quarta-feira, 28 de abril de 2010

Alerta: 24 novas drogas no mercado mundial.

1. As autoridades sanitárias foram surpreendidas com o relatório conjunto apresentado pela polícia da União Européia (Europol) e pelo European Monitoring Centre for Drug Addiction (Emcdda).

Divulgado hoje, o relatório fala em 24 novas drogas psicoativas, todas proibidas, ofertadas no mercado europeu no ano de 2009.

Como essas novas drogas são comercializadas por internet, pode-se concluir que estão disponíveis também no mercado internacional e não apenas no europeu.

Das 24 novas drogas encontradas, 22 são sintéticas, ou seja, produzidas em laboratório.

A grande surpresa ficou por conta da recente versão do Spice, conhecido como uma mistura de ervas naturais e uma substância sintética derivada da cannabis. Na versão que surpreendeu foram encontrados nove (9) novos compostos de canabinóides. Estes derivados de quatro (4) grupos químicos diversos. Assim, chega-se a um sofisticadíssimo Spice, em termos químicos.

Além dos sintéticos canabinóides, no mercado europeu foram detectados quatro (4) derivados das anfetaminas. As quatro novas substâncias, alerta o relatório, não derivam da “piperazina”.

2. O relatório adverte para o boom do ecstasy e de substâncias sintéticas à base de metanfepramona, pregabalin e etaqualone.

3. A Europol aponta, ainda, para uma particular facilidade na distribuição das drogas novas via web. Para disfarçar, as 24 mais recentes aparecem como sais de banho, adubo ou material químico para pesquisa. Na verdade são drogas psicoativas e ilegais.

PANO RÁPIDO. Feita a comparação entre 2008 e 2009, a conclusão é de que quase dobrou o número de lançamento de drogas.

Misturas novas são permanentemente testadas pela criminalidade organizada, antes de colocá-las no mercado. E a propaganda, pós-lançamento, é feita por um tipo de consumidor que faz uso recreativo, definido como aquele que sempre está em busca de um “novo barato”.

Wálter Fanganiello Maierovitch

FONTE: http://maierovitch.blog.terra.com.br/2010/04/27/alerta-da-policia-eobservatorio-24-novas-drogas-no-mercado/


segunda-feira, 26 de abril de 2010

Exposição a produtos químicos comuns pode afetar o desenvolvimento feminino



Os pesquisadores do Mount Sinai School of Medicine descobriram que a exposição a três classes de produtos químicos comuns (fenóis, ftalatos e fitoestrogênios) em jovens pode comprometer o sincronismo do desenvolvimento puberal, e colocar as meninas em situação de risco para complicações de saúde quando adultas.

O estudo [Investigation of Relationships between Urinary Biomarkers of Phytoestrogens, Phthalates, and Phenols and Pubertal Stages in Girls] , o primeiro para examinar os efeitos dessas substâncias sobre o desenvolvimento puberal, foi publicada na edição online da revista Environmental Health Perspectives.

“A pesquisa mostrou que o desenvolvimento puberal precoce em meninas pode ter efeitos sociais e médicos adversos, incluindo câncer e diabetes quando da idade adulta”, disse Maria Wolff, professor de Medicina Preventiva e Ciências Oncológicas na Mount Sinai School of Medicine.

“Nossa pesquisa mostra uma ligação entre os produtos químicos que as meninas são expostas em uma base diária e o desenvolvimento precoce e, em outros casos, ao desenvolvimento tardio. Embora mais pesquisas sejam necessárias, esses dados são um primeiro passo importante para avaliar o impacto destes agentes ambientais comuns como fatores de risco para meninas”.

Fenóis, ftalatos e fitoestrógenos estão entre os produtos químicos conhecidos como desreguladores endócrinos, que interferem com o sistema endócrino do corpo. Eles são encontrados em uma ampla gama de produtos de consumo, tais como esmaltes, cosméticos, perfumes, loções e shampoos. Alguns são usados para aumentar a flexibilidade e durabilidade de materiais plásticos como PVC, ou são incluídos como revestimentos de medicamentos ou suplementos nutricionais.

Os pesquisadores estudaram meninas do bairro de East Harlem. Trabalhando em conjunto com o Cincinnati Children’s Hospital and Kaiser Permanente Northern California, analisaram o impacto da exposição a agentes ambientais em 1.151 jovens de Nova York, Cincinnati e norte da Califórnia.

As meninas tinham entre 6 – e 8 anos de idade no momento da inscrição e entre 7 e 9 anos de idade quando da análise de dados. Os pesquisadores coletaram amostras de urina dos participantes do estudo para análise de presença para os fenóis, os ftalatos, e fitoestrogênios, incluindo 19 biomarcadores.

Os dados mostraram que as três classes de compostos químicos foram amplamente detectadas na população estudada e que a alta exposição a determinadas substâncias químicas foi associada ao desenvolvimento de mama em estágio inicial.

As ligações mais fortes foram observadas com ftalatos e fitoestrogênios, que também estavam entre os mais altos riscos. Um fenol, dois fitoestrogênios, e um subconjunto de ftalatos (encontrados em produtos de construção e tubos de plástico) foram associados com puberdade tardia. No entanto, os ftalatos encontrados em produtos de uso pessoal, como shampoo e loção, especialmente aqueles com fragrância, foram relacionados ao desenvolvimento precoce de mama e de desenvolvimento dos pelos pubianos.

Consistente com estudos anteriores, os pesquisadores também descobriram que o índice de massa corporal (IMC) desempenhou um papel em relação ao início da puberdade. Cerca de um terço das meninas estavam acima do peso, que é também um indicador de desenvolvimento da mama adiantado. Como resultado, algumas das associações químicas diferentes podem ter maior ou menor impacto em meninas obesas.

Os pesquisadores continuam a estudar o impacto da dieta no desenvolvimento puberal e eventual risco de câncer da mama.

“A exposição a estas substâncias é extremamente comum”, continuou o Dr. Wolff. “Como tal, enquanto a associação entre os produtos químicos e desenvolvimento puberal parece pequena, o impacto sobre a população total é significativa.”

O artigo “ Investigation of Relationships between Urinary Biomarkers of Phytoestrogens, Phthalates, and Phenols and Pubertal Stages in Girls” foi publicado na edição online da revista Environmental Health Perspectives como open access. Para acessar o artigo na íntegra, no formato PDF, clique aqui.

Por Henrique Cortez, do Ecodebate, 26/04/2010, com informações do The Mount Sinai Hospital / Mount Sinai School of Medicine

FONTE: http://www.ecodebate.com.br/2010/04/26/exposicao-a-produtos-quimicos-comuns-pode-afetar-o-desenvolvimento-feminino/

quinta-feira, 15 de abril de 2010

A pressa é a inimiga da refeição


A pressa é a inimiga da refeição
(entrevista com Carlo Petrini)


Considerado pelo jornal The Guardian uma das 50 pessoas que podem salvar o planeta, o fundador do movimento Slow Food esteve no Brasil para disseminar a importância da agricultura sustentável e das culturas locais - acredite ou não, isso pode até salvar o planeta.

