quarta-feira, 30 de junho de 2010

Os enlatados e o bisfenol-A



No mês de maio, o site O TAO DO CONSUMO entrou em contato com alguns fabricantes de alimentos e bebidas para saber se o bisfenol-A era utilizado nas embalagens dos produtos enlatados.

Através do S.A.C, tanto por formulário online como pelo telefone, O Tao do Consumo, ouviu a Coca-Cola, Pepsi, Quero Aliementos, Itambé, Jurema e a Unilever. Na maioria das empresas, os responsáveis pelo atendimento nem sequer sabiam o que era o ‘tal bisfenol’. Em nenhum contato a resposta foi imediata. Muitas chegaram somente agora, praticamente um mês após os primeiro contato.Seguem as respostas que eles conseguiram:

Coca-cola
Afirmou utilizar o bisfenol , na forma de verniz, para o revestimento de suas embalagens de lata em quantidade mínima. A empresa também reforçou que o nível utilizado está dentro do limite considerado seguro pela Anvisa.

Pepsi
Informou não ter a informação, mas que uma consulta à área responsável seria realizada e, tão logo a resposta fosse obtida, seria feito um novo contato. Até o momento não obtivemos resposta.

Unilever
Afirmou que utiliza o bisfenol na embalagem de seus produtos dentro do limite considerado seguro e permitido pela Anvisa.

Jurema
Não obtivemos resposta até o momento.

Quero Alimentos
Não obtivemos resposta até o momento.

Itambé
Não obtivemos resposta até o momento.


Podemos falar de nível seguro?

No Brasil, a diretiva da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária do Brasil) é normalizada junto ao Mercosul e foi revista em março de 2008. Esta lei se baseia na da Comunidade Europeia de 2004 e define como 0,6 mg/kg o limite de migração máximo permitido em embalagens para alimentos e bebidas. A Anvisa ainda considera esse número seguro e ainda não se manifestou sobre novas pesquisas e discussões em andamento nos Estados Unidos e Europa que demonstram que, mesmo em quantidades mínimas, o químico é prejudicial à saúde. Uma pesquisa recente feita pelo National Workgroup for Safe Markets, um grupo de defesa ao consumidor, com a colaboração de 19 organizações que incluíram o Breast Cancer Fund, e a Universidade Tufts compilou resultados de várias pesquisas e relacionou quantidades de exposição de BPA a danos à saúde. Os resultados podem ser vistos na tabela abaixo:



Desde então, o Food and Drug Administration (FDA) – a agência responsável pela regulamentação de medicamentos e alimentos nos Estados Unidos – está revendo sua posição e irá investir na pesquisa dos efeitos prejudiciais à saúde do BPA em baixas doses e estudará uma forma de reduzir a exposição ao químico.
No mês de junho, relatório sobre químicos tóxicos da Agência Federal do Meio Ambiente da Alemanha, colocou os produtores de bisfenol em alerta. O receio de consumidores e as recentes pesquisas sobre a periculosidade do químico levaram à recomendação de substituição imediata do bisfeneol. A agência que regula produtos químicos na Europa – REACH (Registro, Avaliação e Autorização de Substâncias Químicas)- reforça a responsabilidade da indústria química. As empresas que fabricam o bisfenol A, ou que utilizam a substância, são responsáveis pela avaliação dos riscos do químico em todo seu ciclo de vida e devem minimizá-los.
Como medida de precaução, Canadá, Dinamarca, Costa Rica e França já proibiram o bisfenol A em mamadeiras e outros produtos infantis. No Japão, sem que fosse preciso alguma atitude do governo, fabricantes de produtos infantis decidiram retirar o BPA da formulação de embalagens de alimentos. Nos EUA, além de Vermont, Connecticut, Maryland, Minnessota, Washington e Wisconsin baniram o químico.

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Para ler mais sobre o Bisfenol A (BpA) leia esse post de 9/04/2010

quarta-feira, 23 de junho de 2010

29% dos alimentos analisados pela Anvisa apresentam irregularidades

3.130 amostras de 20 alimentos foram analisadas pela agência em 2009.
Foram detectados resíduos de agrotóxicos e ingredientes não autorizados.



Relatório da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgado nesta quarta-feira (23) aponta alta presença de agrotóxicos nos alimentos – frutas, verduras, legumes e grãos - consumidos pelos brasileiros. Das 3.130 amostras de 20 alimentos coletadas pela agência em 2009, 29% apresentaram algum tipo de irregularidade, como resíduos de agrotóxicos acima do permitido e ingredientes ativos não autorizados.

Produto Total de amostras insatisfatórias
Pimentão 80%
Uva 56,4%
Pepino 54,8%
Morango 50,8%
Couve 44,2%
Abacaxi 44,1%
Mamão 38,8%
Tomate 32,6%
Beterraba 32%
Arroz 27,2%
Cenoura 24,8%
Repolho 20,5%
Cebola 16,3%
Laranja 10,3%
Manga 8,1%
Maçã 5,3%
Banana 3,5%
Feijão 3%
Batata 1,2%

Os casos mais problemáticos foram os do pimentão, com 80% das amostras insatisfatórias; a uva, com 56,4%; o pepino, com 54,8%; e o morango, que teve 50,8%. A cultura que apresentou melhor resultado foi a da batata com irregularidades em apenas 1,2% das amostras analisadas.

Os dados fazem parte do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA). Em 2009, o programa monitorou 20 culturas em 26 estados do Brasil. Das amostras coletadas em 2009, 26,9% foram rastreadas até o produtor ou associação de produtores, 5,2% até o embalador e 64,9% até o distribuidor. Somente 3% das amostras não tiveram qualquer rastreabilidade.

Irregularidades

Segundo o relatório, em 2,7% das amostras dos alimentos coletadas, foi detectada a presença de resíduos de agrotóxicos acima dos permitidos. “Esses resíduos evidenciam a utilização de agrotóxicos em desacordo com as informações presentes no rótulo e bula do produto”, explica Luiz Cláudio Meirelles, gerente de Toxicologia da Anvisa.

De acordo com a Anvisa, agrotóxicos que apresentam alto risco para a saúde da população são utilizados no Brasil sem levar em consideração a existência ou não de autorização do governo para o uso em determinado alimento.

Em 15 das vinte culturas analisadas foram encontrados ingredientes ativos em processo de reavaliação toxicológica junto à Anvisa, devido aos efeitos negativos desses agrotóxicos para a saúde humana. “Encontramos agrotóxicos, que estamos reavaliando, em culturas para os quais não estão autorizados, o que aumenta o risco tanto para a saúde dos trabalhadores rurais como dos consumidores”, afirma o diretor da Anvisa, Dirceu Barbano.

Nesta situação, chama a atenção a grande quantidade de amostras de pepino e pimentão contaminadas com endossulfan, de cebola e cenoura contaminados com acefato, e de pimentão, tomate, alface e cebola contaminados com metamidofós. Além de serem proibidas em vários países do mundo, essas três substâncias já começaram a ser reavaliadas pela Anvisa e tiveram indicação de banimento do Brasil.

De acordo com o diretor da Anvisa, são ingredientes ativos com elevado grau de toxicidade aguda comprovada e que causam problemas neurológicos, reprodutivos, de desregulação hormonal e até câncer. “Apesar de serem proibidos em vários locais do mundo, como União Européia e Estados Unidos, há pressões do setor agrícola para manter esses três produtos no Brasil”, afirma Barbano.

A Anvisa realiza a reavaliação toxicológica de ingredientes ativos de agrotóxicos sempre que existe algum alerta nacional ou internacional sobre o perigo dessas substâncias para a saúde humana. Em 2008, a Agência colocou em reavaliação 14 ingredientes ativos de agrotóxicos. Entretanto, uma séria de decisões judiciais, também em 2008, impediram, por quase um ano, a Anvisa de realizar a reavaliação desses ingredientes.

Cuidados

Para reduzir o consumo de agrotóxico em alimentos, a Anvisa recomenda que o consumidor opte por produtos com origem identificada. Essa identificação aumenta o comprometimento dos produtores em relação à qualidade dos alimentos, com adoção de boas práticas agrícolas.

É importante, ainda, que a população escolha alimentos da época ou produzidos por métodos de produção integrada (que a princípio recebem carga menor de agrotóxicos). Alimentos orgânicos também são uma boa opção, pois não utilizam produtos químicos para serem produzidos.

Os procedimentos de lavagem e retirada de cascas e folhas externas de verduras ajudam na redução dos resíduos de agrotóxicos presentes apenas nas superfícies dos alimentos. “Os supermercados também tem um papel fundamental nesse processo, no sentido de rastrear, identificar e só comprar produtos de fornecedores que efetivamente adotem boas práticas agrícolas na produção de alimentos”, afirma Meirelles


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E depois tem paciente que me diz:
- Ah Dr. Orgânico é balela !
Então tá né ?

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Autismo - Visão da Ortomolecular


O autismo é uma doença de etiologia desconhecida e provavelmente multifatorial, podendo envolver fatores genéticos, neurológicos, imunológicos e ambientais, incluindo dieta, xenobióticos e infecções.

O autismo é caracterizado pela deterioração e demora na interação social e na aquisição da linguagem, bem como, déficit de habilidades com padrões repetitivos de comportamento e sintomatologia iniciada antes dos 3 anos de idade.

Atualmente vivemos uma verdadeira epidemia, enorme, alarmante e inesplicada de autismo, com aumento da frequencia dos casos quase que diariamente nos USA e na Inglaterra. A Califórnia mantém o que é provavelmente a melhor e mais sistemática base de dados do mundo sobre o autismo. Na Califórnia o relatado aumento na prevalência do autismo durante um período de 20 anos é superior a mil por cento. Enormes aumentos similares foram notificados a partir de estudos em Nova Jersey e no resto os E.U.A, no Reino Unido, no Oriente Médio e na Asia. De acordo com o “Centers for Disease Control and Prevention” (CDC-USA), cerca de 1 em cada 150 crianças tem uma alteração ligada ao espectro autista que inclui autismo propriamente dito e síndrome de Asperger.

Alguns autores têm atribuido essa verdadeira epidemia a um maior diagnóstico realizado pelos pediatras e pelas especialidades associadas à pediatria. Entretanto, a maioria dos estudiosos é totalmente incapaz de aceitar esta explicação simplista, porque o diagnóstico é baseado estritamente em alterações comportamentais, e é altamente duvidoso que os pediatras e outros especialistas de anos anteriores tivessem ignorado tais anomalias comportamentais evidentes que ocorrem em uma grande proporção de tais crianças. Além disso, uma vez que é impossível existir uma "epidemia genética", deve-se pensar em agressões ambientais para explicar esse aumento da incidência do autismo.



