terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Alimentos orgânicos - Algumas considerações importantes


A produção de orgânicos sempre que possível, baseia-se:
1)No uso de estercos animais,
2)Rotação de culturas,
3)Adubação verde,
4)Compostagem,
5)Controle biológico de pragas e doenças.

Tem como principal objetivo a manutenção da estrutura do solo além da sua produtividade, gerando alimentos saudáveis e produzidos baseados em uma relação harmônica com a natureza (homem/natureza, homem/animais homem/homem).

Por esses motivos, eu como médico e ecologista defendo essa causa. Alguns aspectos que sempre ressalto para quem me pergunta "Dr. porque vc está nessa de defender ecologia associada à medicina?":
1) Aspectos sanitários: alimentos orgânicos não possuem "defensivos" agrícolas sintéticos ou qualquer tipo de venenos que possa comprometer a saúde de qualquer ser na escala evolutiva, seja ele um invertebrado, seja ele um homo sapiens. Princípio este que jurei na minha formatura, princípio este criado pelo pai da Medicina (Hipócrates) "primum non nocere" que significa em primeiro lugar não lesar.

2) Aspectos ecológicos: a agricultura orgânica por não utilizar métodos agressivos e nocivos para a natureza, evita a degradação do meio ambiente. Isso inclui: manutenção das características do solo (as vezes adubando através de rochagem, mas sem utilizar fertilizantes sintéticos), manutenção da potabilidade da água e pureza do ar. A agricultura orgânica geralmente é familiar e ocorre de forma sustentável, na qual se respeita ciclos milenares (plantio/colheita). Desenvolvimento e preservação ambiental andam de forma conjunta.

De formal geral, a agricultura orgânica é baseada em três idéias. São elas:

1) Cultivo natural: é proibido o uso de agrotóxicos, adubos químicos e artificiais e conservantes no processo de produção.

2) Equilíbrio ecológico: A produção respeita o equilíbrio microbiológico do solo e as diferentes épocas de safra. O processo fica mais sustentável, não degradando a biodiversidade.

3) Respeito ao homem: o trabalhador tem que ser respeitado (leis trabalhistas, ganho por produtividade, treinamento profissional e qualidade de vida).

Para se obter um alimento verdadeiramente orgânico, é necessário conhecer diversas ciências (agronomia, ecologia, nutrição, medicina, economia, entre outras). Assim, o agricultor, através de um trabalho harmonizado com a natureza, tem condições de oferecer ao consumidor alimentos que promovam não apenas a saúde deste último, mas também do planeta em que vivemos.

O número crescente de produtores orgânicos no Brasil está dividido basicamente em dois grupos:
1) Pequenos produtores familiares ligados a associações e grupos de movimentos sociais, que representam 90% do total de agricultores, sendo responsáveis por cerca de 70% da produção orgânica brasileira;
2) Grandes produtores empresariais (10%) ligados a empresas privadas.
Enquanto na região sul cresce o número de pequenas propriedades familiares que aderem ao sistema, no sudeste a adesão é representada em sua maioria por grandes propriedades.

Atualmente, o Brasil ocupa a 34ª posição no mundo no ranking dos países exportadores de produtos orgânicos, sendo que na última década foi assistido um crescimento de 50%nas vendas por ano.

Calcula-se que já estão sendo cultivados perto de 100 mil há (hectares) em cerca de 4.500 unidades de produção orgânica espalhadas por todo o país. A maior parte da produção brasileira (cerca de 70%) encontra-se nos estados do Paraná, São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Espírito Santo. Apesar da tendência de crescimento, o Brasil ainda perde para a vizinha Argentina em termos de área certificada para o cultivo de orgânicos na América do Sul.

Da produção nacional de orgânicos, cerca de 75% é exportada, principalmente para a Europa, Estados Unidos e Japão. A soja, o café e o açúcar lideram as exportações. No mercado interno, os produtos mais comuns são as hortaliças, seguidos de café, açúcar, sucos, mel, geleias, feijão, cereais, laticínios, doces, chás e ervas medicinais. Infelizmente ainda não temos muitas frutas produzidas nos moldes correto.

Os países com maiores áreas de produção orgânicas são, respectivamente:
1) Austrália com 12,29 milhões de ha;
2) China com 2,3 milhões de ha;
3) Argentina com 2,22 milhões de ha.

Esses países têm como principal atividade nessas áreas orgânicas a pastagem não intensiva. Entretanto, alguns cuidados devem ser tomados na comparação entre países, pois a produtividade é extremamente variável entre eles. O Brasil se encontra na oitava posição, com 880 mil ha. Em termos de continente, a Oceania detém 40,7% da área sob manejo orgânico, seguida da Europa com 24,3%, América Latina com 16,2%, Ásia com 10,2%, América do Norte com 7,3% e África com 1,4%.

O Japão hoje é considerado um dos maiores mercados mundiais para produtos orgânicos. Devido à pequena dimensão territorial, a produção orgânica própria é pequena, principalmente se comparada à variedade e volume de produtos que importam, como cereais, legumes, frutas frescas, carne bovina, frango, queijo, entre outros.

Nos Estados Unidos, os produtores orgânicos certificados produzem principalmente cereais, com destaque para soja e trigo. O desenvolvimento da agricultura orgânica americana tem sido comparado ao da Europa, assistindo um volume de venda próximo dos U$5 bilhões anuais. Segundo dados da Organic Farming Research Fundation (Fundação de Pesquisa em Agricultura Orgânica), aproximadamente 1% do mercado americano de alimentos é proveniente de métodos orgânicos de produção.

Na Europa o desenvolvimento da agricultura orgânica e do consumo de produtos sem agrotóxico cresce a passos largos.

No final de 2009, na França, havia 16.446 fazendas orgânicas, um aumento de 23,7% em relação a 2008, e 677.513 hectares de terra orgânica, um aumento de 16% comparado a 2008. O país obteve destaque devido ao aumento significativo de algumas produções animais na linha orgânica, sobretudo o frango orgânico, que teve taxas de crescimento de 135% nos últimos dois anos.

A Alemanha foi o primeiro país do mundo a criar um organismo para inspeção e controle da produção orgânica e hoje o mercado alemão de produtos orgânicos é considerado um dos mais importantes da Europa. Em 1998, foram contabilizadas cerca de 6.786 unidades de produção (1,9% de sua área total).

Será que é orgânico mesmo? Como saber?

Se você pretende consumir alimentos orgânicos fique atento para não ser enganado. Procure sempre pelo selo de qualidade emitido por certificadoras reconhecidas pelo Ministério da Agricultura. São entidades como a Associação de Agricultura Orgânica (AAO), o Instituto Biodinâmico (IBD), entre outros. Essas entidades, ao todo cerca de 30 em todo Brasil, avaliam se a produção do alimento segue os critérios estabelecidos pela agricultura orgânica. Para ganhar o selo, os produtores seguem várias precauções e têm suas lavouras fiscalizadas a cada semestre. A presença do selo garante, portanto, a procedência e a qualidade dos produtos.

Aqui em Goiânia recomendo para os meus pacientes que comprem do pessoal da ADAO - GO (Associação dos Agricultores Orgânicos de Goiás) e da Fazenda Santa Helena (FSH)


10 MOTIVOS PARA CONSUMIR PRODUTOS ORGÂNICOS


1) SÃO ALIMENTOS NUTRITIVOS E SABOROSOS

Com solos balanceados e fertilizados com adubos naturais, se obtém alimentos mais nutritivos. A comida fica mais saborosa, conservam-se suas propriedades naturais como vitaminas, sais minerais, carboidratos e proteínas. Um alimento orgânico não contém substâncias tóxicas e nocivas à saúde. Em solos equilibrados as plantas crescem mais saudáveis, preservam-se suas características originais como aroma, cor e sabor.

Consumindo produtos orgânicos é possível apreciar o sabor natural dos alimentos. Além disso, quando se utiliza o sistema de Rochagem na adubagem o alimento fica mais rico devido a inserção de minerais ESSENCIAIS na composição do solo. Pesquisas internacionais demonstram que alimentos orgânicos apresentam, em média, 63% a mais cálcio, 73% mais ferro, 118% mais magnésio, 178% mais molibdênio, 91% mais fósforo, 125% mais potássio, 60% mais zinco que os alimentos convencionais. Possuem menor quantidade de mercúrio (29%), substancia que pode causar doenças graves (informação publicada no Journal of Applied Nutricion, 1993).

No ano passado pesquisadores da London School of Hygiene & Tropical Medicine, em Londres, Inglatrra, realizaram um levantamento com 162 artigos científicos publicadas nos últimos 50 anos, que mostrou que não existe uma diferença tão grande entre o alimento orgânico e o normal. Erro na metodologia ? Interesses exclusos ? Mesmo que não tivesse superioridade nutricional, só de não conter agrotóxicos ja É SUPERIOR !


2) SAÚDE GARANTIDA

Vários pesticidas utilizados hoje em dia no Brasil estão proibidos em muitos países, em razão de consequências provocadas à saúde, tais como:
1) Cânceres dos mais viversos tipos
2) Alergias alimentares
3) Asma
4) Infertilidade
5) Alterações hormonais principalmente quando se trata de hormônios sexuais
6) Hiperatividade em adultos e crianças
7) Déficit de atenção
8) Doenças neurodegenerativas
9) Aumento da produção de radicais livres e diminuição da produção de antioxidantes.
10) Intoxicação por metais pesados

Um relatório da Academia Americana de Ciências, de 1982, calculou em 1.400.000 o número de novos casos de câncer provocados por agrotóxicos. Além disso, os alimentos de origem animal estão contaminados pela ação dos perigosos coquetéis de antibióticos, hormônios e outros medicamentos que são aplicados na pecuária convencional, quer o animal esteja doente ou não.

Consumindo orgânicos protegemos nossa saúde e a saúde de nossos familiares com a garantia adicional de não estarmos consumindo alimentos geneticamente modificados.

Vale a pena ler o Post sobre a recente pesquisa da Anvisa, na qual a mesma detectou irregularidade em 29% dos alimentos analisados.

Veja também esse post sobre a Reavaliação de agrotóxicos e veja o quão grave é a situação.

3) PROTEÇÃO ÀS FUTURAS GERAÇÕES

As crianças são os alvos mais vulneráveis da agricultura com agrotóxicos. “Quando uma criança completa um ano de idade, já recebeu a dose máxima aceitável para uma vida inteira, de agrotóxicos que provocam câncer”, diz um relatório recente do Environmental Working Group (Grupo de Trabalho Ambiental). A agricultura orgânica, além disso mais, tem a grande tarefa de legar às futuras gerações um planeta reconstruído.

4) AMPARO AO PEQUENO PRODUTOR

O trabalhador rural precisa ser preservado, tanto quanto a qualidade ecológica dos alimentos. Adquirindo produtos ecológicos, contribuímos com a redução da migração de famílias para as cidades, evitando o êxodo rural e ajudando a acabar com o envenenamento por agrotóxicos sofrido por cerca de 1 milhão de agricultores no mundo inteiro.

5) SOLOS FÉRTEIS

Uma das principais preocupações da Agricultura Orgânica é o solo. O mundo presencia a maior perda de solo fértil pela erosão em função do uso inadequado de práticas agrícolas convencionais. Com a Agricultura Orgânica é possível reverter essa situação.

6) ÁGUA PURA

Quando são utilizados agrotóxicos e grande quantidade de nitrogênio, ocorre a contaminação nas fontes de água potável. Cuidando desse recurso natural, garante-se o consumo de água pura para o futuro.

7) BIODIVERSIDADE

A perda das espécies é um dos principais problemas ambientais. A Agricultura Orgânica preserva sementes por muitos anos e impede o desaparecimento de numerosas espécies, incentivando as culturas mistas e fortalecendo o ecossistema. A Fauna permanece em equilíbrio e todos os seres convivem em harmonia, graças à não utilização de agrotóxicos. A Agricultura Orgânica respeita o equilíbrio da natureza e cria ecossistemas saudáveis.

8) REDUÇÃO DO AQUECIMENTO GLOBAL E ECONOMIA DE ENERGIA

O solo tratado com substâncias químicas libera uma quantidade enorme de gás carbônico, gás metano e óxido nitroso. A agricultura e administração florestal sustentáveis podem eliminar 25% do aquecimento global. Atualmente, mais energia é consumida para produzir fertilizantes artificiais do que para plantar e colher todas as safras.

9) CUSTO SOCIAL E AMBIENTAL

O alimento orgânico não é, na realidade, mais caro que o alimento convencional se consideramos que, indiretamente, estaremos reduzindo:
1) Gastos com MÉDICOS e MEDICAMENTOS
2) CUSTOS com a recuperação ambiental.

