescrevendo chazinho qualquer em jejum, o que ocasiona diminuição da absorção da lexotiroxina. Ou as vezes os próprios médicos prescrevem omeprazol ou outro inibidor de bomba em horário próximo à levotiroxina.
  • Paciente cardiopata, em uso de AAS, foi ao nutricionista que prescreveu ômega 3 em dose alta, linhaça, semente de chia e vitamina E. Favorecendo sangramentos.
  • Paciente sexo feminino, foi ao nutricionista, que prescreveu hormônio (testosterona), sendo que a mesma estava apresentando queda de cabelos. Com uso da testosterona, piorou a queda de cabelo.
  • Paciente em uso de fórmula vitamínica que contém Ferro, vitamina C, Zinco e Cobre, pra tomar no mesmo horário.
  • Paciente com transtorno bipolar, vai ao nutricionista pra ganhar peso e a mesma prescreve creatina (que favorece a ciclagem pra fase de mania) além de Grifonia simplicifolia (já que não podem por lei prescrever 5-hidroxi-triptofano) e aí o paciente tem aumento de serotonina e com isso cicla pra fase de mania. 
  • Paciente HIV, o naturopata resolve prescrever Equinácea e Dente-de-leão, piorando o quadro do paciente, por interação com anti-retroviral.
  • Paciente com história de câncer no intestino há 3 anos, em uso de glutamina cronicamente, parar ter melhor rendimento na academia. 
  • Paciente com insônia, malhando a noite e o instrutor da academia indicando cápsulas de cafeína pra melhorar o desempenho no treino. 
  • Paciente com história de Púrpura trombocitopênica idiopática e aí prescreveram ômega 3 (dose baixa). Paciente indo parar no hospital por conta de sangramentos, que iniciaram imediatamente após o uso do ômega 3.
Enfim, são inúmeras as interações. Portanto, antes de alguém querer prescrever algo, por mais "natural" que seja, o prescritor deve fazer uma anamnese decente, questionando principalmente as medicações que o paciente faz uso, conhecer sobre essas medicações (afinal irá prescrever algo que pode ter interação) e obviamente conhecer muitíssimo bem aquilo que está prescrevendo:

  • Dose mínima, 
  • Dose máxima, 
  • Dose usual, 
  • Segurança da droga, 
  • Reações adversas, 
  • Se pode ser usada na amamentação e na gravidez, 
  • Se terá interação com alguma medicação alopática, fitoterápico, vitamina, mineral, aminoácido,
  • Se alterará algum exame laboratorial.


As palavras de ordem nesse caso são: ESTUDO e CONSCIÊNCIA !

Fonte:

  1. H.-H. Tsai, H.-W. Lin, A. Simon Pickard, H.-Y. Tsai, G. B. Mahady. Evaluation of documented drug interactions and contraindications associated with herbs and dietary supplements: a systematic literature review. International Journal of Clinical Practice, 2012; 66 (11): 1056 DOI: 10.1111/j.1742-1241.2012.03008.x
  2. Edzard Ernst. Interactions between drugs and supplements: the tip of an iceberg? International Journal of Clinical Practice, 2012; 66 (11): 1019 DOI: 10.1111/ijcp.12007
  3. http://iah.iec.pa.gov.br/iah/fulltext/lilacs/revbrastoxicol/2008v21n2/revbrastoxicol2008v21n2p49-59.pdf
  4. http://www.ufjf.br/proplamed/files/2011/05/Fitoter%C3%A1picos-e-Intera%C3%A7%C3%B5es-Medicamentosas.pdf
  5. http://www.anvisa.gov.br/farmacopeiabrasileira/conteudo/Formulario_de_Fitoterapicos_da_Farmacopeia_Brasileira.pdf
  6. http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/16550/000672605.pdf?sequence=1
  7. http://www.sissaude.com.br/sis/inicial.php?case=2&idnot=16704
  8. Medeiros, L. Cavalinha - Equisetum arvense: seu uso é considerado seguro? Disponível em: . Acesso em 03/01/2017.



segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Algumas histórias... para repensarmos nosso mundo

Uma grande sequência, que todos aqueles que buscam por saúde devem assistir

A história das coisas

A história dos cosméticos

A história da água engarrafada

A história dos eletrônicos

A História do Cap & Trade
A História do Carvão

História da Crisa Financeira

De olho no rótulo com Dr. Holmes: Silicone



Silicone:

Empregado como promotor de espalhamento, suavidade e substantividade. Reduz a sensação pegajosa, estabiliza a espuma e melhora a absorção.

Nomes Técnicos: Ciclometicone e Dimeticone

Onde é encontrado: Cremes, loções, protetor solar, maquiagem, desodorante, xampus e condicionadores.

Segundo os pesquisadores: Discute-se o potencial papel do silicone na doença de Alzheimer 13.

De olho no rótulo com Dr. Holmes: PARABENOS



A Bioon ecomercado de Brasília criou uma série em sua fan page no facebook na qual analisa diversos produtos químicos e seus malefícios. O produto de hoje são os Parabenos.

Parabenos

Quimicamente, os parabenos são resultado da junção de um oxiácido com álcool e sua função principal para os cosméticos, em geral, é a de conservante antimicrobiano, o que, por evitar a proliferação dos micróbios, faz com que o produto dure mais tempo. Não é difícil identificar os parabenos nos rótulos, geralmente, a palavra é terminada em algo com “il”, no caso, o metil, benzil, butil, prepil, dentre outros “ils”.