Calma. É isso o que vem pedir Carlo Petrini. Calma para respirar, para fazer escolhas conscientes e para conhecer o lugar e as tradições do lugar onde você mora. O fundador da Slow Food Foundation, com sede na cidade italiana de Bra e presente em 132 países, não quer apenas que as pessoas comam devagar. Ele quer mandar uma mensagem contra o consumo massificado e a agricultura industrializada. Ele defende a comida da vovó, a horta do vizinho, o cultivo e a produção de produtos genuínos e a valorização desses produtos nos mercados regionais. Petrini não se vira contra o novo, mas contra o que é artificial. "Ferran Adrià é um gênio, um Picasso", ele diz. Mas nem todo mundo pode ser um Picasso.

Ele é contra plantações de espécies híbridas resistentes a pragas, que quase extinguiram o pimentão quadrado d'Asti da região do baixo Piemonte (leia mais sobre alimentos que correm risco de extinção). Carnuda, perfumada e saborosa, essa variedade de pimentão foi trocada por pimentões holandeses sem gosto, mais rentáveis e baratos. É contra isso que ele luta.

Em sua visão, a alimentação contemporânea agroindustrial é a grande responsável pela destruição do planeta. Somos em sete bilhões, produzimos comida para 12 bilhões e ainda um bilhão passa fome. "Mais da metade do que produzimos é jogado no lixo. No sistema consumista, só conta o preço, e não o cuidado, a produção e o modo de conceber os alimentos", afirma. Você acha tudo isso uma bobagem? Petrini foi indicado pelo jornal inglês The Guardian, em 2008, como uma das 50 pessoas que poderiam salvar o mundo.

Petrini defende que a gastronomia é uma ciência complexa. Nas escola e faculdades onde ela é ensinada, os alunos deveriam aprender física, agricultura, antropologia, história, economia e química. Dessa maneira, sairiam de lá gastrônomos competentes e comprometidos com uma comida "boa, limpa e justa" – os três pilares da Slow Food. Construir uma horta nas escolas e universidades é o primeiro passo (clique e saiba como). "Tirem 10 vagas do estacionamento, quebrem o asfalto, coloquem terra e um pouco de estrume, plantem tomates, feijões, verduras. Se alguém reclamar que não tem vaga, ganha um tomate!", diz Petrini, bem humorado. Para ele, o Slow Food tem que ser divertido.

Carlo Petrini veio ao Brasil (no final de março) para participar do Terra Madre, evento da Slow Food Foundation, e lançar seu livro Slow Food – princípios da nova gastronomia, publicado em 2005, mas só traduzido para o português agora. Confira a entrevista abaixo.

Confira a entrevista:

ÉPOCA – As bases do Slow Food são: o bom, o justo e o limpo. O que elas significam?
Carlo Petrini – A comida tem que ser boa, gostosa, e o gosto deve ser respeitado de acordo com a região. No Piemonte (região italiana), temos um queijo que tem um cheiro que lembra chulé. Se o brasileiro cheirar, vai achar ruim, mas esse queijo lembra a minha infância. Temos que respeitar a diversidade. No geral, nossas bases gustativas são determinadas pelas nosas avós. A comida também deve ser justa, ou seja, tem que pagar quem trabalha para produzi-la, o camponês ou o cozinheiro, para que eles vivam com dignidade. E ser limpa: sua produção não deve destruir o ecossistema, não pode usar produtos químicos ou acabar com a fertilidade do solo.

ÉPOCA – Seguindo estes preceitos, até quanto mais caro você acha justo pagar? Se possível, em porcentagem.
Petrini – Não se pode falar em porcentagem. Preço justo é o que dá dignidade ao camponês para ele trabalhar de maneira pura, que garanta a ele uma vida digna. Depende da situação, mas não acho que tenha que ser mais caro do que já se paga hoje.

ÉPOCA – Como escolher o que comer?
Petrini – Não se deixe tentar por uma lógica consumista, especialmente quando se faz escolhas alimentares. Comer é um ato agrícola e pode impactar a economia local. Temos que ser consumidores responsáveis. Buscar apenas o sabor de um alimento não funciona. Há muitos chefs que usam produtos que destróem solos ou pagam mal os agricultores. E o principal responsável pela destruição do planeta é esse sistema alimentar. Na minha província, tem um milhão de pessoas e sete milhões de porcos porque precisamos comer presunto e embutidos (risos). Esses porcos poluem o lençol freático com seus excrementos e usamos essa mesma água para regar as plantações. Tivemos a pretensão de colocar os critérios da produção industrial na agricultura, mas ela não é independente do meio como é a indústria têxtil ou sirúrgica. A agricultura tem mais de 10 mil anos e não pode ser reduzida à mercantilização. Quando tudo se torna mercadoria não conseguimos mais distinguir o valor do preço.

ÉPOCA – É possível conciliar os princípios da Slow Food com a vida nas grandes cidades?
Petrini – É preciso unir os consumidores aos produtores. Para produzir um alimento orgânico, é preciso receber um certificado, que é caro. Mas se você mora perto de mim, eu não preciso de certificado para comprar seus produtos, porque eu posso ver como você os cultiva. Nós precisamos construir essa rede de produtores e consumidores, ou co-produtores, que conheçam o que estão comprando. Pode-se sempre organizar grupos que comprem diretamente do produtor: a gente economiza e o camponês ganha mais. A construção de mercados camponeses também deve ser incentivada. Em 1995, no coração de Nova York, construíram o primeiro mercado camponês. Hoje, há 12 mil feiras de camponeses nos Estados Unidos. É uma alternativa econômica que reforça e economia local.

ÉPOCA – No mundo, temos um bilhão de pessoas passando fome e 1,7 bilhão de pessoas que sofrem de doenças relacionadas à obesidade. A Slow Food pode consertar isso?
Petrini – Nos Estados Unidos, eu fiquei impressionado com a quantidade de obesos. Vivemos em uma sociedade em que se gasta mais para emagrecer dos que para comer (risos). É preciso evitar o desperdício, comer com moderação e construir um sistema alimentar melhor, mais limpo e mais justo.

ÉPOCA – Há muitos restaurantes em São Paulo comprometidos com preceitos da Slow Food, como valorizar ingredientes e culturas regionais e resgatar tradições. Só que muitos deles usam matérias-primas que só existem na Amazônia ou no Centro-Oeste, tendo que atravessar o país para chegar até São Paulo. Como resolver esse problema de distribuição?
Petrini – Com bom senso. O país é grande, não faz sentido transportar alguns produtos; mas é importante que se coma alimentos frescos. Comer um produto da Amazônia é melhor do que importar dos Estados Unidos.


ÉPOCA
– Mas alguns peixes, por exemplo, vêm congelados da Amazônia.
Petrini – Pode ser contraditório. Mas os camarões congelados vendidos nos supermercados brasileiros são da Índia e do Equador. É preciso dar essa informação ao consumidor. O peixe da Amazônia eu como, o camarão congelado, não (risos).

