segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Os reais riscos de consumir transgênicos


Pela primeira vez na história foi realizado um estudo completo e de longo prazo para avaliar o efeito que um transgênico e um agrotóxico podem provocar sobre a saúde pública.

O transgênico testado foi o milho NK603, tolerante à aplicação do herbicida Roundup (característica presente em mais de 80% dos transgênicos alimentícios plantados no mundo), e o agrotóxico avaliado foi o próprio Roundup, o herbicida mais utilizado no planeta – ambos desenvolvidos e fabricados pela indústria de insumos agrícolas Monsanto. O milho em questão foi autorizado no Brasil em 2008 e está amplamente disseminado nas lavouras e alimentos industrializados, e o Roundup é também largamente utilizado em lavouras brasileiras, sobretudo as transgênicas.

O estudo foi realizado ao longo de 2 anos com 200 ratos de laboratório, nos quais foram avaliados mais de 100 parâmetros. Eles foram alimentados de três maneiras distintas: apenas com milho NK603, com milho NK603 tratado com Roundup e com milho não modificado geneticamente tratado com Roundup. As doses de milho transgênico (a partir de 11%) e de glifosato (0,1 ppb na água) utilizadas na dieta dos animais foram equivalentes àquelas a que está exposta a população norte-americana em sua alimentação cotidiana.

Os resultados revelam uma mortalidade mais alta e frequente quando se consomem ambos os produtos, ou seja, o milho NK603 tratado com Roundup, com efeitos hormonais não lineares e relacionados ao sexo. As fêmeas desenvolveram numerosos e significantes tumores mamários, além de problemas hipofisários e renais. Os machos morreram, em sua maioria, de graves deficiências crônicas hepatorrenais.

O estudo, realizado pela equipe do professor Gilles-Eric Séralini, da Universidade de Caen, na França, foi publicado no dia 19 de setembro em uma das mais importantes revistas científicas internacionais de toxicologia alimentar, a Food and Chemical Toxicology.

Segundo reportagem da AFP, Séralini afirmou que "o primeiro rato macho alimentado com OGM morreu um ano antes do rato indicador (que não se alimentou com OGM), enquanto a primeira fêmea, oito meses antes. No 17.º mês foram observados cinco vezes mais machos mortos alimentados com 11% de milho (OGM)", explica o cientista. Os tumores aparecem nos machos até 600 dias antes de surgirem nos ratos indicadores (na pele e nos rins). No caso das fêmeas (tumores nas glândulas mamárias), aparecem, em média, 94 dias antes naquelas alimentadas com transgênicos.

Séralini também explicou à AFP que "com uma pequena dose de Roundup, que corresponde à quantidade que se pode encontrar na Bretanha (norte da França) durante a época em que se espalha este produto, são observados 2,5 vezes mais tumores mamários do que seria normal".

De acordo com Séralini, os efeitos do milho NK603 só haviam sido analisados até agora em períodos de até três meses. No Brasil, a CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) autoriza o plantio, a comercialização e o consumo de produtos transgênicos com base em estudos de curto prazo, apresentados pelas próprias empresas demandantes do registro.

O pesquisador informou ainda que esta é a primeira vez que o herbicida Roundup foi analisado em longo prazo. Até agora, somente seu princípio ativo (sem seus coadjuvantes) havia sido analisado durante mais de seis meses.

Um dado importante sobre esse estudo é que os pesquisadores trabalharam quase que na clandestinidade. Temendo a reação das empresas multinacionais sementeiras, suas mensagens eram criptografadas e não se falava ao telefone sobre o assunto. As sementes de milho, que são patenteadas, foram adquiridas por meio de uma escola agrícola canadense, plantadas, e o milho colhido foi então “importado” pelo porto francês de Le Havre para a fabricação dos croquetes que seriam servidos aos ratos.

A história e os resultados desse experimento foram descritos em um livro, de autoria do próprio Séralini, que será publicado na França nesta quarta-feira, dia 26 de setembro sob o título “Tous Cobayes !” (Todos Cobaias!). Simultaneamente, será lançado um documentário, adaptado a partir do livro e dirigido por Jean-Paul Jaud.

Esse estudo coloca um fim à dúvida sobre os riscos que os alimentos transgênicos representam para a saúde da população e revela, de forma chocante, a frouxidão das agências sanitárias e de biossegurança em várias partes do mundo responsáveis pela avaliação e autorização desses produtos.

Fonte: http://www.portalorganico.com.br/noticia/110/os_reais_riscos_de_consumir_transgenicos

PREOCUPANTE: Tireoidite química autoimune é considerada como uma nova doença no Brasil



Pesquisa brasileira sobre um novo tipo de doença, a tireoidite química autoimune, foi aceita para publicação em um dos periódicos mais conceituados sobre imunologia, o Journal of Clinical Immunology. O estudo, da professora de endocrinologia da Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), em Santo André (SP), Maria Angela Zaccarelli Marino, analisou, durante 15 anos, moradores da capital paulista e de quatro cidades do Grande ABC. Ao todo foram avaliados mais de 6 mil pacientes e o resultado sugere a descoberta do novo tipo de doença.

A pesquisa teve início após a constatação de muitos casos de tireoidite crônica autoimune na região da divisa entre Santo André, Mauá e São Paulo, onde estão instaladas indústrias do setor petroquímico. Os moradores estudados, de 1989 a 2004, foram acompanhados por consultas médicas e exames laboratoriais de sangue com dosagens dos hormônios tireoidianos.

Foram avaliadas 6.306 pessoas com idades de 5 a 78 anos. De acordo com a pesquisadora, os pacientes foram divididos em dois grupos segundo o local de moradia. Na região próxima ao parque industrial petroquímico estavam 3.356 pacientes do grupo 1. O grupo 2 foi composto por 2.950 de uma região afastada de área industrial.

Incidência

Os resultados mostraram que, em 1992, somente 2,5% da população do grupo 1 sofriam de tireoidite crônica autoimune. Em 2001, o mesmo grupo já apresentava taxa de 57,6%. Já a população que vivia longe da área químico-industrial não teve aumento significativo no período. Na comparação geral dos 15 anos, o grupo 1 apresentou 905 pacientes com a doença, contra somente 173 do grupo 2. A região que concentra as indústrias petroquímicas tinha cinco vezes mais casos de tireoidite crônica autoimune na comparação com a área residencial estudada.

Os resultados levaram a pesquisadora a sugerir o novo tipo de doença: a tireoidite química autoimune, ligada a fatores ambientais, principalmente à poluição por agentes químicos. " A poluição pode ser o fator desencadeante para formação de anticorpos antitireoideanos, que são substâncias que agridem a glândula tireoide ocasionando a tireoidite crônica autoimune. Os poluentes funcionariam como gatilho para desencadear o problema" , detalha Dra. Maria Angela.

A pesquisadora alerta que a tireoidite crônica autoimune está relacionada com outras doenças autoimunes, como a esclerose múltipla, artrite reumatoide, diabetes tipo 1, hepatite crônica autoimune, vitiligo e lúpus eritematoso sistêmico. " Em crianças, o aumento de casos de tireoidite crônica autoimune foi acima de 40% no período estudado. São dados preocupantes, visto que a doença é a maior causa de hipotireoidismo primário, que se não for tratado adequadamente pode levar a danos irreversíveis" .

Fonte: http://www.isaude.net/pt-BR/noticia/31067/geral/tireoidite-quimica-autoimune-e-considerada-como-uma-nova-doenca-no-brasil

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Pesquisadores localizam material radioativo a 3.200 quilômetros do litoral de Fukushima


Um grupo de pesquisadores localizou material radioativo a 3.200 quilômetros do litoral do Japão procedente da usina nuclear de Fukushima, que em 2011 foi atingida por um tsunami gerado por um terremoto, informou nesta quarta-feira a agência “Kyodo”. Matéria da EFE, no Yahoo Notícias.

Para elaborar o estudo, a equipe de cientistas do governo japonês e do Instituto de Pesquisa Marinha da Universidade de Tóquio recolheu amostras em cerca de 300 pontos do oceano Pacífico de abril de 2011 a junho deste ano.

As amostras mostraram a presença de até 10 becquerels de césio radioativo por tonelada de água marinha a 2.200 quilômetros do litoral, um índice entre cinco e dez vezes maior que o registrado antes do acidente nuclear.

Além disso, segundo o estudo, a contaminação radioativa encontrada no fundo do mar poderia começar a se movimentar em direção ao sul devido às correntes marítimas, após ter começado a afundar no início deste ano.

A pesquisa destacou que a quantidade de poluição radioativa na superfície foi diminuindo desde o acidente, embora tenham sido detectados cerca de nove becquerels por tonelada de água numa profundidade entre 300 e 400 metros e a uma distância de 2.000 quilômetros do litoral.

“O césio radioativo começou a afundar em janeiro deste ano”, destacou Michio Aoyama, um dos especialistas do Instituto Meteorológico do Japão, em entrevista à agência local “Kyodo”.

O acidente na usina nuclear de Fukushima, o pior desde Chernobyl, obrigou 52 mil pessoas a abandonarem seus lares e a contaminação da água afetou gravemente a pesca local.

Desde o início da crise nuclear, as autoridades japonesas fazem análises para investigar o impacto do acidente na vida marinha próximo da usina, pois se estima que entre 21 de março e 30 de abril uma grande quantidade de césio e iodo radioativo atingiu o mar.

