terça-feira, 24 de maio de 2011

Escolhendo melhor o seu adoçante

O texto abaixo é de autoria de uma colega nutricionista, que também faz parte da Liga da saúde (http://www.ligadasaude.blogspot.com/).
Muitos pacientes me perguntam:
- Dr. qual o melhor adoçante?
Quando falo que só indico Estévia, sempre pergunta:
- Mas e a Sucralose, ela não é boa ?

Bem, de uns tempos pra cá, contra-indico a Sucralose por 2 motivos:

1º - Composição: ela tem átomos de cloro, o que pode se ligar aos receptores de Iodo e teoricamente piorar a função tireoideana. Mas não há estudos sobre isso. É apenas uma hipótese (como em saúde não se trabalha com possíveis malefícios, e se, há alternativa mais saudável, melhor evitar).

2º - Há estudos que mostram que a Sucralose piora a disbiose intestinal. Logo deve ser evitada. A grande maioria dos meus pacientes chegam ao consultório com algum grau de disbiose intestinal e por isso respondem tão bem à terapia com glutamina e pool de lactobacilos. Portanto na dieta de detoxificação sugiro a retirada até mesmo da Sucralose.

O melhor na minha opinião continua sendo a amarga estévia. O gosto nunca foi bom e deixo isso claro pros pacientes. Mas há aproximadamente 1 mês, surgiu no mercado a Neotevia, uma estévia orgânica e doce. Muito boa. Tenho utilizado, indicado pros pacientes e eles aprovam.

Na verdade, o melhor na minha opinião é a não utilização de nada que super-estimule as papilas gustativas que detectam o sabor doce. O motivo: isso é uma hipótese mesmo, posso estar errado.

1º - Alimentos adocicados geralmente são calóricos, logo o nosso corpo interpreta que chegará algo cheio de energia, afinal caloria = energia. Se não chega a tal energia o corpo reclama. Por isso há estudos mostrando que ratos alimentos com adoçantes, engordaram mais que os alimentos com açúcar.

2º - Acredito que no nosso corpo existam receptores intestinais para o sabor doce e como acredito que o organismo é uma grande teia e tudo se interliga, creio eu que o excesso de sabor doce (mesmo o do adoçante) pode fazer conexão com neurônios e interferir na produção de determinados neurotransmissores. Falo isso porque frequentemente os pacientes relatam alterações benéficas em aspectos emocionais quando retiram o excesso de açúcar da alimentação. Melhora da memória, melhora de pensamentos obssessivos e/ou compulsivos. Isso acho bastante interessante e acredito que no futuro surgirão pesquisas sobre o tema.

Durante anos acreditaram que alimentos ricos em gordura eram os vilões da boa saúde. Atualmente vejo que o que tem deteriorado a saúde da população mundial é o excesso de carboidrato, principalmente refinados. Isso inclui o consumo de açúcar. Portanto acredito que para se ter uma boa saúde, devemos evitar ao máximo utilizar alimentos adoçados. É questão de treinar o paladar.

Falo sempre pros meus pacientes que tudo é questão de prática, treinamento, costume. Nunca acreditei que daria conta de fazer alguma refeição sem líquido. Ao começar a almoçar num lugar onde poucos ingeriam líquido durante as refeições, fui me adaptando e atualmente, raríssimas vezes bebo algo enquanto como.

Leiam o texto com atenção porque vale a pena !

Atenciosamente

Dr. Frederico Lobo


Escolhendo melhor o seu adoçante

Açúcar ou adoçante? Frequentemente a resposta das pessoas é quase unânime: adoçante. Com tantas opções no mercado atualmente, fica bem difícil a escolha. Concordo, mas é importantíssimo que você, leitor, sempre fique informado sobre o que está ingerindo de fato, não irá trazer nenhum tipo de problemas em relação à sua saúde.

É imprescindível saber que nenhum adoçante “emagrece”. Ele pode sim fazer parte de uma dieta restritiva a açúcares, para diabéticos ou em tratamentos para emagrecimento. Mas não se engane. De nada adianta se limitar a açúcares, se você cair de boca em massas, pães ou outros tipos de carboidratos. Ele se transforma em açúcar no seu sangue de qualquer maneira, então todo sacrifício será em vão.

Atualmente, podemos classificar os adoçantes em naturais e artificiais. Encontramos com mais frequência os Artificiais: Ciclamato de Sódio e Sacarina Sódica, Aspartame, Sucralose e Acessulfame K, enquanto temos a Estévia, que é um adoçante natural. Irei falar um pouco sobre os mais conhecidos e utilizados.

