terça-feira, 31 de maio de 2011

OMS anuncia que celular pode aumentar risco de câncer

Engraçado o comunicado abaixo, há décadas a Ortomolecular atua na área de medicina ambiental e sempre questionou os efeitos da poluição eletromagnética sobre a saúde humana. Como de praxe, médicos ortomoleculares ridicularizados.

Há alguns anos, diversos médicos ambientalistas e ortomoleculares frisam a questão das ondas eletromagnéticas induzindo à produção de radicais livres, alterando neurotransmissores e até mesmo estruturas cerebrais (podendo o uso por 10 anos, dobrar o risco de um tipo de tumor cerebral, o Glioma: JAMA. 2011;305:808-814, 828-829).

Recentemente, alguns especialistas na área tem pedido cautela e orientando a população a usar somente o necessário, pois ainda não há evidências conclusivas sobre potenciais riscos. E hoje sai uma notícia na Folha de São Paulo, que pode ser um divisor de águas quanto ao assunto. Pelo visto, parece que alguns cientistas não estão temendo as empresas fabricantes de telefonia móvel... quando isso ocorre, geralmente é porque muitas evidências já existem. Esperemos os próximos capítulos.

Tenho uma hipótese pra multidão de "desmemoriados" que atendo diariamente no consultório. Explico essa hipótese pra eles, todas as vezes. Muitos (a maioria) dos pacientes tem queixado de diminuição da memória e atenção. Relatam que os sintomas iniciaram de alguns anos pra cá (mesmo pacientes jovens). Acredito em vários fatores, tais como: agrotóxicos, poluição do ar (já que há estudos mostrando que a poluição do ar pode induzir alterações cerebrais semelhantes às encontradas em pacientes portadores de Alzheimer), deficiência nutricional, alterações do sono, estresse constante, sedentarismo e USO DE CELULARES.

Leiam a notícia, pois vale a pena !

Att

Dr. Frederico Lobo

OMS anuncia que celular pode aumentar risco de câncer

A radiação de telefones celulares pode causar câncer, anunciou a OMS (Organização Mundial de Saúde) nesta terça-feira. A agência lista o uso do telefone móvel como "possivelmente cancerígeno", mesma categoria do chumbo, escapamento de motor de carro e clorofórmio. A informação foi publicada no site CNN Health.

Antes do anúncio de hoje, a OMS havia garantido aos consumidores que a radiação não tinha sido relacionada a nenhum efeito nocivo à saúde.

Aparelho celular é só uma das fontes de ondas nocivas, lembra médico

Uma equipe de 31 cientistas de 14 países, incluindo Estados Unidos, tomou a decisão depois de analisar estudos revisados por especialistas sobre a segurança de telefones celulares.

A equipe encontrou provas suficientes para classificar a exposição pessoal como "possivelmente cancerígena para os seres humanos."

Isto significa que não existem estudos suficientes a longo prazo para concluir se a radiação dos telefones celulares é segura, mas há dados suficientes que mostram uma possível conexão, e que os consumidores devem ser alertados.

O tipo de radiação que sai de um telefone celular é chamado de não ionizante. Não é como um raio-X, mas mais como um forno de micro-ondas de baixa potência.

"O que a radiação do celular faz, em termos mais simples, é semelhante ao que acontece aos alimentos no micro-ondas: cozinha o cérebro", disse Keith Black ao site da CNN, neurologista do Centro Médico Cedars-Sinai, em Los Angeles.

A OMS classifica os fatores do ambiente em quatro grupos: cancerígenos --ou causadores de câncer-- para o homem; possivelmente cancerígeno para os seres humanos; não classificados quanto ao risco de câncer para o homem; e provavelmente não cancerígeno para os seres humanos.

O tabaco e o amianto estão na categoria "cancerígeno para os seres humanos". Chumbo, escapamento do carro e clorofórmio estão listados como "possivelmente cancerígeno para os seres humanos".

O anúncio foi feito do escritório da OMS em Lyon, na França, após o número crescente de pedidos de cautela sobre o risco potencial da radiação do celular.

A Agência Europeia do Ambiente pediu mais estudos, dizendo que os telefones celulares podem ser tão nocivos para a saúde pública quanto o tabaco, o amianto e a gasolina.

O líder de um instituto de pesquisa do câncer da Universidade de Pittsburgh enviou um memorando a todos os funcionários, pedindo a diminuição do uso do celular por causa de um possível risco de câncer.

A indústria de telefonia celular afirma que não há provas conclusivas de que a radiação dos aparelhos cause impacto sobre a saúde dos usuários.

O anúncio de hoje pode ser um divisor de águas para as normas de segurança. Os governos costumam usar a lista da Organização Mundial de classificação de risco cancerígeno como orientação para as recomendações de regulamentação ou ações.

Para ler mais no Blog sobre o tema:
  1. http://www.ecologiamedica.net/2011/02/telefones-celulares-e-seus-riscos.html
  2. http://www.ecologiamedica.net/2011/02/estudo-indica-que-telefone-celular.html
  3. http://www.ecologiamedica.net/2010/11/vamos-esperar-os-cadaveres-para-agir.html
  4. http://www.ecologiamedica.net/2010/11/pesquisa-liga-proximidade-de-antena.html
  5. http://www.ecologiamedica.net/2010/08/poluicao-eletromagnetica.html
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/923296-oms-anuncia-que-celular-pode-aumentar-risco-de-cancer.shtml

VII Semana Nacional dos Alimentos Orgânicos - Por que vale a pena priorizar os Orgânicos ?

Do dia 30 de Maio a 5 de Junho comemora-se a 7ª Semana Nacional dos Alimentos Orgânicos. Nada mais justo que um post evidenciando os benefícios do uso de orgânicos. Para falar de orgânicos é inevitável que não se cite um assunto de saúde pública: Uso de Agrotóxicos.

Os agrotóxicos são usados no mundo desde a Década de 30, como por exemplo o DDT (sigla de Dicloro-Difenil-Tricloroetano), um inseticida barato e altamente eficaz a curto prazo. A longo prazo tem efeitos prejudiciais à saúde humana, pois permanece no ambiente por décadas. Foi banido de vários países por ser cancerígeno e atingir o sistema nervoso central e periférico como todos organoclorados.

Os organofosforados e carbamatos são uma classe de agrotóxicos bastante usada atualmente. Há estudos inconclusivos que mostram correlação com alterações musculares, efeito neurotóxico e ação disruptora endócrina (pode se ligar a receptores de hormônios e mimetizar a ação destes). Mensalmente são publicados artigos que evidenciam possíveis efeitos dos agrotóxicos para a saúde de seres vivos.

Penso da seguinte maneira: se há risco potencial, porquê consumir um alimento cultivado com agrotóxicos, se temos a opção orgânica ?

Orgânicos são alimentos plantados naturalmente sem o uso de nenhum pesticida como inseticidas, bactericidas, herbicidas, nematicidas, acaricidas, fungicidas de natureza física, química ou biológica. Resumindo: Orgânicos são produtos cultivados sem a adição de Agrotóxicos (ou como alguns chamam, Defensivos Agrícolas).

A produção de orgânicos sempre que possível, baseia-se:
1) No uso de estercos animais, 2) Rotação de culturas, 3) Adubação verde, 4) Compostagem e 5) Controle biológico de pragas e doenças.

Tem como principal objetivo a manutenção da estrutura do solo além da sua produtividade, gerando alimentos saudáveis e produzidos baseados em uma relação harmônica com a natureza (homem/natureza, homem/animais homem/homem). Por esses motivos, eu como médico e ecologista defendo essa causa. Alguns aspectos que sempre ressalto para quem me pergunta "Dr. porque vc está nessa de defender ecologia associada à medicina?":

1) Aspectos sanitários: alimentos orgânicos não possuem "defensivos" agrícolas sintéticos ou qualquer tipo de venenos que possa comprometer a saúde de qualquer ser na escala evolutiva, seja ele um invertebrado, seja ele um homo sapiens. Princípio este que jurei na minha formatura. Princípio este criado pelo pai da Medicina (Hipócrates) "primum non nocere" que significa em primeiro lugar não lesar.

2) Aspectos ecológicos: a agricultura orgânica por não utilizar métodos agressivos e nocivos para a natureza, evita a degradação do meio ambiente. Isso inclui: manutenção das características do solo (as vezes adubando através de rochagem, mas sem utilizar fertilizantes sintéticos), manutenção da potabilidade da água e pureza do ar. A agricultura orgânica geralmente é familiar e ocorre de forma sustentável, na qual se respeita ciclos milenares (plantio/colheita). Desenvolvimento e preservação ambiental andam de forma conjunta.

De formal geral, a agricultura orgânica é baseada em três idéias. São elas:

1) Cultivo natural: é proibido o uso de agrotóxicos, adubos químicos e artificiais e conservantes no processo de produção.
2) Equilíbrio ecológico: A produção respeita o equilíbrio microbiológico do solo e as diferentes épocas de safra. O processo fica mais sustentável, não degradando a biodiversidade.
3) Respeito ao homem: o trabalhador tem que ser respeitado (leis trabalhistas, ganho por produtividade, treinamento profissional e qualidade de vida).

Para se obter um alimento verdadeiramente orgânico, é necessário conhecer diversas ciências (agronomia, ecologia, nutrição, medicina, economia, entre outras). Assim, o agricultor, através de um trabalho harmonizado com a natureza, tem condições de oferecer ao consumidor alimentos que promovam não apenas a saúde deste último, mas também do planeta em que vivemos.

Será que é orgânico mesmo? Como saber?

Se você pretende consumir alimentos orgânicos fique atento para não ser enganado. Procure sempre pelo selo de qualidade emitido por certificadoras reconhecidas pelo Ministério da Agricultura. Para ganhar o selo, os produtores seguem várias precauções e têm suas lavouras fiscalizadas a cada semestre. A presença do selo garante, portanto, a procedência e a qualidade dos produtos.

Existem 10 principais motivos para se optar por orgânicos, são eles:

1) São mais nutritivos e saborosos: Com solos balanceados e fertilizados com adubos naturais, se obtém alimentos mais nutritivos. A comida fica mais saborosa, conservam-se suas propriedades naturais como vitaminas, sais minerais, carboidratos e proteínas.  Em solos equilibrados as plantas crescem mais saudáveis, preservam-se suas características originais como aroma, cor e sabor. Consumindo produtos orgânicos é possível apreciar o sabor natural dos alimentos. Além disso, quando se utiliza o sistema de Rochagem na adubagem o alimento fica mais rico devido a inserção de minerais ESSENCIAIS na composição do solo. Algumas pesquisas internacionais (há pesquisas que dizem o contrário) demonstram que alimentos orgânicos apresentam, em média:
  • 63% a mais cálcio, 73% mais ferro, 118% mais magnésio, 178% mais molibdênio, 91% mais fósforo, 125% mais potássio, 60% mais zinco que os alimentos convencionais. Possuem menor quantidade de mercúrio (29%), substancia que pode causar doenças graves (informação publicada no Journal of Applied Nutricion, 1993).
No ano passado pesquisadores da London School of Hygiene & Tropical Medicine, em Londres, Inglaterra, realizaram um levantamento com 162 artigos científicos publicadas nos últimos 50 anos, que mostrou que não existe uma diferença tão grande entre o alimento orgânico e o normal. O que justificaria essa discrepância de resultados? Erro na metodologia ? Interesses exclusos ? Mesmo que não tivesse superioridade nutricional, só de não conter agrotóxicos ja É SUPERIOR !

