sábado, 19 de maio de 2012

10 fatores de risco para o Diabetes tipo 2 e que você talvez desconheça



De acordo com o Ministério da Saúde brasileiro, pelo menos 14,67% da população com mais de 40 anos pode ser diabética, totalizando mais de 3 milhões de pessoas por todo o país. E o quadro piora quando observadas as estimativas da Organização Mundial da Saúde de que, nos próximos 25 anos, o número de diabéticos pode duplicar em todo o mundo.

Hoje, no total, são 346 milhões de pacientes por todo o globo, número equivalente à soma estimada das populações da França, Alemanha e Brasil, segundo os números fornecidos pelo FactBook da Agência Central de Inteligência ianque (CIA, na sigla em inglês). Desse total, 80% dos que tem a doença vivem em países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento.

Por isso, não custa tomar precauções para evitar essa doença sem cura. Confira 8 fatores que podem diminuir ou aumentar o risco de desenvolver a diabetes:

1 – Testosterona: Em homens, baixos níveis de testosterona estão intimamente ligados a um aumento no risco de desenvolver diabetes tipo 2 (DM2). Em pesquisa feita com camundongos, na Universidade de Edimburgo, na Escócia, descobriu-se que baixos níveis desse hormônio sexual levam a uma resistência à insulina, hormônio que controla o nível de açúcar no sangue. Essa deficiência no nível de testosterona pode, então, aumentar o risco de desenvolver diabetes do tipo 2. Além disso, esses baixos níveis hormonais também estão relacionados à obesidade.

2 – Perda de peso: Estudo da Universidade de Gothenburg, na Suécia, e do Instituto Nacional para Saúde e Bem-estar, na Finlândia, afirma que diminuir cinco unidades do seu índice de massa corporal pode reduzir drasticamente o risco de desenvolver DM2. Os resultados recolhidos em 10 anos mostram que mesmo pacientes obesos com diabetes podem se livrar da doença.

3 – Café da manhã: Estudo publicado no American Journal of Clinical Nutrition descobriu que aqueles que não tomam café da manhã regularmente têm um risco 21% maior de desenvolver DM2, mesmo levando em conta fatores como índice de massa corporal e a qualidade da alimentação. Por isso, embora não possa ser curada, a DM2 pode ser evitada, e ter um bom estilo de vida, aliado à alimentação, parece ser chave.

4 – Pouca ou nenhuma bebida alcóolica: Se você parar de consumir álcool, suas chances de ter DM2 diminuem em até 39%. Essa foi a descoberta de pesquisa conduzida na Universidade da Califórnia, em San Diego, Estados Unidos, e publicada nos Anais de Medicina Interna.

5 – Refrigerante: É amplamente conhecido no mundo acadêmico o fato de que refrigerantes levam à diabetes. Em pesquisa conduzida na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, 40 mil pessoas foram acompanhadas por 10 anos pelos cientistas. Os que consumiam frequente refrigerantes, 7% tinham desenvolvido diabetes.

6 – Chá verde ou vinho (a exceção): Cientistas austríacos descobriram que o vinho tinto é uma poderosa fonte de compostos antidiabéticos. Eles testaram 10 vinhos tintos e dois brancos para descobrir como os vinhos se ligavam a uma proteína chamada PPAR-gama, que regula a absorção de glicose nas células adiposas. Resultado: os tintos se ligavam facilmente à proteína. A tendência visualizada é de que 100 mililitros de vinho tinto se vincule com a PPAR-gama até quatro vezes mais que uma dose diária do remédio Rosiglitazona, utilizado como tratamento para o DM2. O responsável por esse efeito é o flavonóide epicatequina galato, que também está presente no chá verde.

7 – Água mineral: Quem já viveu na Europa sabe que comprar água mineral é mania de americanos. Lá, eles confiam na água que sai da torneira, e parecem estar redondamente certos, de acordo com pesquisa da Escola Bloomberg Johns Hopkins de Saúde Pública, nos Estados Unidos. Por quê? Segundo os cientistas, não é raro encontrar arsênico – um elemento químico venenoso e carcinogênico – na água mineral ou em outras fontes subterrâneas. O pior é que o composto é altamente solúvel e não tem sabor, cor ou odor característico. Sem falar que também pode aumentar as chances de desenvolver cânceres. O arsênico eleva 3,5 vezes sua chance de desenvolver diabetes. No Brasil, até 5 microgramas de arsênico por litro são permitidos na água potável, de acordo com a legislação, como contou o geólogo Eduardo Hinvi, que trabalha no Laboratório de Pesquisas Hidrológicas da Universidade Federal do Paraná. Segundo ele, a água mineral não é necessariamente mais saudável do que a água tratada da sua torneira. A legislação obriga que cada poço tenha um químico responsável que certifique que a água esteja dentro dos níveis seguros para ingestão humana. “O problema é que ninguém faz isso”, disse o geólogo, adicionando que o custo do procedimento pode ultrapassar R$ 2 mil.

8 – Poluição atmosférica: De acordo com artigo do The New York Times, um estudo aponta uma forte ligação entre a diabetes e a poluição atmosférica. A pesquisa, que durou anos, baseou-se em estudos anteriores que ligaram a poluição do ar a um aumento da resistência à insulina, um precursor da diabetes. Os ianques não têm dados sobre a exposição individual de cada participante do estudo, por isso não podem provar a causalidade dessa relação, mas destacam que a poluição surgiu como um fator significativo em todos os modelos adotados pela pesquisa. Os cientistas norte-americanos descobriram que, para cada 10 microgramas por metro cúbico de partículas finas, há um aumento de 1% nas taxas de diabetes. Eles asseguram que existe um fator ambiental na causa da doença.

9 - Baixo peso ao nascimento ou grande peso ao nascimento: Outro fator de risco para o desenvolvimento de DM 2 é o baixo peso ao nascer. Phillips e colaboradores observaram que adultos que nasceram com baixo peso teriam um risco 7 vezes maior de desenvolver intolerância à glicose e DM 2 quando comparados àqueles com peso normal ao nascimento. Ainda não está bem estabelecido se a associação entre o baixo peso ao nascimento e DM 2 é mediada por alterações na sensibilidade à insulina, defeitos na secreção ou uma associação dos dois fatores.  Um risco 10 vezes maior de Síndrome Plurimetabólica foi observado nos pacientes com peso de nascimento menor ou igual a 2.500g. Portanto inúmeros estudos sugerem que uma nutrição inadequada intra-útero, aumenta o risco de desenvolvimento de resistência à ação da insulina e consequentemente um futuro DM2. Entre os índios americanos, Pima, tanto o baixo peso quanto o alto peso ao nascimento são fatores de risco para o desenvolvimento de DM 2. A relação com o alto peso é ilustrada pela exposição do feto ao diabetes gestacional. A prevalência maior de DM 2 na prole de mulheres que apresentaram diabetes durante a gestação do que na prole de mulheres que desenvolveram DM 2 após a gestação sugere que o ambiente intra-uterino anormal é o maior responsável pelo número aumentado de diabetes. Fatores associados com o ambiente intra-uterino, como a concentração de glicose, aminoácidos, lipídeos, cetonas, entre outras substâncias, poderiam exercer um efeito direto sobre o feto, aumentando a secreção de insulina e, talvez, levando ao desenvolvimento de resistência insulínica na criança e posteriormente DM2.

10 - Intoxicação crônica por contaminantes ambientais: Bisfenol, Metais tóxicos, Populentes Orgânicos Persistentes - POPs (Dioxinas, PCBs, Organoclorados, Furanos): Inúmeros são os contaminantes ambientais que estão associados ao risco de desenvolvimento de DM2.
Um estudo recentemente publicado na (Nature Reviews Endocrinology) associou o BPA ao risco de Diabetes mellitus tipo 2. A conclusão surgiu após a revisão de mais de 90 estudos que envolvem o BPA e outros componentes químicos tóxicos ao organismo. Roedores alimentados com uma dieta acrescida de BPA desenvolveram resistência à insulina e perderam a capacidade de manter níveis normais de glicose (um sinal de alerta para o desenvolvimento do DM2). Um dos estudos feito em 2010 indicou que ratas prenhas transmitiram esse risco aos filhotes. Pesquisas similares envolvendo seres humanos apresentaram poucos resultados consistentes. Porém, uma análise feita nos EUA entre 2003 e 2004 com quase 1.500 pessoas mostrou que indivíduos com presença de BPA na urina tinham cerca de três vezes mais risco de ter diabetes tipo 2. Embora os autores digam que são necessários estudos epidemiológicos mais amplos para estabelecer a conexão entre o BPA e a doença, eles argumentam que já existe evidência suficiente para recomendar que a substância seja evitada. Para acessar: http://www.nature.com/nrendo/journal/vaop/ncurrent/full/nrendo.2011.56.html
Metais tóxicos como Arsênico já citado e o Cádmio também estão associados ao desenvolvimento de Diabtes tipo 2.
As bifenilas policlorinadas (PCBs) são hidrocarbonos aromáticos clorinados sintéticos e que possuem como característica a persistência no meio ambiente. É estimado que persistam em torno de 40 anos e eles são capazes de se acumular na cadeia alimentar. Com a preocupação acerca dos riscos potenciais à saúde do homem, sua produção e distribuição foram encerradas nos Estados Unidos em 1977 e no Brasil em 1981.
Diversas ações das PCBs sobre o sistema endócrino vêm sendo relatadas: redução dos níveis de hormônios tireoidianos em humanos e animais, interferência na síntese de esteroides gonadais e adrenais. Estudos demonstram que o PCB-126 (um tipo de PCB) reduz a síntese de andrógeno, de modo dose-dependente, nas células H295R adrenocorticais e gonadais humanas e, em altas concentrações, estimulam a síntese de cortisol e aldosterona por ativação de enzimas do citrocomo P450 CYP11B1 e CYP11B2. Essas enzimas catalisam as etapas finais das vias de síntese desses esteróides, essas alterações nos níveis de hormônios esteróides, particularmente os níveis de cortisol e aldosterona, podem estar associadas com a alta incidência de DM2 e mortalidade cardiovascular observada em pessoas altamente expostas às PCBs.

