terça-feira, 27 de setembro de 2011

Hipotireoidismo: a Alimentação Correta Garante uma Melhor Qualidade de Vida!...


Depois que o Ronaldo fenômeno revelou ao encerrar sua carreira que tinha hipotireoidismo, muitas pessoas começaram a achar que não conseguiam perder peso por isso. Muito comum atender pessoas que acreditam ter este problema pela dificuldade em emagrecer, mas já vou deixar claro no início deste post que hipotireoidismo não “engorda”, o que ele promove é um inchaço, que gera um leve aumento de peso, não vai achando que ganhou 10 Kg por conta do hipotireoidismo, ok? Se está ganhando peso, sem aumentar a ingestão de alimentos, corre para o médico, isso não é normal e não espere aumentar muito peso para ir atrás de uma solução, o que acontece na maioria das vezes e que torna mais difícil voltar ao peso usual. Claro que há uma dificuldade em emagrecer pelo metabolismo ficar um pouco mais lento, posso dizer isso com propriedade, pois tenho este problema há sete anos, e sim é um pouco mais difícil, mas não impossível. Nada que atividade física + dieta adequada + reposição hormonal (quando orientada e necessária) não dê jeito!

Pelo menos 10% dos pacientes que apresentam quadro clínico de hipotireoidismo sofrem alterações de peso, alguns perdem alguns quilos enquanto outros ganham. Em casos mais graves, a perda de peso pode representar de 10% a 15% do peso corporal. Porém, os quilos perdidos são recuperados quando a doença é tratada. As mulheres entre 30 e 60 anos são mais propensas a ter este problema e estima-se que 1 a cada 10 mulheres terão hipotireoidismo ao longo da vida. Fui buscar uma imagem para este post e acabei descobrindo que a Deborah Secco e Cláudia Raia tem hipotireoidismo(eu não sabia), ou seja, é uma boa imagem para termos em mente para dismistificar que quem tem hipo necessariamente está acima do peso.

A tireóide pode ser afetada pela má alimentação, o flúor na água, exercícios de endurance, resíduos de pesticidas em frutas e vegetais, radiação de raios-x, álcool e drogas.

Minha intenção não é falar sobre a fisiopatologia e sim sobre a Orientação Nutricional para o Hipotireoidismo. Então, vamos supor que você já fez seus exames, já está tomando a dosagem de hormônio certinha, já passou pela Nutricionista para te ajudar a exterminar eventuais quilinhos ganhos neste período com uma dieta adequada ao seu metabolismo. Mas sempre existe um algo a mais que pode te ajudar então, vamos lá!

Alguns alimentos e nutrientes podem contribuir para melhorar a qualidade de vida para os pacientes com hipotireoidismo, porém, alguns devem ser evitados, vamos aos exemplos:

Tabela adaptada dos livros: "Prescription for Dietary Wellness e Prescrption for Nutritional Healing"
(clique para ampliar)

Orientações Importantes:

- Não usar álcool e se possível fazer exclusão de glúten por pelo menos 3 meses e observar se há ou não melhora dos sinais e sintomas.

- Alimentar-se bem a fim de evitar deficiências nutricionais, ou seja, alimentar-se de forma saudável, regular, de 3/3h. Não fazer Jejum prolongado, pois ele reduz os níveis de hormônios tireoideanos.

- As seguintes medicações podem diminuir a quantidade do hormônio ativo, portanto se utiliza algum deles fale com o seu médico para tentar um substituto: Beta-bloqueadores, Contraceptivos orais, Hormônios sintéticos orais, Lítio, Fenitoína, Teofilina ou Quimioterapia.

- A obesidade por si só causa uma resistência à ação dos hormônios, portanto perder peso é crucial, além da prática regular (diária, por pelo menos 45 minutos) de atividade física. Mas, relembrando, hipotireoidismo não causa obesidade.

- Uma reeducação alimentar irá auxiliar na perda de peso e a melhorar sua qualidade de vida.

- Alguns agrotóxicos estão associados ao surgimento de problemas endócrinos, portanto é recomendado que substitua os alimentos não-orgânicos por orgânicos sempre que possível.

- Tomar sol diariamente ao acordar é interessante, por pelo menos 15 minutos. Evite tomar banho após a exposição, a oleosidade da pele (retirada após o uso de sabonete) potencializa a produção de vitamina D.

- Prefira creme dental sem flúor.

Referências Bibliográficas:

- BALCH, Phyllis. Prescription for Nutritional Healing. Avery, USA, 2010.
- BALCH, Phyllis. Prescription for Dietary Wellness. Avery, USA, 2003.

Festas infantis – Alguns pontos para reflexão



Pense no seu filho(a) como a linda criança que é (ou foi): você teria coragem de matá-la ou fazer qualquer coisa que pudesse machucá-la? Acredito que a resposta seja: É CLARO que não! Mas e se você estiver de fato atentando contra a saúde dela sem sequer se dar conta disso? Afinal, presume-se que o responsável pelos atos e escolhas de uma criança sejam seus pais, certo? Mas como andam suas escolhas para a sua criança, já que o que você lhe dá, permite ou proíbe mas acima de tudo, o seu exemplo, o que você demonstra, ajuda-a a formar seu caráter, seus hábitos de vida e por tudo isso, seu futuro? Bem... Sinto informar-lhe que, querendo agradar, você pode estar “adoecendo” sua criança... Vejamos como.

Para a criança, o aniversário de um coleguinha é um momento muito especial, basicamente porque sabe que vai poder brincar, comer e beber muito, sem muitas restrições. Mas se qualquer excesso faz mal a todo organismo vivo, porque seria diferente para as crianças? E não é, por mais que permitamos, até inocentemente; e os 3 principais pecados cometidos nas festas infantis (sim, também pelos pais) são excessos de açúcar, gorduras ruins e refrigerantes.

AÇÚCAR
Coisas que você provavelmente já sabe sobre ele:
-       Seu excesso pode levar o pâncreas à exaustão e/ou à resistência à insulina, assim causando o diabetes mellitus tipo 2 (doença conhecida que pode levar a múltiplas incapacidades e mesmo morte)
-       Quanto mais açúcar se come, mais gordura se produz e menos tempo se vive
-       A dieta que mais engorda NÃO é a rica em gorduras mas em carboidratos (sobretudo os simples, doces, ricos em açúcar mesmo)
-       O cérebro “vicia” em açúcar, ficando realmente dependente dele e normalmente exigindo quantidades cada vez maiores no dia a dia
-       Efeito comum: quanto mais açúcar, mais agitação psicomotora (de curta duração, exceto em crianças e idosos) – excesso literalmente “bagunça” o funcionamento cerebral
-       O açúcar está relacionado de forma importante à causa e manutenção de estado inflamatório do organismo
Acha que com sua criança é diferente? E na festa ela ingere açúcar nas mais diversas formas, durante horas e habitualmente de forma excessiva mas não pára por aí: leva estoques para passar dias abusando de doces ainda mais, após passada na famosa (e de lamentável existência, na minha opinião) “mesa de guloseimas” e ainda com a tradicional lembrancinha de final de festa que raras vezes não contém ainda mais doces. Isso sem falar nos corantes, estabilizantes, realçadores de sabor e aditivos gerais, também danosos: afinal, seria mera coincidência o grande número de crianças com alergias/intolerâncias alimentares e tantas “ites” nos dias de hoje?