2) Sáude garantida: Como citei, agrotóxicos estão associados a diversas patologias, dentre elas:
1) Cânceres dos mais viversos tipos; 2) Alergias alimentares; 3) Asma; 4) Infertilidade; 5) Alterações hormonais principalmente quando se trata de hormônios sexuais; 6) Hiperatividade em adultos e crianças; 7) Déficit de atenção; 8) Doenças neurodegenerativas; 9) Aumento da produção de radicais livres e diminuição da produção de antioxidantes; 10) Intoxicação por metais pesados Um relatório da Academia Americana de Ciências, de 1982, calculou em 1.400.000 o número de novos casos de câncer provocados por agrotóxicos.  Vale a pena ler um post que publiquei no meu blog sobre a recente pesquisa da Anvisa, na qual a mesma detectou irregularidade em 29% dos alimentos analisados. Veja também esse post sobre a Reavaliação de agrotóxicos e veja o quão grave é a situação.

3) Proteção às futuras gerações: As crianças são os alvos mais vulneráveis da agricultura com agrotóxicos. “Quando uma criança completa um ano de idade, já recebeu a dose máxima aceitável para uma vida inteira, de agrotóxicos que provocam câncer”, diz um relatório recente do Environmental Working Group (Grupo de Trabalho Ambiental). A agricultura orgânica, além disso mais, tem a grande tarefa de legar às futuras gerações um planeta reconstruído.

4) Respeito ao pequeno produtor: O trabalhador rural precisa ser preservado, tanto quanto a qualidade ecológica dos alimentos. Adquirindo produtos ecológicos, contribuímos com a redução da migração de famílias para as cidades, evitando o êxodo rural e ajudando a acabar com o envenenamento por agrotóxicos sofrido por cerca de 1 milhão de agricultores no mundo inteiro.

5) Solos mais férteis: Uma das principais preocupações da Agricultura Orgânica é o solo. O mundo presencia a maior perda de solo fértil pela erosão em função do uso inadequado de práticas agrícolas convencionais. Com a Agricultura Orgânica é possível reverter essa situação.

6) Água pura: Quando são utilizados agrotóxicos e grande quantidade de nitrogênio, ocorre a contaminação nas fontes de água potável. Cuidando desse recurso natural, garante-se o consumo de água pura para o futuro.

7) Biodiversidade: A perda das espécies é um dos principais problemas ambientais. A Agricultura Orgânica preserva sementes por muitos anos e impede o desaparecimento de numerosas espécies, incentivando as culturas mistas e fortalecendo o ecossistema. A Fauna permanece em equilíbrio e todos os seres convivem em harmonia, graças à não utilização de agrotóxicos. A Agricultura Orgânica respeita o equilíbrio da natureza e cria ecossistemas saudáveis.

8) Redução do aquecimento global e economia de energia: O solo tratado com substâncias químicas libera uma quantidade enorme de gás carbônico, gás metano e óxido nitroso. A agricultura e administração florestal sustentáveis podem eliminar 25% do aquecimento global. Atualmente, mais energia é consumida para produzir fertilizantes artificiais do que para plantar e colher todas as safras.

9) Custo social e ambiental: O alimento orgânico não é na realidade mais caro que o alimento convencional se consideramos que, indiretamente, estaremos reduzindo:
1) Gastos com MÉDICOS e MEDICAMENTOS
2) CUSTOS com a recuperação ambiental.

10) Cidadania e responsabilidade social: Consumindo orgânicos, estamos exercitando nosso papel social, contribuindo com a conservação e preservação do meio ambiente e apoiando causas sociais relacionadas com a proteção do trabalhador e com a eliminação da mão-de-obra infantil.

Hoje estarei na Radio Vinha FM (91,9) com um grupo de colegas: agrônomos e nutricionista falando sobre Orgânicos e suas vantagens. 12:30 no programa Mesa dos Notáveis.

Alimentação Saudável, o Caminho Certo para a Prevenção

O texto abaixo foi escrito por uma amiga e colega que gosto muito. Compartilhamos a mesma opinião em diversos assuntos e portanto sou fã de tudo que ela escreve. Foi postado originalmente no nosso Blog: Liga da saúde, porém acho válido colocar aqui, já que muitos dos meus pacientes visitam diariamente o blog.

Att

Dr. Frederico Lobo

Alimentação Saudável, o Caminho Certo para a Prevenção

Ouvimos a todo instante sobre a importância da alimentação saudável na prevenção de diversas doenças. Diariamente, somos surpreendidos com novas descobertas, alimentos que tinham uma função importante em determinada patologia tornam-se peça chave para prevenção de outra. A intenção deste post é tentar esclarecer sobre os alimentos mais comuns na alimentação preventiva.

O papel da alimentação equilibrada na manutenção da saúde tem despertado interesse da comunidade científica que tem produzido inúmeros estudos com o intuito de comprovar a atuação de certos alimentos na prevenção de doenças.

Hábitos alimentares adequados como o consumo de alimentos pobres em gorduras saturadas e ricos em fibras presentes em frutas, legumes, verduras e cereais integrais, juntamente com um estilo de vida saudável, que incluiu:
  1. Prática de atividades físicas regulares,
  2. Evitar situações de stress,
  3. Evitar álcool e o fumo,
São fatores decisivos na diminuição do risco de doenças e na promoção de qualidade de vida, desde a infância até o envelhecimento.

Elaborei uma tabela com os principais alimentos presentes no nosso dia-a-dia que possuem extrema importância na nossa saúde. Quanto mais variada sua dieta, maiores as chances de se conseguir uma enorme variedade de vitaminas, minerais e compostos bioativos protetores para o corpo.


Mas nem tudo são flores, de nada adianta incluir determinados alimentos se você não exterminar da sua dieta:
  • Gorduras trans e saturadas que são as gorduras ruins para o coração, elas estão presentes nas frituras, salgadinhos, biscoitos, produtos de padaria, carnes vermelhas, manteiga e margarina.
  • Diminuir o consumo de sal de adição e ficar de olho na quantidade de sódio dos alimentos industrializados que você consome.
  • Evitar frituras, excesso de doces, excesso de carnes vermelhas, produtos industrializados em geral, refrigerantes, bebidas alcoólicas e fumo.
Importante sempre lembrar que alguns alimentos tidos como “ideais” no combate a diversas patologias podem não ser tolerados por algumas pessoas, portanto é fundamental a consulta a um Nutricionista para que ele possa avaliar as quantidades desses alimentos e se você pode ou não inserí-los na sua dieta.

Referências Bibliográficas:

  • How to Prevent and Treat Cancer with Natural Medicine. Michael Murray, 2002.
  • Prescription for Nutritional Healing. James Balch. Phyllis Balch, 1990
Autora: Dr. Cristiane Spricigo - Nutricionista especialista em Nutrição esportiva. Membro da Liga da saúde e autora do Blog Nutricorpo

domingo, 29 de maio de 2011

Bactérias intestinais interferem na química cerebral

De acordo com um estudo publicado na revista “Gastroenterology”, as bactérias intestinais podem influenciar a química do cérebro e o comportamento, nomeadamente nos casos de ansiedade e de depressão.

Esta conclusão é apontada, pela primeira vez, por cientistas da McMaster University, no Canadá, e pode tornar-se de maior relevância tendo em conta vários tipos comuns de doença gastrointestinal, incluindo a síndrome do intestino irritável, que são frequentemente associados a ansiedade ou a depressão.

Além disso, há investigadores que acreditam que alguns transtornos psiquiátricos, tais como o autismo de início tardio, podem estar associados com um teor anormal de bactérias no intestino.

Pessoas saudáveis têm, normalmente, biliões de bactérias no intestino que realizam uma série de funções vitais para a saúde como recolher energia da dieta alimentar, proteger contra infecções e fornecer alimentação às células do intestino.

Nesta investigação foram utilizados ratos adultos saudáveis. Ao alterarem o conteúdo bacteriano normal do intestino com antibióticos, os cientistas verificaram que as cobaias passaram a demonstrar alterações no comportamento, tornando-se menos cautelosas ou ansiosas.

Esta mudança foi acompanhada pelo aumento do factor neurotrófico derivado do cérebro (BDNF, na sigla em inglês), que tem sido associado à depressão e à ansiedade. Contudo, com a interrupção dos antibióticos, os animais voltaram ao comportamento normal.

Premysl Bercik, um dos investigadores envolvidos neste estudo, referiu que estes resultados são importantes e lançam bases para mais investigações sobre o potencial terapêutico das bactérias probióticas no tratamento de distúrbios comportamentais, especialmente os associados às condições gastrointestinais, tais como a síndrome do intestino irritável.

Fonte: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=49188&op=all

terça-feira, 24 de maio de 2011

Candidíase crônica

A mulher que nunca sofreu desse mal, que atire a primeira pedra! Sim, pois quando chega o desconforto, quase sempre sabemos do que se trata.

Mas porque isso acontece? Primeiro, é importante saber que a Candidíase é uma doença transmitida por fungos, especificamente pela Candida Albicans, que pode se manifestar na pele (micoses), boca (mais conhecido como “sapinho”), estômago, intestino e no órgão genital feminino.

Várias são as causas para o aparecimento da Candidíase: sistema imunológico baixo, disbiose intestinal (desequilíbrio na flora intestinal), roupas íntimas de tecido sintético, má higiene pessoal, anticoncepcionais, menopausa, distúrbios hormonais, relações sexuais. OS sintomas geralmente são ardência, corrimento vaginal, vermelhidão, desconforto na relação sexual, irritação. Esses sintomas são especificamente femininos, pois apesar do homem também se contaminar, quase nunca é manifestado, devido a questões hormonais.
O que muitas mulheres não entendem, mesmo depois de terem realizado todo o tratamento (o marido também precisa) ingestão de remédios, pomadas e afins, a bendita sempre se manifesta depois de todo trabalhão....

Por trás de tudo isso, há outros sintomas que podemos co-relacionar com o por quê dessa manifestação persistente: você sente vontades incontroláveis de comer doces, compulsividade por carboidratos, toma 1 litro de café por dia ou ainda uma fadiga sem explicação? Vive estressada, com outras inflamações recorrentes? Se a resposta foi positiva para algumas dessas perguntas, é bom investigar se esse é o seu caso.

Para o fungo sobreviver, é necessário um ambiente favorável para seu crescimento e multiplicação. Isso também é determinado pela alimentação. Simples assim: quando sua alimentação é rica em carboidratos, álcool, refrigerantes, biscoitos e massas, o ambiente intestinal fica alcalino, favorecendo o crescimento dela. E o açúcar, vinda tanto de doces, quanto de carboidratos, é exatamente do que precisa para sobreviver. Não esqueça também que o simples fato de um intestino preguiçoso ou irregular, aumenta sua resistência.
Hoje em dia, grande parte da população adquiriu hábitos alimentares e comportamentais que os deixam mais expostas e susceptíveis a agressores. Alimentos industrializados, embalados, junk foods, refrigerantes e outras facilidades aumentaram a demanda e procura por esse tipo de produto, fazendo com que o fator nutricional e a qualidade do alimento não seja a opção mais importante para alimentação cotidiana.