10) CIDADANIA E RESPONSABILIDADE SOCIAL

Consumindo orgânicos, estamos exercitando nosso papel social, contribuindo com a conservação e preservação do meio ambiente e apoiando causas sociais relacionadas com a proteção do trabalhador e com a eliminação da mão-de-obra infantil.


Maiores Informações: http://www.prefiraorganicos.com.br/


Vale a pena pagar mais por certos orgânicos?

Os adeptos da culinária saudável já estão cansados de saber dos benefícios dos alimentos orgânicos, infelizmente, investir 100% nesse tipo de frutas, legumes, folhas e até sucos e carnes ainda custa caro e é privilégio de poucos.

Pensando nisso, conversamos com especialistas para garimpar alguns itens nesse universo orgânico e saber exatamente por quais deles e em que situações realmente vale a pena se pagar mais em nome da saúde.

Um bom começo para começar a mudar os hábitos à mesa, sem pesar muito no bolso, seria substituir os campeões em agrotóxicos por suas versões orgânicas. Não é à toa. De acordo com a nutróloga Lívia Zimmermann, o consumo diário dessas substâncias nocivas pode intoxicar o organismo, criando um "ambiente" propício ao desenvolvimento de doenças - desde alergias até o câncer a longo prazo. "Há, inclusive, estudos que sugerem que os aditivos químicos, principalmente os corantes encontrados em alimentos industrializados, podem ter relação até com distúrbios psicológicos", alerta Lívia, membro da diretoria da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran).

Reveja sua lista de supermercado

Comer uma salada de tomates, hoje, pode ser uma aventura e tanto, graças ao nível de contaminação dessa fruta - que aparece nas feiras e sacolões cada vez maior e mais vermelha (como um típico efeito do uso de agrotóxicos). "A dona de casa mais atenta pode observar uma película meio esbranquiçada na casca do tomate. É o sinal da presença dos aditivos químicos", explica a nutróloga Lívia Zimmermann.
Trocar o tomate convencional pelo orgânico, portanto, pode valer a pena, especialmente no prato das crianças. Sabe-se que os efeitos dos agrotóxicos são cumulativos - por isso, de acordo com os especialistas, o quanto antes barrarmos boa parte desse contato, melhor.
O tomate é o vilão maior, mas entre os reis da contaminação ainda estão o morango, a melancia, o melão, a abóbora, enfim as frutas rasteiras, além do mamão e das verduras (legumes e folhas). No geral, nos cultivos tradicionais, esses alimentos recebem uma quantidade grande de químicos, por serem mais suscetíveis à ação de pragas, como as ervas daninhas.
Segundo Fernanda Pisciolaro, nutricionista Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), os cuidados devem ser redobrados com alimentos que se come com a casca e com aqueles que não têm casca (a exemplo do morango). Nem as carnes vermelhas escapam dos alimentos que merecem atenção (e que poderiam ser substituídos por sua versão orgânica). Os hormônios de crescimento e antibióticos usados na criação bovina podem causar prejuízos ao organismo. Isso não ocorre com a carne orgânica, resultado de um gado criado em pasto orgânico, com alimentação orgânica e sem o uso de remédios alopáticos.

Ganhos na qualidade e no sabor

"O agrotóxico deixa o morango com gosto de acetona. A fruta orgânica é bem diferente, muito mais saborosa", completa Raquel Diniz, coordenadora do Instituto Akatu, uma organização não-governamental que busca estimular o consumo consciente e sustentável.

José Pedro Santiago e Alexandre Harkaly, diretores da associação de certificação de orgânicos, o Instituto Biodinâmico (IBD), garantem que os alimentos orgânicos contêm uma concentração mais elevada de nutrientes. Para confirmar o que dizem, eles lembram de 41 estudos científicos divulgados, em 2005, pela Soil Association, da Inglaterra, que atestavam uma presença maior de vitamina C, magnésio e fósforo nos orgânicos.
"A laranja, por exemplo, contém 12% mais vitamina C e menos resíduos de nitratos em relação à convencional", comenta José Pedro. Essa maior concentração de nutrientes, segundo o especialista, pode ser vista também no leite orgânico, que apresenta maior quantidade de cálcio e vitaminas.

Reconheça um alimento orgânico

Para ser considerado orgânico, o alimento deve seguir alguns padrões essenciais de plantio e colheita. De início, nada de agrotóxicos ou agentes químicos, como os pesticidas, para "reforçar" a terra e evitar pragas e ervas daninhas.
Normalmente, os produtos vendidos em supermercados apresentam um selo de certificação, desde que tenham, no mínimo, 95% de ingredientes orgânicos. "Para certificar um produto, seguimos diretrizes que vão da produção primária à industrialização, armazenamento e transporte do produto. Além de questões de conservação do solo", afirma Alexandre Harkaly, diretor do IBD. O selo vale tanto para frutas e vegetais, quanto para laticínios e carnes.
Mas, se você tem o hábito de freqüentar feiras ou sacolões e mercadinhos próximos da sua casa, vai uma dica: alimentos orgânicos tendem a ter um aspecto mais feio. Isso reflete tanto no tamanho da fruta, quanto na coloração. Portanto, se você não quer abrir mão dos tomates "vermelhões" e gigantes, porém cheios de agrotóxicos, nem passe perto das prateleiras orgânicas. Ali, a fruta é menor e de um vermelho mais discreto.
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Fonte: Redação Terra

Serviços:
Alexandre Harkaly - diretor do IBD (Associação de Certificação Instituto Biodinâmico)
www.ibd.com.br
Fernanda Pisciolaro - nutricionista, membro da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica)
www.abeso.org.br
José Pedro Santiago - diretor do IBD (Associação de Certificação Instituto Biodinâmico)
www.ibd.com.br
Lívia Zimmermann - nutróloga, membro da diretoria da Abran (Associação Brasileira de Nutrologia)
www.abran.org.br
Raquel Diniz - coordenadora do Instituto Akatu
www.akatu.org




Caros leitores,

Ao longo desses quase 4 anos de blog várias pessoas enviaram e-mail ou perguntaram via twitter ou facebook  onde encontrar alguns tipos de produtos em Goiânia. Produtos que ortomoleculares e nutricionistas funcionais prescrevem com frequência. Por exemplo:
1- Pão sem glúten e outros produtos sem glúten em Goiânia;
2 - Produtos sem lactose,
3 - Produtos vegetarianos,
4 - Produtos orgânicos e ecossustentáveis.
5 - Frango caipira, carne de gado criado de forma natural (criado solto em pasto, sem antibióticos ou hormônios), ovos caipira.
6 - Linhaça orgânica, Kinua (quinoa) orgânica, Semente de chia, Óleo de coco, Quefir, Kefir

Por ser portador de intolerância à lactose e intolerância ao glúten, comecei minha saga buscando produtos isentos das duas substâncias (lactose e glúten), para uso pessoal.

Portanto, como ecologista busco sempre orientar meus pacientes, familiares e amigos que na medida do possível prefiram  os ORGÂNICOS e tentem consumir o mínimo de produtos com corantes, acidulantes, conservantes, pois nenhum deles tem ação benéfica para a nossa saúde e há poucos estudos bem definidos para evidenciar  inofensividade dos mesmos.

Encontrei algumas lojas na cidade e fiz uso dos seus produtos. Portanto sei da grande dificuldade que é encontrar produtos sem lactose/sem glúten, orgânicos. Baseado nessa experiência resolvi elaborar uma lista com os principais estabelecimentos que produzem e/ou revendem produtos naturais (CONFIÁVEIS) em Goiânia. Hoje o Portal Goiânia Mais Saúde já reúne uma lista bem mais completa. Visite o portal www.goianiamaissaude.com.br 

LISTA DE ESTABELECIMENTOS QUE VENDEM PRODUTOS NATURAIS, SEM GLÚTEN, SEM LACTOSE EM GOIÂNIA - GO.


  • Fazenda Santa Helena (serviço de orgânicos delivery): A Fazenda Santa Helena, de propriedade da mercadóloga Adriana Lyra e do médico ortomolecular Mauro Tarandach está situada a 25km de Goiânia na cidade de Teresópolis de Goias. A fazenda apresenta um serviço de cestas orgânicas delivery (a domicílio). Para fazer o pedido é bem simples. O cliente deve ligar para o número (62) 3086-4107 e fazer um cadastro rápido para receber, por e-mail, uma tabela com todos os produtos disponíveis naquela semana. As encomendas são feitas às segundas e quartas, até às 16h, e as entregas são realizadas às terças e quintas. O que encontrará:Ervas, temperos e condimentos, legumes, verduras, tubérculos e grãos, todos orgânicos e certificados pelo Instituto Biodinânimo (IBD). O cliente também pode escolher produtos extras para completar o cardápio básico, como leite, queijos, café, açúcar, frango, azeite, farinhas, molhos, geleias e biscoitos, fornecidos por parceiros goianos e de outros estados, selecionados e obrigatoriamente certificados
  • Seivas e aromas (Empório orgânico): Rua C220 c/ C149 Qd. 529 Lt. 10 - Jardim América - Goiânia - GO. Fone: 62-3086-3909 Site: http://www.seivasearomas.com.br/ Grande diferencial: O pessoal é da ADAO-GO, tem experiência há décadas no ramo, produtos 100% orgânicos, de confiança. Tem hortaliças e frutas orgânicas frescas diariamente. De segunda a sábado. Por ser mais próximo a minha casa, compro semanalmente lá. O que encontrará: TODOS os produtos são orgânicos (verduras, legumes, frutas típicas do cerrado, morangos orgânicos, pestos orgânicos, imensa variedade de chás, tofu (soja orgânica), frango caipira, ovos caipiras, leite de vaca "verde",
  • Casa de Gaia: Avenida T-9, nº1967, qd. 552, lt. 19 – Jardim América. Goiânia – Goiás. CEP: 74255-220. Horário de funcionamento: 2ª a 6ª das 9:30h as 19:00h e sábados e feriados: 9:30h as 14:00h. Fone: (62) 3642-3082
  • Quintal - alimentos saudáveis:  Rua 7 esquina com Av. B, Galeria Via Maris, Setor Oeste (quarteirão do Castro's Park Hotel). Fone: (62) 3224-3945.
  • Cerrado alimentos orgânicos: R 10 342 - Setor Sul, Goiânia, GO | CEP: 74080-420. Fone: (62) 3213-4388
  • Natural Alimentos: Rua 4, c/ Av. Tocantins, Centro  Fone: 3089-0999
  • Mundo verde (Setor Oeste): Rua 9, 872, qd. G 6, lt. 34 E, loja 7, St. Oeste Fone: 3941-8787, Mundo Verde (Shopping Flamboyant): Av. Dep. Jamel Cecílio, 3300, qd. B 34, lt. 2E, piso 2, St. Alto da Glória, Fone: 3954-4041. www.mundoverde.com.br E-mail: goiânia@mundoverde.com.br  /   flamboyant@mundoverde.com.br
  • Knaterra: Av. T-63, 1047, sl. 09, St. Bueno Fone: 3412-7019. E-mail: knaterra@hotmail.com 
  • Armazém Saúde: Rua 12 c/ Av. Portugal Nº 280 Qd. K6 LT 7 - Setor Oeste, - Goiânia - GO. Fone: 62-3541-6016. Grande diferencial: A proprietária é nutricionista, muito gentil, pode orientar sobre muita coisa. Há uma gama de suplementos que geralmente prescrevo, tais como: L-glutamina, BCAA, Lactofos. O que encontrará: Produtos orgânicos, light, diet, sem lactose, sem glúten e outros produtos naturais orgânicos e não-orgânicos. Diversos tipos de suplementos utilizados na estratégia ortomolecular: lactobacilos, l-glutamina, BCAAs, Whey Protein.
  • República da saúde: Rua 89 nº 655 - Setor Sul - Goiânia - GO. Fone: 62-39426575. Grande diferencial: Uma variedade de produtos naturais, além dos almoços diários preparados pelo Chef Tony, feito com produtos orgânicos que eles cultivam. Almoço nota 1000. Vale muito a pena. O que encontrará: Produtos orgânicos, muitos produtos light, diet, grande variedade de produtos sem lactose (chocolate de alfarroba), produtos sem glúten (macarrão, granola, frutolla, sopas, chocolates), almoço e lanches diariamente.
  • Mundo verde: Rua 9, 825 - Setor Oeste - Goiânia - GO ou no Shopping Flamboyant. Fone: 62-39418787. Grande diferencial: Tem pão sem glúten (de forma) que se assemelha muito ao pão de forma tradicional. Os ingredientes não são orgânicos mas na embalagem afirmam que são livre de transgênicos. Como é uma franquia espalhada por todo o país, têm uma grande variedade de produtos.
  • Feira Agroecológica da Associação Goiana dos Agricultores Orgânicos: Mercado Municipal da Rua 74, 329 - Centro - Goiânia - GO. Dia: Sábado, das 7h30 às 11h. Fone: 62-3524 1111. Contato via e-mail: adao_go@hotmail.com. Obs: a ADAO-GO tem serviço de delivery.
  • Alimentação Viva (Proprietária: Aparecida): Fone: 8168 6947 e 32423488. Grande diferencial: Os pães sem glúten, como são feitos somente sob encomenda são utilizados ingredientes selecionados a critério do freguês (ex. podem acrescentar amaranto, kinua, linhaça, gergelim, erva-doce, canela, féculas diversas). Os biscoitos sem glúten também são deliciosos. O que encontrará: Brotos e germinados orgânicos, alimentação viva, pão dos essênios, pão sem glúten, biscoitos sem glúten, mudas de capim de trigo, suco verde, bolos doces com ingredientes altamente selecionados.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Multivitamínicos podem perturbar o sono, indicam estudos

Por Anahad O'Connor do The New York Times

Cientistas descobriram um índice levemente maior de sono insuficiente ou interrompido em pessoas que tomavam suplementos multivitamínicos

Milhões de americanos tomam suplementos multivitamínicos todos os dias, na esperança de obter vários tipos de benefícios para a saúde. Mas quando se trata de uma boa noite de sono, será que essas pílulas podem prestar um desserviço?