Fontes:

Um terço dos alimentos consumidos pelos brasileiros está contaminado por agrotóxicos

Há três anos o Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking de consumo de agrotóxicos no mundo. Um terço dos alimentos consumidos cotidianamente pelos brasileiros está contaminado pelos agrotóxicos, segundo alerta feito pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), em dossiê lançado durante o primeiro congresso mundial de nutrição que ocorre no Rio de Janeiro, o World Nutrition Rio 2012, que terminou nesta terça-feira (1º). Matéria de Fabíola Ortiz, do UOL Notícias.


O documento destaca que, enquanto nos últimos dez anos o mercado mundial de agrotóxicos cresceu 93%, o brasileiro aumentou 190%. Em 2008, o Brasil ultrapassou os Estados Unidos e assumiu o posto liderança, representando uma fatia de quase 20% do consumo mundial de agrotóxicos e movimentando, só em 2010, cerca de US$ 7,3 bilhões – mais que os EUA e a Europa.

A primeira parte do dossiê da Abrasco faz um alerta sobre os impactos dos agrotóxicos na saúde e na segurança alimentar. A segunda parte, com enfoque no desenvolvimento e no meio ambiente, terá seu lançamento durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, e na Cúpula dos Povos na Rio+20, em junho, no Rio de Janeiro.

Segundo um dos coordenadores do estudo, Fernando Carneiro, chefe do departamento de Saúde Coletiva da UnB (Universidade de Brasília), “o dossiê é uma síntese de evidências científicas e recomendações políticas”.

“A grande mensagem do dossiê é que o Brasil conquistou o patamar de maior consumidor de agrotóxicos do mundo. Queremos vincular a ciência à tomada de decisão política”, disse Carneiro ao UOL.

Soja é o que mais demanda agrotóxico

Segundo dados da Anvisa e da UFPR compilados pelo dossiê, na última safra (2º semestre de 2010 e o 1º semestre de 2011), o mercado nacional de venda de agrotóxicos movimentou 936 mil toneladas de produtos, sendo e 246 mil toneladas importadas.

Em 2011 houve um aumento de 16% no consumo que alcançou uma receita de US$ 8,5 bilhões. As lavouras de soja, milho, algodão e cana-de-açucar representam juntas 80% do total das vendas do setor.

Na safra de 2011 no Brasil, foram plantados 71 milhões de hectares de lavoura temporária (soja, milho, cana, algodão) e permanente (café, cítricos, frutas, eucaliptos), o que corresponde a cerca de 853 milhões de litros de agrotóxicos pulverizados nessas lavouras, principalmente de herbicidas, fungicidas e inseticidas. O consumo em média por hectare nas lavouras é de 12 litros por hectare e exposição média ambiental de 4,5 litros de agrotóxicos por habitante, segundo o IBGE (Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística).

Segundo o dossiê, a soja foi o cultivo que mais demandou agrotóxico – 40% do volume total de herbicidas, inseticidas, fungicidas e acaricidas. Em segundo lugar no ranking de consumo está o milho com 15%, a cana e o algodão com 10%, depois os cítricos com 7%, e o café, trigo e arroz com 3% cada.

Maior concentração em hortaliças

Já para a produção de hortaliças, em 2008, segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura), o consumo de fungicidas atingiu uma área potencial de aproximadamente 800 mil hectares, contra 21 milhões de hectares somente na cultura da soja.

“Isso revela um quadro preocupante de concentração no uso de ingrediente ativo de 22 fungicidas por área plantada em hortaliças no Brasil, podendo chegar entre 8 a 16 vezes mais agrotóxico por hectare do que o utilizado na cultura da soja, por exemplo”, alerta o dossiê.

Numa comparação simples, o estudo estima que a concentração de uso de ingrediente ativo de fungicida em soja no Brasil, no ano de 2008, foi de 0,5 litro por hectare, bem inferior à estimativa de quatro a oito litros por hectare em hortaliças, em média. “Pode-se constatar que cerca de 20% da comercialização de ingrediente ativo de fungicida no Brasil é destinada ao uso em hortaliças”, destaca o estudo da Abrasco.

Riscos para a saúde

O dossiê revela ainda evidências científicas relacionadas aos riscos para a saúde humana da exposição aos agrotóxicos por ingestão de alimentos. Segundo Fernando Carneiro, o consumo prolongado de alimentos contaminados por agrotóxico ao longo de 20 anos pode provocar doenças como câncer, malformação congênita, distúrbios endócrinos, neurológicos e mentais.

Um fato alarmante foi a constatação de contaminação de agrotóxico no leite materno, afirmou. Para o cientista, não se sabe ainda ao certo as consequências para um recém-nascido ou um bebê que está em fase inicial de formação. “Uma criança é altamente vulnerável para esses compostos químicos. Isso é uma questão ética, se vamos nos acostumar com o nível de contaminação do agrotóxico”, criticou.

Parte dos agrotóxicos utilizados tem a capacidade de se dispersar no ambiente, e outra parte pode se acumular no organismo humano, inclusive no leite materno, informa o relatório. “O leite contaminado ao ser consumido pelos recém-nascidos pode provocar agravos a saúde, pois os mesmos são mais vulneráveis à exposição a agentes químicos presentes no ambiente, por suas características fisiológicas e por se alimentar, quase exclusivamente, com o leite materno até os seis meses”, destaca o estudo.

Recomendações

O dossiê da Abrasco formula 10 princípios e recomendações para evitar e reduzir o consumo de agrotóxicos nos cultivos e na alimentação do brasileiro. Carneiro defende a necessidade de se realizar uma “revolução alimentar e ecológica”.

Segundo o IBGE, cerca de 70 milhões de brasileiros vivem em estado de insegurança alimentar e nutricional, sendo que 90% desta população consume frutas, verduras e legumes abaixo da quantidade recomendada para uma alimentação saudável. A superação deste problema, de acordo com o dossiê, é o desenvolvimento do modelo de produção agroecológica.

Carneiro e sua equipe composta por seis pesquisadores defendem a ampliação de fontes de financiamento para pesquisas, assim como a implantação de uma Política Nacional de Agroecologia em detrimento ao financiamento público do agronegócio e o fortalecimento das políticas de aquisição de alimentos produzidos sem agrotóxicos para a alimentação escolar – atualmente a lei prevê 30% deste consumo nas escolas.

Além disso, o documento defende a proibição de agrotóxicos já banidos em outros países e que apresentam graves riscos à saúde humana e ao ambiente assim como proibir a pulverização aérea de agrotóxicos.

O cientista defende ainda a suspensão de isenções de ICMS, PIS/PASEP, COFINS e IPI concedidas aos agrotóxicos. “A tendência no Brasil é liberalizar ainda mais o uso de agrotóxico, só no Congresso Nacional existem mais de 40 projetos de lei neste sentido. Nós estamos pagando para ser envenenados”, criticou Carneiro.

Fonte: http://www.ecodebate.com.br/2012/05/03/um-terco-dos-alimentos-consumidos-pelos-brasileiros-esta-contaminado-por-agrotoxicos/

Estabelecimentos de saúde no Brasil necessitam se livrar do mercúrio

No último dia 24 de abril, na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), ocorreu o I Seminário “Assistência à Saúde Livre de Mercúrio no Paraná”, organizado pelo Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Escritório Verde da UTFPR, com promoção das organizações não governamentais Projeto Hospitais Saudáveis (PHS) e Saúde Sem Dano (SSD).

Atualmente, o mercúrio é objeto de um esforço mundial pelo controle ambiental de suas fontes e eliminação do seu uso, é um metal pesado altamente tóxico, persistente no meio ambiente, capaz de se disseminar por diversas vias de contaminação e tem sido encontrado em níveis preocupantes em quase todo o Planeta.

