quarta-feira, 30 de junho de 2010

Os enlatados e o bisfenol-A



No mês de maio, o site O TAO DO CONSUMO entrou em contato com alguns fabricantes de alimentos e bebidas para saber se o bisfenol-A era utilizado nas embalagens dos produtos enlatados.

Através do S.A.C, tanto por formulário online como pelo telefone, O Tao do Consumo, ouviu a Coca-Cola, Pepsi, Quero Aliementos, Itambé, Jurema e a Unilever. Na maioria das empresas, os responsáveis pelo atendimento nem sequer sabiam o que era o ‘tal bisfenol’. Em nenhum contato a resposta foi imediata. Muitas chegaram somente agora, praticamente um mês após os primeiro contato.Seguem as respostas que eles conseguiram:

Coca-cola
Afirmou utilizar o bisfenol , na forma de verniz, para o revestimento de suas embalagens de lata em quantidade mínima. A empresa também reforçou que o nível utilizado está dentro do limite considerado seguro pela Anvisa.

Pepsi
Informou não ter a informação, mas que uma consulta à área responsável seria realizada e, tão logo a resposta fosse obtida, seria feito um novo contato. Até o momento não obtivemos resposta.

Unilever
Afirmou que utiliza o bisfenol na embalagem de seus produtos dentro do limite considerado seguro e permitido pela Anvisa.

Jurema
Não obtivemos resposta até o momento.

Quero Alimentos
Não obtivemos resposta até o momento.

Itambé
Não obtivemos resposta até o momento.


Podemos falar de nível seguro?

No Brasil, a diretiva da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária do Brasil) é normalizada junto ao Mercosul e foi revista em março de 2008. Esta lei se baseia na da Comunidade Europeia de 2004 e define como 0,6 mg/kg o limite de migração máximo permitido em embalagens para alimentos e bebidas. A Anvisa ainda considera esse número seguro e ainda não se manifestou sobre novas pesquisas e discussões em andamento nos Estados Unidos e Europa que demonstram que, mesmo em quantidades mínimas, o químico é prejudicial à saúde. Uma pesquisa recente feita pelo National Workgroup for Safe Markets, um grupo de defesa ao consumidor, com a colaboração de 19 organizações que incluíram o Breast Cancer Fund, e a Universidade Tufts compilou resultados de várias pesquisas e relacionou quantidades de exposição de BPA a danos à saúde. Os resultados podem ser vistos na tabela abaixo:



Desde então, o Food and Drug Administration (FDA) – a agência responsável pela regulamentação de medicamentos e alimentos nos Estados Unidos – está revendo sua posição e irá investir na pesquisa dos efeitos prejudiciais à saúde do BPA em baixas doses e estudará uma forma de reduzir a exposição ao químico.
No mês de junho, relatório sobre químicos tóxicos da Agência Federal do Meio Ambiente da Alemanha, colocou os produtores de bisfenol em alerta. O receio de consumidores e as recentes pesquisas sobre a periculosidade do químico levaram à recomendação de substituição imediata do bisfeneol. A agência que regula produtos químicos na Europa – REACH (Registro, Avaliação e Autorização de Substâncias Químicas)- reforça a responsabilidade da indústria química. As empresas que fabricam o bisfenol A, ou que utilizam a substância, são responsáveis pela avaliação dos riscos do químico em todo seu ciclo de vida e devem minimizá-los.
Como medida de precaução, Canadá, Dinamarca, Costa Rica e França já proibiram o bisfenol A em mamadeiras e outros produtos infantis. No Japão, sem que fosse preciso alguma atitude do governo, fabricantes de produtos infantis decidiram retirar o BPA da formulação de embalagens de alimentos. Nos EUA, além de Vermont, Connecticut, Maryland, Minnessota, Washington e Wisconsin baniram o químico.

-------
Para ler mais sobre o Bisfenol A (BpA) leia esse post de 9/04/2010

quarta-feira, 23 de junho de 2010

29% dos alimentos analisados pela Anvisa apresentam irregularidades

3.130 amostras de 20 alimentos foram analisadas pela agência em 2009.
Foram detectados resíduos de agrotóxicos e ingredientes não autorizados.



Relatório da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgado nesta quarta-feira (23) aponta alta presença de agrotóxicos nos alimentos – frutas, verduras, legumes e grãos - consumidos pelos brasileiros. Das 3.130 amostras de 20 alimentos coletadas pela agência em 2009, 29% apresentaram algum tipo de irregularidade, como resíduos de agrotóxicos acima do permitido e ingredientes ativos não autorizados.

Produto Total de amostras insatisfatórias
Pimentão 80%
Uva 56,4%
Pepino 54,8%
Morango 50,8%
Couve 44,2%
Abacaxi 44,1%
Mamão 38,8%
Tomate 32,6%
Beterraba 32%
Arroz 27,2%
Cenoura 24,8%
Repolho 20,5%
Cebola 16,3%
Laranja 10,3%
Manga 8,1%
Maçã 5,3%
Banana 3,5%
Feijão 3%
Batata 1,2%

Os casos mais problemáticos foram os do pimentão, com 80% das amostras insatisfatórias; a uva, com 56,4%; o pepino, com 54,8%; e o morango, que teve 50,8%. A cultura que apresentou melhor resultado foi a da batata com irregularidades em apenas 1,2% das amostras analisadas.

Os dados fazem parte do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA). Em 2009, o programa monitorou 20 culturas em 26 estados do Brasil. Das amostras coletadas em 2009, 26,9% foram rastreadas até o produtor ou associação de produtores, 5,2% até o embalador e 64,9% até o distribuidor. Somente 3% das amostras não tiveram qualquer rastreabilidade.

Irregularidades

Segundo o relatório, em 2,7% das amostras dos alimentos coletadas, foi detectada a presença de resíduos de agrotóxicos acima dos permitidos. “Esses resíduos evidenciam a utilização de agrotóxicos em desacordo com as informações presentes no rótulo e bula do produto”, explica Luiz Cláudio Meirelles, gerente de Toxicologia da Anvisa.

De acordo com a Anvisa, agrotóxicos que apresentam alto risco para a saúde da população são utilizados no Brasil sem levar em consideração a existência ou não de autorização do governo para o uso em determinado alimento.

Em 15 das vinte culturas analisadas foram encontrados ingredientes ativos em processo de reavaliação toxicológica junto à Anvisa, devido aos efeitos negativos desses agrotóxicos para a saúde humana. “Encontramos agrotóxicos, que estamos reavaliando, em culturas para os quais não estão autorizados, o que aumenta o risco tanto para a saúde dos trabalhadores rurais como dos consumidores”, afirma o diretor da Anvisa, Dirceu Barbano.

Nesta situação, chama a atenção a grande quantidade de amostras de pepino e pimentão contaminadas com endossulfan, de cebola e cenoura contaminados com acefato, e de pimentão, tomate, alface e cebola contaminados com metamidofós. Além de serem proibidas em vários países do mundo, essas três substâncias já começaram a ser reavaliadas pela Anvisa e tiveram indicação de banimento do Brasil.

De acordo com o diretor da Anvisa, são ingredientes ativos com elevado grau de toxicidade aguda comprovada e que causam problemas neurológicos, reprodutivos, de desregulação hormonal e até câncer. “Apesar de serem proibidos em vários locais do mundo, como União Européia e Estados Unidos, há pressões do setor agrícola para manter esses três produtos no Brasil”, afirma Barbano.

A Anvisa realiza a reavaliação toxicológica de ingredientes ativos de agrotóxicos sempre que existe algum alerta nacional ou internacional sobre o perigo dessas substâncias para a saúde humana. Em 2008, a Agência colocou em reavaliação 14 ingredientes ativos de agrotóxicos. Entretanto, uma séria de decisões judiciais, também em 2008, impediram, por quase um ano, a Anvisa de realizar a reavaliação desses ingredientes.

Cuidados

Para reduzir o consumo de agrotóxico em alimentos, a Anvisa recomenda que o consumidor opte por produtos com origem identificada. Essa identificação aumenta o comprometimento dos produtores em relação à qualidade dos alimentos, com adoção de boas práticas agrícolas.

É importante, ainda, que a população escolha alimentos da época ou produzidos por métodos de produção integrada (que a princípio recebem carga menor de agrotóxicos). Alimentos orgânicos também são uma boa opção, pois não utilizam produtos químicos para serem produzidos.