Os fungos, quando crescem de maneira desordenada, podem favorecer que outros tipos de fungos podem cresçam também, aproveitando esse ambiente propício e pode influenciar em diversas reações, que vão muito além do desconforto da mulher:

1) alteração do sistema imunológico, pois sua presença desordenada pode trazer reações de hipersensibilidades e alergenicidade
2) Os fungos produzem micotoxinas, que são extremamente tóxicas para o homem
3) Sua multiplicação pode se manifestar também na forma de micose, que é uma inflamação e infecção subsequente, que podem se localizar tanto na pele como órgãos internos como intestino
4) A ação somatória das substâncias tóxicas produzidas por esses fungos, podem causar desequilíbrios nutricionais, hipoglicemia, distúrbios de destoxificação, além de processos alérgicos, inflamatórios e auto imune, comprometendo assim o funcionamento e atuação de nutrientes necessários para função e nutrição celular
Fique atenta se você ingere carboidratos em excesso, e não consegue se controlar ao ver um doce. O fungo produz uma neurotoxina (substância que envia mensagens para o cérebro), fazendo com que na ausência desses alimentos (ela também quer se alimentar!), liberação dessa substância, fazendo assim que você caia de boca nesses alimentos sem nem pensar...e se ela tem comida, apesar de todo tratamento, muitas morrem, mais ficam tantas outras, prontas para se multiplicar e fazer todo estrago novamente.

Fique alerta aos principais fatores de risco para um crescimento fúngico desordenado:
- Alimentação pobre em nutrientes
- Alto consumo de açúcares e carboidratos refinados
- Baixo consumo de frutas, legumes e verduas
- Jejuns prolongados
- Alto consumo de adoçantes artificiais
- Estresse mental e emocional (principalmente correlacionado aos fatores acima)
- Uso frequente de antiácidos, antibióticos, corticoides, anticoncepcionais, laxantes
- Higiene e roupas íntimas inadequadas, pouco ventiladas

Para ficar longe desse mal, sempre ao fazer o tratamento para fungos, faz se necessário um tratamento nutricional concomitante. Então, siga essas dicas, mas procure também um profissional capacitado, que ele sim, poderá avaliar qual seu caso e fazer o tratamento adequado para seu caso.
- Mate o fungo de fome! Durante o tratamento, não consuma doces ou carboidratos refinados
- Consuma frutas, verduras e legumes. Aumentando a acidez do intestino, fica mais difícil deles sobreviverem em um ambiente não adequado
- Evite queijos gorgonzola ou similares, além de alimentos altamente fermentados
- Consuma orégano ou óleo de orégano, que possui atividade antimicrobiana e antifúngica
- O alho também é um potente antifúngico. Para um melhor efeito, consuma seu óleo
- Outro coadjuvante potente é o óleo de coco extravirgem. O ácido láurico presente nesse óleo possui ação antibacteriana, antiviral, antifúngica e antiprotozoária
- Evite o consumo indiscriminado de remédios. Se for de recomendação médica, fortaleça seu sistema imune com as dicas acima.
Apesar de tudo, precisamos também dos fungos para sobreviver. Mas como tudo na vida, é necessário um equilíbrio, cuide sempre da saúde . Blindando o organismo com vitaminas, minerais, antioxidantes e fitoquímicos, nem o fungo, nem nenhum outro microorganismo será forte o bastante para o aparecimento de doenças ou intercorrências desejáveis! Cuide-se sempre!

Autor: Dra. Sílvia Coelho é Nutricionista Clínica Funcional e Esportiva, Pós Graduanda em Nutrição Ortomolecular, Membro do Centro Brasileiro de Nutrição Funcional e Colaboradora do livro – Nutrição Funcional.

Fonte: http://ligadasaude.blogspot.com/2011/05/candidiase-cronica.html

Saiba o Que é e Como Identificar a Gordura Hidrogenada nos Alimentos....

Até hoje muitas pessoas tem dúvidas sobre o que é e onde se encontra a gordura hidrogenada, vamos lhe ajudar, leia este post atentamente....A gordura hidrogenada é produzida, por meio de um processo industrial, a partir de óleos vegetais ricos em ácidos graxos poliinsaturados. A hidrogenação parcial, que é reação do óleo com hidrogênio, torna o óleo mais consistente, que passa de líquido a pastoso ou sólido. Esse processo gera ácidos graxos trans. A gordura hidrogenada tem larga utilização industrial: entra na composição de bolos, pães, congelados, entre outros produtos.

Por suas características, ela melhora a palatabilidade, textura e aumenta a vida de prateleira dos produtos, por isso é muito utilizada na indústria. A gordura hidrogenada também é usada por redes de fast food e restaurantes para frituras.

Mas esta gordura não está apenas nas frituras, produtos como biscoitos, sorvetes, chocolate, macarrão de preparo rápido, margarinas, sorvetes cremosos, bolos, tortas, pães, salgadinhos, pipoca de microondas, bombons só para citar alguns exemplos, fazem parte de uma enorme lista. E tudo que contém gordura hidrogenada, também é fonte de gordura trans. E o preocupante, é que estes alimentos que levam esse tipo de gordura, acabam sendo ingeridos por crianças, jovens, adultos e idosos.

No Brasil, a partir do segundo semestre de 2006, as empresas foram obrigadas a declarar a quantidade de gordura trans no rótulo, de acordo com a resolução da Anvisa (RDC 360/2003). Apesar desta resolução, as indústrias usam uma brecha técnica para continuar a vender produtos com gordura trans e ao mesmo tempo utilizar selos declarando-os com "0% de gordura trans". Isso porque o próprio fabricante escolhe qual o tamanho de 1 porção do seu produto que fique abaixo de 0,2g de gordura trans por porção, que é a quantidade permitida pela Anvisa. Um fabricante de biscoitos, por exemplo, pode imprimir em sua tabela nutricional que os valores de 1 porção equivalem a 1/2 biscoito, e assim induzir o consumidor a acreditar que esse produto não contém nenhuma gordura trans.

Uma maneira segura de comprovar a adição de gordura trans é a leitura da lista de ingredientes do alimento. Se contiver gordura vegetal hidrogenada, ou gordura vegetal, certamente contém gordura trans.

Em 1994, epidemiologistas da Universidade de Harvard atribuíram ao consumo da gordura hidrogenada até 100 mil mortes prematuras por ano nos Estados Unidos. Cientistas relacionaram o consumo dessa gordura vegetal a doenças metabólicas, ou à chamada Síndrome Metabólica - aumento da cintura abdominal, diabetes tipo 2, alterações do colesterol e aumento do LDL e diminuição do HDL, hipertensão arterial e esteatose hepática (fígado gorduroso). Há relatos também da associação da gordura hidrogenada com vários tipos de câncer.

A orientação, do ponto de vista nutricional, é que se evite o consumo de produtos que contenham este tipo de gordura, mas se consumir, não se deve ultrapassar 2 gramas ao dia. Portanto, mamães, vovós, antes de colocar um pacote de biscoitos de chocolate nas mãos das crianças ou fazer aquele miojo no jantar porque se tem preguiça, lembre-se que sua saúde não merece e não precisa deste tipo de gordura que irá trazer inúmeros prejuízos no futuro.


Autor: Dra. Cristiane Spricigo de Lima - Nutricionista, Especialista em Nutrição Esportiva
Autora do Blog NutriCorpo

Fonte: http://ligadasaude.blogspot.com/2011/05/saiba-o-que-e-e-como-identificar.html

As Dietas da Moda Realmente Funcionam?

Muito se fala em emagrecimento. Anima principalmente as dietas que prometem um emagrecimento à jato, como em um passe de mágica. E é unânime: basta o título – “Emagreça X kg em uma semana” que a revista vira recorde em vendas, e os produtos esgotados em lojas ou mercados. Vale tudo: dieta da sopa, dieta da linhaça, dieta dos Pontos, dieta das Proteínas, dieta do tipo sanguíneo, dieta das estrelas, Detox...se vier com depoimento de uma pessoa famosa então, é o que garante o sucesso da tal dieta.

Com a imposição de magreza como padrão de beleza, muitas pessoas se arriscam em dietas radicais, e são utilizadas sem haver qualquer comprovação científica da sua qualidade e eficácia, na tentativa de perder em alguns pouquíssimos dias, e de maneira muito fácil, quilos adquiridos em um ou vários anos. É importante lembrar que temos um metabolismo que necessita de nutrientes para funcionar adequadamente. A falta de pelo menos um deles (ou até excesso), pode dificultar o processo de emagrecimento. Quando submetemos nosso organismo a essas restrições e loucuras sem explicação, podem ocorrer diversos outros desequilíbrios que podem tomar uma proporção maior e se tornar de fato, perigoso para seu organismo.

Na dieta das proteínas por exemplo, nosso organismo deixa de receber seu combustível principal de energia: o carboidrato. E o consumo excessivo de proteínas e gorduras (sim, a gordura é liberada para essa dieta!), o organismo se vê obrigado a transformar a proteína (massa magra) em energia, tanto para o cérebro quanto para as demais funções dependentes de energia. Sem falar que o organismo fica com uma sobrecarga de toxinas vindas da má alimentação, o que de fato pode se ter um acúmulo e piorar o nosso sistema de destoxificação (=desintoxicaçãor). Eis um dos grandes motivos da fase conhecida como “platô”, onde não há evolução do emagrecimento. Não é difícil encontrar indivíduos sem energia, apáticos, imunidade baixa, apresentando peles secas ou oleosas, aumento de celulite e flacidez.

Em casos mais graves, há problemas de sobrecarga e/ou complicações renais. Além do mais, quase nunca se consegue manter essa falsa perda, e os ganhos são rápidos, pois os antigos hábitos são retomados. Sem falar no desequilíbrio que gera no nosso organismo, pois a deficiência de nutrientes e o aumento da sobrecarga tóxica devido a má alimentação, são capazes de trazer problemas, como por exemplo, a ansiedade e compulsão alimentar por deficiência e desequilíbrio de neurotransmissores, responsáveis por saciedade, compulsividade e fome. Ou seja: o que estava ruim, pode ficar ainda pior...

Ao restringir ou priorizar um determinado grupo de alimentos, prejudica-se também a saúde, pois isoladamente não são capazes de oferecer todos os nutrientes que o organismo necessita, pois devemos levar em consideração que o excesso de peso ou a obesidade leva a desequilíbrios que vão muito além, resultando assim em inflamação crônica, e sobrecarga causado pela ingestão aumentada de carboidratos refinados, embutidos, refrigerantes, alimentos industrializados e excesso de substâncias tóxicas (as toxinas dificultam e muito o emagrecimento), e não são eliminados facilmente do nosso organismo.

Depois de tudo, afinal qual a melhor dieta? Essa é uma pergunta frequente, que com certeza todos os profissionais que trabalham com alimentação tem o desafio de responder. A melhor forma de perder peso, manter pele, unhas e cabelo saudáveis, disposição a todo vapor, é aquela avaliada pelo profissional competente que irá realizar todo o estudo, avaliação bioquímica, dentre outros parâmetros. Você é único (a), portanto, nem tudo que é bom para uma pessoa, poderá ser bom para você. Ele será capaz de avaliar o que seu organismo precisa de fato para que tudo funcione a todo vapor.

Para que a a perda de peso ocorra de maneira saudável e efetiva é fundamental promover uma reeducação alimentar, para que seu objetivo possa ser alcançado da melhor maneira possível, com segurança e e eficácia.. A partir no momento que seu organismo trabalha de maneira correta, se estabelece equilíbrio, tudo que é excesso é eliminado.

E lembre-se: desconfie de promessas milagrosas e rápidas demais, cada pessoa possui necessidades nutricionais diferentes e cada caso deverá ser analisado e avaliado individualmente para o sucesso do tratamento e emagrecimento efetivo.

Muita saúde a todos!

Autora: Dra. Sílvia Coelho é Nutricionista Clínica Funcional e Esportiva, Pós Graduanda em Nutrição Ortomolecular, Membro do Centro Brasileiro de Nutrição Funcional e Colaboradora do livro – Nutrição Funcional.