As principais fontes antrópicas de contaminação por mercúrio estão ligadas à indústria de cloro soda, queima de combustíveis fósseis e de resíduos, ao garimpo artesanal e pelo seu uso em dispositivos de medição, entre eles os termômetros e esfigmomanômetros utilizados no cuidado à saúde.

As quebras frequentes dos termômetros, assim como os procedimentos de manutenção desses dispositivos, resultam num paradoxo, no qual o cuidado à saúde contribui para a deterioração ambiental e traz novos riscos.

Devemos fazer nossa parte, divulgando os males ambientais e à saúde que o mercúrio proporciona, (como por exemplo, problemas neurológicos) e incentivando que os hospitais e outros estabelecimentos de saúde que utilizam termômetros e esfigmomanometros de mercúrio abracem a causa e realizem a retirada e troca por termômetros digitais e aneroides e outros equipamentos eletrônicos.

Na prática, representantes de hospitais mostraram ser possível aderir a campanha saúde livre de mercúrio, porém é preciso vontade e persistência para que esta eliminação seja mantida. A sensibilização dos profissionais para a importância de mudanças e cuidados com o meio ambiente é imprescindível, além do cuidado no momento de recolher os termômetros e equipamentos para evitar quebras.

O presidente do conselho do Projeto Hospitais Saudáveis, Vital Ribeiro Filho e a Coordenadora para América Latina da Organização Internacional Saúde Sem Dano, Verônica Odriozola expuseram as iniciativas para a eliminação do mercúrio no setor da saúde. Já o representante do INMETRO, Célio H. de Mattos Fraga, citou as alternativas confiáveis para troca dos termômetros e equipamentos. Neste caso, os termômetros digitais se mostram economicamente viáveis a médio e longo prazo por ter sua durabilidade muitas vezes maior do que os de mercúrio, pois o índice de quebra destes é muito alto.

Zuleika Nyck, representante das ONGs Brasileiras no Comitê Intergovernamental de Negociação (INC, na sigla em Inglês), do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), expôs os andamentos das negociações para o Tratado Global de Mercúrio, onde cada país participante deverá comprometer-se com uma legislação nacional sobre mercúrio.

Durante o seminário discutiu-se que o mercúrio recolhido nas campanhas internas, deve ser guardado de forma segura, de preferência com os dispositivos ainda íntegros, embrulhados em plástico e embalados em caixas. Caso exista mercúrio na forma livre, o mesmo deve ser colocado em um frasco de preferência plástico com tampa de rosca e coberto com uma lâmina de água, deve-se ter garantia que a tampa feche e vede bem, evitando a evaporação da água e risco de contaminação do local de guarda.

A discussão sobre o encaminhamento do mercúrio recolhido foi bastante intensa, enquanto o governo não estabelece diretrizes, caso não seja possível a guarda em local seguro no estabelecimento de saúde a melhor alternativa é o encaminhamento para reciclagem, sendo importante frisar que apenas duas empresas no Brasil tem licença ambiental para reciclar mercúrio. Ainda, é vetado o seu encaminhamento para qualquer outro tipo de tratamento, pois o aquecimento em autoclave, microondas ou incineração não indica que o mercúrio será tratado e sim provoca apenas evaporação e contaminação ambiental. Outra alternativa seria o enclausuramento em aterro industrial, porém estaríamos gerando um passivo ambiental “infinito”.

Enquanto não fica proibida a comercialização dos termômetros de mercúrio no Brasil, a recomendação é de não adquiri-los e em paralelo pressionar o mercado para que os termômetros digitais tenham seu preço reduzido causando sua popularização, que no momento são uma alternativa mais segura.

Por Lidia Lima – Responsável pelo Gerenciamento de Resíduos do Hospital de Clínicas/UFPR e Eloy F. Casagrande Jr. – Coordenador do Escritório Verde da UTFPR

O Projeto Hospitais Saudáveis reúne profissionais e organizações empenhados em promover a segurança para o trabalhador, a saúde pública e a proteção ambiental na assistência à saúde. O PHS é o Ponto focal da Saúde Sem Dano no Brasil.

Saúde Sem Dano (SSD) é uma organização internacional responsável pela gestão do programa Mercury-Free Health Care, desenvolvido em parceria com a Organização Mundial da Saúde, que visa à substituição de dispositivos com mercúrio no setor saúde em todo o mundo.

Projeto Hospitais Saudáveis – www.hospitaissaudaveis.org

Saúde Sem Dano – http://www.noharm.org/saude_sem_dano/

Mercury-Free Health Care – www.mercuryfreehealthcare.org

Escritório Verde da UTFPR – www.escritorioverdeonline.com.br

Fonte: http://www.ecodebate.com.br/2012/05/07/estabelecimentos-de-saude-no-brasil-necessitam-se-livrar-do-mercurio/

Efeitos tóxicos ambientais podem alcançar várias gerações

Um pesquisador da Universidade do Estado de Washington tem demonstrado que uma variedade de toxinas ambientais pode ter efeitos negativos não só para animais e pessoas que entraram em contato diretamente, mas através de 3 gerações.

O pesquisador Michael Skinner, biólogo molecular, estudou o efeito epigenético através de gerações, pesquisando modificações no DNA de animais, observando o efeito de genes “ligados” ou “desligados”. A pesquisa foi publicada na revista online PLoS ONE.

Enquanto pesquisadores anteriores demonstraram que os efeitos similares de pesticidas e fungicidas e produtos com grandes variedades tóxicas, contendo dioxinas, produtos à base de DEET e permetrina, derivados de plásticos e combustíveis, afetavam apenas quem tivesse contato, Skinner mostrou que outras gerações podem desenvolver doenças epigenéticas através das próximas gerações de animais.

“Nós não esperávamos que todos eles tivessem efeitos transgeracionais, mas todos eles tiveram. Eu pensava que os hidrocarbonetos teriam efeitos negativos, mas tiveram efeito positivo”, declarou Skinner.

Segundo os cientistas, a capacidade de interferir, provocando doenças, não é causado por apenas um único composto, mas uma combinação de vários que estão presentes no meio ambiente. Os investigadores testaram pesticidas, repelentes de inseto, mistura de substâncias como ftalatos e bisfenol-A comumente encontrados em plásticos, dioxinas, e hidrocarbonetos como querosene.

Enquanto os toxicologistas tradicionais se focam em animais expostos a toxinas, o trabalho de Skinner demonstra que as doenças podem aflorar em pessoas cujos ancestrais sofreram mudanças epigenéticas no espermatozóide. O trabalho aponta para um caminho que identifique e diagnostique as exposições atrás do uso de marcadores moleculares específicos.

“No futuro poderemos ser capazes de utilizar estes marcadores epigenéticos para determinar se seu ancestral ficou exposto a toxinas no início da vida e prevenir a sua susceptibilidade para desenvolver doenças ao longo de sua vida”, comentou Skinner.

O estudo foi financiado pelo Exército dos EUA para pesquisar poluentes que as tropas poderiam ficar expostas. Skinner e seus colegas expuseram ratos fêmeas em gestação a quantidades relativamente altas de algumas toxinas, mas não em uma dose letal, podendo controlar três gerações de descendentes.

Os pesquisadores observaram que as fêmeas atingiram a puberdade mais cedo, e os machos aumentando a taxa de deterioração e morte nos espermatozóides. A diminuição da quantidade de óvulos também foi observada. Estudos futuros poderão usar novas ferramentas moleculares para analisar o risco que as gerações correm.

Fonte: http://jornalciencia.com/meio-ambiente/diversos/1528-efeitos-toxicos-ambientais-podem-alcancar-varias-geracoes#.T1S0j_zpH4w.twitter

Sobreviventes de infarto que vivem perto de rodovias têm maior risco de morte

Sobreviventes de ataques cardíacos que vivem a cerca de 100 metros de distância de estradas têm maior risco de morte em 10 anos, de acordo com uma pesquisa realizada no Beth Israel Deaconess Medical Center, nos Estados Unidos.

O estudo sugere que quanto maior a distância de rodovias muito movimentadas, menor o risco de morte entre essa parcela da população.

Para o trabalho, a equipe avaliou 3.547 sobreviventes de ataques cardíacos com idade média de 62 anos.

Os resultados mostraram que sobreviventes que vivem a menos de 100 metros de estradas têm um aumento de 27% no risco de morte do que aqueles que vivem a pelo menos 1 mil metros de distância.

A equipe descobriu ainda que pessoas que vivem entre 100 a 199 metros das rodovias apresentam aumento de 19% no risco de morte, e que aqueles que vivem entre 200 a 999 metros de distância das estradas têm um risco aumentado de 13%.

"Acreditamos que a exposição a uma combinação de poluentes do ar perto destas estradas e outros fatores, como o ruído excessivo, ou o estresse podem ter contribuído para os resultados do estudo", afirma o autor da pesquisa Murray A. Mittleman.

