quinta-feira, 26 de abril de 2012

HIV e Ortomolecular



Quase que mensalmente recebo em meu consultório pacientes soropositivos que esperam algo da ortomolecular. Felizmente a ortomolecular combinada com o tratamento convencional com infectologistas (é inegável que a terapia anti-retroviral mesmo com todos seus efeitos colaterais, é um grande avanço no tratamento da doença) gera bons resultados.

O foco da ortomolecular no caso do paciente soropositivo consiste na diminuição do estresse oxiddativo causado pelo vírus, suplementando minerais, aminoácidos e vitaminas que sabidamente apresentam déficit por conta da cinética do vírus. O indivíduo com HIV tem como principal característica o desarranjo da função imune, que no final leva á perda dos linfócitos T-helper (CD4+), necessitando de uma Terapia Nutricional, que possa abranger não apenas os sintomas associados à infecção por HIV, mas traga ao individuo uma melhor qualidade de vida.

As pessoas HIV positivas estão entre as que mais formam radicais livres, por causa da baixa imunidade e das constantes infecções. O tratamento ortomolecular associado à terapia anti-retroviral tem proporcionado aos pacientes uma grande melhora de qualidade de vida.


Dr. Helion Póvoa, precursor da medicina ortomolecular no Brasil, há 20 anos atende pacientes com HIV e tem uma ONG no Rio de Janeiro que visa atender pacientes carentes soropositivos.

Ele afirma que pessoas soropositivas que tomam vitaminas, minerais e aminoácidos (chamados de antioxidantes) para combater a grande quantidade de radicais livres formados na infecção pelo HIV têm a carga viral diminuída muito mais rapidamente, desaparecendo as complicações decorrentes da doença.

Helion Póvoa destaca, no entanto, que a função dos antioxidantes neste caso é de coadjuvante ao tratamento convencional: "A carga viral da doença é muito grande e só se consegue diminui-la com um tratamento tão violento quanto esse com os anti-retrovirais. Mas não há dúvida de que o uso de vitaminas e outros antioxidantes é capaz de representar melhoras espetaculares em pacientes com Aids.

O próprio Luc Montagnier, cientista francês que isolou o vírus da Aids em 1983, aconselha esse tratamento antioxidante complementar a todos que têm a doença". Segundo Helion Póvoa, existe uma proteína, chamada NFKB, que é produzida intensamente no organismo de quem tem o vírus da Aids, pois é fundamental à multiplicação do vírus HIV. Os antioxidantes são capazes de inibir a síntese do fator NFKB e assim inibir a multiplicação do HIV, diminuindo a carga viral no paciente de Aids e proporcionando-lhe grande melhora do estado geral. "Convém notar outra importância dos antioxidantes no tratamento da Aids: o seu poder de combater os efeitos colaterais dos anti-retrovirais", acrescenta Helion Póvoa.

"A formação de cálculos renais, por exemplo, é combatida com substâncias como o magnésio e a vitamina B6. Extrato de semente de uva, semente de linhaça e ômega 3 são bons para baixar o colesterol e os triglicerídeos".

 É importante ressaltar que é essencial consultar um médico ortomolecular e fazer exames específicos para saber que tipo de tratamento seguir. Porém, você pode incluir facilmente algumas substâncias ricas em antioxidantes, na sua alimentação diária. Veja as dicas no quadro ao lado.

A dieta deve ser avaliada quanto à adequação nutricional individual, considerando-se os sintomas associados à infecção por HIV, como:
• perda de peso,
• anorexia,
• diminuição dos níveis de energia,
• alterações gastrintestinais,

As necessidades energéticas variam dependendo do estado de saúde do indivíduo no momento da infecção por HIV, progressão da doença e desenvolvimento de complicações que prejudicam a ingesta e utilização de nutrientes.

É de grande importância à utilização de nutrientes, minerais e vitaminas envolvidos na função imunológica, já que o paciente encontra-se em constante estresse oxidativo e necessita de equilíbrio nutricional; a ingesta de proteínas adequada é importante para promover o equilíbrio positivo de nitrogênio e repleção de massa magra corpórea.

A atividade bactericida e antiviral dos linfócitos e a capacidade de multiplicação e secreção de Imunoglobulinas é afetada pelos oxidantes celulares, sendo assim é muito importante no tratamento dietoterápico a introdução de alimentos que tenha nutrientes com capacidade antioxidante e suplementação destes nutrientes, já que a alimentação, a digestão e absorção de nutrientes no paciente com Aids estão prejudicadas por diversos fatores.

Como o paciente com Aids necessita de um tratamento medicamentoso rigoroso é interessante fornecer na alimentação substâncias que ajudam no processo de detoxificação do organismo a fim de minimizar os desconfortos, como a utilização:

• Das brássicas: brócolis, couve flor, couve-de-bruxelas, couve e repolho
• Bioflavonóides (ex: quercetina que ativa o citocromo P450),
• Ervas e temperos naturais: alho, cebola, orégano, cúrcuma (açafrão), gengibre, alecrim, tomilho.

Indicado tratamento coadjuvante para reforçar o sistema imune:

1- Suplementação dos aminoácidos pela depleção e carência:

A – Arginina: Whey, albumina, dieta, suplementação
B – Cisteína: Whey, albumina, dieta, suplementação
C – Ornitina: Whey, albumina, dieta, suplementação

2- Vitaminas pela ação antioxidante:

A - Vitamina A e Betacaroteno
B - Vitamina C + Quercetina (bioflavonóide)
C - Vitamina E
D - Complexo B (principalmente B12)
E - Vitamina D

3- Suplementação dos oligoelementos:

A - Selênio quelado
B - Germânio quelado
C - Vanádio quelado (grande drenador do sistema linfático).

4- Suplementação com enzimas e HCL

A suplementação de enzimas tem a finalidade de corrigir a má-absorção. E a suplementação de ácido clorídrico é para minimizar a hipocloridria ou acloridria que geralmente os indivíduos com AIDS apresentam e que compromete a absorção dos nutrientes e consequentemente o estado nutricional do paciente e a absorção do AZT que depende do pH ácido do estômago para se solubilizar e ser absorvido.

5- ZINCO

O zinco é um dos principais elementos da imunidade e está presente no linfócito T. O stress oxidativo aumenta a deficiência de zinco.

6- L-GLUTATIONA

A glutationa é um antioxidante tripeptídeo formado de ácido glutâmico e cisteína. Ela é o substrato da enzima glutationa peroxidase que catalisa a redução do peróxido de hidrogênio através de um mecanismo de óxido-redução. È também a melhor forma de transporte no plasma de cisteína e dos grupos sulfidrílicos, que aumentam a atividade e a proliferação dos linfócitos T e a sua diferenciação de T para B. O paciente com AIDS tem uma deficiência sistêmica de glutationa. Ela modula o sistema imune.

7- N-ACETIL-CISTEÍNA: regenera a glutationa, varredora de radicais livres:

É importante recomendar esta suplementação, pois no paciente com AIDS todos os aminoácidos que contém o grupo tiol vão estar baixos.