GORDURAS RUINS
Coisas que você provavelmente já sabe sobre elas:
-       São as chamadas gorduras saturadas ou gorduras “trans” – as saturadas são as que, sobretudo quando oxidadas, estão mais envolvidas na inflamação e entupimento de vasos sangüíneos (principalmente artérias) e as trans intoxicam o organismo e prejudicam sobremaneira o funcionamento hepático
-       Assim que chegam no organismo já iniciam seus efeitos danosos, ou seja, já desde as primeiras alimentações a criança exposta a elas começa a ter suas artérias gradativamente inflamadas e obstruídas
-       Frituras são fontes importantes delas e de difícil/lenta digestão
-       Mesmo gorduras ditas “boas” (mono e poliinsaturadas), quando expostas a grandes temperaturas, “transformam-se” em ruins
-       O cérebro “vicia” em gorduras, “sentindo falta” delas e demandando novas doses, cada vez maiores, a cada dia; afinal, não é à toa que os alimentos gordurosos costumam ser os mais saborosos
-       No seu excesso, o organismo utiliza menos as “gorduras boas” para construir hormônios e membranas celulares; resultado: matéria-prima ruim = organismo mais inflamado e frágil
-       Estudos mostram que o processo de obstrução de artérias por placas de gordura já começa no primeiro ano de vida
Acha mesmo que com sua criança é diferente? E na festa a maioria dos salgadinhos ou é frita e/ou é feita com grande quantidade de gordura hidrogenada (trans) e saturada (acreditam mesmo que o óleo de fritura é novo ou mesmo trocado com freqüência?); e durante horas os presentes abusam deles.

REFRIGERANTES
Coisas que você provavelmente já sabe sobre eles:
-       Os “normais” são riquíssimos em açúcar (vide malefícios diversos acima), que atinge o sangue em questão de minutos, gerando sobrecarga
-       Contêm muitos ácidos que alteram o pH do organismo (sobretudo intestino) e aumentam a perda de minerais
-       Gaseificados, aumentam a distensão do estômago, assim lentificando a digestão – aliás, em resumo, prejudicam a digestão
-       Mesmo os light e diet têm sido relacionados por estudos a aumento da fome, intoxicação hepática, diabetes e mesmo obesidade
-       Quem toma mais refrigerante, toma menos água, o que por si só já é algo muito prejudicial para o organismo
-       Estudos indicam que quanto mais refrigerantes uma pessoa toma, mais tem vontade de tomá-los (e em maiores quantidades e freqüência)
Acha mesmo que com sua criança é diferente?

Vale ressaltar que os 3 fatores (Açúcar, Gorduras ruins e Refrigerantes) estão entre os principais vilões da alimentação moderna, envolvidos na gênese, manutenção e/ou agravamento das principais doenças crônicas e entre elas a obesidade, que exibe grande e assustador crescimento em todo o mundo, muito entre as crianças. E as doenças crônicas desenvolvidas no futuro começam pelos abusos e maus hábitos, recorrentes, desde a infância: ou acham que é mera coincidência crianças de pouca idade já comparecerem a consultórios para tratamento de colesterol/triglicerídeos altos, hipertensão, intolerância à glicose (excesso de exposição ao açúcar pode, sim, levar a isto precocemente) e mesmo sobrecarga hepática?

Ademais, é lamentável a dificuldade que pais conscientes encontram para fazer sua festinha com opções mais saudáveis de alimentação. E engana-se quem pensa que as festinhas são meros abusos ocasionais, uma vez que não são raras as ocorrências de mais de uma por final de semana, sendo dezenas por ano!

Em resumo, festas infantis tinham tudo para ser só motivos de felicidade mas, na prática, contêm em si fatores incontestáveis de agravo à saúde de todos os presentes. Só que da sua saúde cuida você, não é? E das crianças? E seu futuro pelo que fazem hoje? Pensemos nisso e procuremos ser, cada vez mais, responsáveis, nas pequenas mas importantes coisas: nossos pequenos dependem muito mais disso que imaginamos.

Um abraço e SAÚDE para todos!

Ícaro Alves Alcântara
Twitter: @qualidade_vida


Medicina complementar pode ser boa aliada para a fertilidade...



Existe uma percepção de vários médicos e pesquisadores de que a infertilidade está aumentando. Nas revistas científicas, já foi publicada a defesa dessa ideia por autores como Abel, em 1985, Sinclair, em 1994, e Giwercman, em 1998 por exemplo. Entretanto, cabe observar que os dados epidemiológicos publicados nos últimos anos, sobre infertilidade, são contraditórios. Há os que afirmam que existe o contrário: uma tendência à sua redução e que isso pode ser atribuído aos avanços da medicina.

Discussões à parte, há um dado significativo que merece a nossa observação: considerando os números da OMS (Organização Mundial da Saúde), estima-se que atualmente 12% dos casais em idade fértil no mundo não conseguem ter filhos, enquanto que na década de 50 esse número global estava na casa de 4% a 5%. A OMS ainda considera que os outros 10% possuem “dificuldade de concepção”: casos onde a reprodução é demorada, havendo evidências de pouca fertilidade ou ela foi assistida por técnicas da medicina.

Eu estou entre os médicos que acreditam que há uma elevação significativa nos casos de infertilidade nos últimos 50 anos. Outro ponto interessante é que entre os tipos de infertilidade a que mais cresceu foi a dos casos chamados de idiopáticos, ou seja, aqueles onde não se identifica o motivo para a dificuldade de engravidar. Hoje em dia, cerca de um quinto dos casos é do tipo idiopático, onde não é possível identificar a causa de infertilidade.

Essas causas podem ser do homem. Cerca de um terço dos casos ocorrem porque o esperma masculino está com problemas e, com isso, há poucos espermatozóides viáveis. Já as causas orgânicas de infertilidade feminina são muitas e correspondem a 40% dos casos. Nos 10% restantes, tanto homens como mulheres concorrem, ao mesmo tempo, para o problema.

Infertilidade orgânica

Entre as causas de infertilidade chamadas de orgânicas (onde há um problema que pode ser identificado e diagnosticado) na mulher, as mais comuns são a endometriose, a doença inflamatória pélvica, ovário policístico e as alterações do corpo uterino.

Na endometriose, o endométrio, tecido que recobre a parte interna do útero, se desprende migrando para outros locais, em geral ovário e trompas, onde atrapalha o seu funcionamento. Com isso, a ovulação ou a nidação do embrião são afetadas, gerando esterilidade.

Ovários policísticos é um problema onde os folículos ovarianos não conseguem se desenvolver normalmente e acontece um desvio do metabolismo. O ovário fica cheio de pequenos cistos, que não conseguem evoluir e produzir um óvulo, e há uma produção excessiva de testosterona, um hormônio masculino. Com isso a mulher não ovula normalmente, nem menstrua, além de poder apresentar também um problema chamado de síndrome metabólica, onde o colesterol sobe e há resistência à insulina. Há também aumento de peso e aparecimento de pelos anormais. As causas desse problema ainda não estão totalmente esclarecidas.

A doença inflamatória pélvica é uma infecção do aparelho reprodutor feminino e pode ser provocada por vários micro-organismos, mas o que é mais comum se chama clamídia. Ele costuma afetar as trompas, o que causa obstruções e deformações. Com isso, o óvulo não chega ao útero e nem pode ser fecundado. As mulheres que têm uma causa orgânica de infertilidade identificada, em geral, ficam mais tranquilas, devido à possibilidade de vislumbrar um tratamento.

A grande angústia acontece quando nenhuma causa pode ser identificada pelos exames, e os casais ficam perdidos, sem saber a razão de não conseguirem reproduzir. Por isso, é nesse ponto que vou concentrar mais a minha atenção neste texto. Existe muita controvérsia quanto à origem do aumento da infertilidade idiopática. Os fatos que vou relatar não são consenso na literatura médica, mas, na minha opinião, são procedentes e merecem ser mais investigados.

Possíveis causas da infertilidade idiopática (sem o motivo identificado):

Primeira - Anticoncepcionais

Um problema vem do uso excessivo de anticoncepcionais por adolescentes e adultas jovens. As jovens usam os medicamentos à base de hormônios sintéticos para evitar filhos, e esses medicamentos inibem a função da hipófise. Com isso, a hipófise deixa de comandar o ovário, não se formam folículos, óvulos, nem o corpo lúteo. Os ciclos menstruais são resultantes dos efeitos dos hormônios existentes nos anticoncepcionais. 

Muitos médicos deixaram de fazer uma interrupção anual nos anticoncepcionais, para deixar a hipófise reassumir o controle do ovário. As jovens passam anos usando anticoncepcional, o que pode afetar a capacidade da hipófise de regular o ovário. Às vezes, a hipófise não consegue mais reassumir um controle perfeito do ovário em mulheres mais sensíveis, quando as mesmas param de usar os hormônios. Algumas mulheres nem menstruam, outras menstruam, mas o ciclo é irregular, e elas não ovulam normalmente. Por isso, um percentual de mulheres que usam anticoncepcionais por muitos anos ficam com dificuldade de engravidar.