O QUE CAUSA O AUTISMO

O autismo, e transtornos semelhantes ao autismo, podem ser causados por uma série de transtornos, incluindo a Síndrome de X Frágil, esclerose tuberosa e fenilcetonúria, e, pelo menos, por uma notável anomalia cromossômica, uma duplicação invertida de uma porção do cromossomo 15. Mas para a grande maioria dos casos de autismo hoje, não existe ainda uma explicação genética que possa sozinha ser responsável por todo o quadro clínico. Tal como acontece com muitas doenças crônicas, a maioria dos casos de autismo parece ser causada por predisposição genética associada a algum insulto ambiental precoce.

Os estudiosos do autismo acreditam que além da predisposição genética os fatores abaixo possam contribuir para desencadear o autismo:

1. Alimentação

2. Desequilíbrio auto imune

3. Infecções e uso de antibióticos

4. Vacinas

5. Mercúrio e outros elementos tóxicos como o alumínio

6. Desequilíbrios gastro intestinais




DIAGNÓSTICO

Autismo é uma síndrome caracterizada por alterações presentes desde idades muito precoces, tipicamente antes dos três anos de idade, e que se caracteriza sempre por desvios qualitativos na comunicação, na interação social e no uso da imaginação.

Estes três desvios, que ao aparecerem juntos caracterizam o autismo, foram chamados por Lorna Wing e Judith Gould, em seu estudo realizado em 1979, de "Tríade". A Tríade é responsável por um padrão de comportamento restrito e repetitivo, mas com condições de inteligência que podem variar do retardo mental a níveis acima da média.

É muito difícil imaginar estes três desvios juntos. Um exercício que pode ajudar é o proposto em palestra no Brasil, pela pesquisadora Francesca Happé, de imaginarse na China, ou em um país de cultura e língua desconhecidas, com as mãos imobilizadas, sem compreender os outros e sem possibilidades de se fazer entender.

ANORMALIDADES GASTRO INTESTINAIS NO AUTISMO

Muitas crianças autistas têm anormalidades gastrintestinais, sendo muito comum a má-digestão, a má absorção, a diarréia crônica, a constipação intestinal, distensão abdominal e a disbiose. A disbiose resulta quase que invariavelmente dos tratamentos antibióticos que são muito comuns no histórico da criança autista.

As alterações da motilidade podem ser explicadas pelas exorfinas que atuam diretamente no trato gastrintestinal. As exorfinas, como as gluteomorfinas (ou gliadomorfina) do glútem e a betacaseomorfina do leite, podem tanto ser absorvidas e manifestar sua ação nociva no cérebro como podem atuar diretamente no intestino afetando a motilidade intestinal.


FUNGOS INTESTINAIS - ÁCIDO TARTÁRICO E ARABINOSE ELEVADOS NA URINA

O ácido tartárico é um composto formado por fungos existentes na flora intestinal alterada. O ácido tartárico é tóxico para os músculos e em quantidades de 12 gramas pode ser fatal para seres humanos.

O ácido tartárico é também extremamente elevado em muitos pacientes com fibromialgia, que têm também dores musculares e nas juntas, na síndrome da fadiga crônica, na esquizofrenia, no transtorno do déficit da atenção, no lupus eritematoso sistêmico, na síndrome do cólon irritável, na colite, na cistite intersticial, na depressão (unipolar e bipolar), na esclerose múltipla, e na infecção de HIV. Todas essas doenças não são causadas por microorganismos gastrintestinais anormais, mas alguns dos sintomas provavelmente são exacerbados por este problema e em muitas destas circunstâncias, é certamente possível que haja uma relação de causa e efeito.

O ácido tartárico é um composto análogo ao ácido málico, que é uma peça chave no ciclo de Krebs, que nos fornece energia. Acredita-se que o ácido tartárico iniba a ação do ácido málico no ciclo de Krebs, diminuindo a produção de energia. Dessa forma, uma suplementação com ácido málico pode suplantar o efeito do ácido tartárico permitindo o funcionamento regular do ciclo de Krebs. É possível que diversos dos metabólitos produzidos pelas leveduras inibam o ciclo de Krebs, e assim a produção de energia das células em geral. Uma grande porcentagem de pacientes com fibromialgia responde favoravelmente ao tratamento com ácido málico.

A arabinose, um outro metabólito produzido pelas leveduras, muitas vezes é encontrado, em quantidades cerca de 40 vezes maior ao limite considerado normal, na urina de crianças autistas. Ela provavelmente reflete uma contaminação do organismo ao invés de apenas uma contaminação intestinal. A arabinose intestinal entra no corpo pelo sistema porta, indo ao fígado onde é transformada em arabitol. Portanto, o achado de arabitose na urina não pode ser oriundo de uma infestação intestinal por cândida. A arabinose liga-se a lisina, a arginina, comprometendo a função destes aminoácidos e das proteínas aonde elas se encontram, inclusive de proteínas responsáveis pela interconexão dos neurônios. Este subproduto da arabinose, lisina e arginina é chamado de pentosidina.

A arabinose inibe a neoglicogênese que é o processo de restabelecer as taxas de glicose sanguíneas quando elas estão baixas, propiciando a hipoglicemia.

Muitos pacientes com fibromialgia têm hipoglicemia significativa. Como o cérebro necessita para seu funcionamento de um aporte constante e em taxas normais de glicose, e utiliza cerca de 70% da glicose produzida pelo organismo para seu adequado funcionamento, a hipoglicemia afeta predominantemente a sua função.

Qualquer droga antifúngica pode ser eficaz, mas a nistatina é uma das mais populares. Praticamente, todas as drogas antifúngicas estão sendo usadas no tratamento do autismo, incluindo o fluconazol (Diflucan), o cetoconazol (Nizoral), e o itraconazol (Sporonox), a terbinafina (Lamisil), e o amfotericina B.

Alguns produtos naturais também tem um poder antifúngico importante, como por exemplo, o alho e o ácido caprílico, que é encontrado na gordura do coco. O ácido caprílico parece ser uma excelente opção para o tratamento dos fungos intestinais, uma vez que é um produto natural e de sabor agradável.

O lactobacillus acidophilus e outras bactérias da flora intestinal normal também podem ter um efeito no controle do aumento dos fungos intestinais.

Além disso, uma diminuição da sacarose alimentar é de grande importância no combate aos fungos. No caso de grandes infestações, as frutas deverão ser oferecidas ao autista separadas dos outros alimentos, para que a digestão seja mais eficiente, não sobrando restos de açúcar no intestino.

Esse desequilíbrio intestinal muitas vezes ocorre pelo tratamento excessivo com antibióticos na primeira infância, que desequilibra a flora intestinal e permite o crescimento dos fungos. Entretanto, muitas vezes apenas um tratamento antibiótico já é suficiente para permitir o crescimento anormal de fungos intestinais.

Na medida em que tanto a incidência precoce, como a alta frequência de infecções de ouvido são associados com a severidade maior de autismo, vale a pena investigar uma conexão entre autismo e leveduras.

Muitas crianças com autismo se desenvolveram normalmente e depois regrediram. Esta regressão é associada frequentemente a ocorrência de sapinho (candidíase bucal) e/ou ao uso freqüente de antibióticos. Esses metabólitos produzidos pelas leveduras intestinais estão também associados além do autismo a outras condições neurológicas como o transtorno invasivo do desenvolvimento, as convulsões, as dificuldades de aprendizagem, ou outros distúrbios de linguagem.

Os fatores que influenciam o desencadear do autismo nestas condições provavelmente incluem os níveis dos produtos tóxicos presentes, como por exemplo, do ácido tartárico, o tempo de duração da exposição a estes produtos, o número de exposições, a idade da criança no momento da exposição e a facilidade ou não do organismo se desintoxicar destas substâncias.

A Cândida é um dos fungos intestinais mais freqüentes, possui proteínas em sua superfície (antígenos) que são semelhantes a muitos tipos de tecidos humanos, podendo ser responsável pelo desencadeamento de uma resposta imune cruzada com a placenta, o ovário, a supra-renal, o timo, o fígado, o pâncreas, a bílis e o cérebro.

Outros fatores modeladores importantes no autismo, e outras doenças relacionadas às levedura são as imunodeficiências, que são muito comuns no autismo e podem também estar presente em outros distúrbios. Alguns indivíduos podem ser tão imunodeficientes, que mesmo uma única exposição antibiótica pode alterar a flora intestinal significativamente. A própria candidíase, dependendo da cepa, pode produzir gliotoxinas, compostos que fragmentam o DNA dos glóbulos brancos do sangue, causando ou agravando a depressão do sistema imunológico.

As toxinas ambientais, também podem ser importantes no enfraquecimento do sistema imunológico.

Algumas vezes, na falha dos tratamentos naturais, é necessário fazer uso de drogas antifúngicas para o controle dos fungos intestinais. Provavelmente isso acontece quando o aporte de açúcar não foi corretamente reduzido, ou quando o sistema imunológico encontra-se enfraquecido.

BACTÉRIAS PATOGÊNICAS NA FLORA INTESTINAL - TIROSINA

Além dos fungos, a presença bactérias patogênicas como as da família dos clostrídios no intestino podem ser responsáveis pelas alterações de comportamento encontradas no autismo36. Essas bactérias produzem derivados anormais da tirosina que podem influenciar o comportamento. Devido à presença dessas bactérias, muitas vezes é necessário fazer um tratamento com metronidazol ou vancomicina seguidos de lactobacillus para normalizar a flora intestinal. A positividade nos imunotestes para o clostridium difficile, um organismo que prolifera com o uso freqüente de antibióticos como a penicillina e a tetraciclina, auxilia no diagnóstico.

Esses metabólitos bacterianos podem causar convulsões e também são encontrados em cerca de 50% dos esquizofrênicos. O ácido tartárico é lesivo para os músculos.

Os lactobacillus acidóphilus podem ser eficazes na redução desses subprodutos anormais, como a tirosina. Se as terapias mais naturais falharem, pode-se usar o metronidazol para reduzir esses subprodutos da tirosina. O Metronidazol deve ser deixado para uma segunda opção devido aos seus efeitos colaterais e pela possibilidade de afetar o equilíbrio ecológico no trato gastrintestinal e causar um crescimento de levedura sem controle. Não existe nenhuma necessidade em erradicar um organismo completamente e sim de restaurar o equilíbrio da flora intestinal, permitindo que as bactérias benéficas voltem a funcionar adequadamente. Entretanto, tratamentos mais agressivos podem ser necessários por curtos períodos de tempo em casos de disbiose microbial mais grave.