Ao longo dos anos, relatos sugeriram isso. Alguns usuários alegam que esses suplementos reduzem seu sono e levam a despertar mais frequente no meio da noite. Em um estudo realizado em 2007, pesquisadores recrutaram centenas de participantes e investigaram seus hábitos de sono - incluindo seu uso de vitaminas e medicações -, e então pediram que eles mantivessem um "diário do sono" por duas semanas.

Após controlar fatores como gênero, idade e outras variáveis, os cientistas descobriram um índice levemente maior de sono insuficiente ou interrompido em pessoas que tomavam suplementos multivitamínicos. Mas por terem encontrado apenas uma associação, eles não puderam excluir a possibilidade de que as pessoas com sono mais pobre simplesmente são as com maior tendência a buscar os multivitamínicos.

Se há um efeito, o problema é separar os efeitos das vitaminas individuais. Há alguma evidência de que a vitamina B produz alguma consequência. Alguns estudos mostram que ingerir vitamina B6 antes de ir para a cama pode levar a sonhos muito vívidos, o que pode acordar as pessoas. A B6 ajuda o corpo a converter triptofano em serotonina, um hormônio que afeta o sono. Outros estudos mostram que a vitamina B12 pode afetar os níveis de melatonina, promovendo a vigília.

Para aqueles que suspeitam que seus suplementos multivitamínicos podem estar abreviando seu sono, a melhor solução pode ser simplesmente tomar as pílulas pela manhã, ou pelo menos algumas horas antes de ir para a cama.

Sendo assim, há evidências de que suplementos multivitamínicos podem perturbar o sono noturno.

FONTE: http://tinyurl.com/348no8l

Comentário

Na ortomolecular utilizamos a B6 com resultados bons para pacientes com insônia, porém dificilmente (eu) prescrevo B6 após as 18:00. Justamente pelo fato dela ser co-fator para a produção de serotonina. Reação ao aumento de serotonina é variado, não é regra que para todos os pacientes ela ocasionará bem-estar, sensação prazerosa. Muitos relatam agitação, euforia. Então na dúvida, se quero formar mais serotonina, prescrevo B6 assim como o precurssor da serotonina (L-triptofano ou 5HTP) até as 18:00.

sábado, 25 de dezembro de 2010

O papel dos Smart Nutrients


A despeito do ceticismo acadêmico a respeito da existência de smart nutrients, exemplificaremos substâncias nutritivas que amplificam a inteligência neste breve espaço de tempo, com alguns dos 50 nutrientes essenciais cuja combinatória são bons candidatos a amplificar principalmente o hardware daquele aspecto da inteligência denominado inteligência emocional. A inteligência emocional tem sido correlacionada com 80% do sucesso nas relações humanas e no trabalho criativo.

Algumas premissas devem ser consideradas a respeito do papel dos smart nutrients na amplificação da inteligência emocional. A primeira delas diz respeito à inteligência fluídica, que se correlaciona com a memória funcional, de trabalho (MT), do córtex intrínseco frontal, cuja finalidade é elaborar planos para o futuro, baseados nas experiências passadas e em dados presentes. Este tipo de memória se apresenta mais sensível aos nutrientes do que um outro tipo, denominado memória associativa (MA), que é automática, inconsciente e involuntária do córtex intrínseco posterior. Na MA se depositam, sob a forma de regras rígidas, insensíveis a contexto, as regras flexíveis sensíveis a contexto criadas pela MT que também funciona como memória de aquisição de conhecimentos produto do entendimento contextual por decodificação analógica predominante no hemisfério frontal direito e codificação digital do hemisfério frontal esquerdo o que permite, uma melhor compreensão das mensagens dos ambientes social, profissional e ecológico.

A Segunda premissa a ser considerada diz respeito à estrutura da MT, que contém quatro sub-unidades de processamento:

1. Unidade de percepção na área orbito frontal (OF) predominantemente colinérgica, que detecta, por exemplo, sinais sociais significativos semelhantes, comuns a todos os seres humanos e diferentes que levam a classificar os indivíduos por suas diferenças para melhor e para pior, o que permite colocar as pessoas na distância que elas merecem;
2. A sub-unidade de computação gráfica na área dorso lateral direita (DLD) predominantemente serotoninérgica na qual as necessidades estimulam a construção de eus trajetórias e cenários futuros, alternativos, otimistas e pessimistas (ETCS/FAOPS) possíveis;
3. Uma sub-unidade de cálculo de probabilidades na área dorso lateral esquerda (DLE) predominantemente noradrenérgica que filtra do conjunto dos ETCS/FAOPS possíveis criados pela imaginação o subconjunto dos ETCS/FAOPS mais prováveis em termos de vantagens a obter e perigos a evitar, o que permite priorizar estratégias de sobreviver e de viver melhor;
4. Uma sub-unidade de tomada de decisão na área suplementar motora (ASM) predominantemente dopaminérgica onde do subconjunto de ETCS/FAOPS mais prováveis é filtrado e selecionado o subconjunto de ETCS/FAOPS mais desejáveis, sobre o impacto das motivações dominantes geradas pelo programa genético das necessidades fundamentais conforme o modelo 9.

As necessidades fundamentais  graças aos condicionamentos geram interesses temáticos cuja convergência chama-se motivação dominante num momento decisório dado.
O looping entre estas quatro sub-unidades corresponde à fase de elaboração de planos no quadro 1 A, que é seguido do tempo 2, fase de execução do plano.

A terceira premissa diz respeito à fase de avaliação de resultados positivos e negativos de planos onde o comparador fronto hipocampal mede a distância entre os valores DEVE do plano elaborado com os valores É do plano executado. Em termos menos cibernéticos e mais poéticos o comparador avalia a distância entre o sonho sonhado e o sonho realizado, o que vale dizer o grau de concretização dos sonhos entre o nível de aspiração de (valores DEVE) e realização de (valores É).

Quanto maior a distância maior o grau de stress, depressão, ansiedade, agressividade, queda do amor a si (auto-estima), aos outros e à vida. Se os valores estão próximos, surgem respostas agradáveis, de aproximação amorosa das fontes de satisfação e/ou respostas agradáveis, de amor a si e à vida. A ressonância emocional positiva, e agradável, é amplificada ou restaurada por neurotransmissores monoaminérgicos: serotonina, noradrenalina e dopamina (SENADO), enquanto que o excesso de neurotransmissores colinérgicos e de substância P hipersensibilizam a ressonância emocional negativa, e desagradável. É importante prestar atenção aos receptores de serotonina do tipo 5HT2-R que ativam o circuito da dor enquanto os receptores do tipo 5HT1-R inibem a dor e criam condições para ativar o circuito do prazer em sinergismo com a dopamina que faz parte do circuito do prazer e cuja deficiência causa a Síndrome da deficiência de recompensa conforme quadro 6. O excesso de dopamina quando ativa o receptor D2-R na presença de excesso de 5HT2-R amplifica a excitação do circuito da dor causando os três quadros clínicos de depressão: depressão maior, bipolar e sintomas negativos da esquizofrenia. A fosfolipase A2 (PLA2) hiperativa por stress oxidativo (SOX) gera o excesso desses dois receptores e o smart nutrients Eicosa Pentanoic Acid (EPA) bloqueia em 80% esta enzima quando atinge um grama no plasma. O litio na dose nutricional de 6 milimols diários também inibe o PLA2 além de inibir a fosfolipase C que agrava as oscilações de percepção eufórica, maníaca e depressiva da depressão bipolar. Enquanto o EPA inibe adicionalmente a co-enzima A Indutora de Transacilação (CoAIT) que também está alta na depressão maior. Na esquizofrenia um outro gen agrava o quadro junto com PLA2, trata-se do enzima Fac-L2.

O cromossomo 11  é também afetado por falta de cromo e vanádio que tem a função de aumentar a sensibilidade do receptor de insulina que ativa no braço curto (BC) as enzimas de síntese de monoaminas (SENADO) e os transportadores de glicose (GLUT1/3) para dentro do cérebro evitando assim a hipofrontalidade comum às depressões e esquizofrenia crônica com predomínio de sintomas negativos, depressivos. O braço longo (BL) do cromossomo 11 produz as enzimas de síntese dos receptores D2-R e D4-R cuja deficiência está correlacionada com Síndrome de deficiência de recompensa (SDR) conforme quadro 6.

Ao utilizar smart nutrients na amplificação da inteligência emocional indiretamente estamos beneficiando pessoas que precisam de tratamento e prevenção de stress, depressão, ansiedade, agressividade, deterioração da auto-estima, amor à sociedade e à vida em geral, distúrbio de personalidade e os círculos viciosos do Quadro 2.

Para isso, várias estratégias de prevenção e tratamento:

A primeira delas está relacionada ao tratamento e prevenção do stress biológico que gera SOXc começando por avaliar e tratar perfil dos minerais essenciais em déficit, bem como dos minerais tóxicos, que podem ser detectados pela correlação entre o mineralograma dos fios de cabelo e as vastas descobertas da psiquiatria biomolecular acerca das vitaminas, aminoácidos, glicídios, lipídios, antioxidantes, poluição eletromagnética (Quadro 5), diabete cerebral e fatores de risco de microisquemia cerebral.
A Segunda delas está relacionada a outros dois dos três tipos de stress que geram SOX-cerebral e são ignorados e/ou mal administrados pelo modelo médico psiquiátrico convencional. (Ver quadro 2). Acreditamos que estes sejam os principais geradores de um círculo vicioso, que alia stress, depressão e ansiedade. Estes fatores bloqueiam a inteligência emocional, o que, por sua vez, produz o maior poluente semântico do processo civilizatório da Segunda onda (TOFLER): o fanatismo antidemocrático, econocêntrico e imediatista. (Ver Quadro 3). Esta “bola de neve” caótica, que acumula stress oxidativo cerebral por stress do conflito íntimo central e stress por duplo vínculo, produz um shunt disfuncional na memória de trabalho, pontuadas por características obsessivas e fantasiosas. Os principais nutrientes para a administração Botton up do shunt do SOXc (Quadro 1B) gerador de DA3, BQE e distúrbio de personalidade (neuroses) e psicotização. Toda esta administração do SOXc via stress biológico deve obedecer às leis da orquestração e individualidade proposta por Roger Williams. Esta orquestração bioquímica deve ampliar-se até a orquestração biofísica e conceitual, portanto, devemos estar atentos aos poluentes físicos que envolvem excesso de luz, campos eletromagnéticos, ruído, calor, ionização atmosférica. Por outro lado, a poluição conceitual que vai desde a pesquisa e ensino acadêmico a denominada medicina baseada em evidência fortemente atrelada financeiramente a industria farmacêutica e alimentar responsável por grande parte do stress oxidativo cerebral que inicia o círculo vicioso das doenças mentais. (Ver Quadro 2).