Durante os 10 anos do estudo, 1.071 óbitos ocorreram: 672 pessoas (63%) morreram de doenças cardiovasculares. O câncer foi a causa da morte de 131 pessoas (12 %) e doenças respiratórias de 45 (4%).

A exposição prolongada à poluição do ar já está associada a risco maior de morte cardiovascular na população em geral. Os resultados fornecem novas evidências de que exposição em longo prazo a estradas está associada a risco aumentado de morte, inclusive em pacientes com doença cardiovascular subjacente

Fonte: http://www.isaude.net/pt-BR/noticia/27592/geral/sobreviventes-de-infarto-que-vivem-perto-de-rodovias-tem-maior-risco-de-morte

Descoberto lado mau do "bom colesterol"

Você certamente já sabia que o colesterol ruim não é tão ruim quanto se pensava.


Afinal, não é para haver em nosso organismo alguma coisa que seja intrinsecamente ruim - a menos que seja um invasor, o que não é o caso.

O que ocorre é que a ciência apenas aos poucos vai descobrindo os intrincados meandros de cada uma das substâncias presentes em nosso corpo.

Era então natural esperar que logo se descobrisse o outro lado da moeda: se o colesterol LDL não pode ser taxado de sempre ruim, tampouco o colesterol HDL, o chamado colesterol bom, será sempre bom.

E foi isto o que aconteceu, conforme relatado em um artigo publicado com destaque na última edição do Jornal da Associação Norte-Americana do Coração.

O lado mau do bom colesterol

Cientistas acabam de descobrir que uma subclasse do colesterol HDL (lipoproteína de alta densidade), o chamado "colesterol bom", não apenas não protege contra as doenças cardiovasculares, como na verdade pode ser prejudicial, aumentando o risco dessas doenças.

A "culpada" da vez, que levará a má-fama até que se descubram todas as suas funções, é uma pequena proteína chamada apolipoproteína C-III (Apoc-III), algumas vezes, mas nem sempre, encontrada na superfície do colesterol HDL.

A presença da proteína no HDL aumenta o risco de doenças cardíacas, enquanto o colesterol HDL sem esta proteína tem um efeito protetor, sobretudo do coração.

"Esta descoberta, se confirmada em novos estudos já em andamento, poderá levar a uma melhor avaliação do risco de doenças cardíacas, e a tratamentos mais precisos, para aumentar o HDL protetor, ou para diminuir o HDL desfavorável com ApoC-III," afirmou o Dr. Frank Sacks, professor de doençascardiovasculares da Escola Harvard de Saúde Pública, principal autor do estudo.

Subtipo mau do "colesterol bom"

Um alto nível de colesterol HDL é um forte indicador de uma baixa incidência de doenças cardíacas coronarianas.

Contudo, testes clínicos de fármacos que aumentam o colesterol HDL não têm resultado em quedas consistentes nos riscos de doenças cardiovasculares.

Foi isto que levantou a hipótese de que o colesterol HDL poderia conter componentes tanto de proteção, quanto danosos - uma hipótese que agora se comprovou correta.

A Apoc-III, uma proteína pró-inflamatória, fica na superfície de algumas lipoproteínas - tanto do HDL, o "ex-sempre-bom-colesterol", quanto do LDL, o "ex-sempre-mau-colesterol".

Proteína do colesterol

Os pesquisadores compararam as concentrações plasmáticas de HDL total, HDL com a proteína Apoc-III, e HDL sem ApoC-III do sangue de 32.826 mulheres e 18.225 homens, em busca de indicadores do risco de doença coronariana.

Depois de ajustar os dados para idade, tabagismo, dieta e outros fatores de estilo de vida que influem no risco cardiovascular, os pesquisadores descobriram que as duas subclasses diferentes de HDL - com e sem a proteína - têm associações opostas com o risco de doenças coronarianas em homens e mulheres saudáveis.

O tipo predominante de HDL, que não tem a ApoC-III, continuou apresentando o esperado efeito protetor do coração.

Mas a pequena fração do colesterol HDL que tem a ApoC-III - cerca de 13% do total - mostrou-se paradoxalmente associada, não com um risco menor ou normal, mas com um risco mais elevado de doenças coronarianas no futuro.

Homens e mulheres com uma concentração maior do HDL com ApoC-III chegam a ter um risco 60% maior de doença coronariana.

Tipos de colesterol

Os resultados sugerem que os exames de sangue no futuro terão que distinguir entre HDL sem Apoc-III e HDL com Apoc-III, este provavelmente somando-se ao LDL para indicação do risco de doenças cardiovasculares.

Em uma clara demonstração de que o conhecimento científico sobre o colesterol está apenas começando a se aprofundar, recentemente cientistas descobriram que os dois tipos de colesterol não são exatamente unidades estanques e isoladas:

Fonte: http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=lado-mau-colesterol-bom-faz-mal-coracao&id=7736&nl=nlds#.T60_jCNq8Id.twitter

High Fructose Corn Syrup – Xarope de Milho com Alto Teor de Frutose

Você conhece o HFCS ou, xarope de milho rico em frutose?

 
Pode até não conhecer, mas com certeza consome quase que diariamente. Pois, ele esta presente, em sucos, geleias, refrigerantes, doces, frutas enlatadas, cereais, entre outros.

Há algum tempo atrás a associação de refinadores de milho dos EUA realizou uma grande campanha publicitária dizendo que, o HFCS seria um adoçante natural feito a partir do milho e que traria benefícios se consumo com moderação.

Pois bem, o processo inicia-se com o grão de milho (produzido em monoculturas que, precisam de maiores doses de agrotóxicos que, além de serem prejudiciais a saúde destroem o solo e as águas e, na maioria das vezes são milhos transgênicos), girado em centrifugas combinados a três enzimas: alfa-amilase, glucoamilase e xilose isomerase, formando assim uma calda grossa, que é a forma mais doce e barata de se produzir açúcar e que, obviamente não tem nada de natural.

 Por isso é tão utilizado em produtos processados, ele substitui outras forma de açúcar, inclusive em pães de redes de fast food.

 
Quanto a consumi-lo com moderação?

 
Isso é impossível, ele interfere no metabolismo de seu organismo fazendo com que você não consiga para de comer, pois, ele diminui a secreção de leptina que é um hormônio essencial que informa que você deve parar de comer, é o hormônio da saciedade.

 
Por isso, o HFCS está intimamente associado a obesidade. Um dos muitos estudos a seu respeito, demonstrou que ratos alimentos com HFCS ganharam gordura 300% mais rápido do que ratos alimentos com uma dose igual ou pouco maior de outros tipos de açúcares.

 
É não é só a gordura corporal o problema, ela pode se depositar em suas veias, artérias e coração também, o que eleva as taxas de trigliceridos, HDL e pressão arterial.

 
Outro risco de seu consumo é o desenvolvimento de diabetes, que pode ser evitada pela redução no consumo de refrigerantes, bebidas energéticas e fast foods por exemplo.

 
Outro órgão afetado é o fígado, local onde o HFCS é metabolizado. Quando combinado com uma vida sedentária a capacidade deste órgão de eliminar toxinas pode diminuir e ainda causar esteatose (acumulo de gordura).

 
Mas só o HFCS? E os outros açúcares?

 
A diferença é que o HFCS já está separado e pronto para ser absorvido, caindo mais rapidamente na corrente sanguínea.

 
E como evitar a frutose então? Eu devo parar de comer frutas? (é, infelizmente é esta a primeira associação que as pessoas fazem).

 
Você não deve para de comer frutas, existem outros alimentos mais ricos em frutose descritos abaixo em ordem decrescente da quantidade deste:
- xarope de milho com alta concentração de frutose (leia os rótulos)
- Sacarose (açúcar de mesa)
- açúcar mascavo
- açúcar de cana
- melaço
- mel
- suco concentrado de frutas (consuma as frutas in natura).

Preste atenção em que está comendo e viva melhor, volte a comer alimentos “naturais”, orgânicos, sem passar pelo processo de industrialização, essa ainda é a melhor saída.

 
Referências bibliográficas:

 
  • http://www.crn5.org.br/compos.php?m=site.item&item=431&idioma=br
  • http://thevoiceofhealth.info/pt/897247
  • http://inorbt.com/2011/01/03/quatro-motivos-para-evitar-xarope-de-milho-rico-em-frutose/

Autora: Dra. Juliana Pansardi: Nutricionista com pós-graduação em Nutrição clínica funcional, Nutrição esportiva e funcional e pós-graduada em Nutrição ortomolecular.  
Site: www.nutricaoesportes.com.br

 
Fonte: http://ligadasaude.blogspot.com.br/2012/04/hfcs-high-fructose-corn-syrup-xarope-de.html

Comer muito rápido aumenta risco de diabetes tipo 2 até 2,5 vezes

De acordo com um estudo apresentado este mês no European Congress of Endocrinology ( http://www.ese-hormones.org/media/pressrelease/2012-05-08_EatingSpeedDiabetes.pdf ), os indivíduos que comem muito rápido têm um maior risco de desenvolver diabetes tipo 2. Esta é a primeira vez que este factor aparece directamente relacionado ao desenvolvimento de uma doença.