Segunda - Poluição ambiental

Uma segunda causa apontada, em especial por ambientalistas, tem sido a poluição ambiental. Muitas substâncias químicas usadas na indústria, pecuária e agricultura, e que chegam ao meio ambiente, possuem um efeito chamado de “desruptor endócrino”. Isso significa que essas substâncias interferem na função dos hormônios, causando uma quebra da comunicação entre a hipófise e as glândulas. Uma boa parte das substâncias que causa esse problema atua no eixo dos hormônios sexuais e, por isso, tem sido relacionada com a infertilidade em várias espécies animais assim como em humanos.

Isso, por exemplo, já foi comprovado para um defensivo agrícola chamado Chlordane, que além de potencializar o efeito tóxico de dezenas de substâncias, modifica a capacidade do fígado de metabolizar o estrogênio natural, gerando infertilidade. Um estudo feito na USP (Universidade de  São Paulo) demonstrou que as taxas de fertilidade são menores em populações que vivem em locais com maior poluição atmosférica. 

Há ainda as conclusões preocupantes de um estudo realizado na Universidade de Granada, que avaliou a placenta de 308 partos realizados entre 2002 e 2004. Nesse estudo 100% das placentas estavam contaminadas por uma ou mais das substâncias testadas, todas poluentes com potencial de afetar a reprodução. Isso mostra que esses poluentes têm capacidade de atingir o embrião, corroborando mais ainda essa hipótese.

Terceira - Estresse continuado

Por fim, a terceira causa para infertilidade idiopática apontada por alguns especialistas é o estresse continuado. O estresse pode interferir com a função da hipófise e desregulando os hormônios FSH e LH, que controlam o ovário, e ainda causa elevação da prolactina - um conhecido inibidor da ovulação. Populações humanas submetidas a altos índices de estresse, como numa guerra, têm uma redução significativa da fertilidade. As populações das cidades grandes estão cada vez mais estressadas e pode ser essa uma das causas da redução de fertilidade.

Afinal, como melhorar a fertilidade por meio da medicina complementar?

A medicina complementar oferece algumas armas para melhorar a fertilidade e pode ajudar, em especial, nos casos de infertilidade idiopática (sem o motivo identificado). Um recurso importante são as vitaminas e minerais, que, se não tiverem em quantidades suficientes, podem atrapalhar as funções do ovário ou a nidação do óvulo.

A medicina complementar tem alguns recursos que podem ajudar no tratamento de infertilidade. Um é a acupuntura. Vários estudos científicos demonstraram que a acupuntura melhora a fertilidade feminina, inclusive nas que foram submetidas à fertilização “in vitro”. Por isso, muitas clínicas de fertilidade estão indicando acupuntura para suas pacientes. Algumas vitaminas e nutrientes também podem ajudar na fertilidade. A suplementação de ácido fólico, por exemplo, é considerada fundamental na gestação, pois a deficiência dessa vitamina é uma causa de infertilidade.

No caso de suspeita de existirem “desruptores endócrinos” afetando negativamente a fertilidade, existe a possibilidade de se empregar alguns ativos naturais com efeito quelante, que significa a capacidade de eliminar substâncias tóxicas do organismo. A vitamina C tem esse efeito. Uma substância retirada de frutas cítricas, chamada de pectina cítrica modificada, tem mostrado essa capacidade, em pesquisas recentes. Em pessoas cuja suspeita recaia no estresse continuado, técnicas como a meditação, relaxamento, massagem e mesmo hipnose podem ser tentadas.

Autor: Dr. Alex Botsaris - Médico, acupunturista e ecologista clínico. Autor do livro: Medicina Ecológica

Fumaça dos carros como fator de risco para diversas patologias



Anualmente inúmeras pessoas morrem em decorrência de complicações oriundas da poluição ambiental. A poluição por veículos é apenas uma das poluições e que tem suma importância na nossa saúde.

Segundo o maior pesquisador brasileiro em matéria de Poluição Atmosférica, o Médico e professor da USP, Dr. Paulo Saldiva, a poluição mata cerca de 12 pessoas por dia só em São Paulo. Mata mais idosos que jovens. Mata mais pobres que ricos. Quem mora na periferia e tem que esperar nos pontos de ônibus respira mais veneno do que quem está passando pelo ponto de carro soltando fumaça.

Pr complicar ainda mais a situação, a poluição em decorrência das fumaças emitidas por veículos,
agrava as mudanças climáticas o que ocasiona mais doenças. Gerando um ciclo.

Uma recente pesquisa feita pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada), evidenciou que esse tipo de poluição é um fator importante na saúde dos moradores das cidades e que a emissão de gás carbônico por veículos automotores aumentou 283% em 30 anos no Brasil.

Inúmeras são as doenças que podem ser ocasionadas por essa fumaça e a cada momento a ciência nos mostra estudos que correlacionam a poluição ambiental como fator de risco para diversas patologias.

Durante décadas a poluição ambiental ficou relacionada apenas a patologias das vias aéreas superiores e inferiores. Por exemplo: fator causal ou de piora de rinites, sinusites, desencadeamento de pneumonias, descompensação de pacientes portadores de Doença Pulmonar Obstrutitva crônica – DPOC (enfisema pulmonar e bronquite crônica), desencadeamento de crises asmáticas. Isso acontece, justamente pelo fato das vias áreas serem a via de entrada para os contaminantes presentes na fumaça.

Um estudo interessante publicado em 2011 em uma das revistas médicas mais renomadas “The Lancet”, sugeriu que a poluição poderia impedir que os pulmões de crianças crescessem normalmente, alcançando todo o seu potencial.

Em 2010 o laboratório de poluição atmosférica experimental da USP (Universidade de São Paulo), realizou uma pesquisa em 18 capitais e concluíram que todas essas cidades vêm sofrendo uma influência cada vez maior de poluentes na saúde de sua população, por causa do aumento da frota de carros.

Um estudo publicado na revista Circulation correlacionou a poluição do ar ao aumento da incidência de doenças cardiovasculares. Já um estudo interessante e recente, feito pelo British Heart Association, da Inglaterra, evidenciou que quanto maior a exposição à fumada de veículos maior o risco do indivíduo ter um infarto agudo do miocárdio.

Outro estudo publicado agora em 2011 mostrou que a exposição crônica à fumaça de veículos leva a uma diminuição na capacidade de aprendizagem e memória em ratos que foram expostos ao ar poluído por 15 horas por semana durante 10 semanas. De acordo com os pesquisadores, foram encontrados “sinais de inflamação associados ao envelhecimento precoce e à doença de Alzheimer”.

O aumento da prevalência do Diabetes Mellitus também pode estar relacionado a partículas finas decorrentes da poluição atmosférica, foi o que mostrou um recente estudo publicado na Diabetes Care.

Outro estudo evidenciou alterações na pressão arterial, níveis de lipídios e marcadores inflamatórios de indivíduos expostos à um ar poluído.

Mas e aí, qual a solução ?

Isso é algo que os governantes em ação conjunta com o ministério da saúde e pesquisadores da área deverão buscar. Não só pelas doenças em si ocasionadas, mas pelos gastos que ocorrem, dinheiro este que poderia ser empregado em outras áreas da saúde.

A melhoria do sistema de transporte público e aumentar o número de ciclovias é uma opção, já que está bem estabelecido que o aumento da frota de carros eleva a produção de fumaça e com isso problemas de saúde.

As produtoras de combustíveis devem tentar produzir substâncias que durante a combustão, lancem produtos menos tóxicos no ar das cidades.

As montadoras deveriam procurar lançar filtros de combustíveis mais eficientes, além de motores menos poluentes, busca por fontes renováveis de energia, fabricação de carros elétricos...

Cada cidade deveria implantar a inspeção veicular. Esta seria hoje o principal projeto de saúde pública no Brasil. Com isso os carros desrregulados seriam retirado de circulação e auxiliariam a reduzir o que denominam de “fumaça preta”.