Os procedimentos de lavagem e retirada de cascas e folhas externas de verduras ajudam na redução dos resíduos de agrotóxicos presentes apenas nas superfícies dos alimentos. “Os supermercados também tem um papel fundamental nesse processo, no sentido de rastrear, identificar e só comprar produtos de fornecedores que efetivamente adotem boas práticas agrícolas na produção de alimentos”, afirma Meirelles


------------
E depois tem paciente que me diz:
- Ah Dr. Orgânico é balela !
Então tá né ?

segunda-feira, 7 de junho de 2010

O Diabo veste vermelho (corante nos alimentos)

por Américo Canhoto

Neste lindo planeta azul… todo mundo concorda que a luz do sol que nos ilumina é que dá colorido ás nossas vidas. Quando queremos dizer que algo nos deprime dizemos que está cinzento ou a coisa está preta. Quando dias nublados e chuvosos se sucedem; muitas pessoas tornam-se tristes e até depressivas; embora em certas regiões sejam obrigadas a se adaptar.

Nas dietas saudáveis busca-se além da tradicional tolerância a combinação de cores na hora de fazer o prato. Claro que não nestas bandas; onde se enche o bucho com arroz e feijão e uma misturinha básica, amarronzada, cinzenta ou até colorida com o verdinho de uma folha de alface ou um vermelhinho descorado de uma rodela de tomate; ás vezes prá quebrar o galho uma rodela branquela de cebola. Comida colorida é coisa de esquisitos ou de boiolas. Mas, que o amarelinho de um chip vai bem; isso vai… Empurrado com uma gasosa amarronzada, vermelha, vinho; até verde serve; desce que nem quiabo…


Muitas mentes “cientificamente” sábias se escandalizam ao “tomarem” conhecimento de que até há tratamentos baseados nas cores: Cromoterapia.

Segundo a Wikipédia;
Cromoterapia
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Cromoterapia é a prática da utilização das cores na cura de doenças. Vem sendo utilizada pelo homem desde as antigas civilizações — como Egito antigo, Índia, Grécia e China — com o objetivo de harmonizar o corpo, atuando do nível físico aos mais sutis. Para Hipócrates, saúde e doença dependem da harmonia entre meio ambiente, corpo e mente.

Os adeptos da cromoterapia entendem que cada cor possui uma vibração específica e uma capacidade terapêutica. Isaac Newton no século XVII conseguiu descobrir as cores do arco-íris friccionando um prisma. O cientista alemão Johann Wolfgang von Goethe, no século XVIII, pesquisou durante cerca de 40 anos as cores e descobriu que o vermelho tem propriedade estimulante no organismo, o azul acalma, o amarelo provoca sensações de alegria, e o verde é repousante.

Esses efeitos são mais ou menos intensos, dependendo da tonalidade usada. A cromoterapia do século XXI utiliza-se de tecnologia, e é baseada nas sete cores do espectro solar. Um pequeno bastão do tamanho de um lápis e com uma lâmpada de 25 watts é utilizado no tratamento. Ele é colocado a 5 centímetros da pele, e ali permanece por aproximadamente 3 minutos. A cromoterapia consta da relação das principais terapias alternativas ou complementares reconhecidas pela OMS desde 1976, de acordo com a Conferência Internacional de Atendimentos Primários em Saúde de 1962, em Alma-Ata, no Cazaquistão.

Não é reconhecida pela comunidade científica. Entretanto já existem alguns estudos sérios apontando a influência das cores na saúde humana, nomeadamente na área de biomidiologia. Um deles foi desenvolvido pelo Prof. Flávio Mario de Alcântara Calazans[1], baseado no episódio exibido em 1997 do Desenho Pókemon, em que uma alternância luminosa de cores de espectro oposto no círculo cromático na face de um dos personagens (Pikachu) causou episódios coletivos de epilepsia em crianças japonesas. As cores foram o azul, reconhecido por relaxar o ritmo cardíaco, e o vermelho, cor quente e estimulante.

Ainda, de acordo com o professor:
“1) Vermelho-610 a 760 nanômetros, ondas longas, de grande intensidade, tempo fisiológico de percepção = 0,02 de segundo; acelera o batimento cardíaco, eleva a pressão sanguínea, provoca tensão e agressividade.
2) Branco-sobreposição de todos os comprimentos de onda, sobrecarrega o nervo óptico e o córtex visual primário e secundário (na parte posterior do crânio, acima da vértebra Atlas, sob o osso occipital) saturando e cansando em curto intervalo de tempo e provocando ofuscamento e fadiga-stress.
3) Azul-450 a 500 nanômetros, ondas curtas de intensidade fraca, tempo fisiológico de percepção = 0,06 de segundo; equilibra o ritmo cardíaco, reduz a pressão sistólica, relaxa e acalma. ”

Por este episódio, fica relatado o efeito maléfico das variações luminosas intermitentes, numa doença conhecida como Epilepsia Sensitiva Cromática. Entretanto, estudos de duplo-cego refutando ou confirmando os efeitos benéficos da cromoterapia na saúde humana ainda são ausentes na Ciência médica. O efeito da cromoterapia segue sendo uma hipótese não falseável[2]

Ainda, na área de Teoria das Cores, Goethe, no século XIX, descobriu aspectos fisiológicos das cores posteriormente estudados por Paul Klee e Kandinsky, em seus tratados sobre a Gestalt.
Obtida de “http://pt.wikipedia.org/wiki/Cromoterapia”
Categoria: Medicina alternativa

Nosso bate papo de hoje nada tem a ver com cores, especificamente; mas com a química: os venenos chamados corantes. Especialmente os “diabinhos vermelhos” mais conhecidos.

Com relação aos produtos “odorantes” fica prá outra hora; mas, que dá vontade de falar dá. Vamos lançar a idéia prá virar projeto de lei como ação popular, que restrinja o consumo de alimentos com odorantes apenas aos espaços abertos; tal e qual a lei antifumo. Ninguém merece sentir aquele cheiro de chulé dos chips com odorantes de bacon e outros bichos – alguns relembram suor; e outros odores que até atrapalham a vida sexual dos casais. – imagine uma mulher que acabou de comer um salgadinho; caso ela não lave as mãos umas dez vezes; nem dez Viagras vão atiçar o maridão…

Corante é elemento maligno escondido dentro de produtos com rótulos atrativos desenvolvidos especialmente para atrair cobaias. As cobaias costumam reclamar que a medicina da atualidade é apelativa; pois, todos os seus males ou é alergia ou virose.

Mas, consomem corantes, adoidado; nos chamados alimentos práticos.

No entanto; pesquisas indicam que os corantes estão relacionados com processos alérgicos, hiperatividade, câncer, anemia, insônia, impulsividade, asma, bronquite, cefaléias. Claro que os coloridos não trabalham sozinhos – eles se associam aos conservantes; estabilizantes; edulcorantes; espessantes, formol e outros bichos nunca dantes imaginados.

Mesmo quem teoricamente defende o “consumidor” nesta região ANVISA E IDEC, está sempre na rabeira dos acontecimentos; quando se descobre alguma coisa; a vaca já foi pro brejo – além do mais, a inércia e o poder da grana da indústria nos levam a consumir produtos com substância que já foram proibidas em outros países desde o milênio passado.

O que fazer?
Para quem quiser deixar de ser cobaia; na medida do possível, evite tudo que seja industrializado e colorido artificialmente. Não confie em marcas; não as há; seguras; pois todas são dirigidas por pessoas formadas dentro do atual modelo educacional. Uma questão básica: em todos os rótulos de alimentos deveria constar, quais os produtos usados; e o que eles poderiam provocar nos consumidores. Bela piada; gostou? – Se nem nos remédios tipo B.O é colocado na bula os possíveis danos – mas, pelo menos o marketing oficial é engraçado: “A persistirem os sintomas – um médico deve ser consultado” – leia a bula – consulte um farmacêutico – Rssssssss.

O IDEC aponta algumas suspeitas que pairam sobre cada corante:

Vermelho:
- O 40: pode provocar hiperatividade em crianças, quando associado ao benzoato de sódio. Banido na Alemanha, Áustria, França, Bélgica, Dinamarca,Suécia e Suíça.
- O ponceau 4r: ligado á anemia e á impulsividade quando associado ao benzoato. Banido nos EUA e Finlândia.
- O eritrosina: suspeito de causar câncer em ratos. Banido nos EUA e Noruega.
- Bordeaux: Poe levar a crises asmáticas e eczemas. Banido nos EUA, na Áustria, Noruega e Rússia.

