segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Saiba como prevenir e tratar as principais doenças tropicais

Cólera

Contágio: Através da ingestão de água contaminada por fezes ou vômito de portador da doença. Ocorre ainda pelo consumo de alimentos contaminados.
Prevenção: A principal forma de evitar a doença é a ampliação do sistema sanitário. Na ausência de tratamento adequado, é preciso ferver ou clorar a água e lavar muito bem os alimentos crus.
Tratamento: Em casos de contaminação, é importante que se inicie a hidratação o mais rápido possível, por via oral e endovenosa (aplicação na veia). O tratamento consiste no uso de antibióticos, que matam a bactéria. As vacinas existentes têm baixa eficácia e a imunização é pouco duradoura.

Dengue

Contágio: Através da picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti.
Prevenção: Combater os focos de criação do mosquito transmissor da doença, principalmente a água que fica parada em recipientes como copos plásticos, pneus velhos, vasos de plantas etc.
Tratamento: O tratamento é sintomático, principalmente com remédios à base de dipirona e paracetamol. Não devem ser utilizados medicamentos à base de ácido acetilsalicílico. Deve-se ingerir bastante líquido. Não existem vacinas contra a dengue. 

Doença de Chagas

Contágio: Através do contato das fezes do Trypanossoma Cruzi (ou "barbeiro") com a pele ferida ou com a mucosa do olho. Ou, ainda, pela ingestão de alimentos contaminados. A transmissão pode ocorrer também pela transfusão de sangue ou transplante de órgãos de portadores da doença.
Prevenção: Usar telas, repelentes e mosquiteiros nas residências. Lavar bem os alimentos antes de consumi-los.
Tratamento: O remédio Benzonidazol é fornecido gratuitamente pelas Secretarias Estaduais de Saúde. O tratamento dura em média 60 dias.

Esquistossomose

Contágio: Os ovos do verme são eliminados pelas fezes humanas. Em contato com a água, os ovos liberam larvas que infectam caramujos hospedeiros de água doce. Após quatro semanas, as larvas ficam livres nas águas. O contágio se dá quando o ser humano consome a água contaminada.
Prevenção: Evitar o contato com águas contaminadas pelos caramujos hospedeiros. Não existem vacinas contra a esquistossomose.
Tratamento: Remédios à base de Praziquantel e Oxamniquine. Em casos mais graves, o tratamento requer internação hospitalar e intervenção cirúrgica.

Febre amarela

Contágio: Através da picada dos mosquitos transmissores infectados.
Prevenção: A vacinação é gratuita e está disponível nos postos de saúde. É administrada em dose única a partir dos nove meses de idade e tem validade de 10 anos. Em casos de viagens para áreas de risco de transmissão da doença, a vacina deve ser aplicada com 10 dias de antecedência.
Tratamento: O tratamento é sintomático. O paciente deve permanecer em repouso e, quando necessário, repor líquidos. Não existe remédio.

Hanseníase

Contágio: Causado pelo contato com o bacilo Mycobacterium leprae, através das vias respiratórias (secreções nasais, tosse e espirro).
Prevenção: A prevenção baseia-se no diagnóstico precoce e na aplicação da vacina BCG em todas as pessoas que compartilham o mesmo domicílio do portador da doença.
Tratamento: A hanseníase tem cura. O tratamento está disponível nos serviços públicos de saúde e combina três medicamentos (rifampicina, dapsona e clofazimina): a poliquimioterapia.

Leishmaniose

Contágio: Através da picada das fêmeas de Flebotomíneos infectadas.
Prevenção: Usar mosquiteiros e repelentes, evitar a exposição nos horários de maior atividade do vetor, como noite e crepúsculo, e limpar quintais e terrenos, eventuais criadouros do mosquito.
Tratamento: Os postos de saúde oferecem tratamento gratuito para a doença. Os remédios indicados são à base de antimônio, além de repouso e boa alimentação.

Malária

Contágio: Através da picada da fêmea do mosquito Anopheles, infectada por Plasmodium.
Prevenção: Usar repelentes, mosquiteiros e telas em portas e janelas. Eliminar eventuais focos de reprodução do Anopheles por meio de inseticidas.
Tratamento: Remédios à base de quinina. Nos últimos anos, algumas cepas de parasitas se tornaram resistentes a essa droga. Não existem vacinas contra a malária.

Fonte: http://revistavivasaude.uol.com.br/saude-nutricao/93/artigo205591-1.asp

OBS: A automedicação, prática de ingerir medicamentos por conta e risco próprio sem acompanhamento médico, apresenta grandes riscos. Portanto ao apresentar qualquer sintoma procure auxílio médico. Evite o risco de ingerir medicação errada e/ou desnecessária, exposição a efeitos colaterais de medicamentos, diagnóstico tardio de doenças mais graves e gasto financeiro desnecessário. Apenas o médico está habilitado a prescrever medicações. Alguns suplementos alimentares e fitoterápicos podem ser prescritos por nutricionistas.

A internet pode até ajudar uma consulta médica, mas não substituí-la

Com o livre acesso dos pacientes à informação, há também fatores positivos que enriquecem uma consulta médica e nutricional. A monotonia das consultas unilaterais, onde sempre impera um monólogo tende a acabar. O médico orienta e o paciente concorda. Os pacientes estão falando mais, perguntando mais e exigindo uma explicação mais convincente dos seus males.

Com um maior esclarecimento, os pacientes tendem a aderir melhor ao seu tratamento. Entendem porque estão tomando esse ou aquele remédio e passam a encarar uma orientação nutricional com uma maior possibilidade de adequação ao plano proposto. Passam a saber trocar alimentos e comer adequadamente em casa, no trabalho e no lazer. Não precisam mais das tabelas e tem maior liberdade de conduzir seu tratamento.

A informação adequada nunca é demais. Não se constitui em um desafio ao médico. Perguntar enriquece a consulta e não ofende. Pelo contrário, dá ao médico e à nutricionista a chance de estreitar os laços da relação e fidelizar o paciente. Com isso o paciente pode entender a diferença entre uma consulta virtual e uma consulta real. Isso será muito bom para ambas as partes.

Apesar das freqüentes solicitações dos e-pacientes em serem consultados e medicados pela internet, eles precisam entender o risco dessa atitude. Nada substitui a consulta médica, pois ela define as sutis diferenças entre as pessoas e suas doenças e comprovam que diferentes pessoas com doenças semelhantes muitas vezes devem ser tratadas de maneiras diferentes. Assim, as descrições superficiais dos problemas médicos expostos pela internet nunca poderão substituir a riqueza de uma consulta médica tradicional.

Fonte: http://comersemculpa.blog.uol.com.br/arch2011-01-01_2011-01-15.html

A polêmica sobre os riscos e benefícios do álcool

Nos últimos 10 anos, uma verdadeira polêmica tem sacudido as discussões médicas e seus debates acadêmicos. No centro do debate, o álcool, suscitando posições diametralmente opostas, expondo a verdade sobre o tema: não há consenso, portanto o mais correto é dizer que não sabemos ao certo, se os benefícios superam os riscos.

Tudo começou com um estudo da Organização Mundial de Saúde publicado na revista médica The Lancet em 1992, demonstrando uma menor incidência de infarto entre os franceses, apesar dos conhecidos fatores de risco dessa população como tabagismo e elevada ingestão de gordura saturada. O segredo dos franceses foi atribuído ao seu consumo regular de vinho tinto, que aumentaria a fração protetora do colesterol, o chamado HDL.

Depois desse, muitos outros trabalhos científicos sérios e de alta credibilidade, descrevem as maravilhas do consumo regular e moderado do vinho. Além do vinho, os pesquisadores passaram a descrever os benefícios do próprio álcool, seja ele oriundo de bebidas fermentadas ou destiladas. Um dos estudos de grande relevância no assunto também foi publicado no periódico The Lancet em 1994, mostrando uma queda progressiva da mortalidade por doenças cardiovasculares em povos com maior índice de ingestão de bebidas alcoólicas em geral.

A polêmica continua nos dias de hoje como a recente publicação da revista Internal and Emergency Medicine nesse mês, recomendando o consumo de álcool para melhorar a saúde do coração e concluindo que quem bebe pouco deve ser encorajado a continuar.

Apesar do sucesso entre o público leigo, os benefícios do álcool são constantemente questionados pela comunidade científica e a polêmica continua.

Fonte: http://comersemculpa.blog.uol.com.br/arch2011-01-16_2011-01-31.html#2011_01-31_08_43_06-142670378-0?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter

Pessoas otimistas vivem melhor


Um artigo publicado recentemente no periódico Current Directions in Psychological Science revisou diversas pesquisas para determinar se é verdade que o otimismo é benéfico para a saúde.

O pesquisador Anthony Ong, da Universidade de Cornell (EUA) sugere a partir da sua pesquisa que emoções positivas podem ser antídotos poderosos contra estresse, dores e doenças.

Ele especula que as pessoas mais felizes são aquelas que têm uma atitude pró-ativa em relação ao envelhecimento ou que evitam comportamentos pouco saudáveis. São indivíduos que fazem exercícios regularmente, não fumam e praticam sexo seguro.

Atitudes como essas se tornam cada vez mais importantes à medida que a idade avança e as doenças se tornam mais freqüentes. Além disso, pessoas mais positivas têm níveis menores de estresse.

Ong diz que “Todos nós envelhecemos. É como nós envelhecemos, entretanto, que determina a qualidade das nossas vidas”.

Fonte: http://http://www.hebron.com.br/

Obesidade aumenta o risco de câncer

Dados divulgados pelo Ministério da Saúde no relatório Saúde Brasil de 2010 apontam para um dado alarmante: 46,6% da população brasileira esta acima do peso. O excesso de gordura no corpo pode acarretar em doenças como diabetes, problemas cardíacos e surgimentos de cânceres.

O câncer é a segunda maior causa de mortes no mundo. Só no Brasil, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima que a doença deva atingir cerca de um milhão de pessoas em 2011. Em 2010 o INCA, em parceria com o Fundo Mundial para Pesquisa contra o Câncer (WCRF), publicou o documento Polítcas e Ações para prevenção do Câncer no Brasil: Alimentação, Nutrição e Atividade Física, que concluiu que parte considerável desses casos poderiam ser evitados com o combate à obesidade.

A alimentação balanceada, rica em frutas, verduras, cereais e carnes magras, associadas à atividades físicas, pode ajudar na prevenção do câncer. Por outro lado, uma alimentação rica em gorduras, alimentos industrializados, sal e álcool aumentam os riscos de desenvolver tumores.

Fonte: http://www.hebron.com.br/

Anvisa propõe novas exigências para registro de produtos agrotóxicos


Apresentação de estudos sobre avaliação de riscos nos trabalhadores rurais será requisito obrigatório para registro de agrotóxicos no Brasil. É o que prevê a consulta pública aberta pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), nesta sexta-feira (28/1).

A avaliação do risco é um procedimento mais sensível e acurado que permite analisar possíveis efeitos dos agrotóxicos na saúde. “Apesar de já analisarmos a toxicidade das substâncias presentes nos agrotóxicos, a avaliação do risco possibilitará reduzir ainda mais os agravos indesejados associados à exposição da população a esses produtos”, explica o diretor da Anvisa, Agenor Álvares. Os agrotóxicos que causam mutações genéticas, câncer, alterações fetais, e danos reprodutivos continuarão impedidos de registro, conforme determinado pela Lei.