Os investigadores compararam 234 pessoas diagnosticadas recentemente com diabetes tipo 2 com outros 468 indivíduos que não tinham a doença. Todos os participantes responderam a um questionário sobre factores de risco para diabetes, hábitos alimentares e medidas antropométricas (peso, altura, perímetro da cintura). A velocidade com que eles comiam foi avaliada, e classificada em lenta, normal ou rápida.

Após ajustarem os resultados para outros factores relacionados à diabetes (história familiar, actividade física e tabagismo), os autores concluíram que aqueles que comiam mais rapidamente apresentavam 2,5 vezes mais probabilidade de terem diabetes tipo 2. Outro dos resultados indicou que o hábito de comer mais rápido está associado a um maior índice de massa corporal (IMC) e a um menor nível de escolaridade.

Comentários:

- A prevalência de diabetes tipo 2 está aumentar e resulta de uma interacção entre factores genéticos e ambientais. É, por isso, importante identificar quais são os factores de risco modificáveis, sendo um deles - a duração da refeição - um dos pontos abordados nas nossas consultas de nutrição funcional.

- Comer mais devagar não quer dizer que se deva mastigar os alimentos eternamente mas sim que se aprenda a fazer as refeições com calma, lentamente e saboreando os alimentos. Sabe-se que para que o cérebro identifique que está a ingerir alimento e proporcione a sensação de saciedade demora cerca de 30 minutos. Assim, se esse tempo não for respeitado o cérebro continuará a enviar mensagem de fome, contribuindo para o excesso de peso e desenvolvimento da diabetes. Deste modo, a reeducação alimentar não é apenas a mudança na quantidade e qualidade dos alimentos ingeridos, mas também na duração adequada para cada refeição

Fonte: http://www.cristinasales.pt/Nutri-Conceito/Blog/Post.aspx?BID=3&PID=1745&MVID=1000194#comments

How Chemicals Affect Us

Scientists are observing with increasing alarm that some very common hormone-mimicking chemicals can have grotesque effects.

 A widely used herbicide acts as a female hormone and feminizes male animals in the wild. Thus male frogs can have female organs, and some male fish actually produce eggs. In a Florida lake contaminated by these chemicals, male alligators have tiny penises.


These days there is also growing evidence linking this class of chemicals to problems in humans. These include breast cancer, infertility, low sperm counts, genital deformities, early menstruation and even diabetes and obesity.

Philip Landrigan, a professor of pediatrics at Mount Sinai School of Medicine, says that a congenital defect called hypospadias — a misplacement of the urethra — is now twice as common among newborn boys as it used to be. He suspects endocrine disruptors, so called because they can wreak havoc with the endocrine system that governs hormones.

Endocrine disruptors are everywhere. They’re in thermal receipts that come out of gas pumps and A.T.M.’s. They’re in canned foods, cosmetics, plastics and food packaging. Test your blood or urine, and you’ll surely find them there, as well as in human breast milk and in cord blood of newborn babies.

In this campaign year, we are bound to hear endless complaints about excessive government regulation. But here’s an area where scientists are increasingly critical of our government for its failure to tackle Big Chem and regulate endocrine disruptors adequately.

Last month, the Endocrine Society, the leading association of hormone experts, scolded the Food and Drug Administration for its failure to ban bisphenol-A, a common endocrine disruptor known as BPA, from food packaging. Last year, eight medical organizations representing genetics, gynecology, urology and other fields made a joint call in Science magazine for tighter regulation of endocrine disruptors.

Shouldn’t our government be as vigilant about threats in our grocery stores as in the mountains of Afghanistan?

Researchers warn that endocrine disruptors can trigger hormonal changes in the body that may not show up for decades. One called DES, a synthetic form of estrogen, was once routinely given to pregnant women to prevent miscarriage or morning sickness, and it did little harm to the women themselves. But it turned out to cause vaginal cancer and breast cancer decades later in their daughters, so it is now banned.

Scientists have long known the tiniest variations in hormone levels influence fetal development. For example, a female twin is very slightly masculinized if the other twin is a male, because she is exposed to some of his hormones. Studies have found that these female twins, on average, end up slightly more aggressive and sensation-seeking as adults but have lower rates of eating disorders.

Now experts worry that endocrine disruptors have similar effects, acting as hormones and swamping the delicate balance for fetuses in particular. The latest initiative by scholars is a landmark 78-page analysis to be published next month in Endocrine Reviews, the leading publication in the field.

“Fundamental changes in chemical testing and safety determination are needed to protect human health,” the analysis declares. Linda S. Birnbaum, the nation’s chief environmental scientist and toxicologist, endorsed the findings.

The article was written by a 12-member panel that spent three years reviewing the evidence. It concluded that the nation’s safety system for endocrine disruptors is broken.

“For several well-studied endocrine disruptors, I think it is fair to say that we have enough data to conclude that these chemicals are not safe for human populations,” said Laura Vandenberg, a Tufts University developmental biologist who was the lead writer for the panel.

Worrying new research on the long-term effects of these chemicals is constantly being published. One study found that pregnant women who have higher levels of a common endocrine disruptor, PFOA, are three times as likely to have daughters who grow up to be overweight. Yet PFOA is unavoidable. It is in everything from microwave popcorn bags to carpet-cleaning solutions.

Big Chem says all this is sensationalist science. So far, it has blocked strict regulation in the United States, even as Europe and Canada have adopted tighter controls on endocrine disruptors.

Yes, there are uncertainties. But the scientists who know endocrine disruptors best overwhelmingly are already taking steps to protect their families. John Peterson Myers, chief scientist at Environmental Health Sciences and a co-author of the new analysis, said that his family had stopped buying canned food.

“We don’t microwave in plastic,” he added. “We don’t use pesticides in our house. I refuse receipts whenever I can. My default request at the A.T.M., known to my bank, is ‘no receipt.’ I never ask for a receipt from a gas station.”

I’m taking my cue from the experts, and I wish the Obama administration would as well.

I invite you to visit my blog, On the Ground. Please also join me on Facebook and Google+, watch my YouTube videos and follow me on Twitter

Fonte: http://www.nytimes.com/2012/05/03/opinion/kristof-how-chemicals-change-us.html?_r=1&smid=tw-share

Passar mais de oito horas sentado aumenta o risco de mortalidade

Com o desenvolvimento do mundo moderno, a vida se tornou sedentária. Hoje, o normal é passar mais de oito horas sentado.


Entretanto, uma pesquisa publicada no periódico Archives of Internal Medicine aponta os problemas causados pela falta de mobilidade. O fato de passar muito tempo sentado pode aumentar em 40% as chances de morte nos próximos 15 anos. O sedentarismo aumenta os níveis de colesterol e desenvolve a hipertensão além de problemas cardíacos e resistência à insulina.

Para diminuir o inevitável sedentarismo do mundo moderno, especialistas recomendam movimentar o corpo durante o expediente de trabalho.

A cada hora a pessoa deve dar uma caminhada rápida e alongar-se quando possível. O encosto da cadeira também não deve envolver todas as costas para que a coluna faça sua curvatura normal ao sentar.

Por fim, fora do horário de trabalho a pessoa deve procurar uma atividade física para fazer e nos momentos de lazer deve evitar o sedentarismo.

Fonte: http://www.sissaude.com.br/sis/inicial.php?case=2&idnot=14773

Caminhada ajuda a combater a depressão...

Uma em cada dez pessoas enfrenta depressão em algum momento da vida. s tratamentos tradicionais incluem medicamentos epsicoterapia.

Mas há relatos de resultados promissores no campo das chamadas terapias alternativas, incluindo meditação e ioga.

Um estudo recente mostrou que a ioga aumenta os níveis de GABA (gama-aminobutírico cerebral), uma substância associada com a depressão e outros transtornos de ansiedade.

Mas pesquisadores da Universidade de Stirling, na Escócia, mostraram que uma simples caminhada pode ser o caminho para cuidar da depressão.

Estudos anteriores já haviam demonstrado que exercícios vigorosos aliviam os sintomas da depressão.

Mas os cientistas queriam conhecer a eficácia de exercícios mais ao alcance de todos, como sair para dar uma caminhada pelos arredores de casa.

"A caminhada tem a vantagem de poder ser praticada pela maioria das pessoas, de implicar pouco ou nenhum custo, e de ser relativamente fácil de incorporar à rotina diária", dizem os autores.

Os resultados indicam que "caminhar é uma forma de intervenção efetiva contra a depressão".

Os resultados obtidos foram similares àqueles obtidos com formas mais vigorosas de exercício, feitos em academias.

Os pesquisadores admitem, no entanto, que mais pesquisas precisam ser feitas sobre o assunto para que os médicos possam dar prescrições mais exatas aos pacientes.

Por exemplo, ainda há dúvidas sobre a duração, a velocidade e o local onde a caminhada deve ser realizada.