A avaliação criteriosa do sistema gastrintestinal precisa ser feita com a pesquisa de má digestão, cultura microbiológica das fezes, que inclui testes para função digestiva (alimentos não digeridos, por exemplo). O coprológico funcional, que inclui testes para avaliar a função digestiva, verificando os alimentos não digeridos, a análise da função metabólica, particularmente dos ácidos graxos de cadeia curta que refletem a atividade probiótica, microbiologia das fezes com cultura fecal e antibiograma, estudo dos fungos fecais, quantidade e tipos com antibiograma e parasitologia.

Bolte (37) sugeriu a possibilidade de uma infecção subaguda crônica de
tétano no intestino como uma das causas subjacentes do autismo, em alguns indivíduos. Clostridium tetani é uma bactéria anaeróbica onipresente que é oportunista no intestino e produz uma potente neurotoxina. Esta toxina pode mover-se a partir do intestino para o cérebro através do nervo vago. O tratamento antibiótico deve ser acompanhado por reposição da flora intestinal com probióticos de alta potência.

Finegold (38) em 2008 fez uma revisão de todas as evidências que ligam as bactérias intestinais, especialmente o clostridium, que é muito resistente aos agentes antimicrobianos mais comuns: 1- melhora dos sintomas autistas com uso de agentes antimicrobianos, como por exemplo, a vancomicina; 2- Piora do quadro nestas crianças que haviam apresentado uma melhora quando o tratamento com vancomicina é interrompido; 3- O inexplicável aumento dos quadros de autismo nos últimos anos que acompanha o aumento do uso de antibióticos na infância que causam alteração da flora intestinal; 4- O aumento dos casos em pessoas da mesma família, possivelmente devido aos esporos que ficaram no ambiente doméstico.

CORREÇÃO DA HIPERPERMEABILIDADE INTESTINAL NO AUTISMO

O epitélio da superfície luminal da parede do intestino é composta por apenas um pequeno número de células em camadas espessas, tendo como função de absorver nutriente eficientemente agindo também como uma barreira para impedir que outras substâncias do conteúdo intestinal possam entrar na circulação sanguínea. Uma grande variedade de agentes agressores pode aumentar a permeabilidade desta camada.

Estudos realizados em autistas têm demonstrado uma grande frequência de alterações da permeabilidade intestinal. Os estados inflamatórios do intestino geralmente provocam aumento da permeabilidade intestinal, causando deficiências nutricionais. Eles podem ser devidos a alergias ou intolerância alimentar, quadros de infecção, sobrecrescimento da Cândida, parasitas, xenobióticos, substâncias tóxicas e drogas de efeito oxidante ou inflamatório. A aspirina, por exemplo, pode danificar o muco protetor da mucosa intestinal podendo causar alteração da permeabilidade.

O diagnóstico das alterações da permeabilidade intestinal e o seu tratamento devem ser realizados antes de outras condutas para poder beneficiar mais o autista.
Medidas para corrigir a hiperpermeabilidade intestinal incluem a correção de outras anormalidades digestivas, tais como insuficiência pancreática, disbiose, crescimento aumentado de candidíase ou outros fungos, parasitas e assim por diante.

A suplementação com o aminoácido L-glutamina deve ser feita para que se o enterócito se restabeleça.

Para garantir a digestão mais eficiente dos alimentos e, para minimizar a alergenicidade, as enzimas digestivas como a protease, a amilase e a lipase devem ser acrescentadas.

EFEITOS DA SECRETINA NO AUTISMO

Secretina é uma pequena proteína de 27 aminoácidos, que é um hormônio neuropetptídeo normalmente secretado pelas células do trato intestinal alto. Ela é secretada em resposta a entrada dos alimentos no estômago e estimula o pâncreas a liberar bicarbonato, que aumenta o pH intestinal e faz com que as enzimas mais tarde secretadas pelo pâncreas possam trabalhar na sua capacidade ótima.

Ela também estimula a liberação da bile do fígado e da pepsina do estômago. Como os distúrbios gastrintestinais são encontrados em 2/3 dos autistas, o uso da secretina pode trazer um benefício concreto. No rato, foram encontrados receptores para secretina no cérebro e a secretina injetada no cérebro ativou a amídala cerebral.

Em 1998 um pequeno estudo com 3 crianças autistas mostrou que a secretina melhorou de forma impressionante a socialização e a comunicação em paralelo à melhora do trato gastrintestinal. Uma meta análise realizada no ano 2000 concluiu sobre a possibilidade da secretina melhorar 1 em cada 10 crianças autistas. As crianças com quadros severos de autismo responderam melhor a secretina. A melhora foi observada no comportamento, contato visual e na comunicação espontânea. Entretanto, no estudo duplo cego contra placebo conduzido pela indústria do medicamento, a taxa de melhora evidenciada pelos pais não foi tão boa quanto a observada pelos profissionais envolvidos. A melhora foi observada no comportamento, contato visual e na comunicação espontânea.

A secretina pode ser administrada por via oral, EV, IM, transdérmica ou em supositórios. A secretina é segura e com efeitos adversos leves. Atualmente os estudos estão na fase III para aprovação pelo FDA.

Outro hormônio do intestino delgado, a colecistocinina (CCK), funciona de modo similar a secretina. Mas, a deficiência de sulfação encontrada em muitos autistas, pode comprometer sua atividade. Os pais referem que a CCK é eficaz quando tomada por via oral.


CONCLUSÃO

Atualmente, o autismo precisa ser visto como uma doença multifatorial e o tratamento realizado por uma equipe multiprofissional, aonde diversas abordagens precisam ser realizadas com o objetivo de encontrar o melhor caminho para o tratamento.

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS


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32. FEINGOLD, B.F. Hyperkinesis and learning disabilities linked to artificial food flavors and colors. Am J Nurs; 75:797–803, 1975.

33. ROWE, K.S. Synthetic food colourings and 'hyperactivity': a double-blind crossover study. Aust Paediatr J; 24(2):143-7,1988.

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FONTE

terça-feira, 8 de junho de 2010

Conheça as substâncias nocivas mais próximas de você

Matéria Publicada no site da CNN no dia 31 de maio de 2010 (Parte do Programa Especial Toxic America)

5 substâncias tóxicas que estão espalhadas pelo mundo todo: Como se proteger

Pesquisas recentes têm associado 5 ,que estão entre os mais utilizados no mundo todo, à uma série de doenças incluindo o câncer, problemas sexuais e comportamentais.
Nós os encontramos diariamente em garrafas de plástico, embalagens para guardar alimentos, papel filme, latas, acessórios de cozinha, eletrodomésticos, carpetes, cortinas de banheiro, roupas, produtos de higiene pessoal, móveis, TVs, eletrônicos, colchas e lençóis, colchões e almofadas. Resumindo, é muito provável que todos os ambientes em quase todas as casas dos Estados Unidos contenha no mínimo um desses químicos, muitos não existiam a um século atrás.

Os 5 químicos são o bisfenol A, ou BPA; ftalatos; ácido perfluoro-octanoico (PFOA); formaldeído e os PBDEs – difenil éteres polibromados. Testes revelam que os químicos já estão presentes na maioria das pessoas, mas será que ameaçam a saúde de crianças e também a nossa?

O que já sabemos sobre os 5 químicos:

BPA – BISFENOL A
O que faz: BPA é um polimero usado na fabricação de plástico policarbonato, leve, transparente, resistente ao calor e quase inquebrável. É também usado em resinas epoxy.
Onde é encontrado: Garrafas de água, mamadeiras, embalagens plásticas para acondicionamento de alimentos reutilizáveis, talheres plásticos, copos infantis, revestimento interno (resina epóxi) em latas, tampas de jarras, CDs, equipamentos elétricos e eletrônicos e seladores dentais.
Como estamos expostos: Ao consumir alimentos ou bebidas acondicionadas em embalagens que contenham BPA. Crianças e bebês também podem se expor no contato com materiais que contenham BPA pela mão e depois a boca. O BPA também migra de seladores dentais em bocas de pacientes. Fetos são expostos já na barriga da mãe. Quase todos já se expos alguma vez na vida. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças no Estados Unidos encontrou BPA na urina de 93% das pessoas testadas.
Efeitos na saúde: O Conselho Americano da Indústria Química (American Chemistry Council), afirma que a exposição é tão baixa que não prejudica a saúde. Um estudo de 5 anos promovido pela organização Kaiser Permanente com trabalhadores chineses revelou a associação de altas doses de exposição ao BPA à redução na atividade sexual de homens. Essa pesquisa, juntamente com estudos recentes, sugere que o BPA é um potencial cancerígeno que atua como o estrogênio, hormônio feminino e interfere no extremamente delicado sistema endócrino. De acordo com o FDA (Food and Drug Administration), esses estudos sugerem que o BPA pode afetar o cérebro, o comportamento e a glândula da próstata em fetos, bebês e crianças.
Regulamentação nos Estados Unidos: O BPA foi declarado recentemente como um químico preocupante, uma das cinco substâncias que a agência está focando para obter maiores esclarecimentos e possivelmente uma regulamentação mais rígida. (As outras substâncias são: ftalatos, parafinas cloradas de cadeia curta, PBDEs e químicos perfluorados incluindo o PFOA). O FDA permite o uso do BPA em embalagens alimentares
O que você pode fazer para diminuir sua exposição: Compre embalagens e garrafas reutilizáveis para acondicionar alimentos e líquidos de aço inox e vidro. Se preferir o plástico, olhe o número de reciclagem na parte posterior do produto. Se ele tem o número 7, assuma que tem BPA, a não ser que esteja explicitamente dizendo que é BPA fere. Consuma alimentos congelados ou frescos ao invés de enlatados. Outras precauções incluem não esquentar no microondas ou colocar alimentos e bebidas quentes em embalagens plásticas e descartar mamadeiras e copos infantis de plástico que estejam arranhados.