Verde:- Misto: combinação de corantes amarelos com os azuis origina a pigmentação verde, que carrega consigo a característica presumida de ambos os compostos.

Azul:
- Brilhante: pode desencadear irritações cutâneas e constrição brônquica se associado a outros corantes. Banido na Suíça, Alemanha, Áustria, França, Bélgica, Noruega e Suécia.

Amarelo:- Amarelo crepúsculo: pode provocar hiperatividade quando associado ao benzoato de sódio. Banido na Finlândia e Noruega.
- Amarelo quinolina: suspeito de causar hiperatividade quando associado ao benzoato.
- Amarelo tartrazina: pode provocar reações alérgicas como asma, bronquite, rinite, urticária, eczema, dor de cabeça, insônia, falta de concentração. No Brasil, Inglaterra e EUA seu uso deve ser indicado nos rótulos por extenso e não em códigos.

Brincando de imaginar:
Imagine todos esses produtos misturados aos venenos usados na agricultura (alguns proibidos no mundo todo; mas, aqui pode); mais os remédios que as pessoas tomam todos os dias, somado a um monte de coisas – provavelmente nem será preciso desastres físicos para desmontar a atual humanidade.

Sobrarão os mutantes? – Em quanto tempo?

Não é a toa que o criador deste universo, quer devolver a franquia à Fonte Criadora, pediu demissão e chamou Jesus para tentar consertar. Nenhum corpo físico, por mais perfeito e maravilhoso que seja; uma obra de arte da engenharia cósmica será capaz de ser comandado por seres cabeça de minhoca, em corpo de gente.

O diabo veste vermelho; e sua parte amarela fede que só o capeta!

HÁ SOLUÇÃO?

Américo Canhoto - Clínico Geral, médico de famílias há 30 anos. Pesquisador de saúde holística. Uso a Homeopatia e os florais de Bach. Escritor de assuntos temáticos: saúde – educação – espiritualidade. Palestrante e condutor de workshops. Coordenador do grupo ecumênico “Mãos estendidas” de SBC. Projeto voltado para o atendimento de pessoas vítimas do estresse crônico portadoras de ansiedade e medo que conduz a: depressão, angústia crônica e pânico.

* Colaboração de Américo Canhoto para o EcoDebate, 07/06/2010


--------------------------

Parte II do Post.

Fiz uma busca na internet, a fim de encontrar a tabela com códigos dos corantes. A lista é grande e por fim encontrei a legistação do Brasil. Nosso país tem uma lista pequena de corantes permitidos, porém os nossos permitidos são expressamente proibidos em diversos países. Vamos lá...

Regulação
A segurança no uso de corantes alimentares é testada em diversos órgãos ao redor do mundo e às vezes diferentes órgãos possuem diferentes pontos de vista sobre a segurança destes produtos. Nos Estados Unidos, são emitidos pela FFDCA (Federal Food, Drug, and Cosmetic Act) números aos corantes alimentares sintéticos aprovados e que não existem naturalmente. Já na União Européia, a letra E (seguida de um número ), é utilizado para todos os aditivos aprovados para aplicação em alimentos. Nesse sistema de classificação, os corantes compreendem a faixa E100 até E199. Quase todos os outros países têm suas próprias regulamentações e listas de corantes alimentares que podem ser empregados, incluindo quais os limites máximos diários de ingestão de cada substância.


No Brasil os corantes permitidos são:

1) Tartrazina - E102 ou C.I. 19140
É corante amarelo-alaranjado de bebidas, pudins, molhos e doces em geral. Pode provocar: reações alérgicas como asma, bronquite, rinite, náusea, broncoespasmo, urticária, eczema, dor de cabeça, eosinofilia e inibição da agregação plaquetária à semelhança dos salicilatos. Insônia em crianças associada à falta de concentração e impulsividade. Reação alérgica cruzada com salicilatos (ácido acetilsalicílico), hipercinesia em pacientes hiperativos. Pode provocar hiperatividade em crianças quando associado ao benzoato de sódio. No Brasil, nos EUA e na Inglaterra seu uso deve ser indicado nos rótulos.

2) Verde Rápido - E142

3) Amarelo Crepúsculo - E110, Amarelo 6 ou C.I. 15985. Pode provocar reações anafilactóides, angioedema, choque anafilático, vasculite e púrpura. Reação cruzada com paracetamol, ácido acetilsalicílico, benzoato de sódio (conservante) e outros corantes azóicos como a tartrazina. Pode provocar hiperatividade em crianças quando associado ao benzoato de sódio. Banido na Finlândia e Noruega.

4) Azul Patente V - E131
Corante azul-violeta usado em confeitaria: produz hiperatividade infantil, crises de asma, reações alérgicas similares à aspirina e outras intolerâncias.

5) Amaranto - E123, Vermelho 2, Vermelho Ácido 27 ou C.I. 16185 (Banido nos EUA em 76 por suspeitas de ser carcinogênico).

6) Azorrubina - E122
Corante púrpura-avermelhado usado em bebidas de framboesa e confeitaria: produz as mesmas reações da tartrazina.

7) Ponceau 4R - C.I. 16255 ou Vermelho Cochineal A, C.I. Vermelho Ácido 18, Escarlate Brilhante 4R ou E124. Corante vermelho usado em produtos à base de morango, balas, pudins e bolos. Está relacionado à anemia e doenças renais, associado à falta de concentração e impulsividade e pode provocar hiperatividade em crianças quando associado ao benzoato de sódio. Banido nos EUA e na Finlândia.

8) Vermelho 40 - Conhecido também como Vermelho Allura, Vermelho Alimentício 17, C.I. 16035 ou E129. Pode provocar: Pode provocar hiperatividade em crianças quando associado ao benzoato de sódio. Banido na Alemanha, Áustria, França, Bélgica, Dinamarca, Suécia e Suíça.

9) Eritrosina - E127, conhecida também pelo nome de Vermelho número 3, é um corante de cor vermelho-cereja. Suspeito de causar câncer de tireóide em ratos. Banido nos EUA e na Noruega.

10) Azul Indignotina - Também conhecido por Azul número 2 ou E132. É o mesmo corante conhecido por Indigo Blue (o mesmo do Sr. Baeyer, aquela das calças jeans).

11) Azul Brilhante - Também conhecido pelo nome de Azul número 1, Azul Ácido 9 ou E133. Ele pode ser combinado com a tartrazina a fim de produzir uma gama variada de verdes, já que a maioria dos corantes verdes artificiais é tóxica para consumo humano. Pode provocar: Irritações cutâneas e constrição brônquica, quando associado a outros corantes. Banido na Alemanha, Áustria, França, Bélgica, Noruega, Suécia e Suíça.

Corantes alimentares naturais
O corante caramelo (E150) é encontrado nos produtos à base de extrato de noz-de-cola. É produto da caramelização do açúcar. O colorau é um pó laranja-avermelhado extraído da semente do urucuzeiro, uma árvore natural de países da América tropical, como o Brasil. A Chlorella é verde, e deriva das algas. O carmim é um corante derivado da cochonilha, um inseto popularmente conhecido como pulgão. O suco de beterraba, a cúrcuma, o açafrão e as plantas do gênero Capsicum são também utilizados como corantes. O dióxido de titânio (E171), um pó que produz coloração branca nos alimentos, é encontrado naturalmente em minerais.

Problemas de saúde
A Noruega baniu todos os produtos contendo creosoto mineral e derivados em 1978. Uma nova legislação revogou esse banimento em 2001, depois de regulamentação da União Européia. Similarmente, muitos corantes aprovados pela FFDCA foram banidos da UE.