8 - ÁCIDO ALFA-LIPÓICO:

9 - PROBIÓTICOS

Pois estes apresentam funções Imunomoduladores e Imunoestimulantes para manter o equilíbrio entre as bactérias da microbiota intestinal, já que o paciente com AIDS tem um stress oxidativo pela doença, consumo excessivo de medicamentos que acabam exercendo efeitos nocivos contra a microbiota gerando uma sobrecarga no sistema imunológico e a conseqüente quebra da homeostase intestinal favorecendo o aparecimento de diarréias.

10 - COENZIMA Q10

Melhora o aporte de energia na mitocôndria. É um antioxidante que auxilia no processo imunológico. Além de ser suplementado podem ser incluídos na alimentação alimentos fontes como: peixes, soja, germe de trigo, algas, oleaginosas, gergelim e brócolis.

A infecção da célula T humana no HIV aumenta a sua sensibilidade à toxicidade ao calor e radiação. Uma possível explicação para este resultado pode ser a redução da enzima manganês-SOD nas células infectadas pelo HIV comparadas as células não infectadas, sendo assim é importante aumentar na alimentação alimentos fontes de SOD como, por exemplo, o farelo de arroz.

Vegetais crus e cozidos. Temperar com ervas naturais: cheiro verde, alho (estimulante do sistema imunológico), orégano, alecrim e azeite de oliva extra virgem que é fonte de gordura monoinsaturada e compostos fenólicos que apresentam atividades antioxidantes.

É interessante a substituição dos cereais refinados pelos integrais que apresentam maiores quantidades de nutrientes como, por exemplo: zinco, magnésio, molibidênio que têm ação antioxidantes e é essencial para os pacientes com AIDS, já que o stress oxidativo tem uma função significativa na história natural na infecção pelo HIV e na depleção dos antioxidantes.

Observação: Em casos de diarréias que são resistentes ao tratamento, pode ser necessária a exclusão dos cereais e alimentos que são ricos em fibras insolúveis.

É importante não ficar um intervalo maior do que 2 a 3 horas sem ingerir nenhum alimento. Mesmo que nestes horários o paciente não sinta fome deve-se salientar a importância da regularidade no fornecimento de nutrientes e de energia para determinar um maior equilíbrio físico e emocional para favorecer a utilização dos nutrientes nos locais adequados, como por exemplo: as proteínas, quando ocorre intervalos maiores do que três horas entre as refeições, estas são desviadas das suas funções como a formação de imunoglobulinas que é essencial para o paciente com AIDS para o fornecimento de energia.

Os alimentos fontes de ácidos graxos mono e poliinsaturados, como, por exemplo, os óleos vegetais, azeite de oliva, oleaginosas, chia, são muito importantes para o paciente com AIDS pois estes ácidos graxos entram na composição da capa do Natural Killer que é uma célula de defesa importante do sistema imune

Bibliografia:
  1. SANTOS, Shirley, Medicina biomolecular e radicais livres. Coletâneas. V.01.
  2. CARVALHO, Paulo Roberto. Medicina Ortomolecular: Um guia completo dos nutrientes e suas propriedades terapêuticas. 4ªEd. Rio de Janeiro, Nova Era: 2006.
  3. OLSZEWER, Efraim. Clínica ortomolecular. 2ª ed. São Paulo, Roca: 2008.
  4. FAVIERE, Maria Inês. Nutrição na Visão da Prática Ortomolecular. Rio de Janeiro, Ícone: 2009.
  5. http://www.saberviver.org.br/index.php?g_edicao=tratamento009

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Pesquisa da USP demonstra riscos de corantes à saúde

Pesquisadores da USP estão jogando por terra o mito de que corantes não fazem mal à saúde.

Os estudos, coordenados pela professora Danielle Palma de Oliveira, têm chegado a resultados preocupantes sobre a ação destes componentes.

O grupo está estudando o uso de corantes na indústria têxtil, que entram em contato com a pele humana, na indústria de cosméticos, sobretudo tinturas para cabelos, e na indústria alimentícia.

Os principais riscos verificados estão ligados a danos genéticos, com a quebra das moléculas de DNA na células.

Em princípio, esse comportamento mutagênico pode levar ao desenvolvimento do câncer, embora esta associação não tenha sido pesquisada pelo grupo.

Corantes têxteis

As pesquisas começaram observando a presença de corantes químicos ligados à indústria têxtil, em um rio próximo à região metropolitana de São Paulo.

O grupo detectou que a exposição aos corantes provocava ações mutagênicas, como a quebra do DNA de células.

Os estudos agora já envolvem mais de 10 corantes da classe química AZO, e todos tiveram seus riscos à saúde comprovados: "Eles apresentaram danos ao material genético, com quebra de DNA ou de cromossomos," diz a pesquisadora.

Segundo Danielle, tais corantes são utilizados principalmente pela indústria têxtil, para o tingimento de fibras.

O risco para a saúde está no contato do corante com o suor, que pode fazer com que ele seja transferido para a pele. Visando comprovar estes efeitos, o grupo está desenvolvendo culturas de células de pele humana para realização de testes.

Corantes para cabelos

Com os avanços na questão dos corantes têxteis, Danielle iniciou o estudo de corantes ligados a outras indústrias, como os utilizados para mudança de coloração dos cabelos.

A pesquisa ainda está em fase inicial, mas já revelou alguns efeitos da utilização do produto.

"Já foi identificado que esses corantes são tóxicos, mas ainda não conseguimos verificar se eles também causam lesões ao DNA", declara.

Segundo Danielle, pesquisas sobre a ação destes componentes crescem principalmente nos Estados Unidos e na Comunidade Europeia, que não têm legislações específicas sobre as questões da utilização de corantes.

Corantes em alimentos

Um dos motivos do alerta se deu por conta de resultados em pesquisas europeias relacionadas às ações de corantes em alimentos infantis.

"Foi demonstrado que algumas papinhas podem levar as crianças a sofrerem alteração de comportamento e alergias, mas em pouco tempo [as substâncias prejudiciais] já estarão fora de circulação", conta a professora.

Legislação sobre corantes

A questão do risco dos corantes nunca foi estudada do modo devido por conta da suposição de que estes eram componentes inofensivos.

Porém, em virtude das descobertas recentes, a situação pode ser mais complexa. "Os corantes são substâncias perigosas e merecem mais atenção", declara Danielle.

No Brasil a legislação acerca do uso de corantes para a indústria têxtil também é inexistente, havendo regulação somente para o setor alimentício.

A professora, a partir dos resultados de suas pesquisas, propõe uma mudança na questão. "Nós procuramos utilizar os resultados de nossas pesquisas para embasar uma proposta de mudança na legislação", conta.

Porém, com os estudos em fase inicial, ela admite que esta mudança pode ser lenta. "Seria necessária uma reunião técnica com os legisladores para mostrar nossos resultados, mas isso ainda vai demorar um pouco", conclui.