FTALATOS
O que eles fazem: Essa família de químicos torna o plástico mais maleável. Eles também são usados como conectores de químicos.
Onde são encontrados: Xampus, condicionadores, sprays de cabelo, perfumes, colônias, sabão, esmalte de unha, cortinas de plástico de banheiro, cânulas médicas, bolsa para administração intravenosa, pisos de vinil, papéis de parede, embalagens alimentares e revestimento externo de capsulas programadas farmacêuticas.
Como estamos expostos: Ftalatos são absorvidos pela no uso de produtos de higiene pessoal, ingerido em medicamentos, alimentos, água e poeira. Recém-nascidos podem ser expostos através do uso de xampus, loções e talcos. Fetos podem ser expostos ainda na barriga. Virtualmente todos estão expostos aos ftalatos.
Efeitos na saúde: Um novo estudo feito pelo Mount Sinai Center for Children’s Environmental Health and Disease Prevention Research revelou uma associação estatística entre a exposição pré-natal de ftalatos e a incidência de ADHD – Transtorno do déficit de Atenção/Hiperatividade anos depois. Ftalatos são considerados interferentes endócrinos e estudos também revelaram uma associação estatística entre a exposição aos ftalatos e o desenvolvimento sexual masculino. Pesquisas também observaram que os ftalatos interferem no desenvolvimento reprodutivo em animais do sexo masculino em laboratório.
Regulamentação nos Estados Unidos: Ftalatos estão na lista de “químicos preocupantes”do EPA. O FDA permite o uso de ftalatos em embalagens alimentares. O governo americano proibiu no ano passado o uso de 6 ftalatos na fabricação de brinquedos e produtos infantis.
O que você pode fazer para diminuir sua exposição: Evite xampus, condicionadores e outros produtos de higiene pessoal que listem “fragrância”como um ingrediente. Elas podem conter ftalatos. (Empresas não precisam divulgar o ingrediente das fragrâncias e a indústria afirma que esse ftalato é seguro.) O governo americano recentemente eliminou uma fonte de exposição ao proibir a venda de brinquedos que contenham qualquer um dos 6 ftalatos.

ÁCIDO PERFLUORO-OCTANOICO (PFOA – também conhecido como C8);
O que faz: O PFOA é usado na produção de Teflon e milhares de outros produtos não aderentes e resistentes a manchas e à água.
Onde é encontrado: O PFOA está presente no Teflon e em outros revestimentos não aderentes e resistentes a manchas ou à água. Esses revestimentos são usados em equipamentos culinários, roupas resistentes à água, móveis, carpetes e milhares de outras aplicações industriais. O PFOA também pode se formar na quebra ou degradação desses produtos.
Como estamos expostos: Respirando ar contaminado e comendo bebidas e alimentos contaminados. Alguns pesquisadores afirmam que panelas não aderentes soltam vapores de PFOA que contaminam a comida preparada.
Efeitos na saúde: Quase todas as pessoas possuem PFOA em seu sangue. O PFOA causa câncer e problemas de desenvolvimento em animais de laboratório. O EPA concluiu em sua pesquisa que o PFOA provavelmente é carcinogênico mas as pesquisas não foram suficientes para determinar seu potencial carcinogênico em humanos.
Regulamentação nos Estados Unidos: O PFOA é considerado um “químico preocupante”pelo EPA.
O que você pode fazer para diminuir sua exposição: O EPA não recomenda nenhuma ação para diminuir a exposição ao PFOA. Você pode reduzir sua exposição usando panelas de aço inox ou ferro. Caso utilize panelas não aderentes, não as esquente demasiadamente, pois podem liberar gases tóxicos.

FORMALDEÍDO
O que faz: Formaldeído é um ingrediente de resinas que age como uma cola na fabricação de compensados de madeira.
Onde é encontrado: Em compensados como prateleiras, painéis e painéis de fibra; também em colas, adesivos e alguns tipos de tecido.
Como estamos expostos: Ao respirar gases liberados por produtos que contêm formaldeído. A fumaça de carros e cigarros também contem formaldeído.
Efeitos na saúde: O formaldeído é um conhecido carcinogênico que provoca câncer respiratório ou gastrointestinal. Os vapores do formaldeído podem causar náusea, irritação na pele, olhos lacrimejantes ou ardência nos olhos, nariz e garganta.
O que você pode fazer para diminuir sua exposição: Comprar móveis sem formaldeído elimina grande parte da exposição que enfrentamos. Se você tem produtos que contêm formaldeído, aumente a ventilação, reduza a umidade com ar condicionado ou desumidificadores e mantenha sua casa fresca.

PBDEs – difenil éteres polibromados
O que eles fazem: PBDEs são um grupo de químicos utilizados como anti-inflamáveis, o que significa que eles reduzem a possibilidade de um material pegar fogo ou diminuem a velocidade da queima.
Onde são encontrados: PBDEs são encontrados em TVs, computadores, insulação de cabos e espuma de móveis. Ao longo do tempo, TVs e outros produtos liberam PBDEs que se acumula na poeira. Mais de 56 milhões de PBDEs são produzidos anualmente no mundo e eles não se desintegram facilmente.
Como estamos expostos: Engolir poeira contaminada com PBDE e o contato com essa poeira são as duas principais rotas do químico para nosso corpo, eles depois se acumulam no tecido adiposo. Podemos também nos expor pela comida ou água. Bebês recém-nascidos que são amamentados estão expostos aos PBDEs pelo leite da mãe e possuem uma exposição maís alta comparada ao seu peso, seguida de bebês e crianças pequenas de acordo com dados do Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos (Centers for Disease Control and Prevention). Níveis em humanos têm crescido rapidamente desde que os PBDEs foram introduzidos nas décadas de 1960 e 1970.
Efeitos na saúde: PBDEs acumulam no corpo. Testes toxicológicos mostram que o PBDEs podem danificar o fígado e os rins e afetar o cérebro e o comportamento, de acordo com o EPA.
Regulamentação nos Estados Unidos: Em dezembro o EPA classificou os PBDEs como “químicos preocupantes”.
O que você pode fazer para diminuir sua exposição: Evite comprar produtos que sejam anti-inflamáveis e não deixe poeira acumular em sua casa.

FONTE

Leia mais em: http://www.otaodoconsumo.com.br/

segunda-feira, 7 de junho de 2010

O Diabo veste vermelho (corante nos alimentos)

por Américo Canhoto

Neste lindo planeta azul… todo mundo concorda que a luz do sol que nos ilumina é que dá colorido ás nossas vidas. Quando queremos dizer que algo nos deprime dizemos que está cinzento ou a coisa está preta. Quando dias nublados e chuvosos se sucedem; muitas pessoas tornam-se tristes e até depressivas; embora em certas regiões sejam obrigadas a se adaptar.

Nas dietas saudáveis busca-se além da tradicional tolerância a combinação de cores na hora de fazer o prato. Claro que não nestas bandas; onde se enche o bucho com arroz e feijão e uma misturinha básica, amarronzada, cinzenta ou até colorida com o verdinho de uma folha de alface ou um vermelhinho descorado de uma rodela de tomate; ás vezes prá quebrar o galho uma rodela branquela de cebola. Comida colorida é coisa de esquisitos ou de boiolas. Mas, que o amarelinho de um chip vai bem; isso vai… Empurrado com uma gasosa amarronzada, vermelha, vinho; até verde serve; desce que nem quiabo…


Muitas mentes “cientificamente” sábias se escandalizam ao “tomarem” conhecimento de que até há tratamentos baseados nas cores: Cromoterapia.

Segundo a Wikipédia;
Cromoterapia
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Cromoterapia é a prática da utilização das cores na cura de doenças. Vem sendo utilizada pelo homem desde as antigas civilizações — como Egito antigo, Índia, Grécia e China — com o objetivo de harmonizar o corpo, atuando do nível físico aos mais sutis. Para Hipócrates, saúde e doença dependem da harmonia entre meio ambiente, corpo e mente.

Os adeptos da cromoterapia entendem que cada cor possui uma vibração específica e uma capacidade terapêutica. Isaac Newton no século XVII conseguiu descobrir as cores do arco-íris friccionando um prisma. O cientista alemão Johann Wolfgang von Goethe, no século XVIII, pesquisou durante cerca de 40 anos as cores e descobriu que o vermelho tem propriedade estimulante no organismo, o azul acalma, o amarelo provoca sensações de alegria, e o verde é repousante.

Esses efeitos são mais ou menos intensos, dependendo da tonalidade usada. A cromoterapia do século XXI utiliza-se de tecnologia, e é baseada nas sete cores do espectro solar. Um pequeno bastão do tamanho de um lápis e com uma lâmpada de 25 watts é utilizado no tratamento. Ele é colocado a 5 centímetros da pele, e ali permanece por aproximadamente 3 minutos. A cromoterapia consta da relação das principais terapias alternativas ou complementares reconhecidas pela OMS desde 1976, de acordo com a Conferência Internacional de Atendimentos Primários em Saúde de 1962, em Alma-Ata, no Cazaquistão.

Não é reconhecida pela comunidade científica. Entretanto já existem alguns estudos sérios apontando a influência das cores na saúde humana, nomeadamente na área de biomidiologia. Um deles foi desenvolvido pelo Prof. Flávio Mario de Alcântara Calazans[1], baseado no episódio exibido em 1997 do Desenho Pókemon, em que uma alternância luminosa de cores de espectro oposto no círculo cromático na face de um dos personagens (Pikachu) causou episódios coletivos de epilepsia em crianças japonesas. As cores foram o azul, reconhecido por relaxar o ritmo cardíaco, e o vermelho, cor quente e estimulante.

Ainda, de acordo com o professor:
“1) Vermelho-610 a 760 nanômetros, ondas longas, de grande intensidade, tempo fisiológico de percepção = 0,02 de segundo; acelera o batimento cardíaco, eleva a pressão sanguínea, provoca tensão e agressividade.
2) Branco-sobreposição de todos os comprimentos de onda, sobrecarrega o nervo óptico e o córtex visual primário e secundário (na parte posterior do crânio, acima da vértebra Atlas, sob o osso occipital) saturando e cansando em curto intervalo de tempo e provocando ofuscamento e fadiga-stress.
3) Azul-450 a 500 nanômetros, ondas curtas de intensidade fraca, tempo fisiológico de percepção = 0,06 de segundo; equilibra o ritmo cardíaco, reduz a pressão sistólica, relaxa e acalma. ”

Por este episódio, fica relatado o efeito maléfico das variações luminosas intermitentes, numa doença conhecida como Epilepsia Sensitiva Cromática. Entretanto, estudos de duplo-cego refutando ou confirmando os efeitos benéficos da cromoterapia na saúde humana ainda são ausentes na Ciência médica. O efeito da cromoterapia segue sendo uma hipótese não falseável[2]

Ainda, na área de Teoria das Cores, Goethe, no século XIX, descobriu aspectos fisiológicos das cores posteriormente estudados por Paul Klee e Kandinsky, em seus tratados sobre a Gestalt.
Obtida de “http://pt.wikipedia.org/wiki/Cromoterapia”
Categoria: Medicina alternativa

Nosso bate papo de hoje nada tem a ver com cores, especificamente; mas com a química: os venenos chamados corantes. Especialmente os “diabinhos vermelhos” mais conhecidos.