Fonte: http://www.ecodebate.com.br/2012/09/19/pesquisadores-localizam-material-radioativo-a-3-200-quilometros-do-litoral-de-fukushima/

‘Coquetel’ de agrotóxicos ingerido no consumo de frutas e verduras pode causar Alzheimer e Parkinson


Comer cinco frutas e legumes por dia é bom para a saúde. Não tão bom é o “coquetel” de pesticidas ingerido no processo: a mistura dessas substâncias químicas pode multiplicar seus efeitos tóxicos em proporções tão surpreendentes quanto preocupantes, segundo os resultados de um estudo preliminar [A Preliminary Investigation into the Impact of a Pesticide Combination on Human Neuronal and Glial Cell Lines In Vitro] publicado na revista científica “PloS One”. Matéria [L'inquiétant effet cocktail des pesticides sur nos cellules] de Grégoire Allix, Le Monde, no UOL Notícias.

Os testes toxicológicos sistemáticos conduzidos dentro do regulamento europeu Reach visam às substâncias uma por uma. “Sabe-se muito pouco sobre seus efeitos combinados, sendo que somos literalmente cercados por combinações de venenos”, explica o principal autor do estudo, o toxicólogo Michael Coleman, da Universidade de Aston, na Inglaterra.

Sua equipe comparou o efeito isolado e o efeito combinado, sobre células de nosso sistema nervoso central, de três fungicidas encontrados com frequência nas prateleiras de hortifrúti: o pirimetanil, o ciprodinil e o fludioxonil.

Resultado: os danos infligidos às células são até vinte ou trinta vezes mais graves quando os pesticidas são associados. “Substâncias que são conhecidas por não afetarem a reprodução humana e o sistema nervoso e não serem cancerígenas, combinadas possuem efeitos inesperados”, resume um dos autores do estudo, o biólogo molecular Claude Reiss, ex-diretor de pesquisa do CNRS e presidente da associação Antidote Europe.

“Observamos o agravamento de três tipos de impactos”, detalha o pesquisador francês: “A viabilidade das células é degradada; as mitocôndrias, que são as ‘baterias’ das células, não conseguem mais alimentá-las com energia, o que desencadeia a apoptose, ou seja, a autodestruição das células; por fim, as células são submetidas a um stress oxidante muito poderoso, possivelmente cancerígeno e que pode levar a efeitos em cascata”.

Entre as possíveis consequências de tais agressões sobre as células, os pesquisadores citam o risco de uma vulnerabilidade crescente a doenças neurodegenerativas como o Mal de Alzheimer, de Parkinson ou a esclerose múltipla. “Nosso estudo aborda um pequeno número de substâncias, trazendo mais perguntas do que respostas, mas esses efeitos foram evidenciados em doses muito pequenas, concentrações próximas às encontradas em nossos alimentos”, observa o professor Coleman.

O cientista considera urgente popularizar esse tipo de teste, apesar das milhares de combinações possíveis: “Isso permitiria determinar se as misturas são nocivas, para ajudar os agricultores a escolher os produtos que eles utilizam”. O fato de conduzir esses estudos em células humanas e não em ratos, como acontece no procedimento Reach, permitiria diminuir os prazos e os custos, ao mesmo tempo em que fornecem resultados mais confiáveis. “A maior parte das substâncias químicas não são testadas corretamente: não somos ratos de 70 quilos!”, reclama Claude Reiss.

Para o Movimento pelo Direito e pelo Respeito das Gerações Futuras (MDRGF), que cofinanciou o estudo, esses testes são ainda mais necessários pelo fato de que um terço das frutas e legumes fiscalizados pela Direção Geral da Concorrência, do Consumo e da Repressão de Fraudes contém resíduos de vários pesticidas.

“Em 2008, detectamos em um mesmo cacho de uvas os três produtos testados pelo professor Coleman”, lembra François Veillerette, porta-voz do MDRGF. Na época, análises encomendadas pela associação haviam revelado que quase todas as uvas vendidas no grande varejo continham múltiplos pesticidas, totalizando oito substâncias diferentes por cacho, em média.

A associação pede para que a Comissão Europeia “lance sem demora uma estratégia de avaliação global das misturas de produtos químicos” e que “abaixe significativamente os limites máximos de resíduos tolerados nos alimentos, em um cuidado elementar de precaução”.

Tradutor: Lana Lim

A Preliminary Investigation into the Impact of a Pesticide Combination on Human Neuronal and Glial Cell Lines In Vitro:
PLoS ONE: Research Article, published 03 Aug 2012 10.1371/journal.pone.0042768

Fonte: http://www.ecodebate.com.br/2012/08/10/coquetel-de-agrotoxicos-ingerido-no-consumo-de-frutas-e-verduras-pode-causar-alzheimer-e-parkinson/

Estudo associa Bisfenol-A (BPA) com um risco maior de obesidade de crianças e adolescentes




Bisfenol está associado a obesidade em crianças – Estudo associou a presença da substância no organismo de crianças e adolescentes com um risco maior de obesidade; bisfenol aparece no plástico de garrafas e de embalagens de alimentos

Um ano depois de a Anvisa ter proibido a fabricação e a importação de mamadeiras que continham bisfenol A em sua composição, um estudo [Association Between Urinary Bisphenol A Concentration and Obesity Prevalence in Children and Adolescents] associou a presença da substância no organismo de crianças e adolescentes com um risco maior de obesidade. O bisfenol aparece no plástico de garrafas e de embalagens de alimentos. Também é usado no revestimento de latas. Matéria de Mariana Lenharo, em O Estado de S.Paulo, com informações adiconais do EcoDebate.

http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,bisfenol-esta-associado-a-obesidade-em-criancas,932446,0.htm
Pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Nova York avaliaram 2.838 pessoas de 6 a 19 anos. A urina dos participantes foi analisada para quantificar a presença do bisfenol. Eles foram, então, divididos em quatro grupos de acordo com a quantidade encontrada.

No grupo com mais bisfenol na urina, havia 10,3% de crianças e adolescentes obesos. Já no grupo com menor quantidade da substância, 22,3% dos participantes tinham obesidade. O estudo foi publicado hoje no Journal of The American Medical Association (JAMA).

Estudos em laboratório já tinham detectado uma relação entre o bisfenol e a obesidade. Essa é, porém, a primeira pesquisa em crianças e adolescentes a avaliar essa hipótese. A endocrinologista Tania Bachega, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e membro do Grupo de Trabalho dos Desreguladores Endócrinos da Regional São Paulo da SBEM, explica que, em cultura de células, já foi observado que o bisfenol seria responsável pela proliferação do tecido adiposo.

Tania alerta que as principais causas da obesidade continuam sendo o aumento do consumo de calorias e o sedentarismo. “Mas especialistas estão discutindo que, apesar do aumento da ingesta calórica, a obesidade está crescendo muito mais do que o esperado.” A hipótese seria que substâncias químicas, chamadas de obesógenos, poderiam estar predispondo ao ganho de peso. O bisfenol, que interfere no funcionamento do sistema endócrino, seria uma dessas substâncias.

Mesmo assim, os pesquisadores não descartam a hipótese de que crianças obesas consumam mais produtos como refrigerantes e alimentos enlatados, que conhecidamente têm maior quantidade de bisfenol em suas embalagens.

Outros malefícios associados ao bisfenol são câncer, diabete, infertilidade, endometriose, ovários policísticos, entre outros.

Segundo a endocrinologista Ieda Verreschi, da Unifesp, estudos demonstram atuações específicas do bisfenol em alguns períodos do desenvolvimento humano, como o nascimento, a puberdade e alguns momentos da vida adulta. Nos recém-nascidos, ele pode promover a alteração no desenvolvimento das gônadas, podendo levar à ambiguidade genital. Na adolescência, eleestá relacionado à puberdade precoce. Já em adultos, ele se relaciona a alguns casos de câncer, como o de mama e o de próstata.

Association Between Urinary Bisphenol A Concentration and Obesity Prevalence in Children and Adolescents
Leonardo Trasande, MD, MPP; Teresa M. Attina, MD, PhD, MPH; Jan Blustein, MD, PhD
JAMA. 2012;308(11):1113-1121. doi:10.1001/2012.jama.11461

ABSTRACT

Context
Bisphenol A (BPA), a manufactured chemical, is found in canned food, polycarbonate-bottled liquids, and other consumer products. In adults, elevated urinary BPA concentrations are associated with obesity and incident coronary artery disease. BPA exposure is plausibly linked to childhood obesity, but evidence is lacking to date.

Objective
To examine associations between urinary BPA concentration and body mass outcomes in children.

Design, Setting, and Participants
Cross-sectional analysis of a nationally representative subsample of 2838 participants aged 6 through 19 years randomly selected for measurement of urinary BPA concentration in the 2003-2008 National Health and Nutrition Examination Surveys.

Main Outcome Measures
Body mass index (BMI), converted to sex- and age-standardized z scores and used to classify participants as overweight (BMI ?85th percentile for age/sex) or obese (BMI ?95th percentile).

Results
Median urinary BPA concentration was 2.8 ng/mL (interquartile range, 1.5-5.6). Of the participants, 1047 (34.1% [SE, 1.5%]) were overweight and 590 (17.8% [SE, 1.3%]) were obese. Controlling for race/ethnicity, age, caregiver education, poverty to income ratio, sex, serum cotinine level, caloric intake, television watching, and urinary creatinine level, children in the lowest urinary BPA quartile had a lower estimated prevalence of obesity (10.3% [95% CI, 7.5%-13.1%]) than those in quartiles 2 (20.1% [95% CI, 14.5%-25.6%]), 3 (19.0% [95% CI, 13.7%-24.2%]), and 4 (22.3% [95% CI, 16.6%-27.9%]). Similar patterns of association were found in multivariable analyses examining the association between quartiled urinary BPA concentration and BMI z score and in analyses that examined the logarithm of urinary BPA concentration and the prevalence of obesity. Obesity was not associated with exposure to other environmental phenols commonly used in other consumer products, such as sunscreens and soaps. In stratified analysis, significant associations between urinary BPA concentrations and obesity were found among whites (P < .001) but not among blacks or Hispanics.