Fonte: http://ligadasaude.blogspot.com.br/2012/05/caminhada-ajuda-combater-depressao.html

Como aumentar a absorção do cálcio que vc consome?

Sabe aquela história, estou bebendo leite, então estou ingerindo cálcio? Você pode até estar ingerindo, o que não quer dizer que estará absorvendo o mineral. Nosso organismo é muito complexo e muitos nutrientes "brigam" entre si, desta forma um pode interferir na absorção do outro. Já escrevi sobre a biodisponibilidade dos nutrientes, confira aqui.

Hoje vamos falar especificamente do cálcio, um nutriente importantíssimo para o nosso organismo. Mas tão importante quanto consumir alimentos fonte deste nutriente, precisamos garantir que ele seja absorvido pelo corpo. Então, vamos à algumas dicas para otimizar o aproveitamento do cálcio pelo nosso organismo:

- Procure diminuir a ingestão de sal: cada 500mg de sódio, excretam 10mg de cálcio e 1g de sódio excreta de 20 a 40 mg de cálcio.

- Não consuma proteínas em excesso: cada grama de proteína excreta 1,75mg de cálcio.

- Cuidado com o excesso de gordura: pode aumentar excreção de cálcio.

- Não consuma cafeína em excesso: diminui a retenção de cálcio no organismo de pessoas com dieta pobre em cálcio e aumenta a excreção de cálcio em mulheres na menopausa.

- Evitar ingerir fontes de cálcio com excesso de ferro porque estes nutrientes interagem entre si, diminuindo a absorção do cálcio.

- Evite o consumo de fontes de oxalato, por exemplo, o chocolate, no mesmo horário que as fontes de cálcio, pois eles se ligam e são excretados nas fezes, diminuindo seu aproveitamento.

- Tenha uma alimentação equilibrada, pois a ação em conjunto dos nutrientes é que vai fazer o cálcio ser bem aproveitado e realizar suas funções no organismo.



Confira as principais fontes de cálcio:
- Leite e derivados
- Vegetais de folhas verde escuras (espinafre, brócolis, couve, salsa)
- Sardinha
- Amêndoas
- Aveia
- Tofu
- Grão de bico, feijões
- Gergelim

Autora: Dra. Cristiane Spricigo: Nutricionista especialista em nutrição esportiva e funcional (Goiânia-GO)
Blog: http://www.nutricorpo.blogspot.com/

Fonte: http://ligadasaude.blogspot.com.br/2012/05/como-aumentar-absorcao-do-calcio-que.html

Nutrient timing - Quando comer é tão importante quanto o que comer....



No ciclo de crescimento muscular durante as 24 horas do dia, há períodos onde o músculo está envolvido em produção de energia, reconstrução ou reparo muscular, e crescimento muscular. Para cada fase desse ciclo se desenvolver adequadamente é necessário o consumo de nutrientes específicos.

A partir daí surge o conceito de nutrient timing, ou seja, o momento ideal para se ingerir determinado nutriente. Caso sejam fornecidas essas exigências feitas pelos músculos em quantidade, qualidade e horário certo, o resultado será uma melhor recuperação muscular em resposta aos treinos e melhora no crescimento e força musculares.

Muitas vezes o foco da alimentação é sobre os tipos de nutrientes que são melhores para atletas de força. E rapidamente vem à cabeça o conceito de que atletas de força necessitam de maior ingestão de proteína em relação aos sedentários. Mas isso pode levar a uma linha de raciocínio errônea: “Se proteína é bom para hipertrofia muscular, então quanto mais proteína melhor”. Por maior que seja a quantidade de proteína ingerida, se seus músculos não estiverem metabolicamente preparados para recebê-la naquele momento, a maior parte dela será perdida.

O que muitos estudos mostram e o que tenho observado em meu consultório, é que dificilmente atletas de força profissionais ou recreativos não consumem suficientemente proteína ao longo do dia. Porém, frequentemente esse consumo não está distribuído da forma correta ao longo do dia e, principalmente, não está sendo consumida corretamente nos momentos chaves. Estes podem ser divididos em 3 fases:

1. Fase energética:

Compreende o fornecimento de energia, pré-treino ou durante o treino, adequado necessário à contração muscular para execução do treino. O consumo de carboidratos pré-treino é indispensável e tem a função de prevenir a depleção exacerbada dos estoques de glicogênio, o que auxilia na manutenção dos níveis séricos de glicose adequados e retarda a fadiga.

A associação de aminoácidos e/ou proteínas e antioxidantes ao carboidrato da refeição pré-treino promove um menor aumento do hormônio cortisol durante o treino (o que reduz o dano muscular), e uma melhor adaptação enzimática no músculo o que resulta em uma recuperação ao exercício mais rápida. Dependendo do tipo de treino e do objetivo, pode ser feita a suplementação de carboidratos associados ou não a aminoácidos também durante o treino.

Recursos que podem ser utilizados: carboidratos de alto índice glicêmico (Ex.: 20-30 de maltodextrina), whey protein (5g), Leucina (1g), AKG (3g), creatina (2-5g), vitaminas C (30-120mg) e E (20-60UI).

2. Fase anabólica:

Esse período compreende a transição entre consumo de proteína muscular e glicogênio (que ocorria durante o treino), e o início do processo de reparo ao dano muscular e ressíntese dos estoques de glicogênio. Imediatamente após o exercício ocorre uma janela metabólica em reposta às adaptações fisiológicas ao exercício.

Em resumo, essa janela metabólica ocorre, pois imediatamente após o exercício as células musculares estão muito sensíveis aos efeitos anabólicos da insulina; com o passar do tempo elas vão se tornando resistente à insulina, e nessa situação, mesmo que haja o consumo adequado de nutrientes, não haverá uma boa utilização dos mesmos pelo músculo.

Para um melhor aproveitamento dessa janela metabólica, devem ser consumidos carboidratos e proteínas e/ou aminoácidos nos primeiros 45 minutos, ou mais precisamente de 15 a 30 minutos após o término do treino. O consumo de antioxidantes, como vitamina C e E, podem acelerar a reconstrução muscular por combaterem os efeitos deletérios dos radicais livres (produzidos durante o treino) aos músculos.

Recursos que podem ser utilizados: carboidratos de alto índice glicêmico (Ex.: 40-50g de maltodextrina ou dextrose), leucina (1-2g), whey protein (15g), glutamina peptídeo (1-2g), creatina (3-5g), vitaminas C (60-120mg) e E (80-400UI).

Fase de crescimento muscular: Essa fase compreende desde o final da fase anabólica até o início do treino seguinte. Nesse momento as enzimas musculares estão envolvidas no aumento do número de proteínas contráteis e aumento do volume de fibras musculares, e concomitantemente restabelecimento dos estoques de glicogênio muscular.

Primeiro momento - 4 primeiras horas após o treino: É importante manter a sensibilidade muscular à insulina para manutenção do estado anabólico. Pode ser utilizado um shake de carboidrato e proteína 2 horas após a refeição pós-treino, ou uma refeição composta por carboidrato de alto índice glicemico e uma fonte de proteína de alto valor biológico.

Segundo momento - 16 a 18 horas após o treino: O foco deve ser a manutenção do balanço nitrogenado positivo (ingestão de nitrogênio proveniente das proteínas maior que sua excreção). Nessa fase é importante garantir o fornecimento de carboidratos, proteínas e lipídeos em todas as refeições. Deve ser priorizado o consumo de refeições compostas por carboidratos complexos, de médio a baixo índice glicêmico, associados a proteínas de alto valor biológico e gorduras mono e poliinsaturadas (azeite de oliva, castanhas, amêndoas, nozes). Essas refeições devem ocorrer a cada 3 horas.

Essas são algumas dicas para alertá-los sobre a importância de quando consumir os nutrientes chaves visando o objetivo de hipertrofia muscular, e mostrar que quando se come e tão importante quanto o que se come. Logicamente que essa artigo não é suficiente para organização de um plano alimentar adequado e individualizado. O melhor a fazer sempre é procurar um bom nutricionista esportivo que irá levar esses e outros fatores para embasar a prescrição de sua dieta. Esse é o caminho mais seguro para sua saúde e também o mais rápido para alcançar seus objetivos.

Autor: Dr. Renato França CRN/1 5340 - Nutricionista Funcional e Esportivo - http://www.clinicarenatofranca.com.br/

Fonte: http://ligadasaude.blogspot.com.br/2012/05/nutrient-timing-quando-comer-e-tao.html

Vamos participar do "Food Revolution Day" hoje?

O programa do chef britânico Jamie Oliver em defesa da reeducação alimentar infantil, Food Revolution, ganha proporções globais a partir de hoje, 19 de maio de 2012. Atualmente, o projeto social de Jamie alcançava somente o Reino Unido e os EUA, onde a obesidade infantil atinge níveis assustadores. Mas o resto do mundo não está imune aos males dos maus hábitos alimentares, vide o nosso Brasil. Por isso, que o popstar da cozinha lançou a campanha mundial do Food Revolution Day. Trata-se de um dia, hoje, 19 de maio, onde todos os países que aderirem vão celebrar a comida de verdade simultaneamente.