Com relação aos produtos “odorantes” fica prá outra hora; mas, que dá vontade de falar dá. Vamos lançar a idéia prá virar projeto de lei como ação popular, que restrinja o consumo de alimentos com odorantes apenas aos espaços abertos; tal e qual a lei antifumo. Ninguém merece sentir aquele cheiro de chulé dos chips com odorantes de bacon e outros bichos – alguns relembram suor; e outros odores que até atrapalham a vida sexual dos casais. – imagine uma mulher que acabou de comer um salgadinho; caso ela não lave as mãos umas dez vezes; nem dez Viagras vão atiçar o maridão…

Corante é elemento maligno escondido dentro de produtos com rótulos atrativos desenvolvidos especialmente para atrair cobaias. As cobaias costumam reclamar que a medicina da atualidade é apelativa; pois, todos os seus males ou é alergia ou virose.

Mas, consomem corantes, adoidado; nos chamados alimentos práticos.

No entanto; pesquisas indicam que os corantes estão relacionados com processos alérgicos, hiperatividade, câncer, anemia, insônia, impulsividade, asma, bronquite, cefaléias. Claro que os coloridos não trabalham sozinhos – eles se associam aos conservantes; estabilizantes; edulcorantes; espessantes, formol e outros bichos nunca dantes imaginados.

Mesmo quem teoricamente defende o “consumidor” nesta região ANVISA E IDEC, está sempre na rabeira dos acontecimentos; quando se descobre alguma coisa; a vaca já foi pro brejo – além do mais, a inércia e o poder da grana da indústria nos levam a consumir produtos com substância que já foram proibidas em outros países desde o milênio passado.

O que fazer?
Para quem quiser deixar de ser cobaia; na medida do possível, evite tudo que seja industrializado e colorido artificialmente. Não confie em marcas; não as há; seguras; pois todas são dirigidas por pessoas formadas dentro do atual modelo educacional. Uma questão básica: em todos os rótulos de alimentos deveria constar, quais os produtos usados; e o que eles poderiam provocar nos consumidores. Bela piada; gostou? – Se nem nos remédios tipo B.O é colocado na bula os possíveis danos – mas, pelo menos o marketing oficial é engraçado: “A persistirem os sintomas – um médico deve ser consultado” – leia a bula – consulte um farmacêutico – Rssssssss.

O IDEC aponta algumas suspeitas que pairam sobre cada corante:

Vermelho:
- O 40: pode provocar hiperatividade em crianças, quando associado ao benzoato de sódio. Banido na Alemanha, Áustria, França, Bélgica, Dinamarca,Suécia e Suíça.
- O ponceau 4r: ligado á anemia e á impulsividade quando associado ao benzoato. Banido nos EUA e Finlândia.
- O eritrosina: suspeito de causar câncer em ratos. Banido nos EUA e Noruega.
- Bordeaux: Poe levar a crises asmáticas e eczemas. Banido nos EUA, na Áustria, Noruega e Rússia.

Verde:- Misto: combinação de corantes amarelos com os azuis origina a pigmentação verde, que carrega consigo a característica presumida de ambos os compostos.

Azul:
- Brilhante: pode desencadear irritações cutâneas e constrição brônquica se associado a outros corantes. Banido na Suíça, Alemanha, Áustria, França, Bélgica, Noruega e Suécia.

Amarelo:- Amarelo crepúsculo: pode provocar hiperatividade quando associado ao benzoato de sódio. Banido na Finlândia e Noruega.
- Amarelo quinolina: suspeito de causar hiperatividade quando associado ao benzoato.
- Amarelo tartrazina: pode provocar reações alérgicas como asma, bronquite, rinite, urticária, eczema, dor de cabeça, insônia, falta de concentração. No Brasil, Inglaterra e EUA seu uso deve ser indicado nos rótulos por extenso e não em códigos.

Brincando de imaginar:
Imagine todos esses produtos misturados aos venenos usados na agricultura (alguns proibidos no mundo todo; mas, aqui pode); mais os remédios que as pessoas tomam todos os dias, somado a um monte de coisas – provavelmente nem será preciso desastres físicos para desmontar a atual humanidade.

Sobrarão os mutantes? – Em quanto tempo?

Não é a toa que o criador deste universo, quer devolver a franquia à Fonte Criadora, pediu demissão e chamou Jesus para tentar consertar. Nenhum corpo físico, por mais perfeito e maravilhoso que seja; uma obra de arte da engenharia cósmica será capaz de ser comandado por seres cabeça de minhoca, em corpo de gente.

O diabo veste vermelho; e sua parte amarela fede que só o capeta!

HÁ SOLUÇÃO?

Américo Canhoto - Clínico Geral, médico de famílias há 30 anos. Pesquisador de saúde holística. Uso a Homeopatia e os florais de Bach. Escritor de assuntos temáticos: saúde – educação – espiritualidade. Palestrante e condutor de workshops. Coordenador do grupo ecumênico “Mãos estendidas” de SBC. Projeto voltado para o atendimento de pessoas vítimas do estresse crônico portadoras de ansiedade e medo que conduz a: depressão, angústia crônica e pânico.

* Colaboração de Américo Canhoto para o EcoDebate, 07/06/2010


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Parte II do Post.

Fiz uma busca na internet, a fim de encontrar a tabela com códigos dos corantes. A lista é grande e por fim encontrei a legistação do Brasil. Nosso país tem uma lista pequena de corantes permitidos, porém os nossos permitidos são expressamente proibidos em diversos países. Vamos lá...

Regulação
A segurança no uso de corantes alimentares é testada em diversos órgãos ao redor do mundo e às vezes diferentes órgãos possuem diferentes pontos de vista sobre a segurança destes produtos. Nos Estados Unidos, são emitidos pela FFDCA (Federal Food, Drug, and Cosmetic Act) números aos corantes alimentares sintéticos aprovados e que não existem naturalmente. Já na União Européia, a letra E (seguida de um número ), é utilizado para todos os aditivos aprovados para aplicação em alimentos. Nesse sistema de classificação, os corantes compreendem a faixa E100 até E199. Quase todos os outros países têm suas próprias regulamentações e listas de corantes alimentares que podem ser empregados, incluindo quais os limites máximos diários de ingestão de cada substância.


No Brasil os corantes permitidos são:

1) Tartrazina - E102 ou C.I. 19140
É corante amarelo-alaranjado de bebidas, pudins, molhos e doces em geral. Pode provocar: reações alérgicas como asma, bronquite, rinite, náusea, broncoespasmo, urticária, eczema, dor de cabeça, eosinofilia e inibição da agregação plaquetária à semelhança dos salicilatos. Insônia em crianças associada à falta de concentração e impulsividade. Reação alérgica cruzada com salicilatos (ácido acetilsalicílico), hipercinesia em pacientes hiperativos. Pode provocar hiperatividade em crianças quando associado ao benzoato de sódio. No Brasil, nos EUA e na Inglaterra seu uso deve ser indicado nos rótulos.

2) Verde Rápido - E142

3) Amarelo Crepúsculo - E110, Amarelo 6 ou C.I. 15985. Pode provocar reações anafilactóides, angioedema, choque anafilático, vasculite e púrpura. Reação cruzada com paracetamol, ácido acetilsalicílico, benzoato de sódio (conservante) e outros corantes azóicos como a tartrazina. Pode provocar hiperatividade em crianças quando associado ao benzoato de sódio. Banido na Finlândia e Noruega.

4) Azul Patente V - E131
Corante azul-violeta usado em confeitaria: produz hiperatividade infantil, crises de asma, reações alérgicas similares à aspirina e outras intolerâncias.

5) Amaranto - E123, Vermelho 2, Vermelho Ácido 27 ou C.I. 16185 (Banido nos EUA em 76 por suspeitas de ser carcinogênico).

6) Azorrubina - E122
Corante púrpura-avermelhado usado em bebidas de framboesa e confeitaria: produz as mesmas reações da tartrazina.

7) Ponceau 4R - C.I. 16255 ou Vermelho Cochineal A, C.I. Vermelho Ácido 18, Escarlate Brilhante 4R ou E124. Corante vermelho usado em produtos à base de morango, balas, pudins e bolos. Está relacionado à anemia e doenças renais, associado à falta de concentração e impulsividade e pode provocar hiperatividade em crianças quando associado ao benzoato de sódio. Banido nos EUA e na Finlândia.

8) Vermelho 40 - Conhecido também como Vermelho Allura, Vermelho Alimentício 17, C.I. 16035 ou E129. Pode provocar: Pode provocar hiperatividade em crianças quando associado ao benzoato de sódio. Banido na Alemanha, Áustria, França, Bélgica, Dinamarca, Suécia e Suíça.

9) Eritrosina - E127, conhecida também pelo nome de Vermelho número 3, é um corante de cor vermelho-cereja. Suspeito de causar câncer de tireóide em ratos. Banido nos EUA e na Noruega.

10) Azul Indignotina - Também conhecido por Azul número 2 ou E132. É o mesmo corante conhecido por Indigo Blue (o mesmo do Sr. Baeyer, aquela das calças jeans).

11) Azul Brilhante - Também conhecido pelo nome de Azul número 1, Azul Ácido 9 ou E133. Ele pode ser combinado com a tartrazina a fim de produzir uma gama variada de verdes, já que a maioria dos corantes verdes artificiais é tóxica para consumo humano. Pode provocar: Irritações cutâneas e constrição brônquica, quando associado a outros corantes. Banido na Alemanha, Áustria, França, Bélgica, Noruega, Suécia e Suíça.

Corantes alimentares naturais
O corante caramelo (E150) é encontrado nos produtos à base de extrato de noz-de-cola. É produto da caramelização do açúcar. O colorau é um pó laranja-avermelhado extraído da semente do urucuzeiro, uma árvore natural de países da América tropical, como o Brasil. A Chlorella é verde, e deriva das algas. O carmim é um corante derivado da cochonilha, um inseto popularmente conhecido como pulgão. O suco de beterraba, a cúrcuma, o açafrão e as plantas do gênero Capsicum são também utilizados como corantes. O dióxido de titânio (E171), um pó que produz coloração branca nos alimentos, é encontrado naturalmente em minerais.

Problemas de saúde
A Noruega baniu todos os produtos contendo creosoto mineral e derivados em 1978. Uma nova legislação revogou esse banimento em 2001, depois de regulamentação da União Européia. Similarmente, muitos corantes aprovados pela FFDCA foram banidos da UE.