Conclusions
Urinary BPA concentration was significantly associated with obesity in this cross-sectional study of children and adolescents. Explanations of the association cannot rule out the possibility that obese children ingest food with higher BPA content or have greater adipose stores of BPA.

Fonte: http://www.blogger.com/blogger.g?blogID=2737621885114110105#editor/src=header


Caso queira ler mais sobre o Bisfenol A, abaixo segue um texto de minha autoria e publicado aqui no blog em 2011: http://www.ecologiamedica.net/2011/07/bisfenol-voce-come-sem-saber-e-adoece.html


Bisfenol-A (BPA) nome estranho, mas que tem aparecido com frequência na imprensa. Na semana passada, foi noticiado que Piracicaba - SP é a primeira cidade do Brasil a aprovar, na Câmara Municipal, uma lei que proíbe a comercialização de mamadeiras, chupetas, alimentos e bebidas que contenham o químico bisfenol A.

Em 2010 a regional de São Paulo da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e metabologia (SBEM-SP) criou a Campanha Contra os Desreguladores Endócrinos, com slogan ”Diga não ao bisfenol-A, a vida não tem plano B” para fomentar a sociedade com informações com objetivo de prevenção. Como primeira ação realizou o Fórum SBEM-SP sobre Desreguladores Endócrinos Bioquímica, Bioética, Clínica e Cidadania na Sede do CREMESP (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo). Para isso criaram um grupo de Trabalho em Desreguladores Endócrinos, para estudar os efeitos de tais disruptores sobre a saúde humana. Tema até então muito negligenciado pelos endocrinologistas brasileiros.

Inúmeros países estão proibindo a comercialização de produtos à base de BPA e a discussão chegou ao Brasil.

Mas afinal, o que é o Bisfenol-A ou BPA?

O Bisfenol-A (BPA) é um composto utilizado na fabricação do policarbonato, um tipo de plástico rígido e transparente. Serve para diluir a resina de poliéster a fim de torná-la mais líquida e facilitar sua laminação.

Onde está presente?

O BPA está presente em recipientes de alimentos e bebidas, como mamadeiras, embalagens plásticas e copos infantis. Além disso, pode ser encontrado no revestimento interno (forro) de enlatados (para evitar a oxidação), garrafas reutilizáveis de água (do tipo squeeze) e garrafões de água mineral. Também é encontrado em uma variedade de produtos, incluindo lentes de óculos, CDs e DVDs, computadores,  eletrodomésticos, ferramentas pesadas, equipamentos esportivos, equipamentos médicos. As resinas epóxi são facilmente formadas e resistem a químicos, o que fazem delas úteis em produtos tais como placas de circuito impresso, tintas e adesivos, selantes dentais e película de revestimento interno de latas de metal. Os produtos plásticos compostos por BPA, comercialmente produzidos desde a década de 50, tornaram-se onipresentes devido a resistência de seus fragmentos, transparência visual e por ter alta resistência ao calor e à eletricidade.

O BPA pode ser considerado fator de risco para diversas doenças ?

Sim, diversas patologias (inúmeros estudos tem mostrando essa correlação pelo menos in vitro). A questão é que com o tempo ou quando aquecido, a colagem que conecta os blocos feitos com o BPA, deteriora, liberando moléculas de BPA. A quantidade liberada é realmente muito baixa, mas os plásticos estão tão dispersos, presentes nas mamadeiras infantis, nas garrafas d’água, nas latas de metal para alimentos, nas embalagens para estocar alimentos, que a população está constantemente sendo exposta a estas pequenas contaminações. Ou seja, vai acumulando.

Num estudo de 2003-2004, feito pelo CDC/U.S. Centers for Disease Control (Centro de Controle de Doenças dos EUA, equivale ao Ministério da Saúde brasileiro), perto de 93% das pessoas testadas, com idade de 6 anos e acima, tinham BPA  detectável em suas urinas; as fêmeas tinham níveis um pouco mais altos do que os machos. 

Em num novo estudo (Use of Polycarbonate Bottles and Urinary Bisphenol A Concentrations) da Harvard School of Public Health (HSPH) pesquisadores descobriram que os participantes que, ao longo de uma semana, beberam em garrafas de policarbonato , comumente usado garrafas plásticas e mamadeiras, apresentaram um aumento de dois terços do BPA na urina. O estudo é o primeiro a demonstrar que beber em garrafas de policarbonato (em garrafas plásticas o policarbonato pode ser identificado pelo código de reciclagem número 7) aumenta o nível de BPA na urina. Estudos anteriores já haviam demonstrado que ferver garrafas plásticas acelera a liberação de substâncias tóxicas, mas este novo estudo elaborado por Harvard demonstra que isto também ocorre durante o consumo de líquidos frios. Para acessar o estudo: http://www.ehponline.org/members/2009/0900604/0900604.pdf

Um outro estudo recente e publicado pela Universidade da California, mostrou que 96% das gestantes estudas na California, apresentavam BPA na urina. Para acessar: http://ehp03.niehs.nih.gov/article/fetchArticle.action?articleURI=info%3Adoi%2F10.1289%2Fehp.1002727

Numerosos estudos têm mostrado que o BPA age como um disruptor endócrino, incluindo o início precoce da maturação sexual, desenvolvimento e tecidos alterados na organização da glândula mamária e diminuição da produção espermática. Pode ser mais prejudicial nas etapas de desenvolvimento precoce. Isso que tem chamado a atenção dos endocrinologistas.

Mas afinal o que é um disruptor endócrino ?

O próprio nome já diz, é uma substância química semelhante a um hormônio que promove alterações no sistema endócrino (mimetiza (imita) hormônios, se liga a receptores hormonais, ativa substâncias hormônio-dependentes). Inúmeros são os disruptores endócrinos, para ler mais visite o link: http://www.ecologiamedica.net/2010/06/disruptores-endocrinos-no-meio-ambiente.html

BPA e patologias

Diversos estudos científicos têm encontrado efeitos notáveis da exposição perinatal do BPA, que incluem:
1) Alterações no desenvolvimento da próstata e da glândula mamária;
2) Hiperplasia intraductal e lesões pré-neoplásicas da glândula mamária na idade adulta;
3) Alterações no útero e ovário;
4) Alterações ligadas ao dimorfismo sexual no adulto;
5) Alterações comportamentais, tais como hiperatividade, aumento de agressividade e déficit de atenção;
6) Alterações no comportamento sexual;
7) Aumento da susceptibilidade ao vício de drogas.
8) Alterações tireoideanas

Embora os riscos inerentes à exposição ao BPA sejam no desenvolvimento fetal, bebês, crianças e mulheres grávidas, há também uma grande preocupação com os efeitos dessa substância em adultos.
Tem sido relatado em estudos científicos que o bisfenol-A pode estar relacionado com doença cardiovascular, diabetes, obesidade e disfunção hepática.

Os principais estudos realizados até o momento mostram que o BPA pode se ligar a 3 principais receptores:
1) receptores estrogênicos (levando a produção de estrogênios: estradiol, estriol, estrona),
2) receptores androgênicos (levando a produção de testosterona , dehidroepiandrosterona (DHEA), androstenediona (Andro), dihidrotestosterona (DHT): 
3) Receptores dos hormônios tireoideanos (levando a mimetizar a ação dos hormônios tireoideanos que são o Triiodotironina (T3) e a Tetraiodotironina (T4).

Ao se ligar a um receptor pode ter uma maior ou menor afinidade, além de se ligar de forma incompleta e com isso não ocorrer uma ativação semelhante aos hormônios naturais. Tais ativações podem levar ao surgimento de inúmeros distúrbios, principalmente hormonais. Por isso o BPA é considerado um disruptor endócrino (ou desregulador).

Vejamos abaixo alguns estudos:

Distúrbios metabólicos: Em 2008 o American Journal of American Medical Association publicou um artigo sobre os riscos metabólicos do BPA. Para acessar: http://jama.ama-assn.org/content/300/11/1353.full