ÉPOCA – O senhor defende que os estudantes de gastronomia voltem ao campo, conversem com os agricultores e até mesmo se tornem camponeses. O que você diria a algum jovem que deseja seguir seu conselho?
Petrini – Você é meu herói. A volta à terra é uma escolha difícil, moderna e corajosa. Não será fácil o seu futuro. A maior dificuldade será ter reconhecimento do seu trabalho. O camponês sempre foi o último da estrutura social, mas os tempos mudaram e devemos construir um novo humanismo. Quando vocês voltarem para trás (para o campo), já estarão lá na frente porque aquilo que vocês fazem interessa a todos. Vocês são mais importantes do que as multinacionais que não se importam com nossa saúde e só querem fazer negócio, transformando nossa comida em simples mercadoria. Não é verdade que comida industrial custa menos: eu pago a mais o preço da saúde, os custos de transporte e a perda da biodiversidade. Vocês darão mais prazer e mais sabor às pessoas. A gastronomia não é patromônio dos grandes chefs. As mulheres que você tem na família valem muito mais do que muitos restaurantes 3 estrelas (do Guia Michellin, o mais respeitado do gênero). Essas mulheres que não aparecem na TV, elas são nossos heróis.


Fonte: Revista ÉPOCA.
Para maiores informações: http://www.slowfoodbrasil.com/

Estudo italiano liga grupo de carboidratos a risco de doenças cardíacas em mulheres




Mulheres que consomem carboidratos com altos níveis glicêmicos, como pães, pizzas e arroz, podem até duplicar seu risco de doenças cardíacas. A conclusão é de um estudo [Dietary Glycemic Load and Index and Risk of Coronary Heart Disease in a Large Italian Cohort: The EPICOR Study] com mais de 47 mil pessoas realizado na Itália.
O estudo, coordenado pela pesquisadora Sabina Sieri, da Fondazione IRCCS Instituto Nazionale dei Tumori, em Milão, analisou mais de 15 mil homens e 32 mil mulheres que tiveram sua dieta monitorada ao longo de quase oito anos.
Após esse período, 463 participantes haviam desenvolvido algum tipo de doença coronária.

Em um artigo na revista científica Archives of Internal Medicine, os pesquisadores disseram ter percebido que as mulheres que consumiram mais alimentos com alto índice glicêmico (25% da amostragem) haviam desenvolvido um risco de doenças equivalente ao dobro do risco de mulheres das 25% que consumiram carboidratos com baixo índice glicêmico, como massas.

No segundo grupo, os pesquisadores não observaram relação com o risco de doenças cardíacas.
Alimentos com alto índice glicêmico liberam energia e elevam rapidamente os níveis de açúcar no sangue e, assim, acionam mais rapidamente o pâncreas para produzir insulina.

Entretanto, os cientistas dizem que são necessárias novas pesquisas para entender por que os carboidratos com alto índice glicêmico – e não os carboidratos em si mesmos – estão ligados ao risco de doenças cardíacas, e por que este risco se aplica às mulheres, mas não aos homens.

“Um alto consumo de carboidratos a partir de alimentos com alto índice glicêmico, e não a quantidade total de carboidratos consumido, parece influenciar o risco de desenvolver doenças na artéria coronária”, escreveram os cientistas.

Os pesquisadores especulam que a razão para isso possa estar ligada a um possível efeito de redução dos níveis de “colesterol bom” no sangue das mulheres.
A nutricionista Victoria Taylor, da Fundação Britânica para o Coração (British Hearth Foundation) disse que o estudo pode ajudar as mulheres a escolher os alimentos mais saudáveis para sua dieta.

“É possível diversificar os tipos de pães e cereais para incluir grãos, centeio, aveia; incluir mais feijão, lentilha, grão de bico; e acompanhar as refeições com uma boa porção de frutas e verduras.”

O artigo “Dietary Glycemic Load and Index and Risk of Coronary Heart Disease in a Large Italian Cohort: The EPICOR Study” apenas está disponível para assinantes da revista Archives of Internal Medicine. Para maiores informações transcrevemos, abaixo, o abstract:

Dietary Glycemic Load and Index and Risk of Coronary Heart Disease in a Large Italian Cohort

The EPICOR Study

Sabina Sieri, PhD; Vittorio Krogh, MD, MS; Franco Berrino, MD; Alberto Evangelista, BSc; Claudia Agnoli, PhD; Furio Brighenti, PhD; Nicoletta Pellegrini, PhD; Domenico Palli, MD; Giovanna Masala, MD; Carlotta Sacerdote, MD; Fabrizio Veglia, MD; Rosario Tumino, MD; Graziella Frasca, PhD; Sara Grioni, BSc; Valeria Pala, PhD; Amalia Mattiello, MD; Paolo Chiodini, PhD; Salvatore Panico, MD

Arch Intern Med. 2010;170(7):640-647.

Background
Dietary glycemic load (GL) and glycemic index (GI) in relation to cardiovascular disease have been investigated in a few prospective studies with inconsistent results, particularly in men. The present EPICOR study investigated the association of GI and GL with coronary heart disease (CHD) in a large and heterogeneous cohort of Italian men and women originally recruited to the European Prospective Investigation into Cancer and Nutrition study.

Methods
We studied 47 749 volunteers (15 171 men and 32 578 women) who completed a dietary questionnaire. Multivariate Cox proportional hazards modeling estimated adjusted relative risks (RRs) of CHD and 95% confidence intervals (CIs).

Results
During a median of 7.9 years of follow-up, 463 CHD cases (158 women and 305 men) were identified. Women in the highest carbohydrate intake quartile had a significantly greater risk of CHD than did those in the lowest quartile (RR, 2.00; 95% CI, 1.16-3.43), with no association found in men (P = .04 for interaction). Increasing carbohydrate intake from high-GI foods was also significantly associated with greater risk of CHD in women (RR, 1.68; 95% CI, 1.02-2.75), whereas increasing the intake of low-GI carbohydrates was not. Women in the highest GL quartile had a significantly greater risk of CHD than did those in the lowest quartile (RR, 2.24; 95% CI, 1.26-3.98), with no significant association in men (P = .03 for interaction).

Conclusion
In this Italian cohort, high dietary GL and carbohydrate intake from high-GI foods increase the overall risk of CHD in women but not men.

Author Affiliations: Nutritional Epidemiology Unit (Drs Sieri, Krogh, Agnoli, and Pala; Mr Evangelista; and Ms Grioni) and Etiological and Preventive Epidemiology Unit (Dr Berrino), Fondazione IRCCS (Istituto di Ricovero e Cura a Carattere Scientifico) Istituto Nazionale Tumori, and Centro Cardiologico Monzino, IRCCS (Dr Veglia), Milan, Italy; Department of Public Health, University of Parma, Parma, Italy (Drs Brighenti and Pellegrini); Molecular and Nutritional Epidemiology Unit, Cancer Research and Prevention Institute, Florence, Italy (Drs Palli and Masala); Institute for Scientific Interchange Foundation and Department of Genetics, Biology, and Biochemistry, University of Turin, Turin, Italy (Drs Sacerdote and Veglia); Cancer Registry (Drs Tumino and Frasca) and Histopathology Unit (Dr Tumino), Department of Oncology, Civile M. P. Arezzo Hospital, Ragusa, Italy; and Department of Clinical and Experimental Medicine, University of Naples Federico II (Drs Mattiello and Panico), and Department of Public Health and Preventive Medicine, University II of Naples (Dr Chiodini), Naples, Italy.