Guia do Consumidor

Os aditivos se dividem da seguinte maneira:



Códigos das CLASSES dos corantes (INS - Sistema internacional de Numeração)

Corantes naturais C.I (Corante de Urucum, Carmin de Cochonilha, Corante de Cúrcuma, Corante de Clorofila, Corante de Páprica, Corante de Beterraba, Corantes de Antocianina)
Corantes artificiais C.II
Corantes sintéticos idênticos aos naturais C.III
Corantes inorgânicos C.IV
Corantes caramelo C.IV

Código dos corantes de 100-199
100-109 – amarelos
110-119 – laranjas
120-129 – vermelhos
130-139 – azuis e violetas
140-149 – verdes
150-159 – castanhos e pretos
160-199 – outras

Código dos Conservantes de 200-299
200-209 – sorbatos
210-219 – benzoatos
220-229 – sulfitos
230-239 – fenóis e formatos (metanoatos)
240-259 – nitratos
260-269 – acetatos (etanoatos)
270-279 – lactatos
280-289 – propionatos (propanoatos)
290-299 – outros

Código de Antioxidantes e Reguladores de acidez de 300-399
300-309 – ascorbatos (vitamina C)
310-319 – galatos e eritorbatos
320-329 – lactatos
330-339 – citratos e tartaratos
340-349 – fosfatos
350-359 – malatos e adipatos
360-369 – succinatos e fumaratos
370-399 – outros

Código de Espessantes, estabilizadores gelificantes e emulsionantes de 400-499
400-409 – alginatos
410-419 – gomas naturais
420-429 – outros agentes naturais
430-439 – compostos de polioxietileno
440-449 – emulsionantes naturais
450-459 – fosfatos
460-469 – compostos de celulose
470-489 – compostos de ácidos gordoss e seus compostos
490-499 – outros

Código de Reguladores de pH e antiaglomerantes de 500-599
500-509 – ácidos e bases minerais
510-519 – cloretos e sulfatos
520-529 – sulfatos e hidróxidos
530-549 – compostos de metais alcalinos
550-559 – silicatos
570-579 – estearatos e gluconatos
580-599 – outros

Código de Intensificadores de sabor de 600-699
620-629 – glutamatos
630-639 – inosinatos
640-649 – outros

Código de vários outros aditivos de 900-999
900-909 – ceras
910-919 – agentes de revestimento e brilho sintéticos
920-929 – melhorantes
930-949 – gases de embalagem
950-969 – Edulcorantes
990-999 – Agentes de espuma

Químicos adicionais de 1100-1599.
São os produtos químicos recentes que não se encaixam no sistema de classificação existente


GUIA DE CÓDIGOS pelo SISTEMA E

Corantes
E100 Curcumina
E101 Riboflavina (OGM?)
E101a Riboflavina-5'-fosfato (OGM?)
E102 Tartrazina (PRA)
E104 Amarelo quinoleína (PRA)
E110 Amarelo sol FCF (PRA)
E120 Cochonilha, Ácido carmínico e carminas (PRA) (OA)
E122 Carmosina, Azorubina (PRA)
E123 Amaranto (PRA)
E124 Ponceau 4R, Vermelho cochonilha A (PRA)
E127 Eritrosina (PRA)
E128 Vermelho 2G (PRA)
E129 Vermelho AC (PRA)
E131 Azul patenteado V (PRA)
E132 Indigotina (PRA)
E133 Azul brilhante FCF (PRA)
E140 Clorofilas e clorofilinas
E141 Complexos cúpricos de clorofila
E142 Verde S (PRA)
E150a Caramelo
E150b Caramelo sulfítico cáustico (OGM?)
E150c Caramelo de amónia (OGM?)
E150d Caramelo sulfítico de amónia (OGM?)
E151 Negro PN, Negro brilhante (PRA)
E153 Carvão vegetal (OGM?) (OA ?)
E154 Castanho FK (PRA)
E155 Castanho HT (PRA)
E160a α-Caroteno, β-caroteno, γ-caroteno
E160b Anato, bixina, norbixina (PRA)
E160c Extracto de pimentão, capsantina e capsorubina
E160d Licopeno (OGM?)
E160e β-apo-8'-carotenal (C 30)
E160f Éster etílico de ácido β-apo-8'-caroténico (C 30)
E161b Luteína
E161g Cantaxantina (OA?)
E162 Vermelho de beterraba
E163 Antocianina
E170 Carbonato de cálcio, calcário
E171 Dióxido de titânio
E172 Óxidos e hidróxidos de ferro
E173 Alumínio
E174 Prata
E175 Ouro
E180 Litolrubina BK

Conservantes
E200 Ácido sórbico
E202 Sorbato de potássio
E203 Sorbato de cálcio
E210 Ácido benzóico (PRA)
E211 Benzoato de sódio (PRA)
E212 Benzoato de potássio (PRA)
E213 Benzoato de cálcio (PRA)
E214 p-hidroxibenzoato de etilo (PRA)
E215 Sal de sódio de p-hidroxibenzoato de etilo (PRA)
E216 p-hidroxibenzoato de propilo (PRA)
E217 Sal de sódio de p-hidroxibenzoato de propilo (PRA)
E218 p-hidroxibenzoato de metilo (PRA)
E219 Sal de sódio de p-hidroxibenzoato de metilo (PRA)
E220 Dióxido de enxofre (PRA)
E221 Sulfito de sódio (PRA)
E222 Bissulfito de sódio (PRA)
E223 Metabissulfito de sódio (PRA)
E224 Metabissulfito de potássio (PRA)
E226 Sulfito de cálcio (PRA)
E227 Bissulfito de cálcio (PRA)
E228 Bissulfito de potássio (PRA)
E230 Bifenilo, difenilo
E231 Ortofenilfenol
E232 Ortofenilfenato de sódio
E234 Nisina
E235 Natamicina, Pimaracina
E239 Hexametilenotetramina
E242 Dicarbonato dimetílico
E249 Nitrito de potássio
E250 Nitrito de sódio
E251 Nitrato de sódio
E252 Nitrato de potássio (OA?)
E260 Ácido acético
E261 Acetato de potássio
E262 Acetato de sódio
E263 Acetato de cálcio
E280 Ácido propiónico
E281 Propionato de sódio
E282 Propionato de cálcio (PRA)
E283 Propionato de potássio
E284 Ácido bórico
E285 Tetraborato de sódio ou Borax
E296 Ácido málico
E1105 Lisozima


Antioxidantes
E300 Ácido ascórbico (Vitamina C)
E301 Ascorbato de sódio
E302 Ascorbato de cálcio
E304 Ésteres de ácidos gordos do ácido ascórbico a) palmitato de ascorbilo e b) estearato de ascorbilo
E306 Extractos naturais ricos em tocoferóis (OGM?)
E307 α-tocoferol (sintético) (OGM?)
E308 γ-tocoferol (sintético) (OGM?)
E309 δ-tocoferol (sintético) (OGM?)
E310 Galato de propilo (PRA)
E311 Galato de octilo (PRA)
E312 Galato de dodecilo (PRA)
E315 Ácido eritórbico
E316 Eritorbato de sódio
E320 Butil-hidroxianisolo ou (BHA)
E321 Butil-hidroxitolueno ou (BHT) (PRA)


Emulsionantes, estabilizadores, espessantes e gelificantes
E322 Lecitinas (emulsionante)
E330 Ácido cítrico
E400 Ácido algínico (espessante, emulsionante, estabilizador, gelificante)
E401 Alginato de sódio (espessante, emulsionante, estabilizador, gelificante)
E402 Alginato de potássio (espessante, emulsionante, estabilizador, gelificante)
E403 Alginato de amónio (espessante, emulsionante, estabilizador)
E404 Alginato de cálcio (espessante, emulsionante, estabilizador, gelificante)
E405 Alginato de propilenoglicol) (espessante, emulsionante, estabilizador)
E406 Ágar-ágar (espessante, estabilizador, gelificante)
E407 Carragenina (espessante, emulsionante, estabilizador, gelificante) (PRA)
E407a Algas Eucheuma transformadas (espessante, emulsionante, estabilizador, gelificante)
E410 Farinha de semente de alfarroba (espessante, emulsionante, estabilizador, gelificante)
E412 Goma de guar (espessante, estabilizador)
E413 Goma adragante (espessante) (estabilizador, emulsionante) (PRA)
E414 Goma arábica (espessante) (estabilizador, emulsionante) (PRA)
E415 Goma xantana (espessante) (estabilizador) (OGM?)
E416 Goma karaya (espessante) (estabilizador, emulsionante) (PRA)
E417 Goma de tara (espessante) (estabilizador)
E418 Goma gelana (espessante) (estabilizador, emulsionante)
E432 Polissorbato 20 (emulsionante) (OA?)
E433 Polissorbato 80 (emulsionante) (OA?)
E434 Polissorbato 40 (emulsionante) (OA?)
E435 Polissorbato 60 (emulsionante) (OA?)
E436 Polissorbato 65 (emulsionante) (OA?)
E440 Pectina e pectina amidada (emulsionante)
E442 Fosfatidato de amónio
E444 Ésteres acético e isobutírico da sacarose (emulsionante)
E445 Ésteres de glicerol da colofónia (emulsionante)
E450 Difosfatos: (i) Difosfato dissódico (ii) Difosfato trissódico (iii) Difosfato tetrassódico (iv) Difosfato dipotássico (v) Difosfato tetrapotássico (vi) Difosfato dicálcico (vii) Hidrogenodifosfato de cálcio (emulsionante)
E451 Trifosfatos: (i) Trifosfato pentassódico (ii) Trifosfato pentapotássico (emulsionante)
E452 Polifosfatos: (i) Polifosfatos de sódio (ii) Polifosfatos de potássio (iii) Polifosfatos de sódio e cálcio (iv) Polifosfatos de cálcio (emulsionante)
E460 Celulose (i) Celulose microcristallina (ii) celulose em pó (emulsionante)
E461 Metilcelulose (emulsionante)
E463 Hidroxipropilcelulose (emulsionante)
E464 Hidroxipropil-metilcelulose (emulsionante)
E465 Etilmetilcelulose (emulsionante)
E466 Carboximetilcelulose, carboximetilcelulose sódica (emulsionante)
E468 Carboximetilcelulose sódica reticulada (emulsionante)
E469 Carboximetilcelulose hidrolisada enzimaticamente (emulsionante)
E470a Sais de cálcio, potássio e sódio de ácidos gordos (emulsionante, anti-aglomerante) (OA?)
E470b Sais de magnésio de ácidos gordos (emulsionante, anti-aglomerante) (OA?)
E471 Mono e diglicéridos de ácidos gordos (emulsionante) (OGM?) (OA?)
E472a Ésteres acéticos de mono e diglicéridos de ácidos gordos (emulsionante) (OGM?) (OA?)
E472b Ésteres lácticos de mono e diglicéridos de ácidos gordos (emulsionante) (OA?)
E472c Ésteres cítricos de mono e diglicéridos de ácidos gordos (emulsionante) (OA?)
E472d Ésteres tartáricos de mono e diglicéridos de ácidos gordos (emulsionante) (OA?)
E472e Ésteres monoacetiltartáricos e diacetiltartáricos de mono e diglicéridos de ácidos gordos (emulsionante) (OA?)
E472f Ésteres mistos acéticos e tartáricos de mono e diglicéridos de ácidos gordos (emulsionante) (OA?)
E473 Ésteres de sacarose de ácidos gordos (emulsionante) (OGM?) (OA?)
E474 Sacaridoglicéridos (emulsionante) (OA?)
E475 Ésteres de poliglicerol de ácidos gordos (emulsionante) (OGM?) (OA?)
E476 Polirricinoleato de poliglicerol (emulsionante) (OGM?) (OA?)
E477 Ésteres de propilenoglicol de ácidos gordos (emulsionante) (OGM?) (OA?)
E481 Estearilo-2-lactilato de sódio (emulsionante) (OA?)
E482 Estearilo-2-lactilato de cálcio (emulsionante) (OA?)
E483 Tartarato de estearilo (emulsionante) (OA?)
E491 Monoestearato de sorbitano (emulsionante) (OGM?) (OA?)
E492 Triestearato de sorbitano (emulsionante) (OA?)
E493 Monolaurato de sorbitano (emulsionante) (OA?)
E494 Mono-oleato de sorbitano (emulsionante) (OA?)
E495 Monopalmitato de sorbitano (emulsionante) (OA?)
E620 glutamatos.
E640 glutamatos.
E1103 Invertase