Bibliografia:
  1. http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/videos-veja-entrevista/paulo-saldiva-medico-especialista-em-poluicao-atmosferica/
  2. http://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=10551&Itemid=7
  3. http://www.nossasaopaulo.org.br/portal/node/8803
  4. http://www.nossasaopaulo.org.br/portal/node/8806
  5. http://circ.ahajournals.org/content/109/21/2655.full
  6. http://care.diabetesjournals.org/content/33/10/2196.abstract
  7. http://circ.ahajournals.org/content/121/25/2755.full
  8. http://oem.bmj.com/content/68/1/64.abstract
  9. http://bloodjournal.hematologylibrary.org/content/118/9/2405.abstract
  10. http://ehp03.niehs.nih.gov/article/info%253Adoi%252F10.1289%252Fehp.1002973&usg=ALkJrhguVaqg1NgdpoNX_M_g-ivmR2qTqg

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Dieta deficiente

A renda familiar e a escolaridade dos pais são fatores que influenciam na dieta dos adolescentes, restringindo a ingestão de nutrientes importantes no combate de doenças crônicas, como hipertensão e diabetes.

A conclusão é de uma pesquisa realizada na capital paulista pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP), em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, e publicada na revista Public Health Nutrition.

O estudo foi tema do mestrado de Eliseu Verly Júnior, com coordenação de Dirce Maria Lobo Marchioni e participação de Regina Mara Fisberg, ambas professoras do Departamento de Nutrição da FSP-USP.

Com o objetivo de avaliar o consumo alimentar de 525 adolescentes, com idade entre 14 e 18 anos, o trabalho integrou o Inquérito de Saúde no Município de São Paulo (ISA), que visa conhecer com mais detalhes o perfil epidemiológico da população da cidade.

O nutriente com maior percentual de ingestão inadequada nessa faixa etária foi a vitamina E, apresentando deficiência de 99% na dieta de ambos os sexos. Em segundo lugar esteve o magnésio, com 89% de inadequação entre os adolescentes do sexo masculino e 84% do feminino, seguido pelas vitaminas A (78% e 71%), C (79% e 53%) e B6 (21% e 33%).

“Existem diversas variáveis que determinam o baixo consumo desses nutrientes nessa faixa etária como, por exemplo, a renda familiar per capita. As pessoas que pertencem ao grupo de baixa renda apresentaram menor consumo de nutrientes, entre os quais as vitaminas A, C, B6, B12, fósforo, zinco, tiamina e riboflavina”, disse Verly.

“Isso ocorre porque as pessoas dessa faixa etária geralmente consomem baixas quantidades de frutas, verduras e legumes, que são importantes fontes de nutrientes”, disse Verly, que atualmente faz doutorado na FSP-USP. "A condição financeira restringe o acesso aos alimentos e, dessa forma, a uma dieta mais adequada. Isso indica que a camada menos favorecida tem pior condição nutricional”, apontou Fisberg.

O estudo verificou ainda que a deficiência na dieta também esteve relacionada ao nível escolar dos pais. Os dados mostraram que a menor escolaridade foi associada às maiores prevalências de inadequação de consumo dos mesmos nutrientes apontados em jovens de baixa renda. Para Fisberg, os dados apresentados pela pesquisa podem auxiliar futuros programas de estímulo ao consumo de alimentos fontes dos nutrientes deficientes – presentes em frutas, vegetais e cereais, entre outros –, voltados à população de baixa renda.

Fonte: http://www.hebron.com.br/

sábado, 24 de setembro de 2011

Maçã, pera, banana ou couve-flor ajudam a prevenir o acidente vascular cerebral (AVC)

A cor da parte comestível de frutas e vegetais reflete a presença de compostos bioativos como, por exemplo, carotenoides, antocianinas, flavonoides, etc. Mas ainda não se conhece quais os grupos de frutas ou vegetais que mais colaboram para a prevenção do acidente vascular cerebral. O presente estudo avaliou a associação entre o consumo dos diferentes grupos de frutas e vegetais, separados por cor da parte comestível, durante dez anos, e verificou a incidência de acidente vascular cerebral1 (AVC).

O estudo prospectivo, de coorte, publicado no periódico Stroke, incluiu 20.069 homens e mulheres, entre 20 e 65 anos, livres de doenças cardiovasculares no início da pesquisa. Os participantes preencheram questionário detalhado sobre hábitos alimentares. Foi calculada a incidência2 de AVC utilizando a análise multivariada de Cox com ajustes para idade, sexo, estilo de vida e fatores dietéticos.

Durante 10 anos de acompanhamento, 233 novos casos de acidente vascular cerebral foram documentados.

As frutas e os vegetais foram classificados em quatro grupos de cores:
  1. Grupo 1: verde
  2. Grupo 2: laranja e amarelo.
  3. Grupo 3: vermelho e roxo.
  4. Grupo 4: branco.
A média de consumo para cada grupo foi, respectivamente, de: 62g/dia; 87g/dia; 57g/dia e 118g/dia.

Os grupos 1, 2 e 3 não estavam relacionados com a incidência2 de acidente vascular cerebral1. Já o grupo de frutas e vegetais com a parte comestível na cor branca foi inversamente associado com a incidência de acidente vascular cerebral. Cada aumento de 25 gramas/dia no consumo de frutas e vegetais brancos foi associado a um risco 9% menor de acidente vascular cerebral. Maçãs e peras foram as frutas mais consumidas (55%).

Concluiu-se que a alta ingestão de frutas e vegetais brancos pode proteger contra o derrame5 cerebral ou AVC. Novos estudos são necessários para afirmar se a cor dos alimentos pode ser usada para determinar quais os benefícios estes alimentos podem ter para a saúde.

Fonte: http://stroke.ahajournals.org/

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Um quarto dos pacientes portadores de câncer de testículo usa maconha, diz estudo

Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) fez um levantamento entre pacientes com câncer no testículo e descobriu que um quarto deles usa ou usava maconha com regularidade. Os pesquisadores ouviram cem pessoas, com idade média em torno dos 30 anos.

“O uso crônico de maconha favorece a alteração hormonal”, disse Daniel Abe, urologista do Icesp, órgão que é ligado à Secretaria de Estado da Saúde e à Faculdade de Medicina da USP. “Uma alteração desse eixo hormonal pode favorecer a formação de tumores”, relacionou o médico.

Entre os hormônios afetados, estão o FSH e o LH, que controlam o funcionamento dos testículos, e a testosterona, que é produzida por eles.

Pesquisas anteriores feitas nos Estados Unidos também sugerem relação entre o uso da droga e o surgimento da doença. Os estudos chegaram a essa conclusão depois de comparar hábitos e características de pacientes com câncer aos de homens saudáveis do grupo controle.

Os dados estatísticos mostram que os usuários de maconha estão mais propensos a tumores, especialmente aos não seminoma – um tipo agressivo de tumor no testículo. Os autores indicam ainda que é preciso avançar nos estudos de receptores canabinoides para entender o mecanismo que liga a maconha e o câncer.

‘Altamente curável’
“O tumor de testículo é altamente curável”, afirmou Daniel Abe. “Se o diagnóstico é feito antes que ele se espalhe, a chance de cura fica entre 90% e 95%”, completou. O especialista disse ainda que, mesmo que outros órgãos já tenham sido atingidos, há boas chances de cura.

Segundo o médico, o câncer de testículo é raro, mas é o mais comum na faixa etária entre 15 e 34 anos.

Fonte: http://www.sissaude.com.br/sis/inicial.php?case=2&idnot=12322

Proibição do Bisfenol em mamadeiras e brinquedos

A decisão de proibir a produção e a venda de mamadeiras com bisfenol A na composição foi bem recebida pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, que lidera uma campanha contra o uso da substância. Anunciada na última quinta-feira (15), a decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) foi tomada para proteger a saúde das crianças, apesar de não haver resultados conclusivos sobre o bisfenol.