Neste modelo, (o stress oxidativo cerebral forma dois pólos capazes de incitar círculos viciosos), aliados a distúrbios psicossociais e psicossomáticos. Por outro lado, em nível biológico, existe a dupla interação entre stress oxidativo e os cinco seguintes fatores de depressão, a saber, conforme quadro 5:

• Déficit de nutrientes, por MÁ INGESTÃO (MAI). Este processo é ainda agravado pelo desconhecimento da Lei da Individualidade Bioquímica, proposta por Roger Williams, bem como do conceito de dependência bioquímica, demonstrado por Linus Pauling, para explicar a deficiência de vitaminas B6, B3 e C em 95% das depressões graves e esquizofrenia. Estas deficiências podem ser atualmente relacionadas as mitocondriopatias, sugeridas pelo mineralograma capilar, e podem estar relacionadas a diferentes substancias, como por exemplo, o manganês, necessário para o SOD-Mn (antioxidante dentro da mitocôndria), bem como também para as glutamina-sintetase que evita intoxicação mitocondrial por ácido glutâmico transformando em glutamina capaz de gerar GABA, neuro transmissor tranqüilizante. A dopa-beta-hidroxilase sintetiza noradrenalina da calculadora de probabilidade que protege de ansiedade antecipatória estressora. Os adubos tipo NPK seqüestram zinco, cobre, selênio e iodo dos alimentos. Os carbohidratos refinados excretam o cromo, zinco e manganês pela urina: os três minerais mais freqüentemente correlacionados com a depressão, deficientes em metade da população aos 50 anos de idade. A vitamina C é liberada do ômega 7 (os quatro ômegas) durante as microisquemias cerebrais consideradas causas freqüentes de perda de memória inclusive da doença de Alzheimer. O óxido nítrico protegido pela vitamina C liberada permite a dilatação dos vasos para a chegada de nutrientes aos neurônios e a retirada de poluentes além de evitar a produção do mais perigoso radical livre no cérebro o peróxinitrito e isto permitiria explicar porque nos estudos epidemiológicos a vitamina C é a principal vitamina encontrada no liquor de cérebros longevos. O cérebro é composto de 60% de gordura, onde o ômega 7 armazena vitamina C, que também faz parte de uma rede de antioxidantes.

• MÁ ABSORÇÃO (MAB) (Ver Quadro 5) classificada como MAB1 por hipocloridria e a conseqüente hipoglicemia e hiperglicemia por má absorção de cromo. MAB2 por deficiência em enzimas pancreático zinco dependente para a digestão de proteínas causando alergias e intolerâncias cerebrais e MAB 3 que envolve má absorção de ferro, cálcio e magnésio além de disbioses, distúrbios de permeabilidade intestinal com passagem de exotoxinas tais como: metais tóxicos e endotoxinas de germes oportunistas tais como: clostridium dificille, que bloqueia a enzima de síntese de serotonina e cândida que bloqueia a produção de ATP para proteger de stress oxidativo.

• Desregulação de neurotransmissores por excesso de poluentes também pode entrar pela pele, por exemplo: os corrinóides, ou seja, a estrutura da molécula de B12 sem o átomo central de cobalto que é substituído por metais tóxicos como chumbo, mercúrio, cádmio. Tais moléculas são confundidas pela pele, barreira do plexo coróide que faz parte da barreira hematoliquórica e barreira placentária como se fora vitamina B12 e por isso o núcleo corrine junto com os metais tóxicos que entram de contrabando funcionam como smuglers expressão alemã para contrabandista, neste caso contrabandistas que geram doenças, pois a medicina ortomolecular utiliza smuglers terapêuticos que são os metais nutritivos quelados, por exemplo: zinco, manganês e cobre quelados que são absorvidos pelo duodeno quando o estômago está com dificuldades de absorver estes mesmos metais de forma ionizada pelo ácido clorídrico em falta. Em outras palavras contornando a MAB1 enquanto não houver a MAB2. Ocorrência muito freqüente quando estamos com stress psicossocial agudo.

• A má circulação cerebral por LDL-peroxidado, e sua relação com a destruição de receptores de serotonina, e a combinação do LDL-peroxidado com a homocisteína tiolactona ( LDL + Homocisteína tiolactona) produzem placas de ateroma que entopem os vasos ao serem fagocitados por macrófagos que estufam e morrem aderentes às paredes e se transformam em células espumosas denominadas foams cells. Os efeitos neurotóxicos da homocisteina, por deficiência de B6, B9 e B12, se somam aos efeitos das isquemias geradas por conflitos e distúrbios vegetativos adrenérgicos via superóxido, que inibe o óxido nítrico, gera peroxinitrito e o CD18 do neutrófilo este funcionando como adesivo nos vasos cerebrais. A vitamina C ao gerar óxido nítrico inibe o CD18, promovendo a aerobiose neuronal, que é indispensável à síntese de neurotransmissores da inteligência emocional, do humor e da definição de identidade (neste caso, por isquemia freqüente do córtex parietal direito). A reposição de minerais cuja carência são fatores de risco de problemas cardiovasculares e isquemicos detectados pelo mineralograma capilar são pela ordem de freqüência os seguintes: magnésio, enxofre, cálcio, cobre, selênio e cromo.

• Hipoglicemia, hiperglicemia, hiperinsulinismo, resistência de receptores à insulina ao nível de braço curto e longo do cromossomo 11 e diabete cerebral do tipo2, com deficiência de receptores de glicose do tipo 1 e 3 na barreira hematoencefálica e na membrana dos neurônios e da glia respectivamente fazem parte de um conjunto de conseqüências da má ingestão de carbohidratos refinados e a fome destes carbohidratos após recomendações da opinião médica que recomenda a pirâmide alimentar americana agravada pela escasses de gorduras essenciais e excesso de luz e poluição eletromagnética conforme quadro 6. As deficiências de cromo e de vanádio, que atuam na sensibilidade dos receptores de insulina, atuam em sinergismo com os exercícios aeróbicos, por serem estes multiplicadores daqueles. Assim, o tratamento da depressão se dá através da ativação de porções dos braços curto e longo do cromossomo 11 (Quadro 6), visando à produção de monoaminas, receptores e hormônios, e vitaminas, minerais e aminoácidos, antioxidantes que condicionam síntese de EPA para inibir PLA2 conforme Quadro 4 e 5.

Na prevenção biomolecular diacrônica da depressão e dos distúrbios da inteligência emocional. Tal prevenção se dá através de quatro seguintes situações, a saber:

• Mineralograma capilar e eritrocitario na fase pré-concepcional, visando à prevenção das depressões gestacionais e relativas ao pos-parto, bem como das malformações relacionadas a distúrbios neuropsiquiátricos ex: o ácido fólico está deficiente em 70% das mal formações congênitas. A suplementação multivitamínica reduz de seis vezes as complicações na gestação e no parto;

• Dosagem do criptopirrol urinário, visando a prevenção de anedonia e dos distúrbios de atenção infantis por perda urinária de zinco e B6 sob stress emocional (temperamento H, H e P sob stress);

• Dosagem de basófilos, visando a detecção de histapenia na adolescência (basófilo de 15 por mil) em distúrbios que podem psicotizar na adolescência e passar para um tipo de esquizofrenia, que está relacionada a depressões agitadas, ansiosas e paranóicas, bem como à detecção de depressões histadélicas (basófilos de 40 por mil) apáticas e suicidas, que freqüentemente ocorrem na terceira década da vida (onde há uma maior incidência de depressão, fobias sociais e doença do pânico) (temperamento H, H e P sob stress);

• O controle de excesso de histamina (histadelia) e da falta de histamina (histapenia) é feito pela contagem absoluta de basófilos por mil e não por cento. Na histapenia os basófilos são menores de 15 por mil. Na histadelia maiores que 40 por mil. A otimização exige conhecimentos pertinentes a psiquiatria ortomolecular. Tais como histidina, B3, B9, B12 para aumentar histamina e metiomina para reduzir em ambas antioxidante e B6, zinco, manganês co-fatores de duas transaminases que modulam a histamina denominadas Serina-Hidroxi-Metil-Transferase (SHMT) e Metil-Adenosil-Transferase (MAT) e lítio que estimula a produção de serotonina, reduz o edema através da dessodificação e inibe as duas enzimas citadas PLA2 e CoAIT.

• Prevenção das depressões bipolares da menopausa, bem como das suas morbidades com distúrbios de cálcio (osteoporose) e da obesidade.

A amplificação da inteligência emocional pode ser sistematicamente entendida através do modelo neuroquímico nutricional da inteligência emocional fluídica, representado no gráfico em anexo. Tal modelo é constituído de oito etapas (Quadro 1 A e 1 B), que são:

1) Percepção das necessidades e dos sentimentos – aumentar a acetilcolina dos núcleos orbito-frontais direito e esquerdo, pela ingestão de lecitina.

2) Imaginação empática e prospectiva – aumentar a serotonina, otimizando a oferta de cromo, orotato de lítio e cobalto, em associações a triptofano, ergônios aeróbicos e B6, B2, B3, magnésio e vitamina C e zinco.

3) Calcular as probabilidades de vantagens a obter e de riscos a evitar – aumentar a noradrenalina do lóbulo frontal esquerdo, na região dorso lateral, através da vitamina C, biopterinas, cromo, lítio, cobalto, zinco, manganês, ciclo E de antioxidantes e tirosina. Evitar a MAB2 e nitracao de tirosina com enzimas digestivas pancreáticas e chá verde.

4 e 5) decidir e executar planos desejáveis – otimizar a dopamina, a serotonina, o gaba, a glutamina e (o balanço entre receptores D1 e D2, HT1 e HT2, gaba A e NMDA, lecitina e fosfatidilserina, A L carnitina e taurina, EPA e DHA. Modular a sensibilidade de receptores GABA A tratando a Histapenia e ao NMDA com glutation, ácido lipóico, manganês e zinco e removendo alumínio e chumbo.

6) coletar planos realizados.

7) comparar planos desejados com realizados.

8(+) ressonância emocional de satisfação – aumentar noradrenalina, serotonina, dopamina e histamina e seus receptores no circuito do prazer.

8( -) ressonância emocional dolorosa produzida por frustrações – reduzir receptores dopamina D2-R , serotonina 5HT2-R através de EPA na dose de 1grama diários reduz 80% de PLA2 e consequentemente de D2-R e 5HT2-R. Estes dois receptores também podem ser reduzidos por 6 milimols diários de litio com a vantagem adicional de inibir PLC em excesso nas depressões bipolares. O EPA também tem uma vantagem adicional inibir a expressão de da enzima CoAIT responsável por agravar as depressões maiores. É importante saber que a depressão com perda de razão que caracteriza os sintomas negativos da esquizofrenia também dependem do controle de EPA sobre PLA2 e aqueles receptores citados. Mas nesse caso entra em ação uma outra enzima que está sendo pesquisada denominada FAC-L2. Adicionalmente a freqüente falta de cromo, zinco e manganês em torno de 50 % após os cinqüenta anos de idade. O cromo sensibiliza os receptores de insulina no cromossomo 11, conforme Quadro 7.

A interação deste hardware da inteligência emocional com os softwares mais bem-sucedidos e conhecidos no momento, visando à amplificação da inteligência emocional, tais como a dos que constam nos Apêndices D e da obra mais recente de Daniel Goleman (1995), potencializam-se mutuamente.
Se considerarmos que o ápice de energia constatado pelas tomografias PET do lóbulo frontal, bem como de botões sinapticos que caracterizam a capacidade neuroquímica de processamento do lóbulo frontal, evidenciadas pela microscopia eletrônica, ocorrem por volta de dois anos de idade, sugerimos, então, que esta seja a idade ideal para o inicios do treinamento das aptidões emocionais, cognitivas e comportamentais. Tais procedimentos visam o aumento da eficiência do EU, de acordo com os currículos de treinamento propostos por W.T.Grant (GRANT, 1992 apud GOLEMAN, 1995) e por Karen F. Stone e Harolld Q. Dillehunt (DILLEHUNT, STONE, 1978 apud GOLEMAN, ibidem.). No que tange a neuroquímica da inteligência fluídica, sugerimos, como medida preventiva, um mineralograma capilar, a ser realizado na fase pré-concepcional, em ambos os cônjuges, que vai sugerir exames adicionais ao cruzar com entrevista clínica e testes neuropsicológicos.
O software do inconsciente dinâmico, armazenado na memória associativa do lóbulo occipital, segundo o modelo (Quadro 4) de correlato neural neopsicanalítico, inspirado em Karen Horney, pode ser resumido em oito etapas consecutivas, que são:

1. Frustração da necessidade;
2. Stress (angustia básica), gerador dos bloqueios de QE conforme Quadro 3;
3. e 4. Oscilação entre a auto-imagem idealizada e a desvalorizada;
5. e 6. regulamentos internos que K.H chama de tirania dos deveres externos e exigências neuróticas, respectivamente, visam uma defesa “narcisica”, ou seja, uma busca de glória para valorização compensadora de auto estima baixa, o que aumenta as probabilidades de acumulo de receios, ódios e desprezos a si mesmo (7) e ao mundo (8), neste caso, por projeção do ódio a si, ativando o ódio ao mundo;
7. e 8. Os receios, ódios e desprezos, quando reprimidos, podem vir a ser somatizados, exteriorizados ou até mesmo virem a ser geradores de bloqueios da inteligência emocional, via Lei da Dependência de Estado (LDE), Lei de Yerques Dodson (LYD) e Lei de Hughlins Jackson (LJH). (Ver Quadro 3).