Outra novidade proposta é que os estudos, apresentados pelas empresas para que a Agência realize análise toxicológica dos agrotóxicos, sejam conduzidos em laboratórios com certificação de Boas Práticas Laboratoriais (BPL). “Essa ação permitirá maior segurança quanto à credibilidade dos estudos apresentados e maior rastreabilidade dos resultados, além de uniformizar nosso trabalho com o do Ibama, que já efetua essa exigência”, afirma Álvares. Além disso, harmoniza a documentação de avaliações toxicológicas com o que já era solicitado para os estudos de resíduos de agrotóxicos em alimentos, de acordo com a resolução da Anvisa de 2006.

A consulta pública atualiza, ainda, os estudos que devem ser apresentados pelas empresas para obtenção de avaliação toxicológica de agrotóxicos e produtos técnicos. Os critérios de classificação toxicológica dos produtos também foram revisados. Para Álvares, a nova proposta permite ao Brasil estar alinhado às normas internacionais mais atualizadas para avaliação de agrotóxicos e produtos técnicos.

Registro

No Brasil, o registro de agrotóxicos é realizado pelo Ministério da Agricultura, órgão que analisa a eficácia agronômica desses produtos. Porém, a anuência da Anvisa e do Ibama é requisito obrigatório para que o agrotóxico possa ser registrado.

A Anvisa realiza avaliação toxicológica dos produtos quanto ao impacto na saúde da população. Já o Ibama observa os riscos que essas substâncias oferecem ao meio ambiente.

Atualização

A Consulta Pública 02/2011 propõe uma atualização da Portaria 03/1992 do Ministério da Saúde. A proposta é resultado de dois anos de trabalho da Agência e foi aprovada na Agenda Regulatória de 2009, instrumento que expõe os temas considerados pela Anvisa como prioritários para regulação.

Participação

Sugestões para Consulta Pública 02/2011 deverão ser encaminhadas por escrito, no prazo de 60 dias,para o endereço: Agência Nacional de Vigilância Sanitária, SIA, Trecho 5, Área Especial 57, Bloco D – sub-solo, Brasília/DF, CEP 71.205-050; por Fax 61-3462-5726; ou para o email: toxicologia@anvisa.gov.br

Confira aqui a íntegra da consulta pública.

Fonte: http://www.ecodebate.com.br/2011/01/31/anvisa-propoe-novas-exigencias-para-registro-de-produtos-agrotoxicos/

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

SP adotará padrão mais rígido para qualidade do ar. Só alterar índice não basta, diz médico

Classificação usada no Estado, criada em 1990, foi alterada pela OMS em 2005

Proposta de grupo de estudos coordenado pelo governo terá de ser ratificada por órgãos estaduais

O Estado de São Paulo adotará uma classificação mais rígida para a qualidade de seu ar, adequando-se aos padrões definidos pela OMS (Organização Mundial da Saúde) em 2005.

Pelos parâmetros mais frouxos de hoje, que foram estabelecidos em 1990, o ar é frequentemente tido como “regular” (prejudicial a doentes crônicos e crianças), quando deveria ser “inadequado” (nocivo a todos).

Com a revisão do padrão atual, pessoas com doenças cardíacas e respiratórias serão mais bem alertadas do risco a que estão expostas e poderão se preparar para um dia crítico de poluição. Reportagem de Eduardo Geraque e Cristina Moreno de Castro, na Folha de S.Paulo.

Além disso, as informações mais precisas poderão pautar melhor as discussões sobre poluição, as medidas do poder público na área etc.

Um grupo de estudo liderado pelo governo já definiu como ficará a nova classificação e, para que ela seja colocada em prática, falta a ratificação de órgãos do próprio governo, que tiveram representantes nas reuniões.

Grupos de interesses privados, como a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), também participaram.

Hoje, o relatório deverá ser votado pelo Consema (Conselho Estadual de Meio Ambiente), órgão estadual.

São Paulo deverá ser, então, o primeiro Estado do país a deixar de ter um padrão frouxo e corrigir a defasagem sobre o definido pela OMS, adotado na Europa, nos EUA e no México, por exemplo.

POEIRA

As mudanças atingem a classificação de nível de substâncias como ozônio e fumaça. A poeira fina (partículas liberadas, por exemplo, por escapamentos, que causam entupimento no pulmão) é a que melhor exemplifica a mudança.

Pela classificação atual, apenas por duas vezes a poeira tornou o ar “inadequado” em 2008, ano usado no estudo. Pelos novos padrões, seriam 1.265 vezes como “inadequado” nas 26 estações medidoras da região.

Depois de o relatório ser aprovado, faltará ainda ao Poder Executivo determinar a implementação de todas as mudanças, que deve ser feita de forma gradual.
Ainda não há prazos.

Especialistas ouvidos pela Folha consideram um avanço a atualização da classificação. O desafio, dizem, será responder ao alerta mais rigoroso com políticas públicas que melhorem o ar que a cidade respira.
Só alterar índice não basta, diz médico

Pesquisador da USP afirma que é preciso também ampliar a fiscalização da emissão de poluentes no Estado

Alfésio Braga diz que as mortes causadas pela poluição devem voltar a crescer por conta do aumento de veículos

Para Alfésio Luís Braga, pesquisador do Núcleo de Estudos de Epidemiologia Ambiental da Faculdade de Medicina da USP, não basta deixar os índices mais rigorosos, é preciso fiscalizar a emissão de poluentes. Braga diz que mortes causadas pela poluição devem voltar a crescer.

Folha – Quais as doenças agravadas pela poluição?
Alfésio Luís Braga – Principalmente respiratórias e cardiovasculares, como sinusite, faringite, pneumonia, bronquite, asma, angina, infarto agudo do miocárdio. Também afeta pacientes com insuficiência cardíaca e com arritmias cardíacas e causa problemas oculares. A poluição provoca doenças em quem é saudável e agrava as doenças de quem já tem.

Essas doenças aumentaram?

A partir dos anos 90, houve redução gradual da concentração dos poluentes em São Paulo e o número de mortes atribuídas à poluição reduziu de 12/dia em 1990, para 8/dia em 2005. Mas as concentrações de poluentes estão diminuindo menos: o que foi conseguido com melhoria tecnológica está sendo perdido com o aumento de veículos. Estimamos que aumentará o número de óbitos.

As pessoas deveriam acompanhar a qualidade do ar?

Com certeza. Em países da Europa existem programas de TV que divulgam não só a previsão do tempo, mas a previsão da qualidade do ar. Aí as pessoas mais esclarecidas, sob orientação médica, podem inclusive ajustar as doses de medicamento.

O que mais poderiam fazer?

Quando fazem atividade física num período do dia em que a concentração é maior, estão se expondo mais ao poluente. Se se garantir uma boa umidade no ambiente, as partículas de poluentes vão se adensar e vai ser mais difícil inalar isso, então a umidificação do ambiente é bastante desejável.

O fato de haver uma mudança no índice ajuda como?

O reconhecimento de que um certo nível de poluente tem que ser mais baixo para o ar ser considerado de boa qualidade é uma primeira etapa que precisa acontecer. Mas é preciso efetivamente buscar a redução da emissão para a qualidade do ar ficar dentro dos novos padrões.

O Conama tem um sistema de alerta à poluição próprio, ele também deveria se adequar?

Como São Paulo sofre mais com a poluição, é natural que tome a dianteira, seguindo o padrão da OMS. E que o Conama adote um padrão semelhante para todo o país.

Fonte: http://www.ecodebate.com.br/2011/01/28/sp-adotara-padrao-mais-rigido-para-qualidade-do-ar-so-alterar-indice-nao-basta-diz-medico/

Dieta rica em gorduras trans e saturadas aumenta em 48% o risco de depressão

Pesquisadores das universidades de Navarra e Las Palmas de Gran Canaria, na Espanha, mostraram que a ingestão de gorduras trans e saturadas aumentam o risco de depressão em até 48%. Já o óleo de oliva protege contra doenças mentais.

O estudo [Dietary Fat Intake and the Risk of Depression: The SUN Project] foi feito durante seis anos com 12.059 voluntários, cuja dieta, estilo de vida e doenças foram analisados antes, durante e depois do projeto. No início, nenhum deles sofria de depressão e, no final, 657 casos foram detectados. As pessoas com elevado consumo de gorduras trans (presentes de forma artificial na confeitaria industrial e em fast foods, e de forma natural em alguns produtos à base de leite) apresentaram um risco de depressão até 48% maior do que as que consumiam essas gorduras.

Além disso, o estudo revelou uma relação de dose-resposta, “quanto mais gorduras trans ingeridas, maior o efeito prejudicial nos voluntários”, disse Almudena Sánchez-Villegas, professora de medicina preventiva em Las Palmas e autora do estudo, que verificou ainda a influência das gorduras poliinsaturadas (presentes em peixes e óleos vegetais) e as do azeite de oliva.

- Descobrimos que este tipo de gordura, junto com o azeite de oliva, estão associadas à redução do risco de depressão – disse Miguel Ángel Martínez-González, professor da Universidade de Navarra e diretor do projeto.

O estudo corrobora ainda com a hipótese de uma maior incidência de depressão em países do norte da Europa, onde a dieta mediterrânea prevalece. Nos últimos anos, a incidência da depressão aumentou, atingindo 150 milhões de pessoas no mundo, sendo hoje a principal causa de perda de anos de vida nos países de renda per capita média a alta, por causa de uma mudança radical nas fontes de gorduras consumidas nas dietas ocidentais.

A pesquisa foi publicada na revista médica PLoS ONE e realizada com uma população com uma ingestão baixa de gorduras trans, até 0,4% da energia total ingerida pelos voluntários.

O estudo “Dietary Fat Intake and the Risk of Depression: The SUN Project” está disponível para acesso integral no formato HTML. Para acessar o artigo clique aqui.

Artigo: Dietary Fat Intake and the Risk of Depression: The SUN Project
Autores: Villegas, AS; et al.
Periódico: PLoS ONE
Data: 2011/Janeiro

Fonte:  Portal Ecodebate

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Falta de sono piora o controle glicêmico

Um recente estudo publicado na revista Diabetes Care mostrou que o sono é um dos fatores fisiológicos que influenciam na regulação da glicose no diabetes tipo 1. O estudo foi conduzido pela Dra Esther Donga, da Universidade de Leiden na Holanda.Para chegar a essa conclusão, Dra Donga selecionou 7 pacientes com diabetes tipo 1. Eles tinham os seguintes dados demográficos médios:

IMC - 23,5 Kg/m2 Idade – 44 anos

Tempo de diabetes – 23 anos A1c – 7,6%

Ela estudou os pacientes em dois momentos. Após uma boa noite de sono e após uma noite mal dormida, somente 4 horas de sono. Todas as análises eram feitas após uma noite dormida na clínica. Todos usavam bomba de infusão de insulina, com metas glicêmicas semelhantes. Após cada noite do estudo, os pesquisadores realizaram um exame de clamp euglicêmico hiperinsulinêmico.

Os dados publicados mostram que a privação do sono não afeta a glicemia de jejum, a produção de ácidos graxos livres nem a produção hepática de glicose. Entretanto a captação da glicose (glucose disposal rate) durante o clamp foi menor quando os pacientes tinham uma noite com sono restrito há 4 horas. (25.5 versus 22.0 micromoles x kg de massa magra (LBM)-1 x min-1).