Obesidade: Foi mostrado, através de dados do National Health and Nutrition Survey (NHANES) 2003/04 que altas concentrações de BPA estavam associadas com diagnóstico de doenças cardiovasculares e diabetes.  Sendo lipofílico, pode ser armazenado no tecido adiposo. Uma vez que a obesidade torna-se epidêmica e que fatores ambientais estão fortemente ligados a esses dados, acredita-se que o BPA possa estar fortemento ligado.  O BPA é comumente descrito pela sua atividade estrogênica. Além de se ligar aos receptores nucleares de estrógeno alfa e beta, ele interage com uma série de outros receptores de estrógenos não clássicos, alguns com alta afinidade. Ele também atua como antagonista de receptor de andrógenos e interage com receptores de hormônios tireoidianos.  Alguns estudos em animais já conseguem traçar um caminho para o entendimento da relação do BPA com a obesidade. Doses muito baixas oferecidas a animais durante o desenvolvimento exercem alguns efeitos. Ratos e camundongos mostraram peso corporal aumentado quando expostos a baixas dosagens de BPA no período pré-natal e neonatal. Alguns resultados mostram que esse aumento no peso é relacionado ao gênero, ao passo que outros relatam efeitos em ambos os sexos. Essa diferença pode estar relacionada com o tempo de exposição e com a dose.
Estudos in vitro com BPA fornecem evidências de seu papel no desenvolvimento da obesidade, podendo sugerir alvos específicos. O BPA faz com que as células 3T3-L1 (fibroblastos de camundongos que podem se diferenciar em adipócitos) aumentem sua taxa de diferenciação, e em combinação com a insulina, acelera a formação de adipócitos. Outros trabalhos in vitro mostram que baixas doses de BPA prejudicam a sinalização do cálcio nas células pancreáticas, atrapalham o funcionamento da célula beta e causam resistência à insulina. Baixas dosagens experimentais também podem inibir a síntese de adiponectina e estimular a liberação de adipocinas inflamatórias como interleucina-6 (IL-6) e fator de necrose tumoral alfa (TNF-α) do tecido adiposo humano, sugerindo seu papel na obesidade e síndrome metabólica.
Entretanto, estudos com humanos ainda são escassos e a amostragem utilizada é pequena. Um estudo com 296 italianos mostrou que a excreção diária de BPA associou-se com aumento de concentração sérica de testosterona total em homens. Porém, outro estudo analisou a relação entre hormônios tireoidianos e reprodutivos e concentração urinária de BPA em 167 homens em uma clínica de infertilidade. Observou-se relação inversa entre concentração de BPA e índices de testosterona livre, estradiol e hormônio tireoestimulante (TSH). Quando os níveis de hormônios androgênicos foram avaliados em mulheres eumenorreicas, mulheres com SOP e homens, observou-se diferenças entre os gêneros, possivelmente devido à diferença nos níveis de atividade da enzima relacionada ao androgênio. Ainda, demonstrou-se que concentrações sérias de BPA estavam associadas com aumento dos andrógenos, o que não ocorreu com níveis de estradiol, hormônios luteinizantes (LH) e folículo estimulante (FSH). Dados parecidos foram encontrados por Takeuchi e colaboradores, em trabalho feito com mulheres com e sem disfunção ovariana.
Diante do conteúdo exposto, pode-se concluir que ainda faltam informações precisas, esclarecendo a relação do bisfenol A na etiologia da obesidade, tanto na exposição pré-natal quanto na vida adulta. Estudos em humanos estão limitados a amostras pequenas e em sua maioria avaliam a excreção urinária de BPA em um único momento do dia.

Diabetes: Um estudo recentemente publicado na (Nature Reviews Endocrinology) associou o BPA ao risco de Diabetes mellitus tipo 2. A conclusão surgiu após a revisão de mais de 90 estudos que envolvem o BPA e outros componentes químicos tóxicos ao organismo.  Roedores alimentados com uma dieta acrescida de BPA desenvolveram resistência à insulina e perderam a capacidade de manter níveis normais de glicose (um sinal de alerta para o desenvolvimento do diabetes tipo 2). 
Um dos estudos feito em 2010 indicou que ratas prenhas transmitiram esse risco aos filhotes.
Pesquisas similares envolvendo seres humanos apresentaram poucos resultados consistentes. Porém, uma análise feita nos EUA entre 2003 e 2004 com quase 1.500 pessoas mostrou que indivíduos com presença de BPA na urina tinham cerca de três vezes mais risco de ter diabetes tipo 2. Embora os autores digam que são necessários estudos epidemiológicos mais amplos para estabelecer a conexão entre o BPA e a doença, eles argumentam que já existe evidência suficiente para recomendar que a substância seja evitada. Para acessar: http://www.nature.com/nrendo/journal/vaop/ncurrent/full/nrendo.2011.56.html

Doenças cardiovasculares: Pesquisadores da Universidade de Exeter e Peninsula Medical School descobriram mais evidências de uma ligação entre a exposição ao BPA e doença cardiovascular.  A pesquisa (Association of Urinary Bisphenol A Concentration with Heart Disease: Evidence from NHANES 2003/06) avaliou dados do estudo populacional NHANES 2005-2006, relativo aos EUA e seus resultados foram publicados pela revista online, PlosOne. Para acessar:  http://www.ecodebate.com.br/2010/01/19/estudo-confirma-ligacao-do-bisfenol-abpa-a-doencas-cardiovasculares-em-adultos-por-henrique-cortez

Distúrbios psiquiátricos: De acordo com reportagem (BPA in the womb shows link to kids’ behavior) de Janet Raloff, na edição online do Science News, de 06/10/2009, as meninas que tiveram exposição pré-natal ao BPA, no início da gravidez, mostraram-se mais agressivas que os meninos, além de índices maiores de ansiedade. De acordo com o Science News, esta é a primeira pesquisa a associar a exposição a um contaminante ambiental aos problemas de comportamento diferenciado por gênero. Para acessar: http://www.sciencenews.org/view/generic/id/48065/title/Science_%2B_the_Public__BPA_in_the_womb_shows_link_to_kids%E2%80%99_behavior

Distúrbios sexuais: Testes conduzidos em uma espécie de camundongo selvagem indicaram novos riscos para o ambiente, e talvez para a saúde, ligados ao BPA. O consumo de níveis supostamente seguros da molécula fez com que camundongos machos ficassem com sua capacidade de localização espacial prejudicada. Além disso, as fêmeas da espécie passaram a esnobá-los, como se soubessem que havia algo de errado com os bichos. Os achados estão na revista "PNAS", da Academia Nacional de Ciências dos EUA, e foram obtidos por Cheryl Rosenberg e seus colegas da Universidade do Missouri.  Os pesquisadores demonstram cautela na hora de relacionar os resultados com possíveis efeitos sobre meninos humanos, mas afirmam que é preciso levá-los em conta e continuar os estudos.

Asma: No estudo (Maternal Bisphenol A Exposure Promotes the Development of Experimental Asthma in Mouse Pups), pesquisadores expuseram ratas prenhas ao BPA, em dosagens proporcionais a uma mulher grávida, ao longo da gestação e do período de amamentação, identificando que a exposição aumentou o risco do desenvolvimento de asma. A pesquisa foi publicada na edição de fevereiro da revista Environmental Health Perspectives. Para acessar: http://ehsehplp03.niehs.nih.gov/article/fetchObjectAttachment.action?uri=info%3Adoi%2F10.1289%2Fehp.0901259&representation=PDF

Efeito neurotóxico: Pesquisadores da Yale School of Medicine comprovaram que o bisfenol-A (BPA) pode afetar primatas, tendo observado que ele produziu danos neurológicos em macacos. É a primeira evidência de que o BPA pode afetar a saúde de primatas e, por consequência, também os humanos. A pesquisa foi publicada na edição online da PNAS, Proceedings of the National Academy of Sciences. O estudo “Bisphenol A prevents the synaptogenic response to estradiol in hippocampus and prefrontal cortex of ovariectomized nonhuman primates“, publicado na revista online PNAS, 10.1073/pnas.0806139105, está disponível para acesso integral no formato HTML. Para acessar o estudo clique aqui. Para acessar: http://www.pnas.org/content/105/37/14187.full

Câncer de mama: Estudo (State of the Evidence The Connection Between Breast Cancer and the Environment) sugere que produtos químicos encontrados em praticamente tudo, de pesticidas aos plásticos para produtos de higiene pessoal, ‘imitam’ ou alteram o hormônio estrógeno. Dentre estes produtos químicos destacam-se os controversos ftalatos e o BPA.
Os pesquisadores analisaram 400 estudos epidemiológicos e experimentais. De acordo com a pesquisa, a exposição a substâncias químicas comuns encontradas em garrafas plásticas de água, mamadeiras e embalagens de alimentos podem ser ligados ao desenvolvimento de câncer de mama, ao longo da expectativa de vida. Para acessar: http://www.ijoeh.com/index.php/ijoeh/article/view/858

Outros tipos de cânceres: Uma outra pesquisa recente (Oral Exposure to Bisphenol A Increases Dimethylbenzanthracene-Induced Mammary Cancer in Rats) realizada na Universidade do Alabama em Birmingham (UA), agrega novas informações e preocupações. O Dr. Coral Lamartiniere, descacado toxicologista e cientista sênior no Comprehensive Cancer Center, da UA, concluiu que os baixos níveis de BPA, quando administrados via oral a roedores, causou tumores e alterações genéticas compatíveis com fases iniciais de câncer. Para acessar: http://www.ehponline.org/members/2009/11751/11751.pdf

Alterações cromossomiais: De acordo com pesquisa da Escola de Medicina de Harvard, o BPA causa a infertilidade em vermes podendo matar embriões. A exposição ao químico também danificou a integridade de cromossomos e causou a morte de células. Cromossomos do grupo de controle permaneceram normais, já os cromossomos no grupo exposto ao BPA se apresentaram frágeis e fragmentados. A consequência foi a morte de embriões e vermes menos férteis na pesquisa publicada na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences. Para acessar: http://www.otaodoconsumo.com.br/perigos-do-bpa/harvard-diz-que-bisfenol-a-tambem-compromete-a-formacao-de-cromossomos

Síndrome do ovário policísticos: Recente estudo feito pela Escola Médica de Athenas e enviado para publicação na edição de Março do Jornal de Endocrinologia clínica e Metabolismo, evidenciou altos níveis de BPA em mulheres com síndrome do ovario policístico (SOP) quando comparado ao grupo  de mulheres sadias (grupo controle).  Além dos níveis de BPA elevados, também foram detectados altas concentrações de testosterona e androstenediona. O aumento da produção de androgênios, como é vista na SOP interfere na detoxificação do BPA pelo fígado, levando ao acúmulo de BPA no sangue. A conclusão final do estudo foi que o BPA-A pode ser mais prejudicial às mulheres que já apresentam desequilíbrios hormonais e alterações relacionadas à fertilidade, como os encontrados na SOP. O coordenador da pesquisa foi categórico ao firmar que portadoras de SOP devem estar cientes dos riscos potenciais do BPA, evitando o consumo diário de alimentos ou bebidas armazenadas em recipientes de plástico.