Para a subcoordenadora da campanha da Sociedade de Endocrinologia, Elaine Cota, o bisfenol deve ser banido de brinquedos e embalagens plásticas usadas para guardar alimentos. “Deveria ser proibido em todas as embalagens que acondicionam alimentos e nos brinquedos plásticos. As crianças não vão só usar a mamadeira, mas também o copinho plástico”, disse Elaine, que integra o grupo dos desreguladores endócrinos da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, regional de São Paulo. “Quando a criança morde um brinquedo, a substância pode se desprender”, acrescentou.

O bisfenol A é utilizado na fabricação da maioria dos produtos plásticos, como potes, escovas de dente, copos, cadeiras e no revestimento interno de latas. Quando o plástico é aquecido ou congelado, moléculas do bisfenol A acabam por ser desprender e contaminar os alimentos e produtos embalados. Os especialistas estimam que uma pessoa ingere cerca de 10 microgramas de BPA por dia.

A exposição à substância, de acordo com os especialistas, altera o funcionamento das células e hormônios, podendo provocar deficiências físicas e até mesmo câncer. Estudos em animais apontam o bisfenol A como causador de doenças. “Os efeitos podem ser vistos muitos anos depois ou em outras gerações. Uma criança exposta pode ter infertilidade na vida adulta”, argumentou a médica, acrescentando que não existem estudos em seres humanos.

Elaine Cota recomenda que a população, principalmente as grávidas, evite o uso de embalagens plásticas para guardar bebidas e comidas. “Elas devem procurar não esquentar a comida em embalagens plásticas no micro-ondas”, aconselhou.

Apesar de não existir pesquisas conclusivas sobre os riscos do bisfenol, a Anvisa decidiu proibir o uso em mamadeiras como forma de cautela e proteção aos bebês com até 1 ano de idade, além de seguir medidas adotadas por outros países, como a Europa e o Canadá. A agência reguladora informa que “não há justificativa para adoção de outras restrições de uso para a substância” no momento. No entanto, a Anvisa aponta como substituto do bisfenol o polipropileno, já que a substância está presente no policarbonato. Ambos são tipos de material plástico.

A partir da publicação oficial da medida, os fabricantes terão três meses para retirar as mamadeiras com bisfenol do mercado. As produzidas nesse período deverão ser vendidas até 31 de dezembro de 2011.

Como evitar a exposição ao BPA

- Não esquentar no micro-ondas embalagens de plástico com bebidas ou alimentos, pois o bisfenol é liberado em maior quantidade quando o plástico é aquecido
- Evitar o consumo de alimentos e bebidas enlatadas. A substância é usada como resina para revestimento interno das latas
- Preferir embalagens de vidro, porcelana e aço inoxidável para armazenar alimentos e bebidas
- Descartar utensílios plásticos lascados ou arranhados
- Evitar a utilização de embalagens plásticas com os símbolos de reciclagem 3 (V) e 7 (PC) porque podem ter bisfenol A na composição

Fonte:  http://www.sissaude.com.br/sis/inicial.php?case=2&idnot=12323

Musculação vira remédio para idoso combater doenças

Exercícios físicos se tornaram tão importantes quanto os remédios no tratamento de doenças como osteoporose, osteoartrose e artrite reumatoide. Não à toa, estima-se que a frequência de pessoas com mais de 60 anos nas academias de ginástica tenha aumentado cerca de seis vezes nos últimos dez anos.

De olho nesse filão, muitos estabelecimentos têm feito parcerias com consultórios médicos e oferecido descontos e atividades específicas para os idosos por eles encaminhados. Surgiram até academias especializadas nesse público, com equipe médica própria e instalações adaptadas a quem tem mobilidade reduzida (mais informações nesta página).

O boom teve início após a comprovação, no início da década passada, de que exercícios com sobrecarga são capazes de impedir o avanço da osteoporose, conta Kleber Pereira, presidente da Associação Brasileira de Academias (Acad). "Os médicos passaram a recomendar a musculação para os idosos, que hoje representam quase 30% de nossos alunos."

Estudos recentes têm demonstrado os benefícios da musculação para outro problema que atinge quase 60% das pessoas com mais de 60 anos: a osteoartrose. Caracterizada pelo desgaste das articulações, a doença causa dor e restringe os movimentos.

Mitos. "Até pouco tempo atrás, pacientes com artrose recebiam a recomendação de praticar apenas atividades leves e evitar carregar peso ou subir escadas", conta Julia Greve, coordenadora do Laboratório de Estudos do Movimento (LEM) da Faculdade de Medicina da USP.

Mas hoje já se sabe que o fortalecimento da musculatura reduz a sobrecarga na articulação, diminui a dor e recupera a amplitude dos movimentos.
Outro mito que vem sendo derrubado por uma pesquisa realizada no LEM é o de que idosos não respondem tão bem aos exercícios quanto pessoas jovens.

A equipe coordenada por Julia acompanhou três grupos de mulheres ao longo de 13 semanas de musculação. O primeiro era composto por idosas com osteoartrose nos dois joelhos que já haviam se submetido a cirurgia para colocação de prótese em um deles. O segundo era de idosas sem problemas articulares e o terceiro, jovens saudáveis.

Quatro quesitos foram avaliados antes e depois das 13 semanas: a distância caminhada durante 6 minutos, a velocidade com que subiam um lance de escada, o tempo gasto para levantar e sentar em uma cadeira e o tempo para levantar da posição deitada. Em todos eles, o grupo de mulheres com problemas articulares foi o que mais evoluiu. Também esse grupo foi o que mais conseguiu aumentar a sobrecarga durante o período avaliado e melhorar o equilíbrio.

A história do aposentado Antonio Carlos Amabile, de 72 anos, é prova de que, independentemente da idade e da condição inicial, sempre é possível melhorar com a prática de atividade física. Em 1999, ele teve de passar por uma cirurgia para retirar a cabeça do fêmur por causa de um abcesso. "Os médicos acharam melhor não colocar prótese por causa da diabete. Ficaram com medo de rejeição", conta. Após dois anos de fisioterapia, ele teve o aval da equipe para praticar musculação.

"No começo, chegava à academia de andador e tinha de fazer os exercícios sem peso. Aos poucos fui recuperando tudo. Hoje subo e desço escadas com facilidade. Sou independente, embora ainda tenha de usar bengala."

Amabile sente-se em casa no meio dos marombeiros e das garotas de coxas grossas. É tão popular entre os colegas que acabou se tornando garoto propaganda da rede de academias Nível A. "A parte social é importantíssima. Deixa a gente estimulado. Sinto falta quando não venho."

Kokichi Takano, de 76 anos, é outro que já incorporou a malhação na rotina. Quatro vezes por semana, ele dedica duas horas para exercício de musculação, alongamento e esteira. Aos fins de semana, vai ao Parque do Ibirapuera caminhar. "Comecei a treinar com regularidade aos 70 anos. Sofria de artrose e tinha muita dor no nervo ciático. Agora não sinto mais nada", garante.

Treino ideal. Fabio Jennings, reumatologista e especialista em medicina esportiva da Universidade Federal de São Paulo, diz que o treino ideal para idosos deve incluir exercícios aeróbicos, para ajudar no controle do peso corporal, fortalecimento muscular e alongamento, para melhorar a flexibilidade. "Também é importante acrescentar atividades que trabalhem o equilíbrio. Isso diminui o risco de quedas e, consequentemente, de fraturas."

Nem sempre, porém, pessoas com problemas nas articulações conseguem atingir essa meta logo de início. "Muitas vezes começamos apenas com a musculação e, depois que a dor diminui, entramos com a caminhada e exercícios de alongamento", conta o professor de educação física Emmanuel Gomes Ciolac.

O segredo da atividade física em pacientes com problemas de saúde é saber o que fazer, como fazer, com qual carga e intensidade, diz Julia Greve. "É uma prescrição individualizada. Como a de um medicamento."

SAIBA MAIS

Osteoporose

Exercícios de musculação e de impacto, como corrida, estimulam a formação de massa óssea e impedem a progressão da doença. A dor também diminui porque a atividade física estimula a produção da substância osteoprotegerina, que protege os ossos.

Corrida

Embora benéfica para a massa óssea, é contraindicada para pessoas com osteoartrose de joelhos. A pressão nas articulações causada pelo

peso corporal aumenta cerca de cinco vezes durante a corrida.