Estes círculos viciosos entre o campo Psicológico e o Social relacionado com Stress por Conflito Íntimo Central (SCIC) e Stress de Duplo Vínculo (SDV) que produz Distúrbios neuróticos nas Relações Humanas (DnRH) e Bloqueio da Inteligência Emocional (BQE) também gerando Distúrbios Neuróticos no Trabalho Criativo interage com o stress do campo biológico. (Ver Quadro 2).
Portanto, o modelo de pesquisa de smart nutrients deve “escapar” do modelo da “Medicina baseada em Evidência”, uma vez que nutrientes, não podem ser patenteados, são criticados pelos grupos denunciados pelo Dr. Mathias Rath, em abril de 2003. Concordamos totalmente com ele e propomos um Novo Quadro Epistêmico (NQE) para Pesquisa, Ensino e Aplicação nos 3 Campos (PEA3) Bio-Psico-Social da Individualidade (Quadro Final).


Dr. Juarez Nunes Callegaro
CRM 2494
Av. Carlos Gomes, 328 conj. 503
(51) 3379.1039 / 3379.1084

Déficit de Atenção na visão da prática ortomolecular


Com frequência recebo pacientes que relatam "possuir" Déficit de atenção e muitas vezes vão além, acrescentam o termo "Hiperatividade" à doença que adquiriram navegando na internet. Brinco que virou moda ser portador de déficit de atenção.
Frase típica: "- Dr. eu fiz um teste na internet, um questionário e bateu tudo, eu tenho déficit de atenção com hiperatividade".
E aí, perguntam o que a prática ortomolecular tem para auxiliar (é comum mães sempre questionarem).

Bem, o Distúrbio (ou Transtorno como alguns autores denominam) de Déficit de atenção (DDA ou TDA) com ou sem Hiperatividade (TDAH) realmente tem se tornado comum em nosso meio. Não se sabe ainda se a incidência está aumentando ou se o que antes era considerado desvio de conduta, desobediência das crianças passou a ser visto por um outro ângulo, ou seja, visto pela ótica neuropsiquiátrica.

Lembro que na faculdade, quando cursei a cadeira de psiquiatria, li os critérios diagnósticos e imediatamente tomei tal patologia, como se fosse  minha amiga de infância (bati o pé e insisti com meu professor de psiquiatria que eu era portador), semelhante ao que ocorre com alguns pacientes.

Aliás, não só pacientes, mas muitos médicos (inclusive psiquiatras) atualmente dão o diagnóstico de DDA com frequência. Naquela época conversei com meu orientador e e ele questionou o excesso de diagnósticos de TDAH.

Hoje com a visão da ortomolecular vejo que a questão é muito mais complexa do que se pensava. Se olharmos os critérios oferecidos pelo DMS-IV com certeza teremos uma legião de portadores de DDA (principalmente os com hiperatividade). Mas e daí? Será que são realmentes portadores de tal patologia ou estão portadores de sintomas que compõem tal patologia?

Quando escrevo SÃO é pq há um componente genético. É aquela criança que a mãe relata que desde o período intra-útero já era inquieta e mesmo após o nascimento continuou inquieta. Há estudos de gêmeos univitelinos mostrando que quando um é portador de DDA, em 80% dos casos o outro também é, ou seja, temos uma influência genética considerável. Há também correlação entre pais portadores de DDAH e filhos "herdando" tal característica.

Quando escrevo ESTÃO é porque ao olhar pela ótica ortomolecular e ecológica vejo que são inúmeros os fatores que podem levar uma criança ou adulto a apresentar comportamento que se enquadre nos critérios para diagnóstico de DDA com ou sem hiperatividade. A questão é mais complexa ainda pois são múltiplos fatores e que muitas vezes não podemos modificar. Dentre os fatores ambientais e nutricionais podemos citar:
  • Envenenamento ambiental extenso (quando escrevo envenenamento entendam como Poluição em todos os âmbitos: atmosférica (ar), solo (uso de pesticidas e herbicidas), água, sonora, eletromagnética) estamos sendo vítima da ação de algumas substâncias que durante milênios eram desconhecidas pelo nosso organismo e que de forma abrupta entraram no nosso cotidiano. Já postei inúmeras vezes artigos que mostram correlação de agrotóxicos com DDA em crianças. Inúmeros artigos que associação aditivos alimentares a DDA em crianças.
  • A hipótese de Feingold propõe que os aditivos alimentares como o BHT, BHA, corantes artificiais e aromatizantes, emulsificantes, nitratos e sulfitos, induzem a hiperatividade em crianças. Feingold listou 3.000 aditivos alimentares diferentes que deveriam ser investigados. Enquanto a conclusão final do comitê consultor nacional de hiperkinesis e aditivos alimentares era a de que não há uma ligação significante entre ambos, estudos em andamento sugerem que há um correlação definitiva e significante. Em estudos clínicos controlados, até 50% de crianças hiperativas melhoraram quando suas dietas foram alteradas, controlando a ingestão de aditivos, açúcar e eliminando possíveis alérgenos alimentares.
  • Questão nutricional: déficit de vitaminas (principalmente complexo B), ômega 3, excesso de carboidratos, deficiência de proteínas (baixa produção de dopamina). Com o processamento dos alimentos (muitas vitaminas por serem termolábeis se perdem) refino de alimentos (magnésio e outros minerais como o Zinco são retirados dos alimentos). Desequilíbrio da relação entre ômega 6 e ômega 3 promovendo um estado inflamatório sistêmico. Alérgenos alimentares: nunca se falou tanto é alergias alimentares e intolerâncias, entrando na velha questão: será que já existiam antes mas não eram diagnosticadas ou será que a prevalência está aumentando por alguns fatores? Fatores estes como: agrotóxicos, exposição precoce e persistente a proteínas de alimentos, transgênicos, irradiação de alimentos, alterações do sistema imunológico, disruptores endócrinos como o bisfenol-A.
Baseado nessa complexidade de temas, estava montando alguns protocolo para tratamento dos vários tipos de Disturbio de Déficit de atenção (sim não é apenas um tipo, são 6 subtipos). Abaixo listo um pequeno resumo sobre eles além de algumas dicas que dou para os meus pacientes.

6 tipos de Distúrbio de Déficit de Atenção

1 – Distúrbio de Déficit de Atenção Clássico COM hiperatividade (80% dos homens e 50% das mulheres):
• É o tipo mais comum (por baixa de dopamina)
• Desvia facilmente a atenção do que está fazendo e comete erros por prestar pouca atenção a detalhes. Muitas vezes distrai-se com seus próprios devaneios ou então um simples estímulo externo tira a pessoa do que está fazendo.
• Dificuldade de concentração em palestras, aulas, leitura de livros... (dificilmente termina um livro, a não ser que o interesse muito).
• Às vezes parece não ouvir quando o chamam (muitas vezes é interpretado como egoísta, desinteressado...)
• Durante uma conversa pode distrair-se e prestar atenção em outras coisas, principalmente quando está em grupos. Às vezes capta apenas partes do assunto; outras, enquanto “ouve” já está pensando em outra coisa e interrompe a fala do outro.
• Relutância em iniciar tarefas que exijam longo esforço mental.
• Dificuldade em seguir instruções, em iniciar, completar e só então, mudar de tarefa (muitas vezes é visto como irresponsável).
• Dificuldade em organizar-se com objetos (mesa, gavetas, arquivos, papéis...) e com o planejamento do tempo (costuma achar que é 10 e que o dia tem 48h).
• Problemas de memória a curto prazo: perde ou esquece objetos, nomes, prazos, datas... Durante uma fala, pode ocorrer um “branco” e a pessoa esquecer o que ia dizer
• Inquietação – mexer as mãos e/ou pés quando sentado, musculatura tensa, com dificuldade em ficar parado num lugar por muito tempo. Costuma ser o “dono” do controle remoto.
• Faz várias coisas ao mesmo tempo, está sempre a mil por hora, em busca de novidades, de estímulos fortes. Detesta o tédio.
• Consegue ler, assistir televisão e ouvir música ao mesmo tempo. Muitas vezes é visto como imaturo, insaciável.
• Pode falar, comer, comprar,... compulsivamente e/ou sobrecarregar-se no trabalho. Muitos acabam estressados, ansiosos e impacientes: são os workaholics.
• Tendência ao vício: álcool, drogas, jogos, Internet e salas de bate papo...
• Interrompe a fala do(s) outro(s); sua impaciência faz com que responda perguntas antes mesmo de serem concluídas.
• Costuma ser prolixo ao falar, perde sua objetividade em mil detalhes, sem perceber como se comunica. No entanto, não tem a menor paciência em ouvir alguém como ele, sem dar-se conta que é igual.
• Baixo nível de tolerância: não sabe lidar com frustrações, com erros (nem os seus, nem dos outros). Muitas vezes sente raiva e se recolhe.
• Impaciência: não suporta esperar ou aguardar por algo: filas, telefonemas, atendimento em lojas, restaurantes..., quer tudo para “ontem”.
• Instabilidade de humor: ora está ótimo, ora está péssimo, sem que precise de motivo sério para isso. Os fatores podem ser externos ou internos, uma vez que costuma estar em eterno conflito.
• Dificuldade em expressar-se: muitas vezes as palavras e a fala não acompanham a velocidade da sua mente. Muitos quando estão em grupo, falam sem parar sem se dar conta que outras pessoas gostariam de emitir opiniões, fazer colocações e o que deveria ser um diálogo, transforma-se num monólogo que só interessa a quem está falando.
• Respondem bem: Ritalina, Chá-verde, Rhodiola, L-tirosina, Mucuna, Same, Dieta hiperprotéica, Omega 3 e Vitamina D.
• Pode se utilizar ainda: Fluoxetina, Sertralina

2 – Distúrbio de Déficit de Atenção Clássico SEM hiperatividade
• 50% das mulheres e menos comum em homens.
• É comum o Day-dreaming.
• Desvia facilmente a atenção do que está fazendo e comete erros por prestar pouca atenção a detalhes. Muitas vezes distrai-se com seus próprios devaneios ou então um simples estímulo externo tira a pessoa do que está fazendo.
• Dificuldade de concentração em palestras, aulas, leitura de livros... (dificilmente termina um livro, a não ser que o interesse muito).
• Às vezes parece não ouvir quando o chamam (muitas vezes é interpretado como egoísta, desinteressado...)
• Durante uma conversa pode distrair-se e prestar atenção em outras coisas, principalmente quando está em grupos. Às vezes capta apenas partes do assunto; outras, enquanto “ouve” já está pensando em outra coisa e interrompe a fala do outro.
• Relutância em iniciar tarefas que exijam longo esforço mental.
• Dificuldade em seguir instruções, em iniciar, completar e só então, mudar de tarefa (muitas vezes é visto como irresponsável).
• Dificuldade em organizar-se com objetos (mesa, gavetas, arquivos, papéis...) e com o planejamento do tempo (costuma achar que é 10 e que o dia tem 48h).
• Problemas de memória a curto prazo: perde ou esquece objetos, nomes, prazos, datas... Durante uma fala, pode ocorrer um “branco” e a pessoa esquecer o que ia dizer
• Respondem bem à ritalina e a tudo que aumente a dopamina, além dos estimulantes. Pode-se usar antidepressivos estimulantes como a Mirtazapina

3 – Distúrbio de Déficit de Atenção COM Hiperfoco
• DDA com Hiperfoco é provavelmente a terceira forma mais comum de ADD, o paciente muitas vezes se concentram excessivamente em uma coisa ou atividade particular, em detrimento da maioria das outras coisas (ou seja, tem visão hiperfocada) , o que causa problemas para eles e para aqueles que os rodeiam.
• Eles também se sentem angustiados ou facilmente irritáveis quando tem q deixar de fazer aquilo que estão fazendo para fazer outra coisa.
• Sugestão do Dr. Daniel Amen: NÃO utilizar ritalina e nem o que estimula Dopamina pois podem aumentar o hiperfoco e piorar o quadro.
• Responde bem aos estimulantes do tipo "antidepressivos", tais como a fluoxetina ou venlafaxina XR.
• Utilizar: L-taurina, 5HTP, Magnésio, B6, Ômega 3, Vitamina D. Meditação transcendental.

4 – Distúrbio de Déficit de Atenção do Lobo temporal
• Também denominado de Déficit de atenção exacerbado
• Tem características especiais como irritabilidade e raiva exacerbados e às vezes raiva associada a violência.
• Pioram com uso de psicoestimulantes como Ritalina e Antidepressivos estimulantes, só podendo ser utilizados se antes iniciarmos terapia com anticonvulsivantes (carbamazepina, valproato de sódio) ou estabilizadores do humor (carbonato de lítio).
• Além da lentidão comum no lobo frontal, este tipo de déficit de atenção é associado à disfunção de um ou ambos lobos temporais, sendo este o fator causal da irritabilidade.
• Comum a sensação de Deja vu (mas nunca foi ao lugar ou vivenciou aquilo)
• Memória comumente deficiente.
• Dar estabilizador do humor ou anticonvulsivante para tratar o distúrbio do lobo temporal e posteriormente as alternativas para o tratamento do déficit de atenção clássico com hiperatividade.