Rótulos podem conter estes nomes: Parabeno, Isobutil parabeno, Propil parabeno, Metil parabeno, Etil parabeno, Benzil parabeno.

Produtos relacionados: Ácido para-aminobenzóico (PABA) e parafenilenodiamina.

Têm causado vários tipos de reações alérgicas e irritações cutâneas.  Estudos demonstraram que são ligeiramente estrogênicos e podem ser absorvidos pelo corpo através da pele.

Cosméticos que podem conter parabenos: Shampoos, cremes, hidratantes, loções, maquilagem, batons, loções para barba, sabonetes, protetores solares, produtos para depilação.

sábado, 3 de novembro de 2012

Toxinas ambientais e alergias: qual a relação?


sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Hipotireoidismo e seus sinais


Médicos de todas as especialidades estão observando o aumento do número de pacientes com problemas na glândula tireoide. Devido ao enorme impacto que o desequilíbrio dessa glândula causa no organismo, com considerável perda de qualidade de vida, é necessária a observação e tratamento precoce do problema.
A função do hormônio da tireóide, chamado Tiroxina, é ajustar a velocidade que o corpo funciona. Quando a glândula produz pouco hormônio chamamos de hipotireoidismo, e quando funciona em excesso, chamamos de hipertireoidismo.
Seguem abaixo alguns sintomas que podem estar relacionados ao seu distúrbio mais comum, o hipotireoidismo:
  • Cansaço e sono durante o dia;
  • Cabelos caindo, secos e quebradiços e com crescimento lento;
  • Unhas frágeis, estriadas e quebradiças, às vezes com crescimento lento;
  • Dificuldade e desânimo para iniciar tarefas físicas e mentais;
  • Libido mais baixa que o habitual, e/ou dificuldade para chegar ao orgasmo;
  • Pés e mãos frios, principalmente à noite;
  • Dificuldade para emagrecer principalmente por retenção de líquidos;
  • Dificuldade para suar, mesmo durante uma atividade física;
  • Desconforto em temperaturas frias;
  • Dificuldade de atenção, concentração e memória;
  • Pele ressecada, principalmente cotovelos e calcanhares;
  • Tendência à prisão de ventre;
  • Sono excessivo, porém às vezes superficial; acorda-se cansado;
  • Mal humor ou tristeza ao acordar;
  • Sensação que não consegue realizar as tarefas com a velocidade e agilidade que tinha no passado.
A tireóide é uma glândula endócrina, ou seja, produz hormônio que é lançado na corrente sanguínea para atuar em todo o organismo. Quando ocorre a deficiência da produção desse hormônio, o tratamento é repor aos seus níveis ideais. Como os sintomas são muito parecidos com os do envelhecimento de qualquer pessoa, é fácil de se confundir. Daí a necessidade de avaliação do medico especialista, e os resultados do tratamento podem ser sentidos rapidamente através da melhora acentuada da qualidade de vida.
A causa mais comum do hipotireoidismo em países que repõem o iodo no sal de cozinha, é a Tireoidite de Hashimoto, que é uma doença autoimune que acreditamos ter como principal causa o excesso de química nos alimentos, chamados de disruptores endocrinos. São substâncias tóxicas ao organismo que também causam dano às outras glândulas endócrinas. Como exemplos podem ser citados os agrotóxicos, embalagens plásticas, detergentes etc, que, além de atrapalhar o funcionamento das glândulas e desequilibrar os hormônios, podem também causar câncer.
Minha sugestão é que prefiram os alimentos naturais e orgânicos para prevenir os problemas na glândula tireoide e em todas as outras glândulas e em seus hormônios. Solicite os exames da tireóide na próxima vez que visitar o seu médico de qualquer especialidade. Ele terá condições de avaliar se já existe algum distúrbio, e poderá encaminhar ao especialista.