Musculação

O fortalecimento da musculatura diminui a sobrecarga e estabiliza as articulações, diminuindo a dor e facilitando os movimentos. Os exercícios também estimulam a produção do líquido sinovial,

essencial para o bom funcionamento do sistema locomotor.

Equilíbrio

A prática regular de exercícios também melhora o equilíbrio e a coordenação motora, diminuindo o risco de quedas e de fraturas.

Fonte: http://www.sissaude.com.br/sis/inicial.php?case=2&idnot=12328

Altruísmo traz longevidade

Os benefícios do trabalho voluntário podem ir além da ajuda social. Uma nova pesquisa, desenvolvida na Universidade de Michigan (EUA), mostra que pessoas que se voluntariam por razões altruístas vivem mais do que pessoas que não são voluntárias.

Porém, o estudo também mostra que caso as pessoas procurem o trabalho voluntário em busca de benefícios próprios, elas não conseguirão obter esses mesmos resultados.

“Isso poderia significar que pessoas que se voluntariam e que têm outras pessoas como motivação principal podem estar protegidas contra estressores potenciais associados com se voluntariar, como as limitações de tempo e ausência de salário”, explica a pesquisadora Sara Konrath.

Fonte: Bom dia doutor

Poluição e baixa umidade do ar aumentam risco de morte em idosos doentes

De acordo com pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), a baixa umidade do ar traz incômodos aos olhos, nariz e garganta, além de poder agravar problemas respiratórios e cardíacos em idosos já doentes.

Para chegar aos resultados, os cientistas compararam dados de um período no qual a umidade estava acima da média, como nos 11 dias consecutivos de agosto de 2010 em que a cidade de São Paulo permaneceu com índices alarmantes (abaixo de 30%), e observou-se um aumento no número de mortes da população, em especial entre idosos com problemas cardíacos que já estavam doentes.

Segundo a meteorologista Micheline Coelho, uma das autoras do estudo, a junção do tempo seco com o acúmulo de poluentes no ar de São Paulo foi o que ajudou a debilitar ainda mais a saúde dos idosos já doentes.

Fonte: Bom dia doutor

Aumentam casos de crianças com pressão alta

É muito incomum que crianças e adolescentes desenvolvam pressão alta, mas os riscos disso acontecer estão aumentando. Dados mostram que uns quartos dos jovens americanos têm vasos sanguíneos semelhantes aos de pessoas muito mais velhas.

Frequentemente, crianças que apresentam taxas elevadas de pressão sanguínea são diagnosticadas com pré-hipertensão, termo que não refere a uma doença, e sim a um fator. A pressão alta é um indicador de risco para uma diversidade de doenças.

Quando detectada em adultos, ela é imediatamente abordada e monitorada, e o mesmo deve ser feito para as crianças. “Eu acho que é importante que todo mundo faça exames de pressão sanguínea.

A taxa geral para o desenvolvimento de pressão alta enquanto você ainda é um adolescente ainda é muito baixa. Mas existe um grupo de pessoas cujas taxas de desenvolvimento de pressão alta estão em algum lugar entre duas e cinco vezes isso, e muitas dessas crianças são pessoas que seriam consideradas normais”, diz a Dra. Karen Redwine, que publicou um estudo sobre o tema no periódico Journal of Pediatrics.

O que preocupa os médicos é que o tratamento de pressão alta em crianças seja feito através de medicamentos sem que existam provas de que eles serão benéficos para pessoas dessa idade. De acordo com o Instituto Nacional do Coração, Pulmão e Sangue (National Heart, Lung and Blood Institute), nos Estados Unidos, o ideal é que primeiro sejam feitas mudanças de estilo de vida, como diminuir o consumo de sal e a prática de exercícios.

Apenas se as mudanças não forem suficientes é que medicamentos devem ser considerados.

Os efeitos da pressão alta em adultos já são conhecidos, aumentando a porcentagem de chances de que o indivíduo sofra um derrame ou infarto. Em crianças, os efeitos desse mal ainda são desconhecidos. Por isso, pessoas nessa faixa etária que sofram de pressão alta devem receber cuidados assim que a condição for diagnosticada.

Fonte: Bom dia doutor

Detecção precoce do Alzheimer aumenta qualidade de vida e reduz custos

Cerca de 36 milhões de pessoas no mundo sofrem com o Mal de Alzheimer, e estima-se que 75% deles não foram diagnosticados. A falta de informação dificulta o tratamento e os cuidados necessários. E

m países desenvolvidos, entre 20% e 50% dos casos de demência são reconhecidos e documentados na atenção primária, enquanto nos países de renda baixa e média, essa proporção gira em torno de 10%.

Como em qualquer doença, a detecção precoce do Alzheimer ajuda no tratamento e na melhora da qualidade de vida. Algumas intervenções médicas são eficazes nos estágios iniciais da doença, podendo retardar seu desenvolvimento, o que resulta na economia com gastos de emergência.

Segundo pesquisadores da Universidade Kings College London, a dificuldade de diagnosticar a doença logo nos estágios iniciais faz com que muitos acreditem que a demência é parte normal do envelhecimento e que nada pode ser feito para ajudar o idoso nessa situação.

Segundo Martin Prince, do Kings College London, medicamentos e intervenções psicológicas para as pessoas com demência em estágio inicial podem melhorar a cognição, a independência e a qualidade de vida.

O apoio e o aconselhamento para os profissionais de saúde podem melhorar o humor e reduzir a tensão dos cuidadores, além de retardar a internação de pessoas com demência. O Relatório Mundial de Alzheimer 2011, publicado pela Alzheimer’s Disease International (ADI), recomenda aos governos investir no treinamento de profissionais de saúde para detecção precoce da doença, bem como na criação de redes de centros especializados para detecção e tratamento do Alzheimer.

Os pesquisadores acreditam que, dessa forma, é possível diminuir os custos a médio e longo prazos.

Fonte: Bom dia doutor

Sono melhor e menos hipertensão

Ao estudar as causas da hipertensão resistente, que não cede com o uso de medicamentos, um grupo de pesquisadores constatou que a condição mais frequentemente associada ao problema é a apneia do sono – distúrbio caracterizado pela suspensão da respiração enquanto o paciente dorme.

O estudo foi realizado por cientistas do Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com pesquisadores do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, e já foi aceito para publicação na revista Hypertension.

Em outro estudo ainda inédito, o grupo do InCor também demonstrou que o uso do equipamento conhecido como CPAP – sigla em inglês para “pressão positiva contínua nas vias aéreas” –, tratamento padrão para a apneia do sono, pode ser eficiente como terapia auxiliar, no caso dos pacientes com hipertensão resistente. Um estudo anterior, publicado em março na Hypertension, havia demonstrado que o CPAP é eficiente também como prevenção, no caso de pacientes pré-hipertensos.

“Os pacientes com hipertensão resistente, por definição, são aqueles que não conseguem controlar a pressão arterial mesmo tomando três fármacos anti-hipertensivos em dose máxima, sendo um deles diurético.Trata-se de um problema muito grave, por isso decidimos realizar um estudo sobre as causas desse tipo severo de hipertensão”, disse. E

m parceria com cientistas do Instituto Dante Pazzanese, os pesquisadores do InCor monitoraram mais de uma centena de pacientes de hipertensão resistente, a fim de investigar a causa do problema. A conclusão foi que a apneia era a condição mais frequentemente associada a ele. “Identificamos uma frequência de 64% de casos de apneia do sono nessa população de hipertensos resistentes. A apneia foi, de longe, a principal causa do problema”, disse Lorenzi.

Em um segundo trabalho com os hipertensos resistentes, os pesquisadores do InCor separaram de forma randomizada, durante seis meses, um grupo tratado com o CPAP e medicamentos e outro apenas com os medicamentos. O trabalho fez parte de um doutorado e acaba de ser submetido à Hypertension. “O tratamento com o CPAP conseguiu provocar uma queda significativa na pressão arterial dos pacientes. Trata-se de uma alternativa de tratamento adjuvante, que não dispensa o uso de fármacos. Mas o resultado foi animador”, disse.