Em outros estudos, a Dra Donga quer continuar a explorar o efeito da duração do sono e da qualidade do sono no metabolismo da glicose em pacientes com diabetes, além disso, ela irá estudar as características do sono em idosos com resistência à insulina, para determinar em que medida esta resistência à insulina pode ser causada por perturbações do sono.


Do ponto de vista prático, a falta de sono pode determinar uma maior necessidade temporária de insulina para os portadores de diabetes.

Fonte: http://www.diabetes.org.br/colunistas-da-sbd/diabetes-em-foco/1284-dormindo-pouco-cuidado-com-a-glicose-falta-de-sono-pode-piorar-o-controle-do-diabetes

Agrotóxicos comercializados no país são perigosos para o meio ambiente

A maioria dos agrotóxicos comercializados no Brasil são classificados como perigosos ou muito perigosos para o meio ambiente, de acordo com relatório divulgado hoje (24) pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Os agrotóxicos são classificados pelo Ibama em quatro níveis de “potencial de periculosidade ambiental”. Os da classe 1 são considerados altamente perigosos, os da classe 2, muito perigosos, os da classe 3, perigosos e os da classe 4, pouco perigosos.

Em 2009, 88% dos defensivos agrícolas comercializados no país pertenciam às classes 1, 2 e 3: 1% são da classe 1, 38% da classe 2, e quase metade, 49%, da classe 3. Na avaliação por estados, o panorama é parecido com o nacional, com exceção do Amazonas, onde a maioria dos agrotóxicos comercializados foram do tipo pouco perigoso para o meio ambiente.

Entre os riscos dos agrotóxicos para a natureza estão interferências nos processos de respiração do solo e distribuição de nutrientes, além da mortandade de espécies de aves e peixes.

O insumo agrotóxico mais comercializado no país em 2009 foi o herbicida glifosato, utilizado em lavouras de 26 culturas diferentes, entre elas arroz, café, milho, trigo e soja. Avaliado na classe 3, de produtos perigosos, o agrotóxico teve 90,5 mil toneladas comercializadas no período.

Entre os dez produtos agrotóxicos mais comercializados está o metamidofós, banido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na última semana pelos altos riscos à saúde. A proibição será gradual e o produto poderá ser comercializado até 2012.

Também estão na lista dos mais vendidos os produtos à base de cipermetrina, óleo mineral, óleo vegetal, enxofre, ácido 2,4-Diclorofenoxiacético, atrazina, acefato e carbendazim. Segundo o Ibama, o acefato está passando por processo de reavaliação e pode ser banido das lavouras brasileiras.

Os dados para o levantamento do Ibama são enviados por empresas, seguindo determinação legal. As informações poderão subsidiar a fiscalização e a concessão de autorizações de estudos para buscar produtos menos nocivos ao ambiente.

Fonte: http://revistaecologica.com/index.php?option=com_content&view=article&id=850:agrotoxicos-comercializados-no-pais-sao-perigosos-para-o-meio-ambiente&catid=57:agrotoxicos

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Ruído de trânsito aumenta risco de derrame em idosos

A exposição ao ruído de trânsito aumenta o risco de derrame em com 65 anos ou mais, segundo estudo publicado esta quarta-feira (26) na edição online da revista especializada European Heart Journal.

Na pesquisa feita com mais de 50 mil pessoas, cada 10 decibéis a mais de barulho de trânsito aumenta o risco de derrame em 14%, em média, em todos os grupos etários.

Para aqueles abaixo dos 65 anos, o risco não foi estatisticamente significativo. Mas a probabilidade aumentou enormemente no grupo de pessoas com mais de 65 anos, aumentando 27% para cada 10 decibéis a mais de barulho.

Acima de 60 decibéis, o risco de derrame aumentou ainda mais, afirmaram os cientistas.

Uma rua movimentada pode facilmente gerar níveis de ruído entre 70 e 80 decibéis. Comparativamente, um cortador de grama ou uma serra elétrica atingem de 90 a 100 decibéis, enquanto um avião a jato produz 120 decibéis de ruído na decolagem.

"Estudos anteriores vincularam o ruído do tráfego a uma elevação da pressão sanguínea e de ataques cardíacos", disse o chefe das pesquisas, Mette Sorensena, da Sociedade Dinamarquesa de Câncer.

"Nosso estudo demonstra que a exposição ao ruído de tráfego parece aumentar o risco de derrame", acrescentou.

O estudo revisou históricos médicos e de residência de 51.485 pessoas que participaram da pesquisa Dieta Dinamarquesa, Câncer e Saúde, realizada em Copenhague e arredores entre 1993 e 1997.

Um total de 1.881 pessoas sofreu derrame neste período.

Segundo o artigo, 8% de todos os casos de derrame e 19% destes casos registrados em pessoas acima dos 65 anos poderiam ser atribuídos ao barulho do trânsito.

Os cientistas sugerem que o ruído atua como um fator de estresse e perturbador do sono, o que resulta na elevação da pressão sanguínea e da frequência cardíaca, bem como no aumento do nível de hormônios de estresse.

O estudo contabilizou os efeitos da poluição do ar, da exposição ao ruído de trens e aviões e uma série de fatores de estilo de vida, potencialmente desconcertantes, como o tabagismo, a alimentação e o consumo de álcool.

Os participantes da pesquisa viviam, em sua maioria, em áreas urbanas e, portanto, não representavam a totalidade da população em termos de exposição ao ruído do trânsito.

A proximidade com este barulho também está relacionada com a classe social, uma vez que os mais abonados conseguem pagar para morar em regiões mais silenciosas.

Artigo  disponível em: http://eurheartj.oxfordjournals.org/content/early/2011/01/08/eurheartj.ehq466.full

Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/afp/2011/01/26/ruido-de-transito-aumenta-risco-de-derrame-em-idosos-diz-estudo.jhtm?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter

Vitamina E pode estar ligada a longevidade

Um estudo da Universidade de Helsinki envolvendo 10 000 pessoas acima de 65 anos de idade relata que a vitamina E pode influenciar o tempo de vida de idosos.

Em pacientes de 65 a 70 anos de idade, a vitamina não causou nenhum efeito. Mas em pacientes acima de 71 anos a taxa de mortalidade foi reduzida 24%. O estudo afirma que em 2284 homens acompanhados pela pesquisa que ingeriam vitamina E diariamente e fumavam menos de um pacote de cigarros por dia, a vitamina E foi responsável por aumentar o tempo de vida em dois anos.

Os cientistas responsáveis pelo estudo dizem que pode ser interessante acompanhar os efeitos da suplementação de vitamina E em experimentos controlados pela idade dos participantes.

Fonte: http://blogboasaude.zip.net/arch2011-01-23_2011-01-29.html#2011_01-26_18_08_42-160361991-0?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter

Estudo aponta que ruídos de tráfego afetam a saúde

O barulho excessivo do tráfego além de afetar o sono podem prejudicar a recuperação, é o que aponta um estudo realizado por pesquisadores do Instituto de Medicina Aeroespacial, na Alemanha, e do Departamento de Psiquiatria da Divisão de Sono e Cronobiologia da Universidade da Pensilvânia.

Os cientistas submeteram a testes de laboratório 72 pessoas, com idade entre 18 e 72 anos, durante 11 noites consecutivas. Em oito dessas noites os voluntários foram expostos a ruídos e na nona noite dormiram em silêncio. Foram reproduzidos barulhos de tráfego rodoviário, ferroviário e aéreo, sendo que o primeiro levou a fortes mudanças na estrutura do sono e da continuidade, enquanto a exposição aos dois últimos levou a uma avaliação subjetiva pior.

Dessa forma, o estudo aponta ainda para um dado interessante, o de que muitos dos participantes já estavam tão habituados ao barulho do tráfego rodoviário que não chegam a despertar durante a noite, mas que isso não significa que seu corpo esteja imune aos problemas que a exposição aos ruídos pode causar.

Fonte: http://blogboasaude.zip.net/arch2011-01-23_2011-01-29.html#2011_01-26_18_08_42-160361991-0?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter

Vitamina em spray age com mais rapidez do que em comprimido

Um cientista da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, inventou um jeito de absorver vitaminas no organismo de forma mais rápida e sem desperdício. Para isso, o engenheiro biomédico David Edwards criou vitaminas em spray.

Por esse mecanismo, as vitaminas inaladas em um tubo semelhante a uma “bombinha para asma” chegam com mais rapidez na corrente sanguínea do que se fossem ingeridas na forma de comprimidos, maneira mais comum de consumo de vitaminas. As informações são do site de tecnologia PopSci.

Quando as vitaminas são engolidas em comprimidos, o trato intestinal e o fígado podem destruir ingredientes ativos e diminuir sua absorção no organismo. Já quando são ingeridas em forma de spray, as vitaminas ignoram o sistema digestivo e se dissolvem no tecido de revestimento altamente permeável das bochechas.

Para fazer com que essas vitaminas sejam comestíveis, Edwards – que já criou o chocolate e café em spray - misturou as vitaminas em partículas de aerossol com diferentes chás para realçar o sabor. Além disso, o cientista criou o produto em forma de batom, de fácil manuseio, somente tendo que espirrar o produto.

Os sprays vitaminados são vendidos em três sabores: chá-verde com vitaminas C e E; chá de hibisco com multivitamínico; chá e vinho, que fornece vitaminas D e 20 miligramas de resveratrol (composto encontrado na casca da uva vermelha, indicado para combater o câncer e inflamações). Usado por oito dias, é o equivalente a uma fonte de 100% de dose diária de cada vitamina.

Fonte: http://www.sissaude.com.br/sis/inicial.php?case=2&idnot=9707

Deficiência de vitamina D como fator de risco para diversas patologias

Artigo publicado pelo American Heart Association em 2009 mostrou que a deficiência de vitamina D na menopausa pode aumentar o risco de desenvolvimento de hipertensão arterial  sistólica (identificada pelo maior valor numérico verificado durante a aferição de pressão arterial). Desde então praticamente diariamente a Pubmed indexa artigos sobre o tema: Vitamina D.

Metodologia:  na pesquisa 559 mulheres que tinham em média 38 anos em 1992 foram acompanhadas por meio da aferição anual da pressão sanguínea e do nível de vitamina D no corpo. Os grupos foram controlados observando a idade, o uso de medicação para hipertensão e o tabagismo.

Aquelas mulheres que na fase pré-menopausa foram diagnosticadas no início do estudo como portadoras de déficit de vitamina D, tinham o triplo de chance de desenvolver Hipertensão arterial sistólica, após 15 anos. Quando comparadas as que tinham níveis adequados de vitamina D.
“Esse estudo é diferente de outros realizados, por acompanhar os indivíduos durante um longo tempo – o maior registrado até agora – e os resultados mostram que essa deficiência em vitamina D está ligada ao aumento do risco de pressão alta na meia-idade” afirma Flojaune Griffin, da Universidade de Michigan, EUA.

A deficiência em vitamina D entre as mulheres é um problema comum. Alguns pesquisadores indicam como causa a falta de exposição à luz do sol ou dietas restritivas e hábitos alimentares que podem não suprir a necessidade ideal da vitamina. A sintetização dessa vitamina acontece tanto na pele – pela exposição aos raios ultravioleta do sol – quanto pela ingestão diária de alimentos ricos na substância.