Guia do Consumidor

Os aditivos se dividem da seguinte maneira:



Códigos das CLASSES dos corantes (INS - Sistema internacional de Numeração)

Corantes naturais C.I (Corante de Urucum, Carmin de Cochonilha, Corante de Cúrcuma, Corante de Clorofila, Corante de Páprica, Corante de Beterraba, Corantes de Antocianina)
Corantes artificiais C.II
Corantes sintéticos idênticos aos naturais C.III
Corantes inorgânicos C.IV
Corantes caramelo C.IV

Código dos corantes de 100-199
100-109 – amarelos
110-119 – laranjas
120-129 – vermelhos
130-139 – azuis e violetas
140-149 – verdes
150-159 – castanhos e pretos
160-199 – outras

Código dos Conservantes de 200-299
200-209 – sorbatos
210-219 – benzoatos
220-229 – sulfitos
230-239 – fenóis e formatos (metanoatos)
240-259 – nitratos
260-269 – acetatos (etanoatos)
270-279 – lactatos
280-289 – propionatos (propanoatos)
290-299 – outros

Código de Antioxidantes e Reguladores de acidez de 300-399
300-309 – ascorbatos (vitamina C)
310-319 – galatos e eritorbatos
320-329 – lactatos
330-339 – citratos e tartaratos
340-349 – fosfatos
350-359 – malatos e adipatos
360-369 – succinatos e fumaratos
370-399 – outros

Código de Espessantes, estabilizadores gelificantes e emulsionantes de 400-499
400-409 – alginatos
410-419 – gomas naturais
420-429 – outros agentes naturais
430-439 – compostos de polioxietileno
440-449 – emulsionantes naturais
450-459 – fosfatos
460-469 – compostos de celulose
470-489 – compostos de ácidos gordoss e seus compostos
490-499 – outros

Código de Reguladores de pH e antiaglomerantes de 500-599
500-509 – ácidos e bases minerais
510-519 – cloretos e sulfatos
520-529 – sulfatos e hidróxidos
530-549 – compostos de metais alcalinos
550-559 – silicatos
570-579 – estearatos e gluconatos
580-599 – outros

Código de Intensificadores de sabor de 600-699
620-629 – glutamatos
630-639 – inosinatos
640-649 – outros

Código de vários outros aditivos de 900-999
900-909 – ceras
910-919 – agentes de revestimento e brilho sintéticos
920-929 – melhorantes
930-949 – gases de embalagem
950-969 – Edulcorantes
990-999 – Agentes de espuma

Químicos adicionais de 1100-1599.
São os produtos químicos recentes que não se encaixam no sistema de classificação existente


GUIA DE CÓDIGOS pelo SISTEMA E

Corantes
E100 Curcumina
E101 Riboflavina (OGM?)
E101a Riboflavina-5'-fosfato (OGM?)
E102 Tartrazina (PRA)
E104 Amarelo quinoleína (PRA)
E110 Amarelo sol FCF (PRA)
E120 Cochonilha, Ácido carmínico e carminas (PRA) (OA)
E122 Carmosina, Azorubina (PRA)
E123 Amaranto (PRA)
E124 Ponceau 4R, Vermelho cochonilha A (PRA)
E127 Eritrosina (PRA)
E128 Vermelho 2G (PRA)
E129 Vermelho AC (PRA)
E131 Azul patenteado V (PRA)
E132 Indigotina (PRA)
E133 Azul brilhante FCF (PRA)
E140 Clorofilas e clorofilinas
E141 Complexos cúpricos de clorofila
E142 Verde S (PRA)
E150a Caramelo
E150b Caramelo sulfítico cáustico (OGM?)
E150c Caramelo de amónia (OGM?)
E150d Caramelo sulfítico de amónia (OGM?)
E151 Negro PN, Negro brilhante (PRA)
E153 Carvão vegetal (OGM?) (OA ?)
E154 Castanho FK (PRA)
E155 Castanho HT (PRA)
E160a α-Caroteno, β-caroteno, γ-caroteno
E160b Anato, bixina, norbixina (PRA)
E160c Extracto de pimentão, capsantina e capsorubina
E160d Licopeno (OGM?)
E160e β-apo-8'-carotenal (C 30)
E160f Éster etílico de ácido β-apo-8'-caroténico (C 30)
E161b Luteína
E161g Cantaxantina (OA?)
E162 Vermelho de beterraba
E163 Antocianina
E170 Carbonato de cálcio, calcário
E171 Dióxido de titânio
E172 Óxidos e hidróxidos de ferro
E173 Alumínio
E174 Prata
E175 Ouro
E180 Litolrubina BK

Conservantes
E200 Ácido sórbico
E202 Sorbato de potássio
E203 Sorbato de cálcio
E210 Ácido benzóico (PRA)
E211 Benzoato de sódio (PRA)
E212 Benzoato de potássio (PRA)
E213 Benzoato de cálcio (PRA)
E214 p-hidroxibenzoato de etilo (PRA)
E215 Sal de sódio de p-hidroxibenzoato de etilo (PRA)
E216 p-hidroxibenzoato de propilo (PRA)
E217 Sal de sódio de p-hidroxibenzoato de propilo (PRA)
E218 p-hidroxibenzoato de metilo (PRA)
E219 Sal de sódio de p-hidroxibenzoato de metilo (PRA)
E220 Dióxido de enxofre (PRA)
E221 Sulfito de sódio (PRA)
E222 Bissulfito de sódio (PRA)
E223 Metabissulfito de sódio (PRA)
E224 Metabissulfito de potássio (PRA)
E226 Sulfito de cálcio (PRA)
E227 Bissulfito de cálcio (PRA)
E228 Bissulfito de potássio (PRA)
E230 Bifenilo, difenilo
E231 Ortofenilfenol
E232 Ortofenilfenato de sódio
E234 Nisina
E235 Natamicina, Pimaracina
E239 Hexametilenotetramina
E242 Dicarbonato dimetílico
E249 Nitrito de potássio
E250 Nitrito de sódio
E251 Nitrato de sódio
E252 Nitrato de potássio (OA?)
E260 Ácido acético
E261 Acetato de potássio
E262 Acetato de sódio
E263 Acetato de cálcio
E280 Ácido propiónico
E281 Propionato de sódio
E282 Propionato de cálcio (PRA)
E283 Propionato de potássio
E284 Ácido bórico
E285 Tetraborato de sódio ou Borax
E296 Ácido málico
E1105 Lisozima


Antioxidantes
E300 Ácido ascórbico (Vitamina C)
E301 Ascorbato de sódio
E302 Ascorbato de cálcio
E304 Ésteres de ácidos gordos do ácido ascórbico a) palmitato de ascorbilo e b) estearato de ascorbilo
E306 Extractos naturais ricos em tocoferóis (OGM?)
E307 α-tocoferol (sintético) (OGM?)
E308 γ-tocoferol (sintético) (OGM?)
E309 δ-tocoferol (sintético) (OGM?)
E310 Galato de propilo (PRA)
E311 Galato de octilo (PRA)
E312 Galato de dodecilo (PRA)
E315 Ácido eritórbico
E316 Eritorbato de sódio
E320 Butil-hidroxianisolo ou (BHA)
E321 Butil-hidroxitolueno ou (BHT) (PRA)