Endometriose: Com relação à Endometriose, o principal estudo feito até o momento foi publicado em 2009, nele investigaram as concentrações séricas de BPA-A e BPA-B no sangue de 58 mulheres com endometriose e 11 mulheres férteis sem a doença. O Bifesnol foi encontrado em 63,8% das mulheres com endometriose, porém nenhuma das mulheres do grupo controle tinham BPA no sangue, o que sugere uma importante relação entre a exposição ao bisfenol A ou B e a endometriose.
A interação entre o BPA com o receptor do hormônio estrogênio parece ativar a produção de um tipo de estrogênio, o 17-beta-estradiol e também aumenta a ação de uma enzima chamada aromatase, que leva a formação de mais estrogênios. Por outro lado, como os pesquisadores gregos afirmaram, o BPA também leva ao aumento da produção de androgênios.

Infertilidade masculina e disfunção erétil: Há diversos estudos mostrando que a exposição ao BPA diminui a contagem de espermatozóides de camundongos, além de inteferir na ereção. Uma pesquisa recente feita com 130 operários chineses expostos diariamente a altos níveis BPA e outros 88 trabalhadores livres dessa substância revelou que os primeiros apresentavam baixa contagem de esperma entre duas e quatro vezes mais que o segundo grupo. Já uma pesquisa inédita, realizada por pesquisadores da University of Michigan, Harvard School of Public Health e Massachusetts General Hospital, sugere que o bisfenol-A pode afetar os níveis de hormônios em seres humanos de maneira semelhante às alterações, já comprovadas, em animais.
O estudo mediu a concentração de bisfenol-A na urina de 167 homens recrutados através de uma clínica de infertilidade em Massachusetts e determinou os níveis de hormônio no sangue. Os pesquisadores descobriram que homens com maior taxa de BPA no sangue tinham também uma maior taxa de hormônio estimulante folicular (FHS) e menores taxas de foliculina. Elevadas taxas de FSH e baixas taxas de foliculina já foram associadas a uma menor qualidade de esperma em humanos. A pesquisa ainda mostrou uma redução na proporção entre estrogênio e testosterona, possivelmente, refletindo uma anormalidade na produção ou eliminação desses hormônios. Além disso, uma menor taxa do hormônio estimulante da tiróide foi observada quando os números de múltiplas análises de BPA foram feitas para estudar a exposição, sugerindo uma excessiva produção do hormônio da tiróide (conhecido como efeito hipertireoidite). Os resultados desse estudo são apoiados por estudos feitos com animais que mostram níveis de hormônios alterados pela exposição ao BPA. Para acessar: http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2009/11/10/AR2009111017411.html

Prevenção

Talvez a prevenção seja a principal parte. Muitos dos meus pacientes que acompanham meu blog ficam preocupados com o tema devido a quantidade de artigos que posto sobre. Felizmente quase que semanalmente estão sendo publicados artigos sobre o BPA e com isso os pacientes chegam afoitos ao consultório pra dosar BPA e descobrir maneiras de não se contaminar. Como a dosagem de BPA só se faz em grandes centros de pesquisa, não é usual na prática-clínica, infelizmente.

Portanto a melhor maneira é a prevenção de uma nova contaminação. Como o BPA é um composto utilizado na fabricação do policarbonato, um tipo de plástico, a maioria dos utensílios de plástico o tem na sua composição, visto que quando adicionado ao policarbonato confere transparência e maior rigidez. Ele também é encontrado no forro interno de enlatados (bebidas e alimentos) a fim de se evitar a ferrugem, materiais dentários (selantes dentais) , materiais automotivos e até mesmo no papel de extratos bancários.

Tenho 9 dicas principais para evitar a contaminação:

1) Optar por produtos orgânicos;

2) Limpar (tirar o pó) da casa frequentemente evitando exposição a produtos químicos quem além de terem o BPA podem levar na composição inúmeros contaminantes ambientais que não possuem estudos bem estabelecidos relacionados a nocividade para saúde humana;

3) Lavar bem as mãos antes de comer;

4) Escolher os produtos de higiene que contenham menos ingredientes tóxicos;

5) Substituir talheres e recipientes de plástico (tapware, garrafas) ou alumínio pelos de aço inox (no caso dos talheres) ou vidro;

6) Evitar utilizar plásticos, optanto sempre que possível por utensílios de vidro (são mais ecologicamente corretos, pelo vidro ser 100% reciclável). No fundo dos recipientes há geralmente o número que identifica quais componentes entraram na composição daquele plastico, o número do BPA é o 7 ou as letras PC.

7) Evitar aquecer no fogão ou microondas recipientes de plástico que contenham bebida ou alimento dentro. 

8) Mamadeiras, chupetas e copos de plástico que estejam arranhados devem ser descartados pois segundo estudos há maior risco de liberarem o BPA. O plástico quando aquecido libera mais facilmente o BPA. Se a criança utiliza mamadeiras, utilize as versões sem BPA.

 9) Evite Congelar alimentos em recipientes de plástico, facilita a liberação do BPA.




Compulsão por doces, como controlar


A compulsão por doces é um problema sério que traz inúmeros prejuízos à saúde das pessoas. Confira dicas que prometem mudar a vida de quem sofre desse problema.

A maioria das pessoas gosta de comer guloseimas, o que é perfeitamente natural. Entretanto, em algumas situações, isso pode se tornar um problema e trazer vários prejuízos à saúde, como acontece com indivíduos portadores de compulsão por doces.

Contornar a situação e acabar de vez com esse mal pode ser um tanto quanto complicado. Contudo, existem algumas dicas que podem ajudar nesse momento. Saiba como controlar a compulsão por doces.

1. Faça um diário alimentar
A primeira medida a ser tomada por quem desconfia que está abusando na quantidade de doces ingerida, é manter um diário alimentar, que deve contar todos os produtos que são comidos no decorrer do dia, com os devidos horários e quantidades. Essa é a melhor maneira do paciente se conscientizar de que algo está saindo do controle.

2. Opte pelo doce certo
As guloseimas feitas a partir de castanhas e frutas são as melhores, pois além de acabar com a vontade de comer doce, as fibras e gorduras boas presentes nesse alimento diminuem a velocidade com que o açúcar será absorvido no organismo. O resultado é que a glicose acaba sendo liberada aos poucos no organismo, mantendo o desejo por doces sob controle e prevenindo novos ataques.

3. Prefira os sabores fortes
Produtos com o sabor acentuado, como no caso do chocolate meio amargo e da mousse de maracujá e limão, além de apresentarem altas concentrações de antioxidantes, possuem menos açúcar, que é o responsável por estimular a vontade de comer mais.

4. Coma na hora certa
A melhor hora para comer doce é logo após as refeições, pois, por incrível que pareça, é nesse momento que as guloseimas engordam menos. Acontece que as fibras presentes na refeição atuam diminuindo a absorção de açúcar. Outro momento bastante propício é uma hora antes da academia, pois todas as calorias serão queimadas no treino.

5. Fracione as porções e não coma sozinho
Uma dica bem prática para evitar comer demais, é deixar para acabar com aquela guloseima deliciosa quando estiver acompanhada dos amigos. Repartindo o doce com a turma é possível experimentá-lo sem o risco de cair em tentação e exagerar.

6. Acabe com os doces da dispensa
Passar vontade e ser obrigado a conviver com a tentação é uma grande oportunidade para exagerar nos doces. Uma dica simples é acabar de vez com todo o estoque de guloseimas escondidos pela casa. Não vale usar a desculpa de comprar os produtos para o filho ou outro membro da família!

7. Realize substituições inteligentes
É fundamental se alimentar bem desde o café da manhã até o jantar, pois, manter os níveis glicêmicos dentro da normalidade é uma maneira simples de controlar a compulsão por doces, ao passo que ter picos glicêmicos, seguidos por períodos de baixa glicemia, aumenta a vontade de comer açúcar. A dica é incluir alimentos doces, como frutas frescas ou desidratadas, chocolate meio amargo, aveia e mel, geleia e gelatina, ao invés das bombas calóricas como os bolos e sorvetes.

Fonte: http://www.mundodastribos.com/compulsao-por-doces-como-controlar.html

Estudo revela toxicidade alarmante dos transgênicos


Os ratos alimentados com organismos geneticamente modificados (OGM) morrem antes e sofrem de câncer com mais frequência do que os demais, destaca um estudo publicado nesta quarta-feira pela revista 'Food and Chemical Toxicology', que considera os resultados 'alarmantes'. 

'Os resultados são alarmantes. Observamos, por exemplo, uma mortalidade duas ou três vezes maior entre as fêmeas tratadas com OGM. Há entre duas e três vezes mais tumores nos ratos tratados dos dois sexos', explicou à AFP Gilles-Eric Seralini, professor da Universidade de Caen, que coordenou o estudo. 

Para realizar a pesquisa, 200 ratos foram alimentados durante um prazo máximo de dois anos de três maneiras distintas: apenas com milho OGM NK603, com milho OGM NK603 tratado com Roundup (o herbicida mais utilizado do mundo) e com milho não alterado geneticamente tratado com Roundup. 


Os dois produtos (o milho NK603 e o herbicida) são propriedade do grupo americano Monsanto. 


Durante o estudo, o milho fazia parte de uma dieta equilibrada, em proporções equivalentes ao regime alimentar nos Estados Unidos. 


'Os resultados revelam uma mortalidade muito mais rápida e maior durante o consumo dos dois produtos', afirmou Seralini, cientista que integra ou integrou comissões oficiais sobre os alimentos transgênicos em 30 países. 


'O primeiro rato macho alimentado com OGM morreu um ano antes do rato indicador (que não se alimenta com OGM), enquanto a primeira fêmea, oito meses antes. No 17º mês foram observados cinco vezes mais machos mortos alimentados com 11% de milho (OGM)', explica o cientista. 