Fonte: Bom dia doutor

Os casos de câncer cresceram 20% em uma década no mundo

A incidência de câncer no mundo cresceu 20% na última década, sendo registrados 12 milhões de novos casos por ano – número superior à população da cidade de São Paulo –, informou nesta quarta-feira (7) a organização não governamental (ONG) World Cancer Research Fund (WCRF).

Para efeitos comparativos, na última década a população global passou de cerca de 6,2 bilhões de pessoas a 6,9 bilhões (aumento de cerca de 11%), segundo estatísticas da Organização das Nações Unidas (ONU).

Os cálculos do WCRF, feitos a partir de dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), mostram que cerca de 2,8 milhões dos casos de câncer estão relacionados à alimentação, às atividades físicas e ao peso da população, "número que deve crescer dramaticamente ao longo dos próximos dez anos", segundo a ONG.

O alerta é feito em antecipação à conferência da ONU, a ser realizada nos dias 19 e 20 de setembro, sobre as chamadas doenças não transmissíveis – câncer, males cardiovasculares, doenças respiratórias crônicas e diabetes.

"As doenças não transmissíveis são uma ameaça ao mundo inteiro e, em particular, aos países em desenvolvimento", diz comunicado da WCRF. No caso do Brasil, os dados mais recentes levantados na pesquisa, disponibilizados pelo banco de dados Globocan, da OMS, datam de 2008 e apontam que os tipos mais comuns de câncer são, entre os homens, os de próstata (com 41,6 mil casos registrados) e pulmão (16,3 mil).

Entre as mulheres, a maior incidência é de câncer de mama (42,5 mil casos) e de colo do útero (24,5 mil). Para a WCRF, também aqui muitos casos de câncer têm relação com o estilo de vida. "Estimamos que cerca de 30% dos tipos de câncer que estudamos no Brasil estão relacionados à dieta, às atividades físicas e ao peso", disse à BBC Brasil um porta-voz da ONG, Richard Evans.

"Com relação ao câncer de intestino, um dos tipos mais ligados ao estilo de vida, estimamos que 37% dos casos brasileiros estejam relacionados a esses fatores." Dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares 2008-2009, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam um ritmo crescente de obesidade entre as crianças brasileiras: cerca de 16% dos meninos e 12% das meninas com idade entre 5 e 9 anos são hoje obesas, quatro vezes mais do que há 20 anos.

O aumento recente da renda média do brasileiro levou à substituição dos alimentos naturais pelos industrializados e a maiores níveis de estresse e sedentarismo, que estão por trás do crescimento dos índices de obesidade na população, segundo analistas ouvidos pela BBC Brasil em agosto.

O movimento foi acompanhado por um aumento nas taxas de excesso de peso, que passaram de 42,7%, em 2006, para 48,1%, em 2010, segundo pesquisa do Ministério da Saúde.

Fonte: Bom dia doutor

Transformando gordura ruim em boa

Um grupo de cientistas identificou um mecanismo biológico que transforma gordura branca em marrom. A novidade publicada na edição de setembro da revista Cell Metabolism poderá auxiliar no desenvolvimento de novas estratégias para tratar a obesidade.

O homem tem dois tipos de tecido adiposo: o marrom, ligado à regulação da temperatura e abundante em recém-nascidos; e o branco, cuja função é acumular energia no corpo e está mais presente em adultos.

A gordura branca está associada à obesidade e falta de exercícios. É a gordura indesejada e que muitos querem se livrar do excesso.

O novo estudo, feito em modelo animal por cientistas do Centro Médico da Universidade do Estado de Ohio, nos Estados Unidos, demonstrou que a transformação da gordura ruim em boa é possível devido à ativação de uma enervação e de um caminho bioquímico que começa no hipotálamo (área cerebral envolvida no balanço energético) e que termina nas células adiposas brancas.

A transformação das gorduras foi observada quando os animais foram colocados em um ambiente mais rico, com maior variedade de características e desafios físicos e sociais. Camundongos foram colocados em recipientes contendo rodas de girar, túneis, cabanas, brinquedos e diversos outros elementos, somados a alimento e água em quantidades abundantes.

Um grupo controle também foi exposto a água e alimento sem limites, mas em ambiente sem dispositivos para que pudessem se exercitar. Segundo os cientistas, a maior transformação de gordura branca e marrom foi associada a um ambiente fisicamente estimulante, mais do que à quantidade de alimentos ingerida.

“Os resultados do estudo sugerem o potencial de induzir a transformação de gordura branca em gordura marrom por meio da modificação do nosso estilo de vida ou pela ativação farmacológica desse caminho bioquímico”, disse Matthew During, professor de neurociência e um dos autores do estudo.

Fonte: Bom dia doutor

AVC faz mais de 100 vítimas por dia em São Paulo

Um levantamento feito pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo aponta que, em média, 106 pessoas são internadas por dia em hospitais públicos do Estado de São Paulo com acidente vascular cerebral (AVC) ou acidente vascular encefálico (AVE).

Em 2010, houve 38,9 mil internações por AVC no Sistema Único de Saúde (SUS) paulista, número acima das 36,1 mil registradas no ano anterior. De acordo com a Secretaria, pacientes com mais de 70 anos são os mais acometidos pela doença no estado, com 15,9 mil internações em 2010.

A segunda faixa etária com mais hospitalizações é a de 50 a 59 anos, com 7,3 mil registros. Já as pessoas entre 30 e 49 anos responderam por 5,5 mil internações em 2010.

Segundo Reinaldo Teixeira Ribeiro, neurologista do AME (Ambulatório Médico de Especialidades) "Dr. Luiz Roberto Barradas Barata", em Heliópolis, zona sul da capital paulista, as principais causas para a ocorrência de derrames são:
  • Hipertensão arterial sistêmica (conhecida popularmente como pressão alta),
  • Diabetes mellitus (níveis altos de açúcar no sangue),
  • Dislipidemias (colesterol e triglicerídeos altos),
  • Tabagismo,
  • Obesidade,
  • Sedentarismo,
  • Estresse.

Além disso, o especialista ressalta que os principais fatores de risco, que costumavam aparecer apenas em pessoas acima de 40 anos, estão se manifestando cada vez mais cedo. "O estilo de vida urbano atual favorece com que as pessoas sejam estressadas, sedentárias, consumam alimentos ricos em gorduras, fiquem acima do peso e desenvolvam pressão alta e diabetes antes do que acontecia antigamente", disse Ribeiro.

Para o neurologista, um estilo de vida mais saudável com a redução do estresse, prática regular de atividades físicas e alimentação balanceada podem evitar que fatores de risco como a pressão alta e o diabetes apareçam.

O médico afirma ser importante também que a população saiba reconhecer os sinais da doença para que haja socorro imediato, favorecendo o tratamento.

 "Deve-se suspeitar que a pessoa esteja sofrendo um acidente vascular cerebral ou encefálico quando, de repente, ela fique com a boa torta para um lado; com um braço e/ou um perna dormentes, pesados, difíceis de levantar, e dificuldade para falar", disse Ribeiro.

Fonte: http://www.hebron.com.br/

Beber muita água ou não ?