Reportagem da BBC Brasil, publicada com informações adicionais pelo EcoDebate, 15/04/2010


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Estudo ‘Food Combination and Alzheimer Disease Risk’ sugere que oleaginosas diminuem risco de Mal de Alzheimer

Oleaginosas diminuem risco de Mal de Alzheimer, diz estudo – Uma dieta rica em frutos oleaginosos (como castanhas, nozes e amêndoas), peixe e legumes diminui significativamente as chances de que uma pessoa desenvolva o Mal de Alzheimer, segundo um estudo [Food Combination and Alzheimer Disease Risk] publicado na revista científica Archives of Neurology.

O pesquisador Yian Gu e seus colegas do Medical Centre da Columbia University, em Nova York, Estados Unidos, analisaram as dietas de 2.148 adultos em idade de se aposentar vivendo em Nova York.

Durante os quatro anos de duração do estudo, 253 dos adultos do grupo desenvolveram o Mal de Alzheimer.

Quando os pesquisadores estudaram em detalhe as dietas de todos os participantes no estudo, perceberam um padrão.

Adultos cujas dietas incluíam mais frutos oleaginosos, peixe, aves, frutas e verduras e menos laticínios gordurosos, carne vermelha e manteiga apresentaram muito menos chances de sofrer de demência.

Influência

Os pesquisadores acreditam que o segredo esteja nos diferentes níveis de nutrientes específicos que essa combinação de alimentos oferece.
Por exemplo, dietas ricas em ácidos graxos (como Ômega 3), vitamina E e folatos (como o ácido fólico), mas pobres em gorduras saturadas, parecem ser as melhores.
Há muito se suspeita de que nutrientes podem influenciar os riscos de demência.
Os folatos reduzem os níveis do aminoácido homocisteína (que foi associado, em estudos anteriores, ao Mal de Alzheimer) na circulação sanguínea.
Da mesma maneira, a vitamina E pode oferecer proteção devido ao seu forte efeito antioxidante.
Por outro lado, ácidos graxos saturados e monoinsaturados podem aumentar os riscos de demência ao encorajar a formação de coágulos no sangue, dizem os pesquisadores.
Comentando o estudo, Rebecca Wood, diretora-executiva do Alzheimer’s Research Trust, disse: “Entender a conexão entre dieta e os riscos de demência pode ajudar a prevenir o desenvolvimento de doenças como o Mal de Alzheimer em algumas pessoas”.
“Adaptar nosso estilo de vida à medida em que ficamos mais velhos – fazendo exercícios regularmente, prestando atenção à nossa dieta e mantendo uma vida social ativa – pode reduzir os riscos de demência”.
“Mas infelizmente”, acrescentou Wood, “não há dieta ou estilo de vida que elimine esses riscos por completo”.
Na opinião da especialista, com 35 milhões de pessoas sofrendo de demência no mundo hoje, é importante que as pesquisas sejam direcionadas para a criação de novos tratamentos.
O artigo “Food Combination and Alzheimer Disease Risk” está disponível para acesso integral. Para acessar o artigo clique aqui.

Para maiores informações transcrevemos, abaixo, o abstract:

Food Combination and Alzheimer Disease Risk: A Protective Diet

Yian Gu, PhD; Jeri W. Nieves, PhD; Yaakov Stern, PhD; Jose A. Luchsinger, MD, MPH; Nikolaos Scarmeas, MD, MS

Arch Neurol. 2010;67(6):(doi:10.1001/archneurol.2010.84).

Objective
To assess the association between food combination and Alzheimer disease (AD) risk. Because foods are not consumed in isolation, dietary pattern (DP) analysis of food combination, taking into account the interactions among food components, may offer methodological advantages.

Design
Prospective cohort study.

Setting
Northern Manhattan, New York, New York.

Patients or Other Participants
Two thousand one hundred forty-eight community-based elderly subjects (aged ?65 years) without dementia in New York provided dietary information and were prospectively evaluated with the same standardized neurological and neuropsychological measures approximately every 1.5 years. Using reduced rank regression, we calculated DPs based on their ability to explain variation in 7 potentially AD-related nutrients: saturated fatty acids, monounsaturated fatty acids, {omega}-3 polyunsaturated fatty acids, {omega}-6 polyunsaturated fatty acids, vitamin E, vitamin B12, and folate. The associations of reduced rank regression–derived DPs with AD risk were then examined using a Cox proportional hazards model.

Main Outcome Measure
Incident AD risk.

Results
Two hundred fifty-three subjects developed AD during a follow-up of 3.9 years. We identified a DP strongly associated with lower AD risk: compared with subjects in the lowest tertile of adherence to this pattern, the AD hazard ratio (95% confidence interval) for subjects in the highest DP tertile was 0.62 (0.43-0.89) after multivariable adjustment (P for trend = .01). This DP was characterized by higher intakes of salad dressing, nuts, fish, tomatoes, poultry, cruciferous vegetables, fruits, and dark and green leafy vegetables and a lower intake of high-fat dairy products, red meat, organ meat, and butter.

Conclusion
Simultaneous consideration of previous knowledge regarding potentially AD-related nutrients and multiple food groups can aid in identifying food combinations that are associated with AD risk.

Published online: April 12, 2010 (doi:10.1001/archneurol.2010.84)

Author Affiliations: The Taub Institute for Research in Alzheimer’s Disease and the Aging Brain (Drs Gu, Stern, Luchsinger, and Scarmeas), The Gertrude H. Sergievsky Center (Drs Stern, Luchsinger, and Scarmeas), and Departments of Neurology (Drs Stern and Scarmeas), Medicine (Dr Luchsinger), and Epidemiology (Drs Luchsinger and Nieves), Columbia University, New York, and Clinical Research Center, Helen Hayes Hospital, West Haverstraw (Dr Nieves), New York.

Reportagem da BBC Brasil, publicada com informações adicionais pelo EcoDebate, 15/04/2010

domingo, 11 de abril de 2010

A Agricultura no século 20


O ano é 1824. O país, Alemanha. A cidade, Giessen. O famoso cientista Justus von Liebig, aquele que inspiraria todo estudante de química das décadas seqüentes, é nomeado professor da Universidade de Giessen. Durante 28 anos Liebig ministrou aulas a alunos encantados com as possibilidades da química. Seu fim: o suicídio. Um fato não lembrado pelos livros de história foi sua lápide, onde estava escrito: "Pequei contra a sabedoria do Criador e com razão fui castigado. Queria melhorar o seu trabalho".

Reportagem especial de Clarissa Tag para a Revista Consciência.Net, junho de 2005

O ano é 1824. O país, Alemanha. A cidade, Giessen. O famoso cientista Justus von Liebig, aquele que inspiraria todo estudante de química das décadas seqüentes, é nomeado professor da Universidade de Giessen. Durante 28 anos Liebig ministrou aulas a alunos encantados com as possibilidades da química. Após a 2ª Guerra Mundial, a universidade passa a se chamar Justus Liebig University e seu antigo departamento é transformado em Museu, um dos mais importantes até hoje.