Equilíbrio emocional



As emoções podem exercer papel vital na prevenção das doenças, manutenção da saúde e qualidade de vida. As emoções positivas reforçam o sistema imunológico e favorecem à homeostase metabólica e equilíbrio hormonal. Já as emoções negativas repercutem profundamente na personalidade, no organismo e na sociedade através das ações negativas que podem produzir.
O estresse é um poderoso gerador e mantenedor de emoções negativas, e atua no organismo através do eixo hormonal CRH hipotalâmico – corticotropinas (ACT H) hipofisário – cortisol supra-renal. Concomitantemente, atua através do sistema nervoso autônomo simpático e parassimpático modulando a produção e liberação de adrenalina e nor-adrenalina.
Um dos pilares da Medicina Preventiva Regenerativa é o equilíbrio emocional, que está diretamente relacionado com estabilidade familiar e fundamentação ética, moral e espiritual. Sem a presença desses fundamentos, o equilíbrio emocional torna-se muito difícil, com repercussões negativas intensas e diretas sobre a saúde e personalidade.
É necessário compreender que o estresse é inevitável e um estímulo necessário, até certa intensidade. Sua persistência além dos limites, que são graduados de forma individual, deixa de ser estímulo e torna-se um agente agressor.
Há pessoas com personalidade e natureza predispostas ao desequilíbrio emocional. Porém, muitas vezes não é possível evitar os fatores externos promotores de estresse, ansiedade, depressão, irritabilidade, angústia etc, porém podemos fortalecer os mecanismos de defesa emocionais através de técnicas de relaxamento e meditação.
Abaixo ofereço algumas orientações práticas para a administração e controle emocional e três técnicas simples e eficazes de relaxamento e meditação, com poderoso efeito neutralizante das emoções negativas.
Dicas para a administração e controle emocional:
  1. A alimentação equilibrada;
  2. Manter distância do tabagismo, café (após às 17h) e das bebidas alcoólicas;
  3. Equilíbrio entre atividade física e descanso, a descoberta de atividades físicas prazerosas como esportes;
  4. Buscar um relacionamento harmonioso em casa e no trabalho, procurando dividir bem o tempo entre o trabalho e o lazer com a família;
  5. Praticar atividades altruístas em benefício de menos favorecidos;
  6. Procure ter um sono de boa qualidade – Um dos mais poderosos moduladores emocionais é o sono. Para uma boa noite de sono, precisamos de um ambiente o mais isento possível de ruídos, luminosidade e energia eletromagnética de aparelhos eletrônicos. Chás calmantes acompanhando um bom livro, são ótimos para iniciar uma boa noite de sono;
  7. Dieta sem acúçar – O açúcar e os carboidratos simples como doces e bolos produzem níveis elevados de insulina no sangue, favorecendo a ansiedade e depressão;
  8. Pratique regularmente atividades que relaxem a mente como meditação, yoga, pilates, dança, relaxamento, taichi-chuan, natação, massagens etc. Durante essas atividade ocorre a liberação de endorfinas, que são substâncias bioquímicas que promovem a tranqüilidade. Descubra qual o esporte que mais lhe agrada e pratique-o;
  9. Socialize-se mais frequentemente e participe de atividades altruístas;
  10. Corte o café, o álcool e o cigarro;
  11. Medicamentos fitoterápicos – Prefira medicamentos naturais como última alternativa, pois não causam dependência química nem efeitos colaterais.
Técnica de Relaxamento Auto-induzido (Contrair e Relaxar)
  • Deitar confortavelmente em decúbito dorsal (de costas sobre a superfície), em ambiente com menos ruído e luminosidade possível. Se preferir, pode utilizar música bem suave e relaxante.
  • Respirar profundamente observando a respiração e o abdomem distender e relaxar, durante alguns minutos.
  • Mentalizar um segmento corporal e contraí-lo, relaxando em seguida, repetindo cada seguimento por duas vezes.
  • Seqüência: Pés, panturrilhas, coxas, nádegas, abdômen, mãos/antebraços, braços/ombros/peitorais, finalizar com a face, e em seguida com todo o corpo simultaneamente.
Técnica de Relaxamento Autógeno (Dr. Schultz)
Repetir mentalmente, o mais pausadamente possível, procurando sentir o peso do membro, obedecendo a sequência:
  1. Meu braço direito está pesado, pesado, pesado, pesado e eu estou calma, tranquila, bem à vontade. (2x)
  2. Meu braço esquerdo está pesado, pesado, pesado, pesado e eu estou calma, tranquila, bem à vontade. (2x)
  3. Minha perna direita está pesada, pesada, pesada, pesada e eu estou calma, tranquila, bem à vontade.
  4. Minha perna esquerda está pesada, pesada, pesada, pesada e eu estou calma, tranquila, bem à vontade.
  5. Todo meu corpo está pesado, pesado, pesado, pesado e eu estou calma, tranquila, bem à vontade.
Meditação
  • Sentar em posição confortável, mas com a coluna ereta (ou deitado).
  • Imaginar-se em um jardim com uma natureza exuberante.
  • Imaginar um riacho de águas cristalinas levando em seu fluxo as tensões físicas e mentais . Sentir o corpo e a mente leves e sem tensões.
  • Observar a energia do verde da vegetação à volta e associar com a idéia de revitalização. Sentir o corpo e a mente repletos de vigor.
  • Observar a energia do azul do céu e associar com paz e equilíbrio. Sentir-se em perfeita harmonia física e mental.
  • Sentir a energia dourada do sol envolvendo em todas as direções e associar com a idéia de alegria e bem estar, equilíbrio e segurança inabaláveis.
  • Observar a respiração, imaginando-se inspirando e expirando essa luz.
  • Realizar regularmente pela manhã e à noite.

Desintoxicação por Dr. Jorge Jamili



Desintoxicação

O organismo em equilíbrio metabólico, nutricional, hormonal, emocional, ambiental e espiritual, tem a capacidade de defender-se das doenças, manter-se com saúde, prolongar a vida com qualidade e desfrutar de todo seu potencial.

Nos últimos 80 anos, produzimos mais toxinas ambientais do que em toda a história da humanidade. Essas substâncias, denominadas xenobióticos, são estranhas ao organismo e estão presentes nos aditivos químicos dos alimentos industrializados, defensivos agrícolas, adubos, cosméticos, embalagens etc.