Fonte: http://ligadasaude.blogspot.com/2011/05/as-dietas-da-moda-realmente-funcionam.html

Saiba o Que Afeta a biodisponibilidade dos nutrientes nos alimentos que você consome

Ouvirmos falar que comer banana é bom porque contém potássio, a laranja por conter vitamina C e assim por diante, cada alimento será fonte principal de determinada vitamina ou mineral. Mas será que os nutrientes que ingerimos através dos alimentos são 100% absorvidos pelo nosso organismo? Será que tomando um copo de leite vou realmente garantir cálcio para os ossos?

O processo digestivo inicia-se na boca (com a mastigação), passa pelo estômago (onde ocorre a digestão) e termina no intestino (local em que o sangue absorve e transporta os nutrientes para as células). Durante esse processo, mais freqüentemente no intestino, ocorre a interação entre os nutrientes (vitaminas e minerais). Essa interação pode ser positiva, quando um nutriente auxilia a absorção de outro, ou negativa quando um nutriente inibe a absorção de outro. Essas interações são conhecidas como biodisponibilidade, que é a quantidade do nutriente presente no alimento que realmente será aproveitada pelo organismo.

A biodisponibilidade pode ser afetada por vários fatores, dentre eles:

- Medicação: Alguns medicamentos possuem substâncias que podem interagir com determinados tipos de nutrientes, diminuindo sua absorção. Por exemplo antibióticos e antiácidos diminuem a biodisponibilidade de minerais.

- Interações nutricionais: É quando dois nutrientes competem entre sí e atrapalham a absorção de ambos. Por exemplo Cálcio e ferro, Fósforo e Magnésio, Zinco e Cobre.

- Estado fisiológico: Algumas patologias depletam nutrientes em grandes quantidades, diminuindo sua biodisponibilidade. Por exemplo diarréia e febre que interferem nas quantidades de sódio e potássio

- Estado nutricional: Se a criança estiver desnutrida e com anemia, o transporte de nutrientes para o fígado é diminuído, sendo que esses nutrientes não chegam a seu alvo.

- Ciclo vital: Em estados como de gestação e lactação, também ocorre depleção de alguns tipos de nutrientes, aumentando as necessidades nutricionais e diminuindo a biodisponibilidade.

Conheça os principais tipos de interações nutricionais. Assim, você poderá combinar melhor os alimentos nas refeições, para obter um maior aproveitamento de nutrientes.


Referências Bibliográficas:
  1. Cozzolino SMF. Biodisponibilidade de Minerais. R. Nutr. PUCCAMP. Campinas, 10(2): 87-98, 1997.
  2. Mahan LK, Escott-Stsmp. Krause: Alimentos, Nutrição e Dietoterapia. 10ª edição. Editora Roca. São Paulo, 1998.

Autora: Dra. Cristiane Spricigo de Lima - Nutricionista, Especialista em Nutrição Esportiva. Autora do Blog NutriCorpo

Fonte: http://ligadasaude.blogspot.com/2011/05/saiba-o-que-afeta-biodisponibilidade.html

Os 5 principais sintomas da humanidade

O organismo humano é a mais perfeita "máquina" de que se tem notícia sobre a face da Terra; mas ainda assim, esta sujeito a inúmeros "problemas" ao longo da sua existência: desequilíbrios, sinais, sintomas, distúrbios, doenças.

Você sabe quais são os 5 principais sintomas que os seres humanos exibem, diariamente? Em ordem decrescente de importância, são eles:
- Cefaléia (dor de cabeça)
- Cansaço
- Tontura
- Sonolência diurna
- Perturbações de memória/concentração

E sabe o que eles têm em comum? TODOS são principalmente causados por HÁBITOS DE VIDA RUINS.

Isto porque:

- Tomar pouca água/dia piora MUITO a circulação do sangue, fazendo com que menos sangue chegue ao cérebro (e com mais dificuldade); e como ele reclama? Em linhas gerais, provocando dor, ordenando lentificação do metabolismo geral do organismo, sinalizando necessidade crescente de descanso e muitas vezes tentando mesmo “apagar” a pessoa;

- Sobre a alimentação adequada, lembram-se que são 3 os principais “combustíveis” do corpo (e mente)? Água, comida e oxigênio. Então, quem não procura se alimentar bem, terá sangue mais pobre em nutrientes e quase tudo no organismo basicamente, na falta destes combustíveis, ou dói, ou fica dormente, ou pára;

- Exercícios físicos melhoram a circulação e adivinhe quais são as principais causas de adoecimento e morte no mundo… Doenças circulatórias! É o sangue quem leva oxigênio, água e nutrientes para os tecidos e retira deles as toxinas (levando para eliminação, principalmente via rins e intestinos) e gás carbônico. Por isso, em síntese: má circulação sangüínea causa, mantém ou piora todo e qualquer sintoma que você possa imaginar (ou sentir);

- É durante o sono que seu organismo prepara-se para o novo dia que virá (principalmente através da ação de 2 hormônios: GH e melatonina), fixando memórias, tentando eliminar o que é desnecessário e mesmo danoso, construindo o necessário mas, acima de tudo, “descansando”. Se seu sono não é bom (sono adequado é muito mais que dormir 8h por noite) você espera mesmo não adoecer ou melhorar de sintomas? Ter saúde de verdade?

O grande problema é que a maioria das pessoas prefere primeiro recorrer a medicamentos e tratamentos ANTES de melhorar seus hábitos de vida e o resultado é simples: pouca melhora (ou por pouco tempo), uso de medicamentos cada vez mais fortes (e “dependência” destes para sentir-se melhor), mal-estar, gastos cada vez maiores, redução do potencial mental e físico e mesmo agravamento de doenças (já que a maioria dos remédios tomados são sintomáticos e NÃO reais tratamentos para as causas dos sintomas e doenças). Vale a pena este comportamento infelizmente tão comum? Será que ele não está silenciosamente piorando você, a cada dia mais?

Resumindo, ainda não atendi um só paciente que não apresentasse pelo menos um dos sintomas relatados no início deste artigo; e quase todos têm muito o que melhorar em seus hábitos de vida (mesmo que aos poucos, no ritmo de cada um mas com força de vontade para tal). Seria isto uma coincidência? Tenho certeza que não. E você, o que acha sobre a sua própria saúde e o que tem feito por ela?

Melhores votos para todos!

Autor: Dr. Ícaro Alves Alcântara, médico homeopata com prática em estratégia ortomolecular e consultoria em Hábitos Saudáveis e Qualidade de Vida. Autor do site: http://www.icaro.med.br/

Fonte: http://ligadasaude.blogspot.com/2011/05/os-5-principais-sintomas-da-humanidade.html

Semente de girassol, comida de papagaio

Você deve estar se perguntando: Porque que essa nutricionista vai falar logo sobre comida de papagaio? Ah???....
Pois eu sinto lhe informar, mas seu papagaio anda melhor do que você na “fita”... (risos).

Essa sementinha que é tão desprezada ou desconhecida por muitas pessoas, é riquíssima em gordura mono e poli-insaturada, que ajuda a melhorar seu organismo em várias situações. Abaixo listo alguns motivos para você começar a se interessar por ela

1. Semente de girassol afasta males cardiovasculares;
2. Controla o colesterol;
3. Têm função antioxidante;
4. Melhora o intestino, por conter fibras;
5. Possui aminoácidos essenciais, “que são adquiridos apenas através da dieta”;
6. Combate a osteoporose e ajuda na formação do esqueleto por conter o mineral magnésio;
7. Evita cãimbras por conter potássio, magnésio e fósforo;
8. Depois de torrada, é rica em nutrientes como vitaminas E, vitamina D “30 a 50% da população mundial tem carência dessa vitamina” possui complexo B e selênio.

Encontrada em supermercados e loja de produtos naturais, a semente de girassol pode ser adicionada em massas, barrinhas de cereais, saladas, recheios, risotos, massas, pão, polvilhar a salada ou consumir na forma de petisco.

São disponibilizadas em dois tipos: com casca, e a sem casca chamada de pepita. Em supermercados encontramos algumas marcas que oferece ela já salgadinha, que se torna ideal para petiscar, “eu adooro”.

Mas.... Antes de você começar a encher o “bico”, saiba que cada 100 gramas de produto, contêm 571 calorias. Portanto consuma diariamente, mas com moderação!

Juliana Pansardi - www.nutricaoeesportes.com.br - Nutricionista Esportiva, com visão Ortomolecular e Funcional, Habilitada em Medicina Integrada, Membro da Associação Médica Brasileira de Oxidologia (AMBO), Membro do Centro Brasileiro de Nutrição Funcional.

Fonte: http://ligadasaude.blogspot.com/2011/05/semente-de-girassol.html

Obs: A semente de girassol é uma boa fonte de Zinco. Portanto, vegetarianos: CONSUMAM !

Escolhendo melhor o seu adoçante

O texto abaixo é de autoria de uma colega nutricionista, que também faz parte da Liga da saúde (http://www.ligadasaude.blogspot.com/).
Muitos pacientes me perguntam:
- Dr. qual o melhor adoçante?
Quando falo que só indico Estévia, sempre pergunta:
- Mas e a Sucralose, ela não é boa ?

Bem, de uns tempos pra cá, contra-indico a Sucralose por 2 motivos:

1º - Composição: ela tem átomos de cloro, o que pode se ligar aos receptores de Iodo e teoricamente piorar a função tireoideana. Mas não há estudos sobre isso. É apenas uma hipótese (como em saúde não se trabalha com possíveis malefícios, e se, há alternativa mais saudável, melhor evitar).

2º - Há estudos que mostram que a Sucralose piora a disbiose intestinal. Logo deve ser evitada. A grande maioria dos meus pacientes chegam ao consultório com algum grau de disbiose intestinal e por isso respondem tão bem à terapia com glutamina e pool de lactobacilos. Portanto na dieta de detoxificação sugiro a retirada até mesmo da Sucralose.

O melhor na minha opinião continua sendo a amarga estévia. O gosto nunca foi bom e deixo isso claro pros pacientes. Mas há aproximadamente 1 mês, surgiu no mercado a Neotevia, uma estévia orgânica e doce. Muito boa. Tenho utilizado, indicado pros pacientes e eles aprovam.

Na verdade, o melhor na minha opinião é a não utilização de nada que super-estimule as papilas gustativas que detectam o sabor doce. O motivo: isso é uma hipótese mesmo, posso estar errado.

1º - Alimentos adocicados geralmente são calóricos, logo o nosso corpo interpreta que chegará algo cheio de energia, afinal caloria = energia. Se não chega a tal energia o corpo reclama. Por isso há estudos mostrando que ratos alimentos com adoçantes, engordaram mais que os alimentos com açúcar.

2º - Acredito que no nosso corpo existam receptores intestinais para o sabor doce e como acredito que o organismo é uma grande teia e tudo se interliga, creio eu que o excesso de sabor doce (mesmo o do adoçante) pode fazer conexão com neurônios e interferir na produção de determinados neurotransmissores. Falo isso porque frequentemente os pacientes relatam alterações benéficas em aspectos emocionais quando retiram o excesso de açúcar da alimentação. Melhora da memória, melhora de pensamentos obssessivos e/ou compulsivos. Isso acho bastante interessante e acredito que no futuro surgirão pesquisas sobre o tema.

Durante anos acreditaram que alimentos ricos em gordura eram os vilões da boa saúde. Atualmente vejo que o que tem deteriorado a saúde da população mundial é o excesso de carboidrato, principalmente refinados. Isso inclui o consumo de açúcar. Portanto acredito que para se ter uma boa saúde, devemos evitar ao máximo utilizar alimentos adoçados. É questão de treinar o paladar.