Emulsionantes, estabilizadores, espessantes e gelificantes
E322 Lecitinas (emulsionante)
E330 Ácido cítrico
E400 Ácido algínico (espessante, emulsionante, estabilizador, gelificante)
E401 Alginato de sódio (espessante, emulsionante, estabilizador, gelificante)
E402 Alginato de potássio (espessante, emulsionante, estabilizador, gelificante)
E403 Alginato de amónio (espessante, emulsionante, estabilizador)
E404 Alginato de cálcio (espessante, emulsionante, estabilizador, gelificante)
E405 Alginato de propilenoglicol) (espessante, emulsionante, estabilizador)
E406 Ágar-ágar (espessante, estabilizador, gelificante)
E407 Carragenina (espessante, emulsionante, estabilizador, gelificante) (PRA)
E407a Algas Eucheuma transformadas (espessante, emulsionante, estabilizador, gelificante)
E410 Farinha de semente de alfarroba (espessante, emulsionante, estabilizador, gelificante)
E412 Goma de guar (espessante, estabilizador)
E413 Goma adragante (espessante) (estabilizador, emulsionante) (PRA)
E414 Goma arábica (espessante) (estabilizador, emulsionante) (PRA)
E415 Goma xantana (espessante) (estabilizador) (OGM?)
E416 Goma karaya (espessante) (estabilizador, emulsionante) (PRA)
E417 Goma de tara (espessante) (estabilizador)
E418 Goma gelana (espessante) (estabilizador, emulsionante)
E432 Polissorbato 20 (emulsionante) (OA?)
E433 Polissorbato 80 (emulsionante) (OA?)
E434 Polissorbato 40 (emulsionante) (OA?)
E435 Polissorbato 60 (emulsionante) (OA?)
E436 Polissorbato 65 (emulsionante) (OA?)
E440 Pectina e pectina amidada (emulsionante)
E442 Fosfatidato de amónio
E444 Ésteres acético e isobutírico da sacarose (emulsionante)
E445 Ésteres de glicerol da colofónia (emulsionante)
E450 Difosfatos: (i) Difosfato dissódico (ii) Difosfato trissódico (iii) Difosfato tetrassódico (iv) Difosfato dipotássico (v) Difosfato tetrapotássico (vi) Difosfato dicálcico (vii) Hidrogenodifosfato de cálcio (emulsionante)
E451 Trifosfatos: (i) Trifosfato pentassódico (ii) Trifosfato pentapotássico (emulsionante)
E452 Polifosfatos: (i) Polifosfatos de sódio (ii) Polifosfatos de potássio (iii) Polifosfatos de sódio e cálcio (iv) Polifosfatos de cálcio (emulsionante)
E460 Celulose (i) Celulose microcristallina (ii) celulose em pó (emulsionante)
E461 Metilcelulose (emulsionante)
E463 Hidroxipropilcelulose (emulsionante)
E464 Hidroxipropil-metilcelulose (emulsionante)
E465 Etilmetilcelulose (emulsionante)
E466 Carboximetilcelulose, carboximetilcelulose sódica (emulsionante)
E468 Carboximetilcelulose sódica reticulada (emulsionante)
E469 Carboximetilcelulose hidrolisada enzimaticamente (emulsionante)
E470a Sais de cálcio, potássio e sódio de ácidos gordos (emulsionante, anti-aglomerante) (OA?)
E470b Sais de magnésio de ácidos gordos (emulsionante, anti-aglomerante) (OA?)
E471 Mono e diglicéridos de ácidos gordos (emulsionante) (OGM?) (OA?)
E472a Ésteres acéticos de mono e diglicéridos de ácidos gordos (emulsionante) (OGM?) (OA?)
E472b Ésteres lácticos de mono e diglicéridos de ácidos gordos (emulsionante) (OA?)
E472c Ésteres cítricos de mono e diglicéridos de ácidos gordos (emulsionante) (OA?)
E472d Ésteres tartáricos de mono e diglicéridos de ácidos gordos (emulsionante) (OA?)
E472e Ésteres monoacetiltartáricos e diacetiltartáricos de mono e diglicéridos de ácidos gordos (emulsionante) (OA?)
E472f Ésteres mistos acéticos e tartáricos de mono e diglicéridos de ácidos gordos (emulsionante) (OA?)
E473 Ésteres de sacarose de ácidos gordos (emulsionante) (OGM?) (OA?)
E474 Sacaridoglicéridos (emulsionante) (OA?)
E475 Ésteres de poliglicerol de ácidos gordos (emulsionante) (OGM?) (OA?)
E476 Polirricinoleato de poliglicerol (emulsionante) (OGM?) (OA?)
E477 Ésteres de propilenoglicol de ácidos gordos (emulsionante) (OGM?) (OA?)
E481 Estearilo-2-lactilato de sódio (emulsionante) (OA?)
E482 Estearilo-2-lactilato de cálcio (emulsionante) (OA?)
E483 Tartarato de estearilo (emulsionante) (OA?)
E491 Monoestearato de sorbitano (emulsionante) (OGM?) (OA?)
E492 Triestearato de sorbitano (emulsionante) (OA?)
E493 Monolaurato de sorbitano (emulsionante) (OA?)
E494 Mono-oleato de sorbitano (emulsionante) (OA?)
E495 Monopalmitato de sorbitano (emulsionante) (OA?)
E620 glutamatos.
E640 glutamatos.
E1103 Invertase


Edulcorantes (adoçantes)
E420 Sorbitol
E421 Manitol
E950 Acesulfame-K
E951 Aspartame
E952 Ácido ciclâmico e seus sais de sódio e cálcio
E953 Isomalte
E954 Sacarina e seus sais de sódio, potássio e cálcio
E957 Taumatina
E959 Neo-hesperidina di-hidrochalcona
E965 Maltitol
E966 Lactitol (OA)
E967 Xilitol
E999 Extracto de quilaia


---------
Quem quiser ler mais:

ANVISA
http://www.anvisa.gov.br/ALIMENTOS/legis/especifica/aditivos.htm

Tabela de aditivos alimentares
http://www.anvisa.gov.br/alimentos/aditivos_farmaco.htm

Aditivos UFRJ
http://aditivosquimicos-ufrj.blogspot.com/2008/07/corantes.html

domingo, 6 de junho de 2010

Disruptores endócrinos no meio ambiente: um problema de saúde

por JOÃO ROBERTO PENNA DE FREITAS GUIMARÃES que é Professor de Perícia Ambiental no Curso MBA de Gestão Ambiental nas Indústrias da UNISANTOS, em Santos/SP. Professor de Perícia Ambiental no Curso de Direito Ambiental da UNISANTA, em Santos/SP. Professor de Resíduos Sólidos no Curso de Gestão Ambiental
do UNIVERSITAS de Itajubá/MG.

RESUMO: Este artigo trata de um assunto pouco conhecido no Brasil, mas de importância toxicológica relevante: disruptores endócrinos. São mostrados os
conceitos destas substâncias químicas e seus efeitos na saúde humana, bem como são relatadas as áreas da Baixada Santista que se encontram contaminadas com produtos químicos que possuem ação disruptora endócrina. Detalham-se como tais produtos encontram-se espalhados pelo mundo, inclusive em alimentos e produtos do dia-a-dia.

PALAVRAS-CHAVE:
disruptores endócrinos, hormônios, saúde pública, saúde
ocupacional, efeitos sobre a reprodução, esterilidade.

1. INTRODUÇÃO

Quando Rachel Carson publicou o livro Primavera Silenciosa em 1962, poucas pessoas tinham consciência dos riscos oferecidos por pesticidas organoclorados
1. Tais produtos eram vistos como uma garantia de alta produção das safras de alimentos, livres das pragas que atormentavam os agricultores (CARSON, 1962).
Pouco mais de vinte anos antes, em 1938, Paul Muller anunciou a síntese química do DDT, ou 1,1,1-tricloro-2,2-bis(4-cloro-fenil)etano. Ele ganharia o Prêmio Nobel em 1948, pela fantástica descoberta de um “pesticida milagroso” (COLBORN et al, 2002).
Passados muitos anos, em meados da década de 70, descobriu-se não só que os pesticidas não garantiam a eliminação das pragas, por criar resistência naquelas (que voltavam todo ano em maior quantidade, tendo o agricultor que aumentar o volume de pesticida aplicado), como também que a contaminação ambiental do solo e das águas de abastecimento das cidades se verificaram de forma assustadora. O que parecia um milagre transformou-se em veneno. A partir da obra de Carson, os governos de diversos países foram adotando medidas restritivas ao uso de pesticidas organoclorados, proibindo o uso e fabricação, face aos riscos de contaminação do ambiente (BAIRD, 2002). Infelizmente os fabricantes que possuíam suas plantas industriais em tais países (principalmente na Europa e EUA) perceberam uma possibilidade de continuar ganhando dinheiro com produtos que já eram proibidos por lá, mas não tinham quaisquer restrições de fabricação, comercialização e uso em países subdesenvolvidos. Em 1989, por exemplo, o Brasil ainda fazia uso de pesticidas à base de Carbaryl, mas este já se encontrava há anos proibido na Europa, dada a tragédia ocorrida em Bhopal, na Índia, em 1984 (GUTBERLET, 1996).
Em Cubatão não foi diferente, tendo o Pólo Industrial sido implantado sem quaisquer cuidados com o meio ambiente interno e externo às fábricas. Com o maior porto da América Latina em suas vizinhanças e com abastecimento de eletricidade garantido pela Usina Henry Borden, o pólo não teve dificuldades para sua implantação (BRANCO, 1984). Indústrias químicas, petroquímicas e uma grande siderúrgica aparecem e produzem sem os devidos cuidados com o meio ambiente.
Durante décadas o ar, o solo e as águas receberam toneladas de resíduos industriais perigosos, dentre eles hidrocarbonetos aromáticos, hidrocarbonetos aromáticos policíclicos, hidrocarbonetos halogenados, metais pesados2, bem como as operações efetuadas no porto se davam, como ainda se dão, com a dispersão de poeira de diversos produtos químicos, como os fertilizantes.