Os xenobióticos têm causado desequilíbrio no metabolismo pela sobrecarga dos órgãos especializados na desintoxicação do organismo, como fígado, intestinos, rins, pulmões, pele e sistema linfático. O excesso dessas substâncias, em conjunto com a sobrecarga e/ou falha dos órgãos detoxificantes têm potencial teratogênico (causar danos ao feto), oncogênico (produzir câncer), desregulador do sistema endócrino, promotor de doenças e de diminuição da expectativa de vida.

Diminuir o aporte dessas substâncias e auxiliar os processos de desintoxicação e eliminação dos xenobióticos é uma forma eficiente, natural, econômica e isenta de efeitos colaterais para o organismo readquirir seu equilíbrio.

Antes que as doenças se instalem, vários sinais e sintomas de alerta surgem, que poderão estar relacionados com a sobrecarga dos órgãos detoxificantes:


  • Cansaço, letargia, e indisposição frequentes;
  • Diminuição do interesse sexual, dificuldade de ereção, ejaculação precoce e diminuição da qualidade ou ausência do orgasmo;
  • Dificuldade de eliminação de fezes ou sensação que não eliminou o suficiente;
  • Dificuldade de digestão, excesso de gases, dor ou plenitude após alimentar-se;
  • Distensão abdominal mesmo que o restante do corpo esteja magro;
  • Ganho de peso mesmo sem abusos ou desequilíbrios alimentares, gorduras localizadas, celulite e flacidez;
  • Queimação estomacal com uso freqüente de anti-ácidos;
  • Baixa imunidade, com infecções, inflamações e resfriados frequentes;
  • Dificuldade de iniciar ou manter o sono;
  • Acordar cansaço apesar de dormir o tempo de costume;
  • Pele excessivamente seca ou oleosa, com acne, seborréia ou caspa;
  • Descamação da sola dos pés ou palma das mãos;
  • Odores corporais fortes e mau hálito;
  • Alergias com agentes novos ou piora de agentes alérgicos conhecidos;
  • Coceiras, irritação ou manchas vermelhas na pele;
  • Olheiras e edema subpalpebral;
  • Inchaços nos tornozelos, punhos ou abdômen;
  • Rigidez, dor ou inchaços articulares, especialmente ao acordar;
  • Excesso de secreções e congestão nasal, pigarro e muco espesso sobre a lingual;
  • Aumento da glicemia e/ou insulina;
  • Depressão e tristeza sem motivos aparentes;
  • Tonteiras, falta de concentração e confusão mental;
  • Tensão Pré-Menstrual;
  • Necessidade de tomar café ou outro estimulante para ter ânimo para as tarefas;
  • Comportamento ansioso, com irritabilidade, falta de paciência e intolerância;
  • Cefaléia e/ou enxaqueca;
  • Percepção de envelhecimento acelerado e aumento das rugas;
  • Diminuição dos reflexos, memória e velocidade de raciocínio.
Desintoxicação Hepática

O fígado é o órgão de maior importância para a desintoxicação do organismo. Em nenhum momento da história o ser humano exigiu tanto do fígado para neutralizar, filtrar e eliminar as substâncias químicas provenientes do meio ambiente.

Além das toxinas da poluição do ar e da água, os alimentos industrializados sobrecarregam o fígado com conservantes para aumentar o prazo de validade; corantes para melhorar o aspecto; flavorizantes para ressaltar o sabor; embalagens plásticas, latas revestidas com alumínio etc. Nas Carnes, laticínios e ovos encontramos grandes quantidades de hormônios e antibióticos, também presentes em seus excrementos e urina que poluem os rios e mares.

As plantas também recebem grande quantidade de agrotóxicos e adubos químicos, que terão o fígado como destino final. Alguns países já adotam um controle sobre a quantidade máxima de resíduos químicos que as carnes, laticínios e vegetais podem apresentar. Porém, essas substâncias podem acumular-se no organismo tornando-se potencialmente perigosas mesmo em quantidades mínimas.

Outras substâncias que contribuem para sobrecarregar o fígado são as gorduras trans e hidrogenadas, fartamente presentes nos alimentos industrializados. As moléculas dessas gorduras são alteradas e estranhas ao organismo, que podem causar disfunções das membranas celulares e nucleares e comprometer as funções dos receptores. O organismo pode ter dificuldade em utilizar essas gorduras como fonte de energia e acumulá-las causando obesidade.

Desintoxicação intestinal

Além do desconforto proporcionado pela diminuição do ritmo do fluxo intestinal, aumento da disbiose (desequilíbrio da flora intestinal) e alteração na permeabilidade intestinal, a constipação promove a maior reabsorção da bile carregada de metabólitos hepáticos, que cronicamente causará sobrecarga hepática.
As fibras além de regularizarem o ritmo do fluxo intestinal, também são eficientes carreadoras das toxinas provenientes do metabolismo hepático.

Os alimentos industrializados são empobrecidos dos nutrientes, recebem produtos químicos e são desprovidos das fibras. Daí a necessidade do aumento do consumo de legumes, verduras, frutas, cereais integrais e também a suplementação com fibras.