Falo sempre pros meus pacientes que tudo é questão de prática, treinamento, costume. Nunca acreditei que daria conta de fazer alguma refeição sem líquido. Ao começar a almoçar num lugar onde poucos ingeriam líquido durante as refeições, fui me adaptando e atualmente, raríssimas vezes bebo algo enquanto como.

Leiam o texto com atenção porque vale a pena !

Atenciosamente

Dr. Frederico Lobo


Escolhendo melhor o seu adoçante

Açúcar ou adoçante? Frequentemente a resposta das pessoas é quase unânime: adoçante. Com tantas opções no mercado atualmente, fica bem difícil a escolha. Concordo, mas é importantíssimo que você, leitor, sempre fique informado sobre o que está ingerindo de fato, não irá trazer nenhum tipo de problemas em relação à sua saúde.

É imprescindível saber que nenhum adoçante “emagrece”. Ele pode sim fazer parte de uma dieta restritiva a açúcares, para diabéticos ou em tratamentos para emagrecimento. Mas não se engane. De nada adianta se limitar a açúcares, se você cair de boca em massas, pães ou outros tipos de carboidratos. Ele se transforma em açúcar no seu sangue de qualquer maneira, então todo sacrifício será em vão.

Atualmente, podemos classificar os adoçantes em naturais e artificiais. Encontramos com mais frequência os Artificiais: Ciclamato de Sódio e Sacarina Sódica, Aspartame, Sucralose e Acessulfame K, enquanto temos a Estévia, que é um adoçante natural. Irei falar um pouco sobre os mais conhecidos e utilizados.

  • Ciclamato de Sódio: (geralmente associado a sacarina sódica), é o mais utilizado, e o que possui mais opções e adeptos no mercado. O fato de deixar um pouco de sabor residual na bebida, não o faz menos adepto já que também tem um preço bem acessível. O grande problema do Ciclamato e da Sacarina sódica é que ambos além de artificiais, possuem grandes quantidades de sódio. E o sódio para Hipertensos por exemplo, pode-se dizer que é um grande veneno. Os problemas não param por aí: estudos recentes relatam que essas substâncias invertem as funções dos neurotransmissores relacionados a saciedade e compulsão alimentar (Leptina e Neuropeptídeo Y sucessivamente). Ou seja: os grandes consumidores desse tipo de adoçante, tem normalmente uma tendência a comer mais compulsivamente, ter mais fome e sua saciedade diminuída. Lembrando: o Ciclamato de Sódio e a Sacarina já são substâncias proibidas no Canadá e Estados Unidos.
  • Aspartame: também é um adoçante artificial. É composto de ácido aspártico, fenilalanina, dois aminoácidos naturalmente encontrado nos alimentos e agrada por ter o sabor bem semelhante ao açúcar, por possui poder adoçante 200 vezes mais doce. Porém há algumas desvantagens: segundo estudos, o consumo frequente do Aspartame podem levar a doenças que vão do mal de Alzeimer ao Câncer. É sempre melhor prevenir do que remediar...
Lembrando: TODOS os adoçantes artificiais são proibidos para gestantes e crianças (exceto a Sucralose)
  • Sucralose: É um adoçante artificial, derivado da cana de açúcar, também tem o sabor bem parecido com o açúcar (até 600 vezes). Não há alteração em altas temperaturas e podem ser utilizados por diabéticos e gestantes. Contra-indicações: pacientes com problemas de tireóide, pois como a sucralose possui três moléculas de cloro, o mesmo compete com o Iodo que é imprescindível para o perfeito funcionamento da tireóide.
  • Stévia: o seu poder adoçante pode ser 300 vezes superior a sacarose, e não contém calorias. É um adoçante natural extraído das folhas de Stevia rebaudiana, que também pode ser utilizado por gestantes e principalmente diabéticos. Escolha sempre a Estévia pura, pois para melhorar o sabor, facilmente seus fabricantes associam a outros adoçantes artificiais. Comparado aos outros adoçantes, é o que deixa o sabor um pouco amargo, porém por ser uma planta, ela possui outras propriedades que vão além do poder adoçante: alguns estudos apontam a melhora a sensibilidade a insulina e poder diuréticopois mais sem dúvida, é o mais natural
  • Acessulfame K: (acessulfame de Potássio) possui até 200 vezes mais poder adoçante. E o menos utilizado, por possuir semelhança com o sabor do açúcar, normalmente é misturado a outros adoçantes.
Agora que você sabe um pouco mais sobre a diferença entre os adoçantes, é ideal sempre fazer a escolha certa e sem riscos para sua saúde. Os alimentos ou adjuvantes a ele, precisam ser nosso aliado para manutenção saúde e prevenção de doenças, e não um inimigo, trazendo mais problemas do que solução.

Cuide-se sempre!

Muita saúde a todos!

Dra. Sílvia Coelho é Nutricionista Clínica Funcional e Esportiva, Pós Graduanda em Nutrição com Visão Ortomolecular(FAPES), Membro do Centro Brasileiro de Nutrição Funcional, Membro da Associação Médica de Oxidologia (AMBO) e Colaboradora do livro – Nutrição Funcional.

Fonte: http://ligadasaude.blogspot.com/2011/05/escolhendo-melhor-seu-adocante.html

Saiba Qual Combustível Seu Corpo Precisa Antes, Durante e Após o Treino....

Em praticamente toda consulta ouço a mesma pergunta. O que devo comer antes de treinar? Preciso comer durante o treino? E depois, como o quê? Pois esta deve ser a dúvida de muitas pessoas. A intenção deste post é falar sobre alimentos e não suplementos, já que os mesmo devem ser individualizados e cada profissional pode optar por um tipo diferente de suplementação pré, durante pós-treino. Vamos às dicas!


O erro mais comum que observamos é aquela história de malhar em jejum pela manhã ou ir treinar em outro horário sem se alimentar “achando” que vai queimar mais gordura. NUNCA, JAMAIS faça isso, assim a única coisa que você vai torrar é músculo e ainda corre o risco de ter hipoglicemia durante o exercício, já que quando o açúcar no sangue está baixo, o organismo não consegue manter a mesma eficiência física.

A refeição pré-treino é determinante para seu desempenho. Afinal, você não pode dirigir um carro sem combustível, por que com seu corpo seria diferente? Até 1 hora antes dos exercícios, coma alimentos que possam fornecer energia aos músculos, como os carboidratos, de preferência de baixo a moderado índice glicêmico. As melhores fontes são: pães torrados, biscoitos de água e sal, frutas(banana, maçã, pêra),iogurte, batata, arroz, macarrão, algumas barras energéticas à base de carboidrato, carboidratos em gel ou líquido. A quantidade de alimentos ingeridos antes dos exercícios deve ser moderada, de forma a não dificultar a digestão e estar rapidamente disponível para ao músculos. As quantidades variam de acordo com a duração e intensidade do seu treino.

Durante os exercícios, para o resfriamento do corpo, existe uma produção de suor (perda de água). Ao mesmo tempo, os carboidratos ingeridos, que foram quebrados em forma de glicose, levam consigo moléculas de água para dentro das fibras musculares. Portanto manter a hidratação é imprescindível. Para aqueles que fazem atividades intensas com duração superior 1 hora podemos lançar mão de bebidas isotônicas, que devem ser consumidas com moderação e com orientação, ou carboidratos em forma de gel ou líquido para manter a performance, dependendo da atividade física.

A refeição pós-treino, é imprescindível porque se você insistir em ficar de barriga vazia, seu corpo vai consumir as calorias erradas para se recuperar do desgaste. Ao invés de queimar gordura, ele vai buscar a energia de que necessita na massa muscular. A regra número um para qualquer pessoa que pratica atividades físicas, seja um atleta de alto nível ou mesmo um iniciante, é alimentar-se logo após o treino. Nessa fase, que chamamos de catabólica, o corpo precisa de energia . No pós-treino intenso é comum anorexia pós-esforço, dificultando o processo alimentar. Neste período recomenda-se ingerir shakes com proteína de rápida absorção e uma mistura de carboidratos com alto índice glicêmico(maltodextrina e dextrose) ou bebidas esportivas. A melhor recuperação pós-treino é obtida ao se combinar o consumo de carboidratos e proteínas, que são extremamente importantes para recompor os músculos. As proteínas estão presentes em alimentos de origem animal, como queijos, iogurtes, leites, carnes, frios magros. Dessa forma, uma refeição ótima após o treino pode ser um sanduíche ou uma combinação de macarrão com frango.

Lembre-se de organizar o restante das refeições do dia e realizar seus treinos com disciplina. Se engana quem pensa que apenas essas refeições farão milagre, o ideal é que você tenha todas as refeições do dia em equilíbrio. Consulte sempre um Nutricionista para te auxiliar na organização e equilíbrio da sua dieta seja qual for seu objetivo.








Fonte: http://www.ligadasaude.blogspot.com/

Por que consumir alimentos orgânicos ?



A produção de orgânicos sempre que possível, baseia-se:
1)No uso de estercos animais,
2)Rotação de culturas,
3)Adubação verde,
4)Compostagem,
5)Controle biológico de pragas e doenças.

Tem como principal objetivo a manutenção da estrutura do solo além da sua produtividade, gerando alimentos saudáveis e produzidos baseados em uma relação harmônica com a natureza (homem/natureza, homem/animais homem/homem).

Por esses motivos, eu como médico e ecologista defendo essa causa. Alguns aspectos que sempre ressalto para quem me pergunta "Dr. porque vc está nessa de defender ecologia associada à medicina?":
1) Aspectos sanitários: alimentos orgânicos não possuem "defensivos" agrícolas sintéticos ou qualquer tipo de venenos que possa comprometer a saúde de qualquer ser na escala evolutiva, seja ele um invertebrado, seja ele um homo sapiens. Princípio este que jurei na minha formatura, princípio este criado pelo pai da Medicina (Hipócrates) "primum non nocere" que significa em primeiro lugar não lesar.

2) Aspectos ecológicos: a agricultura orgânica por não utilizar métodos agressivos e nocivos para a natureza, evita a degradação do meio ambiente. Isso inclui: manutenção das características do solo (as vezes adubando através de rochagem, mas sem utilizar fertilizantes sintéticos), manutenção da potabilidade da água e pureza do ar. A agricultura orgânica geralmente é familiar e ocorre de forma sustentável, na qual se respeita ciclos milenares (plantio/colheita). Desenvolvimento e preservação ambiental andam de forma conjunta.

De formal geral, a agricultura orgânica é baseada em três idéias. São elas:

1) Cultivo natural: é proibido o uso de agrotóxicos, adubos químicos e artificiais e conservantes no processo de produção.

2) Equilíbrio ecológico: A produção respeita o equilíbrio microbiológico do solo e as diferentes épocas de safra. O processo fica mais sustentável, não degradando a biodiversidade.

3) Respeito ao homem: o trabalhador tem que ser respeitado (leis trabalhistas, ganho por produtividade, treinamento profissional e qualidade de vida).

Para se obter um alimento verdadeiramente orgânico, é necessário conhecer diversas ciências (agronomia, ecologia, nutrição, medicina, economia, entre outras). Assim, o agricultor, através de um trabalho harmonizado com a natureza, tem condições de oferecer ao consumidor alimentos que promovam não apenas a saúde deste último, mas também do planeta em que vivemos.