Fonte: http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=riscos-corantes-saude&id=7579

Leia também:
1 - O diabo veste vermelho: http://www.ecologiamedica.net/2010/06/o-diabo-veste-vermelho-corante-nos.html
2 - Aditivos alimentares e seus possíveis efeitos: http://www.ecologiamedica.net/2010/11/aditivos-alimentares.html
3 - Correlação entre corantes alimentares e TDAH: http://www.ecologiamedica.net/2011/03/correlacao-entre-corantes-artificiais.html
4 - Aditivos alimentares e seus malefícios: http://www.ecologiamedica.net/2011/12/aditivos-alimentares-e-seus-maleficios.html

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Agrotóxicos por Dra. Carol Morais

AGROTÓXICOS por Dra. Carol Morais

Em 2001, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) criou o Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA) com o objetivo de estruturar um serviço para avaliar a qualidade dos alimentos e implementar ações para o controle de resíduos de agrotóxicos.

Desde então, anualmente a ANVISA libera a lista dos alimentos que mais apresentam resíduos de agrotóxicos e os classifica da seguinte maneira:

• Agrotóxicos não autorizados (NA) para as culturas monitoradas;

• Agrotóxicos autorizados para determinada cultura;

• Resíduo encontrado acima do limite máximo permitido (LMR);

Segundo a lista divulgada em dezembro pela ANVISA (disponível na íntegra no link: http://portal.anvisa.gov.br/wps/wcm/connect/55b8fb80495486cdaecbff4ed75891ae/Relat%C3%B3rio+PARA+2010+-+Vers%C3%A3o+Final.pdf?MOD=AJPERES), 92% das amostras de pimentão foram consideradas insatisfatórias com relação à quantidade (limite máximo permitido) e ao tipo de agrotóxico utilizado (não autorizado para a cultura). Em 2010 o PARA monitorou 18 alimentos: abacaxi, alface, arroz, batata, beterraba, cebola, cenoura, couve, feijão, laranja, maçã, mamão, manga, morango, pepino, pimentão, repolho e tomate.

A escolha das culturas baseou-se nos dados de consumo obtidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na disponibilidade destes alimentos nos supermercados das diferentes unidades da Federação e no uso intensivo de agrotóxicos nestas culturas.

Há dois pontos cruciais e que devem ser levados em conta por nós nutricionistas. Desde 2008, ocupamos o posto de país que mais utiliza agrotóxicos no mundo. O segundo ponto é que dos 50 princípios ativos mais usados em agrotóxicos no Brasil, 20 já foram banidos na União Europeia e em diversos países. No caso do pimentão, o composto encontrado, Endossulfan, presente em 85% das amostras, é proibido em 44 países, dentre eles EUA e na China. A ANVISA reavaliou o composto em 2010 e o mesmo será banido do país até 2013.

Mas por que tanto alarde em relação a agrotóxicos? Por que a recomendação cada vez mais recorrente em se consumir preferencialmente alimentos orgânicos?

A médica e pesquisadora da Fiocruz, Dra. Lia Giraldo, coordena um grupo de pesquisadores responsáveis por revisar os estudos científicos existentes sobre onze agrotóxicos, que estão em processo de reavaliação pela ANVISA. A mesma afirma categoricamente que inúmeras são as evidências dos malefícios dos agrotóxicos. Quando questionada sobre como aparecem essas evidências, a mesma afirmou que “são evidências clínicas através de doenças, agravos, sintomas, efeitos como abortamento, distúrbios cognitivos, de comportamento, morte, manifestações de neoplasias, tumores, distúrbios endócrinos. E muitas vezes os médicos não associam essas evidências com a exposição aos agrotóxicos, não registram isso, não informam e os sistemas de informação não incentivam e não capacitam os profissionais. Então, há todo um sistema de ocultamento de risco”.

Ou seja, dessa forma, quando se consegue fazer o diagnóstico e documentar, acaba por ficar como um caso isolado. A Dra. Lia brinca dizendo que o próprio pessoal da saúde pública chama veneno de remédio, “remédio para barata, para mosquito”, quando, na verdade, remédio é um conceito farmacológico de cura e não para ser utilizado no lugar da palavra veneno. Veneno é para matar uma praga que está atrapalhando a lavoura, não tem nada que ver com a saúde.

Pode parecer insignificante, mas ela afirma que tais confusões conceituais fazem parte desse processo de ocultamento de risco. “Antigamente, esses produtos todos vinham com uma “caveirinha” para mostrar que eram perigosos. Hoje, as embalagens vêm com mensagens ecológicas, um bulário com uma linguagem muito sofisticada e de difícil interpretação, que as pessoas não conseguem entender. Boa parte dos nossos trabalhadores rurais é analfabeta ou semianalfabeta e não tem capacidade de entender o que está escrito”.

A maior parte dos estudos sobre efeitos dos agrotóxicos são experimentais, em laborátorios, com animais, com os protocolos que são estabelecidos pelas agências internacionais e, com esses estudos, as evidências são muito fortes.

Porém, em 2009, a ANVISA conseguiu uma liberação para reavaliação de 13 substâncias ativas. Com isso, estão procurando levantar evidências clínicas e epidemiológicas que justifiquem o banimento de tais substâncias. Algumas já foram banidas e outras estão nesse processo de reavaliação. Embora em menor quantidade, durante esse processo de reavaliação, encontraram muitas informações que mostram efeitos em populações expostas, em situações de pessoas que tiveram agravos e, nesses casos, o profissional que atendeu conseguiu estabelecer relações entre o agravo e a exposição ao agrotóxico.

Apenas para citar alguns dos possíveis efeitos de alguns agrotóxicos, temos:

• DDT, Endosulfan, Dieldrin e Clorado: Acumulam-se no leite materno. Segundo pesquisa da Organização Mundial de Saúde (2001), podem causar criptorquidia e hipospadia, irregularidades menstruais e efeito disruptor endócrino. Como já citado acima, o endossulfan foi proibido pela ANVISA em 2010 – a determinação é fundamentada em estudos toxicológicos que associam o uso desse agrotóxico, considerado extremamente tóxico, a problemas: 1) reprodutivos; 2) endócrinos; 3) imunológicos; 4) neurotoxicidade e 5) hepatotoxicidade: em trabalhadores rurais e na população.
• Compostos pirimidínicos: Inibem a produção de hormônios esteroides.
• Cihexatina: também banida pela ANVISA em 2010, pois estudos em laboratório com ratos, coelhos e camundongos mostram graves riscos à saúde. Os principais efeitos da cihexatina são má-formação fetal, em especial a hidrocefalia. As experiências provaram ainda risco de aborto, efeitos sobre o sistema reprodutivo, danos à pele, pulmões, visão, fígado e rins, entre outros. As doses em que apareceram esses efeitos nos animais sugerem que a cihexatina não é segura para os trabalhadores rurais, os consumidores das culturas tratadas e a população em geral.
• Triclorfom: já proibido em 2010 no Brasil porque a ANVISA detectou vasta literatura evidenciando efeito disruptor endócrino e neurotóxico (hipoplasia cerebelar).
• Metamidofós: a literatura evidencia efeito neurotóxico (alterações psiquiátricas, doença de Parkinson).
• Glifosato: pesquisa realizada em 2010 pelo Laboratório de Embriologia Molecular da Universidade de Buenos Aires (UBA), e publicada na Chemical Research in Toxicology, evidenciou que o mesmo pode causar microftalmia (olhos menores que o normal), microcefalia (cabeças pequenas e deformadas), ciclopia (um olho só, no meio do rosto), más-formações craniofaciais (deformação de cartilagens faciais e craniais) e encurtamento do tronco embrionário. E a pesquisa não descartou que, em etapas posteriores, se confirmem más-formações cardíacas. Estudos já comprovaram que a placenta humana é permeável ao glifosato.