Um estudo recente também evidenciou que Níveis de 25-OH-vitamina-D são inversamente associados a hipertensão arterial: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21191311

Outro estudo também publicado em 2010 fez uma breve revisão sobre os efeitos anti-hipertensivos da Vitamina D e eles incluem: supressão da renina, supressão dos níveis hormonais da paratireóide, efeito renoprotetor e vasoprotetor, ação anti-inflamatória. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21090935

O American Heart Association elaborou um material sobre Correlação da Vitamina D com doenças cardiovasculares: http://www.americanheart.org/downloadable/heart/1259606448237Vitamin%20D%20and%20CVD%20INAP%20Nov%2009.pdf

Como já citado no começo do post, diariamente são publicados estudos que correlacionam a deficiência de vitamina D com diversas doenças: Síndrome metabólicaAlterações respiratórias, Câncer e déficit imunológico.

A deficiência de vitamina D está cada vez mais evidente nas pesquisas e nos pacientes. É cada vez mais comum encontrar pessoas com menos de 40 de vitamina D séricas, sendo que os trabalhos mostram que precisamos de cerca de 70 a 80nmol/L ou 30ng/mL.

Se a deficiência em adultos já é grave (vitamina D é preventivo de câncer, de diabetes, de osteoporose, e vários outros), imagine nas crianças onde o corpo está todo sendo preparado para a fase adulto e o envelhecer com saúde!?

Em 2010 surgiram novos valores para a Ingesta diária recomendada (IDR) de Vitamina D e cálcio. A seguir a nova tabela:

Fontes de Vitamina D:

1) SOL: A forma mais fácil de gerar vitamina D, e os dermatologistas que me perdoem, é a exposição ao sol, sem protetor solar, sem a interposição do vidro (por exemplo, do lado de dentro da janela, pois o vidro impede a passagem do raio UV), durante 15 minutos, 3 vezes por semana, em face, braço e colo, que chega a provocar eritema em pele.
2) Fontes alimentares (na tabela abaixo)

Infelizmente as fontes alimentares de vitamina D são apenas os peixes, ovos e fígado.

Um cáculo simples de uma dieta para uma criança entre 2 e 3 anos (pelas nodas IDRs ela precisaria de 15mcg/dia ou 600UI/dia):
  • 1 ovo tem cerca de 26UI de vitamina D que dão cerca de 0,65mcg de vitamina D.
  • 50g de sardinha (e só há boa quantidade de vitamina D em peixes gordos, mesmas fontes de ômega-3, como salmão, sardinha e atum) tem cerca de 2,5mcg de vitamina D.
Somando teriamos 3mcg, e o que ainda faltaria 12mcg para alcançar os 15mcg necessários para uma criança de 2 a 3 anos. Ou seja, a criança precisa consumir ovo e peixe quase diariamente, e para variar, trocar um destes dois por fígado, tomar sol, além de consumir algum alimento enriquecido com vitamina D.

Complicado, pois quem garante que o ovo de granja terá 20UI de Vitamina D ?
Quem garante que sardinhas "possivelmente contaminadas" tenham 2,5mcg de Vitamina D ?
Tem ainda a questão do Ovo ser alergênico...
Portanto dentre as políticas de saúde pública está a fortificação de alguns alimentos com ácido fólico e vitamina D.


Fonte: Vitamin D deficiency in younger women is associated with increased risk of high blood pressure in mid-life

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

50 Segredos das pessoas que nunca adoecem

Muito interessante as 50 dicas listadas pela revista Viva saúde. Transcrevo-as abaixo e listo alguns posts interessantes correlacionados a cada item. Vale a pena ler.

Dr. Frederico Lobo

50 Segredos das pessoas que nunca adoecem

Cinco povos ao redor do mundo se destacam pela longevidade: eles vivem, em média, dez anos a mais do que o restante da humanidade. Conheça agora seus principais hábitos de vida


Gene Stone teve a oportunidade de escrever sobre inúmeros tratamentos adotados com sucesso para curar doenças. Porém, continuava ficando de cama. "Também notei que havia populações em que as pessoas nunca ficavam doentes. Então me ocorreu que eu devesse perguntar a essas pessoas o que elas faziam", disse Stone em entrevista à VivaSaúde.

As respostas estão no livro Os segredos das pessoas que nunca ficam doentes, recém-lançado nos EUA. Em suas andanças, Stone percebeu que cinco povos eram os mais saudáveis: a Barbagia, na Itália; Okinawa, no Japão; a comunidade dos Adventistas do Sétimo Dia, na Califórnia; a Península de Nicoya, na Costa Rica; e a ilha grega de Ikaria.


Outro americano, Dan Buettner, escreveu sobre o tema em um livro que virou best-seller: Blue Zones: lições de pessoas que viveram muito para quem quer viver mais. Ambos os autores nos ajudaram a traduzir as experiências dessas pessoas. Confira 50 dicas eficazes, comentadas por 21 especialistas brasileiros

1. Beber água mesmo sem ter sede

A água está para o corpo humano assim como o combustível para o carro. Isso porque, sem manter os nossos níveis hídricos sempre abastecidos, todo o organismo sofre. O líquido ajuda a aumentar a saciedade, evitando compulsões que podem levar ao sobrepeso e ao aparecimento de diversas doenças, ao mesmo tempo que mantém a saúde do sistema renal. "É o baixo consumo de água que resulta em urina concentrada e na maior precipitação de cristais, justamente o que leva à formação das pedras nos rins", adverte a nutricionista amanda epifânio Pereira, do Centro Integrado de Terapia Nutricional. sucos naturais, chás e água de coco também podem ser usados.
Mais sobre água no post: Água -  importante e  esquecida do Dr. Ícaro Alcântara

2. Ir ao dentista regularmente

A boca é como um espelho a refletir a saúde do organismo. Daí a importância de permitir que um profissional a examine a cada seis meses. "Muitas doenças sistêmicas, como diabetes, alterações hormonais e lesões cancerígenas podem ser detectadas numa consulta de rotina", diz o periodontista Cesário Antonio Duarte, professor da Universidade de São Paulo (USP). Além disso, o tratamento das cáries deixa o organismo protegido contra inúmeras doenças. "Cáries não tratadas podem se tornar a porta de entrada para micro-organismos, que poderão atingir órgãos nobres como coração, rins e pulmões", alerta o especialista.

3. Ingerir mais nozes

Bateu aquela fome de fim de tarde? Experimente comer duas unidades de nozes todos os dias. Esse é um dos segredos dos Adventistas da Califórnia. Cerca de 25% deles comem nozes cinco vezes por semana. E diminuíram pela metade o risco de problemas cardíacos.

4. Temperar com alho (de preferência cru)

"Ele melhora a saúde do coração, diminui os níveis de colesterol, a pressão arterial e potencializa as nossas defesas", afirma a nutricionista funcional Gabriela Soares Maia.
Mais sobre poder antioxidante do alho no post: Alho

5. Comprar alimentos regionais

Se puder privilegiar alimentos produzidos na sua região, sua saúde sairá ganhando. Isso porque os produtos da safra, que não recebem uma grande quantidade de conservantes, em geral, são muito mais ricos em nutrientes. Agora, se você puder ir pessoalmente à feira ou à quitanda do bairro, tanto melhor.
Mais sobre orgânicos no Post: Orgânicos considerações importantes

6. Comer mais frutas

Aumentar o consumo de produtos de origem vegetal é uma das medidas mais significativas na prevenção de doenças crônicas. A prática foi observada em pelo menos quatro das cinco Blue Zones e é fácil entender o porquê. "Frutas, legumes e verduras possuem uma quantidade de vitaminas antioxidantes, boas gorduras e fibras que supera em muito a dos alimentos industrializados", diz Isis Tande da Silva, do Ganep Nutrição Humana.
Mais sobre frutas e fibras no post: Fibras
Mais sobre frutas na prevenção de Câncer de pulmão no post: Consumo de frutas e vegetais está associado com menores taxas de câncer de pulmão  
Mais sobre frutas influenciando na fertilidade no post: Estilo de vida tem mais peso sobre a fertilidade

7. Aprender a planejar

A tensão constante é extremamente prejudicial à saúde. "Ela afeta o funcionamento do sistema nervoso, hormonal e imunológico", alerta o psicólogo Armando Ribeiro das Neves Neto, professor da USP. Uma boa maneira de controlar essas reações é não deixar todos os compromissos para a última hora. "Acostume-se a anotar suas pendências em uma lista", diz o especialista em produtividade pessoal Christian Barbosa.
Mais sobre planejamento no post: 21 dicas para a redução do estresse

8. Fracionar a dieta

Comer mais vezes ao dia e optar por porções menores é um jeito inteligente de manter o peso estável. "Os jejuns prolongados desencadeiam uma fome tão intensa que é fácil se exceder nas refeições", explica a endocrinologista Ellen Simone Paiva, do Centro Integrado de Terapia Nutricional. Quando dividimos a nossa alimentação diária em cinco ou seis refeições, também estamos dando uma forcinha ao processo de digestão e ao intestino, evitando sobrecargas.
Mais sobre fracionamento de refeições no post: Cartilha do emagrecimento saudável

9. Aproveitar o contato com a natureza

Sinta o cheiro da grama molhada, escute os pássaros, sente-se na sombra de uma árvore... Pratique essa terapia sempre que possível, já que ela é altamente relaxante. "A vegetação transfere umidade ao ar e, portanto, o ambiente fica ionizado negativamente. Isso provoca uma reação química no organismo, gerando uma sensação de muita calma", explica a arquiteta Pérola Felipetti Brocanelli, professora da Universidade Presbiteriana Mackenzie. A psicóloga Solange Martins Ferreira, do Hospital Santa Catarina, garante que as atividades ao ar livre também contribuem para recuperação de pacientes: "Quando observam a natureza, eles tiram a atenção da doença".

10. Levantar peso

A ideia não é apenas ficar forte. "Um dos principais benefícios é o aumento da densidade óssea, auxiliando na prevenção da osteoporose e na reversão da sarcopenia (diminuição no número de sarcômero, a unidade do músculo esquelético). Isso evita a incapacidade funcional, muito comum em idades avançadas", diz Ricardo Zanuto, fisiologista e professor de Educação Física das Faculdades Integradas de Santo André.

11. Ser um voluntário

Se você ainda não conseguiu um tempo para isso, é bem provável que não tenha encontrado a causa certa. "Quando se apaixonar de verdade por um trabalho social, acabará colocando-o na lista de prioridades", garante o especialista em produtividade pessoal Christian Barbosa. "Dedicar uma noite por semana já é um bom começo", diz Dan Buettner.

12. Celebrar a vida

Não espere algo de extraordinário acontecer, mas acostume-se a comemorar as pequenas vitórias. Essa é a receita de longevidade dos italianos que vivem na Sardenha, uma das Blue Zones. Eles chamam a atenção pela disposição que têm para festejar tudo e todos.

13. Cultivar a sua fé

"A religião empresta sentido às buscas e conquistas do ser humano, dá uma nova dimensão às vitórias e também às perdas. Além disso, orienta e ajuda as pessoas a tomar decisões difíceis", explica Jorge Claudio Ribeiro, professor de Teologia da PUC-SP.