5 – Distúrbio de Déficit de Atenção do Sistema límbico ou Pequeno Déficit de Atenção ou Transtorno Depressivo
• Neste caso há um leve déficit de atenção, porém as principais características são: mau-humor, pessimismo, pensamentos negativos recorrentes, astenia, baixa auto-estima.
• Neste caso os antidepressivos “estimulantes” funcionam bem, mas tem que se elevar: serotonina, dopamina e noradrenalina.
• Dar preferencialmente 5HTP, L-taurina, ômega 3, B6, Magnésio, Zinco, Kava-Kava e Erva de São-João. Posteiormente iniciar terapia para elevar Dopamina: chá verde, mucuna, L-tirosina.
6 – Distúrbio de Déficit de Atenção do tipo Anel de fogo
• Neste subtipo existe uma sensibilidade extrema, irritabilidade intensa, distração exacerbada e agressividade associada a raiva. É um estágio mais grave que a do Lobo tempora. A violência ocorre devido a hiperatividade em diversas áreas cerebrais. São pacientes que se debatem contra a parece, muito angustiados.
• Necessidade de imediato: Anticonvulsivantes e estabilizadores do humor (carbamazepina, lamotrigina ou valproato de sódio) e / ou ansiolíticos e/ou antipsicóticos a fim de reduzir a hiperatividade cerebral.
• Em hipótese alguma iniciar com psicoestimulantes como ritalina.
• O nome Anel de fogo foi dado pelo Dr. Daniel Amen ao verificar que portadores deste distúrbio apresentavam na Tomografias por emissão de pósitrons (SPECT) círculos demonstrando hiperexcitação em áreas cerebrais.

Orientações para todos os tipos de Déficit de atenção.

• Eliminar aditivos alimentares e alérgenos alimentares da dieta

São aditivos alimentares: Corantes, Edulcorantes, Conservantes, Antioxidantes, Estabilizadores, Emulsionantes, Espessantes e Gelificantes. Estes nomes são encontrados nos rótulos dos produtos industrializados que seguem as normas vigentes). Os principais ligados ao DDA são:

1. BHA e BHT,

2. Corantes ligados ao DDA e Hiperatividade:

• Tartrazina (E102 ou C.I. 19140);

• Verde Rápido - E142;

• Amarelo Crepúsculo (E110, Amarelo 6 ou C.I. 15985);

• Azul Patente V (E131);

• Azorrubina (E122);

• Ponceau 4R (C.I. 16255) ou Vermelho Cochineal A, C.I. Vermelho Ácido 18,

• Escarlate Brilhante 4R (E124);

• Vermelho 40 - Conhecido também como Vermelho Allura, Vermelho Alimentício 17, C.I. 16035 ou E129.

• Eritrosina - E127, conhecida também pelo nome de Vermelho número 3;

• Azul Brilhante - Também conhecido pelo nome de Azul número 1, Azul Ácido 9 ou (E133);

• Eliminar por complexo da dieta alimentos que possuem na composição: Glutamato monossódico.

3. Se for utilizar alimentos com corantes, dar preferência a corantes naturais:
  • Corante de Urucum, Carmin de Cochonilha, Corante de Cúrcuma, Corante de Clorofila, Corante de Páprica, Corante de Beterraba, Corantes de Antocianina, Corante caramelo (E150), Colorau, Chlorella, Carmim e Dióxido de titânio.
• Alérgenos alimentares ligados a hiperatividade: Podemos observar alergia ou intolerância: leite de vaca, chocolate, aromatizante de uvas, aromatizante de laranja, cana de açúcar, tomates, produtos de trigo, ovos, derivados do leite, nozes e outras oleaginosas, peixe, soja. É amplamente aceito que os alérgenos alimentares podem causar mudanças de humor , depressão e até alucinações.

• Elimine sal, refrigerante (altos níveis de fosfato), catchup, mostarda, molho de soja, vinagre de maçã, queijos coloridos, carnes processadas e/ou defumadas, embutidos, trigo, manteiga com corante, margarina, sorvetes, doces e perfumes.

• Não use alimentos com salicilatos: estes incluem amêndoas, maçãs, damascos, cerejas, uvas passas, amoras, pêssegos, ameixas, ameixas secas, tomates, pepinos e laranjas.

• Faça um quadro de anotações de sintomas todas as semanas com os alimentos consumidos e qualquer reação emocional que possa estar relacionada com aqueles alimentos.

• Os fosfatos tipicamente encontrados nos refrigerantes foram relacionados com a hiperatividade muscular.

• Eliminar o açúcar branco da dieta: Muitos estudos sugerem que crianças hiperativas apresentam comprometimento da tolerância à glicose . A tendência à hiploglicemia em crianças hiperativas também apoia os efeitos negativos que o açúcar pode provocar. Alguns estudos de universidades revelam que um café da manhã rico em açúcar e em carboídratos pode acentuar o comportamento hiperativo. Quando se ingeria proteína no café da manhã, a hiperatividade era muito menor, talvez pela elevação da dopamina.

# Alguns metais tóxicos como (alumínio e chumbo) podem ocasionar sintomas de Déficit de atenção e portanto há indicação de se solicitar o mineralograma capilar.

Suplementos nutricionais que podem ser utilizados no Déficit de atenção 

A prática ortomolecular e medicina tradicional chinesa possuem inúmeras estratégias  a fim de se reduzir o déficit de atenção e hiperatividade ( a maioria dos casos incluem as duas características). O tratamento é multidisciplinar (médico, nutricionista funcional, psicólogo).

Dentre os nutrientes primários que podem estar em falta nos portadores de DDA temos:
Vitaminas do complexo B, Vitamina C, Diversos minerais (Cálcio, Magnésio, Zinco) e etç. Apenas o médico ou nutricionista estão indicados a repor estes minerais e vitaminas. Existe um sinergismo e antagonismo entre deles, portanto não é recomendável a auto-medicação, pois pode agravar o problema ou gerar complicações. Como por exemplo reposição de Zinco sem outros minerais para contrabalancear.

Suplementos minerais: Crianças com ADD podem apresentar uma série de deficiências minerais. O importante é descobrir qual ou quais nutrientes estão faltando especificamente para o paciente em questão, uma alternativa além do inquérito nutricional e exames laboratoriais é o mineralograma capilar.

Minerais:

  • Cálcio/Magnésio: Ajuda a acalmar o sistema nervoso e é vital para a função cerebral normal. Em um estudo feito com 175 crianças para verificar déficit cognitvo e alterações mentais evidenciou que a grande maioria apresentava deficiência de Magnésio. O ideal é obter tais minerais na dieta diária e quando não possível: suplementar.
  • Zinco/Cobre/Ferro:  Uma estudo do estado nutricional global das crianças com DDAH apontou que  população de pacientes estudados estava sob risco de deficiência de micronutrientes, tais como o zinco e o cobre – minerais que desempenham um papel crucial na síntese de dopamina, noradrenalina e melatonina, substância que regula o sono. Um estudo realizado por pesquisadores da University of British Columbia e do Children's and Women's Health Centre de Vancouver, no Canadá foi apresentado durante o 56º encontro anual da American Academy of Child & Adolescent Psychiatry. Nele foram avaliadas 44 crianças com diagnóstico de DDAH, cujas idades variavam entre 6 e 12 anos; as taxas de deficiência de zinco e cobre foi de 45% e de 35%, respectivamente. A pesquisadora principal, Dra. Margaret Weiss disse ao Medscape Psychiatry que “existem vários estudos com crianças que apresentam TDAH que avaliaram a ingesta de açúcar e etc., mas nenhum realmente avaliou a ingesta alimentar e os seus nutrientes entre estas crianças”. Em conjunto com o autor principal, Dr. Joy Kiddie, o estudo incluiu 44 crianças hiperativas, com idades entre 6 e 12 anos e que haviam recebido ou não o tratamento farmacológico. Destas, 17 nunca haviam feito uso de nenhuma medicação, 18 estavam em uso de estimulantes e 9 estavam utilizando a atomoxetina. A ingestão diária de alimentos foi avaliada através de anotações de três dias e da lembrança do que foi ingerido nas ultimas 24 horas. As anotações incluíam avaliações a respeito da ingestão de macro e micronutrientes com base nas recomendações de ingestão diária de cada um deles. A lembrança do que oi ingerido nas ultimas 24 horas foi utilizada para avaliar o percentual de nutrientes de baixa densidade ingeridos pela criança, ou o que é comumente chamado de “besteiras”. O estudo revelou que os níveis séricos de zinco estavam inferiores aos padrões normais em 77% das crianças com idade entre 6 e 9 anos, e em 67% das crianças com idades entre 10 e 12 anos. Além disso, 25% das crianças apresentavam níveis séricos de zinco inferiores ao cutoff determinante da deficiência deste mineral. 23% das crianças apresentavam níveis séricos de cobre inferiores aos padrões normais. Os pesquisadores descobriram que a amostra de pacientes estudada consumia as mesmas quantidades de proteína, carboidratos e de gordura que as recomendadas diárias e que as demais crianças. Além disso, as crianças com TDAH não consumiam mais alimentos de baixa densidade nutricional que as demais. Contudo, 40% dos pacientes ingeriam menos carne (e substitutos) que as quantidades recomendadas e apresentavam níveis inferiores de micronutrientes relacionados, que são cofatores essenciais para a produção de dopamina, noradrenalina e melatonina pelo organismo. As aferições sanguíneas dos micronutrientes replicaram os achados prévios de deficiência de zinco e revelaram, pela primeira vez, a deficiência de cobre. Além disso, os níveis plasmáticos de ferritina estavam inferiores a 50 mg/ml na maioria destas crianças, valor mínimo necessário para a sua entrada no sistema nervoso central. A Dra. Weiss comentou que “existe uma crença de que a criança com TDAH come mais besteiras do que as demais, o que não se confirmou nesta pesquisa. Contudo, nossos achados sugerem que as crianças com TDAH são nutricionalmente diferentes das demais, uma vez que elas comem menos carne, peixe e frango, e possuem níveis menores dos micronutrientes relacionados, que são essenciais para que o organismo produza dopamina, noradrenalina e melatonina”.
  • Zinco/cobre: Controvérsias à parte, um outro estudo, também apresentado durante o 56º Encontro Anual da American Academy of Child & Adolescent Psychiatry, o Dr. Eugene Arnold e seus colaboradores da Ohio State University, em Columbus, relataram que a suplementação de 15 ou 30 mg de zinco elementar, em comparação com placebo, não causou nenhuma diferença nos sintomas das crianças que apresentavam TDAH, após 13 semanas de tratamento. Segundo a Dra. Weiss, este estudo levanta uma serie de questionamentos, uma vez que trabalhos anteriores haviam sugerido que a suplementação de zinco interferia nos sintomas deste transtorno. “Não é apenas uma questão sobre o que a criança come, mas também se elas são capazes de absorver e metabolizar o zinco, ou então se elas estão excretando este mineral em demasia. Em outras palavras: existira algum fenômeno de esgotamento do zinco?” comentou a pesquisadora. Ela disse ainda que, com base neste estudo, ainda é muito cedo para fazer qualquer recomendação clínica além de que as crianças com TDAH devam ter uma dieta adequada, que inclua quantidades apropriadas de peixe, carne e frango. Contudo, reconheceu, este pode ser um grande desafio, sobretudo entre as crianças que fazem uso de estimulantes por causa da redução do apetite induzida pelo medicamento. Ela acrescentou ainda ser importante que os clínicos com experiência na avaliação nutricional possam fornecer aos pais informações a respeito de uma boa nutrição. E disse: “tradicionalmente, a ênfase na abordagem terapêutica das crianças com DDAH se baseia no tratamento do espectro dos sintomas deste transtorno, mas também é importante abordar as questões básicas de saúde, tais como o sono, a nutrição e o crescimento. Uma boa saúde faz toda a diferença”. A Dra. Weiss relatou que fornece consultoria e/ou recebeu apoio financeiro para pesquisas da Eli Lilly and Company, Janssen, Purdue University, Shire Pharmaceuticals Inc e da Takeda Pharmaceuticals North America, Inc. American Academy of Child & Adolescent Psychiatry 56th Annual Meeting: Abstract 17.3. Presented October 31, 2009.
  • GABA: Alguns estudos mostram que o uso de GABA (ácido gama amino butírico) tanto pode reduzir a hiperatividade, como beneficiar crianças com distúrbios de aprendizagem. A questão é saber se o Gaba ingerido via-oral conseguirá atravessar a barreira hematoencefálica para chegar ao cérebro. Na dúvida, na ortomolecular utilizamos a L-taurina.
  • Vitamina B6: Uma vitamina extremamente importante para a função mental normal. Indivíduos com dificuldades de aprendizado, esquizofrenia e outros distúrbios mentais frequentemente apresentam deficiência de vitamina B6. Um estudo confirma alguma melhora em indivíduos esquizofrênicos que não respondiam à terapia com drogas psicotrópicas.Ácidos graxos omega-3: Alguns levantamentos mostram que para algumas crianças com DDAH a suplementação com ácidos graxos insaturados (principalmente ômega 3, ácido linolênico) parece proporcionar alguma melhora. Os mecanismos exatos envolvidos ainda permanecem desconhecidos. O importante é manter uma relação ômega-6/ômega-3 de 2 para 1 (2:1). Atualmente a alimentação moderna proporciona elevadas quantidades de ácido linolêico (ômega 6), que é pró- inflamatorio e diminuí a concentração . O suplemento de óleos de peixes marinhos (salmão, sarinha, atum) ou mesmo do óleo de linhaça que são fontes naturais de ômega 3, melhoram a memória e aconcentração em alguns estudos . Artigos: 1) Huss M, Völp A, Stauss-Grabo M. Supplementation of polyunsaturated fatty acids, magnesium and zinc in children seeking medical advice for attention-deficit/hyperactivity problems - an observational cohort study. Lipids Health Dis (2010) Sep 24;9:105. 2) Schuchardt JP, Huss M, Stauss-Grabo M, Hahn A. Significance of long-chain polyunsaturated fatty acids (PUFAs) for the development and behaviour of children. Eur J Pediatr. 2010 Feb;169(2):149-64.
Nutrientes Secundários