A preocupação maior, principalmente por parte dos endocrinologistas, é com relação aos efeitos nos fetos e nas crianças. Vários estudos estão evidenciando efeitos dos pesticidas na embriogênese.

Em 2010, um artigo publicado na revista Pediatrics sobre a relação de pesticidas e distúrbios de comportamento, descobriu uma ligação entre a exposição a pesticidas e a presença de sintomas de Transtorno de déficit de atenção com hiperatividade. O estudo foi realizado com 1139 crianças, de acordo com uma amostra da população geral dos EUA, e mediu os níveis de pesticidas em sua urina. Os autores concluíram que a exposição a pesticidas organofosforados, em níveis comumente encontrados em crianças nos EUA, pode contribuir para o diagnóstico de TDAH.

Em uma pesquisa publicada na Revista Pediatría em 2010, um órgão oficial da sociedade Paraguaia de Pediatria evidenciou que crianças são suceptíveis a alterações celulares em decorrência da exposição a agrotóxicos. Participaram do estudo 48 crianças potencialmente expostas a agrotóxicos e 46 não expostas. Obtiveram-se amostras da mucosa bucal para determinar o dano no material genético, através da frequência de micronúcleos. Encontrou-se, no grupo potencialmente exposto a agrotóxicos, uma média maior de micronúcleos e de células binucleadas, bem como uma maior frequência de fragmentação nuclear (cariorréxis) e picnose, que são processos típicos de células necróticas.

Bem, as cinco maiores produtoras de agrotóxicos têm fábricas no Brasil e querendo ou não, nosso país ainda é um país agrário, a bancada ruralista tem um poder sobre as massas, dando a entender que sem “defensivos” agrícolas, o brasileiro comerá mal, ou seja, a produção será insuficiente. Paradoxalmente, o consumo de agrotóxicos aumenta, o Brasil produz cada vez mais alimentos “poluídos” e o brasileiro está mais carente de nutrientes. Como explicar?

*Texto elaborado pela Dra Carolina de Morais Luiz Pereira, aluna bolsista do curso de Pós-graduação em Nutrição Esportiva Funcional pela VP Consultoria Nutricional/ Divisão Ensino e Pesquisa.
Fonte: http://www.vponline.com.br/blog/home.php/

A importância da microbiota intestinal


Probióticos com novas funções são alvo de estudos

Até o século passado, bactérias eram vistas apenas com aversão e como vilãs. E com razão: os esforços da microbiologia estavam em combater as doenças infecciosas e criar vacinas nessa guerra contra os micróbios.

Agora, médicos e pesquisadores estudam as bactérias que vivem no intestino pensando em usar esses micro-organismos tanto para melhorar a saúde em geral como para tratar doenças.

O papel da flora intestinal ganhou importância. Pesquisas apontam sua relação com doenças metabólicas (como obesidade e diabetes), alergias e proteção imunológica contra organismos invasores, sem contar os problemas gastrointestinais.

Para fortalecer essa barreira ou até recuperá-la, médicos do Brasil e do exterior estão usando probióticos (bactérias vivas que trazem benefícios para o hospedeiro).

Antes restritos a alimentos, os probióticos agora estão disponíveis em cápsulas. No Brasil, três marcas foram lançadas nos últimos anos.

"Hoje, há muitas pesquisas chegando na aplicação clínica [dos probióticos] e com benefícios comprovados", afirma Flávio Quilici, professor titular de gastroenterologia da PUC Campinas.

Os probióticos podem ajudar a restabelecer a flora quando ela é prejudicada por mudanças de dieta, uso de antibióticos, doenças gastrointestinais e queda de imunidade, segundo Quilici, que usa as bactérias vivas como um complemento do tratamento de gases, diarreia, constipação e sensibilidade intestinal.

Há ainda estudos apontando a eficácia dessas bactérias para a enterocolite necrosante, uma doença que ocorre mais entre os recém-nascidos prematuros e na qual a superfície interna do intestino sofre lesões e se inflama.

Outras áreas estão experimentando o uso dos probióticos. "Há estudos mostrando que ajudam a prevenir infartos porque reduzem o colesterol", conta Quilici.


DEFESA CONTRA HIV

Também tem se valorizado cada vez mais o intestino como órgão de entrada e moradia do HIV e de barreira contra o vírus, segundo o infectologista Artur Timerman.

"Se houver uma boa defesa da parede intestinal e um sistema imunológico em alerta, idealmente poderíamos até impedir a infecção. Tenho usado probióticos nos meus pacientes com HIV porque nesse caso a imunidade intestinal tem grande importância. Manter a mucosa intestinal 'atenta' pode trazer benefícios", diz Timerman.

Mas o conceito de que os probióticos estimulam o sistema imune a ficar de prontidão contra processos infecciosos ainda precisa ser comprovado na prática, diz Timerman. A falta de evidências nessa área, que é bastante nova, é uma das críticas dos especialistas.

"As evidências estão chegando, mas precisam ser consolidadas", diz Maria do Carmo Passos, professora de gastroenterologia da UFMG.

Ela afirma ainda que há uma dificuldade em entender o papel real do probiótico e faltam pesquisas sobre a função de cada cepa de bactéria para cada doença. "No futuro, deveremos ter probióticos específicos, como são os antibióticos", diz Passos.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1072497-probioticos-com-novas-funcoes-sao-alvo-de-estudos.shtml

Outros textos sobre o tema publicados aqui no blog:
  1. http://www.ecologiamedica.net/2011/04/estudos-relacionam-obesidade-flora.html
  2. http://www.ecologiamedica.net/2011/05/disbiose-no-idoso.html
  3. http://www.ecologiamedica.net/2011/06/causas-nao-classicas-de-obesidade.html

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Marcas nacionais e internacionais abrem os olhos para esmaltes hipoalergênicos; entenda as substâncias que podem causar irritações

Dica de reportagem da minha amiga e colega de trabalho, Dra. Isis Moreira.

Lendo revistas internacionais de moda (Elle, Vogue e Marie Claire), é impressionante como TO-DOS os anúncios de esmaltes fazem questão de mostrar que o produto é livre de formaldeído, toluenos e DBP (dibutil ftalato).