14. Trocar o café pelo chá-verde

Ainda que você precise do café para acordar, faça a substituição. Afinal, o cháverde também contém cafeína, que funciona como estimulante. O bom é que ele oferece outros extras. "Diversos estudos mostram que a bebida atua na prevenção e no tratamento de doenças como Alzheimer e Parkinson", afirma a nutricionista Andréia Naves.
Mais sobre chá-verde no post: Chá-verde x chá-branco
Mais sobre chá-verde e outros alimentos na prevenção do câncer no post: Alimentação e câncer
Mais sobre efeito do chá-verde na prevenção de doenças no post: Chá-verde auxilia no combate às doenças neurodegenerativas e câncer

15. Pegar leve com as carnes vermelhas

Embora sejam importantes fontes de ferro, são alimentos de difícil digestão e, portanto, retardam o funcionamento intestinal. Então, se você é do tipo que não pode viver sem um bifinho, contente-se com um filé médio por dia.
Mais sobre carne-vermelha e doenças no post: Carne vermelha aumenta o risco de derrame em mulheres

16. Praticar mais atividade aeróbica

Pode ser uma caminhada ou uma corrida. Esse tipo de exercício tem impacto direto sobre os fatores de risco associados à hipertensão, ao diabetes e à obesidade. "A prática regular melhora a força e a flexibilidade, fortalece ossos e articulações, facilita a perda de peso e diminui o colesterol", afirma Zanuto.
Mais sobre atividade física e prevenção de doenças no post: Atividade física e câncer de próstata

17. Encontrar a sua tribo

Se você gosta de esportes, certamente irá sentir-se bem com amigos que também gostam. Portanto, faça um esforço para encontrar pessoas com quem possa compartilhar e trocar ideias. "Uma das atitudes mais importantes para garantir a longevidade é cercar-se de pessoas que vão lhe dar suporte e que conectam ou reconectam você com o sentido maior que você dá à sua vida", diz Dan Buettner.

18. Ser agradável

Facilita a convivência social e cria vínculos com pessoas que poderão apoiá-lo quando necessário. Mas como tornar-se uma pessoa agradável? O autor Dan Buettner é quem responde: "Para isso, é preciso ser interessado e não apenas interessante. Pessoas simpáticas perguntam a você como está em vez de falarem apenas de si mesmas".

19. Definir seus objetivos

É o que os moradores de Okinawa chamam de ikigai e os habitantes de Nicoya nomeiam de plano de vida. Seja como for, o fato é que eles têm muito bem definidas as suas razões de viver e investem nesses propósitos.

20. Conhecer melhor a ioga

Ela une princípios da meditação, exercícios para o equilíbrio, alongamento e o treinamento de força, com foco na respiração. Tudo isso graças à execução de movimentos sequenciados. "A ioga é ótima para a longevidade, porque fortalece os músculos e ligamentos. Então, os movimentos tornam-se mais fluidos e seguros. A prática tem ainda um efeito importante na redução do estresse", diz Dan Buettner.

21. Guardar o despertador na gaveta

Dormir bem significa dar ao corpo a chance de se recompor totalmente. "Se você se deita, dorme logo e acorda bem disposto, pode dizer que tem um sono de qualidade", ensina o neurofisiologista Flavio Alóe, do Centro de Estudos do Sono do Hospital das Clínicas (SP). Quem não tem, corre um risco muito maior de adoecer. "Aqueles que dormem pouco podem ter um aumento do colesterol e dos triglicérides", complementa Alóe.
Mais sobre o s benefícios do sono nos posts: Luz na hora de dormir altera sono, pressão e diabetes; Boas noites de sono fortalecem a memória e a criatividade; Sono é igual a qualidade de vida; Multivitamínicos podem alterar o sono; O sono reduzido durante a noite no início da vida está ligado à obesidade subsequente; Falta de sono pode contribuir para a obesidade.

22. Apostar nos integrais

Não basta comer pão integral. Com um pouco de criatividade, é possível incluir a farinha e aveia integrais na preparação de inúmeros pratos. Quer um bom motivo para fazer isso? Pois saiba que os alimentos não processados oferecem um aporte muito maior de nutrientes. "No processo de refinamento, o germe dos grãos são retirados, restando praticamente o amido", explica a nutricionista Patrícia Morais de Oliveira, do Ganep.
Mais sobre grãos integrais no post: O consumo de grãos integrais está inversamente relacionado a gordura visceral

23. Pensar na sua vocação

Fazer o que gosta é uma forma eficiente de afastar o estresse. Além disso, é interessante que o seu tipo de trabalho seja capaz de fazê-lo sentir-se realizado. Por último, saiba que aquele que se empenha em uma carreira para a qual há um sentido profundo, além da manutenção da renda, se sente mais motivado a investir na atualização dos conhecimentos. E estudar, como já vimos, é um santo remédio para o cérebro.

24. Doar seus pratos grandes

A população de Okinawa descobriu um jeito de comer 30% menos: eles utilizam pratos de apenas 23 cm de diâmetro. "Há experiências promissoras sendo realizadas por meio da restrição calórica orientada, que já se mostrou capaz de aumentar o tempo de vida de animais de laboratório em 60%", afirma Ellen Paiva.

25. Ter atitudes positivas

"As emoções fazem parte daquilo que somos e, portanto, são capazes de provocar reações físicas muito claras. As positivas curam e determinam uma maior e melhor qualidade de vida", diz Armando Ribeiro das Neves Neto.

26. Emagrecer a despensa

Na hora da compra, elimine os alimentos que possuem qualquer quantidade de gordura trans e evite os que contêm gorduras saturadas. E por um motivo simples: as chamadas gorduras ruins têm relação com o aumento dos níveis de colesterol LDL e triglicérides, fazendo crescer o risco de infarto e de acidente vascular cerebral. "Além dos industrializados, convém tomar cuidado com os alimentos de origem animal, como carnes gordas", alerta a nutricionista Andréia Naves, da VP Consultoria Nutricional.

27. Saber como usar a soja

Em Okinawa, no Japão, o consumo de produtos da soja é o maior de todo o mundo. O resultado? Dos cerca de 1 milhão de habitantes locais, mais de 900 pessoas já passaram dos 100 anos. "O consumo frequente reduz os riscos de doenças cardiovasculares", afirma a nutricionista Renata C. C. Gonçalves, do Ganep.
Mais sobre a polêmica da soja e porquê muitos médicos e nutricionistas contra-indicam algumas formas da soja no post: A polêmica da soja; Efeitos da plantação de soja no meio-ambiente

28. Estudar sempre

Manter as atividades intelectuais é uma maneira de garantir anos extras de vida e muito mais saúde, principalmente nas idades avançadas. "Exercitar o cérebro vai deixá-lo mais protegido contra doenças. Na prática, isso significa um risco menor de limitações físicas, mesmo se algo der errado porque, nesse caso, a recuperação será muito melhor", explica o neurologista André Gustavo Lima, do Hospital Barra D´or.

29. Ter um dia só para você

Os Adventistas do Sétimo Dia que vivem em Loma Linda, na Califórnia, recolhem-se em suas casas aos sábados e aproveitam a ocasião para meditar e orar. E esse parece ser mais um bom hábito que poderíamos nos esforçar em copiar. Afinal, essas pessoas vivem de cinco a dez anos mais que o resto da população americana. "Se for impossível fazer isso, tente conseguir pelo menos 15 a 20 minutos por dia para não fazer nada, ou melhor, para pensar apenas. É como marcar uma reunião consigo mesmo", diz Christian Barbosa

30. Apagar o cigarro

Quem tem menos 40 anos e fuma até 20 cigarros por dia tem quatro vezes mais chances de infartar. Agora, se o consumo for maior, o risco sobe 20 vezes. A explicação é simples: as substâncias do cigarro levam à contração dos vasos sanguíneos, à aceleração dos batimentos cardíacos, além abaixar o HDL, que age como um protetor das artérias.
Mais sobre efeitos nocivos do cigarro no post: Danos genéticos são causados logo após inalação de fumo, diz estudo; Fumo é associado com aumento no risco de Alzheimer.

31. Ouvir a sua música

A musicoterapeuta Maristela Smith, das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), tem uma receita interessante para quem quer tirar proveito da terapia da música. "Faça um CD com as músicas que marcaram positivamente a sua vida para criar a sua identidade sonora musical. Escute-o regularmente, principalmente quando estiver precisando melhorar o astral", ensina a especialista.
Mais sobre efeitos fisiológicos da música no post: Ouvir música provoca liberação de dopamina e dá prazer

32. Respirar com consciência

Quando estiver precisando relaxar ou desacelerar seu ritmo, faça a respiração completa. "Inspire calmamente o ar pelo nariz, contando três segundos. Então, bloqueie a respiração por um tempo, retendo o ar, e expire pela boca em seis segundos. Assim, você estará atuando diretamente sobre o sistema nervoso autônomo", ensina o educador físico Estélio Dantas, professor da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro.

33. Curtir os animais

Mesmo que não possa ter um em casa, descubra aqueles com os quais possui mais afinidades e dê a si mesmo a oportunidade de tocá-los. Para a veterinária Maria de Fátima Martins, professora de Zooterapia da USP, a convivência com os bichos é uma rica fonte de benefícios psicológicos, físicos e sociais. Ela coordena uma experiência de terapia assistida com animais em asilos. "O contato com os animais tem melhorado a vida dessas pessoas. Para alguns idosos, a experiência foi tão positiva que eles chegaram a diminuir o número de medicamentos que tomavam", conta.

34. Ser muito mais ativo

Comece descendo alguns pontos antes do ônibus. Fazer mais atividades a pé ou de bicicleta, cozinhar, cuidar do jardim, brincar com o seu cachorro, todas essas maneiras de se mexer são válidas. "Um dos segredos da longevidade é encontrar meios de se manter sempre em movimento. De preferência, concentre-se em atividades que também lhe dão prazer, e os benefícios serão maiores", sugere Dan Buettner.

35. Desacelerar o ritmo

"Se você não cria um tempo para estar bem, terá que ter tempo para se cuidar quando ficar doente", alerta Dan Buettner. O primeiro estágio do estresse é a fase de alerta. Ele nos permite realizar muitas tarefas em pouco tempo e aí nos sentimos bem. Porém, quando persistimos na tensão, o organismo entra em fadiga.

36. Comer mais iogurtes

"Eles reforçam a nossa imunidade", explica a nutricionista Gabriela Maia, da Clínica Patricia Davidson Haiat. O que as bactérias vivas contidas nesses potinhos também fazem é melhorar o nosso humor. Afinal, é o intestino que responde pela produção de 95% da serotonina de todo o corpo.
Mais sobre lactobacilos no post sobre Saúde intestinal x Keffir: Keffir

37. Investir no ômega-3

Peixes de água fria (salmão, arenque, sardinha, atum), sementes de linhaça moídas e óleos de peixe, de soja e de canola são ótimas fontes desse nutriente, que tem ação comprovada na redução dos níveis de colesterol e de triglicérides, além de ajudar no controle da pressão e de prevenir o risco de tromboses, que danificam os vasos sanguíneos. O composto ainda é coadjuvante em tratamentos neurológicos e de osteoporose.
Mais sobre ômega 3 nos posts: Ômega 3 e ômega 9 auxiliam no tratamento da obesidade; O papel dos Smart nutrients; Peixes e contaminação por metais tóxicos.

38. Controlar o álcool

A curto e médio prazos, o álcool pode engordar, acelerar o processo de envelhecimento e ainda aumentar a pressão arterial. A longo prazo, causa dependência e ainda compromete o funcionamento de todos os sistemas do corpo, com danos mais sérios para o fígado.

39. Brincar com as crianças

É uma excelente estratégia para tirar o foco das preocupações, aproximar a família ou amigos e facilitar o contato intergeracional. E todos esses aspectos estão associados à longevidade. Porém, para funcionar, é preciso que se tenha um mínimo de afinidade com os pequenos.