Recomendações para melhora do fluxo intestinal:

  • Misture quantidades iguais de semente de linhaça moída no liquidificador + farelo de trigo + farelo de aveia e guarde em um pote. Adquira ameixas secas sem semente (1 quilo). Cozinhe alguns minutos e amasse com um garfo para transformar em uma pasta e guarde em um pote. Misture uma colher de sopa da pasta de ameixas e das fibras e tome no desjejum e antes de dormir. Guardar os potes em geladeira;
  • Beber pelo menos 2 litros de água mineral de boa qualidade ao dia;
  • Praticar atividades físicas regulares;
  • Evitar alimentos pobres em fibras e enzimas digestivas como bolos, doces, pão branco, massas, alimentos industrializados em geral;
  • Aumentar os alimentos ricos em fibra e enzimas digestivas como legumes, verduras, frutas, pães e biscoitos integrais, arroz integral;
  • Mamão engolindo as sementes e mastigando parte delas;
  • Laranja engolindo o bagaço;
  • Iogurte natural, preferencialmente produzido em casa com leite não UHT (de caixinha, prefira leite em sacos ou vidros, encontrados em lojas de produtos naturais);
  • Tomar 1 colher de sobremesa de óleo de linhaça ao dia;
  • Evite o uso de laxantes;
  • Regularize o ritmo intestinal, indo ao banheiro no mesmo horário todos os dias, mesmo sem vontade;
  • Suco de Clorofila: Tome 1 copo de suco pela manhã e antes de dormir:
  • Bater em centrífuga ou liquidificador SEM ÁGUA: 1 maçã picada com casca e sem semente + 3 folhas de couve ou outras hortaliças ricas em clorofila (agrião, rúcula, hortelã etc).
Recomendações para uma boa digestão

Uma boa alimentação deve ser de fácil digestão, oferecer o máximo de nutrientes, evitar ganho de peso, azia, gases ou qualquer desconforto digestivo. Para isso observe as seguintes orientações: 
  • Mastigue bem os alimentos e coma com tranquilidade. Quando comemos assistindo televisão ou discutindo assuntos que desviam nossa atenção do ato de alimentar-se, além de comermos maior quantidade, produzimos substâncias antagônicas às enzimas e sucos digestivos;
  •  Evite ir ao supermercado com o estômago vazio e com fome, porque tenderemos a comprar maior quantidade com menor seletividade;
  • Coma uma refeição saudável em casa antes de ir à um evento social, que provavelmente oferecerá alimentos de menor qualidade;
  • Fracionar os alimentos em 5 ou 6 refeições diárias;
  • Varie o cardápio. Tenha 5 porções diárias de frutas e saladas com cores variadas, o que significa que possuem nutrientes variados;
  • Evite tomar líquidos durante as refeições, para não diluir os sucos digestivos, sobretudo muito gelados ou muito quentes;
  • Pela manhã em jejum, massageie o abdômen em sentido horário. Em seguida, beba um copo de água com o suco de 1/2 limão;
  • Prefira jantar três horas antes de dormir;
  • Coma a salada antes dos outros alimentos;
  • Evite o leite e laticínios (sobretudo o leite UHT em caixas tetrapak). Substitua por sucos de frutas naturais não adoçados, chás, e água de coco (evite leite de soja);
  • Evite os refrigerantes e sucos artificiais. Substitua por sucos de frutas não adoçados, chás, água de coco e água natural;
  • Evite os produtos feitos com farinhas refinadas (pães brancos, bolos, massas etc). Substitua por suas versões integrais, ou se houver intolerância ao glúten, por substitutos não derivados do trigo;
  • Evite comer mais de uma proteína na mesma refeição, por exemplo: carne com ovos, ovos com queijo etc;
  • Melão e melancia devem ser comidos separados de qualquer alimento;
O mais importante é observar as mensagens do organismo percebendo os alimentos que isoladamente ou combinados, produzem sintomas desagradáveis. Suspenda esse alimento por alguns dias e observe se os sintomas desaparecem.

Bom Fluxo Intestinal

Para o bom funcionamento do nosso organismo, manutenção da saúde e longevidade com qualidade de vida, é de vital importância a eliminação das toxinas e resíduos do metabolismo, através das fezes e urina. Para que isso ocorra é necessário termos, no mínimo, uma eliminação do conteúdo intestinal todos os dias. 

O resultado do acúmulo de toxinas em decorrência da irregularidade no trânsito intestinal, reflete-se das formas mais variadas. Acne, envelhecimento precoce da pele, digestão lenta, má assimilação com carência de nutrientes, fadiga crônica, colon irritável, tensão pré-menstrual, irritabilidade, câncer, são alguns exemplos.

Além do desconforto proporcionado pela diminuição do ritmo do fluxo intestinal, aumento da disbiose (desequilíbrio da flora intestinal) e alteração na permeabilidade intestinal, a constipação promove a maior reabsorção da bile carregada de metabólitos hepáticos, que cronicamente causará sobrecarga hepática.
As fibras além de regularizarem o ritmo do fluxo intestinal, também são eficientes carreadoras das toxinas provenientes do metabolismo hepático.

Os alimentos industrializados são empobrecidos dos nutrientes, recebem produtos químicos e são desprovidos das fibras. Daí a necessidade do aumento do consumo de legumes, verduras, frutas, cereais integrais e também a suplementação com fibras.