Estas são substâncias tóxicas que podem causar irritação no nariz, olhos e garganta, além de dermatite. Em alta concentração os efeitos são ainda piores. São ingredientes que também não fazem bem ao meio ambiente.

A boa notícia é que é possível encontrar no Brasil várias marcas que vendem esmaltes sem esses componentes. A Impala e a Risqué têm uma linha hipoalergênica especial. Já a Colorama e a Revlon produzem todos os seus esmaltes sem estes ingredientes nocivos.
Há quem diga que esmaltes sem formaldeídos, tolueno e dibutil ftalato não duram tanto tempo. Testes com o branquinho da Impala e diversos da Revlon e Colorama (rosa-chiclete e laranja fluo) mostraram que eles podem durar a mesma semana que os tradicionais.

Outra experiência ocorreu com os esmaltes So Laque, da francesa Bourjois, livre de toluenos e formaldeídos. Tanto o azul-violeta como um bege com toque rosé, que lembra o Particulière, da Chanel, foram aprovados neste sentido.

Fonte: http://chic.ig.com.br/beleza/noticia/marcas-nacionais-e-internacionais-abrem-os-olhos-para-esmaltes-hipoalerg-nicos-entenda-as-subst-ncias-que-podem-causar-irrita-es

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Mesmo polêmica, dieta sem glúten é moda para emagrecer e ganhar saúde

Antes praticada só por necessidade, a dieta sem glúten está conquistando novos adeptos: interessados em perder peso ou ganhar saúde.

Repórter abre mão de farinha de trigo e derivados e perde dez quilos

O cardápio, já adotado por celebridades como a atriz Juliana Paes, condena a farinha de trigo e seus derivados, como pão e macarrão, e proíbe qualquer alimento com aveia, malte, centeio e cevada -incluindo cerveja. A promessa é melhorar a função do intestino e, de quebra, acabar com males como a enxaqueca.

O glúten é uma proteína vegetal que, no organismo de pessoas sensíveis, pode provocar reações, entre elas diarreia, flatulência e fadiga. A sensibilidade mais comum é a doença celíaca, intolerância ao nutriente que atinge cerca de 1% da população.

Para quem tem a doença, ficar longe do glúten é fundamental. Para pessoas saudáveis, há controvérsia.

Recentemente, o Conselho Regional de Nutricionistas da 3ª Região (que inclui o Estado de São Paulo) lançou um parecer oficial sobre o tema. O documento diz que o glúten só deve ser tirado da dieta se houver diagnóstico de doença celíaca, alergia ou sensibilidade ao nutriente.

"Nutricionistas estavam tirando a proteína da alimentação de pessoas que queriam emagrecer ou curar um problema digestivo, sem diagnóstico", diz Thiago Sacchetto de Andrade, nutricionista e conselheiro da entidade. "É errado. Glúten não faz mal para a população em geral."

BENEFÍCIOS

A proteína não faz diferença na nutrição. A publicitária Patrícia Nery, 38, deixou de comer glúten para emagrecer. De junho a dezembro do ano passado, perdeu 11 quilos. "Foi a única coisa que mudei na minha alimentação. Se quero comer macarrão, tudo bem. Só que como sem glúten", diz.

Ela conta que já havia seguido várias dietas sem sucesso. "Perdia peso em pouco tempo, mas recuperava. Hoje está mais fácil manter."

Regina Racco, 61, professora de ginástica, tinha falhas de memória. Pesquisando, achou estudos segundo os quais a alimentação sem glúten é boa para portadores de Alzheimer. Com orientação de nutricionista, cortou a proteína e, em oito semanas, perdeu 13 quilos. "Emagreci sem perceber. Minha compulsão por comida acabou." A memória, diz ela, melhorou.

Especialistas concordam que a sensibilidade ao glúten pode ter muitos sintomas. A gastropediatra Vera Lúcia Sdepanian, chefe do ambulatório de celíacos da Unifesp, lembra de cabeça mais de 20 manifestações da doença celíaca, desde deficiências de vitaminas, dermatite e dor articular até osteoporose.

Mesmo quem não tem a doença pode manifestar algum tipo de sensibilidade, de acordo com a gastroenterologista Lorete Maria da Silva Kotze, professora da PUC-PR.

"Há um espectro muito grande de desconfortos relacionados ao glúten. O nutriente é absorvido pelo aparelho digestivo, mas sua ação é sistêmica. Isso torna o diagnóstico mais complicado."

Ganho de peso não está na lista de sintomas associados à intolerância a glúten. Mesmo assim, alguns médicos acreditam que tirar o nutriente ajuda a perder peso. "A digestão dessa proteína é difícil, o intestino fica inchado. Pessoas com sobrepeso ou doenças crônicas deveriam tirar o glúten", diz a nutróloga Tamara Mazaracki, membro da Associação Brasileira de Nutrologia.

"É uma proteína que não faz falta. Sem ela, você se alimenta melhor. Em vez de ficar no pão com trigo, passa a consumir quinoa, milho."

Para a gastropediatra Lenora Gandolfi, da Universidade de Brasília, não há comprovação científica de que tirar o glúten faz perder peso. O mesmo pensa a nutricionista Lara Natacci, da DietNet. "Não é a ausência do glúten que emagrece. Ao cortar esse item, você troca alimentos gordurosos e industrializados por opções mais saudáveis. A perda de peso deve ser relacionada a isso."

Para Vera Sdepanian, qualquer recomendação nutricional feita sem diagnóstico deve ser condenada. "A doença celíaca é séria, exige mudança de hábitos e pode ter consequências graves se não for tratada. A dieta é restritiva e difícil de ser seguida. Não pode ser para todos."

O diagnóstico da intolerância alimentar pode ser feito com um exame de sangue, teste genético e, se necessário, biópsia do intestino

Conheça os segredos de mulheres saudáveis pelo mundo. Qual o segredo para uma vida longa e saudável em nossa sociedade?

De acordo com pesquisadores da longevidade, o caminho talvez seja agir como se morasse em outro lugar.

A todo momento vemos novos “segredos” para viver bem e por muito tempo surgirem. Azeite para o coração, vinho para a saúde, tofu para viver até os 100 anos, felicidade com a alimentação da Noruega…

Os locais do mundo em que geralmente somos estimulados a copiar são chamados de “Zonas Azuis”. Elas foram apontadas pelo explorador Dan Buettner e uma equipe de pesquisadores da longevidade, e descritas em seu livro “The Blue Zones: Lessons for Living Longer from the People Who’ve Lived the Longest” (As Zonas Azuis: Lições para ter uma vida longa, das pessoas que viveram o máximo”). Eles estiveram em regiões da Itália, Grécia, Califórnia e Costa Rica, onde as pessoas tradicionalmente se mantém saudáveis e alguns vivem até 100 anos ou mais.

Similarmente, existem os “Pontos Frios”, identificados pela médica Daphne Miller, autora do livro “The Jungle Effect”. Os pontos são cinco áreas no México, Islândia, Grécia, Japão e Camarões, com baixos níveis de doenças “ocidentais”, como infarto, depressão e alguns cânceres.