40. Construir o próprio jardim

Mexer com plantas e flores pode ser um hobby interessante e saudável, desde que você realmente consiga tirar prazer da atividade. "Esse tipo de passatempo é muito válido para prevenir o estresse, tanto quanto fazer trabalhos manuais ou cozinhar. Só não pode virar rotina e obrigação. Se a pessoa tem que cozinhar ou cortar a grama todos os dias, por exemplo, isso passará a representar, na vida dela, mais uma fonte de tensão. E aí os benefícios não virão", explica Armando Ribeiro Neto.

41. Desfrutar do sol

Sentir na pele o calor dos raios solares não é somente uma receita para adquirir disposição e ânimo. Com cerca de 15 minutos de exposição, oferecemos ao corpo algo que só o sol pode dar: a energia necessária para a síntese de vitamina D. "O composto é importantíssimo na fixação de cálcio no organismo, prevenindo a osteoporose, além de fortalecer o sistema imunológico", afirma a endocrinologista Bárbara Carvalho Silva, da Universidade Federal de Minas Gerais.
Mais sobre vitamina D e cálcio no post: Novas DRI's de Vitamina D e Cálcio

42. Perdoar mais

"Para envelhecer bem, é preciso olhar para a nossa trajetória de vida aceitando os erros cometidos e desculpando-se por eles. Da mesma forma, é interessante perdoar aos outros, percebendo que não fomos apenas vítimas", diz a psicóloga Dorli Kamkhagi, colaboradora do Laboratório dos Estudos do Envelhecimento do Hospital das Clínicas (SP). "Perdoar é retirar objetos pesados de uma mochila que carregamos", compara.

43. Dar uma chance à laranja

Uma única unidade é capaz de prover a necessidade que o nosso corpo tem de vitamina C a cada dia. "Protege contra o câncer, afasta aquela gripe chata e até ajuda a pele a se recuperar mais rapidamente dos estragos promovidos pelo sol", diz a nutricionista Gabriela Soares Maia.

44. Alongar o corpo todo

Os problemas mais frequentes do aparelho locomotor, e que estão relacionados ao envelhecimento, são a perda da mobilidade e a osteoporose. "O alongamento, enquanto um treinamento da flexibilidade, é um dos principais fatores de manutenção da autonomia funcional em idosos", garante o educador físico Estélio Dantas.

45. Cochilar após o almoço

Na Península de Nicoya, na Costa Rica, a sesta é um costume institucionalizado. E, em muitas outras partes do mundo, as pausas para um cochilo também são comuns. "Para quem dorme pouco, essa pode ser uma estratégia compensatória", diz o neurofisiologista Flavio Alóe. É como renovar as energias, antes de recomeçar a jornada.

46. Priorizar as pessoas amadas

Este é outro ponto comum dos que vivem nas chamadas Blue Zones. "Eles contam com famílias fortes e se apoiam mutuamente", conta Dan Buettner. Relações verdadeiras nos protegem de situações adversas.

47. Esquecer do sal

A redução de seu consumo é imprescindível para prevenir e controlar a hipertensão que, por sua vez, oferecem as condições favoráveis para que inúmeros problemas de saúde progridam rapidamente, tais como a insuficiência renal e as complicações cardíacas. "O sal em excesso faz o corpo reter mais líquido, o que, além de causar inchaço, também aumenta o volume sanguíneo, elevando a pressão nas artérias", explica a nutricionista Andréia Naves. Para passar bem longe desse drama, vale cortar o sal de cozinha que adicionamos aos pratos durante a preparação, para colocá-lo apenas no momento de consumir, e sempre usando o bom senso. Outra dica é reduzir o consumo de condimentos, pratos prontos, embutidos ou enlatados.
Mais sobre quantidade correta de sal no dia-a-dia no post: Sal e Hipertensão arterial sistêmica

48. Praticar sexo com prazer

A atividade sexual ajuda a aliviar as tensões, já que, durante a relação, ocorre a liberação de endorfinas, substâncias que melhoram o humor. O sexo ainda faz bem para a circulação. Por fim, vale como um excelente exercício e ajuda a reforçar vínculos de afeto.

49. Criar um tempo para a família

A união e o apoio mútuo entre cônjuges, pais e filhos precisam certo investimento de tempo e atenção. Mas como encontrar períodos livres para dedicar a essas pessoas todo o carinho que merecem? "Vale programar um jogo que possam fazer juntos, que permita confraternizar e trocar ideias", diz Christian Barbosa.

50. Usar as dicas diariamente

Caminhar só aos finais de semana ou encontrar mais tempo para os amigos apenas nos períodos em que a rotina de trabalho sossega um pouco podem ser um bom começo, na tentativa de transformar a sua vida para melhor. É preciso, porém, garantir que mudanças pontuais se transformem em hábitos, para colher resultados significativos no que diz respeito à saúde e à longevidade. "As pessoas que eu conheci enquanto preparava o livro possuem diferentes segredos, mas uma coisa que todas elas têm em comum é a disciplina; elas usam seus segredos diariamente, ou seja, fazem da boa saúde uma prioridade, um hábito mesmo", finaliza Gene Stone.

Fonte: VIVA SAÚDE

Chá verde auxilia na proteção contra doenças neurodegenerativas e cânceres

Estudo da Universidade de Newcastle, na Grã-Bretanha, indica que o chá verde pode proteger o cérebro de doenças como o Mal de Alzheimer e outros tipos de demência. A pesquisa foi divulgada na publicação especializada Phytomedicine.

A pesquisa também sugere que o antigo remédio chinês que tem se popularizado no mundo todo também pode ter um papel muito importante na proteção do corpo contra o câncer.

No estudo, os cientistas investigaram se as propriedades benéficas do chá verde, que já tinham sido comprovadas no chá recém-preparado e não digerido, ainda se mantinham ativas uma vez que o chá fosse digerido.

De acordo com Ed Okello, professor da Escola de Agricultura, Alimento e Desenvolvimento da Universidade de Newcastle, que liderou o estudo, a digestão é um processo vital para conseguir os nutrientes necessários, mas também significa que nem sempre os compostos mais saudáveis dos alimentos serão absorvidos pelo corpo, podendo se perder ou modificar no processo.

"O que foi realmente animador neste estudo é que descobrimos que, quando o chá verde é digerido pelas enzimas do intestino, os compostos químicos resultantes são até mais eficazes contra gatilhos importantes do Alzheimer do que a forma não digerida do chá", disse.

"Além disso, também descobrimos que os compostos digeridos (do chá verde) tinham propriedades contra o câncer, desacelerando de forma significativa o crescimento de células do tumor que usamos em nossas experiências", acrescentou, Okello.

Na pesquisa, a equipe da universidade trabalhou em conjunto com cientistas da Escócia, que desenvolveram uma tecnologia que simula o sistema digestivo humano. Graças a esta tecnologia, a equipe de Newcastle conseguiu analisar as propriedades protetoras dos produtos da digestão do chá.

Chás verde e preto

Dois compostos já são conhecidos por seu papel importante no desenvolvimento do Alzheimer, o peróxido de hidrogênio e uma proteína conhecida como beta-amiloide.

Pesquisas anteriores mostraram que compostos conhecidos como polifenóis, presentes nos chás verde e preto, tem propriedades neuroprotetoras, pois se ligam a compostos tóxicos e protegem as células do cérebro. Quando ingeridos, os polifenóis são quebrados e produzem uma mistura de compostos. Foram estes compostos que os cientistas de Newcastle testaram.

"É uma das razões pela qual temos que ser tão cuidadosos quando fazemos afirmações a respeito dos benefícios para a saúde de vários alimentos e suplementos", disse Okello. "Existem certos compostos químicos que sabemos que são benéficos e podemos identificar alimentos que são ricos nestes compostos, mas o que acontece durante o processo de digestão é crucial para saber se estes alimentos estão mesmo nos fazendo bem", afirmou.

Proteção de células

Os cientistas usaram modelos de células de tumor, expondo estas células a várias concentrações de diferentes toxinas e aos compostos do chá verde digerido. "Os compostos químicos digeridos (do chá) protegeram as células (saudáveis), evitando que fossem destruídas pelas toxinas", disse Okello.

"Também observamos que eles afetaram células cancerosas, desacelerando de forma significativa seu crescimento. O chá verde é usado há séculos na medicina tradicional chinesa, e o que temos aqui dá provas científicas do porquê pode ser eficaz contra algumas das doenças mais importantes que enfrentamos hoje", acrescentou o pesquisador.

Fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI4876653-EI8147,00-Estudo+cha+verde+protege+contra+Alzheimer+e+cancer.html

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Primeiro relatório sobre comercialização de agrotóxicos no país é lançado pelo Ibama

A partir de 2008 o Brasil assumiu o posto de maior mercado consumidor de agrotóxicos no mundo. As vendas do produto somaram U$$ 7, 125 bilhões, diante U$$6, 6 bilhões do segundo colocado, os Estados Unidos, segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Agrícola (Sindag). O uso de agrotóxicos é parte fundamental do modelo agrícola que apresenta elevados índices de produtividade. Seu impacto social e ambiental demanda constante preocupação por parte da sociedade, esclarece o texto do relatório sobre comercialização de agrotóxicos lançado recentemente pelo Ibama.

A publicação Produtos agrotóxicos e afins comercializados em 2009 no Brasil é um novo instrumento de gestão pública e de informação para a sociedade sobre quais são os produtos mais usados, onde estão sendo comercializados e os índices de toxicidade ao meio ambiente dos princípios ativos autorizados. Organizado pela Coordenação Geral de Avaliação de Substâncias Químicas da Diretoria de Qualidade Ambiental, o relatório é uma obrigatoriedade legal estabelecida no art. 41 do Decreto 4.074 de 2002.

A sistematização e divulgação dessas informações são fundamentais para o conhecimento do emprego dos agrotóxicos pela agricultura e pelo setor produtivo brasileiro. Os dados agora acessíveis vão auxiliar o governo nas decisões regulatórias, na fiscalização e na autorização de estudos para o registro de alternativas menos impactantes. O relatório também vai permitir uma melhor definição de prioridades na escolha das substâncias para avaliação de impactos ambientais, como contaminação das águas e efeitos adversos na fauna.

O Coordenador Geral de Avaliação e Controle de Substâncias Químicas do Ibama, Márcio Freitas, atribui ao relatório dois aspectos fundamentais: “São informações que auxiliam tanto o usuário como o pesquisador e que vão permitir ao poder público uma maior capacidade de regulação sobre a indústria”.

Histórico - Desde 1998, três órgãos estão envolvidos no processo de comercialização de produtos agrotóxicos no Brasil. Cada um deles faz uma avaliação distinta: cabe ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) verificar a pertinência e eficácia do produto, à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) avaliar os impactos do produto sobre a saúde humana e ao Ibama compete analisar as implicações do agrotóxico no meio ambiente.

O Ibama desenvolveu uma metodologia para definir a ecotoxicidade de cada ingrediente ativo de um produto. Por meio de ensaios físicos, químicos e biológicos são avaliados a mobilidade (em terra, ar e água), a persistência e a capacidade de acúmulo do agrotóxico e então é estabelecida uma classificação de periculosidade que varia em quatro níveis: I, II, III, IV, em ordem descrente, sendo o quarto nível o de mais baixa periculosidade. Há ainda as características impeditivas de registro determinadas pela legislação, as quais são avaliadas e quando presentes no produto impedem que o pedido de registro seja deferido e a comercialização não é autorizada.

