segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Aposentadoria pode reduzir fadiga e sintomas de depressão

Diversos países do mundo estão aumentando os anos de trabalho necessários para a aposentadoria, como forma de aumentar sua arrecadação. Entretanto, essas medidas parecem andar na contramão da saúde da população. É o que sugere um estudo recentemente publicado no British Medical Journal, que indica que a aposentadoria pode levar a uma redução substancial da fadiga física e mental e de sintomas de depressão.

Avaliando dados de mais de 11 mil homens e quase 3 mil mulheres acompanhados por sete anos antes e sete anos após a aposentadoria, pesquisadores franceses notaram que um ano antes de parar de trabalhar, um quarto deles apresentavam sintomas depressivos, e 7% foram diagnosticados com doenças crônicas - respiratórias, cardíacas, diabetes . E a aposentadoria foi associada a uma grande redução na fadiga mental e física e a uma significativa redução na depressão.

Entretanto, a aposentadoria não afetava as doenças crônicas, que, ao contrário, aumentavam com a idade. “Se o trabalho é cansativo para muitos dos mais velhos, a redução da fadiga poderia simplesmente refletir a remoção da fonte do problema. Além disso, a aposentadoria pode oferecer mais tempo para as pessoas se envolverem em atividades estimulantes e restaurativas, como exercícios físicos”, escreveram os autores. “O estudo indica que a fadiga pode ser uma razão subjacente à saída do mercado de trabalho e à redução da produtividade, e a adaptação do trabalho, intervenções de saúde ou ambos podem ser necessários para permitir que uma maior proporção dos idosos trabalhe com saúde integral”.

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