Justus von Liebig é chamado o pai da agricultura moderna. A Lei de Liebig – lei do mínimo - é ensinada aos estudantes de agronomia em todo o mundo. Nela, o crescimento das plantas é determinado pelo elemento presente no solo na mínima quantidade adequada, de maneira mais simples. Isso quer dizer que as plantas crescem de acordo com os elementos encontrados no solo. A partir disso foi fácil concluir que era só adicionar NPK (nitrogênio, fósforo e potássio) que as plantas cresceriam mais. Esse foi o início da era dos fertilizantes químicos.

A fórmula NPK é vendida até hoje como adubo. Sim, faz as plantas crescerem e em contrapartida enfraquece o solo e faz a planta adoecer. Como um dependente químico, planta e solo perdem sua harmonia, um já não tem capacidade de doar ao outro e ambos adoecem. A invenção de Liebig alimentou em nós a sensação do controle sobre a Natureza. Agora o homem acharia que pode controlar a produção de alimentos, não haveria mais fome: - Queremos o dobro de beterrabas agora! E assim tivemos.

Século 19: O início de tudo?

Por alguns anos todo agricultor que adicionava adubos químicos na terra teve sua produção aumentada, frutos desenvolvidos, boa produtividade. Com o tempo começaram a aparecer invasores, muitos deles. Para que o homem considerasse outros seres uma praga exterminável foi fácil. Gafanhotos, moscas, ratos, bactérias são consideradas pestes enviadas por deuses muito antes dos tempos egípcios. As pragas então poderiam e deveriam ser combatidas. Até aí foram poucos pesquisadores que questionaram de onde vêm as pragas, suas causas. Um deles foi Julius Hensel, contemporâneo de Liebig.

Seu estudo sobre pós de rocha parece ter saído recentemente de um curso sobre agroecologia ou agricultura orgânica e sustentável. Diferentes entre si, tais modelos de agricultura não se apóiam na utilização de fertilizantes ou venenos sintéticos. Abastecem-se de sais minerais encontrados principalmente nas rochas, como fonte elementar para a estrutura química do solo e, assim, das plantas e de quem se alimentar delas. “Alimentos saudáveis, provenientes de um solo saudável geram pessoas saudáveis, nutridas e ainda podem eliminar a fome do mundo”. Era o que Hensel já dizia no século 19, o mesmo slogam da geração de alimentos corretamente ecológicos de hoje.

Hensel e Liebig também podiam ser compatriotas, mas não eram de maneira alguma partidários. Acabar com a fome era uma das metas da Alemanha pré-nazista, o calcanhar de Aquiles para a soberania de qualquer país. Restava saber qual a forma seria utilizada, se os baratos pós de rocha de Hensel – hoje se compra pó de rocha industrializado a preços nada solidários – ou a fabulosa fábrica de fertilizantes.

Revendo o passado

A história nos mostra que a Alemanha do início do século 20 foi culturalmente e cientificamente próspera. De suas fábricas saíram corantes sintéticos, a aspirina, anestésicos, medicamentos, conservantes, fertilizantes e uma infinidade de outras invenções químicas. Suas universidades eram conceituadas, principalmente nos ramos da química e da física. A conquista de mercado pela Alemanha ultrapassava a Europa e se estendia às Américas. Explicar o Nazismo sem considerar a vanguarda da industria química alemã da época é negar as bases tecnológicas que levariam uma nação a enfrentar o restante dos países. Devemos lembrar que os agrotóxicos foram originariamente concebidos como aparatos de guerra e depois reconstituídos e disseminados pelo mundo como defensivos agrícolas. Nesses últimos séculos, muitos pacifistas não foram ouvidos - foram assassinados ou então processados como foi Hensel.

Assim, Liebig continuou seus estudos, sintetizou leite em pó, detergente... ele costumava falar que o homem só seria civilizado se usasse sabonete. E começamos a usar sabão para tudo, até para ‘limpar’ as plantações e colocar mais inseticida. Hoje a gente limpa, limpa, limpa e continua vindo barata, rato, mosca... Com a quantidade de inseticida que já usamos não deveriam eles estar extintos? E por que as araras-azuis e micos-leões é que correm perigo? Hoje tomamos antibiótico e as bactérias parecem uma praga, ficam cada vez mais resistentes. Por que?

Liebig não pôde ver as maravilhas que seus estudos nos trouxeram, até porque não viveu para isso. Se o Prêmio Nobel tivesse sido inventado antes de sua morte, Liebig provavelmente teria um, afinal muitos simpatizantes seus o receberam, como exemplo:

1918, Fritz Haber, Nobel de Química pela síntese de amônia a partir do hidrogênio e nitrogênio, representando assim a invenção dos fertilizantes químicos para agricultura, mas não somente para ela. A amônia é usada na fabricação de bombas e isso possibilitou que a Alemanha fabricasse explosivos. Apesar de colaborar com o exército alemão Haber terminou seus dias exilado, por ser judeu. Ele foi responsável pelo ataque com cloro na batalha de Ypres, ato que foi considerado o estopim para a pior guerra química que a humanidade enfrentou, a 1a Guerra Mundial.

1931, Karl Bosch, Nobel de Química pelo desenvolvimento de métodos para tratamento químico com alta pressão. Bosch foi sucessor de Haber na síntese de amônia, através dele sua produção deu-se em larga escala. Também em larga escala, foi seu processo de produção de hidrogênio e metanol de monóxido de carbono e a fixação de nitrogênio. Graças a esse processo, não faltaria amônia para explosivos nem nitrogênio para fertilizantes. Bosch foi presidente do complexo químico alemão, o famoso cartel chamado IG Farben, antes e durante o regime nazista. Nos complexos da IG Farben, muitos judeus trabalharam como escravos e serviram de cobaias para experimentos químicos.

1939, Paul Muller sintetiza novamente o organoclorado DDT*. Iniciou sua carreira na poderosa Geigy AG, Suíça. Recebe em 1948 o Nobel de Medicina por estudar suas propriedades inseticidas no combate ao vetor da Malária. O DDT foi muito utilizado em guerras para a prevenção de soldados contra pulgas, os vetores da Tifo. Hoje é proibido em todos os países pelas suas propriedades cumulativas, carcinogênicas e teratogênicas. Um produto derivado do DDT, o Neocid, largamente utilizado na agricultura, também é muito comum para matar pulgas e outros insetos.

É preciso lembrar que a derrota dos países em guerra rendeu aos demais seu conhecimento tecnológico. Muitos cientistas japoneses e alemães foram transferidos para os complexos militares e industriais da Rússia, EUA, França, Inglaterra e Suíça sem passar por nenhum julgamento. As fórmulas químicas da IG-Farben foram tratadas como informações secretas e seu complexo industrial dividido entre as empresas Bayer-Basf-AGFa. Após a reconstituição da Europa devastada, o mundo viu surgir a ameaça nuclear com a Guerra Fria. Na disputa entre o mundo livre e a bandeira vermelha, diversos países sofreram na pele os efeitos das armas químicas. E enquanto alguns sofriam represálias, outros recebiam atentados e a maioria foi incentivada a entrar no modelo da agricultura moderna.