No Brasil, o evento ocorrerá em quatro cidades: Brasília, São Paulo, Florianópolis e Rio de Janeiro, onde embaixadores nomeados pela Jamie Oliver Foundation organizarão eventos locais para a promoção de um dia a dia com alimentação mais saudável, baseada em alimentos que não vêm em latas, garrafas, caixinhas e saquinhos.

Mas se você não mora em nenhuma destas cidades, isso não é motivo para não aderir. Que tal ir à feira, comprar ingredientes fresquinhos e orgânicos e preparar um delicioso almoço ou jantar para a sua família? É um importante passo rumo a novos hábitos e a uma nova forma de encarar o alimento. Cozinhar alimentos frescos e saudáveis para pessoas que você ama, com certeza além de interação e prazer nos traz mais saúde.

Se você participa de redes sociais pode postar as fotos dos pratos que você cozinhou hoje na página do Facebook aqui ou seguir os perfis oficiais no Twitter @FoodRev, @FoodRevBrasilia e @FoodRevSP. Você também pode postar as fotos usando as hashtags #FoodRevolutionBR no Instagram ou no próprio twitter usando as hashtags #foodrevolution, #FoodRevBrasilia e #foodrevSP.

Participe e compartilhe saúde!

Fonte: http://ligadasaude.blogspot.com.br/2012/05/vamos-participar-do-food-revolution-day.html

Mais informações no site oficial do Jamie Oliver: http://foodrevolutionday.com/

TOP 10 - alimentos saudáveis




Imagine uma seleção de alimentos que além de deliciosos, nutritivo ainda reduzem o risco de desenvolver várias doenças? Isso é bom demais, não é verdade? Semana passada saiu uma lista com os alimentos considerados os mais saudáveis, de acordo com várias instituições da América do Norte e Europa Ocidental, os dez alimentos abaixo fazem parte desta lista.

1 - Maçã

As maçãs são uma excelente fonte de antioxidantes, que combatem os radicais livres, substâncias geradas no corpo que causam alterações indesejáveis ​​e estão envolvidos no processo de envelhecimento e algumas doenças.

Alguns estudos com animais constataram que um antioxidante encontrado em maçãs(polifenóis) pode prolongar a expectativa de vida. Outro estudo descobriu que as fêmeas adultas que regularmente comem maçãs tinham um risco 13% a 22% menor de desenvolver doenças cardíacas.

2 - Amêndoas

As amêndoas são ricas em nutrientes como ferro, cálcio, vitamina E, fibras, riboflavina e magnésio. Uma revisão científica publicada na Nutrition Reviews no ano passado descobriu que as amêndoas como alimento podem ajudar a manter níveis saudáveis ​​de colesterol. Isso se deve ao alto teor de ácidos graxos insaturados.

3 - Brócolis

O brócolis é rico em fibras, ácido fólico, cálcio, potássio e fitonutrientes. Os fitonutrientes são compostos que reduzem o risco de desenvolver doenças cardíacas, diabetes e alguns tipos de câncer.Também contém betacaroteno, um excelente antioxidante, assim como a vitamina C.

Se a enzima mirosinase não for destruída durante o cozimento, o brócolis pode também reduzir o risco de desenvolver câncer. A melhor maneira de cozinhar e preservar a mirosinase é no vapor - se for cozido demais, os efeitos benéficos do vegetal pode ser seriamente comprometidos, dizem os pesquisadores da Universidade de Illinois que publicaram este estudo na Nutrition and Cancer.

Outro ingrediente do brócolis, o sulforafano, também tem ação anti câncer, bem como propriedades antiinflamatórias de qualidade. No entanto, o excesso de cozimento também pode destruir a maioria dos seus benefícios.

4 - Mirtilo

O mirtilo é rico em fitonutrientes, antioxidantes e fibras.

De acordo com um estudo realizado na Harvard Medical School, os idosos que comem mirtilos (e morangos) são menos propensos a sofrer de declínio cognitivo, em comparação com outras pessoas da sua idade que não. (http://www.medicalnewstoday.com/articles/244647.php)

Outro estudo realizado por cientistas da Universidade do Texas descobriu que eles ajudam a combater a obesidade. Polifenóis vegetais, que são abundantes em mirtilos, tem-se mostrado capazes de reduzir o desenvolvimento de células de gordura (adipogênese), enquanto induzem a quebra de lípidos e gordura (lipólise). (http://www.medicalnewstoday.com/articles/221990.php)

O consumo regular de mirtilo pode reduzir o risco de sofrer de hipertensão em 10%, por causa de compostos bioativos, as antocianinas, cientistas de East Anglia University, da Inglaterra, e da Universidade de Harvard, EUA publicaram o estudo no American Journal of Nutrition. (http://www.medicalnewstoday.com/articles/213820.php)

O consumo de mirtilo também tem sido associado com um risco menor de endurecimento de artérias e doenças intestinais. A fruta também tem sido associada a ossos mais fortes em estudos com animais.

5 - Peixes ricos em ômega-3

Salmão, truta, cavala, arenque, sardinha e anchovas, são exemplos de peixe ricos em ácidos graxos ômega-3. Estes óleos são conhecidos por proporcionar benefícios para o coração, bem como para o sistema nervoso.

São também conhecidos por fornecer benefícios para os pacientes com doenças inflamatórias, como a artrite. Estes peixes também são ricos em vitamina A e D.

Cientistas da UCLA Jonsson Comprehensive Cancer Center descobriram que a progressão do câncer de próstata foi significativamente desacelerado quando os pacientes fizeram uma dieta de baixa gordura com suplementos de óleo de peixe. (http://www.medicalnewstoday.com/articles/236755.php)

6 - Vegetais de folhas verdes

Estudos têm demonstrado que uma alta ingestão de vegetais de folhas escuras, como espinafre ou couve podem diminuir significativamente o risco de uma pessoa desenvolver diabetes tipo 2.

Pesquisadores da Universidade de Leicester, na Inglaterra, disseram que o impacto dos vegetais verde-escuros sobre a saúde humana deve ser mais investigada, depois que eles recolheram dados de seis estudos.

O espinafre, por exemplo, é muito rico em antioxidantes, especialmente quando não cozido, no vapor ou levemente cozido. É uma boa fonte de vitaminas A, B6, C, E e K, bem como o selênio, niacina, zinco, fósforo, cobre, ácido fólico, potássio, cálcio,betaína, manganês e ferro.

7 - Batata doce

A batata doce é rica em fibras, betacaroteno, carboidratos complexos, vitamina C e vitamina B6 e caroteno (que confere sua coloração). O Centro de Ciência no Interesse Público, EUA, comparou o valor nutricional da batata-doce com outros vegetais.

A batata doce foi classificada como número um, quanto às vitaminas A e C, ferro, carboidratos complexos, proteínas e cálcio.

8 - Gérmen de trigo

O gérmen de trigo é rico em várias nutrientes essenciais, tais como a vitamina E, ácido fólico (folato), tiamina, zinco, magnésio, fósforo, bem como ácidos graxos essenciais. É considerado uma bos fonte de fibras para a dieta.

9 - Abacate

Muitas pessoas evitam os abacates devido ao seu alto teor de gordura, pois eles acreditam que, para evitar todas as gorduras leva a uma melhor saúde e um controle de peso corporal - isso é um mito.

Aproximadamente 75% das calorias do abacate são provenientes de gordura, gordura monoinsaturada em sua maioria. Abacates são também muito ricos em vitaminas do complexo B, bem como a vitamina K e vitamina E.

Têm um teor de fibras muito elevado de 25% solúvel e 75% de fibra insolúvel. Estudos têm demonstrado que o consumo regular de abacate reduz os níveis de colesterol no sangue.

Pesquisadores da Ohio State University descobriram que os nutrientes extraídos do abacate foram capazes de impedir o crescimento das células do câncer de boca, e até mesmo destruir algumas das células pré-cancerosas.

10 - Aveia

O interesse na aveia tem aumentado consideravelmente nos últimos vinte anos por causa de seus benefícios para a saúde. Estudos têm mostrado que se você comer aveia todos os dias os seus níveis de colesterol no sangue, especialmente se eles são altos demais, vão cair,pelo seu conteúdo de fibra solúvel.

A aveia é rica em carboidratos complexos, bem como fibra solúvel em água, cuja digestão lenta ajuda a diminuir e estabilizar os níveis de glicose no sangue. É muito rica em vitaminas do complexo B, ácidos graxos ômega-3, folato e potássio.

Fonte: Christian Nordqvist. "What Are The Top 10 Healthy Foods?." Medical News Today. MediLexicon, Intl., 10 May. 2012. Web.14 May. 2012.