O número crescente de produtores orgânicos no Brasil está dividido basicamente em dois grupos:

1) Pequenos produtores familiares ligados a associações e grupos de movimentos sociais, que representam 90% do total de agricultores, sendo responsáveis por cerca de 70% da produção orgânica brasileira;

2) Grandes produtores empresariais (10%) ligados a empresas privadas.
Enquanto na região sul cresce o número de pequenas propriedades familiares que aderem ao sistema, no sudeste a adesão é representada em sua maioria por grandes propriedades.

Atualmente, o Brasil ocupa a 34ª posição no mundo no ranking dos países exportadores de produtos orgânicos, sendo que na última década foi assistido um crescimento de 50%nas vendas por ano.

Calcula-se que já estão sendo cultivados perto de 100 mil há (hectares) em cerca de 4.500 unidades de produção orgânica espalhadas por todo o país. A maior parte da produção brasileira (cerca de 70%) encontra-se nos estados do Paraná, São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Espírito Santo. Apesar da tendência de crescimento, o Brasil ainda perde para a vizinha Argentina em termos de área certificada para o cultivo de orgânicos na América do Sul.

Da produção nacional de orgânicos, cerca de 75% é exportada, principalmente para a Europa, Estados Unidos e Japão. A soja, o café e o açúcar lideram as exportações. No mercado interno, os produtos mais comuns são as hortaliças, seguidos de café, açúcar, sucos, mel, geleias, feijão, cereais, laticínios, doces, chás e ervas medicinais. Infelizmente ainda não temos muitas frutas produzidas nos moldes correto.

Os países com maiores áreas de produção orgânicas são, respectivamente:
1) Austrália com 12,29 milhões de ha;
2) China com 2,3 milhões de ha;
3) Argentina com 2,22 milhões de ha.

Esses países têm como principal atividade nessas áreas orgânicas a pastagem não intensiva. Entretanto, alguns cuidados devem ser tomados na comparação entre países, pois a produtividade é extremamente variável entre eles.

O Brasil se encontra na oitava posição, com 880 mil ha.

Em termos de continente, a Oceania detém 40,7% da área sob manejo orgânico, seguida da Europa com 24,3%, América Latina com 16,2%, Ásia com 10,2%, América do Norte com 7,3% e África com 1,4%. O Japão hoje é considerado um dos maiores mercados mundiais para produtos orgânicos.

Devido à pequena dimensão territorial, a produção orgânica própria é pequena, principalmente se comparada à variedade e volume de produtos que importam, como cereais, legumes, frutas frescas, carne bovina, frango, queijo, entre outros.

Nos Estados Unidos, os produtores orgânicos certificados produzem principalmente cereais, com destaque para soja e trigo. O desenvolvimento da agricultura orgânica americana tem sido comparado ao da Europa, assistindo um volume de venda próximo dos U$5 bilhões anuais.

Segundo dados da Organic Farming Research Fundation (Fundação de Pesquisa em Agricultura Orgânica), aproximadamente 1% do mercado americano de alimentos é proveniente de métodos orgânicos de produção. Na Europa o desenvolvimento da agricultura orgânica e do consumo de produtos sem agrotóxico cresce a passos largos.

No final de 2009, na França, havia 16.446 fazendas orgânicas, um aumento de 23,7% em relação a 2008, e 677.513 hectares de terra orgânica, um aumento de 16% comparado a 2008. O país obteve destaque devido ao aumento significativo de algumas produções animais na linha orgânica, sobretudo o frango orgânico, que teve taxas de crescimento de 135% nos últimos dois anos.

A Alemanha foi o primeiro país do mundo a criar um organismo para inspeção e controle da produção orgânica e hoje o mercado alemão de produtos orgânicos é considerado um dos mais importantes da Europa. Em 1998, foram contabilizadas cerca de 6.786 unidades de produção (1,9% de sua área total).

Será que é orgânico mesmo? Como saber?

Se você pretende consumir alimentos orgânicos fique atento para não ser enganado. Procure sempre pelo selo de qualidade emitido por certificadoras reconhecidas pelo Ministério da Agricultura.

São entidades como a Associação de Agricultura Orgânica (AAO), o Instituto Biodinâmico (IBD), entre outros. Essas entidades, ao todo cerca de 30 em todo Brasil, avaliam se a produção do alimento segue os critérios estabelecidos pela agricultura orgânica.

Para ganhar o selo, os produtores seguem várias precauções e têm suas lavouras fiscalizadas a cada semestre. A presença do selo garante, portanto, a procedência e a qualidade dos produtos.

Aqui em Goiânia recomendo para os meus pacientes que comprem somente do pessoal da ADAO - GO (Associação dos Agricultores Orgânicos de Goiás)

10 MOTIVOS PARA CONSUMIR PRODUTOS ORGÂNICOS

1) SÃO ALIMENTOS NUTRITIVOS E SABOROSOS

Com solos balanceados e fertilizados com adubos naturais, se obtém alimentos mais nutritivos. A comida fica mais saborosa, conservam-se suas propriedades naturais como vitaminas, sais minerais, carboidratos e proteínas. Um alimento orgânico não contém substâncias tóxicas e nocivas à saúde. Em solos equilibrados as plantas crescem mais saudáveis, preservam-se suas características originais como aroma, cor e sabor. Consumindo produtos orgânicos é possível apreciar o sabor natural dos alimentos. Além disso, quando se utiliza o sistema de Rochagem na adubagem o alimento fica mais rico devido a inserção de minerais ESSENCIAIS na composição do solo.

Pesquisas internacionais demonstram que alimentos orgânicos apresentam, em média, 63% a mais cálcio, 73% mais ferro, 118% mais magnésio, 178% mais molibdênio, 91% mais fósforo, 125% mais potássio, 60% mais zinco que os alimentos convencionais. Possuem menor quantidade de mercúrio (29%), substancia que pode causar doenças graves (informação publicada no Journal of Applied Nutricion, 1993).

No ano passado pesquisadores da London School of Hygiene & Tropical Medicine, em Londres, Inglatrra, realizaram um levantamento com 162 artigos científicos publicadas nos últimos 50 anos, que mostrou que não existe uma diferença tão grande entre o alimento orgânico e o normal.

Erro na metodologia ? Interesses exclusos ? Mesmo que não tivesse superioridade nutricional, só de não conter agrotóxicos ja É SUPERIOR !

2) SAÚDE GARANTIDA

Vários pesticidas utilizados hoje em dia no Brasil estão proibidos em muitos países, em razão de consequências provocadas à saúde, tais como:
1) Cânceres dos mais viversos tipos
2) Alergias alimentares
3) Asma
4) Infertilidade
5) Alterações hormonais principalmente quando se trata de hormônios sexuais
6) Hiperatividade em adultos e crianças
7) Déficit de atenção
8) Doenças neurodegenerativas
9) Aumento da produção de radicais livres e diminuição da produção de antioxidantes.
10) Intoxicação por metais pesados

Um relatório da Academia Americana de Ciências, de 1982, calculou em 1.400.000 o número de novos casos de câncer provocados por agrotóxicos. Além disso, os alimentos de origem animal estão contaminados pela ação dos perigosos coquetéis de antibióticos, hormônios e outros medicamentos que são aplicados na pecuária convencional, quer o animal esteja doente ou não.

Consumindo orgânicos protegemos nossa saúde e a saúde de nossos familiares com a garantia adicional de não estarmos consumindo alimentos geneticamente modificados.

Vale a pena ler o Post sobre a recente pesquisa da Anvisa, na qual a mesma detectou irregularidade em 29% dos alimentos analisados.

Veja também esse post sobre a Reavaliação de agrotóxicos e veja o quão grave é a situação.

3) PROTEÇÃO ÀS FUTURAS GERAÇÕES

As crianças são os alvos mais vulneráveis da agricultura com agrotóxicos. “Quando uma criança completa um ano de idade, já recebeu a dose máxima aceitável para uma vida inteira, de agrotóxicos que provocam câncer”, diz um relatório recente do Environmental Working Group (Grupo de Trabalho Ambiental). A agricultura orgânica, além disso mais, tem a grande tarefa de legar às futuras gerações um planeta reconstruído.

4) AMPARO AO PEQUENO PRODUTOR

O trabalhador rural precisa ser preservado, tanto quanto a qualidade ecológica dos alimentos. Adquirindo produtos ecológicos, contribuímos com a redução da migração de famílias para as cidades, evitando o êxodo rural e ajudando a acabar com o envenenamento por agrotóxicos sofrido por cerca de 1 milhão de agricultores no mundo inteiro.

5) SOLOS FÉRTEIS

Uma das principais preocupações da Agricultura Orgânica é o solo. O mundo presencia a maior perda de solo fértil pela erosão em função do uso inadequado de práticas agrícolas convencionais. Com a Agricultura Orgânica é possível reverter essa situação.

6) ÁGUA PURA

Quando são utilizados agrotóxicos e grande quantidade de nitrogênio, ocorre a contaminação nas fontes de água potável. Cuidando desse recurso natural, garante-se o consumo de água pura para o futuro.

7) BIODIVERSIDADE

A perda das espécies é um dos principais problemas ambientais. A Agricultura Orgânica preserva sementes por muitos anos e impede o desaparecimento de numerosas espécies, incentivando as culturas mistas e fortalecendo o ecossistema. A Fauna permanece em equilíbrio e todos os seres convivem em harmonia, graças à não utilização de agrotóxicos. A Agricultura Orgânica respeita o equilíbrio da natureza e cria ecossistemas saudáveis.

8) REDUÇÃO DO AQUECIMENTO GLOBAL E ECONOMIA DE ENERGIA

O solo tratado com substâncias químicas libera uma quantidade enorme de gás carbônico, gás metano e óxido nitroso. A agricultura e administração florestal sustentáveis podem eliminar 25% do aquecimento global. Atualmente, mais energia é consumida para produzir fertilizantes artificiais do que para plantar e colher todas as safras.

9) CUSTO SOCIAL E AMBIENTAL

O alimento orgânico não é, na realidade, mais caro que o alimento convencional se consideramos que, indiretamente, estaremos reduzindo:
1) Gastos com MÉDICOS e MEDICAMENTOS
2) CUSTOS com a recuperação ambiental.

10) CIDADANIA E RESPONSABILIDADE SOCIAL

Consumindo orgânicos, estamos exercitando nosso papel social, contribuindo com a conservação e preservação do meio ambiente e apoiando causas sociais relacionadas com a proteção do trabalhador e com a eliminação da mão-de-obra infantil.


Maiores Informações: http://www.prefiraorganicos.com.br/


Vale a pena pagar mais por certos orgânicos?

Os adeptos da culinária saudável já estão cansados de saber dos benefícios dos alimentos orgânicos, infelizmente, investir 100% nesse tipo de frutas, legumes, folhas e até sucos e carnes ainda custa caro e é privilégio de poucos.

Pensando nisso, conversamos com especialistas para garimpar alguns itens nesse universo orgânico e saber exatamente por quais deles e em que situações realmente vale a pena se pagar mais em nome da saúde.

Um bom começo para começar a mudar os hábitos à mesa, sem pesar muito no bolso, seria substituir os campeões em agrotóxicos por suas versões orgânicas. Não é à toa. De acordo com a nutróloga Lívia Zimmermann, o consumo diário dessas substâncias nocivas pode intoxicar o organismo, criando um "ambiente" propício ao desenvolvimento de doenças - desde alergias até o câncer a longo prazo. "Há, inclusive, estudos que sugerem que os aditivos químicos, principalmente os corantes encontrados em alimentos industrializados, podem ter relação até com distúrbios psicológicos", alerta Lívia, membro da diretoria da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran).