Os tumores aparecem nos machos até 600 dias antes de surgirem nos ratos indicadores (na pele e nos rins). No caso das fêmeas (tumores nas glândulas mamárias), aparecem, em média, 94 dias antes naquelas alimentadas com transgênicos. 


Os pesquisadores descobriram que 93% dos tumores das fêmeas são mamários, enquanto que a maioria dos machos morreu por problemas hepáticos ou renais. 


O artigo da 'Food and Chemical Toxicology' mostra imagens de ratos com tumores maiores do que bolas de pingue-pongue. 


'Com uma pequena dose de Roundup, que corresponde à quantidade que se pode encontrar na Bretanha (norte da França) durante a época em que se espalha este produto, são observados 2,5 vezes mais tumores mamários do que é normal', explica Seralini. 


O diretor do estudo disse ainda que os transgênicos agrícolas são organismos modificados para resistir aos pesticidas ou para produzi-los e lembrou que 100% dos transgênicos cultivados em grande escala em 2011 foram plantas com pesticidas. 


'Pela primeira vez no mundo, um OGM e um pesticida foram estudados por seu impacto na saúde a mais longo prazo do que haviam feito até agora as agências de saúde, os governos e as indústrias', disse o coordenador do estudo. 


Segundo Seralini, os efeitos do milho NK603 só foram analisados até agora em períodos de três meses. Alguns transgênicos já foram analisados durante três anos, mas nunca até agora com uma análise em tal profundidade, segundo o cientista. 


Também é a primeira vez, segundo Seralini, que o pesticida Roundup foi analisado em longo prazo. Até agora, somente seu princípio ativo (sem seus coadjuvantes) havia sido analisado durante mais de seis meses. 


'São os melhores testes que podem ser realizados antes dos testes em humanos', explicou ainda. 


O estudo foi financiado pela Fundação CERES, bancada em parte por cerca de 50 empresas, algumas delas do setor da alimentação que não produzem OMG, assim como pela Fundação Charles Leopold Meyer pelo Progresso da Humanidade



Link pro artigo na íntegra: http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0278691512005637

Fonte: http://www.rac.com.br/noticias/mundo/145688/2012/09/19/estudo-revela-toxicidade-alarmante-dos-transgenicos.html

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Espinafre pode combater sintomas de demência


Espinafre pode combater a demência. Pesquisadores da Universidade de Ulm, na Alemanha, descobriram uma ligação entre baixa taxa de vitamina C, betacaroteno e a demência. A verdura, portanto, assim como cenouras e damascos, alimentos ricos em antioxidantes, foi considerada o alimento ideal para reverter os sintomas.

Os cientistas estudaram as diferenças entre 74 pessoas com Alzheimer e 158 saudáveis. Os participantes, entre 65 e 90 anos de idade, passaram por testes neuropsicológicos, responderam a perguntas sobre seus estilos de vida e tiveram o sangue examinado, além do índice de massa corporal calculado.

A equipe descobriu que a quantidade de vitamina C e betacaroteno era mais baixa em pacientes com demência. A mesma relação não foi encontrada em relação a outros antioxidantes como a vitamina E e o licopeno.

— Precisa-se de mais estudos para confirmar os resultados, mas as descobertas sugerem que frutas e verduras podem desempenhar um papel importante no combate à doença — garante Gabriele Nagel, autora do estudo.

Os sintomas de Alzheimer incluem perda de memória, falta de orientação e declínio cognitivo, causados por alterações no cérebro como a perda das sinapses

Fonte: http://oglobo.globo.com/saude/espinafre-pode-combater-sintomas-de-demencia-6072337

A insônia contemporânea


Vencer a insônia hoje está além de deitar e dormir poucos minutos depois. O grande desafio é manter o sono durante a noite toda. Dados de um estudo recente com dez mil pacientes conduzido por Thomas Roth, um dos principais especialistas em insônia, do Centro de Estudo do Sono do Hospital Henry Ford, mostram que a população que antes se queixava porque demorava para dormir, agora sofre por acordar várias vezes durante a noite. E isso também é classificado como insônia, mas poucos sabem. Em 1996, 47% da população americana acordava várias vezes à noite. Hoje, esta queixa ultrapassa os 60%. Estima-se que mais da metade das pessoas que sofrem de insônia não procuram ajuda médica, o que acendeu sinal de alerta para os especialistas.

— O conceito de insônia se modificou. Não é só a dificuldade de iniciar o sono, mas também a sua manutenção. O problema é que as pessoas acham normal acordar não restaurado, não descansado e iniciar o dia sem energia para encarar a jornada que está por vir — afirma a neurologista Andrea Bacelar, vice-presidente da Associação Brasileira do Sono.

Ao não procurar tratamento, a pessoa subestima o que a falta de um sono pleno faz no organismo. Quando não se dorme bem, as doenças degenerativas aparecem precocemente, assim como o diabetes, a hipertensão e os problemas de tireoide. A privação crônica de sono pode alterar o sistema imunológico, deixando a pessoa mais vulnerável a resfriados e gripes. E pode comprometer a eficácia da vacina para essas doenças. Quando se toma uma vacina, por exemplo, é preciso ter uma boa noite de sono para ela ter o efeito esperado.

Dormindo dá para perder peso, ainda que pouco: em média, meio quilo por noite. Sem dormir, engordamos. Outras razões para a falta de sono são a alimentação inadequada, o aumento da ansiedade, o sedentarismo e a evolução da tecnologia, que conecta as pessoas 24 horas por dias mas deixa pouco tempo para deitar a cabeça no travesseiro e descansar.

Estresse pode alterar o sono

A redução do tempo ou a privação de sono ainda aumentam a irritabilidade e a liberação de cortisol e ACTH (hormônios relacionados ao estresse) no organismo. Pesquisas realizadas em animais demonstraram que o estresse é capaz de alterar o sono de ratos.

— Acordar várias vezes durante a noite causa a mesma angústia que a dificuldade para iniciar o sono. Quando você só demora para dormir é uma coisa, mas, quando acorda muito no meio da noite, aí sim é necessária uma investigação precisa para saber quais são as causas. Problemas intrínsecos ao sono podem levar a um quadro de apneia — diz a neurologista Dalva Poyares, coordenadora de pesquisa do Instituto do Sono de São Paulo.

A insônia clássica, aquele velho problema de demorar para dormir, tem diminuído. Em 1996, 51% das pessoas tinham essa queixa, mas, de acordo com o estudo de Thomas Roth, o índice caiu para 39%. Já a insônia associada a outras doenças aumenta os motivos para despertar durante a madrugada e resulta numa noite maldormida.

— Se a pessoa tem transtorno de ansiedade ou fibromialgia, por exemplo, pode pegar no sono, mas desperta várias vezes. Ou então fica no sono superficial, aquele que não se aprofunda. Ouve o cachorro latir, uma porta se abrir, se alguém entra no quarto — diz Andrea Bacelar.

Falta de concentração e angústia

O consultor Danilo Tovo, de 42 anos, apesar de conviver com a insônia durante anos, pensava que era algo passageiro. Só resolveu procurar ajuda médica em novembro do ano passado, depois que a dificuldade de concentração, a irritação, a angústia e problemas de memória passaram a fazer parte do seu dia a dia. Demorou cinco anos para tomar a iniciativa.

— As pessoas na minha família dormem pouco. Com o passar do tempo senti o peso de um sono comprometido, fiquei refém — conta.

O neurologista Luciano Ribeiro, que também trabalha no Instituto do Sono, alerta que três meses de insônia já são tempo suficiente para procurar um médico.— Infelizmente, o paciente chega ao especialista orientado por outro profissional não especializado, inclusive tendo tomado medicamentos inadequados ao quadro. O tratamento inclui mudanças de hábitos e, às vezes, remédios — explica Ribeiro.

Levantamentos científicos mostram que, em média, 30% dos adultos com dificuldades para dormir relatam ter procurado ajuda profissional para esse problema. E somente 19% dos adultos com problemas relativos ao sono que procuraram um profissional de saúde foram à consulta especificamente para discutir as dificuldades para dormir.

— Outros estudos internacionais revelam que as pessoas com dificuldade em iniciar e manter pelo menos seis horas de sono por dia têm quatro vezes mais riscos de morrer mais cedo. Se a insônia for associada ao diabetes e à hipertensão, esse risco relativo aumenta para sete vezes — acrescenta Andrea Bacelar.

As estatísticas mostram ainda que as mulheres sofrem mais de insônia do que os homens. São três mulheres para cada homem. Não se sabe quais são os motivos reais, porém, segundo Dalva Poyares, uma pista pode estar no fato de a mulher ser mais suscetível ao estresse:

— A estratégia do organismo masculino para lidar com o estresse é diferente da do feminino. A mulher tende a ser mais preocupada, a pensar demais num assunto.

Fonte: http://oglobo.globo.com/saude/tortura-chinesa-na-cama-6034751

Sucos: Beba com moderação !


Todo consumo em excesso é prejudicial. A regra, que a princípio pode parecer aplicar-se apenas aos produtos industrializados, vale também para os alimentos naturais processados. Até entre os aparentemente mais inofensivos, como os sucos de frutas. Estudos recentes reforçam a associação do consumo excessivo desses sucos à síndrome metabólica, condição que pode causar aumento nos triglicérides, acúmulo de gordura abdominal e, consequentemente, obesidade, principalmente em crianças.

O suco de fruta não precisa fazer parte da alimentação. É o que sugere a nutricionista Valéria Mortara. Segundo ela, o suco é dispensável em várias situações. Para acompanhar a refeição, nenhuma bebida é recomendada, já para a hidratação do corpo e para tomar no período entre as refeições, a melhor opção é a água.