O trágico fim

Liebig ficou conhecido pelas suas descobertas na química. Por muitos anos acreditou que o desenvolvimento daria-se somente através da ‘correção’ dos ‘defeitos’ da Natureza pelo homem. Além de grande cientista, Liebig ao final percebeu a grandiosidade da vida através dos processos químicos. Seu legado perpetuou-se por gerações, mas por interesses mercadológicos seu reconhecimento frente ao poder da Natureza não.

Logo após sua morte o Salitre do Chile utilizado na fabricação de explosivos foi monopolizado pelos ingleses (Guerra do Pacifico, 1879 – 1883) e sua moderna industria química tornaria-se a principal fonte alemã de matéria prima para explosivos num futuro próximo. Liebig suicidou-se. Um fato não lembrado pelos livros de história foi sua lápide.

"- Pequei contra a sabedoria do Criador e com razão fui castigado. Queria melhorar o seu trabalho porque acreditava, na minha obsessão, que um elo da assombrosa cadeia de leis que governa e renova constantemente a vida sobre a superfície da Terra tinha sido esquecida. Pareceu-me que este descuido tinha que emendá-lo o frágil e insignificante ser humano." (1803-1873)**.



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Clarissa Tag trabalha com alimentos agroecológicos e é editora de ECOLOGIA da Revista Consciência.Net (www.consciencia.net)
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(*) DDT: Inseticida organoclorado que se acumula no tecido adiposo e na cadeia alimentar. São da mesma família o DDE, o DDD e o BHC. Tais pesticidas são considerados carcinogênicos (que levam ao câncer), teratogênicos (que causam dano ao embrião durante a gravidez), além de desregular o sistema endócrino.
(**) Pães de Pedra de Julius Hensel, organizado por Sebastião Pinheiro.



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Julius Hensel foi um cientista visionário contemporâneo de Justus Von Liebig, o inventor dos adubos químicos solúveis sintéticos, NPK. Dois grandes cientistas que travaram radical debate, onde Julius Hensel terminou banido da academia e tendo sua obra censurada e Liebig consagrado, devido aos interesses do estado militarista, do capitalismo monopolista e da academia reducionista.
Julius Hensel de forma profética pergunta e afirma:

O que se conseguirá ao fertilizar com as farinhas de rochas?

R: Converter pedras em “alimento”, e transformar regiões áridas em frutíferas.
Alimentar ao faminto. Conseguir que sejam colhidos cereais e forragens sãs, e desta maneira, prevenir epidemias e enfermidades entre homens e animais.
Tornar a agricultura novamente um ofício rentável e economizar grandes somas de dinheiro, que hoje em dia são investidas em fertilizantes que em parte são prejudiciais e em parte inúteis. Fazer que o desempregado regresse à vida do campo, ao instruí-lo sobre as inesgotáveis forças nutritivas que, até agora desconhecidas, encontram-se conservadas nas rochas, no ar e na água. Isto é o que se conseguirá.


Contudo, apesar de ter sido processado, Julius Hensel publicou um livro (Pães e Pedra) sobre sua teoria agroecologica. Em síntese, ele explana sobre alguns assuntos como:
•Terras “novas” são ricas em minerais;
•A exploração agrícola esgota as reservas de minerais do solo;
•Estes minerais são provenientes da composição química das rochas que formaram o terreno;
•Deve-se moer as rochas e adicionar o fino pó resultante às terras “velhas”.

Tradução de Sebastião Pinheiro do Livro Pães de Pedra


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Dica do Dr. Fredi Lobo
Leiam: Pães e pedra de autoria de Julius Hensel. É um livro pequeno, fininho, simples de ler.
Pedi o meu nesse site:
http://www.rumo.com.br/sistema/ListaProdutos.asp?IDLoja=8360&IDCategoria=71799&q=Agroecologia&cch=&Pag=2&1ST=1&Y=1961893466449


Combater mosca negra com agrotóxicos pode trazer mais prejuízos
(Portal EcoDebate)

Nas últimas semanas, a imprensa tem divulgado com grande destaque a disseminação da mosca negra dos citros por 15 municípios paraibanos. O inseto ataca, sobretudo, as plantações de laranja, mas também afeta outros frutos, como romã, caju, graviola, amora, maracujá, gengibre, goiaba, mamão e sapoti. Apesar da larga proliferação, a estratégia de ação do Governo do Estado, centrada no uso de agrotóxicos em grande escala, pode trazer prejuízos muito maiores.

Para enfrentar a situação, os agricultores têm sido incentivados a aplicarem agrotóxicos em seus cultivos. A imprensa tem veiculado que cerca de R$ 250 mil em recursos públicos já foram reservados para a compra desses produtos químicos para usar nas regiões afetadas.

Entretanto, em todas as partes do mundo em que há ocorrência dessa praga, estudos de instituições de pesquisa e extensão demonstram que a melhor alternativa é o controle biológico e apontam para a completa ineficácia do combate com o uso de agrotóxicos, que, nessas circunstâncias, só tende a aumentar ainda mais o desequilíbrio do ambiente, eliminando a população de inimigos naturais da mosca negra.

Para se ter uma ideia, a organização alemã Coalizão contra os perigos da Bayer interpôs uma ação judicial contra a empresa exigindo a retirada do mercado mundial de todos os neonicotinoides (classe de inseticida à qual pertence o Provado, marca de agrotóxico comercializada no Brasil)*. O uso desse veneno está associado à grande mortalidade de abelhas que vem ocorrendo em toda a Europa, em várias regiões dos Estados Unidos e, inclusive, em São Paulo. O fenômeno é conhecido como Desordem de Colapso das Colônias. Produtos à base de neonicotinoides já foram proibidos na França, Inglaterra, Eslovênia e Itália em função dos danos causados a milhares de apicultores, assim como pelo prejuízo econômico na agricultura provocado pela mortalidade dos polinizadores. Segundo a Canadian Pest Management Regulatory Agency, além de representar um risco para as abelhas e outros polinizadores, o pesticida permanece no ambiente por muito tempo, com alto registro de resíduos no solo, comprometendo os próximos plantios e contaminando reservatórios de água.

Durante o programa Correio Debate (11/02), da Rádio 98/FM (Rede Correio Sat), que reuniu o secretário de Agropecuária e Pesca do Estado, Ruy Bezerra Cavalcanti; o secretário de Agricultura de Matinhas, Marcos Rosolen; o superintendente federal da Agricultura, Hermes Pereira, e o gerente de Defesa Agropecuária, Jamir Macena, reconheceu-se que existe uma polêmica sobre se o combate deve ser químico ou biológico, uma vez que haveria produtores reagindo ao uso de produtos químicos.

Segundo João Macedo, engenheiro agrônomo e assessor técnico da AS-PTA: O governo reconhece que o controle biológico é ideal, mas argumenta que é um processo lento e que para ter eficácia é necessário inicialmente diminuir a população de insetos por meio da aplicação de produtos químicos. Ora, isso é muito contraditório. Como defender a opção pelo controle biológico se utilizamos agrotóxicos? Há também o fato de que, após certo tempo, os insetos acabam criando resistência e, ao aplicarmos só nos citros, nada impede que a praga busque outras plantas hospedeiras. Enfim, o controle químico já é comprovadamente um método ineficaz, além de bastante caro e agressivo ao meio ambiente. É bom lembrar ainda que tanto a UFPB – Areia quanto a Embrapa Algodão possuem laboratórios em condições de produzir inimigos naturais da praga em curto prazo e em larga escala. Além disso, com a chegada das chuvas, haverá uma redução natural da população de insetos, mais um motivo para evitar medidas drásticas.