Reveja sua lista de supermercado

Comer uma salada de tomates, hoje, pode ser uma aventura e tanto, graças ao nível de contaminação dessa fruta - que aparece nas feiras e sacolões cada vez maior e mais vermelha (como um típico efeito do uso de agrotóxicos). "A dona de casa mais atenta pode observar uma película meio esbranquiçada na casca do tomate. É o sinal da presença dos aditivos químicos", explica a nutróloga Lívia Zimmermann.
Trocar o tomate convencional pelo orgânico, portanto, pode valer a pena, especialmente no prato das crianças. Sabe-se que os efeitos dos agrotóxicos são cumulativos - por isso, de acordo com os especialistas, o quanto antes barrarmos boa parte desse contato, melhor.
O tomate é o vilão maior, mas entre os reis da contaminação ainda estão o morango, a melancia, o melão, a abóbora, enfim as frutas rasteiras, além do mamão e das verduras (legumes e folhas). No geral, nos cultivos tradicionais, esses alimentos recebem uma quantidade grande de químicos, por serem mais suscetíveis à ação de pragas, como as ervas daninhas.
Segundo Fernanda Pisciolaro, nutricionista Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), os cuidados devem ser redobrados com alimentos que se come com a casca e com aqueles que não têm casca (a exemplo do morango). Nem as carnes vermelhas escapam dos alimentos que merecem atenção (e que poderiam ser substituídos por sua versão orgânica). Os hormônios de crescimento e antibióticos usados na criação bovina podem causar prejuízos ao organismo. Isso não ocorre com a carne orgânica, resultado de um gado criado em pasto orgânico, com alimentação orgânica e sem o uso de remédios alopáticos.

Ganhos na qualidade e no sabor

"O agrotóxico deixa o morango com gosto de acetona. A fruta orgânica é bem diferente, muito mais saborosa", completa Raquel Diniz, coordenadora do Instituto Akatu, uma organização não-governamental que busca estimular o consumo consciente e sustentável.

José Pedro Santiago e Alexandre Harkaly, diretores da associação de certificação de orgânicos, o Instituto Biodinâmico (IBD), garantem que os alimentos orgânicos contêm uma concentração mais elevada de nutrientes. Para confirmar o que dizem, eles lembram de 41 estudos científicos divulgados, em 2005, pela Soil Association, da Inglaterra, que atestavam uma presença maior de vitamina C, magnésio e fósforo nos orgânicos.
"A laranja, por exemplo, contém 12% mais vitamina C e menos resíduos de nitratos em relação à convencional", comenta José Pedro. Essa maior concentração de nutrientes, segundo o especialista, pode ser vista também no leite orgânico, que apresenta maior quantidade de cálcio e vitaminas.

Reconheça um alimento orgânico

Para ser considerado orgânico, o alimento deve seguir alguns padrões essenciais de plantio e colheita. De início, nada de agrotóxicos ou agentes químicos, como os pesticidas, para "reforçar" a terra e evitar pragas e ervas daninhas.
Normalmente, os produtos vendidos em supermercados apresentam um selo de certificação, desde que tenham, no mínimo, 95% de ingredientes orgânicos. "Para certificar um produto, seguimos diretrizes que vão da produção primária à industrialização, armazenamento e transporte do produto. Além de questões de conservação do solo", afirma Alexandre Harkaly, diretor do IBD. O selo vale tanto para frutas e vegetais, quanto para laticínios e carnes.
Mas, se você tem o hábito de freqüentar feiras ou sacolões e mercadinhos próximos da sua casa, vai uma dica: alimentos orgânicos tendem a ter um aspecto mais feio. Isso reflete tanto no tamanho da fruta, quanto na coloração. Portanto, se você não quer abrir mão dos tomates "vermelhões" e gigantes, porém cheios de agrotóxicos, nem passe perto das prateleiras orgânicas. Ali, a fruta é menor e de um vermelho mais discreto.
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Fonte: Redação Terra

Serviço:
Alexandre Harkaly - diretor do IBD (Associação de Certificação Instituto Biodinâmico)
http://www.ibd.com.br/
Fernanda Pisciolaro - nutricionista, membro da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica)
http://www.abeso.org.br/
José Pedro Santiago - diretor do IBD (Associação de Certificação Instituto Biodinâmico)
http://www.ibd.com.br/
Lívia Zimmermann - nutróloga, membro da diretoria da Abran (Associação Brasileira de Nutrologia)
http://www.abran.org.br/
Raquel Diniz - coordenadora do Instituto Akatu
http://www.akatu.org/

Visite: http://www.ecologiamedica.net/

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Novo Código Florestal é perverso, dizem ex-ministros de Ambiente

Dez ex-ministros do Meio Ambiente se uniram nesta segunda-feira contra o texto da reforma do Código Florestal que deve ser votado amanhã (24) pela Câmara.

Em carta aberta à presidente Dilma Rousseff e ao Congresso, o grupo diz que a proposta a ser analisada significa um retrocesso na política ambiental brasileira, que foi "pioneira" na criação de leis de conservação e proteção de recursos naturais.

Segundo os ex-ministros, a votação do texto do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) nesta semana é prematura.

"Não vemos, portanto, na proposta de mudanças do Código Florestal aprovada pela Comissão Especial da Câmara dos Deputados em junho de 2010, nem nas versões posteriormente circuladas, coerência com nosso processo histórico, marcado por avanços na busca da consolidação do desenvolvimento sustentável. Ao contrário, se aprovada qualquer uma dessas versões, o país agirá na contramão de nossa história e em detrimento de nosso capital natural", dizem os ex-ministros na carta.

Assinaram o texto: Marina Silva (PV), Carlos Minc (PT), Sarney Filho (PV), Rubens Ricupero (sem partido), José Carlos Carvalho (sem partido), Fernando Coutinho Jorge (PMDB), Paulo Nogueira Neto (sem partido), Henrique Brandão Cavalcanti (sem partido), Gustavo Krause (DEM), José Goldemberg (PMDB).

MELHORIA

O documento traz um pedido de providências para que o texto de Rebelo seja aperfeiçoado. "O código deve ser atualizado para facilitar e viabilizar os necessários esforços de restauração e de uso das florestas, além que de sua conservação."

Em entrevista, oito dos dez ex-ministros fizeram duras críticas ao relatório de Rebelo. Na avaliação deles, não há proteção dos pequenos proprietários nem dos agricultores familiares e ainda ocorre a flexibilização da lei para que haja mais desmatamento.

"Esse código é perverso. Primeiro quer anistiar aqueles que estão em débito com o ambiente, principalmente os grandes proprietários, que estão conduzindo a negociação se escorando nos pequenos produtores. A questão da pequena propriedade está resolvida. Por outro lado, quer se flexibilizar a legislação para que haja mais desmatamento. Toda a discussão é permeada por essas duas grandes aspirações do agronegócio nocivo, que em detrimento dos direitos da sociedade querem garantir seus direitos individuais."

"Estamos fazendo mais uma lei para não ser cumprida. Por força da pressão de um segmento econômico forte", disse José Carlos Carvalho.

Sem aval do Planalto, líderes da base e da oposição fecharam um acordo na semana passada para a votação do texto de Rebelo.

Ficou definido que o PMDB apresentaria uma emenda permitindo a manutenção de atividades agrícolas em APPs (Áreas de Preservação Permanente).

O texto trará ainda a previsão para que os programas de regularização ambiental sejam feitos por Estados e também pela União.

GOVERNO CONTRA

O Planalto não concorda com essa proposta e quer ter a prerrogativa exclusiva de regularizar as APPs por decreto.

O governo também não concorda com a isenção da reserva legal para propriedades de até quatro módulos e com a anistia para os desmatadores.

O ex-ministro do Meio Ambiente Carlos Minc disse que a presidente Dilma se comprometeu a vetar a questão das APPs e da isenção dos quatros módulos quando era candidata ao Planalto no ano passado.

"Não queremos que passe a motosserra no código, mas queremos mais tempo para entendimentos, para incorporar pontos importantes", comentou.

Destacando o empenho do ministro Antonio Palocci (Casa Civil) para que o texto não seja votado, a ex-ministra Marina Silva afirmou que só a expectativa em torno da análise do novo código gerou aumento significativo no desmatamento nos últimos meses.

"Se o desmatamento já esta fora de controle só com a expectativa (da votação do texto), quando for aprovada, teremos uma situação de inteiro descontrole."

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/919652-novo-codigo-florestal-e-perverso-dizem-ex-ministros-de-ambiente.shtml


Para entender mais sobre A reforma, leia o post abaixo:


Muito tem se falado em política, em posicionamento dos candidatos com relação a questões ambientais.

Minha intenção com este post não é fazer apologia a nenhum candidato, mas fora a candidata Marina Silva, nenhum outro candidato teve como foco a questão ambiental. Ao meu ver, no atual estágio planetário, o desenvolvimento sustentável associado a métodos de reestruturação do meio ambiental são primordiais.

A edição de Outubro/2010 da revista UNESP Ciência traz uma reportagem bastante elucidativa sobre a questão do código florestal e sua reforma.

Acho inconcebível postular tal tipo de reforma num país em que os hectares protegidos de APPs (áreas de preservação permanente como matas ciliares e/ou topos de morros) chegam a 59 milhões de hectares quando na verdade deveriamos ter 103 milhões de hectares protegidos.

É inadmissível falar em reforma de caráter redutor num país onde o esperado para Áreas de Reserva Legal (RL) (trechos de propriedades privadas que não podem ser desmatados – a porcentagem varia conforme o bioma) seria de 254 milhões de hectares e temos no momento um déficit de 43 milhões.

É impossível não ficar estarrecido com as afirmações do autor do projeto (Aldo Rebelo do PCdoB-SP), alegando que ouviu a opinião de vários pesquisadores e especialistas, sem citar algum nome específico ou citar publicações indexadas.

Sou médico e me interesso muito pelo assunto pois assim como a Ecologia trata da saúde do ecossistema, a Medicina aborda a saúde humana e tudo aquilo que possa afetá-la. Muitas vezes brinco com a ignorância do homem diante da grandiosidade da natureza ao manter um  determinado equilíbrio em um ecossistema. Aí chega o homem, cheio de "novas idéias", acreditando ter compreensão de toda uma dinâmica e almeja mudar tudo aquilo. Invadindo áreas outrora de polinizadores, peixes e anfíbios que se alimentam de insetos com potencial praguicida ou vetores de doenças transmitidas ao homem. O que se sabe sobre a função de APPs e Reservas legais é que ambas possuem importante papel protetor para o ecossistema e ao ceder parte delas para a agricultura estaremos criando um novo problema ambiental, além dos inúmeros que já possuímos e pouco conseguimos resolver. E o pior, estaremos indo na contra-mão de toda uma corrente que visa Preservação do Meio-ambiente e tentativa de um desenvolvimento sustentável.

No dia 6 de Julho de 2010 o Projeto de Lei 1876/99, que propõe a reforma do Código Florestal, foi votado na Câmara dos Deputados, em Brasília.
Com 13 votos a 5, o texto principal do substitutivo do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) foi aprovado e agora segue para o Senado, para ser votado.