Há poucos meses foi amplamente divulgado na mídia um dos maiores absurdos que já ouvi na vida: que não há provas suficientes de que há benefícios em beber água direito. E nesta época de muita seca em todo o Brasil, achei por bem reiterar o que já foi falado e ressaltado exaustivamente aqui no site e pela Liga da Saúde: a importância, absoluta e indiscutível, de tomarmos água em quantidade, qualidade e regularidade adequados, para termos e mantermos real SAÚDE (http://ligadasaude.blogspot.com/2011/09/umidade-baixa-hidratacao-em-alta.html   e   http://www.icaro.med.br/agua/).
É simples assim: SEM ÁGUA, ossos não têm resistência, reações químicas não acontecem, o sangue não circula, os intestinos não funcionam, os pulmões trabalham mal, os rins “travam”, a pele desvitaliza-se, o cérebro agoniza, o metabolismo cai; enfim, sem água TODO o organismo sofre... Só não percebe quem não quer.
Neste nobre espírito de conscientização, trago para vocês matéria escrita pela jornalista Jessica Moraes, do portal Terra (Vila Mulher) sobre o assunto, esperando que de forma simples e objetiva possa tirar dúvidas que ainda possam existir:
“Todos nós sabemos que a água tem papel relevante na nossa saúde.
Mas quão realmente é importante ingeri-la no dia a dia?
Foi divulgada recentemente a opinião de uma médica, Margaret McCartney, condenando a recomendação do Reino Unido de beber até oito copos de água por dia para prevenir a desidratação.
Segundo ela, além de absurdo é ridículo, pois não haveria provas suficientes de se beber grandes quantidades de água. Entretanto, o médico homeopata (com atuação em ortomolecular) Ícaro Alves Alcântara contra-argumenta: "ela está equivocada. É importante sim, beber uma boa quantidade de água ao longo do dia, e em qualquer estação do ano", afirma.
"Acontece que, muitas pessoas sabendo disso, tomam muitos litros de água, duas, três vezes ao dia ou até de uma só vez, o que pode além de dilatar o estômago, gerar grande desconforto", revela.
"O ideal é beber água com mais freqüência durante o decorrer do dia", explica. Um copo de água de uma em uma hora é o recomendável, segundo o especialista. Além disso, o aconselhado na hora do almoço é beber, no máximo, 200ml de água. O excesso de líquido com a comida gera indisposição e é péssimo para a digestão.

"A água hidrata, lubrifica, aquece, transporta nutrientes, elimina toxinas e repõe energia, entre inúmeras outras utilidades. Sendo assim, um adulto normal deveria beber pelo menos três litros de água diariamente", previne o médico.
Se você ainda não está convencido de que deve tomar, no mínimo, três litros de água por dia, basta observar que a desidratação diária ocasiona:
- Desvitalização dos cabelos e descamação do couro cabeludo;
- Distúrbios de concentração, sono e memória, com perda da disposição para realização das atividades diárias;
- Ressecamento dos olhos e tecidos das vias aéreas que, com baixa umidade, tornam-se mais propensos a inflamações ou infecções (conjuntivites, sinusites, bronquites, pneumonias);
-  Lesões de pele, com o aparecimento de cravos e espinhas pela não eliminação adequada de toxinas via pele e seu acúmulo local;
- Respiração dificultada, por vezes levando a falta de ar, sobretudo aos exercícios físicos;
- Dores de cabeça (cefaléias), pela menor chegada de sangue no cérebro e pela retenção de toxinas não eliminadas adequadamente em virtude da baixa transpiração.
- Água garante a hidratação da pele
Ícaro finaliza apresentando a dieta saudável para qualquer pessoa, diariamente, com quatro hábitos fundamentais: água de uma em uma hora, comer de três em três horas, ingerir na alimentação fibras (frutas, folhas e cereais) e fazer exercícios físicos regularmente, como uma caminhada de 40 minutos, por exemplo, três vezes por semana”.

Fonte:

Benefícios do Açaí


Conhecido e muito consumido na região norte do Brasil, o açaí vem conquistando seu espaço no restante do país e também no exterior, para onde grande parte é exportada.

O “vinho” do açaí é uma das suas mais conhecidas formas de uso, para isso o fruto é deixado de molho em água e, após esse processo, é despolpado em máquina ou amassado manualmente, para que a polpa se solte e seja misturada com água, transformando-se em um suco grosso e mais cremoso ou mais fino, dependendo da quantidade de água acrescentada. Este pode ainda, ser consumido com farinha de mandioca ou tapioca, como acompanhamento de peixe frito e charque, hábito comum entre os paraenses. Usado também em refrescos, sorvetes, geleias, mingaus e até refrigerantes. Na maioria das outras regiões do país, principalmente sul e sudeste, é preparado da polpa congelada batida com xarope de guaraná, onde ocasionalmente são adicionados frutas e cereais.

E, não são poucas as pesquisas que mostram seus benefícios tanto pelo consumo oral, quanto pelo seu uso em cosméticos.

Sua composição nutricional ainda não é bem estabelecida, contudo, sabe-se que, apenas 100g da fruta podem fornecer em torno de 247kcal.

É uma fruta super nutritiva e que tem um potencial antioxidante 15 vezes maior que o da uva.

Ao se perguntar se a polpa congelada fornece os mesmos benefícios, Kuskoski et. al. compararam o conteúdo de polifenóis totais e antocianinas das polpas congeladas de várias frutas, entre elas o açaí, e observaram que estas mantiveram sua capacidade antioxidante mesmo congelada.

Garanto que a maioria de vocês pensou que toda essa caloria vem dos carboidratos, ledo engano, elas vêm da gordura presente na fruta, que em grande parte é gordura boa, em que, assemelha-se ao azeite de oliva. Porém, 1 litro de seu suco fornece 66% da ingestão diária recomendada de gorduras. O seu teor de carboidrato é adquirido das frutas, cereais e guaraná que nele é acrescentado.

Pesquisa realizada por uma universidade paranaense mostra que pessoas que consomem a fruta têm o bom colesterol (HDL) mais elevado e o mau colesterol em níveis normais.

Contém alto teor de proteína, potássio, cálcio e fibras. E é ainda, uma excelente fonte de vitamina E, considerada um importante antioxidante natural, além das antocianinas, flavonóis e flavonas.

Essa gama de antioxidantes lhe conferem a característica de alimento funcional. Pois, estes compostos têm a capacidade de captar os radicais livres e produzir efeitos na prevenção de doenças cardiovasculares, circulatórias, cancerígenas, diabetes mellitus e Alzheimer.

Estudo mais recente mostra ainda, que os compostos fitoquímicos do açaí tem relação com o tratamento contra a infecção por Helicobater pylori.

Para quem esta ai, preocupada (o) com o verão chegando e com a pele, fica a dica. Além dos antioxidantes os ácidos graxos essenciais presentes no açaí, colaboram positivamente em muitos problemas e doenças da pele, como acne, dermatite atópica e anti aging. Já que, promovem a reposição lipídica, resultando no restabelecimento do equilíbrio hidrolipídico da pele.

Ou seja, os compostos do açaí são eficazes na melhora da aparência da pele fotolesada e na redução de rugas faciais, principalmente causadas pela radiação UV que induz a um processo inflamatório, estimula a perda de colágeno e fibras elásticas, acelerando o envelhecimento.

Considerando ainda seus ácidos graxos essenciais e seus antioxidantes, é interessante o uso do açaí por pessoas com acne, pois, ele ajuda a reduzir seus mediadores inflamatórios.

Famoso também entre os praticantes de atividade física, o açaí é conhecido como uma excelente fonte de energia e por combater a fadiga e aumentar o rendimento em exercícios físicos, auxiliar na regulação da função intestinal, auxiliar no combate aos radicais livres gerados pela atividade física e ainda promove o fortalecimento muscular.

Um erro muito comum é o seu consumo próximo ao horário do exercício físico, o que pode ocasionar desconfortos gastrintestinais, além de, interferir no rendimento do treino e/ou competição. Portanto, é melhor que sua ingestão seja feita após a atividade física.

Motivos para inclui-lo em sua alimentação diária não faltam, porém, se você está preocupada(o) em manter ou perder peso, tome alguns cuidados:
  1. Evite mistura-lo com outras frutas, mel, xarope de guaraná ou cereais, deixe-os para quem pratica atividade física.
  2. Prefira bater a polpa com água ou água de coco, assim você terá a inclusão de seus nutrientes em sua alimentação diária e ele ainda pode gerar uma boa saciedade.
Sem esquecer que deve ser consumido dentro de um plano alimentar especifico.

Dica: MOUSSE DE AÇAÍ: preparada com iogurte natural desnatado, gelatina em pó sem sabor, adoçante e polpa de açaí. É só bater e pronto. 135 calorias por porção.

Bibliografia:

Revista Nutrição saúde e performance: anuário de nutrição esportiva funcional – 2009; VP consultoria nutricional, ano 10; ed.44.

Revista Nutrição saúde e performance: alimentos funcionais e fitoterapia - 2088; VP consultoria nutricional, ano 8; ed.39