Além do controle biológico, que consiste em introduzir nas lavouras um inimigo natural da mosca negra, há alternativas que vêm sendo testadas e monitoradas pela equipe técnica da AS-PTA junto ao Prof. Jacinto Luna, da UFPB – Campus Areia. O professor tem feito aplicações de óleo de nim, óleo de castanha-de-caju e detergentes neutros em plantas infestadas tanto no campo como em laboratório.

Os resultados preliminares já são bastante promissores. Até o fim desta semana, espera-se que os dados já sejam conclusivos e que, com isso, possamos demover o governo dessa iniciativa de aplicar agrotóxicos, conclui Macedo.

Na região da Borborema, as famílias tradicionalmente produzem frutas em sistemas altamente diversificados, onde a própria natureza se encarregou de equilibrar as populações de insetos e pragas. A grande maioria das famílias da região nunca fez o uso de agrotóxicos. Esse contexto anuncia um enorme desastre ambiental e social decorrente das formas com que o governo vem tratando a questão. Acredita-se, portanto, que a posição do estado de incentivar o uso de venenos não se justifica, já que há inúmeras alternativas de domínio da própria pesquisa mais eficazes e com menos riscos econômicos, ambientais e sociais.

Considerando a importância do cultivo das plantas cítricas para a economia e alimentação permanente da população paraibana, o grande alarde da imprensa e as soluções imediatistas incentivadas pelos órgãos governamentais só aumentam o pânico dos consumidores e agravam a situação dos agricultores, que vêm sofrendo com barreiras fitossanitárias de alguns estados, como Pernambuco, proibindo a entrada das frutas cultivadas na Paraíba.

* Informação obtida a partir de matéria publicada em 2008 pela Environment News Service (ENS).

** Colaboração de Adriana, da AS-PTA, para o EcoDebate, 09/04/2010

FONTE: http://www.ecodebate.com.br/2010/04/09/combater-mosca-negra-com-agrotoxicos-pode-trazer-mais-prejuizos/


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Agrotóxicos versus saúde e meio ambiente.
Artigo de Marco Antônio de Moraes e Raul Marcelo

Leia o artigo escrito em conjunto pelo deputado estadual Raul Marcelo e pelo engenheiro agrônomo Marco Antonio de Moraes sobre a política governamental que opta pelo agronegócio e suas nefastas conseqüências: monoculturas, desmatamento e poluição por agrotóxicos e adubos industrializados.

[EcoDebate] A notícia veiculada pela “Folha de S. Paulo”, na edição do dia 22 de março, reportando as flagrantes irregularidades constatadas pela ANVISA nas empresas fabricantes de agrotóxicos, é um fato importante, uma vez que a produção desses produtos no Brasil é marcada pela excessiva tolerância do poder público para com essas empresas e substâncias perigosas.

O poder público tem a obrigação constitucional de tutelar e assegurar a saúde e a qualidade ambiental. Mas, em relação aos agrotóxicos, esse importante preceito constitucional é, na prática, negligenciado. São priorizados os aspectos meramente produtivistas e colocam-se em segundo plano os riscos intrínsecos a essas substâncias. Não fosse assim, os produtos com princípios ativos baseados em moléculas de organofosforados – de elevada toxicidade e proibidos em grande número de países do mundo – não teriam ainda uso autorizado no Brasil, como é o caso do Metamidofós, Acefato etc. São vários os trabalhos científicos que comprovam a alta toxicidade e os danos neurológicos ocasionados por esses compostos, inclusive triplicando o índice de suicídios nas populações mais diretamente expostas aos mesmos.

Como se denota da reportagem da “Folha”, o domínio de mercado é das transnacionais, que, vistas pelo cidadão incauto, são gigantes do mercado apenas pela extrema competência e compromisso com a sustentabilidade ambiental e social, como anunciam suas dissimuladas campanhas publicitárias. No entanto, são corporações absolutamente desprovidas de qualquer consciência ética ou ambiental.

As empresas produtoras de agrotóxicos lucram com o veneno na nossa alimentação, com a intoxicação de trabalhadores rurais e com a contaminação do nosso ambiente. E são as mesmas que nos impõem os transgênicos, produtos cujas conseqüências são ainda indecifráveis nos ecossistemas e organismos biológicos. Essas grandes corporações nos adoecem e nos ofertam medicamentos produzidos também em suas fábricas. Lucram com o fechamento de um ciclo de malefícios.

Tenta-se criar um mito, de fácil disseminação no senso comum, de que sem esses produtos não haverá capacidade de suprir as necessidades alimentares da população humana: os efeitos colaterais dos agrotóxicos são apregoados como uma espécie de mal menor ante a possibilidade de fome mundial. Desconsiderando que, mais do que uma questão de produção de alimentos, a fome que recai sobre grande parcela da população mundial é conseqüência do insano caráter concentrador do sistema capitalista.

Ademais, a criatividade humana tem plena capacidade para o desenvolvimento de tecnologias de produção agrícola que prescindam dos agrotóxicos, como mostram as crescentes vivências e experiências com agroecologia mundo afora. A disseminação de tais experiências encontra como principal obstáculo a insensibilidade governamental para um maior estímulo e incentivo à pesquisa, ao ensino e ao desenvolvimento de programas de extensão rural voltados para essa outra visão tecnológica.

A política governamental optou pelo agronegócio e suas nefastas conseqüências: monoculturas, desmatamento, poluição por agrotóxicos e adubos industrializados, concentração de renda e terras, empobrecimento do camponês, enfim, uma opção que não supera o histórico papel periférico de exportador de matérias-primas pelo Brasil. Trata-se de opção em evidente contradição com um novo paradigma de produção agrícola, mais limpa social e ambientalmente, voltada às necessidades humanas, e não apenas aos lucros de poucos.

Pensando nisso, elaboramos uma proposta de regulamentação da produção, comércio e uso de agrotóxicos no estado de São Paulo. A proposta tem como orientação a prevenção da saúde e do meio ambiente. Esperamos que a Assembléia Legislativa consiga, em seu conjunto, dar uma resposta à sociedade paulista em relação ao uso descontrolado dessas substâncias que ocorre atualmente no estado. É premente uma determinação política para que, acima dos interesses econômicos, esteja o bem estar da humanidade.

Marco Antônio de Moraes, 44, engenheiro agrônomo; Raul Marcelo, 30, deputado estadual e líder do PSOL na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo.

Artigo enviado pelos Autores para o EcoDebate, 11/04/2010
FONTE: http://www.ecodebate.com.br/2010/04/10/agrotoxicos-versus-saude-e-meio-ambiente-artigo-de-marco-antonio-de-moraes-e-raul-marcelo/

sábado, 10 de abril de 2010



Ecologia Médica

Esta estratégia terapêutica tem como princípio a unicidade de todos os seres e eventos. Tudo se relaciona com tudo. Infelizmente a Inquisição queimou as pessoas que transmitiam os ensinamentos tradicionais no Ocidente, gerando assim o terreno onde nasceu a ciência restrita a matéria.
Hoje a interdisciplinaridade vem se encarregando de resgatar a visão universal da realidade.