Todos querem viver uma vida boa e longa, mas não necessariamente ir até a floresta buscar plantas. É difícil para várias pessoas substituir completamente a manteiga por azeite de oliva e petiscos por castanhas.

Mas David L. Katz, diretor do Centro de Pesquisa para Prevenção de Yale, afirma que é crucial tentar isso. “Existem projeções de que um em cada três americanos terão diabetes em 2050”. Mensagem desesperançosa. Então vamos olhar em alguns locais chave para entender como podemos viver melhor.

Mulheres francesas se mantém magras comendo pequenas porções

De acordo com o best-seller “Mulheres Francesas não Engordam”, de Mireille Guiliano, o paradoxo de como as mulheres da França conseguem comer manteiga e gordura sem ganhar peso pode ser explicado em duas palavras: porções menores. Elas comem porções menores de comida fresca e de qualidade, em conjunto com um pouco de vinho rico em antioxidantes, distribuídos por várias refeições.

Elas também têm tendência a andar ao invés de ficar tentando ir para a academia. “Na França, elas sobem escadas. Muitos prédios são antigos e não têm elevadores”, afirma Steven Jonas, coautor do livro “30 Secrets of the World’s Healthiest Cuisines” (30 Segredos das Cozinhas mais Saudáveis do Mundo).

E ainda, o preço do combustível é muito caro, o que motiva as pessoas a caminharem. Tudo isso gera um índice feminino de doenças cardíacas e obesidade baixo (12%, comparado a 36% dos EUA).

Se você não tem tempo para comer várias vezes ao longo do dia, Jonas dá a solução: “Mesmo que rápida, uma refeição em casa com ingredientes integrais é melhor do que ir a um restaurante com porções grandes e calorias vazias”.

Escandinávia: da fazenda para a mesa

A tradição culinária do norte europeu é comer o que você – ou alguém próximo – plantou ou produziu. As palavras chave são local e frescor. Os nórdicos comem peixe rico em Omega-3, assim como alces e aves selvagens, que tendem a ser mais magras do que as de criação.

O estilo de vida dessas pessoas produz um nível de obesidade baixo, menor do que 8% em alguns países.
Apesar da falta de luminosidade, as pessoas da Islândia e a Escandinávia sofrem menos depressão do que os americanos, provavelmente por causa do estilo de vida.

Na Escandinávia, existe também exercício físico na produção de comida. “Eles gastam energia produzindo e colhendo”, explica o cientista nutricional Amy Lanou. “Mas isso não é viável em muitas regiões da América”.

Se ter uma plantação própria no quintal não é possível para você, uma simples viagem para uma fazenda ou campo pode conectá-lo com a comida e o exercício.

As conexões japonesas de valor familiar

A região japonesa de Okinawa é conhecida por ter a maior concentração de pessoas centenárias do mundo. Comparada com os EUA, eles têm 80% a menos de casos de morte por câncer de mama e menos da metade por câncer de ovário e cólon. As taxas de demência e doença cardíaca também são menores.

Como eles fazem isso? Em Okinawa, as pessoas praticam hara hachi bu – comer até estar 80% cheio. Um estilo de vida espiritual, que inclui meditação e orações, parece reduzir o stress – o que também parece reduzir as doenças relacionadas. Os baixos índices de câncer são creditados a uma dieta rica em fibras, arroz, soja, vegetais, frutas, peixe rico em Omega-3, e uma pequena porção de laticínios e carne.

Também fundamental é o senso de conexão e comunidade. “Nas Zonas Azuis como Okinawa, há um forte apoio social, laços familiares, e um valor agregado em continuar a estar ativo na sociedade com 80, 90 e 100 anos”, explica Buettner. “A ideia de comunhão é importante para reduzir o stress, o risco de doenças e para a longevidade”.

Gorduras boas levam a vidas longas no Mediterrâneo

A tão falada dieta mediterrânea já foi relacionada a uma vida mais longa e menor risco de doença cardíaca, diabetes, obesidade, câncer, Parkinson e Alzheimer. A dieta inclui gorduras boas (azeite de oliva, castanhas, peixe), proteínas magras, frutas ricas em antioxidantes e vegetais, e uma pequena quantidade de vinho.

Claro, tudo funciona quando se diz “basta”. “Comer como um italiano não significa mergulhar em um prato infinito de massa”, adiciona Buettner. “Em Zonas Azuis como a ilha de Ikaria, na Grécia, você vai encontrar famílias grandes que cozinham sua própria comida. E tem mais, exercício é parte da vida diária – não algo a ser sofrido durante a academia”.

7 coisas para começar a fazer hoje

Buettner está viajando de ônibus, na esperança de transformar as cidades americanas em Zonas Azuis. “Mais de 40% dos americanos fumavam nos anos 60, e apenas 20% fumam hoje”, aponta. “Nós podemos modificar nossa dieta e estilo de vida, também”.

“Em todas as Zonas Azuis eles comem menos do que nós, pelo menos 20%”, afirma Buettner.

1. Uma dica para diminuir as porções: “Ao invés de colocar travessas grandes de comida no centro da mesa, preencha travessas secundárias”.

2. E sempre se lembre das plantas. As dietas ricas em vegetais não são apenas ricas em antioxidantes e outros nutrientes importantes, mas também interessantes para a sua aparência. “Um prato de comida em Okinawa tem um quinto da densidade calórica de uma refeição tipicamente americana. Você pode cortar para uma fração das calorias”, afirma Buettner. Ele também sugere que se veja a carne como um extra, ao invés de principal, e adicionar grãos, legumes e castanhas.

3. Aprenda a amar a comida que te ama. Uma dieta de comida crua, vegetais e tofu parece bem estranha para nós, mas o gosto pode ser treinado. “Os americanos adoram gordura, sal e açúcar porque estamos acostumados com isso”, comenta Katz. “Mas estudos mostram que se você come mais alimentos integrais você aprende a preferir eles”.

Uma boa maneira de começar: procure pelos açúcares dissimulados, encontrados em muita comida pré-pronta. “Uma vez que você se livra disso, você vai preferir comidas menos açucaradas”, afirma Katz.

4. Sente-se e relaxe. Talvez seja pedir demais que você cozinhe todas as refeições. Mas você ainda pode comer como os franceses: alongue suas refeições em pelo menos 20 minutos. Você vai acabar comendo menos e aproveitando mais.

5. Levante-se. “As pessoas que vivem bastante não encaram o exercício físico como um sofrimento”, comenta Buettner. Pelo contrário, um pouco de movimento é uma parte constante na vida diária. Faça uma caminhada após a janta. Use menos o carro e o elevador.

6. Saia e divirta-se. Toda Zona Azul é conhecida pela vida social e familiar forte. Passe tempo com a família e se cerce de amigos com estilo de vida saudável – hábitos bons são contagiosos. Buettner também sugere que você se envolva com a comunidade, seja uma igreja, um grupo de arte ou organização voluntária; essas conexões podem adicionar anos para sua vida.