Abaixo a lista dos deputados e seus votos:

Votos favoráveis às reformas ruralistas

Anselmo de Jesus (PT-RO)
Homero Pereira (PR-MT)
Luis Carlos Heinze (PP-RS)
Moacir Micheletto (PMDB-PR)
Paulo Piau (PPS-MG)
Valdir Colatto (PMDB-SC)
Hernandes Amorim (PTB-RO)
Marcos Montes (DEM-MG)
Moreira Mendes (PPS-RO)
Duarte Nogueira (PSDB-SP)
Aldo Rebelo (PCdoB-SP)
Reinhold Stephanes (PMDB-PR)
Eduardo Sciarra (DEM-PR)

Votos contrários às reformas ruralistas:
Dr. Rosinha (PT-PR)
Ricardo Tripoli (PSDB-SP)
Rodrigo Rollemberg (PSB-DF)
Sarney Filho (PV-MA)
Ivan Valente (PSOL-SP)
Vale a pena ler a reportagem: http://www.unesp.br/aci/revista/ed13/novo-codigo-florestal

Frederico Lobo*
*Dr. Frederico Lobo (CRM - GO – 13.192) é médico clínico geral, ecologista clínico, pós-graduado em  estratégia ortomolecular e medicina tradicional chinesa.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Pasta de dente sem flúor

O ser humano tem sido exposto a altas quantidades de flúor. O mineral já existe naturalmente nos alimentos, além de ser adicionado à água do abastecimento publico e em pastas de dente, aumentando-se assim sua exposição à população e podendo ocasionar intoxicação aguda ou crônica.

Assim, é importante moderar o uso de produtos com flúor, principalmente para crianças, que por não possuírem controle do bochecho podem habitualmente ingerir maior quantidade do elemento. Para tanto, faz-se necessário o uso de pasta de dente sem flúor, que possuem menor abrasividade e evitam a intoxicação. Já existem alguns produtos presentes no mercado, como as marcas Forever Bright Toothgel, Weleda, Malvatrikids, Condor baby e InPhlOral.

Na hora da compra, vale uma análise crítica de composições das pastas de dente sem flúor, pois a maioria contém edulcorantes como xilitol, sorbitol ou sacarina sódica, que também possuem efeitos maléficos a saúde, principalmente se houver exposição crônica em crianças.Além disso, as pastas de dente sem flúor tem sido “atacadas” por não terem o efeito preventivo contra as cáries. Contudo, sabe-se que há outros aspectos que possuem relevância quando em tal prevenção. Somando-se aos fatores genéticos, a alimentação possui posição central nessa questão devido ao consumo de diário e freqüente de alimentos que podem desenvolver a cárie, como os açúcares por exemplo.

Logo, para prevenir as cáries deve ser evitada a ingestão de balas, doces, refrigerantes etc., para que não haja a deposição de substâncias cariogênicas nos dentes. Uma alimentação equilibrada, rica em vitaminas e minerais, também pode auxiliar, pois promove a fortificação do sistema imune, prevenindo a inflamação e, consequentemente, a cárie.

Dicas:
  1. Eu uso a da Weleda. Sem flúor, sem contaminantes ambientais. Mas quase não faz espuma.
  2. A da Forever os pacientes me perguntam com frequência. Teoricamente os produtos da Forever seriam perfeitos. A qualidade é ótima, a composição também... Porém, infelizmente o plástico da embalagem é feito com Bisfenol-A.
  3. A da Philips, um amigo indicou, porém nunca vi pra vender.
Autores:

Isis Moreira - Estudante de Nutrição da UNB. Criadora do site http://www.alimentando.net/
Frederico Lobo - Médico, clínico geral, com prática em estratégia ortomolecular e ecologia médica.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Há benefícios da dieta mediterrânea em doenças crônicas?

Sim. Pesquisadores têm publicado metanálises mostrando que os benefícios da dieta mediterrânea estão associados com uma melhora significativa no estado de saúde geral, redução significativa na mortalidade total, mortalidade por doenças cardiovasculares, incidência ou mortalidade por câncer, além da diminuição na incidência de doenças neurológicas, como doença de Parkinson e Alzheimer.

Um das metanálises mais importantes, publicada por Sofi et al (2008) na revista científica British Medical Journal, avaliou mais de 1.500.000 indivíduos saudáveis, por meio da análise cumulativa de 12 estudos de coorte. O estudo revelou que o aumento de dois pontos no escore de adesão da dieta mediterrânea reduziu em 9% a mortalidade geral, com redução de 9% na mortalidade por doenças cardiovasculares, redução de 6% na incidência de mortalidade por câncer e uma redução de 13% na incidência da doença de Parkinson e Alzheimer.

Em 2010, este mesmo grupo de pesquisadores publicou na revista The American Journal of Clinical Nutrition uma metanálise atualizada com 18 estudos prospectivos, em que investigaram novamente a associação entre a adesão à dieta mediterrânea e incidência/mortalidade por doenças. Os resultados foram obtidos a partir de mais de 2 milhões de indivíduos, verificando que o aumento de 2 pontos na aderência à dieta mediterrânea determinou uma redução significativa de 10% de morte e/ou incidência de doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, redução de 6% da morte e/ou incidência de câncer e uma redução de 13% na incidência de doenças neurodegenerativas. Com isso, os pesquisadores confirmaram os resultados publicados no estudo anterior, sugerindo uma proteção significativa contra as principais doenças crônico-degenerativas em indivíduos que relataram maior adesão à dieta mediterrânea.

A dieta mediterrânea tem sido amplamente relacionada como um modelo de alimentação saudável que contribui para um estado de saúde favorável e melhor qualidade de vida. Trata-se de um conjunto de hábitos alimentares, tradicionalmente conhecido por ser rico em frutas, verduras, legumes e cereais; azeite de oliva como uma das principais fontes de lipídios; consumo moderado de vinho tinto durante as refeições; consumo preferencial de peixes e baixo consumo de carne vermelha.

Os resultados desses estudos com a dieta mediterrânea parecem ser clinicamente relevantes para a saúde pública, em especial para incentivar esse padrão alimentar para a prevenção primária das principais doenças crônicas.

Leia mais: Dieta mediterrânea e azeite de oliva modificam a expressão de genes pró-inflamatórios

Autora: Dra. Rita de Cássia Borges de Castro
Bibliografia (s)
  • Sofi F, Cesari F, Abbate R, Gensini GF, Casini A. Adherence to Mediterranean diet and health status: meta-analysis. BMJ. 2008 Sep 11;337:a1344.
  • Sofi F, Abbate R, Gensini GF, Casini A. Accruing evidence on benefits of adherence to the Mediterranean diet on health: an updated systematic review and meta-analysis. Am J Clin Nutr. 2010;92(5):1189-96.
Fonte: http://www.nutritotal.com.br/perguntas/?acao=bu&id=621&categoria=1

Disbiose no idoso

Nenhum sintoma é mais irritante no paciente mais velho que o desconforto para evacuar! Quer seja por prisão de ventre, por formação excessiva de gases, ou por uma maior permeabilidade com diarréias, disenterias, ou simplesmente com a exacerbação do numero diário de dejeções!

Os gerontes como a maioria das pessoas, sentem que se seus intestinos não estão permeáveis, alguma coisa esta errada com ele, ao que não podemos tirar sua razão!

Nosso tubo digestivo é receptáculo, e passagem de tudo que ingerimos de bom ou de ruim!

Também é responsável pela produção de muitas substancias utilizadas em nosso corpo, desde para digestão até o equilíbrio emocional, já que as microvilosidades intestinais, e não somente o cérebro, são a grande fábrica de serotonina de nosso organismo, substancia responsável, pelo bem estar e relaxamento, e que esta alterada em casos de depressão!

Possuímos em nossos intestinos, mais bactérias, que células no corpo, são mais de 50 trilhões destes microorganismos, que auxiliam na decomposição dos alimentos, digestão e absorção, e que compõe a chamada flora intestinal!

O processo começa na boca com a saliva rica em enzimas que degradam açucares e gorduras, e destroem bactérias patogênicas! No estomago, se processa a quebra das proteínas, e a adição de acido clorídrico, que alem de digerir torna o ambiente inóspito a outros micro-organismos invasores!

Em um organismo próximo ao equilíbrio,já que não ocorre o equilíbrio absoluto, teremos em harmonia os lactobacilos, benéficos ao processo digestivo, as bactérias saprófitas, que estáveis não fazem bem nem mal, e os elementos nocivos, como brucela, toxoplasma, os fungos de cândida, entre outros! Todos seus malefícios são contidos pala superioridade avassaladora das bactérias úteis! Alem da digestão as bactérias benéficas, entre elas lactobacilos, saccharomicess, boulardis, bifidobacterium, principalmente, sintetizam antibióticos naturais e vitaminas, como a K e o complexo B!

Quando por alguma desordem orgânica os elementos patogênicos superam as bactérias úteis, estamos frente a um desequilíbrio ao qual chamamos disbiose, que no nome já traz seu significado, desequilíbrio da vida, no caso das bactérias intestinais!

As bactérias saprófitas, já não são mais tão inócuas e passam a agredir ao meio que ajudam a estabilizar, caos!

Distúrbios digestivos, como a redução na produção de acido clorídrico, tornado o estomago menos acido, ou base, comum nos mais velhos e/ou diabéticos. Nas infecções quaisquer que sejam e que se utilizem antibióticos, ocorrem farta destruição de bactérias patogênicas e uteis, estas muito mais sensíveis e alvo fácil de redução!

As alergias sejam alimentares ou especificas, afetam em muito o equilíbrio da flora intestinal! As alimentares corrompem a digestão ajudando a formarem compostos mistos da toxina bacteriana com proteínas diversas, produzindo peptídeos inoportunos e perigosos que por vezes são ativadores de marcadores com capacidade até de alterações em DNA, como o Fator de Necrose Tumoral, ativado por peptídeos de mutação, produz-se aqui uma enorme cascata de formação de radicais livres! Mais caos!

A disbiose interfere na permeabilidade intestinal, por estar alterado, permite absorção de compostos que um intestino saudável não permitiria.

A prisão de ventre também é fator de desequilíbrio na flora, pois a retenção fecal, faz com que bactérias retornem do intestino grosso para o delgado modificando seu funcionamento normal! Opostamente a Síndrome do Intestino Irritável, por si só, já é, uma clássica manifestação disbiótica!

Disfunção gástrica, pancreática e biliar, assim como o consumo excessivo de agentes irritantes, como álcool e bebidas gasosas, e do açúcar fonte de proliferação fúngica (cândida), são precursores da disbiose!

Leptina, grelina, resistina, colecistoquininas, serotonina, somastostatina, óxido nítrico, são substancias produzidas e reguladas no tubo digestivo, do diabetes a depressão, da obesidade a hipertensão, todos podem estar envolvidos com este quadro!

Como fazer para evitar? Dieta próxima, natural, com muitas fibras, se possível sem agrotóxicos, orgânica, alimentos funcionais, antioxidantes, como suco de uva, iogurte por exemplo, mastigação e tempo pós prandial, repouso após se alimentar, evitar líquidos as refeições!

Antiácidos, e medicamentos para estomago, só com ordem médica e por tempo determinado!

Fazer atividade física, ajuda a manter o bom funcionamento do intestino!

Gerenciar e tratar o stress, e humor, lembre-se que enfezado, tem duplo significado, bravo ou cheio de fezes!

Utilizar preventivamente e regularmente a reposição de lactobacilos, e eventualmente do complexo B, principalmente nas vezes que utilizar antibióticos para tratamento de infecções, sejam pelos dias que forem, ou quais forem. Todos destroem a flora intestinal!

Portanto não é redundância dizer que controlar a disbiose, coadjuva as terapias para diabetes, obesidade, alergias, anemias, hipertensão e vasculopatias, alem de depressão, fibromialgias e síndrome da fadiga crônica, doenças sabidamente de origem serotoninérgicas!

Autor: Dr.João Mariano Sepúlveda – cardiogeriatra

Fonte: http://neonutre.com.br/disbiose-no-idoso/