Autora: Dra. Cristiane Spricigo: Nutricionista especialista em nutrição esportiva e funcional (Goiânia-GO)

Blog: www.nutricorpo.blogspot.com

Mirtilo

Você conhece o Mirtilo? Ou, Blueberry em inglês ou, Arándao em espanhol?


Esta pequena fruta é nativa de várias regiões da Europa e dos EUA, tem aparência semelhante a do araçá, porém, é de cor azul e tem o tamanho de um grão de uva.

Pequena no tamanho mas grande nas propriedades. O mirtilo é uma das frutas mais ricas em antioxidantes. Tanto a casca quanto a polpa possuem polifenóis, que agem protegendo as paredes das células.

As antocianidinas fornecem ação anti-inflamatória, reduzem o colesterol ruim, melhoram a circulação e previnem doenças relacionadas a visão.

Essa poderosa frutinha proporciona ainda, melhora no equilíbrio, na memória, concentração e na coordenação motora.

É rico em Vitamina C, fibras, magnésio e pobre em calorias, apenas 56 em 100g. Pode ser consumido in natura, desidratado, enlatado, em geleias, tortas, licores, sorvetes e sucos. Nas formas in natura e em sucos, suas propriedades são melhor aproveitadas.

Motivos para consumi-la não faltam, o maior problema é a sua baixa produção no País. Isso se dá pelo clima e solo que a fruta precisa para se desenvolver, contudo, a boa notícia é que seu cultivo é crescente e, cada vez mais poderemos usufruir dos benefícios desta pequena, grande fruta!!!

REFERÊNCIAS:


Autora: Dra. Juliana Pansardi: Nutricionista com pós-graduação em Nutrição clínica funcional, Nutrição esportiva e funcional e pós-graduada em Nutrição ortomolecular. Site: www.nutricaoesportes.com.br

Qual o impacto da comida processada no seu corpo, em comparação com alimentos integrais?

Não é exatamente novidade que alimentos processados não fazem bem para a saúde. Mas se você é daqueles que tem que ver pra crer, aqui está a sua chance.

A artista Stefani Bardin criou um vídeo (The Fantastic Voyage, parte do projeto M2A™) que oferece uma visão gráfica de como o trato gastrintestinal (TG) processa uma refeição de “miojo” (macarrão industrializado, ela usou o Top Ramen, da Nissin), gomas doces em forma de ursinhos e Gatorade azul (que usa um corante) contra uma refeição de macarrão feito em casa, gominhas de suco de romã/cereja e um “Gatorade” hibisco (fabricado em casa).

Stefani Bardin não trabalhou sozinha; o gastroenterologista Dr. Braden Kuo, da Universidade Harvard e do Hospital Geral de Massachusetts, colaborou iniciando o primeiro estudo clínico a utilizar a cápsula M2A, gravando o processo de digestão da boca ao ânus.

Eles também utilizaram um dispositivo gastroenterológico para capturar tempo, pressão e dados de pH conforme o trato gastrintestinal reagia a cada tipo de alimento digerido.

Embora os resultados finais ainda não tenham sido publicados, pois Bardin e Kuo estão levantando dinheiro para executar mais testes, o vídeo é uma visão perturbadora de como é difícil para o nosso corpo decompor “alimentos de prateleira”.

O que faz sentido, dado os ingredientes utilizados para preservar esses alimentos e dar-lhes a sua cor – produtos derivados de petroquímicos e butano. Bardin explica que o pior é que os corantes e aromatizantes artificiais são considerados propriedade intelectual de uma empresa, e os fabricantes não são obrigados a divulgar esta informação, uma vez que poderia potencialmente causar danos econômicos aos seus negócios se alguém roubasse seus segredos comerciais.

Ou seja, você mal sabe o que está indo pra dentro de você. E a intenção de Bardin é mostrá-lo. Então assista esse vídeo, para poder tomar decisões mais conscientes no futuro

Fonte: http://hypescience.com/qual-o-impacto-da-comida-processada-no-seu-corpo-em-comparacao-com-alimentos-integrais/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+feedburner%2Fxgpv+%28HypeScience%29

Ligação entre o Mal de Parkinson e pesticidas é oficialmente reconhecida na França


É um passo adiante no reconhecimento das doenças ocupacionais dos agricultores. Na segunda-feira, 07 de maio, entrou em vigor um decreto que reconhece o Mal de Parkinson como doença ocupacional e estabelece explicitamente um nexo de causalidade entre a doença – segunda maior doença neurodegenerativa na França depois do Alzheimer – e a utilização de pesticidas.

A reportagem é de Angela Bolis e está publicada no jornal francês Le Monde, 09-05-2012. A tradução é do Cepat. Um passo a mais porque nessa área, em reinava até agora a lei do silêncio, a tomada de consciência dos efeitos dos produtos fitossanitários sobre a saúde dos agricultores apenas está começando a emergir. E a dar os seus frutos.

Em fevereiro, a vitória de um produtor de grãos, Paul François, que havia movido um processo contra a gigante norte-americana Monsanto, abriu um precedente na França. A empresa foi julgada responsável pela intoxicação do produtor através da inalação quando estava limpando o tanque de seu pulverizador de herbicidas, o Lasso – retirado do mercado em 2007, na França. Os riscos do uso deste herbicida já eram conhecidos há mais de 20 anos. Alguns dias mais tarde, já eram dezenas de produtores a se manifestar no Salão da Agricultura, em frente à estante da União das Indústrias da Proteção das Plantas (UIPP). Suas reivindicações: a classificação de doenças relacionadas ao uso de pesticidas em doenças ocupacionais e a retirada de produtos perigosos.

No dia 30 de abril, foi outra decisão, aquela da Comissão de Indenização das Vítimas de Infração (Civi) de Epinal, que veio trazer água para o moinho: naquele dia, o Estado foi condenado a indenizar um produtor de grãos de Meurthe-et-Moselle que sofre de uma síndrome mieloproliferativa. Inicialmente reconhecida como doença profissional, a patologia foi então associada pela Civi ao uso de produtos que continham especialmente benzeno.

Um decreto “ansiosamente aguardado” Nesta paisagem que lentamente começa a evoluir, o decreto sobre o reconhecimento do Mal de Parkinson foi, portanto, “ansiosamente aguardado”, observa Guillaume Petit. O agricultor pertence à Associação de Fitovítimas, criada em março de 2011, e com a qual Paul François foi um dos primeiros a quebrar o silêncio, atacando a Monsanto. Ele esperou quatro anos para ter sua doença reconhecida como doença ocupacional.

“Quantos veem seu pedido negado? Quantos inclusive chegam a abandoná-lo devido às dificuldades?”, perguntou após a criação desta Associação. A inclusão do Mal de Parkinson nas listas de doenças ocupacionais do sistema agrícola facilitará, portanto, os esforços para os agricultores em quem esta doença será diagnosticada em menos de um ano após a utilização dos pesticidas – o texto não especifica quais. “É um reconhecimento oficial que já é importante em termos simbólicos”, observa Guillaume Petit. “Mas também é um caminho para o agricultor ser apoiado financeiramente, no caso de incapacidade de continuar trabalhando”. Em 10 anos, cinco doenças ligadas aos pesticidas são reconhecidas

Até agora, de acordo com Yves Cosset, médico do trabalho e assistente nacional de saúde do Mutual de Saúde dos Agricultores (MSA), apenas 20 casos do Mal de Parkinson foram relatados aos comitês de reconhecimento de doenças ocupacionais em uma década. Dez foram aceitos e outros 10 rejeitados. No mesmo período, apenas quatro ou cinco casos da doença foram oficialmente reconhecidos como causados por pesticidas.

No total, são 4.900 doenças que são reconhecidas a cada ano como doenças profissionais entre os agricultores. Mais de 90% são TMS (distúrbios osteomusculares); os demais casos estão relacionados principalmente aos animais e ao pó de madeira ou amianto, de acordo com Yves Cosset. Nas listas de doenças ocupacionais do sistema agrícola, há, por exemplo, a doença de Lyme – causada por carrapatos –, tétano ou hepatite. Mas também algumas doenças relacionadas aos produtos fitossanitários. É particularmente citado, desde 1955, o arsênico, responsável por vasta gama de doenças – irritação, intoxicação ou câncer. Ou ainda o benzeno, classificado como cancerígeno, e o pentaclorofenol (PCP), proibido como pesticida desde 2003. Mas, lembra Yves Cosset, “estas listas estão evoluindo com o conhecimento da ciência.

No entanto, a maioria das doenças relacionadas aos pesticidas vai ocorrer em intervalos diferentes, dez, vinte, até trinta anos após o início da sua utilização.

Na medicina do trabalho, começou-se a falar do amianto na década de 1960 e este produto só foi mencionado nestas listas em 1998 para os cânceres. Por conseguinte, não é de excluir que outras doenças possam surgir e sejam reconhecidas em anos futuros…”

Fonte: http://www.ecodebate.com.br/2012/05/18/ligacao-entre-o-mal-de-parkinson-e-pesticidas-e-oficialmente-reconhecida-na-franca/