Compete ainda ao Ibama fazer a reavaliação de produtos em uso quando há indícios de dano ao meio ambiente, procedimento de reanálise que pode culminar seja na restrição de uso ou até no banimento do produto. A iniciativa para a reavaliação de um princípio ativo poderá partir de várias fontes, como de um dos três órgãos envolvidos, de uma pesquisa universitária, de um episódio de contaminação que suscite uma nova investigação, da observância de resistência ao produto comprometendo sua eficácia, entre outros fatores. A reavaliação será conduzida pelo Ibama quando a motivação for relativa a aspectos ambientais.

Os procedimentos para o processo de reavaliação no Ibama estão regulamentados pela Instrução Normativa n° 17 de maio de 2009. O primeiro passo é a abertura de um processo público em que é declarado que determinado produto está sendo reavaliado. Durante trinta dias os interessados podem se manifestar. Após avaliar as contribuições e justificativas, o Ibama conclui em parecer técnico elaborado por uma comissão conjunta com Mapa e Anvisa sobre a viabilidade ou não da permanência de um agrotóxico no mercado brasileiro.

Recentemente foi banido do país o ingrediente ativo Metamidofós após pesquisas concluírem haver risco sobre a saúde humana. A Resolução determinando o phase out (banimento) do produto foi publicada no Diário Oficial da União em 14 de janeiro de 2011. Um outro ingrediente ativo, o Acefato, também está passando por processo de reavaliação.

As empresas detentoras de registro são obrigadas a apresentar semestralmente ao Ibama e aos demais órgãos envolvidos no registro de agrotóxicos as informações sobre a comercialização do produto. Os dados relativos ao segundo semestre de 2010 podem ser entregues até 31/01/2011. Portanto, o próximo relatório, referente ao ano de 2010, deverá estar concluído no decorrer deste ano.

Para acessar o relatório clique aqui.

Fonte: http://revistaecologica.com/index.php?option=com_content&view=article&id=812:primeiro-relatorio-sobre-comercializacao-de-agrotoxicos-no-pais-e-lancado-pelo-ibama&catid=57:agrotoxicos

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

A polêmica do espinafre

O consumo do espinafre aumenta a cada dia que passa. O famoso marinheiro Popeye, faz propaganda do alimento, dando a entender que quem come espinafre está sempre forte e pronto para superar qualquer obstáculo. O que poucos sabem, é que no mesmo país de origem do desenho (Estados Unidos), há algumas décadas atrás, a ingestão de leite batido com espinafre (o objetivo era enriquecer a bebida com ferro), causou a morte de crianças recém-nascidas.

A doença ficou conhecida como doença do branco do olho azul, pois o branco dos olhos ficava dessa cor. Posteriormente, descobriu-se que a presença do espinafre no leite era a causadora da tragédia, mas na época (1951) o fato foi encoberto e o desenho do marinheiro Popeye continuou a ser exibido.

Por que devemos tomar cuidado com o espinafre

O espinafre é um dos alimentos vegetais que mais contém cálcio e ferro. Entretanto, esses dois minerais são pouquíssimo aproveitados pelo nosso corpo, já que o alto teor de ácido oxálico no vegetal inibe a absorção e a boa utilização desses minerais pelo nosso organismo.

Os estudos mostram também que o ácido oxálico do espinafre pode interferir com a absorção do cálcio presente em leites e seus derivados.

Esse fato sugere que o espinafre em uma refeição pode reduzir a biodisponibilidade de cálcio de outras fontes que são consumidas ao mesmo tempo. Por isso, se no seu almoço você comeu uma torta de queijo com espinafre, tenha certeza que grande parte do cálcio do queijo não foi utilizada pelo seu organismo.
Outra grande preocupação é o possível efeito tóxico que a ingestão de grandes quantidades dos fatores antinutricionais presentes na planta pode causar nas pessoas.

Com o objetivo de avaliar todos esses problemas, uma pesquisa, que resultou em uma tese de mestrado, foi desenvolvida na ESALQ/USP sob minha orientação. O estudo intitulado "Avaliação química, protéica e biodisponibilidade de cálcio nas folhas de couve-manteiga, couve-flor e espinafre" teve como objetivos verificar se determinadas plantas podiam ser utilizadas na dieta humana, sem causarem prejuízos à saúde e o bem-estar do indivíduo.

A pesquisa da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ/USP)

As folhas estudadas foram adquiridas no comércio local e a folha de espinafre foi também adquirida de outros dois locais: da Fazendinha da UNIMEP e da horta do Departamento de Horticultura da ESALQ/USP. Essas folhas foram lavadas, secas em estufa e moídas. A seguir, foram acrescentadas nas dietas que foram avaliadas durante o ensaio experimental com duração de 30 dias.

Resultados

Os resultados começaram a impressionar quando verificamos os teores dos dois fatores antinutricionais investigados: ácido fítico e oxálico. A folha de espinafre apresentou valores muito altos em relação às demais. Como conseqüência desse fato, os animais alimentados com a folha de espinafre morreram na primeira semana, e portanto, não puderam ser avaliados até o final do estudo. Várias tentativas foram feitas, utilizando dietas com folhas de espinafre cozidas (acreditávamos que o calor pudesse destruir os fatores tóxicos presentes) ou folhas de espinafre provenientes de outros locais (livres de agrotóxicos que pudessem ter influência).

Contudo os mesmos resultados repetiram-se, ou seja, houve a morte dos animais com hemorragia, tremores e perda de peso. Os rins dos animais mortos foram retirados e analisados pela Faculdade de Odontologia de Piracicaba/UNICAMP. De acordo com o laudo apresentado pelo Departamento de Patologia, foi comprovado inchaço renal, indicando uma nefrotoxidade, edema celular e depósito de substâncias aparentemente cristalizadas nos túbulos renais, o que provoca disfunção renal.

De acordo com vários pesquisadores, a explicação provável estaria na presença do ácido oxálico no alimento, que além de causar um balanço negativo de cálcio e ferro, em doses superiores a 2g/Kg de peso, pode causar toxicidade nos rins. Já o ácido fítico, quando na proporção de 1% na dieta, seria o responsável pela redução do crescimento dos animais jovens. Na década de 80, estudos já atribuíam ao ácido oxálico sintomas como lesões corrosivas na boca e trato-intestinal, hemorragias e cólica renal, causados pela ingestão de plantas ricas nesta substância. De acordo com esses mesmos estudos, o espinafre que possui a relação de ácido oxálico/cálcio superior a 3, deve ser evitado. Na nossa pesquisa isso foi observado.

Com relação às demais folhas, couve-manteiga e couve-flor, não foi observado nenhum efeito tóxico, verificando-se que a melhor biodisponibilidade e retenção de cálcio nos ossos (73%) ocorreu nos animais que ingeriram a dieta contendo couve-manteiga.

Os resultados desse estudo nos levam a acreditar que o consumo de espinafre deve ser substituído por outros vegetais folhosos, já que os efeitos proporcionados pela ingestão das substâncias antinutricionais presentes na folha, podem ser prejudiciais à absorção de nutrientes importantes para nossa saúde, e essas mesmas substâncias podem causar sérios problemas tóxicos.

Os resultados também sugerem que além da grande presença de ácido oxálico e fítico, provavelmente a folha do espinafre contenha outras substâncias tóxicas, que supostamente levaram à óbito os animais do estudo, bem como causaram o incidente com os recém-nascidos nos Estados Unidos. Essas substâncias, ainda não identificadas, exerceriam ações tóxicas em pessoas mais sensíveis e levariam a chamada "doença do branco do olho azul". Fica claro, portanto, a necessidade de mais estudos elucidativos a respeito do assunto.

Finalizando, a minha dica é que todos procurem dar preferência a outros vegetais folhosos em substituição ao espinafre: a couve, brócolis, folha de mostarda, agrião, as folhas de cenoura, beterraba e couve flor e leguminosas como os feijões, ervilhas, lentilhas e soja são as melhores opções para quem quer consumir fontes alternativas de cálcio e ferro.

* Profª. Titular de Vida Saudável da ESALQ/USP/Campus Piracicaba. Autora dos livros: "Previna Doenças. Faça do Alimento o seu Medicamento" e "Pharmácia de Alimentos. Recomendações para Prevenir e Controlar Doenças", editora Madras.

Fonte: http://www.portalverde.com.br/alimentacao/perigos/espinafre.htm

Exposição ao Chumbo e PCBs são fatores de risco pra Déficit de Atenção com Hiperatividade em crianças

Um estudo feito pela Universidade de Illinois nos EUA revisou as evidências que quimicos ambientais, particularmente bisfenilos policlorados (PCBs) e chumbo são associados ao déficit de funções neurocomportamentais, que por sinal também estão prejudicadas no Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). O déficit de atenção com hiperatividade é a desordem de comportamento mais diagnosticada em crianças na atualidade. Para ler mais sobre o tema, leia esse outro post do blog.

O estudo avaliou bases de dados para buscar uma correlação. Os pesquisadore encontraram dados que exposição de crianças e animais de laboratório a chumbo ou PCBs levam a apresentação de déficit em muitos aspectos da função da atenção e executiva, e que também tem sido mostrada falha em crianças com desordem de atenção, incluindo testes de trabalho de memória, inibição da resposta, vigilância e alerta.

Os estudos conduzem a dados que sugerem que chumbo pode reduzir tanto a atenção quanto à resposta, enquanto PCBs podem levar è diminuição da atenção. Baixo nível de exposição a chumbo tem sido associado com diagnóstico clinico de desordem de atenção em vários estudos recentes. Estudos semelhantes com PCBs não foram realizado.s

O estudo conclui que contaminantes ambientais, incluindo chumbo e PCBs podem aumentar a prevalência de TDAH.

Artigo: Lead and PCBs as risk factors for attention deficit/hyperactivity disorder.
Autores: Eubig PA, Aguiar A, Schantz SL.
Periódico: Environ Health Perspect.
Data: Dezembro de 2010.
Disponível para download em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3002184/?tool=pubmed

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Por que o Chocolate protege contra doenças cardiovasculares?

Vários estudos já afirmavam que o cacau tem um efeito protetor contra doenças cardiovasculares. Mas por quê? A razão para isso foi descoberta por pesquisadores da Universidade de Linköping, na Suécia.

Os pesquisadores escolheram 16 voluntários – 10 homens e 6 mulheres – saudáveis para o estudo. As idades variaram entre 20 e 45 anos. Nenhum dos participantes fumava, e eles não puderam tomar nenhum tipo de farmacêuticos por duas semanas. Durante os últimos dois dias, eles também não puderam comer chocolate ou comer e beber qualquer coisa que continha compostos similares, incluindo muitos tipos de frutas, café, chá ou vinho.

Os pesquisadores pediram ao grupo de voluntários que comessem um pedaço grande de chocolate amargo. Cada participante comeu 75 gramas de chocolate amargo, com um teor de cacau de 72%.

Os cientistas descobriram que o chocolate pode inibir uma enzima do corpo conhecida por elevar a pressão arterial. Para analisar o que acontecia com essa enzima, chamada ECA ou ACE (Enzima conversora de angiotensina). A ECAdesempenha um papel importante no sistema hormonal que regula a excreção de água dos rins, ou seja, está envolvida no equilíbrio de fluidos do corpo e também na regulação da pressão arterial. Altos níveis de atividade da ECA têm sido associados com o endurecimento das artérias e outras doenças cardiovasculares.