Ela também desaconselha a administração dos sucos como forma de ingestão de frutas. E explica a razão: no suco geralmente se coloca uma grande quantidade da fruta, açúcar, e peneirando a fruta, acabam sendo retiradas as fibras, que são a "parte boa" da fruta.

O principal fator causador da síndrome metabólica, para Mortara, é a ingestão de frutose acima da quantidade que o organismo consegue metabolizar. "A associação do suco com problemas metabólicos se deve à grande quantidade de frutas. Você não faz, por exemplo, um suco de abacaxi com apenas uma rodela da fruta. Ou seja, geralmente são volumes grandes de suco feitos com mais de uma porção de fruta", exemplifica.

O endocrinologista Guilherme Marquezin explica que a frutose se comporta no organismo de um jeito diferente. "Segue uma via metabólica que diverge da do açúcar de cana, por exemplo, ou de outras substâncias", afirma. Por conta dessa metabolização diferenciada, diz ele, o corpo tende a aumentar o estoque de frutose, na forma de gordura. "Leva ao aumento dos triglicerídios e também aumenta a resistência à insulina, que é o primeiro passo para a pessoa ter diabetes."

Segundo Marquezin, quanto mais natural, mais saudável o alimento será. "Geralmente quanto mais etapas de processamento você coloca entre a colheita e o consumo, mais você está piorando o alimento, ou seja, o melhor nesse caso seria a ingestão da fruta [in natura], e ainda assim, sem exageros."

Segundo a nutricionista Valéria Mortara, para as pessoas que não dispensam o suco na alimentação, uma boa pedida é bater a fruta com leite, fazendo uma vitamina. "Você pode usar isso como seu café da manhã. Essa vitamina, mais uma fatia de pão, está ótimo", sugere. Mas se a intenção é refrescar-se por conta do tempo seco, a dica são os refrescos, sempre na dose certa. "Limonada, suco de maracujá, laranjada ou suco de uva que são mais leves. O suco de uva, inclusive, vale muito a pena. Tem muitos elementos que são cardioprotetores, porém, não pode se entupir de suco de uva que aumenta, sim, os triglicerídios. Não é porque um alimento faz bem que você pode exagerar no consumo", lembra Mortara, que insiste: "Nada substitui a água".

Fonte: http://www.cfn.org.br/eficiente/sites/cfn/pt-br/site.php?secao=nutricaonamidia&pub=1228

8 mudanças no mundo provocadas pelo aquecimento global


Nos últimos 100 anos, as temperaturas globais tem aumentado de 0,74°C em média. Esta mudança parece mínima, mas está acontecendo muito rapidamente – mais da metade desde 1979, de acordo com o Painel Intergovernamental de Mudança Climática.
Apesar de ainda ser difícil determinar o papel das mudanças climáticas sobre qualquer evento meteorológico, as mudanças estão, sem dúvida, acontecendo. Veja aqui como o planeta, as pessoas e outros seres vivos estão respondendo ao aquecimento global:
8 – MOVENDO OS EXÉRCITOS PARA O NORTE
Conforme o gelo ártico se abre, o mundo se volta para os recursos da região. De acordo com o U.S. Geological Survey, 30% do gás natural ainda não descoberto e 13% das reservas de óleo não descoberto mundiais estão no Ártico.
O resultado direto é que as ações militares na região estão esquentando, com os Estados Unidos, Rússia, Dinamarca, Finlândia, Noruega, Suécia e Canadá mantendo conferências sobre a segurança regional e problemas de fronteira.
Várias nações, incluindo o EUA, estão também fazendo exercícios militares no extremo norte, preparando-se para um aumento nas atividades de controle de fronteira e resposta a desastre, em um Ártico mais agitado.
7 – ALTERAÇÃO NAS ESTAÇÕES DE ACASALAMENTO
Conforme as temperaturas se alteram, os pinguins estão mudando suas estações de acasalamento também. Um estudo em março de 2012 descobriu que os pinguins-gentooestão se adaptando mais rapidamente a um clima mais aquecido, por que eles não são tão dependentes do gelo marinho para acasalamento como outras espécies.
E não são só os pinguins que parecem estar respondendo às mudanças climáticas. Abrigos de animais nos EUA notaram um aumento no número de gatos de rua e filhotes, devidos a estações de acasalamento mais longas para os felinos.
6 – MUDANÇAS EM REGIÕES ALTAS
Uma diminuição na queda de neve no topo das montanhas está permitindo aos alces se alimentarem em locais mais elevados no inverno todo, contribuindo para um declínio nas plantas sazonais.
Os alces têm destruído árvores como os carvalhos silvestres e faias, o que leva a um declínio nas aves canoras, que dependem destas árvores para habitat.
5 – ALTERAÇÕES NOS LUGARES PREDILETOS DE THOREAU
O escritor Henry David Thoreau documentou de forma lírica a natureza em Concord, Massashussets e arredores. Lendo os diários, os pesquisadores constataram o quanto a primavera foi alterada no último século.
Se comparado com o final dos anos 1800, as datas das primeiras floradas para 43 das espécies mais comuns de plantas na área tem se adiantado uma média de 10 dias. Outras plantas simplesmente desapareceram, incluindo 15 espécies de orquídeas.
4 – MUDANÇAS NA ALTA-ESTAÇÃO DE PARQUES NATURAIS
Qual é a época do ano mais movimentada para ver o Grand Canyon? A resposta tem mudado com o passar das décadas, conforme a primavera tem começado cada vez mais cedo.
O auge das visitas nos parques nacionais dos EUA tem se adiantado mais de quatro dias, em média, desde 1979. Atualmente, o maior número de visitantes ao Grand Canyon acontece no dia 24 de junho, comparado com o dia 4 de julho em 1979.
3 – MUDANÇAS GENÉTICAS
Até mesmo as moscas das frutas estão sentindo o calor. De acordo com um estudo de 2006, os padrões genéticos das moscas das frutas normalmente encontradas em latitudes mais quentes estão começando a aparecer com maior frequência em latitudes maiores.
De acordo com a pesquisa, os padrões genéticos da Drosophila subobscura, uma mosca das frutas comum, estão mudando de forma que as populações estão parecendo um grau mais próximas do equador do que realmente estão.
Em outras palavras, os genótipos estão se deslocando de forma que uma mosca no hemisfério norte tem um genoma que se parece mais com uma mosca de 120 a 161 quilômetros mais ao sul.
2 – AFETANDO URSOS POLARES
Filhotes de ursos polares estão sofrendo para nadar distâncias cada vez maiores em busca de icebergs estáveis, de acordo com um estudo de 2011.
A rápida perda de gelo ártico está forçando os ursos a nadarem às vezes até mais de 12 dias de cada vez. Os filhotes de ursos adultos que tem que nadar mais de 48 quilômetros têm uma taxa de mortalidade de 45%, comparados com 18% dos filhotes que têm que nadar distâncias menores.
1 – MAIS ESPÉCIES MÓVEIS
Espécies estão se dispersando de seus habitats nativos a uma taxa sem precedentes: 17,6 km por década, em direção aos polos.
Áreas onde a temperatura está aumentando mais têm as maiores dispersões de espécies nativas. O rouxinol de Cetti, por exemplo, tem se mudado para o norte nas últimas duas décadas mais de 150 km.[Live Science]

Fonte: http://hypescience.com/8-mudancas-no-mundo-provocadas-pelo-aquecimento-global/?utm_source=dlvr.it&utm_medium=twitter

Uso de maconha pode aumentar o risco de câncer de testículo


esquisadores da Universidade do Sul da Califórnia (USC), nos EUA, encontraram uma ligação entre o uso de maconha e um risco maior de desenvolver subtipos de câncer testicular que tendem a ter um prognóstico pior.

Os resultados sugerem que os potenciais efeitos cancerígenos da maconha nas células testiculares devem ser considerados não só em decisões pessoais a respeito do uso recreativo de drogas, mas também quando a maconha e os seus derivados são utilizados para fins terapêuticos em pacientes jovens do sexo masculino.

A líder da pesquisa, Victoria Cortessis e seus colegas examinaram o histórico de uso de drogas em 163 jovens diagnosticados com câncer de testículo e comparou-o com o de 292 homens saudáveis da mesma idade e raça / etnia.

Os pesquisadores descobriram que os homens com um histórico de uso de maconha tinham duas vezes mais probabilidade de ter subtipos de câncer de testículo chamados tumores de células não-seminoma e misto germinativas. Estes tumores geralmente ocorrem em homens mais jovens e têm um prognóstico um pouco pior do que o subtipo seminoma.

As conclusões do estudo confirmam os resultados de dois relatórios anteriores que sugeriam uma possível ligação entre o uso de maconha e o câncer de testículo.

"Não sabemos o que a maconha desencadeia nos testículos que pode levar ao câncer, embora especulemos que a droga atue através do sistema endocanabinoide, a rede celular que responde ao ingrediente ativo da maconha, uma vez que este sistema tem-se mostrado importante na formação de esperma", afirma Cortessis.

A equipe descobriu ainda que os homens com um histórico de uso de cocaína tiveram um risco reduzido de ambos os subtipos de câncer de testículo. Embora seja desconhecido como a cocaína pode influenciar o risco de câncer de testículos, os autores suspeitam que a droga mata as células produtoras de espermatozoides, uma vez que tem mostrou esse efeito em animais testados.

"Uma vez que este é o primeiro estudo em que uma associação entre o uso de cocaína e menor risco de câncer de testículo é observada, estudos adicionais epidemiológicos são necessários para validar os resultados", conclui Cortessis.