Dicas de Nutrição Funcional do Dr. Jorge Jamili


“Quem quer que seja o pai de uma doença, a mãe foi uma nutrição deficiente”.
Uma boa alimentação deve ser de fácil digestão, oferecer o máximo de nutrientes, evitar ganho de peso, azia, gases ou qualquer desconforto digestivo. Para isso observe as seguintes orientações gerais:
  • Mastigue bem os alimentos e coma com tranquilidade. Quando comemos assistindo televisão ou discutindo assuntos que desviam nossa atenção do ato de alimentar-se, além de comermos maior quantidade, produzimos substâncias antagônicas às enzimas e sucos digestivos;
  • Evite ir ao supermercado com o estômago vazio e com fome, porque tenderemos a comprar maior quantidade com menor seletividade;
  • Coma uma refeição saudável em casa antes de ir à um evento social, que provavelmente oferecerá alimentos de menor qualidade;
  • Fracione os alimentos em 5 ou 6 refeições diárias;
  • Varie o cardápio. Tenha 5 porções diárias de frutas e saladas com cores variadas, o que significa que possuem nutrientes variados;
  • Evite tomar líquidos durante as refeições, para não diluir os sucos digestivos;
  • Pela manhã em jejum, massageie o abdômen em sentido horário. Em seguida, beba um copo de água com o suco de 1/2 limão;
  • Prefira jantar três horas antes de dormir;
  • Coma a salada antes dos outros alimentos;
  • Observe as mensagens do organismo percebendo os alimentos que isoladamente ou combinados, produzem sintomas desagradáveis. Suspenda esse alimento por alguns dias e observe se os sintomas desaparecem;
  • Evite o leite e laticínios (sobretudo o leite UHT em caixas tetrapak). Substitua por sucos de frutas naturais não adoçados, chás, e água de coco (evite leite de soja);
  • Evite os refrigerantes e sucos artificiais. Substitua por sucos de frutas não adoçados, chás, água de coco e água natural.
  • Evite os produtos feitos com farinhas refinadas (pães brancos, bolos, massas etc). Substitua por suas versões integrais, ou se houver intolerância ao glúten, por substitutos não derivados do trigo;
Recomendações práticas específicas para obtermos saúde através de uma boa alimentação:
  1. Prefira alimentos naturais, integrais, não industrializados e orgânicos (sem agrotóxicos)
    Os cereais integrais, legumes, verduras e frutas orgânicas além de ricos em nutrientes e fibras, não contêm substâncias tóxicas como conservantes, agrotóxicos e fertilizantes químicos. Os alimentos industrializados além de apresentarem substâncias químicas prejudiciais, também perdem nutrientes e fibras pelo processo de industrialização, e porque o solo onde são cultivados é empobrecido de minerais.
    Os fertilizantes químicos e agrotóxicos (herbicidas, inseticidas, fungicidas), são potencialmente oncogênicos, teratogênicos e disruptores endócrinos (desequilibram as funções hormonais).
    Prefira carboidratos complexos como pães, arroz e massa integrais, legumes, verduras e frutas, ricos em antioxidantes, vitaminas, sais minerais, enzimas e fibras, que retardam o envelhecimento e protegem dos radicais livres.
    As fibras diminuem a fome, melhoram prisão de ventre, desintoxicam as toxinas e auxiliam na assimilação de vitaminas e minerais, principalmente o cálcio.
  2. Evite cozinhar com óleos industrializados
    Os óleos industrializados provenientes da soja, milho, girassol ou canola, são aquecidos durante sua produção, tornando-se gorduras “TRANS”, que são prejudiciais à saúde.
    A gordura hidrogenada presente em quase todos os produtos industrializados para aumentar o prazo de validade, não é ideal para o consumo humano, pois é produzida a partir de um óleo vegetal aquecido, alterando sua estrutura molecular e consequentemente, sua função. As margarinas também passam por esse processo para permanecerem em estado sólido à temperatura ambiente. Esta gordura causa dislipidemia, obesidade e placas ateromatosas.
    As gorduras de boa qualidade podem ser excelentes fontes de nutrientes, alimentos funcionais e desintoxicantes do organismo. Opte pelos óleos vegetais naturais, não industrializados e prensados sem calor ou processos químicos, mantendo suas propriedades naturais, como o óleo de coco virgem, que é a primeira opção para cozinhar os alimentos e até para eventuais frituras. Outras boas fontes de gorduras saudáveis são os peixes como sardinha, atum, truta, abacate, nozes, castanhas, sementes de linhaça, abóbora, girassol. Prefira passar no pão, azeite, mel, pastas de soja, tahine (creme de gergelim), manteiga (com moderação) e pastas de soja.
  3. Evite refrigerantes e bebidas alcoólicas
    Os refrigerantes possuem excesso de açúcar e suas versões light possuem adoçantes artificiais prejudiciais à saúde. Os edulcorantes artificiais, diferentemente dos carboidratos, NÃO estimulam os peptídeos intestinais PYY e GLP-1, que são anorexígenos. Ou seja, os adoçantes sinalizam para o organismo que estará recebendo o carboidrato, que na ausência das calorias, estimula os centros orexígenos hipotalâmicos, aumentando o apetite e ganho de peso.
    Além disso, muitos refrigerantes contem ácidos que predispõe à osteopenia e acidificação do organismo, pela mobilização de cálcio dos ossos e outros minerais para alcalinizar e equilibrar o metabolismo.