7. Fique tranquilo. Mesmo as pessoas mais saudáveis ficam estressadas algumas vezes. Mas o que elas têm, comenta Buettner, são estratégias diárias pare reduzir o stress. Medite, vá correr, jante com seu melhor amigo.

Não tem problema aproveitar um hambúrguer ocasional. O que importa é um padrão de vida cumulativo de aproveitar comida saudável, conexão com outros e se manter em movimento. E assim você pode planejar chegar aos 100 anos na Zona Azul brasileira.

Fonte: http://hypescience.com/conheca-os-segredos-de-mulheres-saudaveis-pelo-mundo/

Preciso de um doce

Inicio este post com uma frase que você não vai mais esquecer:

“Gostar de doce é humano e natural. Precisar de doce é desequilíbrio funcional“.

Muitos motivos podem levar o organismo a PRECISAR de doce. Com exemplo podemos citar deficiência de cromo, deficiência de serotonina, presença aumentada de fungos no intestino, hipoglicemia…

Mas hoje vamos falar exclusivamente sobre a importância do Triptofano na correção deste desequilíbrio.

O triptofano é um aminoácido (derivado das proteínas). Aminoácido essencial ao ser humano pois não o produzimos no organismo, dependendo da dieta para obter os estoques adequados e desempenhar suas inúmeras funções.

Diversos estudos comprovam que deficiência de triptofano pode levar a sintomas de psicopatologias, depressão, insônia, suicídio, agressão, ansiedade e bulimia. Isto porque é ele quem se converte em Serotonina no organismo.

A serotonina, muitos já conhecem, é a responsável por nos manter com bom humor, boa tolerância, baixa indignação frente às circunstâncias da vida.

Afinal, qual a relação entre o triptofano e o desejo por doces?

O cérebro busca captar triptofano para nova produção de serotonina quando seus estoques estão baixos. E o cérebro nos avisa isto provocando desejo por carboidratos como doces ou até mesmo massas (pão branco, salgados, biscoitos, macarrão). O carboidrato aumenta a disponibilidade do triptofano cerebral, sendo captado pelos neurônios, produzindo serotonina.

Como se não bastasse a complexidade do nosso organismo, vem mais…:

Para que o Triptofano se converta em Serotonina precisam estar presentes: vitamina B6, B12, ácido fólico e magnésio.

Ou seja, não podemos viver sem os nutrientes! Nossa saúde emocional e comportamental precisa deles.

Está constantemente com anseio por doces ou massas? Já sabe, procure um nutricionista para avaliar suas necessidades nutricionais. E melhorar não somente esta compulsão, mas também modular o comportamento social, emocional e, para as mulheres, até mesmo a TPM!

Fonte: http://manutricionista.wordpress.com/2012/01/04/preciso-de-um-doce/

Conheça os perigos do açúcar

Lustig é um médico americano da Universidade da Califórnia (San Francisco, EUA), especialista em obesidade. Recentemente, ele tem promovido uma campanha para que haja leis restritivas de consumo de açúcar semelhantes às existentes para o álcool e tabaco, o que limitaria especialmente o acesso das crianças a produtos açucarados. Será que existe motivo para tanta preocupação?

O endocrinologista, que lançou um vídeo no Youtube no qual fala sobre o assunto (que já ultrapassou 2 milhões de visualizações), cita como exemplo uma série de doenças. Ele defende que o número de problemas de saúde como pressão alta, doenças do coração e vícios alimentares eram muito menores há 30 anos, e o responsável pelo salto nos índices foi o açúcar.

Como exemplo, o médico cita diabetes. Em 2011, havia 366 milhões de diabéticos no mundo (o equivalente a 5% da população), mais do que o dobro em 1980. Mais ou menos nessa época, o mundo começou a se preocupar e eliminar a quantidade excessiva de gordura na alimentação. Mas ninguém sabia que alguns lipídios são bons para o organismo: a ordem era cortar o máximo de gordura possível.

De lá para cá, fomos substituindo a gordura por açúcar. No Reino Unido, por exemplo, os índices são alarmantes: desde 1990, o consumo de açúcar cresceu 35%. Entre as crianças, a ingestão de glicose representa 17% do total de calorias diárias. Como é que chegamos a esse ponto?

A resposta do médico americano está nos produtos industrializados. Nos últimos anos, conforme ele explica, todos já sabem que açúcar em excesso pode fazer mal. Por isso, substituímos o açucareiro pelo adoçante, por exemplo, e tentamos cortar o açúcar dos alimentos que nós mesmos preparamos.

O problema é que o “açúcar invisível”, já embutido no alimento que vem da fábrica, atinge uma quantidade cada vez maior de produtos. Se você examinar o rótulo dos produtos que colocou em seu carrinho de supermercado, vai descobrir que existe açúcar em coisas que você nem imaginava.

Muitas pessoas engordam, por exemplo, porque o açúcar é um inibidor natural da leptina, o hormônio através do qual o estômago diz ao corpo que “já está bom, pode parar de comer”. Algo como uma trava natural. Este e outros efeitos nocivos indiretos à saúde por parte do açúcar também são objeto de estudo do endocrinologista americano.

O caminho para a restrição de tais produtos, conforme o próprio Robert Lustig afirma, é complicado. A indústria alimentícia resiste às tentativas de baixar os índices de açúcar nos produtos por que acreditam – provavelmente com razão – que o consumo vai cair significativamente se os alimentos nas formas em que as pessoas estão acostumadas mudarem. A vontade de mudar, dessa forma, deve partir primeiramente do consumidor.

Fonte: http://hypescience.com/conheca-os-perigos-do-acucar/

Dieta pode piorar doenças mentais

Estudos anteriores mostram que a dieta está associada à redução de comportamentos anormais em pessoas ou animais com doenças mentais. Agora, um novo estudo mostra que a dieta também pode desencadear o aparecimento de doenças mentais.
Ou seja, dependendo das alterações na sua dieta, você pode tanto reduzir o risco quanto desencadear uma doença mental.

Na nova pesquisa, os pesquisadores alimentaram ratos com uma dieta rica em açúcar e triptofano, que deveria reduzir comportamentos anormais. Em vez disso, os ratos que já estavam doentes pioraram seu comportamento anormal (de puxar seus pêlos) ou iniciaram um outro comportamento auto-prejudicial, de se arranhar, e os ratos aparentemente saudáveis desenvolveram os mesmos comportamentos anormais.

Os ratos eram como pessoas geneticamente em risco. Ou seja, eram predispostos a terem comportamentos anormais como se arranhar ou puxar seus pêlos. A dieta trouxe essas predisposições à tona.

Os pesquisadores também estudaram a tricotilomania, um distúrbio do controle de impulsos, no qual as pessoas puxam seus cabelos. O distúrbio, que desproporcionalmente ocorre em mulheres, deve afetar entre 2 e 4% da população.