Amostras de sangue foram colhidas de cada voluntário antes e depois deles comerem o chocolate, em meia hora, uma hora e três horas.

Na amostra colhida três horas depois, houve uma significativa inibição da atividade da ECA. A média de atividade foi 18% inferior a média de atividade antes da dose de cacau, totalmente comparável ao efeito de medicamentos que inibem a ECA, e são usados como uma primeira opção de tratamento para a pressão arterial elevada.

Quando as atividades da enzima diminuem, a pressão arterial também diminui com o tempo. Como esperado, esse efeito não foi encontrado nos participantes. Para demonstrar isso, o estudo teria de continuar por um longo período.

O objetivo dos pesquisadores não é a concepção de novos produtos farmacêuticos. Segundo eles, as descobertas indicam que as mudanças no estilo de vida das pessoas, com a ajuda de alimentos que contêm grandes concentrações de catequinas e procianidinas, podem prevenir doenças cardiovasculares.

Os pesquisadores já haviam descoberto que o chá verde também inibe a enzima ECA, envolvida no equilíbrio hídrico do corpo e na regulação da pressão arterial. Agora, eles querem estudar os efeitos do cacau, uma vez que as substâncias estão relacionadas

Artigo: Effects of Cocoa Extract and Dark Chocolate on Angiotensin-Converting Enzyme and Nitric Oxide in Human Endothelial Cells and Healthy Volunteers.
Autores: Ingrid A-L Persson, Karin Persson, Staffan Hägg, Rolf G G Andersson.
Periódico: Journal of Cardiovascular Pharmacology
Data: 2010
Disponível em: 10.1097/FJC.0b013e3181fe62e3

Fibras na alimentação


O que são fibras ?

Fibras são todos os polissacarídeos vegetais da alimentação e são encontradas apenas em plantas. Portanto, os alimentos de origem animal como carnes, ovos e laticínios não contêm fibras.


Existem vários tipos de fibras e elas são separadas em duas classes, conforme a solubilidade em água:
1) Fibra solúvel;
2) Fibra insolúvel.

Ambas possuem benefícios diferentes à saúde e devem ser consumidas diariamente.


A fibra insolúvel serve para formar massa fecal, estimula o peristaltismo intestinal, contribui para o transporte do bolo alimentar até o reto, evitando a prisão de ventre.

As fibras solúveis são de maior importância para o diabético e para portadores de dislipidemia (aumento do colesterol ruim (LDL) ou dos triglicérides ou diminuição do colesterol bom(HDL)),  pois podem retardar a absorção de glicose, reduzir a concentração de glicose no sangue, aumentar a sensibilidade à insulina, provocar sensação de saciedade e diminuir a absorção das gorduras. Elas são encontradas em frutas, hortaliças, leguminosas, sementes, aveia, farelo de aveia e etc.

As fibras auxiliam tanto a prevenir o diabetes melitus quanto a estabilizar os níveis glicêmicos de pessoas que já possuem a doença. Para isto, as fibras solúveis são as mais recomendadas, pois, no estômago elas formam géis viscosos que atrasam a absorção da glicose (vinda principalmente dos alimentos fontes de carboidratos), deixando mais lenta a passagem da glicose do estômago para a circulação sangüínea. Isto leva o pâncreas a liberar quantidades pequenas de insulina para a absorção da glicose, não provocando uma hipoglicemia pós – prandial.

As fibras solúveis são um método natural de controlar a secreção de insulina pelo pâncreas. Dentro desta classificação, estão: As frutas, a aveia, a cevada, as leguminosas (entre estas, a lentilha, o feijão, o grão-de-bico, a ervilha) e as hortaliças.Evitar o consumo de sucos de frutas naturais e preferir o consumo das frutas in natura, em um grau intermediário de maturação, é uma excelente escolha. Normalmente no preparo dos sucos se perde grande parte das fibras contidas nas frutas, além de proporcionarem um consumo de maiores quantidades de frutas de uma vez só, o que não é aconselhável para o controle glicêmico.


Deve-se ingerir de 20g a 40g diárias de fibra, sendo que 6g a 12g de fibra solúvel.

Vejamos o exemplo, ao se ingerir por dia:
1 banana - temos 0,5g de fibra solúvel
1 laranja - 0,3g de fibra solúvel
1 pêra - 0,4g de fibra solúvel
4 colheres de sopa de abóbora - 0,5g de fibra solúvel
4 colheres de sopa de vagem - 0,4g de fibra solúvel
4 colheres de sopa de brócolis - 0,3g de fibra solúvel
2 pães franceses - 0,8 g de fibra solúvel
2 colheres de sopa cheia de farelo de aveia - 3g de fibra solúvel
Totaliza-se 6,2g de fibra solúvel.

Como vimos a cima, se engana quem ainda pensa que comer fibra só é importante para não ter prisão de ventre.  A mais importante descoberta nos últimos anos é que a dieta rica em vegetais e frutas (e consequentemente em fibras, antioxidantes e micronutrientes bioativos) está associada com uma redução no risco da maioria dos cânceres e de inúmeras doenças como ateroesclerose, obesidade, diabetes, cistite de repetição, alterações hormonais e uma flora intestinal saudável, protetora.

A alimentação do homem está se tornando cada dia mais deficiente em fibras apesar de ser tão fácil de obter 20 a 40g diariamente, que é o recomendado, através da dieta. A fibra alimentar prolonga a saciedade, aumenta o peso e o volume das fezes, melhorando o funcionamento do intestino, ajudando a eliminar a gordura da dieta e retardando a absorção da glicose. Uma dieta rica em fibras é eficiente também para a prevenção das hemorróidas, da doença diverticular e do câncer de cólon. Um intestino lento, com fezes duras e pequenas é o ambiente perfeito para desenvolver um problema inflamatório intestinal e uma flora intestinal patogênica.

As fibras fazem parte das membranas das células das plantas, é o esqueleto do vegetal. Elas são constituídas por celulose, hemicelulose, lignina, pectina, gomas e mucilagens que não são digeridas e nem absorvidas, portanto podem ser consumidas em grandes quantidades. A maioria das pessoas costumam comer  granola no café da manhã para aumentar o aporte diário de fibras. As granolas geralmente contêm cereais, açúcar mascavo, frutas oleaginosas e frutas secas, que se não foram guardadas adequadamente e consumidas logo, podem favorecer o aparecimento de fungos (mofo), aí é mais um problema para o organismo.

Como as fibras são encontradas em maior quantidade nas frutas (polpa e casca), nas hastes e folhas de todos os vegetais, sementes, legumes, verduras e cereais integrais, não é preciso recorrer somente às granolas matinais como única fonte alimentar. Nós não temos o hábito de consumir casca nem folhas de alguns vegetais embora neles esteja a maior quantidade de fibras.

De maneira geral 100 g de legumes e verduras contém mais fibras que 100 g de frutas. Para se obter a quantidade diária necessária, o melhor é distribuir o seu consumo ao longo do dia.

Dica 1: No café da manhã
Durante o café da manhã não pode faltar uma fruta e se possível adicione ao suco, leite ou iogurte, uma colher de sopa de aveia, kinua, amaranto ou alguma fruta oleaginosa como castanha do Pará, nozes ou amêndoas. Ao invés de achocolatado, acrescente cacau em pó, 1 colher de sopa fornece aproximadamente 2g de fibras.

Dica 2: As frutas mais "fibrosas"
As frutas em geral contêm muitas fibras, porém eu costumo recomendar comer algumas destas pela manhã: banana da terra cozida, manga, abacaxi, laranja, tangerina, maçã (com casca), pêra (com casca), abacate, morango, figo, ameixa, jabuticaba.

Dica 3: No almoço e jantar
Nessas duas refeições o repertório é muito grande, porque qualquer alimento natural é uma boa fonte de fibras. O feijão não pode faltar, assim como uma boa salada de alface, repolho, agrião, rúcula, tomate, vagem, brócolis, couve flor, cebola e ervilha, só aí já conseguimos alcançar a meta diária. Cogumelos do tipo shiitake podem ser facilmente encontrados na forma desidratada em qualquer bom supermercado. Deixá-los na água, para hidratar, durante 20 minutos e depois adicioná-los em sopas pode adicionar 3 g de fibras na sua dieta. Todos os legumes e verduras podem e devem ser consumidos regularmente e em grandes quantidades, porque não engordam e diminuem a necessidade de ingerir o que não traz benefícios para o organismo.

Recentemente um estudo acompanhou por 9 anos, aproximadamente 400 mil pessoas entre 50 e 71 anos de idade e evidenciou uma forte associação entre uma dieta rica em fibras e uma vida longa. Especificamente, os participantes do estudo que adotavam uma dieta rica em grãos integrais, frutas e vegetais (até 29g de fibra por dia para os homens, 26g para as mulheres) apresentaram 22 por cento menos probabilidade de morrer após nove anos do que os que comiam menos fibra (13g e 11g por dia), de acordo com o estudo, publicado no "Archives of Internal Medicine".

As pessoas do grupo que consumia bastante fibra tiveram menos probabilidade de morrer de doença cardiovascular, infecciosa ou respiratória. Uma dieta rica em fibras também esteve associada a menos casos de morte por câncer em homens, mas não em mulheres. O baixo índice de mortes foi associado a uma dieta rica em fibras consumidas através de grãos integrais, disse o principal autor do estudo, Yikyung Park, cientista do Instituto Nacional de Câncer. "Uma das nossas descobertas foi que a fibra tem propriedades anti-inflamatórias", disse Park, acrescentando que os grãos também são ricos em vitaminas, minerais e elementos químicos benéficos.

As pessoas que consumiram mais fibra em geral eram mais saudáveis, mais instruídas e mais ativas fisicamente, como observaram os autores. Mas o estudo ajustou essas diferenças. No começo do estudo, todos os participantes preencheram questionários sobre o consumo de alimentos, com 124 itens. Nove anos depois, 20.126 homens e 11.330 mulheres tinham morrido.

Um outro  estudo evidenciou o papel das fibras solúveis na redução do risco de inflamações associadas ao sobrepeso e obesidade. Como já dito acima, este tipo de fibra pode ser encontrado principalmente  na aveia, maçãs, alguns tipos de nozes e vários cereais matinais. Além da redução da inflamação o estudo evidenciou uma melhora do sistema imunológico.

“A fibra solúvel muda as células do sistema imunológico – elas mudam de células pró-inflamatórias para células anti-inflamatórias com propriedades curativas que nos ajuda sarar mais rapidamente das infecções”, diz Gregory Freund, pesquisador da Universidade de Illinois, EUA. Isso acontece, explica o pesquisador, porque a fibra solúvel aumenta a produção de uma proteína anti-inflamatória chamada interleucina-4. O estudo, publicado no periódico Brain, Behavior and Immunity, acompanhou a evolução de modelos animais por seis semanas e observou como o sistema imunológico das cobaias respondia a uma infecção bacteriana.

“Após duas horas do início da infecção, os animais que haviam consumido mais fibras tinham apenas metade dos sintomas da doença e acabaram se recuperando na metade do tempo dos outros”, diz Christina Sherry, outra pesquisadora envolvida no estudo. “Em apenas seis semanas o sistema imunológico desses animais mudou radicalmente.”

Autor: Dr. Frederico Lobo

Artigo adaptado do texto postado pela  Dr. Jane Corona - Nutróloga com prática em ortomolecular em seu blog: http://janecorona.blog.uol.com.br/