Edulcorantes (adoçantes)
E420 Sorbitol
E421 Manitol
E950 Acesulfame-K
E951 Aspartame
E952 Ácido ciclâmico e seus sais de sódio e cálcio
E953 Isomalte
E954 Sacarina e seus sais de sódio, potássio e cálcio
E957 Taumatina
E959 Neo-hesperidina di-hidrochalcona
E965 Maltitol
E966 Lactitol (OA)
E967 Xilitol
E999 Extracto de quilaia


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Quem quiser ler mais:

ANVISA
http://www.anvisa.gov.br/ALIMENTOS/legis/especifica/aditivos.htm

Tabela de aditivos alimentares
http://www.anvisa.gov.br/alimentos/aditivos_farmaco.htm

Aditivos UFRJ
http://aditivosquimicos-ufrj.blogspot.com/2008/07/corantes.html

domingo, 6 de junho de 2010

Disruptores endócrinos no meio ambiente: um problema de saúde

por JOÃO ROBERTO PENNA DE FREITAS GUIMARÃES que é Professor de Perícia Ambiental no Curso MBA de Gestão Ambiental nas Indústrias da UNISANTOS, em Santos/SP. Professor de Perícia Ambiental no Curso de Direito Ambiental da UNISANTA, em Santos/SP. Professor de Resíduos Sólidos no Curso de Gestão Ambiental
do UNIVERSITAS de Itajubá/MG.

RESUMO: Este artigo trata de um assunto pouco conhecido no Brasil, mas de importância toxicológica relevante: disruptores endócrinos. São mostrados os
conceitos destas substâncias químicas e seus efeitos na saúde humana, bem como são relatadas as áreas da Baixada Santista que se encontram contaminadas com produtos químicos que possuem ação disruptora endócrina. Detalham-se como tais produtos encontram-se espalhados pelo mundo, inclusive em alimentos e produtos do dia-a-dia.

PALAVRAS-CHAVE:
disruptores endócrinos, hormônios, saúde pública, saúde
ocupacional, efeitos sobre a reprodução, esterilidade.

1. INTRODUÇÃO

Quando Rachel Carson publicou o livro Primavera Silenciosa em 1962, poucas pessoas tinham consciência dos riscos oferecidos por pesticidas organoclorados
1. Tais produtos eram vistos como uma garantia de alta produção das safras de alimentos, livres das pragas que atormentavam os agricultores (CARSON, 1962).
Pouco mais de vinte anos antes, em 1938, Paul Muller anunciou a síntese química do DDT, ou 1,1,1-tricloro-2,2-bis(4-cloro-fenil)etano. Ele ganharia o Prêmio Nobel em 1948, pela fantástica descoberta de um “pesticida milagroso” (COLBORN et al, 2002).
Passados muitos anos, em meados da década de 70, descobriu-se não só que os pesticidas não garantiam a eliminação das pragas, por criar resistência naquelas (que voltavam todo ano em maior quantidade, tendo o agricultor que aumentar o volume de pesticida aplicado), como também que a contaminação ambiental do solo e das águas de abastecimento das cidades se verificaram de forma assustadora. O que parecia um milagre transformou-se em veneno. A partir da obra de Carson, os governos de diversos países foram adotando medidas restritivas ao uso de pesticidas organoclorados, proibindo o uso e fabricação, face aos riscos de contaminação do ambiente (BAIRD, 2002). Infelizmente os fabricantes que possuíam suas plantas industriais em tais países (principalmente na Europa e EUA) perceberam uma possibilidade de continuar ganhando dinheiro com produtos que já eram proibidos por lá, mas não tinham quaisquer restrições de fabricação, comercialização e uso em países subdesenvolvidos. Em 1989, por exemplo, o Brasil ainda fazia uso de pesticidas à base de Carbaryl, mas este já se encontrava há anos proibido na Europa, dada a tragédia ocorrida em Bhopal, na Índia, em 1984 (GUTBERLET, 1996).
Em Cubatão não foi diferente, tendo o Pólo Industrial sido implantado sem quaisquer cuidados com o meio ambiente interno e externo às fábricas. Com o maior porto da América Latina em suas vizinhanças e com abastecimento de eletricidade garantido pela Usina Henry Borden, o pólo não teve dificuldades para sua implantação (BRANCO, 1984). Indústrias químicas, petroquímicas e uma grande siderúrgica aparecem e produzem sem os devidos cuidados com o meio ambiente.
Durante décadas o ar, o solo e as águas receberam toneladas de resíduos industriais perigosos, dentre eles hidrocarbonetos aromáticos, hidrocarbonetos aromáticos policíclicos, hidrocarbonetos halogenados, metais pesados2, bem como as operações efetuadas no porto se davam, como ainda se dão, com a dispersão de poeira de diversos produtos químicos, como os fertilizantes.

2. O SISTEMA ENDÓCRINO

Dentre os diversos sistemas que compõem o corpo humano, o sistema endócrino tem vital importância. Cada órgão que compõe este sistema apresenta uma característica fundamental, que é segregar um certo tipo de hormônio e cada hormônio tem suas funções, que são principalmente de um efeito regulador em outros órgãos, que estão à distância. Os órgãos que cumprem tal função são glândulas de secreção interna, assim chamadas por não possuírem dutos. Isto não significa que os hormônios fiquem restritos às glândulas em si, pois após serem produzidos, entram na circulação sangüínea e percorrem todo o organismo (DANGELO & FATTINI, 1988; FERREIRA, 2003). Tais órgãos incluem os testículos, ovários, o pâncreas, as glândulas supra-renais, a tireóide, a paratireóide, a pituitária e o tálamo. O hipotálamo, centro nervoso localizado abaixo do cérebro, faz constante controle das quantidades dos diferentes hormônios circulantes, enviando mensagens às glândulas. Assim, nosso sangue é inundado por hormônios que controlam o funcionamento não apenas do sistema reprodutor, mas da saúde como um todo, coordenando as ações de órgãos e tecidos, para que trabalhem afinados (COLBORN et al,2002).
É inegável que o sistema endócrino mantém estreita relação com outros órgãos que não constituem o seu sistema em si. Um exemplo claro é o fígado, que não faz parte do sistema endócrino, e sim do sistema digestivo, mas que atua em conjunto, na medida em que mantém o equilíbrio hormonal por meio da decomposição do estrógeno e de outros hormônios esteróides, a fim de permitir sua excreção (COLBORN et al,2002). O cádmio, um reconhecido disruptor endócrino, acumula-se no rim, que não faz parte do sistema endócrino, mas que recebe hormônios para seu bom funcionamento (TEVES, 2001).

3. DISRUPTORES ENDÓCRINOS

Disruptores endócrinos são agentes e substâncias químicas que promovem alterações no sistema endócrino humano e nos hormônios. Em inglês os autores vêm usando o termo endocrine disruptors e no Brasil se usam várias terminologias, como desreguladores endócrinos, disruptores endócrinos e interferentes endócrinos (WAISSMANN, 2002).
Muitas destas substâncias são persistentes no meio ambiente, acumulam-se no solo e no sedimento de rios, são facilmente transportadas a longas distâncias pela atmosfera de suas fontes. Acumulam-se ao longo da cadeia trófica, representando um sério risco à saúde daqueles que se encontram no topo da cadeia alimentar, ou seja, os humanos (MEYER et al, 1999).
Um dos exemplos impressionantes de como isto se verifica se deriva das amplas pesquisas feitas na região dos Grandes Lagos, entre os EUA e Canadá. No Lago Ontário foi observada a biomagnificação de PCB (policloretos de bifenilas), desde os fitoplânctons e zooplânctons até trutas e gaivotas. A concentração de PCB no sedimento do lago era o valor inicial. A partir dele, os pesquisadores observaram a concentração aumentar: fitoplânctons = 250x; zooplânctons = 500x; truta = 2.800.000x e gaivota = 25.000.000 (COLBORN et al, 2002).
Os disruptores podem ser substâncias orgânicas ou inorgânicas. Seu uso pode se dar tanto em áreas urbanas ou rurais, e podem aparecer como resíduos ou subprodutos derivados de usos industriais dos mais diversos. São encontrados em depósitos de lixo, contaminando solo, lençóis freáticos, mananciais de água para abastecimento público e, ainda, pela queima de resíduos hospitalares e industriais em incineradores, a exemplo das Dibenzo-p-dioxinas policloradas e dos Dibenzofuranos policlorados (ASSUNÇÃO & PESQUERO,1999; BAIRD, 2002). Nas áreas hospitalares, o uso de alguns tipos de medicamentos e produtos para esterilização de equipamentos cirúrgicos já são comprovadamente citados como interferentes endócrinos e oferecem risco aos profissionais da área (XELEGATI & ROBAZZI, 2003).
No lixo domiciliar há disruptores endócrinos. Teves (2001) indica com clareza que mercúrio e chumbo foram encontrados no lixo coletado em São Paulo/SP e Sisinno & Oliveira (2003) comprovam que há cádmio, chumbo, manganês e mercúrio no chorume captado em aterros e lixões, áreas que recebem todo o lixo coletado das cidades. Os primeiros relatos de substâncias químicas disruptoras endócrinas indicam o Dietilestilbestrol (DES), medicamento usado por mulheres entre os anos 50 e 70, que apresentou resultados desastrosos, dentre eles o câncer da vagina e infertilidade nas filhas nascidas de mães que o usaram, o que provou seu efeito teratogênico (OLEA et al, 2002), além de deformações irreversíveis do útero em filhas nascidas de mães que usaram DES. Muitas destas filhas só vieram a descobrir os problemas aos vinte anos de idade (COLBORN et al, 2002). Também os homens que trabalhavam nas fábricas do medicamento tiveram crescimento das mamas (BOWLER & CONE, 2001) e meninos filhos de mães que usaram o medicamento durante a gravidez vieram a sofrer de criptorquidia, ou seja, a ausência de testículo no escroto (COLBORN et al, 2002).
Em 1964, outro agente químico “milagroso” de amplo uso comercial foi encontrado no sangue humano, quando o químico Sören Jensen fazia pesquisas e tentava determinar níveis de DDT em sangue humano: os PCBs. A partir de 1976 os EUA baniram seu uso, mas permitiram que os equipamentos que ainda continham PCBs, como transformadores e capacitores elétricos, continuassem com o produto. No Brasil, a proibição veio em 1981, mas com a mesma característica, ou seja, equipamentos fabricados a partir deste ano não poderiam mais usar PCBs, mas os equipamentos que já continham poderiam permanecer com o produto tóxico em seu interior, o que possibilitou que vazamentos atingissem rios e solos, contaminando tais áreas, o que ainda pode ocorrer, pois a meia vida dos PCBs é de 40 anos (PENTEADO & VAZ, 2001; COLBORN et al, 2002; NOGUEIRA et al, 1987).
Há muitas substâncias que são reconhecidas mundialmente como disruptores endócrinos, a seguir citadas na Tabela 1, acompanhadas de seu uso ou ocorrência:
Tabela 1 (clique na imagem para abrir)