Os pesquisadores descobriram que os ratos que puxam seus pêlos têm baixos níveis de atividade da serotonina no cérebro. Esse neurotransmissor é conhecido por afetar o humor e os impulsos. A hipótese dos cientistas é de que o aumento da atividade da serotonina no cérebro pode curar ou reduzir esse comportamento, e possivelmente a tricotilomania.

A serotonina é produzida no cérebro a partir do aminoácido triptofano, consumido em certos alimentos. O problema é que o triptofano muitas vezes não passa pela barreira entre o sangue e o cérebro, porque outros aminoácidos podem passar mais facilmente e bloquear a entrada.

Os pesquisadores então modificaram a dieta dos ratos para aumentar os hidratos de carbono simples, ou açúcares, e o triptofano. Os açúcares provocam uma liberação de insulina, que faz com que os músculos absorvam os outros aminoácidos, dando uma chance para o triptofano passar para o cérebro.

Usando oito vezes mais açúcar e quatro vezes mais triptofano, os pesquisadores observaram a duplicação da atividade da serotonina no cérebro. Mas os ratos não melhoraram, e sim pioraram.

Em um segundo experimento, os ratos foram divididos em três grupos: aqueles que estavam aparentemente normais, outros que tinham alguma perda de pêlo devido ao comportamento e um grupo que tinha grave queda de pêlo. Todos os ratos pioraram.

Três quartos dos ratos saudáveis desenvolveram um dos comportamentos após 12 semanas da nova dieta. Alguns dos ratos desenvolveram dermatite ulcerada, uma doença de pele fatal. Os pesquisadores observaram que só os ratos que se arranhavam contraíram a doença.

Isso levanta a questão: e se a dermatite ulcerada é um transtorno comportamental comum, e não uma doença de pele? O estudo mostra evidências de que pode ser um transtorno comportamental.

Quando retirados da dieta, os comportamentos negativos pararam de se desenvolver nos ratos. Quando os ratos do grupo de controle foram transferidos para a nova dieta, começaram a se coçar e puxar os pêlos.

O estudo questiona como a dieta pode afetar outras doenças comportamentais ou mentais, como autismo, síndrome de Tourette e tricotilomania. E se o aumento de açúcares simples na dieta americana está contribuindo para o aumento destas doenças?

Até agora, uma ligação entre a dieta e o aparecimento de transtornos mentais não tinha sido mostrada. A pesquisa faz com que seja uma possibilidade. O próximo passo é refinar os experimentos para imitar melhor os hábitos alimentares humanos, incluindo a quantidade de triptofano que as pessoas consomem

5 razões para não tomar refrigerante

Mesmo que você não saiba por que, com certeza sabe que refrigerante não faz bem. Desprovido de qualquer valor nutricional, essa água açucarada engorda, leva à obesidade e diabetes, além de outros vários males que não recebem muita atenção nas discussões de saúde, mas que listamos aqui na esperança de lhe recrutar para o lado do suco natural, chá e outras bebidas mais saudáveis. Confira:

1 – Envelhecimento acelerado
Normal, diet, light ou zero, todos os refrigerantes de cola contêm fosfato, ou ácido fosfórico, um ácido que dá ao refri seu sabor típico e aumenta seu tempo de prateleira. Embora ele exista em muitos alimentos integrais, tais como carne, leite e nozes, ácido fosfórico em excesso pode levar a problemas cardíacos e renais, perda muscular e osteoporose, e um estudo sugere que poderia até provocar envelhecimento acelerado.

O estudo, publicado em 2010, descobriu que os níveis de fosfato encontrados em refrigerantes fizeram com que ratos de laboratório morressem cinco semanas mais cedo do que os ratos cujas dietas tinham níveis normais de fosfato. Pior ainda é a tendência preocupante dos fabricantes de refrigerantes de aumentar os níveis de ácido fosfórico em seus produtos ao longo das últimas décadas.

2 – Pode causar câncer
Em 2011, a instituição sem fins lucrativos Centro de Ciência para o Interesse Público solicitou à Administração de Alimentos e Drogas americana para proibir o corante artificial caramelo usado para fazer Coca-Cola, Pepsi e outros refrigerantes marrons. O motivo: dois contaminantes na coloração, 2-metilimidazole e 4-metilimidazol, que já causaram câncer em animais. De acordo com uma lista proposta na Califórnia de 65 de produtos químicos conhecidos por causar câncer, apenas 16 microgramas por pessoa por dia de 4-metilimidazol é o suficiente para representar uma ameaça de câncer. Qualquer refrigerante (normal, diet, zero) contêm 200 microgramas por 570 ml.

3 – Dentes podres e problemas neurológicos
Nos EUA, dentistas até deram o nome de um refrigerante (boca “Mountain Dew”) para uma condição que eles veem em um monte de crianças que o bebem demais. Elas acabam com a boca cheia de cáries causadas por níveis de açúcar em excesso.

Além disso, um ingrediente chamado óleo vegetal bromado, ou BVO, adicionado para evitar que o aroma separe-se da bebida, é um produto químico industrial usado como retardador de chamas em plásticos. Também encontrado em outros refrigerantes e bebidas esportivas baseados em citros, o produto químico tem sido conhecido por causar distúrbios de memória e perda nervosa quando consumido em grandes quantidades. Os pesquisadores também suspeitam que o produto químico se acumula na gordura do corpo, podendo causar problemas de comportamento, infertilidade e lesões nos músculos do coração ao longo do tempo.

4 – Latas tóxicas
Não é apenas o refrigerante que causa problemas. Quase todas as latas de alumínio de refrigerante são revestidas com uma resina chamada bisfenol A (BPA), usada para impedir os ácidos do refrigerante de reagir com o metal. BPA é conhecida por interferir com os hormônios e tem sido associada a tudo, de infertilidade a obesidade a algumas formas de câncer. E, enquanto a Pepsi e a Coca-Cola estão atualmente envolvidas em uma batalha para ver qual empresa pode ser a primeira a desenvolver uma garrafa de plástico 100% baseada em plantas que elas estão divulgando como “sem BPA”, nenhuma a empresa está disposta a retirar a substância das latas de alumínio.

5 – Poluição da água
Os adoçantes artificiais utilizados em refrigerantes diet não quebram em nossos corpos, e nem o tratamento de águas residuais consegue separá-los los antes que entrem nos cursos de água. Em 2009, cientistas suíços testaram amostras de água tratada, rios e lagos na Suíça e detectaram níveis de acessulfame K, sucralose e sacarina em todos, substâncias usadas em refrigerantes diet. Um teste recente em abastecimentos de água municipal nos EUA também revelou a presença de sucralose em todos os 19 estudados. Não está claro ainda o que esses níveis encontrados podem fazer com as pessoas, mas pesquisas anteriores concluíram que a sucralose em rios e lagos interfere com os hábitos de alimentação de alguns organismos.

Fonte: http://hypescience.com/5-razoes-para-nao-tomar-refrigerante/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+feedburner%2Fxgpv+%28HypeScience%29