Fonte: http://www.isaude.net/pt-BR/noticia/30786/geral/-uso-de-maconha-pode-aumentar-o-risco-de-cancer-de-testiculo

Fazer hora extra aumenta o risco de doenças cardíacas em até 80%



Fazer hora extra aumenta o risco de doenças cardíacas em até 80%. É o que revela estudo do Finnish Institute of Occupational Health.

O trabalho sugere que o excesso de trabalho provoca estresse, aumento da pressão arterial, leva a dietas pouco saudáveis e à falta de exercício, que podem culminar no problema cardíaco prematuro. As informações são do jornal Daily Mail.

Os pesquisadores revisaram 12 estudos com data desde 1958 até os dias de hoje, envolvendo um total de 22 mil pessoas de todo o mundo.

A análise descobriu que aqueles que trabalharam mais de oito horas por dia tinham uma chance de 40 a 80% maior de doença cardíaca.

A dimensão do aumento do risco cardíaco variou dependendo da forma como cada estudo foi realizado.

Os efeitos foram mais pronunciados quando os participantes foram questionados sobre o9 período de trabalho, mas quando os pesquisadores acompanharam de perto as horas de trabalho, o aumento do risco de doença cardíaca foi de cerca de 40%.

Segundo a líder da pesquisa Marianna Virtanen, os efeitos podem ser devido à exposição prolongada ao estresse. Outras causas podem ser maus hábitos alimentares e a falta de exercício devido ao tempo de lazer restrito.

A equipe conclui que, a longo prazo, o efeito das horas extras sobre a saúde dos trabalhadores pode ser devastador.

Fonte: http://www.isaude.net/pt-BR/noticia/30836/geral/fazer-hora-extra-aumenta-o-risco-de-doencas-cardiacas-em-ate-80

Consumo excessivo de bebida alcoólica pode causar AVC hemorrágico


Pessoas que consomem mais de três doses de bebidas alcoólicas por dia têm o mesmo risco de acidentes vasculares cerebrais (AVC) de indivíduos 15 anos mais velhos, de acordo com pesquisa publicada na revista Neurology.

A equipe avaliou 540 pessoas com idade média de 71 anos que tinham um tipo de derrame chamado hemorragia intracerebral e foram entrevistadas sobre seus hábitos de consumo.

"O consumo pesado de álcool tem sido identificado de forma consistente como fator de risco para este tipo hemorrágico de AVC, que é causado por um sangramento no cérebro, em vez de um coágulo de sangue como ocorre no AVC isquêmico", afirma Charlotte Cordonnier, da Universidade de Lille-Nord, na França.

Cerca de 25% dos participantes apresentaram comportamento de consumo pesado de álcool, ou consumo de três ou mais doses de bebidas alcoólicas por dia, o equivalente a 47,3 mililitros diários de álcool puro.

Os participantes também foram submetidos a exames cerebrais e seus prontuários médicos foram revisados.

Os resultados mostraram que aqueles que bebiam muito sofreram derrame aos 60 anos de idade, cerca de 14 anos antes da idade média de idade dos participantes que não faziam consumo pesado de álcool.

"Notamos que o consumo de grandes quantidades de álcool contribui para uma forma mais grave de AVC em idade precoce em pessoas sem histórico médico significativo", conclui Cordonnier.

Fonte: http://www.isaude.net/pt-BR/noticia/30812/geral/consumo-excessivo-de-bebida-alcoolica-pode-causar-avc-hemorragico

Contaminantes ambientais pioram memória e tolerância ao estresse em idosos


Contaminantes ambientais como o chumbo, cobre, zinco, cádmio e organoclorados pioram memória e tolerância ao estresse. Pesquisa desenvolvida com 130 idosos saudáveis revelou que aqueles que que tiveram níveis mais altos de determinados contaminantes ambientais no sangue se saiam pior em testes de estresse e de desempenho cognitivo. Normalmente esta substâncias eram usadas no passado como pesticidas.

Segundo a coordenadora da pesquisa e professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Deborah Suchecki, durante os testes, " todos apresentaram dosagens inferiores ao limite considerado seguro para a saúde humana. Ainda assim, o grupo com teores acima da mediana se saiu pior nos testes" , contou.

Nos testes para avaliar a memória de curto e de longo prazo, a atenção e a fluência verbal dos voluntários, as diferenças mais significativas foram percebidas nos idosos com níveis mais altos de chumbo, cobre e organoclorados.

O objetivo foi testar a hipótese de que a exposição a contaminantes ambientais, que atuam como desreguladores endócrinos, poderia explicar, pelo menos em parte, a grande variabilidade no desempenho cognitivo existente entre pessoas com mais de 60 anos.

A pesquisadora ressalta, porém, que os dados evidenciam a vulnerabilidade dos idosos aos efeitos dos contaminantes. " Em função da longa permanência das substâncias no organismo e da redução, durante o envelhecimento, da capacidade de compensar os prejuízos causados por agressores ambientais" , afirmou Juliana Nery de Souza Talarico, docente da Escola de Enfermagem da USP.

A pesquisa está sendo desenvolvida pelo Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em parceria com cientistas da Escola de Enfermagem e da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP) e da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O estudo vem sendo feito em parceria com um centro de pesquisa da Universidade de Montreal, no Canadá. " Lá foi avaliada uma amostra de 73 idosos. Embora o contexto sociocultural seja diferente, os resultados foram semelhantes" , disse a pesquisadora.

Fonte: http://www.isaude.net/pt-BR/noticia/30849/saude-publica/contaminantes-ambientais-pioram-memoria-e-tolerancia-ao-estresse-em-idosos

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Dormir menos de seis horas por noite aumenta risco de câncer de mama


A falta de sono está ligada ao aparecimento de cânceres de mama mais agressivos, de acordo com pesquisa do University Hospitals Case Medical Center, nos Estados Unidos.

O estudo é o primeiro a mostrar essa associação, assim como a ligação com uma maior probabilidade de recorrência do câncer.

A equipe de pesquisa, liderada por Cheryl Thompson, analisou registros médicos e respostas de exames de 412 pacientes na pós-menopausa com câncer de mama por meio de um teste amplamente utilizado para guiar o tratamento de câncer de mama em estágio inicial, que prevê a probabilidade de recorrência.

Todas as pacientes foram recrutadas no momento do diagnóstico e perguntadas sobre a duração média do sono nos dois anos anteriores.

Os pesquisadores descobriram que as mulheres que dormiam seis horas ou menos de sono por noite, em média, antes do diagnóstico apresentaram maior risco de recorrência do câncer de mama e maior risco de tipos agressivos da doença.

"Este é o primeiro estudo a sugerir que as mulheres que dormem menos podem desenvolver câncer de mama mais agressivos em comparação com mulheres que dormem mais horas", afirma Thompson.

"A curta duração do sono é um perigo para a saúde pública e leva não só à obesidade, diabetes e doenças do coração, mas também ao câncer. Intervenções eficazes para aumentar a duração e melhorar a qualidade do sono pode ser um caminho para reduzir o risco de desenvolver câncer de mama mais agressivos", concluem os pesquisadores.

Fonte: http://www.sissaude.com.br/sis/inicial.php?case=2&idnot=15962

Hormônio melatonina ajuda a inibir crescimento de tumor mamário


Estudo realizado por um grupo de pesquisadores em genética da Universidade Estadual Paulista (Unesp) revelou que a melatonina, hormônio secretado pela glândula pineal - localizada perto do centro do cérebro -, diminui a viabilidade de desenvolvimento das células mamárias neoplásicas, isto é, as que apresentam proliferação celular aumentada. A ideia dos cientistas é utilizar a melatonina como agente terapêutico para reduzir a formação de vasos.

Para os experimentos, foram realizados o cultivo celular primário de tumores mamários de cadelas e linhagens de câncer de mama humano, tratados com melatonina.

A professora Débora Zuccari, da Unesp de São José do Rio Preto, coordenadora do grupo de pesquisa, explica que, para a nutrição das células mamárias neoplásicas, é necessária a formação de novos vasos que são estimulados por proteínas presentes no ambiente tumoral, os quais são chamados de " Fator de crescimento endotelial vascular (VEGF)" e " Fator induzido por hipóxia (HIF-1á) " .

" Quando estudamos a célula tumoral, podemos verificar, por meio de marcadores celulares, o estágio em que o tumor se encontra e prever a evolução clínica do paciente e, ainda, direcioná-lo para um tratamento específico e individualizado" , afirma Débora.

Paralelamente ao trabalho com o hormônio, os pesquisadores procuram descobrir se o VEGF (Fator de Crescimento Endotelial Vascular) é um possível marcador prognóstico para o tratamento da doença.

Parceria internacional

Dando continuidade ao estudo com a melatonina, a doutoranda Bruna Victorasso Jardim e a mestranda Lívia Carvalho Ferreira, integrantes do grupo de pesquisa, estão realizando a parte experimental in vivo de seus projetos nos Estados Unidos, no Hospital Henry Ford,em Detroit, no laboratório coordenado pelo cientista associado do Departamento de Radiologia, professor Ali Arbab.

Além dessas alunas, outros alunos do Programa desenvolverão pesquisas em parceria com a Universidade de Guelph, em Ontário, no Canadá.

"É importante para a pesquisa esse intercâmbio de conhecimentos. Quando descobrimos algo significativo aqui, logo aparecem novos questionamentos , novas possibilidades, novos caminhos, novos meios e fins" , avalia Débora. " O objetivo é descobrir potenciais tratamentos para o câncer buscando a melhor e maior sobrevida do paciente. Por isso, motivação não nos falta"

Fonte: http://www.sissaude.com.br/sis/inicial.php?case=2&idnot=15965