2. O SISTEMA ENDÓCRINO

Dentre os diversos sistemas que compõem o corpo humano, o sistema endócrino tem vital importância. Cada órgão que compõe este sistema apresenta uma característica fundamental, que é segregar um certo tipo de hormônio e cada hormônio tem suas funções, que são principalmente de um efeito regulador em outros órgãos, que estão à distância. Os órgãos que cumprem tal função são glândulas de secreção interna, assim chamadas por não possuírem dutos. Isto não significa que os hormônios fiquem restritos às glândulas em si, pois após serem produzidos, entram na circulação sangüínea e percorrem todo o organismo (DANGELO & FATTINI, 1988; FERREIRA, 2003). Tais órgãos incluem os testículos, ovários, o pâncreas, as glândulas supra-renais, a tireóide, a paratireóide, a pituitária e o tálamo. O hipotálamo, centro nervoso localizado abaixo do cérebro, faz constante controle das quantidades dos diferentes hormônios circulantes, enviando mensagens às glândulas. Assim, nosso sangue é inundado por hormônios que controlam o funcionamento não apenas do sistema reprodutor, mas da saúde como um todo, coordenando as ações de órgãos e tecidos, para que trabalhem afinados (COLBORN et al,2002).
É inegável que o sistema endócrino mantém estreita relação com outros órgãos que não constituem o seu sistema em si. Um exemplo claro é o fígado, que não faz parte do sistema endócrino, e sim do sistema digestivo, mas que atua em conjunto, na medida em que mantém o equilíbrio hormonal por meio da decomposição do estrógeno e de outros hormônios esteróides, a fim de permitir sua excreção (COLBORN et al,2002). O cádmio, um reconhecido disruptor endócrino, acumula-se no rim, que não faz parte do sistema endócrino, mas que recebe hormônios para seu bom funcionamento (TEVES, 2001).

3. DISRUPTORES ENDÓCRINOS

Disruptores endócrinos são agentes e substâncias químicas que promovem alterações no sistema endócrino humano e nos hormônios. Em inglês os autores vêm usando o termo endocrine disruptors e no Brasil se usam várias terminologias, como desreguladores endócrinos, disruptores endócrinos e interferentes endócrinos (WAISSMANN, 2002).
Muitas destas substâncias são persistentes no meio ambiente, acumulam-se no solo e no sedimento de rios, são facilmente transportadas a longas distâncias pela atmosfera de suas fontes. Acumulam-se ao longo da cadeia trófica, representando um sério risco à saúde daqueles que se encontram no topo da cadeia alimentar, ou seja, os humanos (MEYER et al, 1999).
Um dos exemplos impressionantes de como isto se verifica se deriva das amplas pesquisas feitas na região dos Grandes Lagos, entre os EUA e Canadá. No Lago Ontário foi observada a biomagnificação de PCB (policloretos de bifenilas), desde os fitoplânctons e zooplânctons até trutas e gaivotas. A concentração de PCB no sedimento do lago era o valor inicial. A partir dele, os pesquisadores observaram a concentração aumentar: fitoplânctons = 250x; zooplânctons = 500x; truta = 2.800.000x e gaivota = 25.000.000 (COLBORN et al, 2002).
Os disruptores podem ser substâncias orgânicas ou inorgânicas. Seu uso pode se dar tanto em áreas urbanas ou rurais, e podem aparecer como resíduos ou subprodutos derivados de usos industriais dos mais diversos. São encontrados em depósitos de lixo, contaminando solo, lençóis freáticos, mananciais de água para abastecimento público e, ainda, pela queima de resíduos hospitalares e industriais em incineradores, a exemplo das Dibenzo-p-dioxinas policloradas e dos Dibenzofuranos policlorados (ASSUNÇÃO & PESQUERO,1999; BAIRD, 2002). Nas áreas hospitalares, o uso de alguns tipos de medicamentos e produtos para esterilização de equipamentos cirúrgicos já são comprovadamente citados como interferentes endócrinos e oferecem risco aos profissionais da área (XELEGATI & ROBAZZI, 2003).
No lixo domiciliar há disruptores endócrinos. Teves (2001) indica com clareza que mercúrio e chumbo foram encontrados no lixo coletado em São Paulo/SP e Sisinno & Oliveira (2003) comprovam que há cádmio, chumbo, manganês e mercúrio no chorume captado em aterros e lixões, áreas que recebem todo o lixo coletado das cidades. Os primeiros relatos de substâncias químicas disruptoras endócrinas indicam o Dietilestilbestrol (DES), medicamento usado por mulheres entre os anos 50 e 70, que apresentou resultados desastrosos, dentre eles o câncer da vagina e infertilidade nas filhas nascidas de mães que o usaram, o que provou seu efeito teratogênico (OLEA et al, 2002), além de deformações irreversíveis do útero em filhas nascidas de mães que usaram DES. Muitas destas filhas só vieram a descobrir os problemas aos vinte anos de idade (COLBORN et al, 2002). Também os homens que trabalhavam nas fábricas do medicamento tiveram crescimento das mamas (BOWLER & CONE, 2001) e meninos filhos de mães que usaram o medicamento durante a gravidez vieram a sofrer de criptorquidia, ou seja, a ausência de testículo no escroto (COLBORN et al, 2002).
Em 1964, outro agente químico “milagroso” de amplo uso comercial foi encontrado no sangue humano, quando o químico Sören Jensen fazia pesquisas e tentava determinar níveis de DDT em sangue humano: os PCBs. A partir de 1976 os EUA baniram seu uso, mas permitiram que os equipamentos que ainda continham PCBs, como transformadores e capacitores elétricos, continuassem com o produto. No Brasil, a proibição veio em 1981, mas com a mesma característica, ou seja, equipamentos fabricados a partir deste ano não poderiam mais usar PCBs, mas os equipamentos que já continham poderiam permanecer com o produto tóxico em seu interior, o que possibilitou que vazamentos atingissem rios e solos, contaminando tais áreas, o que ainda pode ocorrer, pois a meia vida dos PCBs é de 40 anos (PENTEADO & VAZ, 2001; COLBORN et al, 2002; NOGUEIRA et al, 1987).
Há muitas substâncias que são reconhecidas mundialmente como disruptores endócrinos, a seguir citadas na Tabela 1, acompanhadas de seu uso ou ocorrência:
Tabela 1 (clique na imagem para abrir)

Alguns dos disruptores endócrinos conseguem entrar no corpo humano pela via dérmica. São eles: Benzo(a)antraceno, Benzo(a)pireno, Benzeno, Chumbo, Clordano; Dieldrin; DDT; Dissulfeto de Carbono, Heptacloro; HCH, Mercúrio, Pentaclorofenol (AZEVEDO & CHASIN, 2003; FREITAS GUIMARÃES, 2004).


4. EFEITOS DOS DISRUPTORES ENDÓCRINOS NO CORPO HUMANO

Dada a variedade de agentes químicos apresentada na Tabela 1, são muitos os efeitos dos disruptores já observados pela literatura técnica científica. Assim, na Tabela 2, são detalhados os principais efeitos no corpo humano, segundo alguns agentes químicos, sendo indicadas as respectivas fontes de consulta:
Tabela 2