Na medicina podemos perceber que a doença não é um fenômeno individual restrito à pessoa doente, mas sim a evidência de que um desequilíbrio ecológico está se processando, o doente é apenas uma parte desse processo.
Há cerca de meio século começaram a surgir nos consultórios médicos pacientes com queixas vagas de perda de élan vital, desânimo, irritabilidade, insônia ou sonolência excessiva, distúrbios no apetite, etc.

Como esse quadro não corresponde a uma doença formatada para ser tratada, a medicina passou a prescrever ansiolíticos para esses pacientes entendendo que se tratava de um distúrbio neurovegetativo. Esse fenômeno foi tão sério que a venda de ansiolíticos cresceu dezenas nas últimas décadas.

Somente há cerca de 20 anos a medicina ortomolecular ou biomolecular constata que aqueles pacientes sofriam de uma microdesnutrição e intoxicação.
Não seria essa condição decorrente da anterior já que somos aquilo que comemos!
Vale salientar também que, alguns pesquisadores da área alimentar já começam a estabelecer paralelo entre as deficiências crônicas na alimentação cotidiana e o surgimento da violência.

Apesar de ter esclarecido a situação, a medicina ortomolecular prescreve pílulas para combater a microdesnutrição e desintoxicar, porém não interfere na produção dos alimentos.

Essa condição estanque e compartimentalizada do conhecimento está piorando dia após dia a nossa qualidade de vida, gerando distorções que produzem bloqueio emocional e físico nas pessoas, perpetuados por vícios posturais e atitudes mentais inadequadas.

É por isso que a ECOLOGIA MÉDICA tem como prioridade recuperar a sensibilidade, para que essas pessoas movidas pelos seus instintos mais profundos, possam reconhecer o que de fato necessitam, não só em termos alimentares, mas também nas atividades sociais, profissionais, lúdicas, afetivas, etc.

Quem sabe este seja o caminho para resgatar a ética e a estética tão escassas nos dias de hoje.A produção em solo vivo talvez seja uma das principais maneiras de reconectar o ser humano (mesmo o urbano) aos ciclos cósmicos da natureza.

A ECOLOGIA MÉDICA se propõe a atuar no ser humano devolvendo-lhe a sensibilidade (principalmente pelo uso da homeopatia e outras terapêuticas informacionais) bem como resgatando um hábito alimentar mais adequado, aliado a uma postura física mais equilibrada e uma atitude de vida mais realizadora.
Por outro lado fomenta a ação ambiental com a preservação da Natureza e a produção de alimentos de forma mais harmônica com a condição anterior.
A primeira proposta está sendo alvo de um grande projeto de pesquisa que vem sendo elaborado no Centro de Estudos Gerontológicos da UNIFESP com a proposta de criar uma abordagem que promova um envelhecimento saudável, integrando práticas médicas convencionais com Homeopatia, terapêutica anti-stress, reorganização postural e alimentar. A segunda preocupação é ambiental e é o foco do Centro de Ecologia Médica Florescer na Mata.Nessa área rural experimentam-se técnicas de recuperação da vitalidade do solo e suas conseqüências na produção agropecuária, bem como reaproximar o ser urbano do convívio monitorado com a Natureza no sentido de fomentar sua reconexão com os fluxos da Natureza e influências cósmicas.

Essa atuação simultânea no indivíduo e no ambiente natural é uma prioridade da ECOLOGIA MÉDICA e demanda programas educacionais que vão desde a recuperação do respeito pelo uso da energia, cuidados na reciclagem do lixo, etc., até a atuação junto a alunos do 1º grau de zonas periféricas tentando, através de atividades práticas resgatar o respeito pelo solo vivo e pela Natureza preservada.

Autor:
Fernando A. C. Bignardi
Diretor do Centro de Ecologia Médica “Florescer na Mata”
Conselheiro da Associação de Agricultura Orgânica.
Coordenador do Setor de Homeopatia da UNIFESP- Universidade Federal de São Paulo.
Prof. da Escola Paulista de Homeopatia

Fonte: http://www.florescernamata.com.br/site/institucional/ecologiamedica.asp

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Mamadeiras plásticas podem fazer mal aos bebês



Bisfenol A (BPA), um composto químico utilizado em latas, garrafas e mamadeiras é seguro, de acordo com relatório da Administração de Drogas e Alimentos dos EUA (FDA).

O FDA mantém sua posição mesmo quando o bisfenol entre em contato com os alimentos. Porém, de acordo com o Centro de controle e prevenção de doenças (USDA) do mesmo país , 93% dos americanos tem traços de Bisfenol na urina, ou seja, a substância é ingerida pois passa da embalagem para o alimento. O relatório do FDA tem 105 páginas e pode ser lido no site http://www.fda.gov/ohrms/dockets/ac/08/briefing/2008-0038b1_01_02_FDA%20BPA%20Draft%20Assessment.pdf. O mesmo contrasta com relatórios prévios americanos e europeus, que alertam sobre o possível efeito deletério do bisfenol.

Um relatório divulgado em abril de 2008 pelo Programa Nacional de Toxicologia dos EUA indicou que o bisfenol aumenta o risco de certos tipos de câncer e pode acelerar ou atrasar a puberdade. Porém, de acordo com o FDA o estudo em questão não mostrou dados suficientes que justifiquem as recomendações de uso do bisfenol nas embalagens.
Já o Canadá vem considerando banir o uso do composto em mamadeiras para bebês por isto algumas indústrias do país já iniciaram o processo de substituição do BPA por outros produtos menos tóxicos.

O disruptor endócrino bisfenol A (BPA), contido em embalagens é capaz de penetrar no organismo. Estudos mostram uma relação entre altas concentrações do composto e o desenvolvimento de doenças crônicas. Agora um estudo suíço mostrou que bebês alimentados com mamadeiras plásticas de policarbonato e rexinas epóxi estão em maior risco. Estas substâncias podem penetrar pelas vias aéreas, pela água ou junto ao alimento.

O BPA é uma substância que atual como o hormônio natural estrogênio. Mesmo em pequenas quantidades pode prejudicar o desenvolvimento sexual do feto e de recém-nascidos, principalmente pela ação disruptora, agindo sobre receptores de estrogênio. Isto porque os lactentes absorvem quantidades grandes de BPA, por isto a mamadeira ideal continua sendo o seio materno!

Von Götz N et al. Bisphenol A: How the Most Relevant Exposure Sources Contribute to Total Consumer Exposure. Risk Analysis, (2010), 30, 473-487.



Dica do Dr. Fredi Lobo:
O BPA também está presente em enlatados, algumas embalagens tipo tapperware e galões de água. Portanto deve-se optar sempre embalagens que sejam feitas de materiais inertes, como vidro, aço, fibras naturais.
Quem quiser saber mais sobre os malefícios do BPA, visite o site: http://www.otaodoconsumo.com.br/

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