Alguns dos disruptores endócrinos conseguem entrar no corpo humano pela via dérmica. São eles: Benzo(a)antraceno, Benzo(a)pireno, Benzeno, Chumbo, Clordano; Dieldrin; DDT; Dissulfeto de Carbono, Heptacloro; HCH, Mercúrio, Pentaclorofenol (AZEVEDO & CHASIN, 2003; FREITAS GUIMARÃES, 2004).


4. EFEITOS DOS DISRUPTORES ENDÓCRINOS NO CORPO HUMANO

Dada a variedade de agentes químicos apresentada na Tabela 1, são muitos os efeitos dos disruptores já observados pela literatura técnica científica. Assim, na Tabela 2, são detalhados os principais efeitos no corpo humano, segundo alguns agentes químicos, sendo indicadas as respectivas fontes de consulta:
Tabela 2



5. COMO AGEM OS DISRUPTORES ENDÓCRINOS NO CORPO HUMANO

Os disruptores endócrinos agem por mecanismos fisiológicos pelos quais substituem os hormônios do nosso corpo, ou bloqueiam a sua ação natural, ou ainda, aumentando ou diminuindo a quantidade original de hormônios, alterando as funções endócrinas (SANTAMARTA, 2001).
Durante milênios nosso organismo sofreu a ação e adaptou-se a disruptores endócrinos naturais, encontrados em vegetais, cereais, plantas, temperos e frutas, tais como maçãs, cerejas, ameixas, batatas, cenouras, ervilhas, soja, feijão, salsa, alho, trigo, aveia, centeio e cevada. Contudo, estes disruptores não conseguem se acumular no nosso corpo e são excretados de forma natural. Mas isto não ocorre em produtos químicos que mimetizam os hormônios do nosso corpo, pois tais produtos se acumulam em tecidos gordurosos, não são eliminados e passam a agir como se fossem os hormônios segregados pelas glândulas, “tomando” o seu lugar e alterando o funcionamento do corpo humano (COLBORN, 2002).
Muitas das substâncias químicas disruptoras endócrinas são transplacentárias, ou seja, conseguem ultrapassar a barreira protetora da placenta durante a gestação e atingir o feto. O chumbo, por exemplo, atravessa prontamente a placenta, indo para o feto (BOWLER & CONE, 2001).
Até o final dos anos 50, os médicos acreditavam que a barreira placentária só podia ser afetada por radiações, mas não se acreditava que medicamentos e agentes químicos pudessem passar pela placenta, atingir o útero e o feto, causando reações indesejáveis. A tragédia da talidomida, que veio a público em 1962, seguida da tragédia do DES, dez anos depois, fez com que a opinião mudasse. Médicos passaram a perceber algo assustador: um medicamento que não afetava a mãe poderia trazer conseqüências trágicas ao feto (COLBORN et al, 2002).
Também são encontradas substâncias químicas disruptoras endócrinas que se fixam no leite materno e são passadas ao bebê por ingestão, ou seja, justamente o alimento natural considerado como ideal, tanto do ponto de vista alimentar, quanto imunológico. Tal efeito se dá principalmente pela afinidade destas substâncias com a gordura encontrada no leite e pelo efeito da biomagnificação (MATUO, 1990).
É importante salientar que, enquanto amamentam, as mães passam no leite não apenas gordura e nutrientes, mas também agentes químicos tóxicos que acumularam em seu organismo por muitos anos, mas que são passados ao bebê em curtos meses. Se compararmos o tamanho do bebê ao tamanho da mãe, veremos que a proporção de agentes químicos neles acumulada é assustadoramente alta. Os níveis de dioxinas e PCBs no leite materno são preocupantes. Em apenas seis meses de amamentação, um bebê recebe toda a carga de dioxina aceitável para um adulto nos Estados Unidos e Europa (COLBORN et al, 2002).
Os efeitos disruptores são bastante variáveis. Alguns metais pesados afetam as funções de algumas enzimas, inibindo sua ação no organismo, tomando o lugar de alguns hormônios que originalmente têm tal função (como a glicólise, a lipólise, a síntese protéica). Assim é que o cádmio liga-se ao grupo sulfidrila (-SH) das enzimas e inibe sua ação, o chumbo inibe a ação do ácido δ-aminolevolínico desidratase (ALAB), enzima necessária para a síntese do heme3(levando à anemia do indivíduo), o arsênico forma complexos com enzimas inibidoras do trifosfato de adrenosina (ATP), alterando o metabolismo do corpo e o mercúrio tem afinidade também com o grupo sulfidrila (-SH) de enzimas, proteínas, seroalbumina e hemoglobina (PATNAIK, 2002; FERREIRA, 2003).
Ainda quanto aos metais pesados, é impossível não se relatar os devastadores efeitos que foram produzidos pelo metilmercúrio na região de Minamata, no Japão. As crianças que foram expostas ao metilmercúrio quando ainda se encontravam no útero das mães tiveram síndrome de paralisia cerebral, com danos irreversíveis no cerebelo, córtex e gânglios cerebrais basais. As mães consumiram peixes e crustáceos contaminados por metilmercúrio, foram contaminadas e também contaminaram seus fetos durante o período de gestação AZEVEDO, 2003).
Nas crianças filhas de pais expostos a disruptores endócrinos os efeitos já se fazem sentir. Em regiões onde o pesticida Endosulfan foi aplicado em lavouras, há meninos com criptorquidia, hipospadia (uretra que não atinge a cabeça do pênis, chegando mesmo a aparecer na região do escroto) e tamanho do pênis bastante reduzido para a idade. Esta reação que aparece nos meninos se deve à passagem do disruptor pela placenta e sua ação aparece já no feto em desenvolvimento durante a gestação(SANTAMARTA, 2001).
O uso indiscriminado e irresponsável de pesticidas vem colocando uma população maior de trabalhadores rurais sob risco. Koifman et al (2002) demonstraram que em alguns estados brasileiros há uma correlação entre o consumo de pesticidas e manifestações endócrinas na população exposta, com efeitos diretos no aparecimento de infertilidade, câncer do testículo, câncer de mama, câncer de próstata e de ovário.
Na Região Metropolitana da Baixada Santista o problema toma proporções assustadoras, dada a existência de diversas substâncias químicas disruptoras endócrinas. Um dos estudos mais recentes aponta, a título de exemplificação, diversos pesticidas organoclorados no sangue dos habitantes da região de Pilões, em Cubatão, sendo a população estudada habitante da área onde um antigo lixão do município foi usado para a disposição de resíduos químicos perigosos por décadas. Este estudo identificou a presença de HCB, HCH e DDT na população (SANTOS FILHO, 2003).
O relatório publicado pela CETESB sobre a poluição do Estuário de Santos-Cubatão indica a presença de diversos poluentes disruptores endócrinos nas águas dos rios e do próprio estuário, além da contaminação do solo em áreas de antigos lixões. Dentre os diversos produtos e resíduos, destacam-se o Endosulfan, HCB, HCH, chumbo, cádmio, manganês, mercúrio, benzopireno, benzoantraceno, PCBs, dioxinas e furanos (FREITAS GUIMARÃES, 2005; GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO, 2001). A presença destes produtos químicos no solo e nas águas dos rios e no estuário é preocupante, na medida em que há consumo de peixes e crustáceos pela população ribeirinha, bem como a plantação de verduras, legumes e frutas em diversas áreas contaminadas, principalmente nos bairros mais pobres.
Quanto aos trabalhadores das indústrias e moradores próximos das áreas dos antigos lixões, a exposição se dá pelo manuseio direto com produtos, inalação de gases e vapores contaminados, exposição à poeiras (dérmica e por inalação) ou pela proximidade das pessoas das áreas contaminadas. Um exemplo impressionante foi flagrado durante as vistorias efetuadas em agosto de 2004 na área do Lixão da Alemoa, na beira do estuário de Santos, local onde crianças nadavam nas águas contaminadas sem qualquer conhecimento da situação preocupante da poluição ali existente (FREITAS GUIMARÃES, 2005; A TRIBUNA, 2004).

6. NOTAS

1 - Organoclorados – são compostos de estruturas cíclicas que contém cloro, bastante lipofílicos e altamente resistentes no meio ambiente.
2 - Metais pesados – são aqueles que apresentam densidade acima de 5g/cm3
3 - Heme – (C34H32N4O4Fe): complexo ferroso de protoporfirina 9, que é o componente prostético da hemoglobina.
4 - Política da Chaminé Alta: política iniciada nos anos 70 por empresas multinacionais que, não podendo mais produzir produtos tóxicos em seus países de origem, por leis ambientais e de saúde pública restritivas, passaram a produzi-los em países subdesenvolvidos, dentre eles, o Brasil.

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FONTE