    Se utilizados durante as refeições, os refrigerantes além de dificultarem a digestão por diluírem os sucos gástricos, o gás dilata o estômago produzindo sensação desagradável. A temperatura gelada do refrigerante também dificulta a digestão, sobretudo das gorduras.
    Portanto, prefira sempre os sucos de frutas naturais sem açúcar, chás, água e água de coco, distante do horário das refeições.
    Evite as bebidas alcoólicas, pois engordam, prejudicam o fígado. Cada grama de álcool gera 9 Kcalorias (para comparação, o açúcar gera 4 Kcalorias), sendo portanto um importante contribuinte para o ganho de peso, que contribui para o acúmulo de gorduras no fígado, que se sobrecarregará ainda mais com a desintoxicação do álcool.
  4. Tome de 8 a 10 copos de água por dia (um pouco mais no verão)
    A água constitui mais de 60% de nosso corpo. Cerca de dois litros de líquidos por dia, ou mais em climas quentes, são fundamentais para manter o bom funcionamento do corpo.
    Não espere sentir sede para tomar água, pois quando isso ocorre é porque já estamos apresentando algum grau de desidratação. O organismo bem hidratado além de facilitar todos os processos biológicos, previne o ressecamento e envelhecimento precoce da pele, a constipação, artroses, facilita a absorção nos nutrientes, distribuição dos hormônios aos órgãos alvo, excreção dos resíduos celulares etc. Devemos evitar o excesso de líquidos durante as refeições, tomando quantidades moderadas de água várias vezes ao dia, mantendo um recipiente com água em nosso ambiente de trabalho, automóvel, fazendo exercícios etc.
    Prefira água mineral de boa procedência, que não tenha sido “tratada” com cloro ou flúor, que são prejudiciais à saúde. Chás, água de coco e sucos de frutas preparados na hora, sem adição de açúcar, são igualmente excelentes opções.
    O fígado é o principal órgão de desintoxicação, e seus substratos serão parcialmente eliminados através da urina e suor. Portanto, suficiente quantidade de água é necessária para a eliminação das substâncias produzidas pelo árduo trabalho do fígado, na metabolização das toxinas. Do contrário, quando não tomamos água suficiente, e principalmente se houver algum grau de constipação e/ou disbiose (alteração na flora intestinal), poderá ocorrer sobrecarga e disfunção hepática.
  5. Evite ao máximo o açúcar e os produtos que o contém
    O excesso de açúcar e carboidratos simples (doces, pães, arroz e massas refinados) enfraquece o sistema imunológico, contribui para a obesidade, resistência insulínica, dislipidemia, diabetes, síndrome metabólica, câncer, inflamação crônica subclínica etc. O elevado índice glicêmico desses alimentos mantém elevada a insulina predispondo à resistência insulínica, que engatilha e perpetua todo o processo da síndrome metabólica.
    O excesso de alimentos com altos índices glicêmicos, associado com sedentarismo, desequilíbrio hormonal e estresse, com o consequente desequilíbrio do cortisol, constituem os pilares das doenças degenerativas crônicas da atualidade.
  6. Prefira proteínas de alto valor biológico como peixes, frangos e ovos orgânicos (“caipiras”). Evite carne vermelha, embutidos ou frangos e ovos de granjas.
    Minha melhor recomendação é o vegetarianismo, pois podemos obter as proteínas que necessitamos, de fontes vegetais sem qualquer prejuízo à saúde, pelo contrário, com melhor saúde e energia.
    As proteínas nos peixes, frangos e ovos orgânicos (“caipiras”), laticínios (coalhada e queijos magros), e castanhas são mais adequadas ao consumo humano.
    Os ovos e os frangos que passam pelo processo natural de desenvolvimento, sem receber produtos químicos para acelerar o crescimento, antibióticos e rações artificiais, possuem mais nutrientes e são mais saudáveis e saborosos.
    A carne vermelha possui substâncias tóxicas como nitratos, hormônios e antibióticos. Aumentam o colesterol, a homocisteína (relacionada com infartos e derrames), e o risco de doenças cardiovasculares e câncer.
    Profissionais e instituições de saúde de todo o mundo recomendam uma dieta balanceada baseada em proteínas de boa qualidade combinada com legumes, verduras, frutas, cereais integrais, castanhas e laticínios magros, que oferecem todos os nutrientes, fibras e substâncias antioxidantes.
    A combinação de um cereal integral (ex: arros integral) e uma leguminosa (ex: feijão, ervilha, lentilha, grão de bico), provê a quantidade de proteínas necessárias.
  7. Consuma legumes, verduras e frutas cruas em todas as refeições.
    O alimento aquecido perde boa parte das vitaminas e enzimas, portanto, é importante o consumo de legumes, verduras e frutas “in natura”. Estes alimentos devem constituir 30% a 40% das refeições, preferencialmente na forma de saladas, podendo também ser consumidos na forma de sucos. Quanto mais coloridas maior a quantidade de bioflavonóides que são vitais para o funcionamento adequado do fígado e de todas as funções do corpo. Esses alimentos além de serem desintoxicantes e excelentes fontes de nutrientes, são também ricos em enzimas, vitaminas, energia vital, minerais, antibióticos naturais, fibras, pré e pró-bióticos etc, que também fortalecem o sistema imunológico.