  • Centella asiatica: Pode melhorar a habilidade mental de crianças inaptas, dada sua propriedade anti-ansiedade. Após a terapia com a centella asiatica, 30 crianças, que eram consideradas inaptas, foram capazes de focarem suas tarefas e concentravam-se mais. Dose sugerida: Ingerir como recomendado, usando produtos de potência garantida e padrão.
  • Panax quinquefolium (Ginseng americano): Um estudo com o Ginseng americano evidenciou melhora nos pacientes com DDA. Foi usado o ginseng americano, porém é possível que o mesmo possa ser substituído pelo ginseng coreano. Lyon MR, Cline JC, Zepetnek JT, Shan JJ, Pang P, Benishin C. Effect of the herbal extract combination Panax quinquefolium and Ginkgo biloba on attention-deficit hyperactivity disorder: a pilot study. J Psychiatry Neurosci 2001;26(3):221-8.
  • Pycnogenol: Um estudo realizado com o Pycnogenol em  crianças portadoras de TDAH evidenciou melhora significativa da hiperatividade, atenção e coordenação visual motora, bem como a concentração em crianças. Trebaticka J, Kopasova S, Hradecna Z, Cinovsky K, SKodacek I, Suba J, Muchova J, Zitnanova I, Waczulikova I, Rohdewald P, Kdurackova Z. Treatment of ADHD with French maritime pine bark extract, Pycnogenol. Eur Child Adolesc Psychiatry (2006).
  • Vitamina C com bioflavonóides: Considerado um bom antioxidante, esta vitamina também ajuda a contra-atacar os efeitos do estresse.
  • L-Tirosina, Mucuna pruriens e Rhodiolla Rosea: Ajudam a aumentar os níveis de dopamina, promovendo uma melhora na "vigilância" mental.
  • S-AME (S-adenosilmetiona)
  • Vitamina D3
Outras Terapias de Apoio

  • Terapia com artes: Saídas criativas como pintura com o dedo ou escultura podem ser uma grande ajuda para canalizar a energia e a encorajar satisfação pessoal.
  • Meditação Transcedental: É ensinada por profissionais que foram treinados na Índia. Experiência própria, é a única técnica que conseguiu diminuir minha hiperatividade. Resultados incríveis em mim e em pacientes, principalmente hipertensos e pacientes com transtorno de ansiedade generalizada.
  • Musicoterapia: Um estudo controlado descobriu que ouvir Mozart ajudava crianças com DDA. Rosalie Rebollo Pratt e colegas estudaram 19 crianças com DDA, entre os sete e dezessete anos. Eles tocavam discos de Mozart para as crianças, três vezes por semana, durante sessões de biofeedback de ondas cerebrais. Eles colocavam o 100 Masterpieces, volume 3, que incluía o Concerto para Piano n. º 21 em dó, O Casamento de Fígaro, o Concerto para Flauta n. º 2 em lá, Don Giovannie outros concertos e sonatas. O grupo que ouvia Mozart reduzia sua atividade de ondas cerebrais teta (ondas lentas que são freqüentemente excessivas no DDA) ao ritmo exato do compasso subjacente da música; e exibia melhora de concentração e controle de humor, diminuindo a impulsividade e aumentando a habilidade social. Entre os sujeitos que melhoraram, 70 por cento mantiveram essa melhora seis meses depois do fim do estudo e sem treinamento posterior. (Estas descobertas foram publicadas no International Journal of Arts Medicine, 1995).
  • Biofeedback: O Biofeedback que também é decrito como "método de treinamento psicofisiológico por meio de equipamentos eletrônicos" é uma ferramenta utilizada na pesquisa, treinamento e tratamento clínico de profissionais de instituições de referência mundial. Aspectos como o estresse, padrões de ondas cerebrais, respiração, batimentos cardíacos, tensão muscular, fluxo sanguíneo, temperatura, dentre outros são captados e filtrados. As amostras são convertidas e transmitidas ao paciente em tempo real por meio de equipamentos que treinam estes padrões.
Autor:

Dr. Frederico Lobo (CRM-GO 13192 e CRM-DF 18620) é médico, clínico geral, utiliza das estratégias ortomoleculares na sua prática clínica. 


sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Hipertensão e Sal


O sal é um composto químico natural e abundante na Terra. É constituído de Cloro (Cl) e Sódio (Na) que ao se unirem formam o Cloreto de sódio (NaCl). Na mistural de Na com Cl 40% corresponde ao Sódio e 60% de cloreto. Logo, 1g de Sal tem 0,4g de Sódio e 0,6g de Cloreto.

Existe basicamente 2 tipos de sal:
1) Sal marinho: é extraído através da evaporação da água do mar,
2) Sal de rocha também conhecido como sal-gema: é retirado das minas subterrâneas que são resultantes de mares e lagos antigos que secaram.

Apesar da abundância hoje conhecida, durante muitos séculos o sal foi considerado muito precioso, principalmente pela sua ação de preservar os alimentos. Já foi denominado ouro branco.

Os Gregos e Romanos, utilizavam o sal como moeda para suas compras e vendas e com este condimento os romanos eram pagos, por isso surgiu a palavra salário que deriva de sal. Foi também considerado um artigo de luxo e só os mais ricos tinham acesso a ele.

O sal em seu estado puro consiste de cloreto de sódio e é encontrado em grande quantidade na natureza, em alguns casos são adicionados a ele substâncias ou temperos para o seu uso culinário.

O Sal de cozinha, de mesa ou refinado: é o mais comum e também mais usado para preparar os alimentos; neste sal pelas leis brasileiras deve-se adicionar o mineral iodo para evitar o bócio, devido o nosso solo ser pobre em Iodo.

Tipos de sal

Sal marinho: Existem diversos tipos, dependendo da procedência e a cor de seus cristais pode variar. Muito usado na cozinha macrobiótica.

Sal grosso: Não refinado, apresenta-se na forma em que sai da salina. Na culinária é comumente usado em churrasco, assados de forno e peixes curtidos.

Sal light: seu teor de sódio é reduzido, sendo fruto da mistura de partes iguais de cloreto de sódio e cloreto de potássio. É ideal para pessoas em dietas com restrição ao sal .

Sal kosher: Este sal contém cristais grossos e irregulares que tanto pode ser extraído de mina ou do mar , desde que seja sob supervisão de rabinos. Sendo sua granulação mais grossa, tem a preferência dos chefes de cozinha, porque adere com muito mais facilidade a superfície das carnes.

Sal de Guérande: Considerado como o melhor do mundo este sal tem sua produção artesanal. Extraído da cidade de Guérande, região da Grã-Bretanha, França, torna-se um condimento caro.

Sal defumado: Tem sabor e aroma próprios que dão um toque especial às preparações.

Sal de aipo: É um sal de mesa misturado com grãos de aipo secos e moídos . É utilizado para dar melhor sabor aos grelhados de peixes, carnes e caldos consommés.

Gersal: Também muito utilizado na cozinha macrobiótica. É um sal misturado com sementes de gergelim tostadas e amassadas.

Dose máxima diária de Sal

O mínimo de Sal necessário para o homem é 1,2g/dia. Em 2005 a Organização Mundial de Saúde preconizou que a dose máxima diária de Sal (prestem atenção = NaCl e não apenas o Sódio isoladamente) seria de 5 gramas por dia (5g/dia), o que em medidas caseiras corresponde e aproximadamente 1 colher de café cheia. Portanto se em 1grama temos 0,4g de Sócio, em 5 gramas temos (+- 1colher de café) 2gramas de sódio. Logo o máximo a ser consumido de Sódio por dia é 2gramas/dia.

Em novembro de 2010 o Governo Brasileiro divulgou um acordo com a indústria para a redução do teor de sódio (e de glicose) dos produtos alimentícios. A redução deverá ser gradativa a fim de que os brasileiros não estranhem. Portanto, segundo o acordo, até 2020 os alimentos industrializados do Brasil deverão ter 50% menos sódio que hoje em dia. Estudos mostram que o brasileiro ingere em média 10g/dia.

Na época José Gomes Temporão (ministro da saúde) afirmou “ A redução do teor de sal é um novo desafio. O consumo excessivo pode causar, a longo prazo, problemas de saúde pública como hipertensão arterial sistêmica (HAS), entre outros. Entregamos à Abia um documento técnico com prioridades para a redução. Haverá agora o desenvolvimento de um trabalho técnico, com estabelecimento de metas, para que esse trabalho continue avançando. Estudos apontam que a redução de 3 gramas no consumo diário de sal levaria a uma redução de 13% nos casos de Acidente Vascular Cerebral (AVC) e 10% nas doenças isquêmicas do coração".

Redução de 6 gramas para 5 gramas por dia de Sal

As novas diretrizes brasileiras de hipertensão (elaborada pela Sociedade Brasileira de Nefrologia), publicadas em 2010 (disponível aqui) afirmam que:

1 - "Ingestão excessiva de sódio tem sido correlacionada com elevação da Pressão arterial (PA). A população brasileira apresenta um padrão alimentar rico em sal, açúcar e gorduras. Em contrapartida, em populações com dieta pobre em sal, como os índios brasileiros Yanomami, não foram encontrados casos de HAS. Por outro lado, o efeito hipotensor da restrição de sódio tem sido demonstrado".

2 - "A relação entre PA e a quantidade de sódio ingerido é heterogênea. Esse fenômeno é conhecido como sensibilidade ao sal. Indivíduos normotensos com elevada sensibilidade à ingestão de sal apresentaram incidência cinco vezes maior de HAS, em 15 anos, do que aqueles com baixa sensibilidade. Alguns trabalhos demonstraram que o peso do indivíduo ao nascer tem relação inversa com a sensibilidade ao sal e está diretamente relacionado com o ritmo de filtração glomerular e HAS na idade adulta".

3 - "Uma dieta com baixo teor de sódio promoveu rápida e importante redução de PA em hipertensos resistentes. Apesar das diferenças individuais de sensibilidade, mesmo modestas reduções na quantidade de sal são, em geral, eficientes em reduzir a PA. Tais evidências reforçam a necessidade de orientação a hipertensos e “limítrofes” quanto aos benefícios da redução de sódio na dieta. A necessidade diária de sódio para os seres humanos é a contida em 5 g de cloreto de sódio ou sal de cozinha. O consumo médio do brasileiro corresponde ao dobro do recomendado.Dieta hipossódica: grau de recomendação IIb e nível de evidência B".

Portanto, as sociedades brasileiras de nefrologia, cardiologia e hipertensão adotaram a redução de 6 gramas para 5 gramas de Sal por dia. O mesmo limite adotado pela Organização mundial de Saúde (OMS) em 2005.

A redução em 1g pode parecer ínfima mas tem um grande impacto em saúde pública. Segundo um estudo publicado em Fevereiro de 2010 na maior revista científica do mundo (The New England Journal of Medicine), mostrou que a redução 6 para 5g/dia evita 10% das mortes por doenças cardiovasculares, sobretudo infarto e derrame. O que representa, em termos globais, em torno de 1 milhão de vidas salvas anualmente. Para hipertensos há um aumento de 4 anos na expectativa.

Segundo Marcus Bolívar Malachias (presidente da sociedade Brasileira de Cardiologia) "Os benefícios aumentam proporcionalmente à quantidade reduzida".