  • Ciclamato de Sódio: (geralmente associado a sacarina sódica), é o mais utilizado, e o que possui mais opções e adeptos no mercado. O fato de deixar um pouco de sabor residual na bebida, não o faz menos adepto já que também tem um preço bem acessível. O grande problema do Ciclamato e da Sacarina sódica é que ambos além de artificiais, possuem grandes quantidades de sódio. E o sódio para Hipertensos por exemplo, pode-se dizer que é um grande veneno. Os problemas não param por aí: estudos recentes relatam que essas substâncias invertem as funções dos neurotransmissores relacionados a saciedade e compulsão alimentar (Leptina e Neuropeptídeo Y sucessivamente). Ou seja: os grandes consumidores desse tipo de adoçante, tem normalmente uma tendência a comer mais compulsivamente, ter mais fome e sua saciedade diminuída. Lembrando: o Ciclamato de Sódio e a Sacarina já são substâncias proibidas no Canadá e Estados Unidos.
  • Aspartame: também é um adoçante artificial. É composto de ácido aspártico, fenilalanina, dois aminoácidos naturalmente encontrado nos alimentos e agrada por ter o sabor bem semelhante ao açúcar, por possui poder adoçante 200 vezes mais doce. Porém há algumas desvantagens: segundo estudos, o consumo frequente do Aspartame podem levar a doenças que vão do mal de Alzeimer ao Câncer. É sempre melhor prevenir do que remediar...
Lembrando: TODOS os adoçantes artificiais são proibidos para gestantes e crianças (exceto a Sucralose)
  • Sucralose: É um adoçante artificial, derivado da cana de açúcar, também tem o sabor bem parecido com o açúcar (até 600 vezes). Não há alteração em altas temperaturas e podem ser utilizados por diabéticos e gestantes. Contra-indicações: pacientes com problemas de tireóide, pois como a sucralose possui três moléculas de cloro, o mesmo compete com o Iodo que é imprescindível para o perfeito funcionamento da tireóide.
  • Stévia: o seu poder adoçante pode ser 300 vezes superior a sacarose, e não contém calorias. É um adoçante natural extraído das folhas de Stevia rebaudiana, que também pode ser utilizado por gestantes e principalmente diabéticos. Escolha sempre a Estévia pura, pois para melhorar o sabor, facilmente seus fabricantes associam a outros adoçantes artificiais. Comparado aos outros adoçantes, é o que deixa o sabor um pouco amargo, porém por ser uma planta, ela possui outras propriedades que vão além do poder adoçante: alguns estudos apontam a melhora a sensibilidade a insulina e poder diuréticopois mais sem dúvida, é o mais natural
  • Acessulfame K: (acessulfame de Potássio) possui até 200 vezes mais poder adoçante. E o menos utilizado, por possuir semelhança com o sabor do açúcar, normalmente é misturado a outros adoçantes.
Agora que você sabe um pouco mais sobre a diferença entre os adoçantes, é ideal sempre fazer a escolha certa e sem riscos para sua saúde. Os alimentos ou adjuvantes a ele, precisam ser nosso aliado para manutenção saúde e prevenção de doenças, e não um inimigo, trazendo mais problemas do que solução.

Cuide-se sempre!

Muita saúde a todos!

Dra. Sílvia Coelho é Nutricionista Clínica Funcional e Esportiva, Pós Graduanda em Nutrição com Visão Ortomolecular(FAPES), Membro do Centro Brasileiro de Nutrição Funcional, Membro da Associação Médica de Oxidologia (AMBO) e Colaboradora do livro – Nutrição Funcional.

Fonte: http://ligadasaude.blogspot.com/2011/05/escolhendo-melhor-seu-adocante.html

2 comentários:

Maria Teresa Polesi Pin disse...

Muito boa esta matéria, dra. Silvia. Tenho apenas uma dúvida a comentar devido minha pesquisa de mercado devido estas novidades contra a sucralose, que é sobre o AGAVE. Gostaria de comentários a respeito, porque no que vim a saber, é uma boa alternativa ao açúcar. Grata. (mariapolesi@gmail.com)

Tania Cruz disse...

Dr. Frederico, uma duvida: o antiumectante dióxido de silício não faz mal à saude? Tanto a Stevia quanto a Neovita o contem....

Obrigada,
Tânia

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