5. COMO AGEM OS DISRUPTORES ENDÓCRINOS NO CORPO HUMANO

Os disruptores endócrinos agem por mecanismos fisiológicos pelos quais substituem os hormônios do nosso corpo, ou bloqueiam a sua ação natural, ou ainda, aumentando ou diminuindo a quantidade original de hormônios, alterando as funções endócrinas (SANTAMARTA, 2001).
Durante milênios nosso organismo sofreu a ação e adaptou-se a disruptores endócrinos naturais, encontrados em vegetais, cereais, plantas, temperos e frutas, tais como maçãs, cerejas, ameixas, batatas, cenouras, ervilhas, soja, feijão, salsa, alho, trigo, aveia, centeio e cevada. Contudo, estes disruptores não conseguem se acumular no nosso corpo e são excretados de forma natural. Mas isto não ocorre em produtos químicos que mimetizam os hormônios do nosso corpo, pois tais produtos se acumulam em tecidos gordurosos, não são eliminados e passam a agir como se fossem os hormônios segregados pelas glândulas, “tomando” o seu lugar e alterando o funcionamento do corpo humano (COLBORN, 2002).
Muitas das substâncias químicas disruptoras endócrinas são transplacentárias, ou seja, conseguem ultrapassar a barreira protetora da placenta durante a gestação e atingir o feto. O chumbo, por exemplo, atravessa prontamente a placenta, indo para o feto (BOWLER & CONE, 2001).
Até o final dos anos 50, os médicos acreditavam que a barreira placentária só podia ser afetada por radiações, mas não se acreditava que medicamentos e agentes químicos pudessem passar pela placenta, atingir o útero e o feto, causando reações indesejáveis. A tragédia da talidomida, que veio a público em 1962, seguida da tragédia do DES, dez anos depois, fez com que a opinião mudasse. Médicos passaram a perceber algo assustador: um medicamento que não afetava a mãe poderia trazer conseqüências trágicas ao feto (COLBORN et al, 2002).
Também são encontradas substâncias químicas disruptoras endócrinas que se fixam no leite materno e são passadas ao bebê por ingestão, ou seja, justamente o alimento natural considerado como ideal, tanto do ponto de vista alimentar, quanto imunológico. Tal efeito se dá principalmente pela afinidade destas substâncias com a gordura encontrada no leite e pelo efeito da biomagnificação (MATUO, 1990).
É importante salientar que, enquanto amamentam, as mães passam no leite não apenas gordura e nutrientes, mas também agentes químicos tóxicos que acumularam em seu organismo por muitos anos, mas que são passados ao bebê em curtos meses. Se compararmos o tamanho do bebê ao tamanho da mãe, veremos que a proporção de agentes químicos neles acumulada é assustadoramente alta. Os níveis de dioxinas e PCBs no leite materno são preocupantes. Em apenas seis meses de amamentação, um bebê recebe toda a carga de dioxina aceitável para um adulto nos Estados Unidos e Europa (COLBORN et al, 2002).
Os efeitos disruptores são bastante variáveis. Alguns metais pesados afetam as funções de algumas enzimas, inibindo sua ação no organismo, tomando o lugar de alguns hormônios que originalmente têm tal função (como a glicólise, a lipólise, a síntese protéica). Assim é que o cádmio liga-se ao grupo sulfidrila (-SH) das enzimas e inibe sua ação, o chumbo inibe a ação do ácido δ-aminolevolínico desidratase (ALAB), enzima necessária para a síntese do heme3(levando à anemia do indivíduo), o arsênico forma complexos com enzimas inibidoras do trifosfato de adrenosina (ATP), alterando o metabolismo do corpo e o mercúrio tem afinidade também com o grupo sulfidrila (-SH) de enzimas, proteínas, seroalbumina e hemoglobina (PATNAIK, 2002; FERREIRA, 2003).
Ainda quanto aos metais pesados, é impossível não se relatar os devastadores efeitos que foram produzidos pelo metilmercúrio na região de Minamata, no Japão. As crianças que foram expostas ao metilmercúrio quando ainda se encontravam no útero das mães tiveram síndrome de paralisia cerebral, com danos irreversíveis no cerebelo, córtex e gânglios cerebrais basais. As mães consumiram peixes e crustáceos contaminados por metilmercúrio, foram contaminadas e também contaminaram seus fetos durante o período de gestação AZEVEDO, 2003).
Nas crianças filhas de pais expostos a disruptores endócrinos os efeitos já se fazem sentir. Em regiões onde o pesticida Endosulfan foi aplicado em lavouras, há meninos com criptorquidia, hipospadia (uretra que não atinge a cabeça do pênis, chegando mesmo a aparecer na região do escroto) e tamanho do pênis bastante reduzido para a idade. Esta reação que aparece nos meninos se deve à passagem do disruptor pela placenta e sua ação aparece já no feto em desenvolvimento durante a gestação(SANTAMARTA, 2001).
O uso indiscriminado e irresponsável de pesticidas vem colocando uma população maior de trabalhadores rurais sob risco. Koifman et al (2002) demonstraram que em alguns estados brasileiros há uma correlação entre o consumo de pesticidas e manifestações endócrinas na população exposta, com efeitos diretos no aparecimento de infertilidade, câncer do testículo, câncer de mama, câncer de próstata e de ovário.
Na Região Metropolitana da Baixada Santista o problema toma proporções assustadoras, dada a existência de diversas substâncias químicas disruptoras endócrinas. Um dos estudos mais recentes aponta, a título de exemplificação, diversos pesticidas organoclorados no sangue dos habitantes da região de Pilões, em Cubatão, sendo a população estudada habitante da área onde um antigo lixão do município foi usado para a disposição de resíduos químicos perigosos por décadas. Este estudo identificou a presença de HCB, HCH e DDT na população (SANTOS FILHO, 2003).
O relatório publicado pela CETESB sobre a poluição do Estuário de Santos-Cubatão indica a presença de diversos poluentes disruptores endócrinos nas águas dos rios e do próprio estuário, além da contaminação do solo em áreas de antigos lixões. Dentre os diversos produtos e resíduos, destacam-se o Endosulfan, HCB, HCH, chumbo, cádmio, manganês, mercúrio, benzopireno, benzoantraceno, PCBs, dioxinas e furanos (FREITAS GUIMARÃES, 2005; GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO, 2001). A presença destes produtos químicos no solo e nas águas dos rios e no estuário é preocupante, na medida em que há consumo de peixes e crustáceos pela população ribeirinha, bem como a plantação de verduras, legumes e frutas em diversas áreas contaminadas, principalmente nos bairros mais pobres.
Quanto aos trabalhadores das indústrias e moradores próximos das áreas dos antigos lixões, a exposição se dá pelo manuseio direto com produtos, inalação de gases e vapores contaminados, exposição à poeiras (dérmica e por inalação) ou pela proximidade das pessoas das áreas contaminadas. Um exemplo impressionante foi flagrado durante as vistorias efetuadas em agosto de 2004 na área do Lixão da Alemoa, na beira do estuário de Santos, local onde crianças nadavam nas águas contaminadas sem qualquer conhecimento da situação preocupante da poluição ali existente (FREITAS GUIMARÃES, 2005; A TRIBUNA, 2004).