Sal e hipertensão arterial

O sal começou a aparecer nas diretrizes médicas a partir dos anos 80, quando a Associação Americana do Coração relacionou o consumo excessivo do mineral a um aumento nos riscos de hipertensão, doença responsável por 54% das mortes por derrame e 47% dos óbitos por infarto.

Descobriu-se que, depois da genética, o excesso de sal é o fator de maior influência para a pressão alta. Quando em excesso, além de ter ação vasoconstritora, o mineral aumenta o volume de sangue circulante pelas artérias, agredindo a parede dos vasos. A lesão, por sua vez, facilita o depósito de gorduras e reduz a síntese de substâncias vasodilatadoras. Com isso, as artérias enrijecem e têm seu calibre diminuído. A PA portanto aumenta.

O ideal é que ela não ultrapasse a marca dos 120 por 80. O número 120 corresponde a pressão máxima ou sistólica e equivale à força do fluxo de sangue contra a parede dos vasos, quando o músculo cardíaco se contrai e bombeia sangue para o resto do organismo. Já o 80 corresponde à pressão diastólica ou mínima, refere-se à medição no momento em que o coração relaxa e se enche de sangue.
Quando a sistólica ultrapassa 140 e a diastólica 90 o quadro é de hipertensão.

No Brasil, 30% dos adultos estão doentes – o que representa cerca de 30 milhões de homens e mulheres. Em oito de cada dez desses casos, a hipertensão é produto de uma combinação de múltiplos fatores – e o consumo excessivo de sal é um aspecto preponderante entre diversos fatores de risco (obesidade, sedentarismo e stress).

Portanto, faz-se necessário controlar a ingesta de Sal.

Abaixo algumas das orientações que faço aos meus pacientes hipertensos:

1 - Use o mínimo de sal no preparo dos alimentos, no começo pode-se estranhar o sabor, porém depois acostuma-se:
Dica: Substitua por temperos naturais como: salsinha, cebola, orégano etç. Sabe-se que uma das melhores maneiras de controlar a hipertensão (pressão alta) e a retenção de líquidos (inchaço, edema) é reduzir o consumo de sal.
O sódio é um elemento químico que faz parte da composição do "sal de cozinha" (cloreto de sódio). O sal é a maior fonte de sódio, mas este também é encontrado em diversos alimentos.
Abaixo, listo os alimentos (na maioria das vezes industrializados) que são ricos em sódio:
  • Carnes processadas e embutidos: presunto, mortadela, copa, bacon, paio, salsicha, lingüiça, salaminho e salame, carne seca, chouriço, etc.
  • Aves processadas: nuggets de frango, por exemplo.
  • Queijos amarelos: parmesão, prato, provolone, cheddar, suíço, roquefort.
  • Bolos prontos, arroz de preparo rápido, patês.
  • Alimentos enlatados e conservas: aspargos, milho, ervilha, azeitona, palmito, picles, alcaparras. Além do excesso de sal, possuem conservantes. Uma alternativa é deixa-los de molho em duas águas antes de consumí-los.
  • Biscoitos salgadinhos, bolacha de água e sal, etc.
  • Manteiga ou margarina com sal.
  • Macarrão instantâneo, sopas em pó.
  • Temperos e molhos industrializados: caldos concentrados e extratos de carne/frango/legumes, temperos prontos (Arisco, Sazon, Ajinomoto, etc), catchup, mostarda, maionese, molho de soja (shoyo), molho inglês, molhos de salada, extrato e molho e tomate. Todos são ricos em sódio porém nosso paladar não percebe. O mesmo acontece com os refrigerantes ditos Diet ou Light, na maioria das vezes possuem alto teor de Sódio.
ATENÇÃO para o RÓTULO dos alimentos.
Existem nos mercados produtos chamados "substitutos do sal" (como o sal light). Entretanto, a maioria deles substitui o sódio por potássio e, portanto, não devem ser usados por pacientes com problemas renais.

Uma dúvida freqüente dos meus pacientes é com relação ao que fazer no restaurante. Dicas:
  • Dar preferência a alimentos frescos, que possuem menos sal que os produtos de laticínios (se possível orgânicos);
  • Evitar pratos e molhos com queijo (apesar do cálcio promover relaxamento das artérias);
  • Escolher carnes grelhadas ou assadas; evitar frituras e carnes com molhos;
  • Pedir ao garçom que os alimentos sejam preparados sem sal;
  • Em caso de saladas, pedir o molho separadamente; dar preferência ao vinagre (ou limão) e azeite.
  • Faça uso de ervas no preparo dos alimentos; prepare uma mistura de temperos que mais lhe agrada e coloque-os moídos em um recipiente (tipo saleiro, com buracos maiores), para ser usado à mesa. Tais temperos podem ser encontrados em casas de produtos naturais. Utilizo um chamado Tempero Terapêutico e que contém diversas ervas e especiarias.

2 - Evite acrescentar sal aos alimentos já prontos e para isso a única saída é retirar o saleiro da mesa. Lembre-se que para hipertensos a dose máxima diária é de 5g (ou seja, 1 colher de café)

3 - O Sal marinho possui vários minerais que são retirados durante o refinamento. Portanto use o sal marinho ao invés do sal refinado.

4 – Um agente causador freqüente de hipertensão é o estresse emocional. As causas do estresse podem variar de acordo com o indivíduo. O melhor a fazer é se possível, identificar o motivo gerador da tensão e eliminá-lo. Na impossibilidade, deve-se procurar encarar a situação com mais leveza e fazer psicoterapia, meditação transcendetal, atividades que promovam relaxamento mental.

5 - Evite carnes salgadas como carne seca, carne de sol salgada, bacalhau e defumados.

6 - Evite aditivos: glutamato monossódico utilizado em alguns condimentos e em sopas instantâneas, além de terem sal, causam excitação cerebral.

7 – Alimentos ricos em cálcio são essenciais para a diminuição da pressão, mas não pense que somente o leite é rico em cálcio (lembre-se que o Leite também tem sódio). Outras fontes boas de cálcio e que devem ser consumidas diariamente são: Brócolis, espinafre, couve crua, ovos cozidos, gergelim, tofu, levedo de cerveja, castanhas.

8 – Alimentos ricos em potássio também são essenciais para a diminuição da pressão. A cada 100gramas desses alimentos você encontrará:
  • Ameixa seca (616mg);
  • Amendoim torrado sem sal (740mg);
  • Banana (370mg);
  • Batatas (400mg),
  • Uva passa (842mg);
  • Chicória (519mg),
  • Cogumelos (669mg);
  • Couve (400mg),
  • Damasco seco (1179mg),
  • Ervilhas verdes e vagem (937mg);
  • Feijão azuki (1300mg),
  • Polpa de tomate (88mg),
  • Soja (800mg).
9 – O magnésio é um dos minerais mais abundantes em nosso planeta e está envolvido no mecanismo de relaxamente dos vasos e com isso diminuição da pressão arterial. Na minha prática clínica percebo que a maioria dos meus pacientes apresentam deficiência de magnésio e respondem bem à reposição. Tal deficiência se deve a três fatores principais:
  • Na manipulação de alimentos (refino) mais de 80% do Magnésio é perdido devido a remoção do gérmen e das camadas externas dos grãos,
  • O solo brasileiro é naturalmente pobre em Magnésio e com a monocultura praticada por séculos o teor ficou ainda menor. Inúmeros estudos demonstraram que locais onde o solo é pobre em magnésio a incidência de hipertensão arterial e doenças cardíacas é maior. Além disso um estudo Finlandês mostrou que a suplementação de Magnésio na água sob a forma e um sal evidenciou redução na incidência de doenças cardíacas.
  • O terceiro fator é a  ingesta de alimentos refinados e com alto índice glicêmico. Alimentos com índice glicêmico elevado solicitam uma maior quantidade de insulina. Para que a insulina se ligue ao receptor e  promova a entrada de glicose na célula, utiliza-se além de outros minerais o magnésio, logo uma dieta rica em carboidratos, "manda muito magnésio embora".
O magnésio está envolvido em mais de 300 reações metabólicos essenciais. As principais fontes de magnésio são:
  • Grãos integrais (aveia, arroz integral, trigo integral, farelo de milho e de arroz),
  • Nozes e sementes secas: sementes de abóbora, girassol (torrada), gergelim. Amêndoas, castanhas, amendoim, pistache, soja, nozes
  • Frutas: banana, abacate,
  • Verduras e legumes: folha de beterraba, beterraba, grão-de-bico, figo seco, feijão, ervilha, mandioca (raiz), lentilhas, quiabo, batata com casca, fécula de batata, figo (seco), uva passa, algas marinhas, soja, espinafres, couve.
  • Ostras, soja e seus derivados, rapadura (ocasionalmente)

10 – Uma dieta rica em alimentos que contenham ômega 3 pode ajudar a reduzir a pressão arterial. Onde você encontrará }ômega 3 ? Em peixes como truta, salmão e cavala. Outras fontes ricas são: nozes, semente de linhaça dourada (deve ser usada diariamente). O ômega 3 já foi associado a um melhor desenvolvimento cerebral e a um baixo risco de desenvolvimento de câncer e de doenças cardíacas.

11 – Se você gosta de chocolate, uma boa notícia, alguns estudos mostram quem chocolate com mais de 70% de cacau, podem auxiliar na redução da pressão. Mas cuidado com o açúcar e lactose. Não ultrapassar 30g/dia.

12 – Diminua o consumo de bebidas alcoólicas, pois elas aumentam a diurese, podendo posteriormente aumentar a pressão arterial. Por isso, os homens não devem ultrapassar o limite diário de 60 mililitros de bebidas destiladas (uísque, vodca, aguardente etc.), ou 240 mililitros de vinho, ou 720 mililitros de cerveja (2 latinhas/dia). As mulheres e os indivíduos de baixo peso devem limitar a ingestão de álcool à metade da quantidade permitida aos homens. Se você não consegue se enquadrar nesses limites, sugere-se a abstenção de bebidas alcoólicas, pois, além de fazer subir a pressão, o álcool é uma das causas de resistência ao tratamento anti-hipertensivo, causando gastrite, problemas no fígado, no coração e no cérebro, sem contar os problemas sociais provocados pela bebida.

13 - Procure manter-se em seu peso ideal. O excesso de peso também aumenta consideravelmente o risco de hipertensão, um famoso estudo ( Framingham) demonstrou que em pacientes obeso, a incidência de hipertensão era 8 vezes maior. Estimou-se que para cada 1kg acima do peso ideal, a pressão eleva-se 1mmHg.

14 - Pratique um exercício físico, pois eles ajudam a diminuir a pressão arterial. Se possível sempre deve ser realizado sob supervisão. A assiduidade é um fator importante, caso não exista contra-indicação, faça atividade física diariamente. O seu coração agradece.

15 – O tabagismo é o mais importante fator de risco, passível de prevenção, para as doenças cardiovasculares, sendo responsável por um em cada seis óbitos. A nicotina aumenta a pressão arterial e acelera a progressão da aterosclerose que pode gerar infarto ou derrame (depósito de gorduras nas paredes das artérias). Portanto, abandonar o tabagismo deve ser a primeira providência do hipertenso. Além disso, o cigarro aumenta o risco de trombose, câncer de pulmão, mama, próstata, intestino, boca e diminui a elasticidade da pele favorecendo o envelhecimento.

16 - Antes de vir à consulta médica, evite: Beber café, coca-cola ou estar com a bexiga cheia. Podem ocasionar um aumento da pressão.

17 - Lembre-se que a hipertensão é a doença que mais mata em todo o mundo, devido as suas conseqüências. Ela atinge quase todos os órgãos do corpo:
a) Coração: infarto, insuficiência cardíaca
b) Olhos: cegueira
c) Cérebro: derrame, diminuição da inteligência e memória
d) Rins: Insuficiência renal crônica evoluindo para necessidade de hemodiálise ou transplante renal
e) Membros inferiores: Trombose

18 - Use corretamente os medicamentos prescritos pelo médico e tenha consigo anotado o nome, dosagem e como foi orientado a usar.

19 - Cuidado com os antiinflamatórios pois eles podem aumentar a sua pressão, quando algum médico receitar um antiinflamatório sempre diga que é portador de hipertensão. Exemplos de Antiinflamatórios: Diclofenaco, AAS, Nimesulida, Piroxicam, Meloxicam, Ibruprofeno.

20 – Ufa, quantas orientações, agora pode dormir, pois diversos estudos mostram que pacientes com insônia ou outros distúrbios do sono tendem a ter pressão arterial mais alta. Uma boa noite de sono, além de reparadora auxilia a diminuir o nível de estresse, eleva a produção de substâncias que diminuem a tensão nos vasos sanguíneos e com isso favorece uma melhora na pressão arterial. Então DURMA!