    As vitaminas presentes nos alimentos são muito melhores assimiladas e possuem maior compatibilidade do que as sintetizadas em laboratório.
  8. Ômega 3 na prevenção da síndrome metabólica e câncer
    Os ácidos graxos essenciais polinsaturados Ômega 3 e 6 são chamados de essenciais porque nosso organismo não os produz, sendo necessário consumí-los. A maioria dos óleos vegetais possuem predominantemente Ômega 6 (Ác. Linolêico – pró-inflamatório), produzindo maior proporção deste em relação ao Ômega 3 (DHA e EPA – anti-inflamatórios). Esse desequilíbrio tendendo para o lado inflamatório induz à predominância da produção de citocinas inflamatórias que causam e perpetuam quadros inflamatórios crônicos, que servirão de base para as doenças degenerativas. Para controlar esse processo é fundamental promover o equilíbrio Ômega 3:6, aumentando a ingesta de alimentos ricos em Ômega 3, como o óleo de peixe, peixes de água gelada e óleo de sementes de linhaça. Esta última é uma excelente alternativa para quem não deseja alimentar-se de peixes e derivados. A linhaça possui 57% de ômega 3 contra apenas 16% de ômega 6.
    Os óleos essenciais são componentes fundamentais das membranas celulares e nucleares, e no caso de sua falta, outras gorduras de menor valor biológico como gorduras hidrogenadas poderão servir de estrutura de membrana, podendo prejudicar as funções celulares e dos receptores.
Linhaça – Um dos melhores alimentos funcionais
O óleo de peixe é uma excelente fonte de ômega 3 na forma direta de DHA (Ácido Docosa-hexaenóico e EPA (Ácido Eicosa-pentaenóico), porém possui dois inconvenientes que são a eructação com sabor de peixe e a possível presença de metais pesados. Já o óleo de linhaça é a maior fonte conhecida de Ácido Linolênico, que sofrerá conversão hepática para DHA e EPA. O consumo de ômega 3 na forma de óleo de peixe ou linhaça oferece as seguintes vantagens, sobretudo na prevenção e tratamento da síndrome metabólica:
  • diminuição do LDL (colesterol não saudável) e aumento do HDL (cholesterol saudável);
  • diminuição da resistência à insulina;
  • inibição da produção de citocinas inflamatórias como TNF-alfa e Interleucina-1;
  • redução da pressão arterial e frequência cardíaca;
  • ação antiagregante plaquetária;
  • regulação do sistema imunológico, prevenindo e tratando alergias, baixa imunidade e doenças autoimunes;
  • regulação do ritmo intestinal, promovendo maior conforto, melhor digestão, assimilação de nutrientes, melhora da pele, do humor;
  • tratamento e prevenção do cólon irritável e doença de Chron;
  • melhora da qualidade das membranas celulares e nucleares;
A associação da farinha de linhaça ao óleo de peixe ou linhaça oferece as seguintes vantagens adicionais:
  • ação hormonal protegendo contra câncer de mama, próstata e intestinos, pela alteração da relação 2:16 OH estrona;
  • ação antioxidante contra os radicais livres, prevenindo o envelhecimento precoce e protegendo das doenças crônicas;
  • maior diminuição do LDL e aumento do HDL;
  • maior diminuição da resistência à insulina;
  • maior regulação do sistema imunológico, prevenindo e tratando alergias, baixa imunidade e doenças auto-imunes;
  • maior regulação do ritmo intestinal, promovendo maior conforto, melhora da digestão, maior assimilação de nutrientes, melhora da pele, do humor;
  • maior eficiência no tratamento e prevenção do cólon irritável e doença de Chron;
  • melhora das funções hepáticas;
  • estímulo à produção de serotonina.
A linhaça é um alimento funcional de características únicas, pois além de excelente fonte de ômega 3, é a maior fonte conhecida de Lignanas, um tipo de fibra com propriedades especiais, além de possuírem também flavonóides (substâncias antioxidantes) e proteínas.
As fibras chamadas lignanas ou SDG (Secoisolariciresinol Diglucosideo) sofrem a ação das bactérias intestinais transformando-se em enterolactonas que têm a ação de um tipo específico de estrogênio, a 2-OH estrona, que protege mamas, útero e próstata contra a ação do estrogênio potencialmente oncogênico, a16-OH estrona.
A linhaça pode ser utilizada como semente, farinha triturada ou na forma de cápsulas de óleo, sendo que cada apresentação tem características específicas.
O consumo na forma de sementes íntegras é excelente para regular o ritmo intestinal, porém não será liberado o ômega 3 e as lignanas. Na forma de farinha disponibiliza as lignanas e o ômega 3, mas deve ser triturada e consumida imediatamente, do contrário, o contato com o ar iniciará o processo oxidativo. Já o óleo deve ser consumido diariamente, que apesar de não possuir as lignanas, apresentará maior concentração dos componentes DHA (Âcido docosaexaenóico) e EPA (Ácido Eicosapentaenóico). Portanto, o ideal é consumir as três formas de apresentação das sementes de linhaça, diariamente.
Evite produtos com alumínio. Não utilize panelas de alumínio e desodorantes antitranspirantes
O alumínio é um metal pesado tóxico, com ação cancerígena. Todos os desodorantes anti-transpirantes possuem alumínio. As panelas de alumínio são também fonte deste metal, que pode atuar como estrogênio, nos receptores das mulheres e homens, aumentando o risco de câncer de mama e de próstata.