6. NOTAS

1 - Organoclorados – são compostos de estruturas cíclicas que contém cloro, bastante lipofílicos e altamente resistentes no meio ambiente.
2 - Metais pesados – são aqueles que apresentam densidade acima de 5g/cm3
3 - Heme – (C34H32N4O4Fe): complexo ferroso de protoporfirina 9, que é o componente prostético da hemoglobina.
4 - Política da Chaminé Alta: política iniciada nos anos 70 por empresas multinacionais que, não podendo mais produzir produtos tóxicos em seus países de origem, por leis ambientais e de saúde pública restritivas, passaram a produzi-los em países subdesenvolvidos, dentre eles, o Brasil.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ASSUNÇÃO, João V. & PESQUERO, Célia R. Dioxinas e furanos: origens e riscos. Revista de Saúde Pública, São Paulo: v.33, n. 5, out. 1999.
AZEVEDO, Fausto Antonio de. Toxicologia do mercúrio. São Carlos: RiMa, 2003. São Paulo: InterTox, 2003, 292 p. AZEVEDO, Fausto Antonio de; CHASIN, Alice da Matta. As bases toxicológicas da ecotoxicologia. São Carlos: RiMa, 2003.
São Paulo: InterTox, 2003, 340 p.
BAIRD, Colin. Química ambiental. 2. ed., Porto Alegre: Bookman, 2002, 622 p.
BATSTONE, Tom et al. Workplace Reproductive Health: Research and Strategies. Toronto: Best Start: Ontario´s Maternal,
Newborn and Early Child Development Resource Centre, 2001, 78 p.
BEN-JONATHAN et al. An Approach to the Development of Quantitative Models to Assess the Effects of Exposure to Environmentally Relevant Levels of Endocrine Disruptors on Homeostasis in Adults. Environmental Health Perspectives, Vol. 107, Supplement 4, August 1999.
BOWLER, Rosemarie M.; CONE, James E. Segredos em medicina do trabalho. Porto Alegre: Artmed Editora, 2001, 396 p.
BRANCO, Samuel Murgel. O fenômeno Cubatão. São Paulo: CETESB/ASCETESB, 1984, 103 p.
CARDOSO, Plínio Cerqueira dos Santos et al. Efeitos biológicos do mercúrio e seus derivados em seres humanos: uma revisão bibliográfica. Belém: Universidade Federal do Pará. Disponível em: Consultado em 12/10/04.
CARDOSO, Luiza Maria Nunes; CHASIN, Alice Aparecida da Matta. Ecotoxicologia do cádmio e seus compostos. Centro de Recursos Ambientais, Salvador: 2001, 122 p.
CARSON, R. Silent spring. New York: Houghton Mifflin Company, 1962. 368 p.
COLBORN, Theo et al. O futuro roubado. Porto Alegre: L&PM, 2002, 354 p.
DAMSTRA, Terri et al. Assessment of the-State-of-the-Science of Endocrine Disruptors. International Programme on Chemical Safety. WHO/PCS/EDC/02.2. World Health Organization, Geneva, Switzerland, 2002.
DANGELO, José Geraldo; FATTINI, Carlo Américo. Anatomia Humana Básica. São Paulo: Atheneu, 1988, 184 p.
DELLA ROSA, Henrique & GOMES, Jorge da Rocha. Cádmio: toxicocinética. Revista Brasileira de Saúde Ocupacional, São Paulo: Fundacentro, v. 16, n. 61, jan/mar.1988.
FERREIRA, Carlos Parada. Bioquímica Básica. 5.ed., rev. e ampl., São Paulo: MNP, 2003, 453 p.
FREITAS GUIMARÃES, João Roberto Penna de. Resíduos industriais na baixada santista: classificação e riscos. Revista Ceciliana. Santos: Universidade Santa Cecília, n. 22, ano 15, ago./dez.2004.
FREITAS GUIMARÃES, João Roberto Penna de. Toxicologia das emissões veiculares de diesel: um problema de saúde ocupacional e pública. Revista de Estudos Ambientais, Blumenau: v.6, n.1, jan./abril 2004, p. 82-94.
FREITAS GUIMARÃES, João Roberto Penna de. Asbesto: saúde, meio ambiente e necessidade de conscientização quanto ao seu banimento. Revista Científica Unimonte. Santos: Universidade Monte Serrat, dez.2003, p. 35-44.
GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO. Sistema Estuarino de Santos e São Vicente. São Paulo: CETESB, agosto de 2001, 183 p.
GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO. Áreas contaminadas no Estado de São Paulo. São Paulo: CETESB, outubro 2003, 364 p.
GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO. Áreas contaminadas no Estado de São Paulo. São Paulo: CETESB, novembro 2004, 1.336 p.
GUTBERLET, Jutta. Cubatão: desenvolvimento, exclusão social e degradação ambiental. São Paulo: Edusp/Fapesp, 1996, 244 p.
KOIFMAN, Sérgio et al. Human reproductive system disturbances and pesticide exposure in Brazil. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro: v.18, n.2, mar./abr. 2002.
LARINI, Lourival. Toxicologia. São Paulo: Manole, 1997, 301 p.
LARINI, Lourival. Toxicologia dos praguicidas. São Paulo: Manole, 1999, 230 p.
MARTINS, Isarita; LIMA, Irene Videira de. Ecotoxicologia do manganês e seus compostos. Centro de Recursos Ambientais, Salvador: 2001, 121 p.
MATUO, Yuriko Kanashiro et al. Contaminação do leite humano por organoclorados. Jaboticabal: FUNEP, 1990, 99 p.
MALAVOLTA, Eurípedes. Fertilizantes e seu impacto ambiental: metais pesados, mitos, mistificação e fatos. São Paulo: Produquímica, 1994, 153 p.
MCGINN, Anne Platt. Why Poison Ourselves: A Precautionary Approach to Synthetic Chemicals. Worldwatch Institute,
2004.
MENCONI, Darlene. Poluição - Ameaça invisível: Lixo tóxico importado para enriquecer fertilizantes pode contaminar o solo, a água e toda a lavoura nacional. ISTO É, agosto 2004.
MENDES, René (Org.). Patologia do trabalho. Rio de Janeiro: Atheneu, 1997, 643 p.
MEYER, Armando et al. Estarão alguns grupos populacionais brasileiros sujeitos à ação de disruptores endócrinos? Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro: 15 (4):845-850, out-dez, 1999.
MINISTÉRIO DA SAÚDE DO BRASIL. Portaria 1.339 de 18 de novembro de 1999. In: Doenças relacionadas ao trabalho. Brasília: Ministério da Saúde do Brasil, 2001, 580 p.
MOREIRA FR, MOREIRA JC. Os efeitos do chumbo sobre o organismo humano e seu significado para a saúde. Rev Panam Salud Publica. 2004;15(2):119–29.
NOGUEIRA, Diogo Puo et al. Policloretos de bifenila: um grave problema ocupacional e ambiental. Revista Brasileira de Saúde Ocupacional. São Paulo: Fundacentro, v.15, n. 57, fev./mar.1987.
OLEA et al. Disruptores endocrinos: una historia muy personal y con múltiples personalidades. Gaceta Sanitaria, Barcelona: v.16 n.3, May/june 2002.
ONG critica nível de poluição no estuário. A TRIBUNA, Santos: 22 ago.2004, p.A-7.
PATNAIK, Pradyot. Guia geral: propriedades nocivas das substâncias químicas. Belo Horizonte: Ergo, v. 1, 2002, 546 p.
PAUL, M.. Occupational reproductive hazards. The Lancet, 349, 1997, p.1385-8.
PENTEADO, José Carlos Pires; VAZ, Jorge Moreira. O legado das bifenilas policloradas (PCB). Química Nova, São Paulo: v.24, n.3, mai/jun.2001. PERES, Rossana M. Exposição a contaminantes ambientais durante a gestação e seus efeitos sobre a saúde fetal: uma revisão de literatura. Revista do Hospital das Clínicas de Porto Alegre. Porto Alegre: Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2001, v.21, n.3, p.368-378.
SANTAMARTA, José. A ameaça dos disruptores endócrinos. Revista Agroecologia e Desenvolvimento Rural Sustentável, Porto Alegre: v.2, n.3, jul.2001.
SANTOS, Elio Lopes dos. Parecer Técnico – Formulação de micronutrientes com resíduos tóxicos perigosos. Ministério da Saúde do Brasil. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Área Técnica de Saúde do Trabalhador. Brasília: Fev.2004, 57 p.
SANTOS FILHO, Eládio et al. Grau de exposição a praguicidas organoclorados em moradores de aterro a céu aberto. Rev.Saúde Pública, São Paulo: v.37, n.4, ago.2003.
SISINNO, Cristina Lúcia Silveira; OLIVEIRA, Rosália Maria de. Resíduos sólidos, ambiente e saúde: uma visão multidisciplinar. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2003, 138 p.
SPRITZER et al. Manual de teratogênese. Porto Alegre: Ed. UFRGS, 2001, 556 p.
STELLMAN, J.M. Perspectives on women’s occupational health. JAMWA 55(2): 2000, p.69 -71.
TEVES, Maria Lucila Ujvari de. Lixo urbano – contaminação por resíduos de tintas e vernizes. São Paulo: Fundacentro, 2001, 124 p.
TOPPARI et al. Changes in male reproductive health and effects of endocrine disruptors in Scandinavian countries. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro: v.18, n.2, mar./abr. 2002.
VIEIRA, Mateus Antônio Miri et al. Trabalho em Contato com Pentaclorofenol. Revista Brasileira de Saúde Ocupacional. São Paulo: Fundacentro, n. 36, out.1981.
WAISSMANN, William. Health surveillance and endocrine disruptors. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro: v.18, n.2, mar./abr. 2002.
WHO - World Health Organization. Principles for Evaluating Health Risks to Reproduction Associated with Exposure to Chemicals. Geneva: 2001. Disponível em: . Consultado em 10/11/04.
WOZNIAK et al. Xenoestrogens at Picomolar to Nanomolar Concentrations Trigger Membrane Estrogen Receptor-alpha-Mediated Ca++ Fluxes and Prolactin Release in GH3/B6 Pituitary Tumor Cells. Environmental Health Perspectives, feb.2005.
XELEGATI, Rosicler; ROBAZZI, Maria Lúcia do Carmo Cruz. Riscos químicos a que estão submetidos os trabalhadores de enfermagem: uma revisão de literatura. Rev. Latino-Am. Enfermagem, Ribeirão Preto: v.11 n.3, maio/jun. 2003

FONTE